 Jefferson,  25 de fevereiro de 2017, Filmes Cuidado! Spoilers!
O filme é rico em detalhes que me mantiveram entretido, começando pela ciência, como o escudo de energia e a falta de gravidade no elevador. Depois veio o drama do primeiro “náufrago”, sua desorientação, seu comportamento ao descobrir sua situação, o pânico no pod que ele achou que tinha consertado e por um breve instante achou que poderia ser seu caixão, o conflito interno a respeito de acordar ou não Aurora[1]. A inteligência artificial do Barman bem ali no limite entre um ser humano de verdade e uma máquina… Eu tinha acabado de comentar com meu amigo José Carneiro como eu não tinha mais humor para drama e preferia ficção científica, mas estava ali me deleitando com a situação dramática do personagem.
O único defeito que posso apontar no momento é o fato de ser um tanto previsível. Ao apresentar Aurora para a audiência como o primeiro rosto humano em que Jim reparava[2] , ficou evidente que o personagem de Jennifer Lawrence não ia entrar em cena, falando e andando, por obra do acaso. Já havia sido estabelecido que “pods não dão defeito” e isso não iria acontecer de novo para acordar, dentre cinco mil pessoas, justamente a única que conhecíamos. Também ficou claro com antecedência (antes mesmo dela acordar, caramba) que ela iria descobrir, que provavelmente iria ser o barman a contar (meu segundo palpite era ela descobrir por logs que ele havia lido sobre ela numa data anterior a ela acordar) e até qual seria sua reação. Eu também sabia, quando Jim estava mandando uma mensagem para a Terra, que o computador iria dar a ele uma má notícia bem grande depois do envio[3]. E quando Jim foi ejetado com um pedaço de cabo ainda preso a sua veste, como seria o seu resgate.
Mas mesmo contando com as imperfeições, valeu cada minuto.
[1] Não consigo citar de cabeça nenhum outro filme onde a sinopse oficial é evidentemente mentirosa, mas que ao descobrir isto você concorda que foi melhor assim;
[2]Oops… não foi o primeiro. O primeiro foi o de um homem aos 20m38s em um pod que ele olhou por dois segundos sem motivo aparente para a trama;
[3] Aliás, é tão sem sentido que o serviço nem deveria existir, para começar. Mas eu entendo que a cena foi exibida para benefício da audiência.
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 Jefferson,  22 de fevereiro de 2017, Todo os fãs da comédia The Big Bang Theory sabem do que se trata e foi graças ao Leonard explicando de forma muito engraçada por que ele não pode ingerir nada com leite que eu descobri que tenho essa condição.
Horas depois de tomar um copo de leite “eu fico insuportável” 
E fico pensando em como eu pude passar anos tendo problemas com isso e incapaz de associar o único e desagradável sintoma que manifesto (o mesmo de Leonard) ao leite. Certamente muita gente tem o mesmo problema e acha que é algo normal e inevitável.
Graças a finalmente saber a causa eu agora posso me limitar a tomar leite no fim do dia, quando não planejo mais sair nem me envolver com outras pessoas. Assim eu posso ficar “insuportável” sozinho. 
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 Jefferson,  19 de fevereiro de 2017,
- Por quase duas décadas eu fiz malabarismos para contornar um problema na instalação da bomba dagua da piscina. Se o nível da água caísse abaixo de um determinado nível a bomba não seria mais capaz de puxar a água por causa do ar na tubulação. Levou 20 anos para eu ter a curiosidade de procurar online o manual da bomba, por uma outra razão, e descobrir que a mesma é auto-escorvante e para lidar com a entrada de ar bastava abrir o pré-filtro, enchê-lo com água e esperar por até 2 minutos;
- No mês passado eu disse a um cliente que o identificador de chamadas no telefone que ele havia comprado para usar como ramal não ia funcionar porque a central telefônica, SIEMENS HIPATH 1150, não encaminhava essa informação para os ramais, já que a informação “morria” na telefonista. Errei miseravelmente em dois níveis. Primeiro, esse cliente tem Discagem Direta a Ramal (DDR) e caso você ligue de fora direto para o número que corresponde ao ramal, não passa pela telefonista e a informação do chamador é encaminhada. Segundo, eu era capaz de apostar que apenas o telefone digital
afrescalhado especial da Siemens compatível com a HIPATH exibiria a informação, mas o telefone Intelbras nada especial (aparentemente) que eu acabara de instalar exibia até o número do ramal interno que estava chamando;
- Na mesma semana uma funcionária da mesma empresa me perguntou como digitalizar uma série de páginas e colocar no mesmo PDF usando a multifuncional HP na sua mesa. Eu disse que isso não era possível com uma multifuncional sem alimentador automático de documentos (ADF), com o software fornecido pela HP. Talvez fosse possível com um software de terceiros. Mas qual não foi minha surpresa ao descobrir em uma pesquisa que se você selecionar “PDF” como resultado no software da HP, quando o software pergunta se você já terminou de digitalizar, se você responder “não” ele vai justamente acrescentar as imagens seguintes ao mesmo PDF.
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 Jefferson,  19 de fevereiro de 2017, Esse aspirador já se pagou muitas vezes desde que foi comprado há uma década. Eu não lembro exatamente quando foi comprado, mas o selo do IBAMA na lateral é datado de 2005 então eu presumo que está comigo há entre dez e doze anos. E continua funcionando perfeitamente.
Prós:
- Funciona como uma verdadeira bomba d’agua auto-escorvante e móvel. É perfeita para eliminar pequenos alagamentos, remover a água de uma tubulação para fazer um reparo, remover a água suja no fundo da piscina que a bomba principal já não puxa mais, etc. No papel de bomba, esse aspirador torna trabalhos “impossíveis” possíveis e os muito cansativos e repetitivos, como no caso da piscina, rápidos e até fáceis. É importante notar que o aspirador fica lá no alto, fora da piscina, e pode puxar água a 1,80 de profundidade sem problema algum;
- Acessórios compatíveis, incluindo os sacos de pó, ainda são vendidos inclusive pela rede autorizada (originais). No ML você encontra o kit com três sacos por R$19, mas na autorizada em Recife sai por R$29.
O que poderia melhorar (e às vezes já existe em modelos recentes)
- O aparelho é potente até demais e um controle de potência seria bom, pelo menos para reduzir o barulho em algumas situações;
- O aparelho tende a “engolir” os objetos mais inesperados. Pendrives, canetas e pilhas são sugados com impressionante facilidade e limpar uma oficina com ele acaba exigindo que você confira o conteúdo do saco de pó depois. Às vezes você nem sabe o que foi que o aparelho puxou (é realmente muito rápido) até esvaziar o saco de pó. Uma “rede” improvisada na ponta do aspirador pode livrar você de ter que fazer isso, mas deveria ser um acessório acompanhando o produto. Ele vem com um acessório que estreita a entrada e pode impedir os objetos maiores de serem engolidos, mas isso aumenta o esforço no motor e conseqüentemente o barulho;
- Você não pode escolher a posição da saída de ar, que estando logo acima da conexão da mangueira de entrada tende a ficar soprando exatamente na direção que você trabalha. Isso é um problema quando você está fazendo um serviço de limpeza pesada que envolve muito pó de construção, por exemplo. Enquanto você limpa uma prateleira alta ele está se esforçando para levantar o pó que ainda existe mais embaixo;
- Não pode ser usado como compressor. Bastaria para isso que a saída de ar tivesse o mesmo formato da entrada e você escolhesse onde engatar a mangueira. Alguns aspiradores com essa capacidade chamam de “função sopro”;
- A qualidade dos sacos originais parece ter caído. Eu comprei um kit com três sacos na autorizada e após dois rasgarem no anel de encaixe em um dia (eu estava fazendo um serviço pesado) eu inspecionei o terceiro antes de instalar e notei que o anel de encaixe plástico estava mal colado no papel. Achei melhor reforçar a região ao redor do encaixe com uma boa quantidade de fita Silver Tape (“duct tape”) da 3M.
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 Jefferson,  18 de fevereiro de 2017,
- Quando vejo os cartões de licença do Windows 8.1 eu sou forçado a duvidar da seriedade da Microsoft. A fonte escolhida para as chaves de licença torna espantosamente difícil discernir os caracteres “B”, “8” e “3”;
- O Office 2016 parece menos fresco que o Office 2013 na hora de fazer a ativação. Já tive que ligar pelo menos duas vezes para a MS para ativar uma licença do 2013 na mesma máquina que estava antes, mas isso ainda não ocorreu com o 2016;
- Já com o Windows 8.1 Pro ocorreu o oposto: ontem eu ativei por engano em outra máquina uma licença que ainda estava em uso na máquina original. Hoje eu corrigi colocando a chave correta (ainda estava ativado com a chave errada) mas não sei ainda se isso criou um problema com a máquina cuja licença eu usei por engano;
- No mês passado mais um programa da Nirsoft entrou para o meu kit de ferramentas: com o Produkey eu consigo obter até remotamente a chave de licença de instalações rodando e de instalações mortas, bastando ter acesso aos arquivos no HDD. Isso se mostrou importante para um cliente que precisava reinstalar o Windows, tinha a licença, mas não sabia qual das mais de 20 licenças adquiridas estava associada aquela maquina. Mas tenha o cuidado de executar o programa como administrador.
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 Jefferson,  18 de fevereiro de 2017, gbplugin Apenas a execução de navegadores causava o problema mas nenhum plugin estranho aparecia na lista de cada um deles. Esse normalmente seria um problema de arrancar os cabelos mas a solução foi rápida porque meu primeiro palpite estava correto. Ao notar que a máquina estava rodando o maldito GbPlugin (serviço gbpsrv) eu já tinha praticamente certeza de que era ele. E estava correto. Após dar boot por um CD e fazer uma limpeza rigorosa de todos os traços dele, o problema desapareceu. Mesmo após a cliente reinstalar a desgraça para poder acessar seu banco, o problema não voltou.
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 Jefferson,  18 de fevereiro de 2017, Cenário:
- Servidor de arquivos e controlador de domínio Windows 2003 sem updates (sequer é SP1 – mas esse é um outro problema dessa empresa);
- Clientes Windows 8.1 professional, com atualizações automáticas ligadas.
Resposta curta:
Certifique-se de que o controlador de domínio esteja na mesma sub-rede que a máquina cliente, tanto fisicamente quanto logicamente. Você que sabe como NETBIOS funciona pode estar pensando “dâaaa!”. Mas se ler o restante você, quem sabe, talvez reconheça que poderia não ter notado o que não notei.
Resposta longa:
Os problemas nessa rede começaram uma semana antes. Uma parte das máquinas (não todas) deixou de enxergar o servidor pelo nome e foi preciso fazer gambiarras em cada uma delas (incluindo colocar o mapeamento para o servidor no arquivo HOSTS de cada uma) para resolver o problema emergencialmente. Imediatamente pensei em um problema de resolução de nome NETBIOS mas todas as máquinas dessa empresa sempre estiveram na mesma sub-rede e nada parecia haver mudado para causar o problema. Pensei em uma atualização do Windows 8.1 que estivesse desabilitando NETBIOS (a MS já fez isso no passado) mas em uma das máquinas afetadas eu verifiquei não ter havido nenhuma atualização recente (não que tivesse aparecido nos logs). [1]
Ontem uma das máquinas teve um problema que exigiu a reinstalação completa do Windows 8.1 (ligaram a máquina configurada para 220V em 110V, que parecia funcionar mas os desligamentos freqüentes bagunçaram o sistema de arquivos) e na hora de fazer o “join” no servidor de domínio veio o erro. Aquele controlador de domínio não podia ser localizado pelo nome “curto” (o nome NETBIOS). Para fazer o join eu precisaria usar o FQDN (que é obtido geralmente acrescentando “.local” ao nome curto) e que depende inteiramente de resolução DNS. Eu já fizera gambiarras demais para contornar o problema e após uma pesquisa, não encontrando uma explicação lógica para o problema que eu pudesse testar com os usuários conectados, agendei uma parada do servidor para este sábado para localizar o problema.
Depois de meia hora lendo sobre a resolução de nomes NETBIOS, DNS, WINS e sobre problemas similares em foruns, me dei conta quase que por acaso de algo estranho na configuração do servidor: Estava configurado para o IP correto (10.0.0.21) mas a máscara de rede estava configurada para 255.0.0.0. Ora, esta é a máscara “normal” sugerida para uma rede IP nessa faixa e para todos os efeitos estava correta, por isso não notei o problema nas primeiras duas ou três vezes que vi essa configuração, mas não é esta a máscara normalmente configurada nos clientes e também não é a máscara oferecida pelo servidor DHCP da empresa, que é 255.255.255.0. Do ponto de vista físico as máquinas estavam na mesma sub-rede, mas do ponto de vista lógico não estavam.
Bastou configurar a placa de rede do servidor para usar a máscara 255.255.255.0 para resolver o problema. Alguém que achava que sabia o que estava fazendo mexeu nas configurações do servidor (todo mundo tem acesso) e causou todos esses problemas.
[1] Na ocasião uma parte das máquinas afetadas recusou as credenciais de administrador do domínio e eu tive que editar o arquivo HOSTS usando credenciais de administrador local. Uma das máquinas ainda “lembrou” a senha antiga de admin do domínio, mas provavelmente porque estava em cache. O conjunto de problemas que encontrei era bizarro, mas agora que sei a causa tudo faz sentido: na ocasião o domínio já estava inacessível e as máquinas só faziam login porque as credenciais estavam no cache e a aparente ausência do controlador de domínio estava sendo contornada automaticamente.
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 Jefferson,  17 de janeiro de 2017, Minha cliente já vinha há algum tempo dizendo que não conseguia usar o telefone fixo. O telefone sem fio, um Intelbras TS40 ID, indicava o tempo todo “em uso” sem a linha estar em uso, e ninguém conseguia usar a linha. No dia 31 de dezembro, não querendo ficar sem receber as tradicionais ligações de ano novo, ela me pediu que fosse lá descobrir o que estava havendo.
Cheguei por volta das 9 da manhã e rapidamente constatei que o problema era na linha. O problema era bizarro: a banda larga funcionava aparentemente normalmente mas a linha não dava qualquer sinal de vida. Não havia tom de discar ou qualquer tipo de tom. Pior que isso: plugar o cabo na linha não mudava absolutamente nada. Normalmente mesmo sem nenhum tom de linha você ainda houve algum ruído baixo permanente ou pelo menos um estalo ao plugar e desplugar o cabo. Mas essa linha parecia completamente morta, apesar da banda larga GVT estar funcionando. Testei com dois outros aparelhos convencionais que eu levara, além do telefone sem fio da cliente.
Liguei para o suporte da VIVO pelo celular VIVO da cliente e, assim como das outras vezes que entrei em contato com a GVT, tendo esclarecido que já tinha feito vários testes e que era um técnico não fui tratado como um idiota nem fui obrigado a seguir procedimentos de teste idiotas (muito comum quando você fala com a OI). A atendente “resetou” a linha duas vezes e me pediu para testar se algo tinha mudado. Como nada mudou decidiu agendar o atendimento. Minha primeira surpresa veio quando ela disse que o atendimento ocorreria no mesmo dia (sábado, 31 de dezembro) entre as 12 e as 18h.
A segunda surpresa veio quando a cliente me ligou às 10h30 e disse que o técnico da VIVO já estivera lá e consertado a linha.
E eu aqui sem conseguir me livrar da minha dependência da OI.
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 Jefferson,  17 de janeiro de 2017, Ontem durante uma visita fui chamado pelo departamento financeiro da empresa porque os destinatários dos emails deles estavam reclamando que em vez de receber arquivos anexos nas mensagens eles estavam recebendo links. Eu reproduzi passo a passo o processo que a funcionária estava usando e não encontrei erro algum, mas o email de teste enviado para mim realmente tinha um link onde deveria haver um anexo. Isso não ficava evidente no próprio Outlook.com, mas no email recebido pela minha conta gmail isso ficava claro. A funcionária usou claramente a opção “anexar”, mas o email que recebi tinha um link para “1drv.ms” (o servidor do Onedrive).
Foi fácil encontrar a causa do problema nas opções do Outlook.com. Estava marcada uma opção que dizia que em vez de realmente anexar o arquivo este seria colocado no drive Onedrive do usuário e o destinatário receberia um link.
Eu não tenho nada contra essa opção existir. Acho até bem útil. O absurdo é a MS não ter dado outro nome para ela. “Anexar um arquivo” para mim tem e sempre vai ter o sentido do arquivo fazer parte do email.
E os destinatários estão certíssimos ao reclamar. Além do fato de clicar em um link estranhíssimo (como não uso o Onedrive, eu não fazia idéia do que significava “1drv.ms”), documentos anexos tem que ser documentos anexos. Então se o remetente apaga sua conta do onedrive todas as mensagens com “anexos” ficam incompletas na conta do destinatário?
Maldita “nuvem”.
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 Jefferson,  26 de outubro de 2016, Eu sempre dei preferência a teclado e mouse PS2 para não ocupar (às vezes preciosas) portas USB. Com o tempo acabei me rendendo a usar mouse sem fio, que são todos USB, mas continuava usando teclados PS2.
Esta semana precisei testar um possível defeito intermitente de um teclado Microsoft de um cliente e substituí o meu PS2 pelo USB dele. Aproveitei para fazer uma limpeza no meu com um pincel, para tirar todo o lixo acumulado em vários meses.
Aí depois de terminar o diagnóstico do teclado USB, que levou uns dois dias, coloquei de volta o PS2. E nada de funcionar.
Será que eu quebrei o teclado apenas limpando? Está parecendo o meu carro!
Depois de alguns testes descobri que o teclado funcionava para ligar o computador (eu ligo sempre apertando a barra de espaço) e no setup do BIOS, mas parava de funcionar misteriosamente (até NUM LOCK e CAPS LOCK paravam de responder) pouco antes de aparecer a tela de login do Windows 8.1.
Desligar o computador da tomada e deixar assim por um tempo com o teclado desconectado não surtiu qualquer efeito.
Então eu dei boot pelo XP na mesma máquina e confirmei que o problema era apenas no Windows 8.1. Aproveitei para pesquisar na internet se mais alguém passara pelo mesmo problema e descobri que o Windows 8.1 faz de propósito. Aparentemente o driver PS2 é desativado quando o último dispositivo PS2 é removido. O problema é que não é mais ativado!
Eu estava pronto para implementar a solução apontada de editar a chave
HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Services\i8042prt
E mudar o valor de Start para 0 ou 1 (o Windows 8.1 muda o valor para 3), mas ao sair do XP e voltar para o Windows 8.1, o teclado estava funcionando! E desta vez eu estava com um outro teclado USB ainda conectado.
Vai entender… O que será que fez o Windows 8.1 finalmente notar que eu queria usar o teclado PS2?
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Eu também gostei muito e quando estiver disponível por torrent baixarei para assistir de novo.
A parte mais implausível é estar olhando para um reator de fusão funcionando apenas com uma janela separando, e por mais reforçada que seja esta janela não atravessaria apenas luz por ela mas também muita radiação e nêutrons de alta energia. Mas eu gostei muito de Star Wars e ele viola muitas leis da física, e este filme foi até conservador a este respeito pois muitas coisas nele são até plausíveis.
Cara, eu achei a cena muito forçada, mas nem tinha visto o problema por esse ângulo. Será que se em vez de uma “simples” janela estivéssemos vendo o reator através de alguns metros de água seria seguro?
Disponível uma copia decente é claro, já se acha para baixar mas eu sou exigente com respeito a qualidade do filme e o que já existe não me atende.
Outro detalhe interessante é no final Jim ter alcançado a redenção. O que ele fez com Aurora era imperdoável por qualquer ângulo que eu olhasse e eu não via saída para o personagem, mesmo descontando o desespero de sua situação. Porém, no fim seu gesto de egoísmo foi crucial para salvar a vida de todos os 5000 passageiros, incluindo Aurora. E ele estava pronto para dar sua vida por ela e pelos outros. Tenho certeza de que isso não passou despercebido por ela no final.
Sim, realmente, ele se sacrificou pela nave, não morreu por muito pouco (uma tremenda forçação de barra de hollywood, dificilmente ele escaparia vivo de uma situação daquelas) e depois deu a opção de colocar ela em hibernação, quando descobriu que isto era possível, ela poderia ter resolvido o problema dela, mas no final seria também uma grande crueldade dela fazer isto (o que foi a redenção final dele). Mas pelo menos a nave era uma coisa incrível, parecia um transatlântico de luxo, mas sem as pessoas. E ele era uma pessoa muito versada tecnicamente, sem as habilidades dele e do tripulante que acordou a nave estaria perdida.
Outra forçação de barra foi a nave passar por um choque contra um asteroide e continuar inteira, praticamente, o escudo teria que ser realmente muito bom, e o reator resistir a uma situação daquelas por mais 1 ano, e principalmente um desligamento do seu controlador sem explodir tudo na mesma hora, só em filme mesmo isto é possível.
Mas se você questionar demais os furos na estória o filme acaba perdendo um pouco a graça. Eu assisti no cinema em 3D (gostaria de ter a opção de IMAX, mas infelizmente Salvador é muito atrasado) e ainda vou assistir uma segunda vez quando conseguir uma copia de qualidade. E torço para que um dia eu consiga uma de 4K no mesmo nível que Perdido em Marte ou o Regresso (dois filmes incríveis e com fotografia incrível).
A nave resistir a uma colisão não me incomoda realmente. O que não faz sentido para mim é, numa viagem de 120 anos, não existir qualquer previsão para se acordar um oficial da tripulação em caso de dano não corrigido, ou mesmo periodicamente. O que, claro, requer a existência de equipamento para colocar uma pessoa novamente em hibernação. Mas isso iria estragar toda a premissa.
Aliás, é justamente assim que começa Alien. A tripulação da Nostromo é acordada da hibernação pelo computador da nave quando um sinal de socorro é detectado.
O enredo de Pitch Black é mais próximo. A tripulação é acordada pelo computador quando é detectado um dano no casco.
Pelo que eu conheço de automação e controle, um sistema realmente crítico tem redundância (com 1 ou mais backups, tudo depende da criticidade), para em caso de falha catastrófica ser possível a manutenção com ele a quente sem parar. Pelo que eu conheço (muito pouco) uma aeronave real tem sistemas em duplicata e às vezes em triplicata, e imagino como seja numa central nuclear, deve ser ainda mais robusto. Para uma nave espacial que deve operar totalmente sem manutenção por 120 anos a robustez deve ser enorme e com muitos sistemas com redundância (às vezes tripla ou até mais), e o controle de um reator é realmente algo muito crítico, o mais crítico de todos.
São nestas coisas que o filme deixa vários furos, mas até Perdido em Marte tem furos, e foi realmente um filme muito bem feito, quase uma missão real a Marte. Imagino que quando assista Passageiros pela segunda vez devo encontrar ainda mais furos, mas eu provavelmente continuarei gostando muito, talvez até mais, pois o filme tem a sua beleza e eu realmente gosto de ficção cientifica.
Bom, o filme piorou (para mim) depois que o tripulante acordou. A primeira coisa que ele deveria ter feito era acordar o comandante da missão (seu oficial superior) que provavelmente acordaria o resto da tripulação para dar jeito nos problemas da nave. Os engenheiros da tripulação conheceriam muito mais a nave do que um passageiro. E Provavelmente a equipe médica daria um jeito de fazer o pessoal dormir depois da crise.
Outra coisa, num momento falam que não tem pods de hibernação adicionais e nem peças pra consertar. Mas lá no reator o cara diz que tem peça de reposição pra tudo.
Para mim a premissa “não é possível voltar para a hibernação” é a fundação do filme, que desmorona se for falsa. Então eu julgo a partir dela. Tendo isso em mente, acordar qualquer pessoa é um ato pavoroso.
Eu preferia que o tripulante não tivesse acordado, mas por outras razões. Além de ser mais um golpe no conceito de que “os pods não dão defeito”, aquela pulseira que dá acesso a qualquer um para dar override em qualquer regra da nave, mesmo nas interfaces que operam por comando de voz, não convence.
Como eu reescreveria parte do script para o filme ser mais verossímil para mim:
1)A nave tem tecnologia para recolocar as pessoas em hibernação, mas foi irremediavelmente danificada no impacto. Pense naquele compartimento que tinha um buraco no casco como justamente a “medical bay 2” que continha todo o suporte para isso.
2)Ao descobrir que a nave tinha erros irreparáveis ou cujo auto reparo (podemos ver robôs reparando a sala do reator) estava demorando demais, o computador da nave acordaria um oficial. O computador poderia não saber do dano à Medical Bay ou, sabendo dele, acordaria o oficial mais idoso.
3)A mensagem para acordar o oficial não teria resposta do pod. O computador repetiria a mensagem que seria corrompida e enviada para o pod errado. Digamos que o pod correto seria o 5215 e Jim estivesse no 215. Assim, nenhum pod teria “dado defeito”.
4)Enquanto isso o pod do oficial tinha recebido a mensagem, mas danificado pelo impacto (digamos que o compartimento dos oficiais estivesse no caminho do mesmo fragmento), não respondeu e só terminou o processo de acordar o oficial dois anos depois. Isso explicaria o estado de saúde do oficial.
5)O oficial logo ao descobrir sobre sua morte iminente transferiria o poder dele por comando de voz para Kim e Aurora. Algo como: “Na minha autoridade, concedo meus privilégios de acesso a James, ID XXXXX e Aurora, ID YYYYY. Operação código ZZZZZ”
Jefferson, já percebi que você gosta de romance. Achei esse filme muito fraco, o roteiro é muito forçado, falha na capsula de dois caras que seriam capazes de resolver o problema…..
Uma coisa que nunca ocorre…. Se a sinopse do filme fosse correta poderia ser poético, mas ainda ia ser forçado. Convenientemente o Morfeu acorda morrendo e consegue passar os ensinamentos suficientes para salvar todo mundo. Pra finalizar, o Pratt ainda leva uma descarga do reator e o traje espacial segura tudo….Isso sem contar com o problema do vidro já abordado.
Não deu!!
Nem tudo é ruim, os efeitos são bem legais.
Toda a seqüência de ventilação do reator é furada.
1)A idéia de que a ventilação automática não funciona, mas o computador exibe uma alavanca no mesmo recinto para fazer ventilação manual é bem questionável
2)Aurora precisa proteger a mão porque a alavanca está muito quente, mas consegue deitar no chão, encostar no painel, sobreviver na sala…
Eu resolvi ignorar os problemas.
Quanto ao vidro, bastaria os roteiristas terem colocado um “aquário” ali (uns 3 metros de água já estaria muito bom) para ser verossímil. Mas o “certo” mesmo seria eles nem estarem vendo a reação, entretanto não teria a mesma “graça” para o público inteiramente leigo.
Quanto ao romance, nesse filme ele é só uma ferramenta de potencialização do drama, assim como The Age Of Adaline. Quanto mais envolvida Aurora ficasse com James, maior a raiva, o nojo, o desespero que ela ia sentir ao descobrir. Por isso eu ressaltei a redenção de James. Até o momento em que ficou cristalino que se duas pessoas não estivessem acordadas, todos teriam morrido, tudo que James fez com relação a Aurora foi de abjeto a monstruoso. Daria até para atribuir o ato de acordá-la como insanidade temporária, mas em vez de tratá-la apenas como a muleta psicológica de que ele tanto precisava, seduzir e ir para a cama com sua vítima? Aí James passou dos limites.
Tem uma coisa bem problemática na estória, o pod de Jogos Vorazes não deu defeito, ela foi acordada, poderia receber todos os preparativos no pod médico para hibernar e ir ao pod original dela, o Pratt também poderia voltar a dormir, só que no pod médico, por isso o filme é, pra mim, um romance, sendo a ficção é coadjuvante. Eles poderiam voltar a hibernar com todos os problemas existentes no roteiro, já que ele tinha uma senha de administrador e era o CARA, não voltaram por pura vontade.
Ignorando o fato anterior. O ato de acordar ela ser perdoado por salvarem a nave é outra coisa forçada, em 20 minutos ela esqueceu o que houve, simples assim. Tirando ainda todos os outros problemas com protocolo de segurança, ignorando tudo, se ele tivesse que acordar outra pessoa, seria perdoado, mas ele acordou por egoísmo.
O roteiro é muito fraco, tem tanta coisa tosca que não dá vontade de discutir os problemas. Nem a química entre os atores foi forte no filme. A única coisa que achei realmente boa no filme foi a máquina do refeitório, eu quero uma daquelas.
Para sua teoria funcionar é necessário que:
1)A tecnologia de hibernação da Homestead preveja que uma pessoa hibernando possa ser removida;
2)O pod de Aurora estivesse em condições de reuso.
E isso não pode ser seguramente estabelecido nem por senso comum (a tecnologia não existe em 2017), nem pelo exposto pelo filme.
Mas é plausível. O filme poderia ter um final alternativo onde isso ocorresse.
Esqueci de comentar que talvez eu não esteja usando a palavra mais adequada mas “redenção” no sentido que estou usando, que é o de Shawshank Redemption, não requer o perdão da(s) vítima(s) (isso seria um problema danado). A redenção é o perdão dado por uma entidade superior, que para o cristianismo é Deus, mas no caso de um filme é a audiência.
Para a trama o perdão de Aurora, verossímil ou não, é importante. Para a redenção de James é irrelevante.