 Jefferson,  09 de agosto de 2020, Consertos, PorDentro Esse dispositivo é usado para automatizar a subida e descida de telas de projeção motorizadas. O princípio de funcionamento desses receptores é decepcionantemente simples para o preço que se cobra por eles nas empresas “especializadas”.
Princípio de funcionamento das telas motorizadas
A tela de projeção pode ter três ou quatro fios. Os primeiros três costumam ter as seguintes funções:
O quarto, quando existe, é o terra.
Tudo o que você precisa fazer é ligar o neutro da alimentação ao comum e o fase a um dos outros dois fios dependendo de que movimento você deseja. O modo mais simples de fazer isso com segurança é usar dois interruptores de campainha, mas aí você vai precisar ficar segurando o interruptor até chegar na posição desejada. Para evitar isso você pode usar um interruptor de duas posições com “off” central. Uma “chave gangorra” de R$5 como esta serve.

Isso funciona porque, pelo menos em todas as telas que chequei, existem “chaves de fim de curso” embutidas que desligam a respectiva alimentação do motor quando a tela está completamente recolhida ou estendida. Então não faz mal algum colocar a chave numa certa posição e dar as costas. O motor vai parar automaticamente quando chegar ao fim do curso. A posição central serve como comando “STOP” caso você queira parar o movimento no meio do caminho. Alguns fabricantes de telas inclusive oferecem como acessórios interruptores específicos para isso com marcações “up” e “down” que provavelmente custam mais do que merecem.

O Controle Maxxigold
Se você quiser fazer esse controle da tela sem precisar ir até o interruptor, pode usar um receptor de controle remoto por infravermelho ou RF. Mas agora que eu expliquei como o acionamento da tela funciona, tente justificar como o controle IR pode valer quase R$600 (não vou colocar links diretos). Isso vai ficar ainda mais difícil quando eu mostrar como é por dentro.
Nota: O controle descrito a seguir foi adquirido há mais de 7 anos. Possivelmente mais de 10. O vendido atualmente pode ser completamente diferente por dentro apesar de ser idêntico por fora. Mas eu não apostaria nisso.


Marcações no placa: DC160/DC87, DESIGN: WCX, V1.2
Considerando a complexidade do circuito não é nenhuma surpresa que você possa comprar algo similar por R$52 (sim, menos que um décimo do preço) na Aliexpress.
Nota: nesse ponto eu acho importante frisar que sou contra expressões do tipo “isso é um roubo!”. Eu considero que quem oferece o produto ou serviço deve ter total liberdade de fazer seu preço enquanto você mantiver a sua liberdade de comprar se quiser e meu blog existe entre outras coisas para mostrar que opções você tem. Os restantes R$550 podem ser atribuídos até ao “amor e carinho” que o fabricante dedica a cada peça que para mim não importa. Eu só vejo realmente problemas quando começam as afirmações falsas sobre uma suposta superioridade técnica do produto, que até onde sei esse fabricante nunca fez.
Um cliente teve um problema com o dele que se manifestou da seguinte maneira: Ao apertar o botão “down” a tela descia apenas alguns centímetros e podia-se ouvir claramente que o relé estava desligando sozinho. Para continuar descendo era preciso apertar “stop” e “down” repetidamente até a tela desenrolar completamente. O comando de subir funcionava normalmente.
Como na ocasião eu não sabia o que sei agora sobre a motorização das telas, não queria arriscar a tela caríssima com palpites e o cliente não tinha tempo para esperar o diagnóstico e os R$600 para pagar por uma reposição não representam nenhum incômodo para ele, compramos um kit novo, mas eu fiquei com o antigo para estudar. A primeira coisa que decepciona é que sequer a fonte tem um transformador. Para o usuário nunca levar um choque na ponta do jack de 3.5mm, que fica saliente, é preciso que a polaridade da instalação elétrica seja respeitada. Com a ligação na entrada invertida o voltímetro mede 220V entre a ponta do jack e o terra.
O jack existe porque o receptor de IR fica na ponta de um cabo, para você poder posicionar onde for mais conveniente. O receptor tem três botões que permitem o controle da tela sem precisar do controle remoto, o que se mostrou muito útil quando o remoto pifou sete anos atrás. Quem precisar de uma reposição para ele só precisa desembolsar a bagatela de R$230 (por um controle de apenas três botões).
O footprint para chave S4 (ausente, entre o capacitor amarelo e os relês) fica exatamente sob um furo que existe na parte de trás da caixa. Esta chave poderia ser acionada com um palito de dentes sem abrir o aparelho. Qual o propósito que tinha essa chave em outra versão do projeto eu não sei, mas geralmente é um reset.
Não é possível ver isso na foto (está debaixo do grande capacitor amarelo), mas como se pode conferir pelo diagrama que levantei pelo menos tomaram o cuidado de incluir um “bleed resistor” (R2 e R3) para descarregar Cx1 após ser desligada a alimentação, evitando assim um choque ao tocar nos fios 1 e 2. O motivo de serem usados usualmente dois ou mais resistores em série nessa função em vez de um resistor com o valor total é dividir a tensão entre eles. Um único resistor SMD pode não suportar as centenas de volts acumuladas no capacitor.


A causa do defeito no aparelho não foi nenhuma surpresa para mim apesar do sintoma ter me feito suspeitar de algo mais complicado. Medindo a tensão sobre os relês descobri que após o primeiro acionamento esta caia de 12V para 5V. Apenas o bastante para o microcontrolador continuar funcionando, mas colocar os dois relês de 12V operando numa região de incerteza. Ambos poderiam ter falhado igualmente. A causa estava no suspeito usual: o capacitor de entrada da fonte, que de 680nF nominais estava medindo apenas 170nF. Alguns de vocês talvez lembrem que esse é o defeito usual dos medidores de energia PMM2010. Com a substituição do capacitor o aparelho voltou a funcionar normalmente.
Material de consulta
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 Jefferson,  08 de agosto de 2020, PorDentro, reviews Este aparelho custa R$22 nas lojas chinesas aqui de Recife. A minha aplicação para ele é usar em conjunto com um receptor ISDB-T ou de satélite e um conversor HDMI-VGA para aproveitar como TVs os muitos monitores que tenho. Pode não estar tão fácil hoje por causa da pandemia, mas eu costumava comprar com certa facilidade monitores de 15″ por R$50 e de 19″ por R$80 na OLX. Monitores com som são mais práticos mas ainda não encontrei um que não tivesse um áudio péssimo e o dessa caixinha rivaliza com o de muitas TVs
O que diz o marketing ou pode se supor olhando para o aparelho:
- Suporte a bluetooth com reprodução de mídia e atendimento de chamadas;
- Rádio FM;
- Porta USB para pendrives;
- Conector microSD;
- Entrada auxiliar P2 (3.5mm) – imprescindível na minha aplicação;
- A embalagem faz uma referência a “autodyne”, mas esse termo se refere a um tipo de circuito de amplificação de rádio que até onde sei é obsoleto.
Por default opera no modo bluetooth. Um ou dois segundos após ligar dá a mensagem “the bluetooth device is ready to pair” em um inglês com forte sotaque chinês. Se houver um plug inserido (ou se este for inserido depois) o modo muda automaticamente e a mensagem é “AUX input mode”.
Funciona também enquanto está carregando, mas só se a bateria não estiver completamente descarregada. Testado na função AUX.
Na minha aplicação eu não consigo usar no volume máximo. O aparelho produz um ronco alto que desaparece quando dou cinco toques no botão de baixar o volume. Aparentemente o aparelho lembra a última configuração de volume pois eu só preciso fazer isso uma vez. Mesmo sem estar no volume máximo o resultado ainda impressiona.
Qualidade e volume
Nos dois quesitos a caixinha se sai muito bem. O volume é o suficiente para minha mãe no quarto ao lado fazer comentários sobre eu estar assistindo TV “muito alto” à noite. Eu possivelmente não acharia a qualidade aceitável se o objetivo fosse ouvir música mas para assistir TV é melhor que muitas TVs pequenas.
Como rádio FM
Para fazer a sintonia automática de estações FM, ao entrar no modo FM dê um toque no botão PLAY. O aparelho vai fazer a varredura e depois parar em uma estação. Mas eu encontrei um problema nesse modo que pode ser defeito da unidade que comprei: não consigo alterar o volume enquanto no modo rádio. Sempre avanço ou retrocedo nas estações. Esse problema não ocorre no modo bluetooth, entretanto. E o aparelho tem um som tão alto que esse problema pode inviabilizar o uso do rádio.
Eu constatei olhando na internet que em alguns lotes dessa caixa não há alça de pulso e o fio da antena FM é o único fio saindo da caixa, em outros ele sai junto com a alça de pulso e no meu caso a antena corre por dentro da alça e você só percebe que ela existe se procurar.
A bateria
A duração da bateria assistindo a TV é impressionante na minha aplicação. Fiquei dias usando com uma carga.
Em teoria você deveria ficar sabendo que a bateria está carregada pelo apagamento do LED vermelho, mas aparentemente um erro de projeto impede isso. Mas parece ser possível checar a carga da bateria no modo bluetooth com a app BatON. Testei no meu Samsung A5 que não tem bluetooth 4.0 e parece funcionar.
Na minha aplicação a bateria não ajuda em nada e me cria um pequeno inconveniente. Quando eu vou dormir ou saio de casa eu desligo os disjuntores do escritório, mas quando o receptor de TV é desenergizado a caixinha solta um ronco alto que requer que eu vá até ela desligar na chave. O que implica que sempre que eu volto preciso ir lá ligar novamente se quiser assistir TV.
Eu tentei resolver isso desconectando a bateria, mas o aparelho não funciona sem ela. O primeiro sintoma de que a bateria está desconectada ou com defeito é a mensagem de voz sair fortemente entrecortada. Não dá nem para distinguir que é uma voz. Tentei substituir a bateria por até 300uF em capacitores, mas a qualidade do resultado dependia da fonte usada.
Uma alternativa de qualidade similar e ainda mais barata que não sofre desse problema é usar a caixa EXBOM CS-39, mas isso requer que o adaptador VGA HDMI tenha uma saída de áudio funcional (muitos não tem) ou que você adapte o plug da caixa para a saída do receptor de TV.
Por dentro
Para abrir você solta três parafusos que estão ocultos sob a base emborrachada. No meu caso eu acabei arrancando pedaços da base procurando, mas com paciência deslizando um objeto pontudo você pode encontrar os orifícios dos parafusos e desparafusar sem causar danos. Passe o mouse sobre a imagem para ver a descrição das partes principais.

O chip principal é um AS19BP00237-28B4 fabricado pela JetLi. Infelizmente há praticamente zero informações sobre os produtos dessa empresa na internet.
O amplificador é um HAA2018 cujo fabricante também não ajuda. Os dois canais de entrada de áudio são interligados (em curto) já no conector de 3.5mm. Apesar de isso soar como algo ruim é comum em aparelhos desse tipo, que recebem um sinal estéreo mas produzem uma saída mono. Porém eu não arriscaria ligar nele um aparelho com saída amplificada, destinada a fones de ouvido, principalmente se for caro como um celular. Na minha aplicação com receptores de TV essas saídas são mais resilientes.
Eu acho que o “segredo” da caixa está no alto-falante, que pesa 94g. Mais da metade dos 165g do produto.

No diagrama da alimentação é possível ver que o propósito do LED vermelho deveria ser mostrar quando a bateria está carregada, apagando. Mas provavelmente calcularam errado os componentes.

Esta parte do diagrama mostra que o fabricante do CI principal usa um método baseado em capacitância para poder ler todos os botões usando apenas uma entrada.

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 Jefferson,  06 de agosto de 2020, ViciadoEmAbas Quem acompanha com atenção o que escrevo sabe que eu tenho o estranho hábito de manter de centenas a milhares de abas abertas no Firefox. No Chrome isso não é fácil por causa do exagerado consumo de RAM e de sua peculiar característica de reduzir o tamanho das abas até você não conseguir distinguir umas das outras na janela. O problema da RAM é o pior de todos porque mesmo limitado a não mais que 100 abas por janela (ainda assim se eu me contentar com distingui-las apenas pelo favicon) e tendo 16GB de RAM eu estava rotineiramente tendo que fechar o navegador e abrir de novo porque este estava consumindo toda a memória. Até 2014 eu podia ter 2100 abas abertas no Firefox com apenas 4GB de RAM na máquina.
Para o problema do consumo de RAM parece que encontrei a solução na extensão The Great Suspender, que descarrega todas as abas que não estão em uso após x minutos a não ser que você coloque o domínio na allowlist. Agora eu estou rotineiramente usando “apenas” metade dos meus 16GB.
E funciona no Edge baseado em Chromium também. Pelo menos até uma maldita atualização automática decidir que não.
A propósito, para não perder as abas entre sessões estou usando a Session Buddy.
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 Jefferson,  05 de agosto de 2020, Mais uma razão para eu detestar atualizações automáticas.
Isso começou a acontecer de repente no último dia 30. Eu precisei reiniciar uma meia dúzia de vezes até me dar conta de que o problema era gerado pela digitação na barra de endereços e passei por mais alguns crashes até descobrir que podia contornar o problema configurando o BING como mecanismo de busca (eu tinha configurado o Google).
Mas como isso estava me enchendo o saco, fui pesquisar hoje como resolver e descobri que foi um problema generalizado, que a MS já consertou.
Com meus outros navegadores eu não tenho esse problerma porque uso versões portable que não conseguem se atualizar. Atá a última vez que olhei não existia uma versão portable confiável do Edge. Lá no portableapps eles não aceitam por causa dos termos da licença.
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 Jefferson,  03 de agosto de 2020, Consertos Eu também não achei, mas descobri que o Service Manual do modelo NN-ST357WRP (NN-ST357WRPH ou NN-ST357WRPK) é próximo o bastante pois usa a mesma placa, a F62607D40AP.
Tenha em mente que a última letra do modelo parece designar a tensão. NN-ST359WRUK é o modelo de 220V (o meu) e NN-ST359WRUN eu suponho que seja o de 110V.
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 Jefferson,  02 de agosto de 2020, manutenção, virtualização Minha familiaridade com o VMware é quase nula. Deixei de usá-lo desde a versão 2, quando na minha opinião a criação de VMs ficou desnecessariamente complicada.
O erro ocorria antes mesmo do “BIOS” virtual ser executado e não permitia nem mesmo acesso às configurações da máquina. O usuário original estava usando a versão 12 mas eu trouxe a VM para meu computador e instalei a última versão disponível, que é a 15. Mesmo problema. Fiz uma pesquisa e encontrei um monte de gente pedindo ajuda para problemas desse tipo há pelo menos nove anos, mas todas as sugestões (na maioria das vezes uma variação destas quatro) me pareceram sem sentido para o meu caso.
O que me colocou no caminho certo para resolver esse problema foi este texto, que não tinha a solução mas me chamou a atenção para o fato de que a pista poderia estar em um arquivo log que é criado no diretório TEMP do usuário. Infelizmente eu não consigo mais encontrar no log o que me fez achar o problema, mas a solução foi simples: apague qualquer pasta dentro da pasta da VM que tenha a extensão “.lck”.
Acho que um bug estúpido desses é vergonhoso para a VMWARE. Tanto o meu problema quanto qualquer uma das várias outras razões apontadas para esse erro deveriam garantir uma mensagem menos genérica que “erro interno”.
O nome e localização exata do arquivo de log muda dependendo do usuário logado e até de uma execução do player para outra. Para achar o arquivo de log rapidamente provoque o erro, feche o player, recorra ao Voidtools Everything, digite “vmware *.log” como filtro e ordene pelos arquivos mais recentes.
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 Jefferson,  30 de julho de 2020, Talvez seja eu que não sou inteligente o suficiente e estou procurando uma funcionalidade em “Contas a Pagar” que seria de outro módulo financeiro.
Estou com um problema em um de meus clientes pessoa jurídica que parece ser muito comum: se o boleto não chegar, ele esquece de pagar. E aí só descobre quando o serviço é bloqueado, o que pode gerar de meros inconvenientes a grandes prejuízos. Eu achei que isso fosse apenas falta de empenho do funcionário encarregado desse controle mas agora que eu comecei a analisar opções de software gratuitos com a finalidade expressa de fazer o controle das contas a pagar, descobri que o problema é mais sério do que me parecia.
Por exemplo, no controle de contas a pagar da Nextar, que foi o melhorzinho que achei até agora, se você disser que é um boleto não consegue prosseguir se não tiver um código de barras. E mesmo que você tenha um boleto em mãos e insira o código, não tem a opção de dizer que é um pagamento recorrente (despesas fixas). O único jeito de cadastrar um pagamento recorrente que seja por boleto é cadastrá-lo como “outros documentos” e aí você perde a capacidade de inserir o código de barras quando o boleto chegar, para poder pagar online no dia do vencimento sem ter que procurá-lo depois e até mesmo para ter um controle de que boletos já chegaram.
É melhor do que nada, porque existem opções piores: o Siscontrole e o Sige Lite vão além nas limitações e nenhum pagamento recorrente pode ser configurado. Neste vídeo o cara oferece uma planilha excel para esse controle mas apesar de reconhecer a existência de pagamentos recorrentes, parece que o modo de implementá-la é copiar e colar linhas alterando a data de vencimento. Isso ainda é melhor que o caso do Siscontrole e Sige Lite, onde nem isso você pode fazer e tem que redigitar tudo. Está parecendo que vou ter que fazer meu próprio software de contas a pagar.
Estou procurando a funcionalidade no lugar errado? Sugestões?
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 Jefferson,  29 de julho de 2020, Estamos nos preparando para uma ampliação da cozinha e outras alterações e preciso de uma planta por variadas razões:
- Visualizar como os móveis vão ficar posicionados para poder determinar a melhor localização para tomadas, pontos de rede e TV, lâmpadas e tubulações de água e esgoto;
- Ter onde fazer anotações com um guia visual. Eu comecei meses atrás anotando tudo o que precisava ser feito em um arquivo texto, mas semanas depois ao tentar ler eu já não conseguia mais entender a que eu estava me referindo;
- Poder mostrar ao danado do pedreiro do que eu estou falando com uma possibilidade menor (mas infelizmente não-nula) dele depois fazer de conta que não entendeu. Se você já teve que lidar com pedreiros, sabe do que estou falando.
Eu geralmente desprezo software que só existe como um serviço online (SaaS) mas eu lembrei que em 2015 floorplanner.com tinha sido a melhor opção gratuita que encontrei e decidi experimentar de novo. Já tive uma surpresa agradável ao descobrir que minha planta de cinco anos atrás ainda estava disponível e ao descobrir que eu tinha uma visualização 3D do resultado acabei me empolgando e fazendo quase a planta da casa inteira.
Essa é a visualização 2D (incompleta) do térreo:

E aqui uma renderização em 3D com destaque para a região da reforma:

A renderização em 3D é muito legal mesmo. Você move com o mouse a casa de um lado para o outro e até a incidência de iluminação pelas janelas e portas o software mostra como vai ficar. Uma representação fixa como a acima não faz jus à experiência. Você pode ter uma idéia de como é usando o demo. Eu poderia passar um “link de colaboração” para meu projeto que permitiria interagir com minha planta, mas qualquer pessoa acessando poderia fazer alterações. Não existe um modo de simples “compartilhamento”.
Exibição automática de cotas ao mover paredes
Ao observar as sugestões feitas nos comentários eu percebi que um recurso que acho muito útil no software não é tão comum quanto eu achei que fosse. Ao clicar em uma parede o sofware exibe suas dimensões e externa automaticamente e ao arrastá-la todas as distâncias relevantes e novos tamanhos para outras paredes são exibidas em tempo real.

Isso permite que eu saia construindo paredes e cômodos inteiros sem me preocupar muito com a precisão das informações que tenho, porque depois fazer os ajustes necessários é muito fácil. Por exemplo, embora no Sweet Home 3D você possa redimensionar cômodos facilmente com o mouse a falta de exibição automática das cotas durante o processo torna o trabalho mais cansativo. A única cota automática que o desenvolvedor achou importante mostrar é o arco de curvatura da parede (ambos os softwares permitem curvar paredes com o mouse), que é a única informação que o floorplanner não exibe.
Geração automática de cotas externas
Com três cliques você gera as cotas externas do projeto inteiro (Menu dos dois pontos -> Draw Dimension -> Generate Dimension Lines) : 
Inserir as mesmas cotas da figura acima no Sweet Home 3D requer treze cuidadosas operações manuais, que o floorplanner também permite você fazer, se precisar de algum outro detalhe ou tiver tendências masoquistas.
Prós:
- Você pode procurar itens usando uma visualização 2D, útil para determinar o “footprint” do item (vista por cima), ou 3D para ver se o item vai ficar correto na renderização tridimensional;
- Você pode exportar os projetos como imagens, mas a exportação na conta gratuita é de tão baixa resolução que se você usar um monitor FullHD (1920×1080) e tirar um printscreen da tela obtém um resultado muito melhor;
- Ampla geração de cotas automáticas, mas se você precisar pode usar a ferramenta “tape measure” para fazer qualquer medição extra;
- Na visualização 3D você pode observar de dentro do cômodo. Basta selecionar a câmera 2;
- É muito fácil construir paredes e cômodos com as dimensões corretas. O software mostra para você as dimensões externas (leva em conta a espessura da alvenaria, que é ajustável por você) e internas;
- Você pode trabalhar com outra pessoa no mesmo projeto, passando para ela um link de “colaboração”. Ela não precisa ter conta e todas as alterações serão salvas no seu projeto. Mas não está claro o que acontece se ambos estiverem mexendo ao mesmo tempo, porque as alterações não aparecem em tempo real. Recomendo ao usar a colaboração se certificar de que não estão usando simultaneamente;
- Você pode editar as dimensões dos móveis para as dimensões exatas dos seus. E definir a altura de instalação para posicionar com precisão itens que estão presos na parede ou sobre outros móveis. Você pode até inserir alturas negativas para posicionar objetos sob o andar onde você está trabalhando. Eu usei essa capacidade para poder contornar de forma limitada a incapacidade da conta gratuita de trabalhar com mais de um andar. No exemplo abaixo o carro e a escada foram inseridos com “raise from floor” negativos.

Contras:
- É um serviço online. Todo o tempo que você investir aprendendo a usar e todos os seus projetos (exceto as “impressões”) serão perdidos se o serviço deixar de existir;
- Você precisa se registrar para salvar o projeto;
- Você não pode salvar o projeto no seu computador;
- Você só pode fazer um andar e um design (versão do mesmo projeto) na conta gratuita. Mas você pode fazer os diferentes andares em projetos diferentes;
- É um pouco difícil encontrar os itens que você quer na biblioteca, até mesmo porque os nomes estão em inglês. E como são muitos itens porque a intenção do software é ter uma enorme variedade para assegurar uma renderização 3D mais realista, procurar um a um pode requerer paciência;
- Na conta gratuita você não pode copiar itens entre projetos, nem criar um novo projeto baseado em outro. Na conta “Pro” que custa 29 dólares mensais você pode criar modelos de aposentos inteiros e reutilizá-los. Para meu propósito isso é caro, mas quem trabalha com isso pode achar até muito barato. É certamente uma pechincha se compararmos com os 210 dólares mensais da assinatura do Autocad.
Implicâncias diversas:
- Por default o software define a cor das portas como sendo a mesma que a das paredes e a porta padrão (acho que qualquer uma que não tenha vidro) fica invisível quando você visualiza em 3D. Você pode constatar na minha primeira renderização que um dos banheiros parece não ter porta. Facilmente contornável com no máximo dois cliques para cada porta;
- A falta de uma opção “somente visualizar” para a colaboração;
- Sinto falta de uma opção para ocultar toda a mobília, deixando apenas as paredes e cotas;
- Não permite que você apague rótulos de aposentos. Para contornar isso eu estou renomeando todos para ” “;
- De vez em quando, ao mover paredes, o software decide redefinir as categorias dos aposentos adjacentes. Mas corrigir isso é rápido;
- Faltam dicas (hints) do significado dos ícones quando você pára o mouse sobre eles.
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 Jefferson,  14 de julho de 2020, PorDentro, produtos, reviews 
Esse splitter pode ser encontrado em uma loja chinesa aqui do Recife por R$30. Supostamente compatível com 4K e 3D, mas não testei com nenhum dois dois.


O LED vermelho acende tanto na conexão do cabo HDMI (energizado) de entrada quanto da fonte USB. Os LEDs verdes acendem na inserção de cada cabo de saída.
Componentes mais importantes
- Microcontrolador de 8 bits STM8S003F3 – Necessário caso o projetista queira implementar DHCP por software. Mas até agora a única utilização que identifiquei foi a detecção dos cabos nas portas de saída;
- Lontium LT861025X – O Datasheet embora não esclareça muito informa que realmente se trata de um produto compatível com 4K;
- EEPROM 24C08 – 8Kbit (1KB) – Usada pelo chip splitter;
- AMS1117 – Regulador LDO (linear) de 3.3V;
- Componente marcado A16F – CI regulador chaveado de 1.8V não identificado.
O footprint para um conector de 4 pinos tem as marcações SWIM e NRST, que são indicação de que se trata da porta de debug/comunicação do microcontrolador, usando o protocolo STM8 SWIM.
Os diagramas a seguir foram levantados por mim e não são rigorosos.
 Diagrama parcial da alimentação (falta o circuito de 1.8V)
 Diagrama parcial do microcontrolador. Possíveis conexões com o CI de processamento de vídeo não são exibidas.
Conforme você pode notar pelos dois diagramas, toda a alimentação pode vir tanto da porta HDMI de entrada quanto da entrada USB. A queda de tensão no diodo schottky é de cerca de 0.3V. Isso implica que a tensão fornecida pela porta HDMI precisa ser 0.3V mais alta que a fornecida pela porta USB para que a primeira possa contribuir com alguma corrente para o circuito.
Como os LEDs verdes só acendem se o microcontrolador estiver alimentado, o fato deles não acenderem quando você plugar os cabos de saída é uma boa indicação de que o splitter não está recebendo alimentação suficiente. Isso é particularmente provável de acontecer se estiver alimentado apenas pela porta HDMI. Mas perceba que o uC se baseia nos sinais de hot plug da saídas o que implica que com certos cabos o respectivo LED pode nunca acender ou, pior, a respectiva saída nunca ser ativada. Eu pensei que isso seria um problema com extensores HDMI mas ao checar os levantamentos que fiz neste modelo e neste, constatei que o sinal hot plug (também chamado de HPD) é preservado.
Consumo de energia
- Sem entrada de vídeo: Consumo inferior a 10mA. Meu medidor USB não consegue medir nada;
- Com entrada de vídeo e conectado ao meu HT Samsung (apenas áudio): 170mA;
- Mesmo setup anterior acrescentando um conversor HDMI-VGA à outra saída: 280mA;
- Trocando o HT Samsung por outro conversor HDMI-VGA: 410mA.
Obviamente o aumento da corrente ao acrescentar conversores HDMI-VGA nas saídas se deve ao menos em parte ao consumo dos conversores. Eu estava tentando determinar se o consumo do próprio splitter aumenta também, mas não consegui com esse setup. Eu preciso de dois monitores DVI/HDMI.
Pelo menos usando resoluções de até 1360×768 o chip fica apenas levemente morno. Não consegui notar diferença na temperatura do chip usando apenas uma ou as duas saídas. Talvez com 4K precise de dissipador, mas só testando.
Minha utilização
Eu tinha um receptor de satélite ligado à única entrada HDMI do meu HT Samsung e um monitor comum de 19″ ligado à saída do HT por meio de um conversor HDMI VGA. Mas essa configuração tanto podia funcionar sem dar problemas por meses quanto passar dias seguidos sendo uma fonte de frustrações, com a imagem no monitor ficando esverdeada logo ao ligar ou apresentando outro problema qualquer. Eu “aproveitei” que na semana passada o HT estava me dando nos nervos com esse problema e instalei esse splitter na saída do receptor. Usei uma saída para ligar ao meu monitor e a outra para ligar ao HT. O problema da tela esverdeada sumiu imediatamente. Então eu decidi “forçar a amizade” e instalei um splitter HDMI passivo que custa R$10 aqui em Recife na saída que vai ao monitor e liguei dois monitores, cada um com seu conversor HDMI-VGA. Pelo menos na resolução nativa desses monitores, 1360×768, funcionou surpreendentemente bem. Eu só tive problemas quando a fonte USB não estava dando conta do consumo e uma parte significativa da corrente estava vindo da porta HDMI do receptor de satélite. Como este geralmente não pode fornecer muita corrente (sequer suporta o conversor HDMI-VGA ligado diretamente a ele) o indício que eu tinha de que a alimentação era insuficiente era a imagem do monitor ligado via conversor HDMI-VGA piscando mas sem haver interrupção no som do HT. Isso me dizia que o splitter estava funcionando mas a tensão estava chegando muito baixa ao conversor HDMI-VGA. Melhorando a fonte USB o problema sumiu,
Ter dois monitores era um desejo antigo meu. O monitor fica voltado para onde fico sentado ao computador, mas quando eu me afasto para trabalhar na bancada consertando máquinas de clientes eu deixo de ver a imagem. Com o splitter eu pude colocar outro monitor, voltado para a bancada. E estou pensando em conectar um terceiro monitor, no recinto onde eu durmo.
Problema com cabos longos ao ligar
Um problema recorrente se manifestou na minha aplicação: embora o monitor mais próximo do splitter sempre funcione sem falhas, o monitor mais afastado, que está ligado com dois cabos de tamanho padrão conectados por uma emenda HDMI, invariavelmente liga com uma imagem semelhante a de um canal de TV analógico fora do ar. Eu admito que os leitores mais jovens nem deve saber como é isso, então aí vai uma foto:

Isso é contornado desplugando o cabo em qualquer lugar (na emenda, no splitter, etc) e conectando de novo ou desligando a fonte HDMI pelo controle remoto e ligando de novo. Até agora testado apenas com um receptor de satélite VIVO/GVT.
O problema parece ter sido resolvido definitivamente com o splitter de 4 portas. Na minha oficina tanto faz, mas tenho outra aplicação para a duplicação da cozinha onde pretendo colocar pelo menos três monitores e ligá-los em cascata com os splitters de duas portas além de economizar cabos simplifica a passagem dos mesmos, porque em vez da tubulação mais próxima do splitter ter que acomodar três cabos HDMI, só vai precisar acomodar um.
Análises feitas por terceiros de produtos semelhantes (praticamente os mesmos componentes) :
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 Jefferson,  11 de julho de 2020, manutenção 
Eu acho que já falei sobre isso mas não consigo encontrar o post. É coisa simples, mas como é pouco ou nada intuitivo eu já havia esquecido de como fazer e só lembrei de novo ao ler esta página da documentação do Winthor. Em resumo, você precisa acrescentar a unidade de rede à “zona da intranet local” usando as “Opções de Internet” do Internet Explorer.
Por ora não acho necessário repetir o procedimento aqui. Dêem uma olhada na explicação da TOTVS, que está bem feita.
Além do Windows parar de pedir confirmação para rodar o executável, a carga do mesmo fica nitidamente mais rápida.
Testado com clientes Windows 8.1 x64 e Server 2008 x64 e servidor de arquivos Linux (não que faça diferença).
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Ler isso é desesperador!
Provavelmente deve ser ilegal vender isso hoje, se já não era quando ele foi produzido anos atrás.
Fiquei curioso: os 220V em Recife são Fase-Neutro? Os 220V que eu conheço (em SP e MG) são todos fase-fase.
O que temos aqui fase-fase são 380V
incluí no post o esquema que levantei.