Não consegui deixar de ficar comovido com a situação de Rosalie logo no início do filme, apesar de não ter certeza de que Rosamund Pike foi uma boa escolha para o papel. E gostei de como o diretor se esforçava para que a audiência conseguisse deduzir o que passava pela cabeça do capitão Joe mesmo quando ele estava calado. Christian Bale estava bem, apesar de me distrair pela interpretação dele parecer demais com o personagem de Jeff Bridges em R.I.P.D.
Eu estranhei o fato do grupo do capitão Joe ter um negro por isso tive que conferir. A estória se passa em 1892, quase 30 anos após o fim da guerra civil americana. Então a surpresa não é haver um negro na cavalaria e sim 30 anos após do fim da escravatura no EUA o país ainda ter uma cavalaria, fortes e índios tirando escalpos. Após checar a respectiva seção de goofs do IMDB concluí que os produtores podem ter escolhido uma data inadequada, mas a página American Indian Wars da Wikipedia indica que existiram combates com índios até pelo menos 1924.
O título do filme (“Hostis”) foi bem escolhido pois este é um retrato de uma época brutal onde as hostilidades vinham de toda parte à medida que o homem branco avançava em direção ao oeste americano.
Problemas:
Já foi difícil concordar com a decisão do capitão de permitir que Rosalie deixasse a segurança do forte para continuar a jornada com eles, que estavam dois homens a menos e um peso a mais pois levar um prisioneiro, desertor, acusado de ter matado toda uma família índígena com um machado em uma missão que precisava transportar uma família índia em segurança definitivamente não me parece uma decisão “sã”. O único soldado que eles levaram a mais para tomar conta do prisioneiro não poderia equilibrar as forças. Mas o que realmente não entendi foi o que duas mulheres e uma criança estavam fazendo sozinhas no rio, à noite.
O capitão Joe mudou de opinião a respeito do Chefe Falcão Amarelo rápido demais, depois de todo o empenho do diretor em mostrar o quanto Joe rejeitava a missão.
Eu coloquei Westworld em pausa antes de terminar a primeira temporada porque não gostei do rumo que a estória estava tomando. Eu só pretendo dar mais uma chance quando a segunda temporada terminar.
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Não que isso signifique grande coisa se você der uma olhada na minha opinião sobre a trilogia. Mas o roteiro do filme é muito diferente e apesar de criar novos problemas ele evita os dos livros, que ao meu ver são piores.
Principais diferenças
No livro quem volta não é a bióloga, é sua cópia. E isso apenas no livro 2. E esta deixa claro isso desde o começo apesar da agência não entender o que ela quer dizer com a lacônica declaração “não sou a bióloga”;
No livro ninguém na expedição é chamado pelo nome, só pelo cargo na equipe: bióloga, psicóloga, antropóloga, lingüista e “surveyor” (não estou certo de como traduzir, já que essa também era a única militar e a única realmente bem armada da equipe). As pessoas são estritamente condicionadas a não usarem nomes desde o treinamento, porque supostamente foi determinado que “nomes tem poder” dentro da Area X e que é melhor que nomes próprios não sejam pronunciados lá dentro, mas o autor também não se deu ao trabalho de descrever o que acontece;
No livro só é possível entrar na área X por uma “porta”, que apareceu algum tempo após a criação da região e a passagem por ela tem um efeito que requer que as pessoas passem sob hipnose. O autor não se deu ao trabalho de explicar que efeito é esse além de uma sugestão no terceiro livro de que as pessoas vêem alucinações. Qualquer tentativa de entrar na área por outro ponto resulta em desaparecimento exceto no terceiro livro onde a cópia da bióloga revela outra passagem pelo chão que dá para a praia dentro da área X. Voltar também só é possível pela porta;
No livro a palavra “Annihilation” é o gatilho da sugestão hipnótica para que os membros da expedição cometam suicídio. Que eu me recorde não é mencionada em nenhum outro momento;
No livro o marido dela já está morto, enterrado, exumado e enterrado de novo antes mesmo dela partir para a expedição;
A trilogia inteira termina com apenas duas pessoas vivas: a cópia da bióloga e a diretora assistente Grace. No filme a ameaça supostamente é eliminada. Por conta disso o número de personagens no filme também é bastante reduzido.
Alguns problemas com o filme:
Não explicam como a agência ficou sabendo da chegada do sargento. Podemos deduzir que monitoravam o telefone da casa mas em um roteiro com outros furos isso conta negativamente;
O filme não explica por que eles não tentam voltar imediatamente ao descobrir que estão dentro. Se “ninguém nunca voltou” a primeira coisa que você gostaria de testar não seria se você conseguiria sair por onde entrou?
O filme não explica por que, se ninguém nunca voltou, elas levam tão pouco armamento e muito menos por que não entram dentro de blindados e/ou vestindo roupas de proteção;
O filme não explica por que são todas mulheres. O mais perto disso é dizer que são todas “cientistas”;
Eu tinha acabado de pensar: “boa decisão de ficar num lugar elevado” e aí descubro que o posto de guarda era no chão e na hora de enfrentar um perigo desconhecido todo mundo desce em vez de aproveitar a vantagem da elevação;
Mas a partir de um certo ponto reclamar das ações dos personagens deixou de fazer sentido, já que a Área X pode ter afetado a sanidade de todos eles. Só não gosto de ter que aceitar isso como desculpa para toda e qualquer bobagem de um roteiro.
Boa tarde. Assisti ao filme agora. No geral gostei.
Existem teorias na internet que no filme quem na verdade voltou não foi a bióloga, mas a cópia. Ou que então de algum modo a cópia se “transferiu” (talvez até parcialmente) para o corpo da bióloga. Repare na cena final quando os dois se abraçam: na íris de ambos aparece um “brilho” semelhante ao fenômeno. E o que restou da cópia dentro do farol deliberadamente queimou tudo para garantir que os outros dois seguissem suas vidas lá fora.
Outra dúvida: já que o farol estava à beira-mar não teria mais sido chegar lá de barco, ao invés de uma longa caminhada?
Repare na cena final quando os dois se abraçam: na íris de ambos aparece um “brilho” semelhante ao fenômeno.
No livro a bióloga de verdade toda “brilha” depois de ser contaminada pouco depois de entrar na área X. Por outro lado, as cópias não brilham. São indistinguíveis dos originais a não ser pelo comportamento.
Ela *pode* ser uma cópia, mas se comporta como a original.
Outra dúvida: já que o farol estava à beira-mar não teria mais sido chegar lá de barco, ao invés de uma longa caminhada?
Eu mencionei esse problema lá no post quando falei que nos livros só é possível entrar na área X por uma “porta”. A área X é inexpugnável, incluindo pelo mar. O filme não se preocupa em explicar nada disso.
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Eu havia começado anos atrás e parei a aproximadamente 1/4 do final, na cena onde a “gang” amordaça e ameaça o comissário de polícia. Naquele ponto eu estava realmente incomodado com o filme, porque entre outras coisas não havia por quem torcer. Em Fight Club o conflito não é entre o bem e o mal, o certo e o errado. Nem mesmo entre duas interpretações diferentes mas plausíveis do “certo”. As “forças do bem” tem uma participação tão insignificante no filme que você pode ignorá-las. É um conflito entre desequilibrados [6].
Aí eu fiquei sabendo no final do ano passado que havia uma reviravolta. Que havia uma ilusão. E meu interesse no filme se renovou. Assisti ao filme desde o começo e acabei com uma impressão ainda pior do que antes.
Se não assistiu, pretende assistir e spoilers incomodam você, não passe deste ponto.
Até a formação do clube da luta o filme fazia algum sentido, mas desde que Durden convenceu Lou a emprestar o porão da sua taverna de graça simplesmente se deixando surrar e depois espirrando sangue nele, a lógica do filme começou a desmoronar. Não há nada no filme que explique como Durden conseguiu convencer os membros do clube a se alistarem para o exército pessoal não remunerado (basicamente, um culto) dele. Uma coisa é um homem movido pelo excesso de testosterona querer extravasar batendo em outras pessoas com o consentimento delas. Não há nada de imoral nisso. Mas convencer os membros, mesmo uma parte deles, a se engajarem nas outras atividades do “clube” dependia de um estado mental completamente distinto sem qualquer relação direta com “querer lutar”, logo não existe explicação no filme para o exército de Durden existir.
Mas esse acabou sendo o menor dos problemas quando descobri que os dois personagens principais, que interagem na tela entre si e com outras pessoas, são a mesma pessoa. E não, isso não ocorre nem de longe com a perfeição de “O Sexto Sentido” pois o diretor simplesmente decidiu esticar o conceito de Narrador não confiável até chegar em Através dos Olhos da Loucura mas sem o cuidado que teve o diretor de Uma Mente Brilhante para evitar que a audiência se sinta enganada. Eu me senti enganado por David Fincher.
No final, descobrimos que o filme inteiro é visto pelos olhos de alguém completa e irremediavelmente [1] insano, de tal forma que tudo o que se passou na tela pode ou não ter acontecido [2] (parece que fui o único a notar isso) [5] e todo problema do filme tem uma desculpa pronta. Eu não duvido que alguém possa gostar desse tipo de estória, mas me surpreende que tenha uma nota tão alta no IMDB pois para mim conseguiu ser pior que a reviravolta de Basic.
Como sempre eu tentei encontrar na internet alguém que conseguisse justificar o filme (se tanta gente gosta dele, o que foi que eu não notei?) mas tudo o que achei foi blá-blá-blá (que soa para mim como pseudo intelectual) sobre supostas mensagens do filme sobre a futilidade do consumismo e a “opressão” das pessoas comuns [3] que saem pela tangente na hora de explicar como arrumar um emprego de garçom especificamente para poder urinar na comida dos outros (e depois processar o restaurante pelo que você fez), vandalismo e terrorismo são uma reação válida para esses problemas. Talvez isso funcione no livro que deu origem ao filme mas do que o diretor David Fincher mostra na tela só se salva a atuação de Brad Pitt [4] e as frases (que vem do livro, claro).
Sim, eu desrespeitei as duas primeiras regras do Clube da Esquizofrenia. Vai encarar?
[1] Alguns vêem o final como o “arrependimento” de Durden. Mas como é possível o remorso de uma das personalidades contar como arrependimento? A própria morte da segunda personalidade não faz sentido algum. Durden dá um tiro na boca e faz um rombo na cabeça apenas do seu alter ego louco? Aliás, esse é outro exemplo do próximo item, pois um tiro na boca, mesmo saindo pela bochecha, não sai tão “barato” assim.
[2] Como se explica, por exemplo, a cena do circuito de vigilância onde o personagem de Edward Norton é visto deitado de costas no chão arrastando a si mesmo pelos cabelos? Isso já não é mais nem esquizofrenia, é Poltergeist.
[3] O filme aborda esses temas, mas acho difícil tratar isso como “mensagens” depois da bagunça que vira a trama. Está mais para “desculpas”, porque a mensagem do filme é a violência.
[4] Acho Edward Norton muito sem graça (se bem que no filme essa pode ter sido a idéia) e Helena Bonham Carter só fica bem como Belatrix Lestrange.
[5] Encontrei uma única pessoa que notou. Ele diz que, pelo que a audiência sabe, o narrador pode muito bem estar numa cela acolchoada imaginando tudo aquilo.
[6] Até aí tudo bem. Se o problema do filme fosse só esse seria apenas uma questão do filme ter uma temática desagradável para mim e minha crítica se resumiria a “não gostei”.
Clube da Luta é mistura de pseudo-intelectualidade com efeito rebanho, com o tempo milhões de pessoas glorificam o filme porque outros já fizeram isso antes. Tem muitas obras que jogam o jogo da pretensão, onde todos pretendem que essa ou aquela obra são geniais, e todos pretendem que todos concordam com essa corrente de pensamento.
Assisti no cinema e achei fantástico na época. Mas eu tinha 16 anos, idade em que nos achamos infinitamente mais inteligentes do que realmente éramos. Depois disso não assisti novamente.
Mas agora perdi mais de duas horas do meu tempo. Um dos filmes mais pretensiosos que já vi. Doideira virando “arte” porque tem a assinatura de Stanley Kubrick.
Sim “arte”. 2001 é uma obra de arte no exato sentido daqueles montes de rabiscos famosos caríssimos que precisam ser “interpretados” por gente pretensiosa para você saber do que se trata e mesmo depois da explicação você fica com cara de “hã?”. Exceto se for metido a intelectual, porque aí você finge que entendeu e repete a mesma coisa para quem perguntar.
Os três primeiros minutos só tem uma tela preta e música (parece que a versão do cinema tem mais oito minutos de tela preta sem música). Depois dos créditos iniciais temos 15 minutos de paisagens áridas e macacos (o motivo de eu ter desistido do filme duas vezes antes). Um monte de cenas incrivelmente monótonas e pouco depois do meio do filme temos mais dois minutos e meio de uma tela preta com música (são pausas “artísticas” para ir ao banheiro?). Depois disso finalmente vem a parte que tornou o filme famoso no meio nerd (e não me surpreende que seja a única parte de todo o filme que é mencionada): o computador HAL 9000 tenta matar toda a tripulação.
E justamente no que seria o ponto alto, uma das únicas partes sem monotonia nem doideiras do filme, roteiro e direção falham espantosamente.
Por que o pod tem que ficar tão longe da Discovery?
Por que HAL tinha controle suficiente sobre o primeiro pod para matar Frank mas não tinha controle algum sobre o segundo pod para matar Dave? As explicações que encontrei para isso são pura especulação, sem base nos eventos do filme;
Frank diz claramente que não há um único aspecto da operação da nave que não esteja sob o controle de HAL. Este tinha controle até sobre o encosto de cabeça onde Dave se deita para tomar “banho de sol”, mas no final parecia absolutamente indefeso contra Dave e não tinha controle sequer sobre as portas internas, claramente automatizadas, da nave;
Os pilotos são espertos o bastante para desligar o áudio mas burros o bastante para se esforçarem para ficar numa das poucas posições onde HAL poderia fazer leitura labial. E em vez de fingirem o conserto do pod, que era o pretexto, ficam na frente da janela falando mal do membro onipresente e perigoso da tripulação que claramente pode vê-los, até porque eles olham para ele de vez em quando. Mesmo que HAL não pudesse ler lábios saberia que estão conspirando contra ele;
Como é que depois da morte de metade da tripulação operacional e toda a tripulação de pesquisa, sem o computador de bordo e dependendo do controle vindo da Terra, a missão foi autorizada a continuar?
Por que o corpo de Frank “vai embora” quando Dave o solta, se este deveria estar na mesma velocidade da Discovery? Num filme que se esforça tanto para ser realista isso parece bizarro.
E depois da chegada a Júpiter temos que agüentar mais 10 minutos vendo o equivalente a alguém jogando baldes de tinta na tela (mas isso é “arte”, né?), seguidos de mais doideira.
A pretensão artística torna o filme tão incômodo que ofusca o fato de ter efeitos especiais revolucionários e um cuidado para representar o espaço realisticamente que era novidade para a época.
Pretendo manter distância de Kubrick agora e Laranja Mecânica acaba de sair da minha fila de filmes para assistir. Pensando seriamente em retirar Dr. Strangelove também.
Laranja mecânica é famoso pela brutalidade e Doctor Strangelove é uma comédia de humor negro. Dois tipos de filme que não me agradam mas eu estava disposto a assistir por serem “clássicos”.
Eu estava achando que o autor de 4’33”, a famosa música composta de silêncio, havia se inspirado na presepada de Kubrick. Mas é mais fácil ter sido o oposto, já que essa “obra” foi “composta” em 1952, 16 anos antes de 2001 entrar em cartaz.
Apesar da maluquice… Eu gosto de 2001 e suas sequencias. Kkkkk
Talvez vendo hoje você não teve a sensação da época… Não que eu tenha tido já que nasci em 84.
O iluminado é controverso. Se leu o livro não vai gostar do filme talvez… Mas vale a pena pela interpretação do jack nicholson. É clássico. O livro é mais denso. E diferente do filme…
Mas sinceramente a versão do próprio king em formato novel de 10 horas é ruim d+ (vai ser igual quando ele fizer a torre negra dele… Difícil de ver) fica com o livro.
Full metal jacket é top… Vale principalmente os 30 minutos iniciais pra aprender a xingar em inglês e humilhar alguém.
Porque a infame mutilação a que a TV aberta submete os filmes e séries seria benéfica para 2001. E eu não acredito que as emissoras brasileiras teriam a coragem de deliberadamente não transmitir imagem por dois minutos e meio. Ou transmitir uma doideira alucinógena sem contexto algum por intermináveis 10 minutos.
Eu sou capaz de apostar que o “integralmente” não inclui os vários minutos de tela preta inicial e que a divisão foi feita em “intermission” de modo que a segunda parte já começa depois da tela preta no meio (a não ser que a Globo tenha incluído uma mensagem do tipo “não, o seu aparelho de TV não está com defeito, você está assistindo a 2001”.
Já na ausência dos 10 minutos integrais de LSD eu não sei se aposto.
Eu, na primeira vez que assisti 2001 Uma Odisseia no Espaço, achei o filme chatíssimo, mas mais velho comecei a gostar do filme (achei ele poético e muito realista para a época), obviamente todos os filmes tem furos mas os de 2001 são aceitáveis para mim, se fosse assim eu não gostaria tanto das 2 trilogias de Star Wars.
Eu assisti Dr Strangelove e gostei, eu realmente gosto de filmes de humor negro, um que gostei tremendamente foi Iron Sky (humor negro puro) que está com 5,9 no IMDB mas merece muito mais. Eu tenho um gosto meio estranho para filmes, às vezes eu gosto de filmes que o pessoal avalia mal no IMDB, só que neste caso é mais difícil eu assistir, por falta de tempo eu só estou assistindo filmes com avaliação maior ou igual a 7, com alguma exceções.
A continuação, 2010, achei uma bomba, realmente terrível!
Gostar ou não de um filme tem pouco ou nada a ver com as qualidades objetivas dele. Eu não discuto gostos. Lembre-se de que adorei Jupiter Ascending e detestei Wonder Woman.
E eu achei muito ruim Jupiter Ascending (mais para pavoroso, mesmo eu sendo fanático por ficção científica), quase não consigo chegar ao final, e eu só fiz isso uma única vez. E também não achei grande coisa Wonder Woman, mas gosto é uma coisa muito pessoal e eu nunca me achei uma pessoa que segue as boiadas (ou manadas), sou partidário da opinião de que toda unanimidade é burra (inclusive esta também), atualmente estou contestando muito a opinião das maiorias!
Tenho uma possível explicação para uma de minhas reclamações:
Como é que depois da morte de metade da tripulação operacional e toda a tripulação de pesquisa, sem o computador de bordo e dependendo do controle vindo da Terra, a missão foi autorizada a continuar?
Dar meia volta no espaço não é algo simples como em Star Trek. Pode ser impossível completar a missão mas necessário continuar no mesmo curso, porque você precisa da gravidade do planeta destino para fazer a manobra e pegar impulso para a jornada de volta. O controle da missão pode ter instruído Dave a continuar e este “aproveitou” que já estava lá mesmo para dar um passeio.
Algumas cenas são engraçadas mas não gostei do elenco e o besteirol foi ficando progressivamente mais incômodo. Mas consegui chegar à conclusão que queria desde que assisti a Wonder Woman: Gal Gadot realmente é boa de se ver, mas ruim de se ouvir. Não consegui determinar se é realmente incapacidade de controlar o tom da voz ou se é dificuldade para se fazer entender em Inglês (como israelense o idioma principal dela é o Hebreu). Mas o que importa é que em todos os filmes Gal Gadot sempre está fazendo o papel de Gal Gadot e no caso dela isso não é bom.
Por um lado o filme já começou mal e por mais de uma hora e meia se baseou em uma premissa estúpida.
Começou mal: a frota da Primeira Ordem chega, se depara com a frota rebelde com capacidade de viagem à velocidade da luz em plena evacuação e onde o comandante ordena o primeiro disparo da arma que demora a recarregar? Na base vazia que não tem como fugir para lugar algum!
A premissa estúpida: que a Primeira Ordem precisava realmente ficar naquela brincadeira de pega-pega durante uma hora e meia. Que eles não podiam saltar à frente dos rebeldes e cercá-los, nem chamar reforços que pudessem fazer isso;
E no meio disso, a idéia de que uma nave podia fugir da perseguição até um planeta distante e voltar sem ser incomodada.
Mas os problemas de lógica não param por aí e se somam aos problemas de edição e direção.
Por outro lado, achei menos ruim que The Force Awakens e melhor dirigido e com muito menos absurdos que Rogue One. Certamente é um avanço.
Mas não tenho a menor intenção de assistir outra vez.
A bem da verdade SE formos analisar os primeiros filmes da franquia também tinham muitos “furos”, mas naquela época tudo era “novidade”… até a trilogia lançada depois achei melhor que esses agora… para mim Star Wars ficou somente mais uma franquia “diluída” em meio a tantas, com farto material de efeitos especiais, somente isso…
Sim, em 1977 nós tínhamos percepções diferentes não apenas por sermos muito mais jovens, mas porque muita coisa era novidade. Eu posso ignorar os problemas do primeiro Star Wars, que custou a bagatela de 11 milhões de dólares (40 milhões ajustados para 2012) e era algo novo. Mas The Last Jedi custou 200 milhões de dólares e, mais importante, são quatro décadas a mais de bagagem cinematográfica.
Eu não sou um contador de estórias. Ao contrário de Rogue One, que tem tanta estupidez gratuita que eu poderia escrever uma estória menos estúpida sem mudar nada, eu não estou certo do que seria necessário fazer com The Last Jedi para remover a estupidez e manter a estória, mas quando você tem um orçamento de 200 milhões de dólares isso não deveria ser um problema.
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Gostei do elenco e personagens adultos (exceto vilões) e da comédia. O filme poderia ter um roteiro e uma direção melhores mas como comédia dá para ignorar muitos problemas. Deve ter sido bem mais fácil produzir esse filme do que os dois anteriores da série cujos protagonistas eram crianças. Também gostei do fato de que nesse filme eles conseguiram apresentar “diversidade” de uma forma que não fica tão “na cara” como em outros projetos recentes de Hollywood.
O melhor da série para mim ainda é Zathura (não achei trailer legendado)
Na era do “politicamente correto” essa tal de “diversidade obrigatória” já está enchendo o saco… mas os principais nesse assunto realmente são os ingleses: suas produções atuais chegam a ser insuportáveis querendo ser a “vanguarda” da diversidade… praticamente TUDO tem que ter homossexuais, pessoas de diferentes etnias (mesmo em produções históricas quando NÃO deveriam existir protagonistas daquela etnia naquela época/lugar), uma insistente “pregação” do ateísmo… arre!!!
Agora mesmo estou assistindo a série “Troy: Fall of a City”, e é impressionante a quantidade de atores afrodescendentes que a interpretam (tanto gregos como troianos)… até colocaram um Aquiles negro e “Zeus” negro… gente, não é por aí, entendam: NADA tenho contra a participação de atores de putras etnias, mas estamos falando numa animação ambientada na Grécia e na Ásia Menos NA IDADE DO BRONZE… simplesmente a população local era quase 100% CAUCASIANA…
Eu não sei o bastante sobre a Grécia antiga para opinar ainda e também me surpreende ver um Aquiles negro, mas aparentemente a idéia de que existiam gregos de pele escura é defendida por alguns estudiosos.
Por um lado, eu entendo que a nossa percepção da história pode ter sido contaminada. Por exemplo, antes de “Dança Com Lobos” tudo o que eu lia e via retratava os indios americanos como selvagens brutais e a cavalaria como os mocinhos. De lá para cá essa percepção mudou.
Por outro lado, é preciso ficar atento a tentativas de reescrever a história sem base em fatos.
O enredo é capenga, o desenvolvimento de personagens é forçado, flash é abobalhado demais, “o retorno” não teve o impacto que deveria e exageraram na comédia mas ainda assim eu consegui apreciar o filme. Menção especial para a cena onde Aquaman senta onde não devia. Eu ri alto como não ria há semanas.
Cuidado: spoilers adiante
Gostei
O discurso de Aquaman, claro;
A expressão de Batman quando Superman finalmente se junta ao grupo;
A confusão de Batman quando é induzido a dizer que “gosta” do Superman;
As duas cenas onde Superman mostra ser tão rápido quanto Flash;
Quando flash deixa claro que naquele momento ninguém se importaria se Diana matasse Bruce;
As referências a Pet Sematary (Cemitério Maldito);
“Você sangra”? Seguido de “alguma coisa definitivamente está sangrando”
Não gostei
Das poses que os heróis fazem constantemente;
Como, depois dos eventos de BvS, Bruce Wayne deixa Martha Kent perder a fazenda para o banco? Só para poder fazer uma piada depois?
Como as caixas maternas viraram “mãe dos horrores” nesse filme. Eu não me lembro de ter visto caixas maternas se aliando às trevas nos quadrinhos;
As guerreiras amazonas tem milhares de anos de treinamento mas ainda assim falham miseravelmente na lição “se você vai cercar o inimigo, que seja só com espadas e punhos”;
Poderes inconsistentes: Então Flash, Mulher Maravilha, Ciborgue e Batman precisam da ajuda de uma máquina para escalar um poço e se livrar do afogamento? Só faltou o Aquaman também precisar;
A explicação para ressurreição de Superman nos quadrinhos pareceu bem melhor. E ela já era bem forçada;
Havia quatro carros de polícia no monumento, mas só um com policiais. Era hora do almoço? Notar que era noite quando eles entraram na nave kriptoniana;
O que aqueles policiais estavam fazendo mirando no Superman?
Por que Mulher Maravilha, Aquaman e Flash ficaram olhando abobalhados enquanto Ciborgue atirava no Superman? Até parece que não estava ao alcance de cada um deles separadamente detê-lo;
Duas falas de Gal Gadot no monumento me fizeram lembrar de como eu achei a voz dela irritante em Wonder Woman;
Lois chama Superman de “Clark” na frente dos dois policiais?
Todas as cenas envolvendo civis na Russia;
Mais poderes inconsistentes: Num momento Aquaman consegue atravessar vários pavimentos de um prédio sem se ferir e no outro Diana precisa salvá-lo de algumas “pedrinhas” que estão caindo;
Nem vou comentar os outros problemas de física;
Que desculpa Clark Kent vai dar para voltar dos mortos se o caixão vazio era o de Superman?
Todo mundo sabia o quanto as caixas maternas eram importantes, mas todo mundo esqueceu a terceira desprotegida. Supostamente bastaria Flash pegar a caixa e sair correndo, já que isso quase funcionou com as amazonas;
De como Bruce Wayne achava saber qual o propósito de uma caixa materna: “reformatar mundos”;
Temos uma explosãozinha na separação das caixas maternas que sequer provoca uma cratera e Superman faz graça “eu queria morrer” enquanto Stepennwolf ainda não fora derrotado;
Não foi esclarecido o que Aquaman roubou da batcaverna e por que.
Problemas menores
Na cena em que Gal Gadot está afiando a espada fica claro que ela não tem força para segurá-la e ela está apoiada em algo que foi apagado digitalmente. Quando ela está de costas a espada não está apoiada então certamente era um dublê;
Como Batman obteve aquelas anotações de Luthor? Este só ficou sabendo das caixas maternas quando na nave kriptoniana e de lá até o momento de ser preso havia tempo para anotações?
Algo no rosto de Superman me incomodou em mais de uma cena. Parecia outra pessoa. Mas eu não conseguia definir o que estava diferente. Agora eu descobri: ele estava de bigode e barba nas filmagens e tudo foi removido digitalmente. Está explicado porque eu achei estranho: aquela realmente não é a pele dele.
muita doideira num filme só; nem parece um filme, querem agradar todo tipo de fã.
obs.: não consigo ter todo esse senso de observação que você tem ao ver um filme.
E não sou tão observador assim. O erro na cena da espada eu só notei da segunda vez que olhei e tenho certeza que existem outros que não vi. Mas todo o resto eu notei enquanto assistia pela primeira vez e isso atrapalha bastante a imersão.
Outras coisas que esqueci de falar:
Seria muito fácil notar qualquer cena do Batman andando fantasiado que não seja um dublê porque Ben Affleck parece ter um jeito bem distinto de andar que fica evidente em uma das cenas na vila de pescadores.
O rosto de Ben Affleck parece muito diferente em uma ou duas cenas. Notadamente no avião. Em um relance me lembrou de Martin Sheen. Em outro momento parecia estar bronzeado.
Para quem não entendeu minha reclamação sobre as amazonas (quem lembra de como um dos mercenários de Ronin foi desmascarado sabe do que falo) aqui estão três imagens que ilustram o problema. O ponto amarelo indica onde está a Rainha Hipólita.
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Definitivamente o pior filme da série por larga vantagem.
Nos primeiros cinco minutos eu já estava incomodado com o humor exagerado mas a coisa só piorou.
O substituto de Heindall é um personagem ridículo (o que ele fazia com um Shake Weight a não ser chocar a audiência?) que não aproveita nada de Karl Urban;
O momento em que Thor se dá conta de que Loki está no lugar de Odin não teve nem de longe o peso que deveria ter. Foi como “Ahhh, Loki, seu menino maroto, cadê o papai?” e eu esperava uma fúria semelhante ao momento em que ele viu sua mãe ser esfaqueada;
A morte de Odin foi igualmente brochante;
Idiotizaram o Hulk e imbecilizaram Bruce Banner. Aliás, prefiro esquecer que vi Mark Ruffalo nesse filme;
Hela precisa da espada para concretizar seus planos, mas quando está mais perto dela do que do castelo, volta para este para disputar quem tem o pinto maior com Thor;
Então “Asgard é o povo e não um lugar”, mas para deter Hela, que extrai seus poderes de Asgard, destrói-se o lugar. Tá, entendi tudinho…
Tudo o que é necessário para garantir a destruição de Asgard é colocar uma certa coroa numa certa chama. E Thor guardou essa coroa no mesmo lugar que a chama? um recinto tão seguro que foi invadido pelo inimigo nos outros dois filmes? E Hela também não se dá conta disso apesar de ter reconhecido a coroa?
Numa das cenas em que vemos o povo de Asgard entrar na nave, parece até que eles estão subindo num navio de cruzeiro tamanha a calma. Nem parece que é a única chance de salvação deles.
É do tipo que eu mais gosto: o que mesmo sem ser pretensioso faz você pensar e te obriga a prestar atenção senão você perde alguma coisa.
Eu me surpreendi ao reconhecer Gaff idoso e depois notar sua semelhança com Edward James Olmos. Fiquei mas espantado ainda ao descobrir que o mesmo ator fez o papel em 1982. Eu nunca notara qualquer semelhança entre Gaff e o Comandante Adama.
No filme original o tema da escravidão quase não era notado por causa da ênfase no fato de que Deckard caçava seres perigosos. O filme já começa com um dos replicantes matando um humano violentamente e pelo que me recordo o ponto de vista da estória é basicamente o dos humanos. Já BR2049 é praticamente do ponto de vista dos replicantes e o tema da escravidão é explicito. Até quando Wallace chama suas criações de “anjos” isso parece ter uma ambiguidade proposital. No início você pensa que ele as chama assim por serem mulheres lindas ou algo assim, mas quando você se dá conta de que ele almeja ser (ou superar) Deus, fica claro o duplo sentido. Afinal anjos não são “escravos” também?
Assisti entre ontem e hoje: realmente muito bom. Apenas acho que o personagem de Gosling (K) deveria ter um pouco mais de emoção… sei que foi proposital, mas ele ficou “sisudo” demais no filme. No mais ele retratou magistralmente o mundo tecnológico, mas ao mesmo tempo “retrô” e decadente que a humanidade se transformou… um mundo onde paradoxalmente a personagem mais “humana” é justamente uma IA holográfica (Joi)… e viu que bacana a recriação digital de Rachel (Sean Young)?
Apenas acho que o personagem de Gosling (K) deveria ter um pouco mais de emoção… sei que foi proposital, mas ele ficou “sisudo” demais no filme.
Eu não me incomodei porque acho apropriado. Nesse universo emoção é algo praticamente restrito aos replicantes ilegais.
Note que no Blade Runner original Rachel era supostamente o único replicante “legal” que vimos em todo o filme e sua falta de emoção também era de um contraste claro com os replicantes ilegais.
e viu que bacana a recriação digital de Rachel (Sean Young)?
Certamente foi melhor que a da Princesa Leia e aquela coisa grotesca que fizeram com Tarkin em Rogue One. Mas note que a falta de emoção de Rachel ajuda.
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Como se diz por aqui: “mudando de saco pra mala” já assistiu à nova série (meio nova, já está na segunda temporada) “Westworld”?
Eu coloquei Westworld em pausa antes de terminar a primeira temporada porque não gostei do rumo que a estória estava tomando. Eu só pretendo dar mais uma chance quando a segunda temporada terminar.