E é espantosamente simples de usar porque usa o mesmo esquema da Google. Até o token é o mesmo.
Minha memória já não é mais a mesma e se eu sabia disso, o fato me passou completamente despercebido, porque o Registro.br tem 2FA (Two-Factor Authentication) pelo menos desde março de 2013.
Eu esbarrei nisso por acaso enquanto verificava o problema do post anterior. Decidi que era uma boa idéia dedicar algum tempo para ativar e acabei espantado ao constatar que levou não mais que dois minutos. O Registro.br usa o Google Authenticator como token, que eu já usava desde 2013 para proteger minha conta no Google. Os únicos problemas que encontrei foram:
O Registro.br parece um pouco mais “fresco” que a Google com a sincronização do relógio do token;
O Registro.br, ao contrário da Google, não me permite configurar meu computador como confiável e a cada x minutos pede o token outra vez.
Agora, gente tentando acertar minha senha no Registro.br não é mais motivo para que eu me preocupe (embora não seja nada simples adivinhar qual é).
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Acaba de acontecer algo bizarro comigo, que acho que pode servir de lição para todos os que me seguem.
Na semana passada um amigo com quem raramente me comunico e muito menos vejo me mandou uma mensagem pelo Whatsapp me questionando sobre o boleto de pagamento do domínio xxxxxxxxxxxx que ele usa para email. O domínio expirara um dia antes e eu sou o contato no Registro.br (administrativo, técnico e financeiro) e esqueci de encaminhar o boleto para ele pagar. Na verdade, eu jurava que ele era o contato financeiro e estava recebendo os boletos, mas como pude conferir no meu painel no Registro.br, somente eu podia recebê-los.
Gerei o boleto e encaminhei para um outro email fornecido por ele e esqueci o assunto, até hoje.
Esse amigo (vou chamá-lo de agora em diante de “Beto”) respondeu meu email dizendo que havia pago mas o email dele não havia voltado a funcionar e queria meu ID e senha no Registro.br para resolver o problema.
O pedido me pareceu absurdo por várias razões, mas então eu só achei que fosse resultado de Beto não ter noção de como a coisa funciona.
Minha resposta para ele:
Meu login e senha no Registro.br dão acesso a uma dezena de domínios.
Você precisa me passar seu ID no Registro.br para que eu possa dar a você permissão na configuração desse domínio.
Ele então me passou seu ID e eu o cadastrei como contato técnico para o domínio.
Ele então me perguntou qual era a senha dele.
??????
Eu tentei recordar alguma possibilidade de ter feito o cadastro dele no Registro.br e não consegui. Eu nem sabia que ele tinha um ID.
Minha resposta:
Como eu poderia saber? Eu não me recordo de estar presente quando você se cadastrou.
Outra coisa: se você esqueceu a senha jamais vai poder resetá-la por email, porque você configurou como email “beto@xxxxxxxxxxxxx”. Não se deve usar como email no registro.br nenhum email que dependa de alguma forma do registro.br.
Segundo email que recebi em 2009, quem tem o controle da sua hospedagem é um tal de “josé”. É ele quem deve saber por que xxxxxxxxxxxxxxx está fora do ar.
Ele agradeceu, disse que ia entrar em contato com o tal josé e que achava que lembrava a senha.
Minutos depois eu recebi emails do Registro.br informando que foram feitas várias tentativas de acessar minha conta com a senha errada e um pedido de recuperação de senha que não fiz.
Continuei achando que tudo era resultado de Beto não ter tomado seu Chá de Bússola diário e mandei e-mail avisando que ele estava usando as credenciais erradas.
Dez minutos depois, enquanto enchia uma xícara de café e pensava sobre o assunto, “a ficha finalmente caiu”:
“E se não era com Beto que eu estava falando?”
A meu favor: Beto estava falando comigo por um endereço por onde eu já havia iniciado uma conversa com ele
Contra: esse endereço de email havia sido passado para mim uma semana antes pelo Whatasapp e na ocasião eu não chequei (meu segundo erro) se havia entrado em contato com Beto antes por ele. Eu chequei agora e realmente existiram outros contatos por esse email desde 2009 (apenas uma dúzia), o que confirma que o email era de Beto (e somente isso).
A meu favor: Ué… mas o Whatasapp é mais seguro ainda por estar atrelado ao telefone do cara…
Contra: Errado! A identidade do remetente no Whataspp não é garantida (confira nos comentários deste post) e ainda por cima eu fiz algo nessa conversa que, olhando para trás, poderia ter sido minha primeira fisgada no anzol. A conversa pelo Whataspp foi iniciada por um número que não estava na minha agenda. Eu assumi que fosse um novo número de Beto e adicionei esse número à minha agenda porque o perfil tinha a foto dele e ele estava tratando de um assunto inócuo que fazia sentido para Beto.
Ao me dar conta disso eu fiquei alarmado. Não que eu realmente ache que não se trata de Beto, mas analisando o que aconteceu eu percebi que um ataque bem feito de engenharia social tinha uma chance não nula de ter me feito dar informações sigilosas para um terceiro, apenas por eu ter criado maus hábitos para acomodar a constante mudança de email e telefone de amigos, clientes e colegas.
Quando você se acostuma com as pessoas ao seu redor fazendo solicitações “sem noção”, o risco de cair em um ataque de engenharia social aumenta assustadoramente.
Para constar: eu uso o mesmo número de celular há mais de dez anos.
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ASWSP.SYS é um serviço do AVAST. Eu esqueci o código do erro, mas no meu caso bastou entrar pelo Modo de Segurança e desinstalar
Baidu Antivirus – Fiquei preocupado ao constatar que essa praga agora está ativa até no Modo de Segurança.
YAC (Yet Another Cleaner) – Uma nova praga que tenta nos convencer de que se trata de um respeitável antivírus, distribuído por uma tal “Elex do Brasil Participações Ltda”.
Como o serviço ASWSP.SYS se identifica como “Avast! Self Protection” meu palpite é que um desses outros dois “antivírus” pisou no território do Avast (uma tentativa de desligá-lo?). Como o Baidu, por pior que seja, não tem histórico comigo de fazer esse tipo de coisa, minha suspeita recai sobre o danado do YAC. Este instala dois tipos de módulo que, embora justificáveis em um “antivírus”, me deixam sempre com um pé atrás:
Um driver de kernel;
Um filtro de rede.
E a julgar pelos arquivos que removi, ele é capaz de interceptar inclusive conexões HTTPS. O que também é justificável para um antivírus, mas como pode ser (e vem sendo) usado para o mal, já passou da hora do usuário parar para pensar em quem pode realmente confiar e não sair instalando qualquer produto que se apresenta como antivírus só porque tem um review no Baixaqui.
E por falar no Baixaqui, o cliente não faz a menor idéia de como o YAC e o BAIDU foram instalados na máquina dele. Quem é o suspeito número um nesses casos mesmo?
O YAC eu já vi por aqui, mas não sei realmente de onde veio. Já o Baidu, vem junto com o instalador de sofwares do Baixaki.
Se o usuário não prestar atenção, ele clica logo no ícone verde escrito “Clique aqui para iniciar o download”, quando, deveria clicar na frase ao lado, em azul e com letras menores escrito “baixar sem instalador”. Com isso ele baixa o instalador do baixaki que além de instalar o software que o usuário quer, no processo do “Avançar”, durante a instalação, ele instala o Baidu e outra porcaria que não lembro o nome agora.
O que estou fazendo com meus clientes, é recomendar que baixem sempre os softwares do site do fabricante e explico que se não fizer dessa forma, o computador vai ficar cheio de porcarias instaladas e que se trouxer pra mim, o BOLSO vai doer.
Infelizmente (ou felizmente, para quem ganha por evento) o usuário médio não tem a capacidade de discernir qual é o site do fabricante/desenvolvedor. E mesmo que tivesse, ainda existe a barreira da língua. A maioria dos desenvolvedores não tem site em português, logo seus sites são incompreensíveis para a maioria dos usuários, então estes baixam dos sites que eles compreendem.
E o resultado a gente conhece.
Infelizmente o único meio que existe de evitar isso é negar ao usuário o direito de fazer intervenções em sua própria máquina. Nem mesmo “jardins murados” como o da Apple são 100% eficientes, porque o usuário ainda tem permissão de instalar uma fraude que tenha passado pelo escrutínio da Apple Store.
E não queremos um futuro onde negar ao usuário o direito de tomar decisões, mesmo que sejam ruins, seja a norma.
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Se a máquina tiver o software da HP F4500 instalado, desinstale que isso resolverá o problema. É possível que essas duas impressoras não possam conviver.
As duas são multifuncionais jato de tinta WiFi.
O problema ocorreu ontem. Eu tinha que instalar o software em quatro computadores. Nos dois primeiros, rodando Windows 8.1, a instalação ocorreu sem problemas. Nos dois últimos a instalação falhou exatamente no mesmo ponto. Os dois rodavam Windows 7. Em um deles eu usei o CD que veio na impressora e no outro o software baixado no mesmo dia do site da HP.
Não fazia sentido ser culpa do Windows 7, então eu lembrei que na segunda tentativa falha o Windows exibiu uma mensagem dizendo que a HP F4500 estava offline (estava mesmo, porque estava aguardando conserto) no exato momento em que o software da HP 2540 chegava ao ponto em que ia travar. Como se o instalador da 2540 tivesse mandado uma mensagem para o driver errado por engano. Perguntei ao cliente se a impressora antiga havia sido instalada nos dois computadores rodando Windows 8.1 e ele confirmou que não. Então outra coisa em comum entre as máquinas onde a 2540 não instalava era a presença da instalação da F4500.
Como a HP tem um longo histórico de incompatibilidade entre seus próprios produtos (você instala um produto mais novo e o mais velho deixa de funcionar), decidi arriscar a desinstalação da F4500. Tem que ter paciência, porque fazer software intrusivo que leva uma eternidade para desinstalar é outro símbolo da HP. Desinstalado o software da F4500, a 2540 instalou sem problemas.
OBS.: Quando o software da 2540 travar, destrave matando o processo “devicesetup”. Se você matar o processo principal da instalação o instalador vai deixar o software em um estado incerto e você vai ter que desinstalar a 2540 também antes de poder instalar de novo. O sintoma de que a instalação está corrompida é que ao tentar instalar de novo o instalador vai perguntar se você deseja “adicionar” uma impressora. E ainda que você peça para adicionar ele aparentemente não vai conseguir achá-la, porque para ele ela já está instalada, embora não apareça na lista do Windows e não funcione.
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Os elementos necessários estão lá: garoto rebelde que vira agente secreto, elaboradas cenas de luta, enredo fraquíssimo, direção ruim…
Não quero ofender os adultos que gostaram do filme. Eu sou fã de fantasia e literatura infanto-juvenil, mas acho que Kingsman me pegou com o humor errado depois de ter me enganado com o trailer. Este me fez esperar um filme bem-humorado de espionagem internacional e o que vi foi no máximo uma paródia adolescente dos filmes de James Bond. O filme parece uma versão moderna de The Avengers (não o da Marvel, o com Sean Connery). Com a diferença de que quando eu assisti The Avengers há 15 anos eu gostei (ok, admito que as fantasias de pelúcia são ridículas).
A cena em que Eggsy tenta decidir se atira ou não no cachorro é um símbolo do quanto o filme é fraco. Não há desenvolvimento suficiente da relação entre ele e o cão para que a audiência se importe. Eu desejei que ele atirasse logo porque eu já estava incomodado com as caretas que ele estava fazendo. E o que dizer das circunstâncias ridículas que levaram eggsy a usar a frase de socorro?
No filme inteiro, salvam-se apenas as presenças de Samuel L. Jackson e Colin Firth e as inovadoras cenas de luta.
Eu insisto: talvez se eu estivesse esperado uma comédia eu tivesse gostado do filme. Mas novamente sou um ponto fora da curva, pois de acordo com o IMDB o consenso geral em todas as idades e sexos é de que o filme merece nota entre 7 e 8. Eu daria no máximo 5.
7,9 no IMDB??? No máximo daria 5, e com muito boa vontade, mas é um filme assistível na seção da tarde. Eu não sou preconceituoso, eu assisto até animação (e gosto muito de algumas), tem algumas que são fantásticas, mas este filme deixou muito a desejar, o trailer foi muito melhor do que o filme.
As vezes eu não consigo entender como certos filmes são tão bem avaliados, isto é um grande mistério. Mas cada qual tem o seu gosto…
Depois da opinião “fora da curva” que tive sobre Jupiter Ascending, acabei lembrando deste post que estava em rascunho no Geringonças e Gambiarras desde 2010. De todos os filmes abaixo eu gostei. De vários eu gostei muito.
Nota [18/05/2015]: O título que dei a este post não foi bem pensado. Eu baseei minha lista em fracassos de bilheteria, mas o fato de um filme ter sido um fracasso não significa necessariamente que ele seja considerado ruim. Às vezes significa apenas que gastaram nele muito mais dinheiro do que ele valia.
Levaram os studios à falência
Cutthroat Island (A Ilha da Garganta Cortada, 1995) – IMDB 5.6/10 (19547 votos) – Levou a saudosa Carolco Pictures à falência. Perdeu 82 milhões de dólares. Sinto falta da Carolco
Battlefield Earth (A Reconquista, 2000) – IMDB: 2.4/10 (61459 votos) – Sim, eu gostei desse! Segundo o IMDB é um dos 100 piores filmes já feitos mas francamente ele precisaria piorar muito para ser pior que os melhores de Uwe Bol;
Soldier (Soldado do Futuro, 1998) – IMDB 5.9/10 (41721 votos). Já assisti umas três vezes e minha opinião não muda. The 13th Warrior (O Décimo Terceiro Guerreiro, 1999) – IMDB: 6.6/10 (95742 votos) Perdeu 64 milhões de dólares. Já assisti várias vezes e minha opinião não muda;
Godzilla (1998) IMDB: 5.3/10 (140298 votos). Eu sei que o filme tem uns problemas de física e de lógica terríveis, mas já assisti várias vezes e minha opinião não muda. O filme tem a mistura perfeita de ação e comédia para me manter entretido. Já o “novo” Godzilla eu tentei assistir mas desisti lá pela metade…
Lost In Space (Perdidos no Espaço, 1998) – IMDB 5/10 (54933 votos) – Já assisti várias vezes. Gosto da trilha sonora, da estória, do elenco, da mistura de ação e comédia…
Howard The Duck (Howard, o Super Herói, 1986) – IMDB 4.5/10 (30450 votos) – Assisti quando adolescente e não tenho certeza de que gostaria de vê-lo hoje, exceto para ver de novo a Lea Thompson com 25 anos. Gatíssima!
Filmes que não estavam na minha lista original do G&G mas também fracassaram na bilheteria:
Tem vários aí que eu concordo com você. Curiosamente, revi o John Carter recentemente, e o que aconteceu com esse filme foi uma brutal injustiça, é um bom filme que poderia render uma ótima franquia. Comparando, por exemplo, com o Jupiter Ascending, dá de 10 a 0.
O problema de John Carter parece ter mais a ver com o exagero do orçamento do que com falta de público. Ele teve uma bilheteria de 284 milhões de dólares. Quase 90 milhões a mais que Stargate, que foi um sucesso de bilheteria porque custou “apenas” 55 milhões. E a mesma bilheteria de Oblivion, que também foi um sucesso porque custou “apenas” 120 milhões.
Boa lista Jefferson, muitos eu conheço só de nome e da “fama” que eles tem. Preciso cata-los por ai (locadora do Paulo Coelho, ou na locadora local mesmo) e assistir.
Eu tenho um gosto meio estranho para filmes de ficção científica.
Gostei muito Battlefield Earth – A Reconquista (às vezes o pessoal que avalia comete grandes injustiças, mas por alguma razão misteriosa eu gostei MUITO do filme) e gostei do John Carter.
Teve um filme que não está na sua lista que também foi um fracasso, o Elisium (eu considero um ótimo filme) foi uma ótima atuação de Vagner Moura e Sharlto Copley (atores secundários que roubaram a cena totalmente).
Eu só assisti uma vez, 11 anos atrás. Minha percepção certamente melhorou em 11 anos e pode ser que se eu assistir de novo o filme saia da minha lista mas… eu não achei Green Lantern tão ruim quanto pintam então pode ser que não
O título que dei a este post não foi bem pensado. O fato de um filme ter sido um fracasso de bilheteria não significa que ele seja considerado ruim. Significa que gastaram nele muito mais dinheiro do que ele valia.
Babylon A.D. (Missão Babilônia, 2008) – 5.6/10 no IMDB (75 886 votos), detestado pela crítica e se saiu bem mal na bilheteria. Já assisti umas três vezes. Faz sentido? Não. Mas poucos filmes de Vin Diesel fazem e Mélanie Thierry já vale o ingresso
AVP: Alien vs. Predator (Alien Versus Predador,2004) 5.6/10 no IMDB (128 543 votos). Alguns críticos até gostaram e foi sucesso na bilheteria, mas esse filme é comumente detestado por fãs da série Alien e da série Predador. Eu gosto das duas e não vi nenhum grande problema no filme
Outro que gostei: 10,000 BC (10.000 A. C.): http://en.wikipedia.org/wiki/10,000_BC_(film). Para quem gosta de teorias de Atlântida, sobre a real idade da Esfinge, da Grande Pirâmide, etc. é um prato cheio. Por sinal o diretor foi o mesmo de Stargate, Roland Emmerich.
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E isso está amarrado a sair uma continuação. Se a estória morrer com esse filme, então Jupiter Ascending terá sido realmente um desastre.
O filme é “estranho”, eu admito. E parte da estranheza, na minha opinião, vem de uma edição ruim. Muitas cenas se sucedem de uma forma que você tem a sensação de que faltou algo no meio e prestar atenção nisso compromete a imersão. Mas existem outras coisas estranhas como a forma quase caricata como os pais de Jupiter se conhecem e os momentos de comédia que não se encaixam com o resto do filme. Além disso, mesmo ignorando os problemas de física como todo bom fã de Star Trek, ainda dá para apontar um monte de coisas no filme que poderiam ter sido melhor pensadas numa obra que custou 176 milhões de dólares:
Todo mundo, incluindo todos os alienígenas, só fala inglês nesse filme exceto os russos da família de Jupiter? Teria sido melhor se o filme usasse pelo menos um pouquinho mais dessa tecnologia fantástica chamada “legendas” e tentasse ser mais verossímil com os aliens. Será que Star Trek tem a patente do tradutor universal? Putz… praticamente a única terrestre no filme inteiro a falar com os Aliens foi Jupiter. Teria sido facílimo inventar uma razão para ela poder entender qualquer que fosse o idioma que eles estivessem falando;
Como Caine sobreviveu à viagem da Terra ao planeta de Kalique do lado de fora da nave dos caçadores? Mais adiante no filme fica claro que ele precisa pelo menos respirar oxigênio (ignorando os outros “probleminhas” decorrentes de se estar no espaço sem uma veste);
Gastam uma fortuna com efeitos especiais, mas fazem uma cena da reconstrução de Chicago tão difícil de notar que mesmo assistindo três vezes ainda não ficou claro. Caine não podia ter colocado um binóculos hi-tech na mão de Júpiter para proporcionar um zoom para a audiência?
O lance com as abelhas era completamente dispensável. A princípio eu achei que fazia sentido, mas depois de conversar com o amigo José Carneiro sobre o assunto, percebi que a idéia das abelhas reconhecerem a realeza é forçada. Mas se Stinger tivesse especificado que as abelhas reconhecem a realeza da família Abraxes, que semeou o planeta, faria bem mais sentido;
Ninguém nunca pensa em tirar as botas de Caine? OK, Titus pode ter feito de propósito, veja mais adiante;
Por que a capitã Tsing não exige levar Jupiter até Balem na nave da Aegis? Aceitar apenas ser escolta da nave inimiga, e permitir que Jupiter esteja sozinha lá, só poderia dar em trapaça mesmo;
A Aegis só tem uma nave? A capitã Tsing não poderia ter chamado alguma ajuda quando viu que a “realeza” não estava colaborando? Que força policial patética para o universo depender.
Mas o filme tem potencial. Eu comecei com a expectativa baixa porque meu amigo José Carneiro assistiu antes e me disse “ainda bem que a gente não foi assistir no cinema” e a nota do filme no IMDB está em apenas 5.7. Mas o tempo foi passando e nada de eu me aborrecer com a estória. Cada pedaço de informação que ia sendo dado sobre esse novo universo dos irmãos Wachowski me deixava mais empolgado e foi fácil ignorar os problemas do filme. Quando o filme acabou eu concluí que o problema dos Wachowski foi ter feito um filme pensando em criar uma franchise ao mesmo tempo sem querer deixar isso muito óbvio para não se comprometerem com uma continuação e falhando miseravelmente (pelo menos aos olhos da maioria dos espectadores) na execução desse plano.
Por que eu acho que os irmãos Wachowski pensaram em fazer mais de um filme? Muitas pontas foram deixadas soltas:
Titus demonstrou interesse em comprar a Terra a Balem, o que por si só já parece suspeito quando o filme termina. Mas piora quando levamos em conta que Kalique disse a Titus que ele deveria saber que a Terra vale mais que todas as suas propriedades juntas. E Titus não parece exatamente um pobretão;
O seqüestro de Jupiter por Kalique não foi suficientemente explicado. Esta tinha até um altar para a mãe morta o que sugere que as intenções pudessem ser boas, mas…;
Quando Jupiter recebe seu título, o burocrata de “Seals and Signets” conclui com “…minhas profundas condolências“. Para mim Jupiter herdou algo muito desagradável junto com o título de nobreza e não foi somente seus “filhos” querendo matá-la;
O que Kalique quis dizer com “…você pode ter o poder de mudar as vidas de sua família para melhor. E tudo o que você precisa fazer é fechar seus olhos“? Isso tem relação com o que disse o burocrata?
Titus foi deixado vivo. Se a intenção fosse fazer um filme só, teria sido melhor esperar que o casamento dele fosse concluído e ele morresse durante o resgate de Júpiter. Assim todas as propriedades desse vilão teriam passado para a mocinha;
Aliás, eu não estou inteiramente certo de que Titus seja um vilão de carteirinha. O comportamento dele é ambíguo. Ele tentou (mesmo) matar Caine? Ora, ele prometeu a Caine que o lançaria no espaço (“fed to the void“) se fosse traído. E o ejetou de um airlock cheio de vestes pressurizadas. O comportamento inteiro de Titus poderia ser explicado em uma continuação como o de um anti-heroi;
Quando Balem disse que sua mãe dissera que odiava sua vida e implorara para morrer (estou enrolado com o pretérito mais-que-perfeito aqui), ele podia estar dizendo a verdade;
Não tenho certeza de que Balem morreu. O filme deixa a morte dele literalmente “no ar”. E a tecnologia médica desse pessoal é incrível;
Não sabemos ainda por que o pai de Jupiter tinha tanta fixação pelas estrelas (ele era astrofísico). Me recuso a acreditar que os Wachowski tenham dado a Jupiter um pai tão “peculiar” sem nenhum motivo especial;
Não sabemos ainda por que Caine atacou um entitled. Se até mesmo Caine diz não saber por que fez isso, deve existir uma estória interessante por trás da desgraça dele e de Stinger;
O final do filme, com Jupiter voltando a limpar privadas mesmo sendo de fato a dona do planeta inteiro, só faz sentido se for para ela ter uma nova oportunidade cinematográfica para deixar de sê-lo. Eu entendo que o dinheiro da família é maldito, mas os Wachowski delinearam um universo de muitas possibilidades e se fosse para terminar como terminou apenas porque Jupiter não queria ter nada a ver com o modo de vida dos Abraxes, isso deveria ter sido explicado na tela;
E o sucesso anterior dos Wachowski, Matrix, não foi apresentado como uma trilogia, mas depois os outros filmes “apareceram”. Isso seria parte do modus operandi dos Wachowski?
Mas infelizmente o fracasso de Jupiter Ascending nas bilheterias pode significar que nunca veremos como termina essa estória. A não ser, talvez, daqui a uma década, nos quadrinhos, como aconteceu com Firefly.
OBS: Eu gostei da referência discreta aos Crop Circles e da explicita ao motivo dos dinoassauros terem sido extintos, mas não notei a referência ao filme Brazil, certamente porque eu não assisti e nem pretendo assistir este. Jupiter Ascending possivelmente faz várias outras referências que não captei.
Inicialmente eu ia fazer uma severa crítica ao uso de um absorvente feminino para fechar um ferimento, mas pesquisei antes e descobri que não é tão absurdo quanto imaginei.
Posso perguntar por que você não quer ver Brazil? Está perdendo um ótimo filme. Toda a sequência do processo burocrático para a aquisição do título de Júpiter é uma citação – ou homenagem – ao filme e o burocrata de “Seals and Signets” é interpretado pelo próprio Terry Gilliam.
Eu diria que ele é uma mistura (ao menos no estilo) do Twelve Monkeys e As Aventuras do Barão de Münchhausen, que eu acho excelente, mas sou suspeito, praticamente aprendi a ler com as aventuras do bom Barão.
Sobre o Jupiter Ascending, achei bem fraco. Se você for analisar bem, os irmãos estão se repetindo, mais uma vez a espécie humana é usada para “consumo” de seres mais poderosos.
Eu não ligo para repetição. Posso encontrar graça em 100 versões diferentes de Cinderela. E sim, eu sei que dizer isso no mesmo post em que eu digo ter gostado de Jupiter Ascending não conta como ponto a meu favor
Mais uma coisa que vale a pena citar: antes de chegar aos 10 minutos de filme, Jupiter já havia dito duas vezes “eu odeio minha vida”. No final do filme Balem diz, referindo-se à outra encarnação de Jupiter, “você me disse que odiava a sua vida”.
Eu sou fanático por filmes de ficção científica e normalmente avalio os filmes melhor por causa disso, mas eu achei o filme o Destino de Júpiter muito franco, muito fraco mesmo. Bobo demais e com história muito previsível, e eu já assisti cada bomba. Eu não daria nota 5,7 eu daria nota 3,0. Assisti ele no cinema mas eu realmente achei que foi um desperdício do meu tempo e do meu dinheiro (às vezes eu entro nestas roubadas).
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Aconteceu com o IE8. Toda tentativa de acesso era redirecionada para m.terra.com.br. O site já não é grande coisa e na versão mobile em um desktop fica pavoroso.
Resetar as configurações do IE e apagar o cache não surtiu qualquer efeito.
Então eu descobri que o site www.terra.com.br havia sido inserido na lista do Modo de Compatibilidade do IE (que curiosamente não é apagada quando você reseta o IE). Bastou remover o site da lista.
Pois ontem enquanto eu fazia os testes, em um monitor de baixa resolução, só o que via era um anúncio gigantesco e tosco de um remédio “milagroso”. Me inspirava ZERO de confiança no site. Hoje melhorou um pouco: é o anúncio enorme (estou em um monitor FullHD e ocupa “apenas” 1/3 da página) de um vinho.
O Internet Explorer já deu tudo o que tinha para dar. Espero mesmo que o novo da MS (antes chamado de Spartan mas agora vai ser Edge) realmente seja melhor…
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Eu faço backup freqüente das minhas apps Android e sempre achei bizarros nomes como:
com.google.android.apps.maps.apk
Parte do que me deixou cego para a real interpretação disso é que “COM” é uma tecnologia de programação da Microsoft. Acho que isso criava na minha cabeça o que chamam de “dissonância cognitiva” e a partir daí eu não conseguia mais pensar com clareza.
Na verdade é espantosamente mundano. Isso se chama Reverse Domain Name Notation. “com.google” é simplesmente o espelhamento de “google.com”. Essa notação aparentemente foi criada como uma forma simples de evitar colisões de nomes de objetos (e como bônus identificar a quem pertencem). Cada desenvolvedor, tendo um domínio, usa-o como parte inicial do nome. E os objetos na ordem alfabética ficam agrupados por desenvolvedor.
Aparentemente alguns desenvolvedores sem domínio usam “com.google” também. Isso pode até ser permitido pela Google mas é deselegante demais. Se você não pode pagar R$30 por ano por um domínio, pelo menos use o seu endereço de email como prefixo. Assim um programador com o humilde email eusoufodastico@hotmail.com usaria como prefixo de seus objetos “com.hotmail.eusoufodastico”.
Pensando bem, não sei como a falta de uma convenção dessas não gera um problema no Windows. Tudo bem que ao instalar em Arquivos de Programas você geralmente tem a oportunidade de escolher outro diretório se for notada uma colisão, mas que critérios será que os programas usam na hora de escolher um diretório em “dados de aplicativos”? Afinal, nenhum instalador pergunta a você isso.
A propósito, nomes de domínio deveriam ser assim mesmo. Entre outras coisas ficaria bem mais difícil criar fakes. Tudo da Microsoft começaria com “com.microsoft”. Por exemplo, o host do windows update seria com.microsoft.windowsupdate.
Hoje os pilantras se aproveitam que o nome de domínio fica “mais adiante” para criar todo tipo de URL complicada para confundir os desatentos.
Me chame de preguiçoso por não pesquisar mais sobre, mas me lembro vagamente de ter lido que quem criou o DNS (o nosso formato de endereço que usa para digitar o https://ryan.com.br, queria na verdade que fosse realmente inverso o sistema, tipo http://br.com.ryan . Sendo assim o formato: “protocolo://loc.tipo.nomedositequevocequer”
E lembremos que hoje os “Top Level Domain” (no caso, os .com) hoje permite criar em novos formatos, já leiloados e alguns vendidos. Então, hoje temos o .google por exemplo, e na verdade, até existe o site http://com.google. Aproveite para se divertir
Complemento: eu deixei o link do com.google, pensando que ainda estava funcionando uma pegadinha de 1º de abril que eles fizeram, invertendo a página. Provavelmente eles já encerraram a brincadeira, porém o site com.google é o oficial deles, já usando o novo sistema de TLDs personalizados
Essa coisa de TLDs personalizados para mim é palhaçada do ICANN para fazer dinheiro. Não consigo ver ainda como isso pode gerar alguma vantagem para a internet, porque cada gTLD custa a soma proibitiva de 185 mil dólares.
Cara, uma coisa que tenho aprendido é evitar de rotular e tentar entender o outro lado. Não digo que é palhaçada ou não do gestor de internet, e não discordo que é uma forma de renda (bem, de certa forma, isso tudo tem que gerar uma renda, né? ). Pelo que me lembre, a ideia era que os domínios personalizados tivesse mais foco e segurança. Tipo .bank e você sabe que está em um site de banco. Parece que isso era para ser usado no Brasil, mas não lembro de detalhes.
Provavelmente com o tempo, a ideia é por exemplo ir digitar .google e pronto, sabe que é um site oficial do Google e qualquer coisa que dê desconfiança de segurança, que já saia na hora.
Não vejo a soma como proibitiva. Isso é que nem loteamento: o pessoal bota o preço conforme a demanda. Pode ser que um dia abaixe, pode ser que até aumente. Claro que o ideal seria que a oferta de nomes seja para quem tenha um nome igual e compre. Mas quantas pessoas se chamam “Ryan” e vão comprar o .ryan por exemplo?
Lembrando que é permitido também sublocar (qualquercoisa.nome), logo, isso de certa forma já é cobrado pensando no uso do nome. Uma pesquisa em quem comprou os “nomes-base” (como .house ), já nota que muitos destes TLDs são para loteadores.
Preciso averiguar mais detalhes, mas também imagino que é possível que TLDs específicas não sejam vendidos, mas repassados (Como o nome do país, por exemplo. .brasil ).
Eu já tentei entender o outro lado. Houve uma ferrenha discussão no Slashdot meses atrás sobre isso. Vi argumentos dos dois lados e a conclusão a que cheguei é que era palhaçada. O ICANN está loteando a internet para uns poucos big players criarem ainda mais confusão do que já temos.
Colocar todos os bancos sob .bank poderia ter sido útil nos primórdios da internet, mas hoje é inócuo. Só funcionaria se todos os bancos fizessem a mudança. E os problemas criados são maiores que os benefícios.
Quem vai comprar o .ryan? A Ryan Air é uma possibilidade. Mas porque ela precisa? Não. Para evitar que algum “aventureiro” o faça.
Esse é o resultado da proliferação de TLDs. As empresas se sentem compelidas a comprarem múltiplos domínios, mesmo sem precisar deles, para protegerem suas marcas.
O ruim nesta história é pensar no seguinte: se o ICANN regula demais e não fornece os TLDs por compra, é acusada de “comunista”, de “reguladora”. Entre “vender-se” ou ser chamada de “fominha” (e com isso permitir a criação de uma nova entidade de regulagem de nomes), acho que a questão de vender acaba sendo a primeira. Até porque se falhar, aí o mercado se autoregula e fala para o ICANN para começar a regular os nomes.
No Brasil, houve muito problema por causa de loteamento de domínio. Salvo engano, a Nic.br já tem procedimentos para evitar este tipo de coisa e também para apaziguar disputas de nome (como quando o globo.com.br era das Panelas Globo por exemplo ).
Quanto a questão de segurança, é isso que fico me perguntando: por que não se adota sistemas padronizados em definitivo para sites que precisam de confiabilidade todal, como sites de bancos e órgãos públicos? É previsto no sistema de TLD brasileiro o b.br que serve para internet banking. Mas não há divulgação ou empenho nisso.
Pelo menos sabemos que .gov.br e .jus.br são TLDs de serviços públicos, e estes são bem usados :).
Globo.com.br era das Panelas Globo? Eles receberam uma fortuna pela venda do domínio certo? Porque tomar deles seria uma grande injustiça.
Na minha opinião, a Rede Globo que registrasse redeglobo.com.br depois e deixasse a Panelas Globo em paz. E é o que a maioria faz. Se uma empresa cria uma marca e o domínio .com está ocupado ela vai atrás do .net? do .info? Claro que não. É mais fácil a empresa mudar de marca ou fazer um jogo de palavras porque os .com tem MUITO mais valor. Os outros TLDs estão lá só para o que eu disse: você compra para se proteger, mas não usa.
Complemento: acho que no caso de nomes, vale o marketing também. Para muitos leigos, basta ter o nome na caixa de endereços e está valendo. Tipo sitedebanco .sitequalquerrusso .ru/virus_clique. Basta uma campanha de educação inteligente e a população leiga fica bem mais atenta.
Por exemplo, o ICANN aprovou e vendeu o gTLD .sucks. Com um nome desses, o que poderia dar errado, né? Pois depois que o comprador começou a lotear por 2500 dólares cada domínio, o ICANN finalmente percebeu a **rda que havia feito. E foi chorar no colo do FTC. Avisos não faltaram.
O ICANN falhou “sucks” depois de ter vendido “sucks” :p haha Pior se fosse “f**k”, que aí…
Mas isso é o mercado! Este tipo de coisa não dá para proíbir ou controlar ao extremo, a não ser que a sociedade o queira. Se tal situação acabaria constrangendo alguém, aí sim que se barre.
E até é bom que o valor de oferta de sub-loteamento seja caro mesmo, já que é um termo bem usado para ofender. Só compraria quem realmente quisesse ofender (e aguentar os processos :p )
E quanto a valores, tou pensando em uma piada besta com “Sucks”, “F**ks” e locais de aquisição, mas não sou muito fã de fazer (e ler) piadas pesadas e é aquela coisa de respeito. Vai que vem algum moleque e veja a piada que escrevi? :p
Nos Estados Unidos, não entendo muito de legislação, mas sei que lá o que manda mais é o dinheiro. Se alguém prejudicar a honra de alguém e esta pessoa tem dinheiro suficiente para acionar o advogado e a justiça, isso já basta para pegar ações de pessoas que fazem besteira na internet. Um outro motivo para ser alvo da justiça lá é pisar no calo do governo, seja com piadinhas infames (ou ameaças de brincadeiras) ou críticas sérias.
Se bem que certas coisas estão mudando – basta lembrar do caso do cara que ganhou dinheiro com “revenge porn” e hoje está sendo processado e a ponto de ficar um bom tempo na cadeia (acho que já foi o julgamento).
Aqui, temos uma legislação que permite que se processe pessoas por “crimes contra a honra e a dignidade”. Ou seja, se a pessoa monta um site tipo “ator.c**ao”, se a polícia estiver com vontade e a justiça estiver de olho, o cara vai preso e responde.
Claro que sabemos que as ações de segurança e justiça no Brasil estão ainda aquém do esperado, mas salvo engano, basta uma boa repercussão, e tudo corre. Pelo menos anda.
Sim, é uma velha convenção Java (alias, anterior à compra da Sun pela Oracle). O mais esquisito (para mim) é que isto se estende à organização de diretório dos fontes. Que tal subdiretórios com nome src/br/com/ryan/projeto onde apenas o último nível tem arquivos? No ambiente de desenvolvimento não existe nenhuma necessidade de você ser dono do domínio (não sei se a loja impõe algo).
Putz… eu esqueci que Java não é uma invenção da Oracle!
O mais esquisito (para mim) é que isto se estende à organização de diretório dos fontes. Que tal subdiretórios com nome src/br/com/ryan/projeto onde apenas o último nível tem arquivos?
Eu iria xingar todos os dias o autor dessa idéia maldita. Isso é uma perversão!
Eu acharia estranho, mas aceitável src/br.com.ryan.projeto/
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É curioso que tenhamos em casa uma piscina de 20 mil litros tratada com displicência e seja preciso rodar 150km até o interior do estado, num lugar onde eu só via água se estivesse pagando por ela, para ser picado por esse mosquitinho maldito.
Foi o que aconteceu no sábado. Ninguém aqui em casa tivera essa doença. Mas eu e minha mãe viajamos com uma amiga dela (três pessoas no carro) para Toritama-PE exclusivamente para comprar roupas e os três voltaram doentes. O caso mais sério é o de minha mãe que caiu doente bem antes de mim. Por telefone ela ficou sabendo que sua amiga e a filha dela estavam com dengue, mas ainda assim não associamos os sintomas de mamãe à doença. Foi só no terceiro dia, quando os meus começaram a surgir, que eu somei 2+2, fiz uma rápida pesquisa no Google e descobri que Toritama tinha uma epidemia de dengue. E obviamente era esse o problema de mamãe também.
Os meus sintomas são poucos e leves. Na maior parte do tempo nem eu percebo que estou doente:
Dor nos olhos;
Manchas vermelhas pelo corpo;
Redução na flexibilidade da coluna;
Uma coceira danada, que começa com pontadas pelo corpo inteiro;
Pés inchados, às vezes com dor na planta dos pés ao andar;
Dificuldade para fechar as mãos;
Dificuldade para abrir tampas de recipientes usando as pontas dos dedos, como a garrafa de café (o esforço dói);
Indisposição para sair da cama.
No exterior a doença é chamada de “Dengue Fever” como se o sintoma mais marcante fosse a febre, mas no meu caso apenas o primeiro sintoma foi febre, que eu sequer notei como tal até horas depois. Eu sentia o meu corpo anormalmente quente, mas não sentia nenhum mal estar. Somente quando fui para a cama dormir, liguei o ventilador e comecei a me arrepiar foi que caiu a ficha: “calor e frio ao mesmo tempo? estou com febre!”.
Tive uma noite muito ruim me revirando pela cama, mas quando me levantei no dia seguinte a febre já havia dado lugar a outros sintomas e não voltou mais.
O YAC eu já vi por aqui, mas não sei realmente de onde veio. Já o Baidu, vem junto com o instalador de sofwares do Baixaki.
Se o usuário não prestar atenção, ele clica logo no ícone verde escrito “Clique aqui para iniciar o download”, quando, deveria clicar na frase ao lado, em azul e com letras menores escrito “baixar sem instalador”. Com isso ele baixa o instalador do baixaki que além de instalar o software que o usuário quer, no processo do “Avançar”, durante a instalação, ele instala o Baidu e outra porcaria que não lembro o nome agora.
O que estou fazendo com meus clientes, é recomendar que baixem sempre os softwares do site do fabricante e explico que se não fizer dessa forma, o computador vai ficar cheio de porcarias instaladas e que se trouxer pra mim, o BOLSO vai doer.
Infelizmente (ou felizmente, para quem ganha por evento) o usuário médio não tem a capacidade de discernir qual é o site do fabricante/desenvolvedor. E mesmo que tivesse, ainda existe a barreira da língua. A maioria dos desenvolvedores não tem site em português, logo seus sites são incompreensíveis para a maioria dos usuários, então estes baixam dos sites que eles compreendem.
E o resultado a gente conhece.
Infelizmente o único meio que existe de evitar isso é negar ao usuário o direito de fazer intervenções em sua própria máquina. Nem mesmo “jardins murados” como o da Apple são 100% eficientes, porque o usuário ainda tem permissão de instalar uma fraude que tenha passado pelo escrutínio da Apple Store.
E não queremos um futuro onde negar ao usuário o direito de tomar decisões, mesmo que sejam ruins, seja a norma.