Fanfiction: Gostei de Poison Pen

O tema de Poison Pen é interessante. O que aconteceria se Harry Potter não fosse um “donzelo indefeso” (eu sou fã, mas tenho que admitir isso) e decidisse partir para o ataque contra o Profeta Diário, Rita Skeeter, o Ministro Fudge e até mesmo as manipulações de Dumbledore? A estória ataca vários problemas do universo criado por J.K. Rowling e embora use um ponto de vista excessivamente “muggle” as críticas são interessantes. Vale a pena até mesmo porque não é uma estória muito longa, com o equivalente a 166 páginas.

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Comecei a usar códigos QR no blog

Nota: Os QRCodes não aparecem se você estiver visualizando a versão mobile do blog.

Às vezes eu comecei a ler algo no desktop ou notebook e gostaria de continuar a leitura no celular ou tablet.  No meu computador principal e usando o Palemoon/Firefox eu já tenho uma solução para isso na forma de um bookmarklet que quando clicado transforma o URL de qualquer página que eu esteja vendo em um código QR que eu posso “fotografar” com o Barcode Scanner.

Isso foi sugestão de um leitor. Não consigo lembrar quem foi.

Mas às vezes eu estou usando o computador de terceiros ou outro browser e aí deixa de ser tão simples. Esta semana mesmo eu estava fazendo uma pesquisa de um produto no Mercado Livre no computador de um cliente e queria fazer uma pergunta ao vendedor, mas eu não gosto de fornecer credenciais em computadores que eu não controlo por isso queria abrir exatamente o mesmo produto no meu telefone e eu pensei: o ML deveria exibir QR codes dos itens.

E logo em seguida eu pensei que deveria fazer o mesmo no meu blog para facilitar a vida dos leitores.

Existem diversos plugins disponíveis para isso. Alguns tem características que considero reprováveis como conectar com o site do desenvolvedor para gerar o código e outros não sabem reconhecer páginas com múltiplos posts, como a inicial do blog, e assim exibem em cada post o mesmo código. É “um saco” “separar o joio do trigo”.

Após testar vários, no momento me decidi pelo QR Code Widget  que obviamente tem suporte a widgets. Minha opção anterior foi pelo WP Page QR, que só exibe o código em páginas individuais e tem um modo automático, que gera o código mesmo nos meus posts antigos. Nada disso é realmente necessário quando o plugin tem suporte a widgets, já que cada widget só aparece mesmo uma vez por página. Note que o QR Code Widget não ativa (acusa um erro) se você tiver o WP Page QR ativo no mesmo blog.

7 comentários
  • Ricardo Menzer - 143 Comentários

    Boa ideia. Gostei.

  • Jefferson - 6.622 Comentários

    Eu encontrei um pequeno problema  com o plugin que vale a pena ter em mente. Por default o plugin faz um cache de cada imagem produzida para não ter que produzi-la de novo na próxima visita à página. Isso tem o benefício de acelerar o processo e reduzir o consumo de CPU do site, mas eu não sei se isso é significativo e por outro lado o cache cria um problema porque para cada imagem é criado um arquivo PNG e como este blog tem mais de 1600 posts serão mais de 1600 arquivos.

    E meu host, a Hostgator, não faz backup automático da minha conta se eu passar de 100 mil arquivos o que inclui cada mensagem de email de todas as contas em todos os domínios. Meu consumo oscila entre 80mil e 100mil arquivos facilmente por isso eu preciso avaliar se desabilitar o cache (o plugin permite) não seria um mal menor.

    • Jefferson - 6.622 Comentários

      É ainda pior do que eu pensava. Eu só tenho cerca de 1800 posts e hoje tive que apagar o cache com 9200 imagens!

      • Jefferson - 6.622 Comentários

        Hoje eu tive que apagar 13mil imagens! Em um mês! Que doideira é essa do plugin?

        Como eu esquecera de que o plugin tem uma função “apagar cache” eu fui pelo gerenciador de arquivos e apaguei o diretório cache por ser mais rápido do que apagar os 13 mil arquivos. Aí o plugin parou de funcionar reclamando da falta do diretório. Até aí tudo bem, fui na configuração dele e disse que não queria mais o cache. Continuou sem funcionar. Então eu criei uma nova pasta vazia “cache” e o plugin voltou a funcionar.

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Fanfiction: The Naked Quidditch Match é hilária!

Os irmãos Fred e Jorge, capitães do time de quadribol da Grifnória, fazem uma aposta temerária em um jogo de “verdade ou desafio” mágico e perdem. Agora todo o time da Grifnória (pelo menos todos os maiores) precisa comparecer pelado ao próximo jogo com a Sonserina. Não há nada que a administração de Hogwarts possa fazer porque o jogo é um contrato mágico. Harry Potter  e as garotas do time não estão achando nada engraçado mas o resto da escola, principalmente as garotas, mal pode esperar pela partida. Dizem que Harry tem mais de uma varinha mágica. A estória é contada pelos mmails (magic mail) trocados entre os estudantes, com a participação ocasional dos professores e até de Voldemort!

A estória é curta e a diversão é garantida para fãs da obra de J. K. Rowling.

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Fanfiction: gostei de “Browncoat, Green Eyes”

Browncoat, Green Eyes é a segunda obra de fanfiction que leio. Nem chega perto da complexidade narrativa da obra de Less Wrong, mas ainda assim tem uma qualidade surpreendente.  O público alvo são os fãs de Firefly e Harry Potter que tenham a disposição para ler o equivalente a 660 páginas.

O autor imaginou Firefly como o universo de Harry Potter centenas de anos no futuro. Harry cresceu, se tornou um dos bruxos mais poderosos da Terra, derrotou mais uma meia dúzia de dark lords e… casou com Luna Lovegood. Somente essa “sacada” já valia a leitura porque você acaba acreditando que Luna era definitivamente um melhor par para Harry do que a insossa Gina.

Porém nesse futuro Harry está sozinho pois após a morte de Luna ele aplicou a si mesmo um feitiço de animação suspensa com instruções para ser acordado quando fosse necessário novamente (um Rei Arthur bruxo) e aparentemente acharam que a destruição da Terra e a debandada e o espalhamento de todo o mundo bruxo pelo universo não era motivo bom o bastante. Harry foi acordado quase que por acaso, centenas de anos depois de todo mundo que ele conhecia estar morto e graças a uma interessante afinidade com River Tam se une à tripulação de Serenity para tentar descobrir se realmente é o último bruxo do universo.  E o autor inclui uma explicação realmente surpreendente para o que aconteceu em Miranda.

A estória é bem “light”. Harry praticamente o tempo todo tem o controle da situação. Não existem traições nem problemas que Harry não possa resolver, muitas vezes de forma engraçada. Sua relação com a tripulação e principalmente com River Tam é hilária.

Só não gostei do conflito final. O autor exagerou no drama e achei bem forçado.


 

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Seu telefone Android pode ser pwned só por estar ao alcance de um Wi-Fi hostil.

É o fim da picada. Um pesquisador do Project Zero da Google descobriu uma falha no firmware de um chip Broadcom Wi-Fi que permite a um atacante até mesmo ganhar acesso root ao seu telefone ou tablet bastando que o Wi-Fi esteja ligado. Nem é preciso você tentar se conectar ao ponto de acesso malicioso. E como os serviços de localização do Android podem ligar seu Wi-Fi mesmo quando você desligou, até com o Wi-Fi “desligado” você está vulnerável.

O problema também afeta produtos da Apple mas como a empresa tem total controle sobre tudo o que roda o iOS, já saiu uma correção para o problema. Somente usuários de Android ficam vulneráveis porque nesse ecossistema dependemos da boa vontade dos fabricantes.

6 comentários
  • Jefferson - 6.622 Comentários

    E aparentemente não há um jeito fácil de saber qual o chip Wi-Fi do seu aparelho.

  • Luciano - 493 Comentários

    Hmmmm… o MAC Address não pode dar uma pista?

    • Jefferson - 6.622 Comentários

      Rapaz… acho difícil. É muito comum o telefone ter um MAC registrado no nome do fabricante do aparelho e não do chipset. Quando eu faço uma varredura eu não me lembro de ver “Broadcom” ou “Qualcom” listados. O que, aliás, me parece lógico: a camada onde é definido o MAC em interfaces de rede modernas é toda em firmware.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Depois do Stuxnet o meu nível de paranoia piorou bastante, e agora isto foi o golpe de misericórdia com esta falha. A única forma de ficar seguro é não tendo celular, computador ou qualquer equipamento que tenha processador (ou microcontrolador). Tiraram o gênio da garrafa!

  • VR5 - 397 Comentários

    E como estão os Windows Mobile?

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E o blu-ray virgem já custa menos de R$2

A última vez que olhei isso faz tempo, por isso fiquei espantado ao fazer uma pesquisa para comprar DVD-R e esbarrar na Lognet vendendo dez unidades de BD-R 25GB por R$30.

25GB por R$3? Isso dá 12 centavos por GB. Já está mais barato que gravar em DVD-R!

Aí fiquei mais espantado ainda ao ver este anúncio no ML onde a mídia de 25GB sai, descontando o frete, por R$1,20. Dá menos de 5 centavos por GB. Aí sai mais barato que gravar em HDD!

Alguém tem experiência com isso? Qual a confiabilidade da mídia BD-R?

19 comentários
  • jonni - 2 Comentários

    ja tenho mídia em bd-r a uns 3 anos, backups mensais (raramente passam de 20gb), e as primeiras mídias ainda estao em perfeito estado, acho que é uma boa alternativa para bkps

  • Paulo - 46 Comentários

    Eu continuo a favor de HDD.
    O trabalho que já tive com DVD não foi brincadeira: ter espaço físico pra cada um, verificar de tempos em tempos o aspecto físico, limpar da poeira–mesmo armazenando naqueles cases de 30-50 DVDs, tem que limpar. O pó invade tudo. Mesmo fechando o case com zíper, não adianta.

    Um HDD não apenas cabe 500GB, 1TB ou mais num único espaço físico como não requer muita limpeza. Claro que um HDD portátil, por exemplo, pode acumular poeira, mas o espaço físico é muito pequeno. É do tamanho de uma carteira. No máximo vc passa uma flanelinha por 2 segundos e pronto.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Bem, faz tempo que passeia confiar somente na nuvem para backups.

    Depois que perdi vários HDs…. agora só nuvem, não tive problema ainda :)

    • Jefferson - 6.622 Comentários

      Eu tenho dois milhões de arquivos somente no meu HDD principal de 1.5TB e minha conexão com a internet é de 800kbps. Ainda que eu confiasse na tal “nuvem”, seria inviável.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    É sua internet com 800kbps realmente é um problema. Impressionante viu. Ainda hoje assim :(

    Hoje tenho uma conta no dropbox de 1tb, pago os 30 reais feliz!

    Mas no começo eu só colocava arquivos importantes, tipo configurações, documentos, esse tipo de coisa, que se um dia precisasse estaria acessando de qualquer lugar.

    Tipo um CD/DVD de Windows que eu fiz e preciso sempre dele, ou uma copia daquele DVD de programas super essenciais, deixaria lá, porque já perdi HDs de 1TB, 500GB e fiquei frustado. Hoje sou feliz em ter pelo menos na nuvem de backup caso perca ou precise de algo.

    • Jefferson - 6.622 Comentários

      Muita coisa que eu tenho me faria falta. Somente de fotos que eu tirei e versões que faço delas para os blogs eu tenho hoje 36GB em 35mil arquivos. “Drivers” tem 50GB e 42 mil arquivos. “Arduino” tem 10GB e 108 mil arquivos. “Delphi” também tem 10GB e 195 mil arquivos.

      Tirando meu diretório de fotos, a maior parte (em volume) do que tenho foi baixado da internet ou copiada de CDs. Eu não poderia ocupar terabytes com produção própria de sketches arduino, código-fonte delphi, textos para o blog, patches para firmware Mediatek, etc. Mas muita coisa que tenho não pode mais ser obtida facilmente (se é que existe ainda) e a própria organização desse conteúdo levou milhares de horas.

      Ter uma cópia disto no computador de um estranho (a tal “nuvem”) não é opção para mim por múltiplas razões.

      • Saulo Benigno - 279 Comentários

        36GB em fotos? Sério, pode ir com fé no Google Photos e ser feliz :)

        Gratuito sem “perder” qualidade. FREE!!! Pode acessar de qualquer lugar em photos.google.com e com classificação inteligente.

        Dá uma olhada como funciona, se não conhece, ex: você pesquisa por “cachorro” ele mostra todas as fotos com cachorro, ou localidade, ou “parafuso” mostra todas fotos com parafuso… isso tudo automaticamente, ele mesmo faz essa “classificação”.

        Baixa o programa do Windows e deixa ele fazendo upload, vai ter acesso de qualquer celular, vai ter lá tranquilo sem se preocupar em perder.

        Para fotos, hoje em dia é isso, FREE! Não vai gastar 1 real e não vai perder qualidade.

        • Jefferson - 6.622 Comentários

          É “free” com o propósito de que eu publique apenas fotos e apenas minhas fotos. É claro que eu não posso criptografar por múltiplas razões.

          E você leu os Termos de Serviço da Google recentemente?

          Quando você faz upload, submete, armazena, envia ou recebe conteúdo a nossos Serviços ou por meio deles, você concede ao Google (e àqueles com quem trabalhamos) uma licença mundial para usar, hospedar, armazenar, reproduzir, modificar, criar obras derivadas (como aquelas resultantes de traduções, adaptações ou outras alterações que fazemos para que seu conteúdo funcione melhor com nossos Serviços), comunicar, publicar, executar e exibir publicamente e distribuir tal conteúdo. Os direitos que você concede nesta licença são para os fins restritos de operação, promoção e melhoria de nossos Serviços e de desenvolver novos Serviços. Essa licença perdura mesmo que você deixe de usar nossos Serviços (por exemplo, uma listagem de empresa que você adicionou ao Google Maps).

          Eu, positivamente, definitivamente, não desejo dar essa “licença” a estranhos (Google e “aqueles com que eles trabalham”).

          E o fato desse upload levar dez dias não me passou despercebido ;)

      • Saulo Benigno - 279 Comentários

        E sobre os outros arquivos, pelo que você informou foi menos de 150GB, dá ainda para usar na versão gratuita. Com direito a histórico e tudo mais.

        Não acredito que segurança seja problema no Dropbox. Já está aí no mercado tem 9 anos e é compatível com praticamente qualquer sistema. Fácil acessar de qualquer lugar.

        A idéia não é você ficar utilizando sempre Dropbox e sim ter em Backup. Vai que você perde tudo em enchente, sei lá, explosão, incêndio… Vais ter tudo lá guardado para algum dia precisar. Eu penso mesmo como segurança

        • Jefferson - 6.622 Comentários

          Não acredito que segurança seja problema no Dropbox. Já está aí no mercado tem 9 anos e é compatível com praticamente qualquer sistema. Fácil acessar de qualquer lugar

          E vai continuar acreditando até a dropbox ser hackeada, de novo e você descobrir que além de você o mundo inteiro sabia as suas credencias de acesso.

    • Jefferson - 6.622 Comentários

      Esqueci de comentar

      Tipo um CD/DVD de Windows que eu fiz e preciso sempre dele,

      Eu tenho dezesseis versões do mesmo CD do Windows XP SP3, com diferentes níveis de atualizações, drivers e automação da instalação. Isso consumiu muitas dezenas de horas em pesquisa, obtenção de arquivos, slipstream e teste.

      • Saulo Benigno - 279 Comentários

        16 x 700mb , 11gb , deixar tudo lá, as ISO desses CDs.

        São DVDs? 16 x 4gb = 64gb

        Tudo vai para o Dropbox :)

        Nada vai ser perdido, sei o quanto você gastou de tempo para fazer cada um, dá trabalho, imagina ter que fazer tudo novamente devido ao “acaso”?

        • Jefferson - 6.622 Comentários

          São CDs. Mas o cálculo não é tão simples. Para cada CD eu tenho um diretório com os drivers e updates que foram aplicados, a estrutura base (se eu criei o CD #12 como uma variante do CD #10, o conteúdo do CD #10 está lá) com os updates aplicados e o ISO resultante. Hoje o diretório tem 25GB

          Eu conferi agora os planos da OI e ainda que eu tivesse um plano de 10Mbps a minha velocidade de upload seria limitada a 400kbps. Isso dá cerca de 40KB/s de upload.

          25GB=25000000KB
          Isso dá cerca de 173 horas (7 dias) de upload ininterrupto, durante as quais o acesso à internet fica insuportavelmente lento.

          É viável? é.

          Mas não é muito mais “são” gravar seis DVDs? Total de 2h de gravação e R$4,80 bem gastos. Ou, o assunto deste post, comprar um gravador de blu-ray e reduzir isso tudo a um disco custando R$3?

  • Paulo - 46 Comentários

    Eu parto da ideia que eu não deixaria meus arquivos na casa de um estranho. Nem minhas fotos, nem a cópia do meu RG etc.
    Mas por alguma razão estranha as pessoas consideram que a internet é ‘virtual'(não existe verdadeiramente e nem há pessoas que a utilizam pra fazer maldades), e deixam todos seus arquivos num servidor que sabe-se lá onde está localizado fisicamente com não sei quantas cópias em outros servidores e sabe-se lá se tais arquivos serão modificados ou usados sem nossa autorização.

    • Saulo Benigno - 279 Comentários

      Não vão ser usados. Existem contratos para isso. Se forem tá no contrato.

      Mas, ok, vão ser usados, estou tão preocupado, coloco num arquivo RAR com senha de 20 caracteres criptografado, pronto. Resolvido.

      Tenho um arquivo do Truecrypt com algumas coisas importantes em backup online, vai que né?

      Tem solução para tudo :)

      Cara, o pior é perder tudo, já perdi, aqui ninguém nunca perdeu? Nunca sofreu ter perdido aquele HD com tanta coisa especial?

      • Paulo - 46 Comentários

        O caso é ter pelo menos três backups em três HDDs. Então fica a cargo da probabilidade.
        Probabilidade de haver incêndio numa casa bem cuidada: muito remota.
        Probabilidade de um ladrão furtar todos os HDDs num lugar que nunca teve invasão e a rua é tranquila: muito remota.
        Phaver enchente numa região longe do mar, de rio e lagoa: muito remota.

        E também é difícil que todos os HDDs falhem ao mesmo tempo.

        Acho mais vantajoso pagar por um HDD que será meu do que pagar mensalidade ou anuidade pra um servidor guardar minhas coisas. E mesmo que seja de graça, não confio.

        Desculpem se fugi do assunto. O tema inicial é blu-ray.

      • Jefferson - 6.622 Comentários

        Não vão ser usados. Existem contratos para isso. Se forem tá no contrato.

        Eu tenho uma razoável certeza de que quando Jennifer Lawrence pensou em guardar as fotos do iPhone dela na “nuvem” da apple ela não imaginava que a foto de seu rosto lambuzado de esperma (entre outras) fosse se tornar pública e notória. E nem é preciso contrato para saber que isso não deveria ser possível acontecer. Mas foi.

        Mas, ok, vão ser usados, estou tão preocupado, coloco num arquivo RAR com senha de 20 caracteres criptografado, pronto. Resolvido.

        Tenho um arquivo do Truecrypt com algumas coisas importantes em backup online, vai que né?

        Concordo. Se o arquivo sair do seu computador já criptografado por você, boa parte das minhas objeções quanto à “nuvem” desaparecem.

        Mas além de criptografar os arquivos no seu computador já reduzir bastante a facilidade e transparência do backup “no computador de um estranho”, eu suspeito que se uma quantidade suficiente de pessoas começarem a colocar 150GB criptografados em suas contas free do dropbox, vão descobrir que isso é uma violação dos Termos de Serviço. Afinal, como a Dropbox vai fazer dinheiro com contas free se não puder xeretar nos seus arquivos?

        • Saulo Benigno - 279 Comentários

          Verdade, seu caso da Jennifer Lawrence disse tudo, tem razão. Eu ri, é verdade, aconteceu isso, foi o maior problema. Linda… :)

          Mas é verdade.. tem esses detalhes… “somente” esses :P

          Não me sinto mais seguro com HDD, mês passado perdi um de 1TB, nem fiquei preocupado ou assustado feito antes, era só downloads e coisas básicas, tudo meu importante está online :)

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Testando programas que salvam a posição dos ícones da Área de Trabalho

A cada seis meses eu tenho que reinstalar minha versão trial do Windows 8.1 enterprise e uma das poucas migrações que me dão trabalho é colocar os cerca de 90 atalhos que tenho no desktop nas mesmas posições que estavam antes. Eu estava empurrando esse problema com a barriga (eliminar uma tarefa tediosa que só leva 5 minutos a cada seis meses não é prioritário) até que na semana passada eu precisei migrar a instalação da funcionária de um cliente para um PC novo e esta reclamou da dificuldade para achar seus documentos e atalhos na tela entulhada. Na hora eu disse que não havia o que eu pudesse fazer porque ao mover os arquivos entre computadores o Windows auto organizava os ícones seguindo seus critérios internos, mas depois eu fiquei matutando se não podia evitar sujeitar o usuário a esse problema.

Não demorou muito para eu encontrar candidatos a solução. Ainda não pude testar completamente mas aqui vão minhas primeiras impressões:

  • Desktop OK v4.64 – Até agora é a solução mais completa, porque não requer instalação e permite salvar o layout em um arquivo .dof que depois pode ser usado para restaurar as posições em outra instalação. Ainda por cima, o arquivo .dof é facilmente legível por humanos;
  • IconRestorer –  Parece promissor, mas além de precisar ser instalado não exporta. Então é preciso usar o regedit para localizar a chave do Registro onde ele guarda os layouts, exportá-la na instalação antiga e importá-la na instalação nova. A princípio eu só usaria se eu encontrar um problema no Desktop OK.
5 comentários
  • Sidmar - 21 Comentários

    Bom dia.

    Jefferson, eu tenho usado o Desktop OK sem problemas no meu micro de casa. Não cheguei a exportar as configurações mas tem funcionado bem até o momento.

    Abraço.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Programa útil, também serve para evitar que ao mudar a resolução de um notebook, o que acontece quando tenho que usar ele na própria tela ao invés de num monitor maior, eu perca as posições dos ícones (isto realmente me aborrece). Vou testar este Desktop OK.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Gostei dele, bem simples, funcional e sem frescura, dá para usar no note do trabalho por não precisar instalar, vai realmente me eliminar um aborrecimento. Mas não descobri onde ele armazena a posição dos ícones, o que seria interessante numa reinstalação do sistema. Onde é que fica mesmo ?

  • Intruder_a6 - 194 Comentários

    E ainda é possível gravar noutro lugar em arquivo independente, realmente muito útil.

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Whatsapp fazendo de conta que o Windows 7 não existe?

Hoje eu fui baixar a versão Windows do Whatsapp em um notebook com Windows 7 e fiquei surpreso ao ver a página dizer que eu precisava ter no mínimo o Windows 8.

whatsapp_windows_download_ryan.com.br

 

Como eu tenho pelo menos uma cliente que usa no Windows 7 e nos meus notebooks eu nunca usei nada mais recente eu imaginei que ou isso era um problema da versão mais recente do Whatsapp ou erro. Como eu não consigo imaginar que recurso do Windows 8 seria essencial à operação do Whatsapp a balança pendeu para o erro e baixei assim mesmo.

Na hora de instalar só me disse que eu precisava do .NET 4.5 e até se ofereceu para instalá-lo. Eu preferi instalar o .NET usando minha cópia e depois fui instalar o Whatsapp novamente.

Não tive qualquer problema posterior para instalar e usar.

O Windows 7 ainda tem 49% do mercado. O que será que o pessoal por trás do Whatsapp (eu sei que pertence à Facebook) ganha fazendo de conta que ele não existe?

 

6 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Existem programas governamentais e da Caixa Econômica (o famigerado “Conectividade Social”) que praticamente só funcionam 100% no Windows 7. Tive uma máquina que atualizei para o 10 e fui obrigado a fazer downgrade para o 7 e deixar quietinha num canto praticamente só para esses programas…

    • Jefferson - 6.622 Comentários

      E imaginar que o Conectividade Social assim como vários outros softwares do governo que são ridiculamente problemáticos deve ter custado *milhões* em nossos impostos, não é?

      Podia ser pior: do meu ponto de vista seria uma absoluta temeridade um programa do governo que só funcione no Windows 10…

  • Jefferson - 6.622 Comentários

    OBS.: Que o Whatsapp não funcione no Windows XP é até evidente, pois o maldito .NET só suporta o XP até a versão 4.0.

    Mas o Windows 7 SP1 suporta todas as versões do .NET incluindo a mais recente. Acho que enquanto o Windows 7 estiver em 50% dos computadores a MS não vai “inventar” uma nova versão que só rode no Windows 10. Até mesmo porque desenvolvedores com bom senso (ahhh, essa coisa cada vez mais rara…) não iriam usá-la.

    • Richard - 21 Comentários

      Desde o Windows 8, o .NET Framework é integrado no sistema, e assim como nas versões anteriores, qualquer coisa que precisa ser atualizada nele vem pelo Windows Update. Faz sentido porque a plataforma Metro é baseada no .NET. Quando as aplicações realmente pararem de suportar o Windows 7, o requisito vai de “.NET Framework 4.5” para “Windows 8” ou “Windows 10”.

      • Jefferson - 6.622 Comentários

        Desde o Windows 8, o .NET Framework é integrado no sistema

        Errado. O .NET Framework vem com o Windows desde o Vista.

        A diferença é que o Windows 8 tem pré-instalada a mesma versão que os desenvolvedores do Whatsapp escolheram como mínima.

  • Marciano - 1 Comentário

    Olá Jefferson, já te acompanho a algum tempo pela internet, desde a época do DVP5100.
    Trabalho com desenvolvimento de software para o setor contábil e identificamos que os usuários tem muito dificuldade em instalar e manter atualizado os aplicativos e algumas páginas de internet que precisam de versões específicas do JAVA para funcionar.
    Por isso desenvolvemos uma ferramenta muito prática para resolver problemas de instalação e atualização de aplicativos de governo.
    A ferramenta se chama GOVBOX e você pode ver mais em http://www.govbox.com.br
    Como comentado pelo VR5, o Conectividade Social e o Conexão Segura da CEF são bem enjoados para funcionar, mas conseguimos fazer funcionar em todos os Windows a partir do Windows 7.

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Por dentro das campainhas sem fio Advante

Este post está em rascunho e pode mudar drasticamente de uma hora para outra.

Esta campainha existe em vários modelos e sub-modelos, muitas vezes difíceis de distinguir. Como eles não são identificados claramente pelo fabricante aqui eu vou denominar por minha conta para facilitar a identificação. Entre parênteses estão os modelos mais prováveis, obtidos comparando com embalagens novas. Aparentemente modelos que começam com “H” tem DIP switch e os que começam com “A” não tem.

Nos modelos que tem DIP switch o botão de troca de melodia está ausente, porque o transmissor tem um DIP switch de seleção da melodia. Infelizmente isso faz com que nesses modelos seja impossível para o consumidor comum fazer o mais básico teste do receptor sem o transmissor.

Modelos 1a e 1b (H-128E, A128E e H-128ES)

campainha_advante_modelo1_frente_texto_DSC02624_ryan.com.br

campainha_advante_modelo1_fundo_texto_DSC02625_ryan.com.br

Modelos 2a e 2b (H-148C e A-158)

campainha_advante_modelo2_frente_texto_DSC02628_ryan.com.br

campainha_advante_modelo2_fundo_texto_DSC02626_ryan.com.br

Modelos 3a e 3b (H-138CS, A-138C e F-138C)

campainha_advante_modelo3_frente_texto_DSC02633_ryan.com.br

campainha_advante_modelo3_fundo_texto_DSC02630_ryan.com.br

Todas são alimentada com três pilhas, somando 4.5V. Mas a maior parte do circuito funciona com 3V de duas pilhas. A última pilha, que fica mais fundo no compartimento, só é usada para elevar a tensão para 4.5V para o circuito de som.

Como se pode ver pelas fotos acima, em metade dos submodelos você pode escolher o endereço facilmente através de um DIP switch, que também existe no transmissor. Na outra metade o endereço já vem definido de fábrica e você não pode mudá-lo facilmente.

O DIP switch de escolha de endereço tem sempre 6 posições, o que permite a escolha entre 64 endereços, mas como você verá mais adiante quando você dominar o funcionamento poderá escolher entre até 730 endereços.

Transmissores

Os cerca de 30 transmissores que testei são divididos em três modelos. Todos operam com 12V de uma bateria tamanho 23A.

AD015C01

O modelo AD015C01 é destinado a ser usado nos sub-modelos de campainha que tem DIP switch. É também o único onde você pode determinar e fixar a melodia.  E por usar um cristal (SAW ressonator) é também o único que não precisa de ajuste. A inscrição no cristal “R315A” é uma indicação de que pelo menos este modelo opera a 315MHz, mas eu já determinei por experimentação que todos operam.

transmissor_advante_AD015C01_DSC02584_640_ryan.com.br

Modelo AD015C01

AD012-2

O modelo AD012-2 tem um endereço programado em fábrica que pode ser alterado mudando as pontes de solda que existem embaixo da placa. A melodia no receptor pode ser escolhida apertando o botão SW2

transmissor_advante_AD012-2_DSC02586_640_ryan.com.br

Modelo AD012-2

Vista do fundo da placa do AD012-2

Vista do fundo da placa do AD012-2. A região à direita de C3 é onde é feita a programação do endereço.

AD062

O modelo AD062 permite uma mudança mais “fácil” de endereço porque as pontes de solda estão facilmente acessíveis.  Mas há uma diferença interessante: existe um bloco a mais de pontes que você pode usar para obter mais dois bits de endereçamento. Entretanto ainda não sei se os receptores tem essa funcionalidade. Você está vendo o transmissor pelo fundo então o botão que você vê é o de mudança de melodia pois o de acionamento está do outro lado da placa.

controle_remoto_advante_AD062_DSC02643_640_ryan.com.br

Modelo AD062

O exemplo abaixo mostra a correspondência entre as pontes de solda e os bytes do endereço. Destacada em vermelho está a parte fixa do endereço nos receptores (o endereço sempre termina em 1111). Esta área não existe no modelo AD012-2, como você pode conferir nas fotos anteriores.

transmissor_advante_AD062_address_DSC02645_ryan.com.br

Observando atentamente você poderá ver que o endereço é montado assim:

  • 00: Ponte de solda para o negativo (a linha de ilhas que você vê embaixo);
  • 01: sem conexão
  • 11: ponte de solda para a ilha isolada mai próxima

Você pode usar esse transmissor para controlar uma campainha que tem DIP switch observando o seguinte:

  • 00: equivale a uma posição ON do DIP switch
  • 01: equivale a uma posição OFF do DIP switch

 

O protocolo de comunicação

Interceptar a transmissão é muito fácil quando você tem as ferramentas. Eu usei um arduino, um módulo receptor de 315Mhz e a biblioteca RCSwitch. Ao apertar o botão no transmissor algo assim é recebido:

Decimal: 5574400 (24Bit) Binary: 010101010000111100000000 Tri-State: FFFF00110000 PulseLength: 169 microseconds Protocol: 1

Traduzindo, o transmissor usa o que RCSwitch chama de “Protocolo 1” e envia um código de 24bits com largura de pulso de 169 microssegundos. As definições de protocolo podem ser vistas em RCSwitch.cpp, constante RCSwitch::Protocol.

Através de experimentação com as várias amostras que tenho aqui eu consegui determinar aproximadamente a função dos 24 bits:

  • Os 12 primeiros bits tem o endereço;
  • Os 4 bits seguintes são sempre “1111”;
  • Os 8 bits seguintes definem a melodia.

A composição do endereço

Com 12 bits teríamos 4096 endereços, mas nem todas as combinações são permitidas. O chip decodificador no receptor usa apenas seis entradas de endereçamento (daí o tamanho do DIP switch) e o estado de cada uma dessas entradas corresponde a dois bits do endereço. Nos receptores com DIP switch só são possíveis duas combinações:

“01”: Switch ON (entrada ligada ao negativo da bateria)

“00”: Switch OFF (entrada “flutuando”)

Nos receptores sem DIP switch um terceiro estado pode ser configurado internamente com solda, que resulta na combinação “11”.

A combinação “10” nunca ocorre, então se minhas contas estiverem corretas o número de combinações (e endereços) não passa de 730.

A melodia

A composição do código da melodia segue regras similares às da composição do endereço. São oito bits dos quais os seis primeiros são sempre usados para escolha direta de uma melodia. Nos submodelos que usam DIP switch para a escolha só existem três posições, que limitam o número de melodias a 8. Mas transmitindo diretamente 27 combinações são possíveis. A partir daí a coisa complica um pouco. Os dois últimos bits tem um comportamento variável. Em alguns modelos transmitir “o1” faz com que o receptor ignore os seis primeiros bits e toque a próxima melodia. Em outros o valor desses dois bits é somado aos outros seis para escolher entre mais melodias.

Comportamento confirmado nos modelos 2b e 3a:

xxxxxx 00 -> toca primeiro conjunto de melodias

xxxxxx 01 ->  toca segundo conjunto de melodias

111111 11 -> toca última melodia selecionada

111111 01 -> avança para próxima melodia

 

1 comentário
  • Jefferson - 6.622 Comentários

    Caso você não queria, não saiba ou não possa usar um arduino para decodificar a transmissão, pode usar um receptor SDR. Comece usando o programa SDRSharp que mostra claramente a transmissão, mesmo sem usar antena, se você estiver a um metro do receptor. Serve também para determinar a exata (ou quase) frequência do transmissor.

    Tendo determinado que o transmissor da campainha e o receptor SDR estão funcionando, você pode decodificar usando o programa rtl_433 (testado com a versão Windows) iniciado da seguinte forma:

    rtl_433 -f 315430000 -a

    Isso considera que você determinou no SDRSharp que o transmissor tem uma frequência de 315.430MHz. O parâmetro -a é necessário porque esse tipo de equipamento não está na lista de suportados. O programa vai exibir a recepção “raw” assim:

    *** signal_start = 1265185, signal_end = 1332922
    signal_len = 67737, pulses = 234
    Iteration 1. t: 85 min: 45 (48) max: 125 (186) delta 10
    Iteration 2. t: 85 min: 45 (48) max: 125 (186) delta 0
    Pulse coding: Short pulse length 45 – Long pulse length 125

    Short distance: 35, long distance: 115, packet distance: 1240

    p_limit: 85
    bitbuffer:: Number of rows: 10
    [00] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [01] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [02] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [03] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [04] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [05] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [06] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [07] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [08] {25} 7d 5f ff 00 : 01111101 01011111 11111111 0
    [09] {9} 7d 00 : 01111101 0

    No exemplo acima o código 01111101 01011111 11111111 foi recebido 8 vezes. A quantidade depende de quanto tempo você demora com o dedo no transmissor.

    Você pode baixar binários do rtl_433 para Windows aqui. Você não pode usar o SDRSharp e o rtl_433 ao mesmo tempo (eu não consegui).

    No meu caso, usar o receptor SDR sem antena foi essencial. Com ela o programa rtl_433 não parava de acusar os erros “too many pulses detected” ou “pulse_FSK_detect(): Maximum number of pulses reached!”

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Não, ver o “cadeado fechado” no navegador não significa que é seguro

[one_half padding=”0 20px 0 20px”]O contrário está mais próximo de estar correto. O cadeado aberto indica uma condição insegura. Ainda assim, nem sempre.

Essas “simplificações” me fazem estremecer, mas quando até os bancos apelam para elas e a população em geral é treinada para acreditar nisso, há pouco que você possa fazer a não ser repetir a mesma coisa. Mas diante de uma pessoa capaz de entender eu posso explicar por que aquele ícone em forma de cadeado fechado no browser quando você acessa o site de um banco é apenas um dos muitos itens de segurança ao qual você precisa ficar atento.

Ter uma conversa criptografada com um bandido é o que você chama de “seguro”? Espero que não, porque é apenas isso que o cadeado fechado garante: que a conexão é criptografada e supostamente (existem exceções) ninguém além de você e quem está na outra ponta pode decifrá-la. O problema é que para habilitar criptografia basta ter um certificado SSL. E qualquer um pode ter um. Certificados SSL basicamente garantem criptografia, não autenticação.[/one_half]

[one_half padding=”0 20px 0 20px”]Ainda não entendeu o problema? Agora você vai: uma análise mostrou que no ano passado a Let’s Encrypt, uma organização sem fins lucrativos que distribui certificados SSL de graça, emitiu mais de 15 mil certificados SSL para sites que tinham o nome “paypal” em algum lugar mas não tinham nada a ver com a empresa. E mais de 14 mil deles foram usados em sites criminosos.

O fato é que a Let’s Encrypt não tem como verificar de graça cada pedido de certificado. E nem tenta. A organização já disse que não é essa sua missão. Confirmar identidade do representante de uma empresa não é algo que possa ser feito automaticamente (o único jeito de fazer de graça) e certificados SSL não tem o objetivo primário de confirmar identidade de ninguém, embora possam ajudar nisso. Certificados mais caros (qualquer um que não seja grátis é, certo?) podem contar com a identificação da empresa e se esta existir os navegadores modernos mostram o nome desta, além de mostrar o cadeado.

Mas não é isso que o usuário médio foi “adestrado” a verificar.[/one_half]

 

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