Ter assistido a Bright me fez querer assistir a Alien Nation outra vez. Mesmo sendo uma ficção científica com quase trinta anos o filme envelheceu bem. Algumas cenas poderiam ter sido melhor dirigidas, mas para algo que foi produzido provavelmente com um orçamento pequeno na década de 80, dá para ignorar.
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É difícil assistir a Spectral e não lembrar de Final Fantasy: The Spirits Whitin. O filme é no geral bom, mas eu fiquei incomodado com o excesso de mortes de soldados no roteiro, a maioria das quais por decisões estúpidas, e com as soluções “MacGyverianas”.
Esqueci de mencionar o enorme buraco no roteiro envolvendo o círculo de proteção em torno da fábrica, como em várias cenas os soldados pareciam poder ver os espectros sem ajuda e a cena em que os dois soldados com péssima pontaria conseguiram sobreviver a um espectro com agilidade sobre humana por vários minutos, mesmo depois de não poder mais enxergá-lo.
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Bright se passa em uma realidade alternativa onde personagens de fantasia como orcs, elfos, centauros e fadas são parte da sociedade e dois mil anos atrás em vez de Jesus Cristo (“The Lord”) o mundo conheceu (e derrotou) um elfo maligno chamado Dark Lord. O filme é rico em detalhes e cheio de possibilidades. Gostei da maquiagem, dos efeitos especiais, da música, da fotografia e dos personagens mas parte do roteiro, em especial as partes relacionadas com a varinha mágica, é um desastre de lógica que arrisca descarrilar nossa imersão o tempo todo.
Nota: eu acho que a tradução oficial de “magic wand” como “varinha mágica” é infeliz, já trazendo o peso de uma conotação infantil, apesar de wand ser um objeto real que essencialmente nada tem a ver com crianças. Mas para quem não gosta de fantasia isso não faz diferença mesmo porque todo o conceito vai parecer infantil de qualquer forma.
Os críticos detonaram o filme, mas como o modelo de mercado da Netflix não se importa com isso já foi anunciada a produção de Bright 2. Eu espero que nessa continuação eles evitem responder a grande questão que ficou no ar ao final de Bright: “como é que os orcs se reproduzem?”.
Eu vou apontar os vários problemas de roteiro relacionados com a varinha. SPOILER ALERT: Se pretende assistir ao filme, não leia.
Tikka claramente faz um carro explodir (acidentalmente) com a varinha. E no final do filme todo mundo fica surpreso ao saber que ela é uma Bright? Sim, ela está usando luvas quando isso acontece, mas como então ela explodiu o carro?
Tikka tem o treinamento para criar uma obra de arte pós-moderna com o corpo de sua perseguidora, regenerar o corpo de Jakoby e trazê-lo de volta à vida usando a varinha, mas não para fugir da polícia?
Se a varinha é um artefato tão poderoso e raro por que Leilah a entregou a outra elfo para caçar Tikka com ela. Não é que Leilah gostasse dessa outra elfo, pela forma como a matou. E a varinha não pode sequer ficar alguns minutos de carro longe de sua “dona” então que sentido faz delegar uma missão com ela?
Por que Tikka se rende e entrega a varinha à policia, mesmo tendo ficado claro no final que ela não confiava na polícia?
Se a varinha é um artefato tão poderoso, como a posse dela por uma elfo maligna como Leilah não gerou caos no mundo? Afinal o agente Kandomere diz que a está caçando há 20 anos.
Muitos problemas podem ser explicados se for estabelecido que usar a varinha tem “um preço”. Isso fica mais ou menos implícito depois que Tikka ressuscita Jakoby (não está claro, porque Tikka pode ter ficado doente por ter usado a varinha que já está “ligada” a outro Bright (Leilah), mas o roteiro precisa estabelecer esse preço, que aparentemente deve ser menor quando se usa a varinha para matar/destruir ou depende da experiência do usuário, o que pode também explicar porque a própria Leilah não podia ser o “Dark Lord” mas apenas um de seus seguidores.
Isso é do que me lembro agora, uma semana depois de ter assistido. Se eu assistir outra vez devo poder citar outros problemas.
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Eu achava que isso era puro exagero dos filmes de ação retratando guerreiros japoneses até ver por acaso um episódio de Iron & Fire (A Ferro e Fogo) no canal H2 onde os participantes tinham que forjar espadas. Um dos testes de dureza usado no reality show consiste justamente de prender a espada firmemente em um torno e disparar uma bala cuidadosamente mirada por laser no fio da lâmina. A explicação é que uma espada mal forjada pode sofrer um dano no fio ou até se despedaçar, mas eu imagino que o teste seja feito especificamente assim pelo efeito “UAU”.
Todas as espadas passaram no teste dividindo a bala em pedaços. Uma delas praticamente nem foi riscada pela bala!
E você nem precisa de uma espada para isso. Dá para dividir uma bala com uma faca!
Então eu pensei “Ahhh, mas um espadachim não teria a velocidade para fazer isso”. Aparentemente errei de novo, como mostra o vídeo abaixo.
Eu pensei algo similar quando vi a cena, até mesmo porque ele só faz uma vez. Por isso eu disse “aparentemente” no texto. Tem gente que faz qualquer coisa por cliques e esse truque de tentar dezenas de vezes e só mostrar a cena onde deu certo é velho.
Eu, que nem sou capaz de rebater uma bolinha com um taco, achei muito interessante a técnica de apontar a arma com um laser colocado na ponta do cano. “Seus problemas acabaram!”
Agora, interessante mesmo é descobrir porque a “doutora” escolhida para testemunhar a peripécia do samurai é uma autora de livros de psicologia.
Depois de ver uma ou outra reportagem dizendo que o filme tinha sido um fracasso ou “desapontamento” de bilheteria e constatar as baixas pontuações no Rotten Tomatoes (49%) e IMDB (6.6) eu cheguei a achar que Luc Besson dessa vez tivesse desapontado mesmo. Mas que nada! O filme é um espetáculo visual e divertido. O enredo pode ser fraco e se gasta mais tempo exibindo efeitos visuais do que desenvolvendo personagens mas o balanço ainda assim é positivo. No início eu achei que não ia gostar dos dois atores principais mas acabei adorando tanto isoladamente quanto a interação entre eles. Dou no mínimo nota 8.
Uma as partes mais espetaculares (na minha opinião) foi o início, mostrando o desenvolvimento de Alpha (ou “City of a Thousand Planets”) ao som de Space Oddity, de David Bowie… sem falar que a Cara Delevingne é uma gata!
Estava pensando: você que gosta de listar os “furos” (ou as coisas mais, digamos, “forçadas”) dos filmes se esqueceu (ou relevou) uma coisa: quando Valerian começa uma perseguição aos raptores do comandante ele literalmente “atravessou” várias paredes e ecossistemas, incluindo um gasoso, um aquático, etc. para no final até ir até parar o vácuo do espeço. Já pensou o prejuízo e até o dano que isso poderia causar (até matando espécies) para a estação Alpha? E no final, quando a nave dos Pearls literalmente destrói uma parede e se lança ao espaço? Como o ambiente que ficou para trás estava hermeticamente fechado? Só estou falando isso porque sei que você é bastante (um termo aqui da minha terra RS) “cri-cri” com esses “detalhes”…
ele literalmente “atravessou” várias paredes e ecossistemas, incluindo um gasoso, um aquático, etc. para no final até ir até parar o vácuo do espaço. Já pensou o prejuízo e até o dano que isso poderia causar (até matando espécies) para a estação Alpha?
Quando ele atravessou a parede do mundo aquático eu pensei: “pode isso?”.
para no final até ir até parar o vácuo do espaço.
Você notou que ele fica em queda livre quando perfura a última parede e sai no espaço?
E no final, quando a nave dos Pearls literalmente destrói uma parede e se lança ao espaço?
“Uma” parede? Supostamente os Pearls estava escondidos bem no meio de Alpha. Se o filme fosse mais sério isso teria dado perda total na estação.
“cri-cri” com esses “detalhes”…
E olha que eu noto pouca coisa. Eu costumava olhar a seção “goofs” do IMDB e me espantar com a quantidade de coisas que eu não notara. O engraçado é que eu aparentemente fiquei mais atento justamente depois de começar a ler sobre os erros.
Tem também algumas coisas do filme que até podem ter explicação, mas o diretor não ofereceu nenhuma até agora:
1) Por que Laureline precisou entrar no Big Market por outro caminho, em vez de entrar junto com Valerian?
2) Por que Valerian não desativou imediatamente sua transmatter box ao recuperar o conversor e a pérola? Ele teria deixado a dimensão do Big Market e saído tranqüilamente do mesmo jeito que Laureline.
3) Por que os Pearls fugiram com o comandante pelo lado de fora da estação Alpha, em uma nave, se o refúgio deles era no interior da estação?
4) Por que as unidades K-Tron foram tão facilmente eliminadas? Durante o filme foi se construindo um suspense em torno delas que me fez pensar que elas eram muito mais formidáveis. A bomba atômica era um “traco de massa”.
5) Por que os Pearl contrataram um bandido para roubar o conversor? Não era evidente que qualquer um que roubasse algo tão extraordinário capaz de duplicar riqueza não iria querer se desfazer dele? Isso só funcionaria se o conversor só pudesse ser ativado por um Pearl, mas não foi isso que o filme mostrou.
6) Por que a raça de Bubble não tinha um papel muito melhor (ou assustador) na sociedade, como espiões ou algo assim?
7) No início eu não entendi o que danado significava o “U” ter que estar verde. Mas depois de assistir pela segunda vez eu entendi que os portais indicavam as áreas do Big Market que eram seguras para cada raça. Mas ainda acho que o roteiro poderia ter deixado isso mais claro.
Isso é o que eu me lembro agora. Se eu puxar mais da memória vem mais coisas.
Não é esclarecido o que aconteceu com as supostas várias unidades enviadas para lidar com a ameaça no centro de Alpha que nunca voltaram. Ficou estabelecido que os Pearl não matavam ninguém, então… o comandante conseguiu convencer todo mundo que dúzias de soldados que nunca existiram sumiram?
Acabei esquecendo de responder a primeira parte de sua “questão”.
Estava pensando: você que gosta de listar os “furos” (ou as coisas mais, digamos, “forçadas”) dos filmes se esqueceu (ou relevou) uma coisa:
Eu relevei. Eu adorei o filme apesar de ter visto todos esse problemas já enquanto assistia pela primeira vez. Tem gente que trata tudo que gosta como “divino” (se você apontar um problema ou defeito a pessoa age como se fosse uma agressão) mas eu não sou assim. Eu aprecio as coisas mesmo com um olho nos defeitos. Quando eu insisto que algo não é um defeito eu apresento argumentos nos quais realmente acredito.
Mais uma: em perseguição á nave dos Pearls Valerian dispara contra eles em áreas densamente ocupadas e, pior ainda, dentro da estação. Isso só não seria um problema com munição inteligente que se torne inócua ao não atingir o alvo pré determinado, mas munição assim inteligente iria atrás do alvo, não?
ahhh… e um dois maiores WTF! está no fato dos Pearl terem sobrevivido à destruição do planeta inteiro protegidos dentro de uma nave humana semi-destruída.
Além de terem um cérebro privilegiado (isso o roteiro lembrou de esclarecer) eles devem ser quase indestrutíveis e mágicos, para estender a invulnerabilidade deles à nave humana.
E ainda tem o fato da quantidade deles parecer ser muito maior do que o número que entrou na nave. Apesar de terem se passado “apenas” 30 anos se imediatamente eles tomaram a decisão “make babies!” e parte dos sobreviventes são filhos dos originais isso até pode colar. Mas o roteiro deveria ter explorado isso.
Fiquei matutando depois: pena que o conceito da estação Alpha (desconheço se ela realmente existe no universo dos quadrinhos Valerian) foi concebida apenas para esse filme: imagine realizar uma série explorando todos os ecossistemas e todas as raças existentes ali e suas relações… uma espécie de “Babylon 5” muitas vezes maior e mais complexa… se fosse feito com a seriedade necessária e ainda usando os efeitos apresentados no filme seria uma verdadeira obra-prima da ficção científica!
Eles ainda podem explorar isso em outros filmes ou em uma série. O único problema é a dificuldade para encontrar financiamento quando o filme “fracassa”, mas dependendo do custo a Netflix é perfeita para financiar isso, porque o modelo de negócio dela não se preocupa com conceitos tradicionais de “popularidade”.
Além dos personagens principais eu gostei da unidade militar que os recebeu no planeta do Big Market. Se houver uma continuação seria bom ver eles de novo, o que é possível já que a “morte” deles só ficou implícita. O filme ode começar com o resgate do sargento Cooper.
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Eu já não gostara do filme anterior e depois da crítica ter massacrado este eu estava com uma expectativa baixíssima. Fiquei o tempo todo esperando pela cena que ia me fazer dizer “não, isso é idiota demais!” mas ela não veio. Sim, o filme tem absurdos do começo ao fim e alguns problemas de enredo que se removidos deixariam o filme melhor mas, apesar de eu também não ter gostado do “novo casal”, conseguiu me entreter.
Eu sei que é complicado falar de problemas de roteiro em um filme que tem tubarões zumbi que dão saltos acrobáticos no ar mas vamos lá:
Como é que o navio do então jovem Jack Sparrow pôde surpreender Salazar? Ele estava inteiro, com todos os mastros e as velas infladas. Não é possível que a tripulação de Salazar pudesse ter achado que o navio tinha sido destruído na batalha;
Barbossa diz que o Pérola Negra é o mais rápido dos navios, mas eles são alcançados por Salazar, pela marinha inglesa e, muito pior, pela tripulação de Jack em um bote a remo.
Mas o cabelo de Salazar não deixa você pensar em outra coisa
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Convenhamos, os mocinhos enchem o saco. Em Justice League: Crisis On Two Earths (Liga da Justiça: Crise em Duas Terras, 2010) James Woods dá voz a uma versão paralela ainda mais insana do Batman (você não acha que o “nosso” Batman é “normal”, acha?) que merecia ainda mais tempo de tela. Ouvir os diálogos dele com a “namorada” e depois com o Batman é o melhor do filme.
Mas os poucos segundos da versão paralela do Coringa também são memoráveis e a qualidade da animação está acima da média das produções direto-para-DVD. Recomendo!
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Mask of the Phantasm é um filme “velho”, pós “Ano Um“, que não se encaixa em nenhuma “storyline” do Batman da qual eu me recordo. Mas nele a estória tem mais destaque que as lutas e você sempre pode encará-lo como uma estória de “universo alternativo”. A animação é boa, melhor até do que a de muitos filmes novos, e tem um bom elenco, incluindo Mark Hamill (Star Wars) dando voz ao coringa.
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Na maior parte do filme eu devo ter ficado com um sorriso no rosto sem perceber, mas na metade eu estava mesmo dando gargalhadas. Tem alguns diálogos e situações memoráveis. A animação tem boa qualidade e embora a voz de Melissa Raunch (The Big Bang Theory) pareça estranha em Harley Quinn no início, tem horas que você acha que é a voz perfeita para a personagem. Gostei também da música.
Mas quem é fanboy do Batman, do tipo que fica alfinetando fãs do Superman no Youtube, provavelmente não vai gostar. Não é um filme para se levar a sério.
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Poderia ser excelente, se não fossem os vários buracos no roteiro. Por exemplo (cuidado, spoilers):
A espantosa demora para invadir o apartamento de Karen não apenas uma, mas duas vezes;
E depois da primeira invasão, quem removeu os miolos do porteiro da parede para Adrian não ter visto quando subiu?
E os outros moradores? Karen era a única moradora de todo o prédio em um país com excesso de população? E precisava de porteiro?
Quarta teve uma grande idéia que a permitiu usar uma arma e mesmo sabendo que ainda não tinha se livrado dos perseguidores joga a arma fora?
Como Adrian pôde testemunhar um procedimento que supostamente era altamente secreto? Eu entendo que ele entrou no lugar de outro agente, mas eles só checam a identidade do defunto?
Se Sábado era virgem, como Adrian não notou se ele já tinha relações sexuais habituais com Segunda? A propósito, essa tradução dos nomes é de doer.
Como depois daquela explosão e do fogo o corpo de sexta sai em um pedaço só e reconhecível?
E a queda dentro da lixeira vazia? É feita de borracha?
Como ninguém nunca suspeitou que a criogenia era conversa fiada? Sustentar uma mentira dessas por 30 anos requer uma conspiração muito grande. E gente demais “do baixo escalão” parecia saber.
Mas gostei da direção (exceto na cena da captura inicial de uma criança, que foi muito mal encenada), da interpretação múltipla de Noomi Rapace e até da originalidade do roteiro.
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Esqueci de mencionar o enorme buraco no roteiro envolvendo o círculo de proteção em torno da fábrica, como em várias cenas os soldados pareciam poder ver os espectros sem ajuda e a cena em que os dois soldados com péssima pontaria conseguiram sobreviver a um espectro com agilidade sobre humana por vários minutos, mesmo depois de não poder mais enxergá-lo.