 Jefferson,  05 de outubro de 2013, Até onde sei esse livro ainda não tem versão em português.
A idéia de universos paralelos não é nenhuma novidade na ficção científica. Dúzias de livros, filmes e estórias em quadrinhos já exploraram esse tema. Mas embora eu mesmo tenha lido e assistido a um monte de estórias diferentes desse tipo, para mim a abordagem usada em The Long Earth foi total novidade e me deixou horas pensando sobre as implicações sociais, políticas e econômicas.
No universo criado por Terry Pratchet (Discworld) e Stephen Baxter, existem possivelmente infinitas Terras (mais de 2 milhões delas foram catalogadas) mas apenas uma, a que conhecemos, é habitada.
Imagine que praticamente de um dia para o outro toda a raça humana aprendesse que pode “saltar” com um pequeno esforço (apenas uns 15 minutos de vômito e enjõo após o salto*, que é instantâneo) para infinitos planetas iguais à Terra, prontos para serem colonizados. Imagine como seria se de uma hora para outra comida, água, petróleo e outros recursos minerais se tornassem infinitos.
*Não é grande problema mesmo. Diariamente incontáveis pessoas passam por pior do que isso só para ter o prazer de uns 20 minutinhos de mergulho no mar.
Uma utopia? Não exatamente. Horas depois da descoberta, terroristas começaram a explorar o fato de que para invadir qualquer local fortemente protegido bastava saltar para uma das duas terras adjacentes (esse “multiverso” se expande em dois sentidos), mover-se até a coordenada do alvo e saltar de volta. Para esse problema até se encontrou uma meia solução, mas com o tempo a economia mundial sofreu um baque. Imagine ouro e diamantes valendo quase o mesmo que areia lavada, porque todo mundo sabe onde estão as grandes jazidas, cidades esvaziadas porque seus habitantes foram “passear” ou viver em outros mundos, governos que não sabem mais como (e de quem) arrecadar impostos…
O tema é tão instigante que mais de uma vez eu me surpreendi analisando os possíveis desdobramentos da estória como se ela fosse real.
Só não posso dar nota dez ao livro porque os autores não souberam criar um enredo realmente à altura do conceito e o livro parece ter sido finalizado às pressas, com uma revisão desleixada. O livro alterna momentos realmente intrigantes com outros que chegam a ser ridículos. E não consegui me apegar aos personagens. Para você ter uma idéia, se o personagem principal da estória morrer não vai fazer nenhuma falta, de tão apático que é. Estou pensando em ler a continuação (The Long War), porém os reviews não são animadores. Parece que os autores conseguiram fazer pior na segunda parte.
Mas ainda assim não deixe de ler The Long Earth se tiver oportunidade. É fascinante.
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 Jefferson,  25 de setembro de 2013, 
Parece que o governo chinês não quer perder tempo algum com a conversa fiada de arapucas como a Telexfree. Para evitar que pirâmides e esquemas Ponzi proliferassem pelo país escondidos atrás da desculpa “nós temos um produto”, Pequim foi bem radical: desde 1998 nenhuma forma de MMN é permitida.
“O governo chinês usou empresas de consultoria para investigar as distinções entre MMN e esquemas óbvios de pirâmide como os “gifting clubs”. No fim, decidiu que MMN é só um esquema de pirâmide disfarçado…
…Concluiu que MMN é uma indústria fraudulenta. Decidiu manter a proibição.
E qualquer empresa do ramo de “venda direta” mas não necessariamente MMN (como a AVON), precisa obter licença prévia do Ministério do Comércio chinês. E só 24 empresas, somando chinesas e estrangeiras, obtiveram essa licença.
É claro que os zumbis vão dizer que isso acontece porque a ditadura chinesa quer manter o povo escravo. Longe de defender aquele regime, eu penso que a razão é oposta: até eles aprenderam a lição da Albânia. Notem que o banimento ocorreu no ano seguinte à guerra civil albanesa (1997).
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 Jefferson,  22 de setembro de 2013, Há muito tempo, se não me engano no extinto Buzz, eu comentei sobre a minha crescente preocupação com o fato de que eu estava usando serviços demais da Google (email, blogs, adsense, autenticação em outros sites…) e que se eventualmente alguém conseguisse invadir minha conta ia virar minha vida do avesso. Um leitor antigo (não lembro quem e não consegui achar a conversa nos meus arquivos) recomendou então usar a autenticação em duas etapas, que até então eu não conhecia.
A idéia é simples e se baseia em um conceito antigo de segurança: exigir do usuário algo que ele sabe e algo que ele tem. Conceito esse que todo cliente de banco já usa sem nem perceber: para usar um caixa eletrônico ele precisa da senha (sabe) e o cartão (tem). Já no caso de acesso a banco pela internet isso é menos comum. Só quem usa o “token” eletrônico ou cartão chave já está familiarizado com o processo.
Na época eu estudei rapidamente o assunto e decidi deixar para depois porque identifiquei três possiveis problemas:
- O sistema ia ficar me enchendo o saco pedindo confirmação de minhas credenciais até em meu próprio desktop;
- Eu corria o risco de algo dar errado na implantação e ficar impedido de usar minha própria conta;
- Alguns serviços da própria Google poderiam não funcionar mais direito;
Na semana passada eu decidi estudar de novo o assunto. Minha necessidade de usar serviços da Google em dispositivos de terceiros só tem crescido e o risco de ter minhas credenciais “chupadas” por um keylogger implantado por um hacker ou pelo próprio dono do dispositivo (já fui consultado pelo filho de um cliente sobre como fazer isso) é real e assustador.
Ou o processo ficou mais simples ou a explicação da google está mais clara, porque desta vez ao ler sobre o que eu tinha que fazer não tive medo de perder acesso à minha conta e ficou claro que eu podia marcar um dispositivo como confiável. E como hoje eu não me vejo mais andando por aí sem pelo menos um dispositivo Android no bolso, eu posso usar o Google Authenticator como token, sem precisar ficar “gastando” códigos impressos e ter que imprimir mais periodicamente. Mas tenha em mente que o Authenticator só pode ser usado em um dispositivo. Se você tiver vários aparelhos Android (como um tablet e um telefone), o programa ao ser instalado invalidará qualquer instalação anterior.
De fato a implantação foi simples e já me sinto muito mais seguro. Mas depois de uma semana já havia até me esquecido de que problemas poderiam ocorrer, porém hoje eu esbarrei no terceiro da minha lista: Meu Motorola Quench, que eu já havia configurado antes de implantar o novo sistema de autenticação parou de sincronizar. Depois de ter minha senha da conta recusada duas vezes eu fnalmente me toquei para a causa.
Os sintomas são os seguintes:
- O app Play Store insiste que minha senha está errada e não me dá outra opção de autenticação;
- Clicar em “Sign In” na página do Google pelo browser não me leva a lugar algum;
- O browser fica travado exibindo só o cabeçalho da página ao tentar acessar https://play.store.com
Para ter certeza de que não era problema de conectividade do telefone, instalei nele também a conta de minha mãe, sem problema algum. Tentei apagar minha conta para implantar de novo, mas o Android disse que eu só poderia fazer isso dando um factory reset. Como eu não tinha muito tempo a perder com isso e o telefone não tinha nada importante instalado, foi o que fiz.
Mesmo assim, minha senha continuou sendo recusada no “Setup Wizard”. Dei um “skip” para poder finalizar o setup sem adicionar uma conta (ainda bem que o Android permite isso) e testei dar um Sign In na minha conta google pelo browser de novo. Desta vez funcionou e me foi solicitado o código de verificação. Depois de inseri-lo, pude acessar minha conta normalmente, mas só pelo browser. O reset do telefone reverteu a app da Play Store para a antiga “Market” (o que com certeza só piora as coisas) e “adicionar conta” continuou rejeitando minha senha.
Então eu fiz uma rápida pesquisa no Google e descobri que a solução é simples, mas não muito intuitiva. O processo já tem suporte a esse problema na forma de ASPs (senhas específicas para aplicações) que você pode gerar de dentro da sua conta. O meu problema foi não ter visto o processo de instalação de conta no smartphone como uma “aplicação”. E então eu entendi que para a Google a “aplicação” é irrelevante. Qualquer coisa que apresentar seu email e a ASP passará na autenticação.
Claro que eu poderia ter feito uma pesquisa sobre como resolver esse problema ANTES, mas decidi sair esbarrando nas dificuldades de propósito para me familiarizar com os sintomas. Eu recomendo quee antes de implantar você leia a página sobre os problemas comuns, para se familiarizar com o que pode acontecer. Mas note que a Google não se esforça nem um pouquinho em alertar os usuários para os problemas que podem aparecer nos telefones baseados no seu próprio sistema.
Conclusão: Agora que eu entendi de verdade o papel das ASPs, estou plenamente satisfeito com o processo e não tenho mais medo algum (pelo menos por enquanto).
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 Jefferson,  21 de setembro de 2013, Experimente trocar a fonte ou o cabo, mesmo que sejam novos.
Isso aconteceu comigo recentemente. Comprei um Motorola Razr D1 para minha mãe e, como era o mesmo tipo de fonte que eu usava nos meus aparelhos, passei a carregar os meus com a fonte do Razr, que estava geralmente mais disponível que as minhas. Mas um dia eu notei que estava demorando muito para carregar. Após 4h de espera, uma carga que já deveria ter terminado só tinha chegado aos 30%. Só notei que a culpa não era do telefone quando usei o mesmo conjunto carregador + cabo para alimentar um Raspberry Pi. Por qualquer besteira o Rpi resetava, como se não tivesse corrente suficiente.
Eu não lembro o que me fez suspeitar do cabo, mas bastou trocá-lo por um xing-ling qualquer para resolver todos os problemas. E olha que era um cabo novo, legítimo Motorola.
Esses aparelhos tem tanta inteligência que bem poderiam avisar na tela, durante a carga, que o carregador não estava conseguindo suprir a corrente “normal” esperada, não é mesmo? Mas nãooooo… você precisa descobrir por tentativa e erro.
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 Jefferson,  12 de setembro de 2013, Para quem não se lembra, Confiquer é um “worm” (vou chamar de vírus mesmo daqui em diante) que ficou famoso em 2008/2009 por ter infectado milhões de computadores usando técnicas avançadas.
Na semana passada ao plugar meu HDD externo no meu desktop descobri, olhando a lista de opções que o XP mostra, que havia um vírus no meu drive. Até aí tudo normal, porque esse drive é feito para passear por todo canto mesmo e tudo o que realmente importa está protegido contra vírus em arquivos ISO. Mas quando eu fiz o upload do danado para o Virustotal me dizer do que se tratava, levei um susto: era o famigerado Conficker. Uma praga que eu pensei que estivesse morta há anos.
Remotamente eu inspecionei a última máquina onde eu havia plugado o drive, o servidor de um cliente, e constatei que estava infectado, mas consegui fazer a remoção remotamente mesmo. Fiquei preocupado, porque o Conficker também se propaga usando uma vulnerabilidade documentada do XP e poderia ter infectado toda a rede do meu cliente. Mas no dia seguinte, durante o expediente, fiz uma varredura e constatei que o resto da rede estava OK, provavelmente porque até o mais velho dos meus CDs de instalação do XP já tem o patch para essa vulnerabilidade integrado.
Como parecia um evento isolado, deixei para lá.
Mas hoje eu descobri que o problema pode ser maior.
Fui visitar um cliente esporádico onde eu não ia há um mês e descobri por acaso pelo menos uma dúzia de máquinas XP Sp3 infectadas com o Confiquer. É fácil identificar que sua rede está infectada: máquinas vulneráveis mas com o Avast atualizado acusam “do nada” e repetidas vezes, que foi encontrado um “malware genérico” (o danado do AVAST não reconhece que se trata do Conficker) em “c:\windows\system32\x” (sem extensão mesmo) e/ou em um arquivo .JPG. Isso é o Confiquer tentando “saltar” para a máquina pela rede mas sendo barrado pelo Avast. E, nas máquinas infectadas, tentar acessar o site da Avast, da Mcafee, da Sophos ou da Microsoft sempre dá erro no browser. Você não conegue nem baixar o Autoruns.
A solução, entretanto, é simples:
- Rode o Conficker Detection Tool em uma máquina qualquer da rede (pode ser uma infectada) e faça uma lista das máquinas infectadas que você vai ter que limpar;
- Coloque em um pendrive o patch da MS de acordo com a versão do sistema operacional e o Sophos Virus Removal Tool;
- Instale o patch e reinicie a máquina. Isso impedirá que o vírus em outra máquina “salte” para ela de novo;
- Instale e execute o Sophos para procurar e eliminar o vírus.
O Sophos tentará se atualizar mas não conseguirá. Isso é normal, porque o vírus está em execução bloquando o acesso ao servidor da Sophos. Prossiga assim mesmo. A remoção ocorrerá em duas etapas: Na primeira que dura menos de um minuto o Sophos localizará o vírus na memória e pedirá sua permissão para encerrá-lo. Em seguida ele vai fazer uma varredura nos discos à procura do danado para deletar. Enquanto a segunda etapa não for concluída o vírus será reativado toda vez que reiniciar a máquina.
Não rode o Sophos em uma máquina que tem usuários usuários conectados pela rede. Durante a execução o Sophos impede a conexão aos compartilhamentos (mas o PING continua funcionando). Não sei se isso é proposital ou um efeito colateral do encerramento forçado do vírus.
Você pode remover o vírus “na munheca” também e se poupar da loooonga verificação que o Sophos faz. A Microsoft tem uma longa explicação e até um iFixit que eu não testei ainda. Mas nas três vezes em que executei o Sophos ele encontrou um único arquivo relacionado com o Conficker: uma DLL de nome aparentemente aleatório (algo como “vxysa.dll”) em c:\windows\system32. É possível que simplesmente deletar essa DLL em Modo de Segurança resolva o problema. Fiz um teste em uma máquina e tive sucesso. Ao visualizar pelo Autoruns você verá essa DLL ser carregada em SERVICES, mas sem assinatura. E tentar desligá-la pelo Autoruns acusará erro de “Acesso Negado” porque o Confiquer removeu as permissões na chave do Registro.
Mas note que o Conficker tem diversas variantes e o método manual que funcionou comigo pode não funcionar com sua variante.
Outra coisa: ao contrário de muito malware, que tem em todos os arquivos a data de infecção, não adianta fazer uma busca por data para achar os arquivos desse Conficker. A DLL que apaguei era de 2008.
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 Jefferson,  06 de setembro de 2013, Eu esbarrei nesse problema quando testava o script de ligações perdidas para o Tasker. Como eu precisei fazer uma modificação nele e minha habilidade com PHP é quase nula, ou eu ficava ligando para o telefone ou arrumava um jeito de testar diretamente. O modo mais simples que encontrei foi usando o complemento Postman para o Google Chrome.
Abaixo, exemplo de como eu usei o Postman para testar o script MissedCall.

Nota: Eu não gosto de soluções que funcionam dentro de browsers e tenho especial desconfiança com o Chrome, que se atualiza sem aviso nem autorização. Por isso se alguém conhecer uma boa alternativa de programa gratuito, por favor deixe um comentário!
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 Jefferson,  06 de setembro de 2013, 
Desde antes do Android existir eu procuro uma solução que me permita lembrar de certas coisas baseado no lugar onde eu estou ou, melhor ainda, na minha intenção de ir até lá. Tasker ainda não pode se basear nas minhas intenções (mas não é algo impossível – em outra hora falarei sobre isso), mas sua capacidade de automatizar tarefas baseado no lugar onde estou, entre várias outras coisas, é bem promissora.
Eu não vou tentar explicar aqui como funciona o Tasker e muito menos fazer um tutorial porque o assunto é extenso e eu sequer consegui fazer funcionar direito, mas vou dizer que problemas eu resolvi ou venho tentando resolver com limitado sucesso.
O que foi resolvido satisfatoriamente:
1) Eu não ando com o telefone quando estou dentro de casa. Eu o deixo em algum lugar e muitas vezes o danado só toca justamente quando estou longe e não posso ouvir. Como eu não gosto de telefone pode levar horas até que eu perceba a ligação perdida, mas geralmente estou no computador e raramente passo muito tempo sem checar meu email. Então programei Tasker para me enviar um email sempre que eu perder uma ligação, incluindo o número e nome (se estiver na agenda) da pessoa que ligou. Pense num detalhe besta mas útil!
Minha implementação é uma versão mais completa (inclui nome da pessoa) da explicada aqui, que tem um detalhe inconveniente: requer que você tenha um site onde possa rodar um script php personalizado (eu tenho, claro). Provavelmente por uma questão de segurança, não é possível uma aplicação fazer a app Gmail do telefone mandar uma mensagem e o Tasker não tem um módulo de envio de email. Existem gambiarras usando o Tasker em conjunto com scripts em Python, mas para mim foi muito mais fácil usar PHP no meu site do que instalar e usar Python no telefone.
Meu script:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
|
<?php $to = "xxxxxxxxxxxxxx@gmail.com"; //email para onde a mensagem será enviada $headers = 'From: GrandDUOS'; //aqui eu identifico de qual telefone veio a mensagem if ($_POST["type"] == "text") { $subject = "SMS from ". $_POST["sender"]; $message = $_POST["text"]; } if ($_POST["type"] == "missedcall") { $subject = "Missed Call from: $_POST[sendernum] - [ $_POST[sendername] ]"; $message = "Procure o telefone!"; } if (mail($to, $subject, $message, $headers)) { echo("ok!"); } else { echo("erro!"); } ?> |
Exemplo de como a mensagem é recebida:

Este cara sugere uma versão mais completa, que não testei ainda.
Veja também: Como testar scripts PHP que esperam comandos POST
Atenção: existe uma razoável chance de que o gmail considere a mensagem recebida SPAM, por isso olhe na caixa de SPAM e se a mensagem tiver caído lá, adicione o remetente à sua lista de contatos para que Gmail não faça mais isso.
2) Eu nunca recebo e nem quero receber ligações de madrugada, quando estou em casa. Por isso programei Tasker para colocar e manter o telefone em “Airplane Mode” da meia noite às seis da manhã economizando assim bateria e evitando acordar alguém da casa com ligações que quase certamente serão engano.
Tive sucesso limitado ao ligar e desligar recursos baseado em minha localização:
Como eu não uso plano de dados (edit: não usava, em 2013), preciso manter meu email no telefone atualizado quando estou em casa, por isso o wifi precisa estar sempre ligado. Mas quando longe de casa ou de qualquer lugar onde eu não tenha acesso wifi, não faz sentido manter o recurso ligado desperdiçando bateria.
Adicionalmente, quando estou em casa o telefone nunca está comigo, por isso é importante deixar a campainha ligada. Mas quando estou fora de casa o telefone sempre está no meu bolso, por isso é interessante colocar automaticamente em vibração apenas, para evitar o constrangimento do meu toque (que é alto) em momentos inoportunos.
Também é interessante que quando eu chegar em casa o GPS, que é um tremendo dreno de bateria, seja desligado automaticamente caso eu tenha precisado dele na rua, juntamente com os “dados móveis” (acesso 3G). E que o brilho da tela seja colocado no mínimo, porque eu só preciso dele alto quando estou sob o sol.
Resumo:
Quando chego em casa:
- Desligar GPS;
- Desligar dados móveis;
- Ligar Wi-fi;
- Colocar brilho da tela no mínimo;
- Ligar campainha;
Chegando em algum lugar onde tenho acesso wi-fi que não seja minha casa:
- Desligar GPS;
- Desligar dados móveis;
- Ligar Wi-fi;
- Colocar brilho da tela no mínimo;
- Colocar/manter telefone em modo vibração;
Ao sair de qualquer dos lugares anteriores (em trânsito) :
- Colocar brilho da tela no máximo;
- Desligar wi-fi;
- Colocar telefone em modo vibração;
- Desligar bluetooth (posso ter ligado por alguma razão e esquecido ligado, mas como não uso fones BT, não uso BT em trânsito);
Para fazer a chamada “geolocalização” com um mínimo de consumo extra de bateria o Tasker me permite usar a detecção das torres de celular. Em teoria basta programar o Tasker para que ao ver determinadas torres gatilhe um evento e ao deixar de vê-las gatilhe outro. É pouco preciso, mas funciona. Ao menos na teoria. Consegui ensinar Tasker a perceber que estou chegando em casa e chegando a outros lugares onde posso usar a rede wifi. O problema tem sido ensinar a ele que eu ainda estou lá!
O telefone ocasionalmente deixa de ver as torres enquanto eu me movimento e gatilha os eventos de saída. Eu até incluí em todos os eventos o comando “Say” para que Tasker me diga com a voz sintetizada o que ele está fazendo. E ocorre um liga-desliga de eventos danado. É preciso incluir outras condições para que Tasker não depender apenas de ver as torres, como por exemplo ele estar vendo ou não um SSID conhecido de wi-fi. Mas eu ainda estou tentando entender como se faz isso funcionar. Tasker é poderoso, mas não muito amigável.
Tasker ainda não resolve sozinho:
Eu preciso de uma ferramenta que, dependendo de onde eu estou, me alerte para uma lista de coisas que tenho que fazer. Tasker pode até saber onde estou mas não tem um mecanismo para, por exemplo, exibir na tela uma determinada página de minha agenda. Isso é possível com uma combinação com programas de terceiros mas eu gostaria de uma integração com a agenda da Google, que é onde coloco meus lembretes quando estou no PC.
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 Jefferson,  05 de setembro de 2013, Filmes, Livros OBS.: Toda vez que leio esse título eu me pergunto se o correto não seria “foi o melhor livro que li este ano”. Alguém aí tem uma opinião embasada a respeito?
Não se deixe enganar pelo filme, que é péssimo. O livro é realmente bom.
The Host (A Hospedeira) entrou na minha loooonga lista de coisas para ler porque eu gosto de ficção científica, a sinopse parecia interessante e, embora eu ache que Stephenie Meyer insere em suas narrativas passagens que só mulheres realmente suportam ler, eu até gostara de Crepúsculo.
E não foi por causa da ficção científica que eu gostei do livro, até mesmo porque tirando o fato de que a Terra foi invadida por aliens com uma medicina superior, quase não há sci-fi no livro. As armas são convencionais, todo mundo se transporta de carro, a comida é a mesma… Tudo porque os parasitas preferem realmente “substituir” seus hosts e continuar a vida no planeta como era antes, excluindo apenas a violência (é, os aliens são uma raça “pacífica e benevolente” mas de moralidade questionável).
Não, o que realmente me impressionou no livro foi o drama da personagem principal, Melanie.
Os aliens, chamados muito apropriadamente de “souls” (almas) ao parasitarem os humanos substituem completamente a alma humana, que some, mas retém todas as suas memórias e até sentimentos. Ao contrário do que acontece em “Os Invasores de Corpos”, o indivíduo resultante é indistinguível do humano substituído no comportamento e na aparência, exceto por uma pequena cicatriz no pescoço onde ocorre a “inserção” (que qualquer humano poderia ter ou forjar) e pelo brilho inconfundível nos olhos. Depois de bilhões de humanos terem sido “assimilados” e a Terra ser praticamente propriedade dos aliens, Melanie, um dos últimos humanos capturados, tem “uma alma guerreira” e consegue resistir ao procedimento e sua alma humana passa a coexistir com o parasita, que também é um membro singular da raça alienígena, e consegue convencê-lo a abandonar sua espécie e buscar pelo refúgio do punhado de humanos que ainda resta.
Monta-se um “plano” (se é que pode-se chamar assim) impensado e quase irresponsável, alimentado pelo desespero de Melanie. Afinal os humanos jamais teriam como saber que Melanie é Melanie. Incontáveis humanos durante a breve “guerra” (que consistiu basicamente em se esconder, pois quando a invasão foi descoberta já era tarde demais) foram “entregues” por familiares e amigos que foram capturados tentando conseguir comida e voltaram aos refúgios levando uma tropa de aliens. Para os humanos, ver o brilho nos olhos de um ente querido só tem uma resposta possível: um tiro na cabeça.
O líder do refúgio, tio de Melanie, intrigado pelas circunstâncias em que a sobrinha foi achada procurando pelo refúgio (que ela nunca soube exatamente onde era), se recusa a permitir sua execução. Apesar de não ter qualquer razão concreta para achar que ela é qualquer coisa mais que um parasita que tomou o corpo de sua sobrinha, decide, contra a vontade de todos os outros, pela sua captura. Finalmente confrontada com a situação impossível que criou, Melanie (que não tem qualquer controle sobre seu corpo) diz ao alien que não tente dizer “sou a Melanie!” porque só iria apressar a execução, pois faria os humanos, que só sabiam que um alien podia imitar o humano “assimilado” com perfeição, sentirem ainda mais ódio.
Imagine a situação: Ser prisioneira de pessoas que você ama e também te amam, mas querem te matar por acharem que você está morta há muito tempo.
Acredite, Stephenie Meyer consegue contar esse drama muito melhor que eu. Eu passei quase metade do livro com lágrimas nos olhos!
Sobre o filme: eu vi os minutos iniciais, os finais e algumas cenas no meio e concluí que nem valia a pena tentar salvar algo dele. Direção ruim, atuação ruim e script ruim. O que fizeram com o final é especialmente ridículo.
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 Jefferson,  04 de setembro de 2013, Peguei dois computadores com esse problema em duas empresas diferentes de ontem para hoje, com a mesma causa, por isso acho bom dar o alerta.
O problema está sendo causado pela instalação de um tal “Baidu Security” ou “Baidu Antivirus”. Mesmo desinstalando, ele ainda deixa um serviço driver ativo (bhbase.sys) que impede o XP de iniciar. E como essas porcarias da Baidu estão sendo instaladas pelo instalador do Baixaqui junto com o que realmente você queria instalar, esse problema pode atingir muita gente.
Para consertar, entre pelo Modo de Segurança e use o Autoruns para desativar qualquer coisa da Baidu que encontrar nas seções “Services”. Não olhe apenas na aba de mesmo nome. Deixe em “Everything” e procure por “Baidu” em tudo. O problema é causado especificamente pelo serviço driver, mas encontrei outras coisas de potencial problemático mesmo depois de desinstalado o software.
Na primeira ocorrência do problema eu perdi um tempo considerável para chegar ao culpado porque a principal causa apontada em uma pesquisa no Google era defeito na RAM, seguida por problemas com drivers. Nesses casos não era nem uma coisa, nem outra.
Edit: A informação do último parágrafo está incorreta. É mesmo um driver, mas não um driver que apareça no Gerenciador de Dispositivos.
Eu é que me confundi. Drivers também são instalados na chave “Services” do Registro. Na figura abaixo você pode ver onde o driver da Baidu aparece no Autoruns;

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 Jefferson,  06 de agosto de 2013, O escritor de ficção científica Arthur C. Clark é famoso (não entre os zumbis, claro) entre outras coisas por ser o autor da seguinte frase, chamada de “terceira lei de Clark”:
Qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível de magia.
Pois depois de ler e ouvir muitos defensores da Telexfraude, online e pessoalmente, eu proponho a versão/paródia “Telexfree” da lei:
Qualquer grau suficientemente avançado de estupidez é indistinguível de vigarice.
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Parece muito bom! Será que não poderia virar filme (ou melhor, série de TV)?
Aproveitando: Jefferson e colegas: chegaram a assistir a série “Sliders”? http://pt.wikipedia.org/wiki/Sliders
A série (ao meu ver) começou muito bem, mas depois (com a troca de atores) acabou degringolando.
Eu esqueci de comentar isso no texto. Enquanto lia eu imaginava o que um bom roteirista de seriado poderia fazer com esse tema. Certamente uma série poderia ser melhor que o livro.
Eu não vi a série, mas troca de atores para fazer o mesmo personagem para mim só funcionou em “Eu, a patroa e as crianças”. Jennifer Freeman é muito melhor de se ver e ouvir que Jazz Raycole no papel de Claire.
http://www.youtube.com/watch?v=l99I6GFGq2c
Não, na verdade não houve troca de atores para fazer o mesmo personagem, mas sim que os atores/personagens iam saindo e iam sendo substituidos por outros atores/personagens…
A série começou muito bem: um jovem e genial estudante de física acaba topando com seu outro “eu” (de um universo paralelo) que lhe presenteia com um dispositivo para “deslizar” entre infinitos universos paralelos. Mas logo na primeira viajem ele e alguns amigos + seu professor cético acabam desregulando o controle e perdem as coordenadas de seu mundo de origem. Agora eles tem que ir deslizando de universo para universo na expectativa que o próximo “deslizamento” leve para seu mundo.
Com o passar do tempo os atores vão personagens morrem, “ficam” em algum universo paralelo, desaparecem, etc. e novos personagens/atores os substituem.
Ao contrário do livro, nesta série quase que 100% das “Terras” paralelas são habitadas, mas nem todas por “homo sapiens”: uma dos “arcos” da série mais fascinantes é quendo os exploradores topam com uma reça que evoluiu numa Terra onde os Neandertais é que evoluiram, e o Homo Sapiens foi extinto: donos de uma tecnologia avançadíssima (mas com uma sociedade que lembra muito a antiga Alemanha nazista) eles, também detentores da tecnologia de “deslizamento” (porém com um preciso controle das coordenadas de cada mundo) vão sistematicamente atacando e conquistando dimensão após dimensão… foi até esta arco que assisti. Depois disso perdi o contato da série. Ela passava nos anos 1990 no antigo Universal Channel na Sky, e não consegui encontrar mais na internet legendas para os DVDRips…
Eu me baseei nas fotos desse artigo, que mostram o personagem Quinn Mallory como dois atores completamente diferentes. Mas eu li agora no texto a “explicação científica” para isso.