O filme estava na minha lista há muito tempo por ser um clássico entre nerds e seus diálogos darem nome a várias tropes e memes. A direção e o enredo são fracos e os valores de produção são muito baixos, mas os diálogos divertem e gostei dos atores. E por falar nisso, eu estava realmente querendo ver como era a Robin Wright mais jovem e, francamente, acho que ela está melhor agora, mais velha, no papel da General Antiope em Wonder Woman. Neste filme ela é apenas a “carinha bonita” e não espere muita expressividade dela.
O filme tem muito pouco de romance (é só um pretexto para a comédia e a aventura) , mas se você chamar a namorada para assistir junto, além de marcar mais um ponto no cartão de nerd ainda pode marcar um ponto com a “patroa”. Ela nem pode alegar que você está assistindo por causa de Robin Wright porque nesse filme a única pele que você vê dela é o rosto e as mãos. Bem diferente, por exemplo, da princesa Jehnna em Conan, o Destruidor. Essa faria a patroa querer cobrir seus olhos o tempo todo.
“Bem diferente, por exemplo, da princesa Jehnna em Conan, o Destruidor. Essa faria a patroa querer cobrir seus olhos o tempo todo”
Hehehe, verdade. Pra tornar a coisa ainda mais complicada, a atriz que fez a princesa Jehnna tinha apenas 15 anos na época. Chave de cadeia, como se dizia antigamente.
A direção é fraca e o roteiro é ruim mas o que detona mesmo com o filme é o elenco. Como se fosse pouco começarmos já sem Stacker Pentecost (o carismático Idris Elba – porque seu personagem morre no filme anterior) Raleigh Becket (Charlie Hunnam) simplesmente nem é mencionado no filme e dão um jeito de matar Mako Mori (Rinko Kikuchi) logo no início. Seus substitutos são um desastre, lembrando bastante o que fizeram com Os Mercenários 3. Eu não vou com a cara de John Boyega (ele não me convence em nenhum papel que eu tenha visto) e fiquei o filme inteiro incomodado com um ator que parecia fazer um esforço danado para parecer com Clint Eastwood tendo sucesso apenas na aparência, porque de convincente como homem durão ele não tem nada; e só no final fui descobrir que ele só teve sucesso ao copiar a aparência porque é o filho dele.
Complete-se o desastre com a substituição de boa parte do elenco de suporte (que também tinha bons atores, cujos personagens infelizmente morreram) por uma dezena de atores jovens que não conseguiriam sequer competir com o elenco ainda mais jovem de Stranger Things e um personagem importante que descamba para o mal.
O primeiro filme, com todos os seus problemas, é muito melhor. Este herda todos os problemas do anterior, acrescenta outros e destrói uma ou duas virtudes. Não dá.
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Mas basicamente pela direção das cenas de ação. Isso e um roteiro um pouco melhor fizeram com que o filme não tivesse aquele ar de “adaptação de videogame”. O filme parece bem mais verossímil que o original embora eu não tenha certeza ainda que a sueca Alicia Vikander tenha ficado convincente no papel de Lara Croft. Eu prefiro seu personagem em The Man From Uncle.
O roteiro não é dos melhores mas o que realmente me incomodou foi Richard Croft se empenhar tanto em dizer o quanto a tumba era perigosa e que deveria ficar perdida para sempre ao mesmo tempo que se empenhava para achá-la e conseqüentemente abri-la.
Não tenho nenhuma expectativa de assistir de novo. O engraçado é que é mais fácil eu assistir ao Tomb Raider original outra vez. Acho que é pelo humor e porque me dá muito mais satisfação ver Angelina Jolie fazendo caras e bocas e atirando em gente.
Para mim faz sentido. Vikander ficou mais cara depois de ganhar um oscar de atriz coadjuvante e como o filme não foi bem nas bilheterias e ela ficou apenas “aceitável” no papel uma continuação tem mais chances de fazer dinheiro com outra atriz. Eu não creio que o público vá boicotar o filme se ela for trocada.
Outra coisa interessante: DOIS atores da série “Into the Badlands” participam desse filme…
E a principal atriz de Killjoys tem uma ponta. Hannah John-Kamen além de ser realmente britânica tem boas chances de aparecer numa continuação porque é convincente no papel de mulher durona.
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Nada realmente especial, mas pelo menos tem uma premissa melhor que a do longa metragem. O filme se conecta a The Flashpoint Paradox de um modo surpreendente, embora bem forçado. Me deixou na expectativa de saber como seria o desfecho, que achei satisfatório. A DC continua fazendo animação melhor do que faz Live Action.
É um filme para adultos. A violência é bem gráfica. No início eu estava achando graça do puritanismo dos EUA, que faz um desenho animado extremamente violento e recua na hora de mostrar nudez onde a presença de nudez seria óbvia, mas mais adiante até que essa animação se mostrou um pouco mais ousada que a média. Gostei também de Harley Quinn mas neste filme ela está mais sã que em Assault on Arkhan, que é um filme melhor.
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Eu assisti a Red Sparrow com uma expectativa completamente errada: em algum lugar eu li/ouvi que o filme retratava o encontro dos personagens Natasha Romanoff (Black Widow) e Clint (Hawk Eye) da Marvel. Isso não poderia estar mais errado.
Eu não gostei da direção nem do roteiro. Algumas cenas são perturbadoras demais (eu parei de assistir várias vezes) e mesmo assim não conseguem tornar o treinamento e a determinação de Dominika convincentes, mas o meu maior problema mesmo é com o desfecho. Eu não vou dar spoilers agora porque o filme é muito novo então só posso dizer que na minha opinião o que Dominika fez não era nem de longe o bastante para conseguir o resultado que ela conseguiu.
Outros problemas:
Eu soube quem era o espião praticamente na hora que vi o ator lá no início do filme. A direção também não soube fazer disso uma surpresa;
Por que Nash recebeu um convite do espião para ir a Vienna e coincidentemente o tio de Dominika também foi para uma “reunião” lá? Se pensarmos bem isso tem explicação (até duas), mas parece um grande buraco no roteiro;
Como ela conseguiu levar aquele copo com ela para a Rússia?
O sotaque russo de Jennifer Lawrence me incomodou.
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Talvez tenha sido o uso de atores mais jovens e menos convincentes, mas desta vez os baixos valores de produção realmente ficaram evidentes. Se você pensar em The Man From Earth como uma novela e Holocene como um capítulo mostrando outra faceta da vida do imortal John Oldman esse segundo filme fica mais tolerável. Mas enquanto o primeiro é basicamente uma longa conversa que faz você refletir o tempo todo, em Holocene só temos um diálogo que chega a ser interessante bem no início, na faculdade e outro lá perto do final, no porão de John. No geral, roteiro, direção e atuações deixam bastante a desejar.
O que é uma pena. O fato do filme ter sido produzido exatamente dez anos depois do primeiro até que foi uma sacada interessante.
Se você adorou o primeiro, assim como eu, acho que deve assistir. Mas se você achou apenas “bonzinho” ou pior que isso, não perca seu tempo.
Na minha primeira tentativa eu desisti uns 10 minutos depois por achar a estória muito enfadonha. Mas anos depois eu sintonizei por acaso em um canal onde estava passando o filme lá pela metade e acabei fisgado. E o principal motivo são os personagens Vanellope von Schweetz (acho que em parte por causa da atuação vocal de Sarah Silvermann) e Sargento Tamora.
Eu não sei como eu consegui ser apanhado de surpresa, mas só descobri que se tratava de uma nova versão de A Bela Adormecida meia hora depois de começar o filme. Certamente o trailer que eu tinha visto (se é que eu vira algum) não foi este:
O enredo é fraco e algumas situações são inverossímeis (mesmo descontando ser um filme de fantasia) mas gostei de algumas atuações e o que realmente me prendeu foi como o filme aborda os temas remorso e redenção, que aliás nem existem na estória original.
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Não é um filme ruim, mas também não é um filme (que eu considere) bom. Doses cavalares de efeitos especiais, muita ação, muito “kung fu”, um enredo sem nada de especial (até aí, um típico filme para adolescentes), derivativo (quando chegou na parte “James Bond e Q” eu estava revirando os olhos), personagens e atuações sem graça…
E por falar em personagens, com exceção da General Okoye e talvez de M’Baku todo mundo nesse filme incluindo o Rei T’Challa poderia ter morrido que eu não me importaria. É difícil agüentar duas horas de um filme quando você não liga para os personagens.
Mas eu realmente estou com a minoria. O filme faturou US$ 1.3 bilhões e está com uma inacreditável pontuação de 96% no Rotten Tomatoes, que certamente não se deve às suas qualidades objetivas. Só o efeito “Wonder Woman” explica isso.
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“Bem diferente, por exemplo, da princesa Jehnna em Conan, o Destruidor. Essa faria a patroa querer cobrir seus olhos o tempo todo”
Hehehe, verdade. Pra tornar a coisa ainda mais complicada, a atriz que fez a princesa Jehnna tinha apenas 15 anos na época. Chave de cadeia, como se dizia antigamente.
Aquilo tudo tinha quinze anos?!
Chave de cadeia mesmo!
OBS.: Não creio que o termo esteja em desuso. Lá fora, por exemplo, é “jailbait” (algo como “isca de cadeia”).
A princesa do filme “Conan – O Destruidor”, é a atriz Olivia d’Abo. Fui verificar aqui e hoje ela tem 49 anos… eu tô ficando velho mesmo.