 Jefferson,  11 de março de 2017, Esta semana eu vendi um objeto no Mercado Livre e combinei a entrega em um lugar próximo, dando meu número pessoal ao comprador para que ele ligasse ao chegar. Como ele não informou nenhum número e uso Android, eu peguei o número de celular informado pelo Mercado Livre, criei um novo contato na minha conta Google e adicionei o número. Antes que eu pudesse dar o OK para salvar o contato, a Google exibiu nome da empresa onde ele trabalha, endereço e até se prontificou para mostrar no mapa.
Eu imagino que isso ocorreu porque apesar de ser um celular o número está cadastrado no Google Maps como o número de um estabelecimento comercial, mas ainda assim… Imagine que esse comprador não quisesse que eu soubesse nada disso?
Aí eu contei isso para o amigo José Carneiro que respondeu algo do tipo “Você não viu nada. Imagine conversar algo perto do celular e depois ao abrir o navegador no telefone encontrar um anúncio daquilo que você estava conversando”.
Acho que ele queria me aterrorizar… 
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 Jefferson,  10 de março de 2017, Filmes Sim, é inacreditável que J.K. Rowling, que admiro por ter escrito o intrincado mundo de Harry Potter e sua espantosamente bem amarrada saga de três mil páginas (quatro mil na edição britânica), possa ter escrito algo tão “sem pé nem cabeça” quanto o roteiro de Animais Fantásticos e Onde Habitam.
Por onde começar?
Logo nos primeiros minutos eu fiquei incomodado com o filme por parecer excessivamente tolo mas dei uma pausa, fui tomar um café, respirei fundo e continuei. Parou de parecer excessivamente tolo alguns minutos depois para parecer apenas tolo.
Temos uma presidente da nação mágica dos Estados Unidos que se comporta como Trump de forma a ser indigna do cargo. Depois de, com testemunhas, se recusar a ouvir o alerta de uma ex-auror (ainda se fosse ex-contadora, ex-escriturária, ex-faxineira, mas uma ex-auror!), quando a me**da atinge o ventilador, ela sentencia essa mesma ex-auror à prisão por não ter dado o alerta? Diante de todo o congresso bruxo? Uma mulher está na presidência mas o mundo bruxo ainda está na idade média? Naquele momento ela pareceu mais a Rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas com sua famosa frase “cortem suas cabeças!” do que a líder de uma nação democrática.
Uma ex-auror e o irmão de um herói de guerra são sentenciados à morte minutos depois por um tribunal de um só homem?
Newt Scamander, que não é apresentado nem nos livros nem no filme como um bruxo especialmente capaz ou brilhante, resiste sem grande dificuldade a um dos bruxos mais poderosos da história (o mais poderoso da época) [1], que não tem dificuldade alguma para duelar com dezenas de aurores no final? E quanto a Tina? Ainda que Graves quisesse continuar fingindo ser “do bem” ele tinha uma desculpa perfeita para matá-la: ele já a havia oficialmente condenado à morte e ela era uma fugitiva da sentença. Mas misteriosamente Tina sobreviveu ao duelo. E Graves pareceu não poder vencê-la.
E eu prefiro nem perder tempo com os detalhes menores. O filme todo parece uma grande desculpa para o departamento de efeitos especiais de um estúdio qualquer se exibir. E ainda assim os efeitos não são grande coisa.
E para completar, não consegui simpatizar com o personagem principal e sua mistura de tímido, anti-social e retardado. Talvez o resultado de uma boa atuação de Eddie Redmayne, porque seu personagem afirma mesmo ser “difícil de aturar”:
Kowalski:
Bem, estou certo de que as pessoas gostam de você também, hã?
Scamander:
Não realmente, não. Eu irrito as pessoas.
E a atriz que fez Tina também não me convenceu. Só se salva mesmo a Queenie (Alison Sudol). Realmente dá para entender por que os homens ficam sem fôlego perto dela.
Mas eu certamente estou em minoria, pois o filme é sucesso de público e crítica e já anunciaram que no mínimo vai virar trilogia, mas pode chegar a cinco filmes! Arghhhh!
[1] Correção: o mais poderoso é provavelmente Dumbledore, que está vivo nessa época. Ele e Grindenwald foram amigos.
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 Jefferson,  06 de março de 2017, Minhas tentativas de fazer automaticamente falharam por isso estou tendo que fazer manualmente, cada post e comentário. É um trabalho lento e maçante. E são mais de 1300 posts, por isso vai demorar meses ou anos. Mas estou colocando os mais interessantes no inicio da fila.
Para não bagunçar eu estou publicando os posts com as datas originais de 2010 e 2011, por isso não vão aparecer aqui. Para vê-los consulte a categoria BUZZ.
As datas dos comentários estão erradas ainda.
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 Jefferson,  05 de março de 2017, Filmes Em 20 de fevereiro o IMDB, que pertence à AMAZON faz tempo logo falta de dinheiro não deve ser o motivo, encerrou a atividade do fórum e aparentemente deletou mais de uma década de discussões sobre filmes. Para mim é o começo do fim do site, porque hoje eu preferia consultar a Wikipedia e só visitava a página do filme no IMDB pelas discussões, que são proibidas na enciclopédia. Então eu não tenho mais qualquer razão para visitar o IMDB.
Uma decisão vergonhosa. Deveria haver uma “lei” (não necessariamente de um governo) que impedisse administradores de fóruns de simplesmente deletar anos de discussão. Quer fechar o fórum por qualquer razão? pelo menos faça o upload do banco de dados com as mensagens para um servidor público. Assim pelo menos não se perde uma década de informação e qualquer empreendedor pode começar de onde você parou.
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 Jefferson,  04 de março de 2017, Filmes, OpiniãoImpopular Assim que eu ouvi o primeiro minuto do filme eu sabia que havia algo ali importante para compreendê-lo, mas o diretor conseguiu me entreter e manipular minha a atenção o bastante para que eu esquecesse completamente de tentar encaixar as peças e me surpreender no fim. Eu gostei disso. Mas não sobra muito mais do filme que isso.
O principal problema que vejo é que mesmo colocando o chapéu da suspensão de descrença para poder apreciar um filme que trata de “tempo”, o enredo ainda é difícil de engolir. Então uma avançada raça alienígena com percepção aparentemente ilimitada do passado e futuro (eles sabem o que vai ocorrer daqui a 3000 anos) e que aparentemente é capaz de se mover pelo tempo/espaço (a forma como as naves vão embora) não sabe como se comunicar com os terrestres? Não é porque usar o conhecimento do futuro seja proibido no presente, porque é exatamente isso que Louise faz. Isso era parte da estratégia para fazer a humanidade colaborar? Talvez, mas certamente existiam meios mais eficientes e sobretudo mais inteligentes de se fazer isso já se comunicando diretamente em inglês, chinês, português, árabe ou o que quer que seja. Afinal, a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. E nada se ganhou com isso.
E por mais que você tenha um conhecimento privilegiado [1] a idéia de um estranho, por telefone, convencer um comandante militar a mudar de idéia sobre um assunto de segurança nacional em trinta segundos é risível. Se a conversa tivesse sido pelo menos por videoconferência e já tivesse sido estabelecido que o general ao menos conhecesse o background da doutora, removendo o problema do “total estranho que pode ser um inimigo tentando obter uma vantagem” essa parte seria mais verossímil.
[1] 13/03/2017 – Relendo o post percebo que isso ficou ambíguo e alguém pode interpretar que estou me referindo a mim (HA!). Estou me referindo ao conhecimento privilegiado (ver o próprio futuro) da doutora Banks, que para mim não é o suficiente para alcançar tal feito.
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 Jefferson,  03 de março de 2017, manutenção Eu fui chamado por causa de um problema incomum. O financeiro da empresa não conseguia fazer a chamada operação “retorno” do programa Cobrança Caixa (cobcaixa). Essa operação depende de um programa de terceiros chamado skyline e ao executar o programa a conexão com o servidor da skyline era estabelecida mas imediatamente em seguida dava algo como “conexão cancelada” (não lembro o termo exato). De abrir o programa até dar o erro e fechar automaticamente não se passavam nem 5 segundos.
Esse programa roda em uma máquina virtualbox Windows XP SP3, em um host Windows 8.1 x64, com interface de rede em modo bridge.
De cara eu achei que o problema fosse com a skyline, porque se eu tento acessar o domínio que aparece no arquivo INI do programa, skyline.com.br, não abre no browser.
Mas para não chamar o suporte da Caixa sem ter certeza (da última vez eles consertaram o problema deles e me criaram um maior) eu testei uma cópia do programa que estava instalada no servidor da empresa. E aí funcionou normalmente!
Mas no servidor, skyline.com.br também não abre no browser. Daí notei que eles provavelmente não tem servidor www lá e usar esse teste não adiantava.
Enquanto eu quebrava a cabeça com esse problema, outro funcionário me alertou que não conseguia imprimir na impressora compartilhada de VENDAS. Fui investigar e não notei razão para isso, mas percebi que estranhamente a máquina VENDAS não tinha feito o mapeamento para o diretório HOME do usuário logado. Em seguida eu notei que nas duas máquinas tentar acessar compartilhamentos que já deveriam estar acessíveis pedia credenciais (elas deveriam estar armazenadas) e na caixa de diálogo havia um aviso de que não tinha sido possível contactar o controlador de domínio e que eu tentasse mais tarde.
Curiosamente, a máquina do financeiro, que é o host da máquina virtual usada com o skyline, tinha o mesmo problema, que não haviam me reclamado ainda. Mas a máquina virtual tinha feito o mapeamento normalmente. Depois eu notei que o mapeamento da máquina virtual funcionara porque esta não faz login no domínio (este é um detalhe importante, como você verá a seguir).
E o servidor, que também era controlador do domínio, estava funcionando. E só uma parte dos funcionários estava experimentando problemas.
Como eu tenho como regra considerar que “coincidências não existem” e sem saber onde procurar o problema, aproveitei a hora do almoço para reiniciar o servidor. Eu esperava que isso resolvesse tudo exceto o primeiro problema. Para o meu espanto, isso resolveu todos os problemas. Eu ainda não faço idéia de como um controlador de domínio que não respondia podia afetar a conexão do programa skyline com seu próprio servidor na internet, em uma máquina que sequer faz login no domínio.
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 Jefferson,  02 de março de 2017, Filmes O maior problema desse filme é conseguir entendê-lo, E não é porque a trama seja especialmente complexa mas porque a menos que você entenda japonês vai ter dificuldade porque é difícil encontrar uma legendagem que faça perfeito sentido. Eu só fui capaz de apreciar realmente a estória quando eu finalmente alcancei proficiência suficiente em inglês para entender a versão dublada sem precisar de legendas. Até mesmo entre a dublagem em inglês e a legendagem em inglês existem grandes discrepâncias. Logo nos primeiros minutos Bartou comenta com Motoko que ultimamente tem notado muito ruído no cérebro dela. Na dublagem Motoko responde “deve ser um fio solto” e na legendagem “é aquela época do mês”, uma referência jocosa à menstruação, que o corpo ciborgue da Major não tem.
Contornando esse problema GitS é uma peça impressionante de animação, principalmente tendo em mente que tem mais de 20 anos. Nos dias atuais os “efeitos especiais” são claramente antiqüados mas o fato da Major aparecer quase o tempo todo nua no filme (é um corpo ciborgue, mas é uma lataria danada de sexy!) parece bem ousado tanto para 1995 quanto para 2017.
O que não ficou claro mesmo depois de assistir mais de uma vez :
- De onde veio a voz que Bartou e Motoko ouvem no barco;
- Qual o sentido da seqüência que vai dos 33 aos 36m45s do filme;
- O que fez Togusa desconfiar dos visitantes;
- Por que Motoko estava tão obcecada com o Puppet Master que, num ato completamente irracional, provocou danos extensos e incapacitantes ao próprio corpo?
Somente minha segunda questão foi respondida, ainda assim parcialmente, fazendo pesquisa. Dois corpos iguais ao de Motoko aparecem na sequência, reforçando a crise de identidade da Major. E a explicação para isso, tirada dos quadrinhos, é que o corpo da Major, embora militar, foi deliberadamente copiado de um modelo comercial, “popular”, para que não chamasse atenção.
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 Jefferson,  01 de março de 2017, Filmes
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 Jefferson,  26 de fevereiro de 2017, Filmes A única coisa “estranha” em que reparei foi que o doutor, pré feiticeiro supremo, não foi nem de longe retratado como a criatura arrogante e detestável que eu modelei na minha mente da minha leitura de suas estórias nos quadrinhos. Teriam que pegar o Doutor House e acrescentar mais antipatia e egocentrismo. Porém eu entendo que isso não ia funcionar tão bem em um filme quanto nos quadrinhos. Seria preciso mais que duas horas para convencer a audiência de que um House qualquer havia se tornado um poderoso mas humilde defensor da humanidade, sem pegadinhas. Quanto ao resto, foi uma boa introdução do personagem. Não achei um filme memorável, ainda, mas foi agradável assistir.
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 Jefferson,  25 de fevereiro de 2017, Filmes Eu gostei do primeiro Jack Reacher, gosto de Tom Cruise, gosto de Cobie Smulders, mas ainda assim não deu. O filme é um desastre. Perdi a conta dos problemas mas vou tentar enumerar.
- No primeiro filme, Jack Reacher é um ex investigador militar que após dar baixa cortou relações com o exército e com o mundo em geral. Vive uma vida frugal, sem endereço fixo, carro, telefone ou cartão de crédito e viaja só com a roupa do corpo. Se envolve, por motivos pessoais, numa situação muito complicada para ele e para terceiros, num caso de repercussão nacional, mas em nenhum momento pede qualquer ajuda militar. No segundo ele é caracterizado logo nos primeiros minutos como um braço do “Tio Sam” que periodicamente liga para seu oficial de ligação na base onde ele foi comandante. Destruíram o personagem;
- Reacher nunca tinha visto a major antes mas só por causa das conversas ao telefone queria se encontrar com ela? Outra coisa que não se encaixa no personagem;
- Essa onda de politicamente correto de Hollywood é terrível. Todo roteirista agora tem que acrescentar uma mulher “forte” na estória, mesmo que essa estória não convença de jeito nenhum. Uma coisa é o roteirista ter o cuidado de fazer o script passar com folga no Teste de Bechdel mas outra bem diferente é querer colocar uma Lara Croft em todo filme de ação. Não convence. Já é suficientemente difícil fazer o tampinha do Tom Cruise ser realista derrubando sozinho e desarmado meia dúzia de marmanjos;
- A rapidez com que o advogado da major, Coronel Moorcroft, passa de “palerma” a “interessado” somente por ter ouvido um sermão de duas frases de Reacher foi espantosa. Ainda se ele tivesse durado, mas no segundo encontro ele volta rapidamente a se comportar como um palerma;
- Como é que dois civis que sequer estão disfarçados como militares conseguem autorização para entrar em um presídio militar para fazer a transferência de uma major e ninguém, nem mesmo o subordinado da major que está levando os mercenários até ela, questiona isso? Bastava ele ter dito “estou seguindo ordens, Major” para dar maior credibilidade, mas o soldado teve que levar uma dose de taser “na caixa dos peitos” para deixar de ser estúpido;
- A fuga do presídio militar em plena luz do dia ofende minha inteligência;
- Não me interprete mal: eu gosto de ver mulheres atraentes se despindo nos filmes tanto quanto a média dos portadores de cromossomo Y, mas ainda assim achei a cena em que a major tira a camisa quando está sozinha com Reacher completamente gratuita e até absurda.
E esses foram só os primeiros 40 minutos. Ainda não consegui encarar os outros 70.
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É, eu já tomei alguns sustos com o Google também. A primeira vez que ele me pediu opinião e avaliação de alguns lugares que eu nem lembrava que tinha ido fiquei pensativo. Ultimamente já me acostumei e nem ligo mais.
Infelizmente a tecnologia está evoluindo para um lado assustador pra quem se preocupa com privacidade como eu me preocupo. Tá meio complicado.