Na semana passada eu comecei a trabalhar com o suporte técnico de mais um sistema comercial e isso serviu para manter a impressão negativa que tenho de todos eles. Eu não tinha tempo nem saco para acompanhar tudo o que eles faziam nas máquinas do cliente mas o que pude ver ou conferir depois que eles terminaram já basta.
Compartilharam o diretório inteiro do sistema comercial na rede com acesso escrita e leitura para TODOS;
A aplicação deles foi configurada para rodar com privilégio de administrador no servidor. Pelo menos nas outras máquinas não foi;
Eu dei acesso remoto via Anydesk em todas as máquinas mas em seguida instalaram o AMMYY e, como o AMMYY tem problemas com isso, desligaram o UAC. No servidor e no caixa. Acho que quem configurou o balcão foi outra pessoa porque não fez isso.
E tudo o que eu posso fazer é ficar contornando as bobagens que eles fazem para tentar garantir alguma segurança para a instalação.
Por que essas coisas me incomodam:
1: Notas fiscais, banco de dados e outros arquivos podem ser apagados por acidente ou maliciosamente por qualquer pessoa que sente na frente de um computador, com qualquer permissão de acesso. Qualquer ransonware meia boca em qualquer máquina pode criptografar o sistema inteiro e pedir resgate. Qualquer file infector rodando em uma máquina pode infectar os executáveis do sistema comercial e assim infectar todas as outras máquinas, etc, etc, etc. Estou acostumado a ver pior. Os “técnicos” de suporte saem compartilhando com permissões de escrita o diretório Arquivos de Programas e até partições inteiras incluindo as de sistema. No Windows XP você ainda flagrava isso só de abrir o explorer mas desde o Windows 7 a Microsoft deixou isso menos óbvio e é preciso executar com regularidade o comando net share para conferir se nenhum compartilhamento novo foi criado. Às vezes você só percebe quando está em outra máquina e nota os compartilhamentos extras aparecendo.
2: Quando uma aplicação precisa de privilégios de administrador ou o usuário vai precisar ser administrador ou vai ter que ter a senha de administrador, o que no final dá no mesmo. O ideal é que todos os usuários trabalhem no menor grau de permissão possível. Isso não impede a ação de ransonwares, mas esse não é o único problema de quem precisa dar manutenção;
Eu tive um cliente que o software do estabelecimento (criado por um programador exclusivamente pra ele)também era compartilhado e qualquer micro conectado na rede local tinha acesso irrestrito. Eu acredito que isso é um meio do programador “facilitar” a vida dele, ou seja, ele instala o software nos micros, compartilha e “um abraço” pro cliente. É tipo uma preguiça que eles tem de deixar o mínimo de segurança. Pelo menos nesse meu caso, o cliente não usava internet em nenhum micro (na época) e o programador criou uma rotina de backup do software, no servidor, pra copiar a pasta pra um HD externo três vezes ao dia pelo Cobian Backup. Eu acredito que o melhor para o cliente é quando o programador se comunica com o profissional de TI, para deixar tudo alinhado. No meu caso, o cara me odiava! hehehe
Rapaz, esses “programadores de banco de dados” parecem ter uma mentalidade que é difícil de compatibilizar com a mentalidade de quem faz a manutenção/segurança. É muito fácil entrar em rota de colisão com esse pessoal e para evitar criar uma situação em que alguém sinta vontade de me sabotar eu prefiro manter distância e tentar fazer meu trabalho apesar das besteiras deles.
Mas em empresas rodando Active Directory os usuarios sem permissão não podem nem instalar nada. Aqui na empresa toda vez que precisam instalar algo, tem que me chamar. Simples assim. Pode trazer no pendrive, o que for. Não executa sem permissão de ADM. Acho que já ajuda bastante. Ai quando o “suporte do software” precisa, eu instalo ele faz o que precisa sobre minha supervisão e depois nem adianta pedir. Deleto assim que termina. Abs
Arthur, sei que AD ajuda muito, mas não tenho muita experiência; atualmente uso Windows Server apenas com compartilhamento de arquivos;
Se pudermos trocar informações, agradeço.
Mas em empresas rodando Active Directory os usuarios sem permissão não podem nem instalar nada.
Eu posso estar falando bobagem, mas a não ser que você tenha criado uma diretiva de segurança com uma whitelist de executáveis, todo mundo pode instalar softwares como o Chrome, certo? E nesse caso você nem precisa de Active Directory, porque você pode implementar a diretiva em qualquer máquina avulsa. Até onde sei o AD apenas simplifica esse trabalho para um grande número de máquinas.
Ai quando o “suporte do software” precisa, eu instalo ele faz o que precisa sobre minha supervisão e depois nem adianta pedir. Deleto assim que termina. Abs
Você parece estar falando do ponto de vista do profissional de TI que atende UMA empresa. Eu estou falando do ponto de vista de quem atende por contratos de manutenção ou avulso. Aqui se eu bloquear o acesso do suporte do sistema, toda m***a que acontecer vai ser culpa minha. É impressionante como esses “sistemas comerciais” precisam de manutenção constante. Seria de se esperar que o sistema que já roda há sete anos na empresa já tivesse todos os bugs resolvidos, mas toda hora aparece uma novidade que requer a atenção do suporte do sistema. E não estou falando das palhaçadas do sistema tributário brasileiro que são incontornáveis. Estou falando de problemas até de campos em relatórios impressos que “desaparecem”.
E eu não estou disponível em tempo integral nem fisicamente, nem remotamente. Pode levar qualquer coisa de alguns minutos até 24H para que eu possa fazer o atendimento.
Jefferson, eu tenho uma teoria sobre esse problema do software sempre precisar de manutenção. No caso do meu antigo cliente, o programador vendeu uma “parte” do software pra ele, de acordo com o próprio cliente. Então qualquer alteração ou correção, é cobrada por fora e me parece que não é um preço muito justo (de acordo com o cliente). Então eu creio que o interesse do programador é resolver o mínimo de problemas possíveis para que sempre o cliente precise chama-lo e assim ele recebe de novo e de novo pelo serviço ou manutenção no software. Em resumo, o cliente passa dez anos usando o software e estará sempre vinculado ao programador, que continua ganhando dinheiro.
Eu não quis entrar nesse detalhe mas desde que eu comecei a ouvir as reclamações de meus clientes sobre os problemas nos softwares eu tenho razoável certeza de que consertar uma coisa e quebrar outra faz parte do modelo de negócio da maioria dessas empresas.
Eu posso apontar uma possível exceção: um de meus clientes usa um sistema que roda 100% no servidor do programador (é em PHP). O “paradigma” é outro. O cliente tende a enxergar como se estivesse alugando um conjunto de serviços e está menos propenso a achar que se o software não der problema toda semana ele não precisaria pagar todo mês por ele. O programador então se sente menos inclinado a sabotar sua própria criação.
Não que eu esteja recomendando esses sistemas “no computador de outra pessoa”. De jeito nenhum eu recomendo. Eu apenas entendo a diferença.
Jefferson, eu quase citava um sistema comercial que um cliente usa, a diferença é que usam o Teamviewer. E infelizmente o sofrimento é o mesmo; em outro cliente, software de contabilidade, eu tinha deixado pra instalar o sistema em uma sub-pasta (d:\rede\sistema) mas na hora que o suporte começou, o “bendito” moveu pra raiz do D: e compartilhou geral.
Jefferson, eu quase citava um sistema comercial que um cliente usa, a diferença é que usam o Teamviewer. E infelizmente o sofrimento é o mesmo;
Fica pior que isso. Cada “técnico” parece ter sua preferência de software de controle remoto. Eu já cheguei a ter que remover uns quatro ou cinco instalados na mesma máquina.
Idealmente, eu deveria poder determinar o meio de acesso para que seja usado apenas um, reduzindo a superfície de ataque. Mas eu não tenho como controlar esse pessoal.
Jeff, passei por uma neste sábado; normalmente nem iria, mas como a sra da loja é uma pessoa muito agradável, fui no sábado às 14h (horário que iria maratonar a 3a. temp de Dark Matter).
Situação: durante a semana as vendas não saíam pela net, ficando em contingência; foi piorando e ela acionou o suporte do sistema que, mesmo estando uns 600 metros de distância do shopping, só atendem remoto (ammyy ou anydesk). Resultado: bagunçaram o sistema (cuja base é, acredite, em MDB) e disseram que ela precisava chamar um técnico para formatar o micro (e ficar sem vender com cartões até resolver).
Fui, fiz backup, formatei, dei acesso remoto, e o suporte me dispensou; como já estava no shopping, fui ver um filme e fiquei de passar lá na volta só pra conferir. O que estava antes foi embora, deixou outro no lugar dele, e este tinha parado porque não tinha o certificado digital da loja pra instalar no sistema. Na hora do backup, eu vi que estava lá o arquivo .PFX DENTRO DA PASTA DO SISTEMA DELES caramba!!!! E eu que tive que mostrar a ele; instalei o certificado e ele prosseguiu.
Mas o sistema dele insistia em não enxergar o certificado; ele olhava em Opções de Internet, via lá mas nada no sistema. Daí o que o crânio me fala? Que o problema é do certificado, e que eu falasse com a Certificadora (que obviamente não tem plantão fim de semana), e a loja iria ficar sem vender com cartões até resolver na segunda-feira, imagina o prejuízo?!
Enquanto ele ainda estava online acompanhando, entrei no site da certificadora (Fenacon), baixei todas as cadeias de certificados, instalei, e aí sim o sistema dele funcionou.
5 minutos de boa vontade em vez de mais 2 dias sem vendas.
Tá difícil hein, não sei como escolhem na hora de contratar esse pessoal para suporte.
e disseram que ela precisava chamar um técnico para formatar o micro (e ficar sem vender com cartões até resolver).
Por causa desse tipo de presepada eu faço uma imagem da instalação com Trueimage depois que o suporte do sistema termina a instalação e de vez em quando depois disso. Assim eu tenho uma razoável chance de resolver até os maiores desastres sem ter que depender deles.
mesmo estando uns 600 metros de distância do shopping, só atendem remoto (ammyy ou anydesk).
Porque assim entre outras coisas eles podem “atender” dois ou três clientes de uma vez. Se o cara passar um minuto sem mover o mouse para mim é isso que ele está fazendo: me fazendo esperar enquanto atende outro.
Tá difícil hein, não sei como escolhem na hora de contratar esse pessoal para suporte.
Tenho razoável certeza de que essa gente ganha salário mínimo. Você aceitaria bater cartão e tolerar patrão por esse valor?
Não se pode esperar muito do conhecimento técnico e boa vontade de quem aceita.
Por que eles se dariam ao trabalho e custo de contratar alguém realmente capacitado se podem jogar o problema nas contas do cliente e do “outro” suporte técnico?
Em um de meus clientes a instalação do sistema comercial era coisa para horas de máquina parada. Eu terminava toda a instalação básica da máquina deixando faltando apenas instalar o sistema e telefonava para o suporte. Encontrar um técnico desocupado para fazer o serviço já podia levar qualquer coisa entre minutos e horas mas o pior vinha na instalação: o cara tinha que instalar o Chrome para acessar uma conta no 4shared de onde ele baixava os instaladores (e isso porque a empresa deles tem site) e depois começava um complicado processo de instalação que parava o tempo todo (provavelmente porque o técnico estava atendendo outra pessoa).
Depois de ver pela terceira vez um técnico instalar manualmente cada um dos muitos aliases do Borland Database Engine (BDE) de que o sistema precisava eu perdi a paciência. Como é que esses caras não sabem que a configuração é armazenada no arquivo idapi.cfg e é só copiar o arquivo de outra máquina? Eu não espero que um técnico de manutenção saiba imediatamente disso, mas o técnico de suporte de um sistema que requer o BDE deveria saber como funciona o BDE!
Ainda por cima, a Borland obsoletou o BDE em 2000. Nada de significativo mudou em 17 anos!
Aproveitei uma distração de um deles que não apagou os instaladores quando terminou, copiei tudo para o servidor e anotei o procedimento deles. A parte mais difícil que era configurar o BDE eu faço simplesmente instalando-o e copiando um diretório BDE “modelo” por cima depois.
O que antes requeria horas eu passei a fazer sozinho em 10 minutos. Há pelo menos três anos eu não chamo o suporte para corrigir problemas de instalação desse sistema.
Por enquanto, Enterprise ainda é a melhor série desse universo que já vi.
Meu maior problema é com o modo com que decidiram fazer a chamada “exposição“. Informação demais é passada sobre os personagens nos dois primeiros episódios da série e de um jeito completamente artificial. Começando já na primeira cena com toda a conversa entre a comandante e Michael. Por exemplo, a explicação que Saru dá a Michael de que ele é capaz de “pressentir a morte” deveria ter sido dada por Michael a outro personagem para a cena ser verossímil. Ora, espera-se que um oficial superior da frota conheça perfeitamente o be-a-bá da espécie de qualquer outro oficial. E Michael foi criada em Vulcan, por isso espera-se que ela seja uma enciclopédia. Pior que isso: aparentemente Saru e Michael são colegas de ponte há sete anos.
Parecia uma revista em quadrinhos antiga da Marvel, com os heróis dizendo em voz alta, sozinhos (sim, é ridículo) o que aconteceu na edição anterior.
Mas a série tem potencial basicamente por ser “diferente”. Eu não vou falar muito mais porque é muito cedo para dar spoilers. Estou curioso para ver o que acontece no terceiro episódio.
Eu sei que não se pode ser muito “retrô” com a audiência e a gama atual de efeitos especiais, MAS… uma série que se passa creio que 10 anos antes da Série Clássica apresentar comunicação holográfica (ainda melhor que Sat Wars)? E aquele computador central da nave com uma baita IA? Desse jeito eles estão tecnologicamente até superiores que TNG, DS9 & VOY juntos… e olhe que foi dito que a Shenzou é uma nave “antiquada”…
Coincidência que me deixou matutando ontem: no trailer do terceiro episódio Michael fica muito parecida com a personagem “Bill Potts” da décima temporada de Doctor Who. E ambas tem um nome normalmente atribuído a homens (“Michael” e “Bill”). No caso de “Michael” isso faz mais sentido por ser o nome de um anjo e estes não terem sexo.
Talvez seja uma referência “sutil” ao fato de ST sempre querer quebrar paradigmas… há tempos já se falou em ter personagens homossexuais em filmes/séries da franquia… quem sabe não é uma “mensagem subliminar” que no futuro poderemos ter Michael bissexual???
Você quer dizer “transgênero”, não? Eu não conheço todo o canon de Star Trek mas pela longevidade da obra e do número de séries eu tenho razoável certeza de que em alguma delas algum personagem era bissexual, até porque isso dá margem para diálogos cômicos.
O fato dela se chamar “Michael” foi explicado como idéia do ex-showrunner da série, que criou o hábito de dar a personagens femininos nomes masculinos.
Sim: em DS9 tivemos o caso da Trill Jadzia Dax, que pelo fato de ter uma simbiose com um ser que já tinha passado pro vários corpos (inclusive por homens) em certo momento se “relacionou” com uma outra mulher humana na série…
Eu não vejo problema nisso desde que faça sentido. No caso de Caça Fantasmas não fazia e o resultado terrível acompanhou as expectativas.
No caso de Doctor Who, o fato dos “Time Lords” não terem um sexo específico já foi estabelecido no mínimo desde 2014 quando “The Master” ressuscitou como “Missy”.
A “mudança de sexo” pode ser interessante e certamente divertida quando a estória permite isso.
O terceiro episódio foi “mais ou menos”. A direção poderia ser melhor mas o que realmente me incomoda é que a atriz interpretando Michael definitivamente não me convence. O personagem é complicado: uma humana que cresceu em Vulcan é uma personalidade difícil de antecipar. Mas isso não é desculpa pois ou você serve para o papel ou não serve.
Jeff, ontem assisti aos 3 episódios, por conta da sua recomendação; por mais que tenha gostado, me parece que essa série talvez não sobreviva à segunda temporada.
Continuo achando chato isso do nome, pow, é como ver um cara sendo chamado de Joana, mas isso é o de menos. Aquele “computador” é muito ilógico pra mim, e os Klingons não convenceram tanto, gostei mais deles no trailer rs.
Gosto de Michelle Yeoh desde A serpente e o dragão; espero que de alguma forma ela apareça mais vezes.
Discovery para mim ta parecendo uma “Enterprise” … Tá … humm.. ok.
O StarTrek legal de se ver no momento é o The Orville.
Esse sim é StarTrek na veia.
Se tirar a comédia =)
O episódio S01E05 “Choose your pain” ofende minha inteligência. E olha que eu sei que Star Trek geralmente não se esforça nesse sentido, mas este foi demais.
Num momento, a almirante diz que a frota tem razões para acreditar que os Klingons sabem sobre a Discovery e determina que esta precisa ficar “na moita” até que a tecnologia de salto possa ser duplicada.
No momento seguinte o capitão está num inexplicável passeio “sozinho” onde inexplicavelmente é interceptado por uma nave Klingon.
No momento seguinte a mesma almirante despacha a Discovery para resgatar o capitão.
Nãaaaooo, não há nenhuma incoerência nisso.
Nãaaaooo, não havia nenhuma chance de ser uma armadilha Klingon para capturar a Discovery
E o pior de tudo mesmo: não era uma armadilha Klingon.
ahhh… e quando você controla uma prisão, não precisa colocar microfones nos bichinhos de estimação de prisioneiros e muito menos precisa da colaboração destes. “As paredes tem ouvidos” não é uma metáfora maluca.
Achei a segurança da prisão fraca de mais, mas eu ainda acho que foi facilitado a fuga de propósito, quem garante que ele não saiu de lá com um equipamento de rastreio implantado (ou até com alguma lavagem cerebral Klingon ?) no corpo para facilitar a captura futura da Discovery ??? Achei a fuga fácil demais para uma suposta prisão Klingon, que ninguém nunca escapou vivo! Ainda acho que vai ter desdobramentos (não é possível que tenha sido assim tão fácil, ofende a nossa inteligência se realmente foi assim tão simples!), caso contrário o nível da estória é similar a uma novela da Globo (das mais ruins) como por exemplo, Malhação!
Só a da prisão? Como aquela nave Klingon pôde entrar e sair do território da federação, presumivelmente nas proximidades de um posto de comando, que também presumivelmente só faz sentido existir bem longe de fronteiras, sem ser molestada? Os Klingons já tem a tecnologia da Discovery? Que vantagem oferece a Discovery se qualquer nave Klingon pode fazer essas incursões relâmpago?
ou até com alguma lavagem cerebral Klingon ?
Só mesmo uma lavagem cerebral explica o capitão Lorca ter deixado a torturadora dele viva. Nada menos que isso é satisfatório, pois Lorca não é um “bom moço”, eliminar um capitão inimigo estabelece vantagem tática (principalmente em uma fuga) e ele teve excesso de oportunidade para isso.
Outro problema de roteiro está na estória do tardígrado, que eles retratam no terceiro episódio como um animal decididamente feroz e “predador” para depois transformá-lo em vítima com uma explicação nada convincente.
O episódio 7 subiu muito o nível da série. Quer dizer, na minha humilde opinião, que sou fanático por roteiros que envolvem viagem no tempo. Mas a resolução do episódio foi no mínimo ridícula, sem contar que não citam o sequestro da almirante em nenhum momento.
e ainda deixou algumas coisas sem explicação, sobre o Mudd
Ah, e de que serviu saber que a “baleia” tinha uma nave dentro dela?, já que Michael não lembraria disso no reboot.
Esse episódio realmente é o melhor até agora, mas não por mérito dele e sim por porque os outros deixam ainda mais a desejar.
Enquanto assistia fiquei incomodado com as seguintes situações:
1)Num momento Stamets deixa claro que eles tem apenas 30 minutos entre reboots e que “cada segundo que você duvida dele leva os mais próximo da morte” e no monento seguinte ele está esperando pacientemente e até encorajando o romance entre Michael e Tyler. Nenhum dos dois vai lembrar disso então o que se ganha com isso? Aquele momento de romance foi tão absurdo naquela situação que eu dei um FF nele.
2)É um absurdo que justamente Stamets tenha se entregado a Mudd e mais absurda ainda a razão “não posso mais ver você matando pessoas”. Ora, enquanto Mudd não obtivesse a resposta todas as mortes eram reversíveis e o que ele fez, em um roteiro mais sensato, teria condenado todos.
3)Eles só tinham 30 minutos e apenas uma pessoa que aprendia com todos os loops. Como eles conseguiram fazer tudo o que fizeram para resolver o problema nesses parcos 30 minutos? Convencer apenas o capitão Lorca já levaria pelo menos 5 (estou sendo bem generoso) e Stamets precisava convencer em um loop apenas *várias* pessoas. E isso com Mudd já andando pela Discovery
4)Aquela “piscada” na energia da Discovery não tinha nada a ver com o problema?
5)Por que Mudd precisou sair pela boca da baleia para entrar na Discovery no inicio, mas depois não precisou mais?
6)É, a resolução do episódio eu ainda não consegui entender.
E as fichas que caíram depois que eu assisti:
1)Como Mudd sabia onde encontrar a Discovery? Existe uma app para isso?
2)Por que Stamets fala com Michael em vez de falar diretamente com Lorca? Por que ele não sobe no elevador com Michael? Por que ele perde tempo indo procurar Michael na festa se seria mais rápido ir até a ponte e avisar sobre a baleia antes mesmo dela ser detectada?
3)O episódio mostra que cada reboot é diferente do anterior e a audiência entende que isso se deve às diferentes escolhas feitas pelos personagens devidas a mínimas variações entre interações, mas mesmo assim nós vemos Mudd agir com se ele tivesse que cronometrar cada passo dos tripulantes para passar por um corredor. Essas duas abordagens do que acontece dentro de um loop me parecem incompatíveis sem uma explicação.
É, tem bastante furo no roteiro mesmo. Mas em relação às suas dúvidas, pelo que eu entendi, a piscada acontece sempre que se inicia um loop temporal, e é quando a Discovery detecta a “baleia”. Quanto ao Stamets falar com a Michael, ele comenta logo na primeira tentativa que já tentou falar direto com o Lorca, mas sem sucesso.
a piscada acontece sempre que se inicia um loop temporal,
Faz sentido, mas eu gostaria que o roteiro explicasse o motivo. Então a Discovery “sente” o loop? Como?
Quanto ao Stamets falar com a Michael, ele comenta logo na primeira tentativa que já tentou falar direto com o Lorca, mas sem sucesso.
Eu assisti de novo a primeira tentativa dele (porta do elevador), a segunda (engenharia) e a terceira (a caminho do hangar). Ele não diz nada nem parecido com “tentei falar com o capitão”.
Em um dos loops Stamets chega até Michael seis segundos após a piscada (22m53s). Se ela marca o início do loop temos mais um problema no roteiro, porque no primeiro loop vemos que ele estava com o “esposo” em outro lugar da nave.
Essa é fácil de responder, o Stamets se move também no tempo, ele pode sim mudar fatos passados a partir de conhecimentos futuros. Aliás, esse é o personagem que, se bem desenvolvido, pode tornar essa série a melhor coisa da ficção cientifica na tv nos últimos 20 anos.
E um outro detalhe, o roteiro não precisa explicar tudo o tempo todo, né? Alguma coisa pode ser deixada pra imaginação da audiência. Afinal, não é um filme do Christopher Nolan
off-topic: As notificações de novas mensagens e comentários do blog estão indo para a caixa de spam para mim, mais alguém com esse problema? Uso gmail.
ele pode sim mudar fatos passados a partir de conhecimentos futuros.
Mas aí ele seria um Deus Ex Machina que destruiria toda a graça não só do episódio mas da série inteira.
Ihhh… f*deu!
Chama o Stamets!
o roteiro não precisa explicar tudo o tempo todo, né? Alguma coisa pode ser deixada pra imaginação da audiência.
Isso funciona quando as questões deixadas para a imaginação da audiência geram principalmente respostas interessantes. Mas quando a primeira coisa que vem à cabeça e, pior ainda, a solução mais plausível é “o roteirista é um idiota preguiçoso” isso foi feito errado. Para mim é o caso desse episódio.
Mudd deixou claro que tinha olhado a lista de oficiais. Como ele não pensou em ir atrás justamente de Stamets se ele queria saber como a propulsão funcionava?
E o motivo para o personagem de Mudd ter se safado para mim é claro: o ator é melhor que a atriz principal e o personagem é interessante. Se a série durar ele vai voltar para ser o “Q” da Discovery.
Com certeza, até valeria a pena ressuscitar ela em TWD kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Outro furo que pensei depois de ler tudo aqui: Stamets matou Mudd na sala do reator, e poderia ter matado em outros loops; como engenheiro, como ele não percebeu (ou procurou) o artefato no braço de Mudd, que gerava os loops? Bom, aguardando o próximo episódio.
Pelo que eu entendi, a destruição do cristal (no braço de Mudd ou dentro da baleia) provocava o reboot. Então bastaria matar Mudd antes que ele colocasse uma bomba na Discovery.
Porém, para um plano como o de Mudd funcionar é imprescindível o uso de um dispositivo “homem morto” que provoque o reboot automaticamente. É evidente que Mudd usou um para garantir que com sua morte tudo começasse de novo. A única saída que vejo era impedir Mudd de entrar na Discovery.
Você não conhecia Q? É um dos personagens mais interessantes “desse universo”. E as interações dele com a tripulação costumam ser no mínimo divertidas.
btw, seu link wikipedia abre na mesma aba do Quicktalk, tirando o visitante do site.
Ao comentar eu não tenho a opção de adicionar a tag para abrir em outra janela ou aba com um clique e dá preguiça adicionar manualmente.
Os últimos dois reboots são os mais problemáticos.
Para começar, como Stamets é o único além de Mudd que pode aprender algo de um loop para outro, qualquer evento que não seja do conhecimento de Stamets é inútil. É tempo perdido. Então vamos lá:
No penúltimo reboot Mudd já tomou todo o controle da Discovery, incluindo o poder de fazer gestos teatrais para teleporte, bem cedo. Eu estimo que mais ou menos uns 20 minutos antes do prazo acabar. Após a suprema estupidez de Stamets, Mudd teleporta-se com ele para a engenharia para aprender sobre o papel de Stamets na propulsão. Michael vai com Tyler até a baleia, aprende sobre a nave de Mudd e vai entregar a ele que é o único outro membro valioso da tripulação.
Isso tudo sem ser do conhecimento de Stamets!
Último reboot. Michael não sabe de nada do que aprendeu, nem que se entregou para Mudd. Stamets só sabe que agora Mudd vem direto atrás dele. Mudd, que agora sabe tudo o que é preciso e está no encalço de Stamets e Michael convenientemente só chega à ponte mais ou menos dois minutos antes do prazo de meia hora expirar.
Embora existam possíveis explicações para a demora de Mudd que salvou a Discovery, o roteirista poderia ter encaixado uma cena em que Michael explica seu plano para Stamets antes de falar com Mudd para não ficar esse gigantesco buraco na lógica da trama.
Eu estou acompanhando The Orville e estou achando bastante interessante (sem compromisso com ser sério e com bastante humor), quase como o 1º Startreck com Spock e o Capitão Kirk, recomendo! A estória não tem uma continuação, pelo menos as estórias terminam em cada episódio, diferente do Discovery.
Estou gostando do também Discovery, apesar dos enormes buracos na estória. Mas poderia ter uma estória melhor amarrada!
Eu estou em dúvida se o episódio S01E08 novamente ofende minha inteligência ou não. Os guerreiros Klingon são retratados como estúpidos assim sempre ou é só nessa série? O roteirista mostrar que KOL sabe que L’RELL está mentindo não muda o fato de que eles deixaram uma prisioneira valiosa escapar debaixo do nariz deles.
Tem assistido aos episódios da volta da primeira temporada, Jefferson? Ainda tem seus furos (todo o plano do Lorca é inverossímel, e ele ainda conta com um idiota útil pra libertá-lo), mas no geral eu achei que melhorou muito. Como série de ficção e ação, está bem interessante.
Eu desisti de ST:Discovery no começo de S01E09 quando o capitão disse que Stamets precisava fazer 133 saltos em sucessão. A série não tem nenhum atrativo que me faça tolerar as altas doses de bullshit.
kkkkkkkkkkkkkk até agora não entendi essa dos 133 saltos; e só deu em zebra.
Pra piorar, entraram na onda de “multiverso”, já tá chato várias séries usando isso.
O episódio até que começou bem. Eu estava justamente pensando em como a decisão de Lorca de obedecer a ordem de retornar, mas usando o Warp Drive, tinha sido sensata, quando ele me veio com essa logo depois do blá-blá-blá doideira de Michael e Saru sobre como detectar as naves Klingon invisíveis.
É muito absurdo junto, numa série que se passa antes de todas as outras do universo Star Trek.
Tente dar mais uma chance, eu realmente acho que melhorou, principalmente no aspecto da ação, e algumas pontas começam a ser amarradas, algumas explicações começam a fazer sentido, incluindo essa dos saltos. Quanto ao multiverso, é bom lembrar que ele sempre esteve presente em Star Trek, desde a série clássica. Aliás, acredito que isso também vai ser usado pra explicar várias outras questões.
Qual deles? Da última vez que olhei já tinham inventado uma dezena só para a língua inglesa
Mas apesar da minha birra com a palhaçada que virou a chamada “política de gênero” uma coisa é preciso admitir: o português precisa de um pronome neutro. Mesmo que você não concorde com sua aplicação a seres humanos e mesmo descartando as possibilidades acrescentadas pela ficção científica, a necessidade deles para outras criaturas e para conversação online é evidente.
Sempre que falo sobre um animal eu digo “ele”. Eu não sei se é “ele”. Meu interlocutor não tem como saber se eu disse “ele” por não saber ou se disse por saber. Hoje isso só fica claro se você usar “ela”.
Numa conversação online, onde eu não tenho como saber qual o sexo de uma das partes, eu deveria usar um pronome neutro e não assumir que seja “ele”, como faço hoje, pela mesma razão acima.
Eu não sei sobre a tal cena do episódio, mas se o original tinha “it” eu sou a favor de usar um pronome neutro na dublagem.
Lembrando que eu não sei de qual pronome neutro você está falando. A quantidade de pronomes neutros proposta lá fora chega a ser ridícula.
A terceira temporada está estranha… uns odeiam, outros amam, outros (como eu) assistem “na inércia”, pois tem tempo e são fãs da franquia, mas que está estranho, isso está…
O episódio final da terceira temporada foi decepcionante (como aliás toda ela)… Discovery está se tornando séria candidata a ser a pior série da franquia, rivalizando com “Picard”…
Pois é, eu sempre me pergunto: POR QUE o Brasil não consegue fazer uma ficção científica decente? Por aqui só rola biografias, dramas existencialistas e comédias “enlatadas”…
1)A pirataria aqui é generalizada. Gente que troca de carro todo ano (modelo de 150 mil) faz questão de comprar pirata no tabuleiro do camelô e/ou comprar receptor de satélite clandestino. Seria preciso fazer em inglês para tentar vender lá fora;
2)Ter uma empresa aqui é muito mais complicado do que lá fora. Entre outras coisas ter o governo como seu principal sócio é um grande empecilho à produtividade;
3)Importar os equipamentos e softwares necessários é mais caro do que lá fora
4)Não temos gente qualificada o bastante com nossa educação sofrível;
5)Não há incentivo à inteligência neste país.
Eu sou cliente da Godaddy há mais de uma década e nunca tivera qualquer problema com o serviço até alguns dias atrás quando eu decidi apontar os servidores de DNS de um dos domínios que estava estacionado lá há anos, jeffersonryan.com, para cá. Dois dias depois eu comecei a ser inundado por SPAM oferecendo serviços especificamente associados ao “registro” desse meu domínio. Eu estava revoltado com a Godaddy, achando que eles estavam vendendo minhas informações para os spammers mas depois de ter lido este tópico do fórum deles onde várias outras pessoas reclamam da mesma coisa e de uma pesquisa no Google, eu agora estou razoavelmente certo de que os spammers encontraram um meio automatizado de obter informações sobre domínios recentemente registrados ou modificados.
Para meu azar eu não estava usando um endereço de email descartável nesse registro.
Além de Advanced SystemCare e (em menor grau) Driver Booster terem utilidade e eficácia altamente questionáveis temos o fato de que a empresa chinesa (que surpresa) em 2009 foi flagrada roubando da Malwarebytes.
O IObit Uninstaller “pode” ser útil mas sendo dessa empresa eu não usaria, até mesmo porque outras opções existem.
Jefferson, você poderia fazer um post com softwares recomendados, um aplicativo para clonar HDs, um atualizador de drivers online e outras coisas úteis para pessoas que eventualmente precisam reparar um computador.
Tenho a minha lista de aplicativos mas sempre me interesso em saber o que outras pessoas estão usando e porque.
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Hoje eu fui tomar café da manhã e ao pôr o adoçante no chá eu já percebi algo estranho: as gotas de adoçante formaram uma “nuvem” no líquido em vez de dissiparem imediatamente. Como eu só comecei a tomar chá há duas semanas eu registrei apenas como algo curioso. Ao primeiro gole o gosto estava muito ruim e eu não consegui precisar o motivo. Não parecia ser falta de adoçante mas como a ficha ainda não havia caído eu coloquei mais algumas gotas e provei de novo. O gosto ficou pior, mas parecia familiar. Eu levei um bom minuto para conseguir associar o gosto que estava sentindo na boca ao motivo. Era água sanitária.
Resumo da investigação: meu pai, de 69 anos, por razões que só ele conhece, decidiu encher uma embalagem vazia de adoçante com água sanitária, não removeu o selo original e guardou em um armário na garagem. Minha mãe, de 71 anos, achou a embalagem e pensando que estivesse na garagem por obra de algum esquecimento dela (tanto ela como eu às vezes levamos adoçante em um passeio longo ou viagem) levou para a cozinha.
Realmente a gente acostuma a tomar muitas coisas sem açúcar. Leite foi uma das primeiras que consegui acostumar, a segunda foi sucos. Dependendo da fruta eu coloco um pouco, mas muito menos que as pessoas “normais” colocariam.
Uma colherinha de café (daquelas menorzinhas) bem generosa no copo com chá (na quantidade necessária para fazer um daqueles sachezinhos de chá) é suficiente para adoçar sem sobrepor muito o sabor do mel em cima do sabor do chá.
Eu já sou mais reticente com esse tipo de coisa, apensar de não usar adoçante (não sou diabético). Sempre antes de provar algo eu cheiro, se o cheiro por menos que seja não agrade eu não coloco na boca.
Quando coloco na boca se o gosto não for o esperado, eu imediatamente nem engulo e boto pra fora. E não testo a segunda vez.
Eu não sou diabético, mas há anos tive um problema de saúde incapacitante que nada tinha a ver com nutrição mas me fez pensar nas doses cavalares diárias de café açucarado que eu tomava e pensar “só me faltava agora eu também acabar diabético”. Então eu troquei o açúcar adicionado por mim por adoçante. As primeiras semanas são difíceis, mas o corpo humano é engraçado. Você se adapta.
Quando coloco na boca se o gosto não for o esperado, eu imediatamente nem engulo e boto pra fora. E não testo a segunda vez.
Quero acreditar que se eu estivesse na rua meu comportamento seria esse. Mas em casa acho até natural que o alarme não soe na minha cabeça até mesmo porque estamos experimentando diversos sabores e marcas de chá.
Quero acreditar que se eu estivesse na rua meu comportamento seria esse. Mas em casa acho até natural que o alarme não soe na minha cabeça até mesmo porque estamos experimentando diversos sabores e marcas de chá.
Bem… comigo o “instinto de sobrevivência” fala mais alto, independente de lugar.
E, adoçante não é tão ruim, eu só não gosto do “retro gosto” que eles tem. O que fica na boca depois de ter tomado. O gosto durante o consumo não me incomoda. Mas como eu raramente tomo café, doces diminui em muito o consumo, as vezes até acho que estou ingerindo açúcar de menos.
Estou até agora tentando entender a lógica do seu pai. Uma das maiores embalagens de adoçante líquido que conheço é de 200 ml, enquanto água sanitária comumente vem em embalagens de 1, 2 ou 5 litros.
Faria algum sentido se fosse para higienizar frutas e verduras (pois existem produtos do tipo em embalagens pequenas), mas como ele levou pra garagem, o uso certamente não era este.
A parte da garagem onde fica o armário é também onde fica a área de serviço, com as duas máquinas de lavar e uma pia grande. Ele poderia estar usando o frasco para fazer higienização nessa pia, mas isso seria outro motivo de estranheza, porque não manipulamos comida na área de serviço.
O problema mesmo na minha opinião foi não remover o rótulo original. Isso é um grande não-não em qualquer circunstância.
Depois do ocorrido, é até engraçado. Mas essa história tem lições interessantes
Por questão de comodidade eu guardo o sabão para máquina de lavar louça na cozinha, e fica num pote plástico (a embalagem original não é nada prática para o uso) bastante parecido com outro que uso para polvilho. Resultado: dois potes parecidos com um pó branco dentro (sem piadas!). Como evitar acidentes: o pote do sabão tem caveiras com ossos vermelhas bem grandes nas quatro faces
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Pois é, depois de ter gasto quase meio milhão de dólares para descobrir o que quase todo mundo acha óbvio, a União Européia ficou desapontada pelo estudo não ter o resultado que Hollywood e a MAFIAA (MPAA e RIAA) desejam ver.
Que fique claro: eu não faço apologia à pirataria e nem aceito que se faça. O que me deixa indignado é a “contabilidade de Hollywood” segundo a qual até Harry Potter deu prejuízo. E que se você piratear um filme de R$20 deve aos estúdios R$200,000 em danos, lucros cessantes e o escambau.
A idéia do serviço anti fraude para consumidores da Serasa não é nova, existindo há bastante tempo nos EUA. Você é avisado toda vez que seu CPF for consultado ou manipulado de qualquer forma. Parece o sonho do cidadão médio que deseja dormir tranqüilo, mas tem uns problemas aí:
Custa R$8,33 mensais de manutenção;
Até onde posso enxergar só funciona para consultas feitas na Serasa.
Nos EUA existem entre três e cinco agências que oferecem esse serviço (uma das maiores, a Equifax, está neste momento no meio de um escândalo envolvendo os dados de 123 milhões de pessoas, mas é assunto para um outro dia) e não vejo nada que impeça o mesmo de acontecer no Brasil, com outras empresas oferecendo consulta de crédito e a associada “proteção” para os consultados. Então esse custo mensal só tende a aumentar. Como os serviços se sobrepõem o fato de entrarem outras empresas nesse mercado não gera concorrência!
Pense num negócio lucrativo. Empresas como a Serasa lucram cobrando para dar informações sobre você (sim, a tal “consulta à Serasa” é um serviço pago, não sabia?) e agora vão cobrar de você para informar você que eles estão dando informações a terceiros sobre você.
Legal, né?
Esse é o típico serviço que deveria ser fornecido por uma “instituição” como o Registro.br.
Da forma que eu enxergo, sempre que essa empresa lucrasse dando uma informação sobre mim, eu deveria receber uma parte desse ganho! Ou, no mínimo, eu deveria poder negar à Serasa o direito de fornecer e até manter informações sobre mim.
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Não, eu ainda não comprei o jogo. Até ontem o pacote Battle Chest, com o jogo original e as extensões estava em promoção por algo entre R$70 e R$80. Eu parei para pensar na exigência de instalar a tal “Blizzard Desktop app” e hoje está custando R$110.
Eu estou fazendo algo parecido com um jogo de brocas escalonadas no AliExpress ehehe. Olhei agora e ainda está com um mega desconto, mas eu estou mais o menos na filosofia do Julius do “todo mundo odeia o Chris”: Se eu não comprar nada, o desconto é maior.
A interpretação do personagem Julius feita por Terry Crews é perfeita. Eu consigo ao mesmo tempo sentir o drama da falta de dinheiro dos “Rock” e gargalhar com a sovinice do chefe da família.
Acho que vou chamar a minha lista de coisas para comprar de “A lista do Julius”
Eu, sinceramente não sei de rio ou se choro da nossa situação ehehe… mas é bem por ai. Minhas listas de coisas a comprar tem coisa que está lá a anos esperando a vez, e sempre que olho eu penso. Realmente preciso? Dá pra ficar sem ou adiar? Se for preciso eu entro na filosofia “Julius”
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Eu tive um cliente que o software do estabelecimento (criado por um programador exclusivamente pra ele)também era compartilhado e qualquer micro conectado na rede local tinha acesso irrestrito. Eu acredito que isso é um meio do programador “facilitar” a vida dele, ou seja, ele instala o software nos micros, compartilha e “um abraço” pro cliente. É tipo uma preguiça que eles tem de deixar o mínimo de segurança. Pelo menos nesse meu caso, o cliente não usava internet em nenhum micro (na época) e o programador criou uma rotina de backup do software, no servidor, pra copiar a pasta pra um HD externo três vezes ao dia pelo Cobian Backup. Eu acredito que o melhor para o cliente é quando o programador se comunica com o profissional de TI, para deixar tudo alinhado. No meu caso, o cara me odiava! hehehe
Rapaz, esses “programadores de banco de dados” parecem ter uma mentalidade que é difícil de compatibilizar com a mentalidade de quem faz a manutenção/segurança. É muito fácil entrar em rota de colisão com esse pessoal e para evitar criar uma situação em que alguém sinta vontade de me sabotar eu prefiro manter distância e tentar fazer meu trabalho apesar das besteiras deles.
Mas em empresas rodando Active Directory os usuarios sem permissão não podem nem instalar nada. Aqui na empresa toda vez que precisam instalar algo, tem que me chamar. Simples assim. Pode trazer no pendrive, o que for. Não executa sem permissão de ADM. Acho que já ajuda bastante. Ai quando o “suporte do software” precisa, eu instalo ele faz o que precisa sobre minha supervisão e depois nem adianta pedir. Deleto assim que termina. Abs
Arthur, sei que AD ajuda muito, mas não tenho muita experiência; atualmente uso Windows Server apenas com compartilhamento de arquivos;
Se pudermos trocar informações, agradeço.
Eu posso estar falando bobagem, mas a não ser que você tenha criado uma diretiva de segurança com uma whitelist de executáveis, todo mundo pode instalar softwares como o Chrome, certo? E nesse caso você nem precisa de Active Directory, porque você pode implementar a diretiva em qualquer máquina avulsa. Até onde sei o AD apenas simplifica esse trabalho para um grande número de máquinas.
Você parece estar falando do ponto de vista do profissional de TI que atende UMA empresa. Eu estou falando do ponto de vista de quem atende por contratos de manutenção ou avulso. Aqui se eu bloquear o acesso do suporte do sistema, toda m***a que acontecer vai ser culpa minha. É impressionante como esses “sistemas comerciais” precisam de manutenção constante. Seria de se esperar que o sistema que já roda há sete anos na empresa já tivesse todos os bugs resolvidos, mas toda hora aparece uma novidade que requer a atenção do suporte do sistema. E não estou falando das palhaçadas do sistema tributário brasileiro que são incontornáveis. Estou falando de problemas até de campos em relatórios impressos que “desaparecem”.
E eu não estou disponível em tempo integral nem fisicamente, nem remotamente. Pode levar qualquer coisa de alguns minutos até 24H para que eu possa fazer o atendimento.
Jefferson, eu tenho uma teoria sobre esse problema do software sempre precisar de manutenção. No caso do meu antigo cliente, o programador vendeu uma “parte” do software pra ele, de acordo com o próprio cliente. Então qualquer alteração ou correção, é cobrada por fora e me parece que não é um preço muito justo (de acordo com o cliente). Então eu creio que o interesse do programador é resolver o mínimo de problemas possíveis para que sempre o cliente precise chama-lo e assim ele recebe de novo e de novo pelo serviço ou manutenção no software. Em resumo, o cliente passa dez anos usando o software e estará sempre vinculado ao programador, que continua ganhando dinheiro.
Eu não quis entrar nesse detalhe mas desde que eu comecei a ouvir as reclamações de meus clientes sobre os problemas nos softwares eu tenho razoável certeza de que consertar uma coisa e quebrar outra faz parte do modelo de negócio da maioria dessas empresas.
Eu posso apontar uma possível exceção: um de meus clientes usa um sistema que roda 100% no servidor do programador (é em PHP). O “paradigma” é outro. O cliente tende a enxergar como se estivesse alugando um conjunto de serviços e está menos propenso a achar que se o software não der problema toda semana ele não precisaria pagar todo mês por ele. O programador então se sente menos inclinado a sabotar sua própria criação.
Não que eu esteja recomendando esses sistemas “no computador de outra pessoa”. De jeito nenhum eu recomendo. Eu apenas entendo a diferença.
Jefferson, eu quase citava um sistema comercial que um cliente usa, a diferença é que usam o Teamviewer. E infelizmente o sofrimento é o mesmo; em outro cliente, software de contabilidade, eu tinha deixado pra instalar o sistema em uma sub-pasta (d:\rede\sistema) mas na hora que o suporte começou, o “bendito” moveu pra raiz do D: e compartilhou geral.
Fica pior que isso. Cada “técnico” parece ter sua preferência de software de controle remoto. Eu já cheguei a ter que remover uns quatro ou cinco instalados na mesma máquina.
Idealmente, eu deveria poder determinar o meio de acesso para que seja usado apenas um, reduzindo a superfície de ataque. Mas eu não tenho como controlar esse pessoal.
Jeff, passei por uma neste sábado; normalmente nem iria, mas como a sra da loja é uma pessoa muito agradável, fui no sábado às 14h (horário que iria maratonar a 3a. temp de Dark Matter).
Situação: durante a semana as vendas não saíam pela net, ficando em contingência; foi piorando e ela acionou o suporte do sistema que, mesmo estando uns 600 metros de distância do shopping, só atendem remoto (ammyy ou anydesk). Resultado: bagunçaram o sistema (cuja base é, acredite, em MDB) e disseram que ela precisava chamar um técnico para formatar o micro (e ficar sem vender com cartões até resolver).
Fui, fiz backup, formatei, dei acesso remoto, e o suporte me dispensou; como já estava no shopping, fui ver um filme e fiquei de passar lá na volta só pra conferir. O que estava antes foi embora, deixou outro no lugar dele, e este tinha parado porque não tinha o certificado digital da loja pra instalar no sistema. Na hora do backup, eu vi que estava lá o arquivo .PFX DENTRO DA PASTA DO SISTEMA DELES caramba!!!! E eu que tive que mostrar a ele; instalei o certificado e ele prosseguiu.
Mas o sistema dele insistia em não enxergar o certificado; ele olhava em Opções de Internet, via lá mas nada no sistema. Daí o que o crânio me fala? Que o problema é do certificado, e que eu falasse com a Certificadora (que obviamente não tem plantão fim de semana), e a loja iria ficar sem vender com cartões até resolver na segunda-feira, imagina o prejuízo?!
Enquanto ele ainda estava online acompanhando, entrei no site da certificadora (Fenacon), baixei todas as cadeias de certificados, instalei, e aí sim o sistema dele funcionou.
5 minutos de boa vontade em vez de mais 2 dias sem vendas.
Tá difícil hein, não sei como escolhem na hora de contratar esse pessoal para suporte.
Por causa desse tipo de presepada eu faço uma imagem da instalação com Trueimage depois que o suporte do sistema termina a instalação e de vez em quando depois disso. Assim eu tenho uma razoável chance de resolver até os maiores desastres sem ter que depender deles.
Porque assim entre outras coisas eles podem “atender” dois ou três clientes de uma vez. Se o cara passar um minuto sem mover o mouse para mim é isso que ele está fazendo: me fazendo esperar enquanto atende outro.
Tenho razoável certeza de que essa gente ganha salário mínimo. Você aceitaria bater cartão e tolerar patrão por esse valor?
Não se pode esperar muito do conhecimento técnico e boa vontade de quem aceita.
Por que eles se dariam ao trabalho e custo de contratar alguém realmente capacitado se podem jogar o problema nas contas do cliente e do “outro” suporte técnico?
Outro exemplo de como eles são fraquíssimos.
Em um de meus clientes a instalação do sistema comercial era coisa para horas de máquina parada. Eu terminava toda a instalação básica da máquina deixando faltando apenas instalar o sistema e telefonava para o suporte. Encontrar um técnico desocupado para fazer o serviço já podia levar qualquer coisa entre minutos e horas mas o pior vinha na instalação: o cara tinha que instalar o Chrome para acessar uma conta no 4shared de onde ele baixava os instaladores (e isso porque a empresa deles tem site) e depois começava um complicado processo de instalação que parava o tempo todo (provavelmente porque o técnico estava atendendo outra pessoa).
Depois de ver pela terceira vez um técnico instalar manualmente cada um dos muitos aliases do Borland Database Engine (BDE) de que o sistema precisava eu perdi a paciência. Como é que esses caras não sabem que a configuração é armazenada no arquivo idapi.cfg e é só copiar o arquivo de outra máquina? Eu não espero que um técnico de manutenção saiba imediatamente disso, mas o técnico de suporte de um sistema que requer o BDE deveria saber como funciona o BDE!
Ainda por cima, a Borland obsoletou o BDE em 2000. Nada de significativo mudou em 17 anos!
Aproveitei uma distração de um deles que não apagou os instaladores quando terminou, copiei tudo para o servidor e anotei o procedimento deles. A parte mais difícil que era configurar o BDE eu faço simplesmente instalando-o e copiando um diretório BDE “modelo” por cima depois.
O que antes requeria horas eu passei a fazer sozinho em 10 minutos. Há pelo menos três anos eu não chamo o suporte para corrigir problemas de instalação desse sistema.
Parabéns pelo esforço, é essa linha de pensamento de trabalho que procuro manter.