 Jefferson,  21 de abril de 2015, Livros, WTF Como eu já mencionei aqui várias vezes, sou um fã da série “Artemis Fowl” e por isso quando o meu amigo José Carneiro me emprestou, antes mesmo de ler, Por um Fio (Plugged) do mesmo autor, esperei por algo sensacional.
Quebrei a cara. É fácil entender por que as outras obras de Colfer tem longas páginas na Wikipedia mas essa (hoje) sequer tem uma sinopse quatro anos após o lançamento.
Nem parece que o livro foi escrito pela mesma pessoa que concebeu Artemis Fowl e o mundo das fadas. A estória é fraca, enfadonha e apenas ligeiramente engraçada. As situações vividas pelo personagem principal são tão mirabolantes que o único adjetivo que me vem à mente para descrever o livro é “surreal” (no mal sentido).
E o texto na capa “Se Você Amou Artemis Fowl, É Hora de Crescer” soa ridículo quando você termina o livro. Tirando garçonetes, strippers, palavrões e insinuações de sexo, a trama beira o infantil. Nada se aproveita. Nenhum personagem memorável. Nenhuma piada realmente boa. Perdi meu tempo.
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 Jefferson,  16 de abril de 2015, Redes, Segurança, wi-fi, WPS PQP! Se você ainda tem WPS ativo no seu roteador WiFi, desligue e nunca mais ligue essa coisa!
Para quem não lembra (são tantas siglas que dão um nó na nossa cabeça), WPS é uma funcionalidade do padrão Wi-Fi que permite um dispositivo se conectar a um ponto de acesso Wi-Fi (vou chamar tudo de “roteador” daqui em diante) de forma simples, através de um código chamado PIN que vem impresso no fundo do aparelho ou apertando um botão no roteador.
OBS.: Apesar disso ter sido divulgado originalmente em setembro do ano passado em uma apresentação de Dominique Bongard, ainda não encontrei nenhum grande site (como o CERT) falando sobre o assunto. Isso pode ser porque não é tão sério quanto parece ou porque é tão sério que estão tentando abafar até aparecer uma solução. Eu não vou esperar para ter certeza.
A última vulnerabilidade que eu mencionara aqui no blog era a explorada pelo reaver-wps. Esta é pior. Em resumo, com o Pixie Dust Attack é possível descobrir o PIN do roteador com apenas uma tentativa, o que anula qualquer proteção baseada em restrição no número de tentativas (proteção contra ataques de força bruta). E já existe uma ferramenta Linux para explorá-la: o pixiewps. Eu só fiquei sabendo do exploit porque minutos atrás o autor de um mod do reaver-wps para usar o Pixie Dust Attack deixou um comentário no meu blog com um link. Agora existem duas ferramentas para explorar a vulnerabilidade então vocês vão ter que me perdoar por não esperar pelo CERT para ter certeza de que não é um exploit imaginário.
Você pode ver uma lista de roteadores vulneráveis e não vulneráveis aqui. No momento é muito pequena, com 46 itens. E a exata revisão de hardware faz diferença. Notem que o DIR615 aparece na lista em duas versões. Uma é vulnerável e a outra não.
Eu não pretendo fazer um tutorial para descobrir se o o roteador é vulnerável. Eu já venho desligando o WPS faz tempo mas sou capaz de entender a facilidade que ele oferece para usuários comuns. Só que depois dessa acabou: onde eu encontrar o WPS eu vou desligar sem nem perguntar o que o cliente acha disso. Mesmo que encontrem uma maneira de sanar o problema em novos firmwares, WPS simplesmente não é confiável.
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 Jefferson,  09 de abril de 2015, Isso era só uma questão de tempo mesmo. Desde o ano passado o Mercado Livre decidiu, usando uma lógica que só faz sentido se adicionarmos ganância, manipular a qualificação do vendedor que é exibida para os compradores baseando-se em fatores que nada tem a ver com a interação vendedor-comprador como:
- O número de vendas do vendedor;
- O valor dessas vendas;
- Se o vendedor usa ou não Mercado Envios e Marcado Pago;
- E a posição do vendedor num ranking interno, não divulgado, entre outros vendedores.
(esses fatores podem perfeitamente ser usados num sistema de qualificação interno para determinar ao ML que vendedores merecem maior suporte ou, no caso dos dois primeiros itens, serem alvo de suspeita de fraude, mas nunca entrarem como critério da que é exibida para os compradores)
Com isso, muitos vendedores com 100% de qualificações positivas passaram a ter exibido em seus anúncios avisos do Mercado Livre com o texto “Este vendedor não tem boa reputação no site” e “aqui estão anúncios de melhores vendedores”.
Um evidente insulto. E injusto e enganoso. Pois um vendedor do Rio Grande do Sul decidiu levar a coisa para o tribunal e o Mercado Livre, é claro, perdeu. E segundo o artigo o ML usou a bisonha defesa “os usuários são responsáveis pelas avaliações” que evidentemente não esclarecia como alguém com zero de qualificações negativas podia estar com seu indicador no vermelho e “não ter boa reputação”.
Eu mesmo tenho centenas de negociações, nenhuma negativa, e no momento meu indicador de confiabilidade está no máximo. Mas eu já o vi no amarelo mais de uma vez, com essas abusivas declarações do ML estampadas em meus anúncios.
Será que o ML aprendeu? Será que o indicador de confiabilidade vai voltar a indicar apenas o que os compradores pensam do vendedor, como era vários anos atrás? Ou o ML vai insistir em colorir o indicador de acordo com o dinheiro que nós pagamos a eles? Só o tempo dirá, mas acho que R$1600 é uma indenização muito pequena pelo desaforo.
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 Jefferson,  03 de abril de 2015, Há muito anos eu cheguei a culpar o vmware por um problema que impedia do Windows Live Messenger de funcionar. Recentemente eu descobri que isso não é exatamente culpa do vmware. Era duplamente culpa da Microsoft.
Você tem um utilitário que faz buscas na rede por certo hardware (como uma câmera IP) e ele nunca acha o hardware ou acha só às vezes? Esse pode ser seu problema.
Eu descobri isso recentemente ao escrever um software em Delphi que ia mandar um broadcast para toda a rede. Depois de muito apanhar descobri que meu software não funcionava em minha máquina de desenvolvimento, mas funcionava em algumas outras da minha rede. Mais algum tempo pesquisando sobre o problema e consegui “ver a luz”. O fato era que eu estava mandando meu software fazer um broadcast para a rede e ele estava fazendo exatamente isso. Mas eu tolamente pensara que o software era capaz de adivinhar para qual rede eu queria o broadcast e meu computador na prática fazia parte de duas. Ele estava fazendo broadcast para a primeira interface de rede que achou, que era justamente a que eu não estava monitorando.
E isso é mais comum do que você imagina.
Você tem Virtualbox, Vmware ou qualquer outro tipo de virtualização instalada? Você tem mais de uma interface de rede no computador. Talvez apenas uma seja “real”, mas os softwares não fazem e nem devem fazer distinção.

Na imagem acima você pode notar que por causa da instalação do Virtualbox minha máquina na verdade tem dois endereços IP:
Na prática, eu só considero o 10.0.0.3 porque este é o endereço conectado à minha rede local, mas nenhum software tem como adivinhar isso. A presença do Virtualbox na máquina só não atrapalha até minha comunicação com a internet porque não há nenhum gateway definido.
Você está em um notebook, com interface wireless e a cabo? Você tem pelo menos duas interfaces de rede. Se apenas uma delas estiver conectada, nenhum problema. Mas se você estiver conectado por cabo e ativar a interface wireless, sua máquina pode ganhar dois endereços IP distintos. Dependendo de como a rede é configurada, isso pode não acarretar nenhum problema ou vários.
Qualquer software que se comunique via rede e que não leve em conta a possibilidade de existirem múltiplas interfaces de rede na máquina pode falhar. Quando um programador consulta a API do Windows para saber qual o IP da sua máquina, a API retorna o primeiro IP da lista, mas a máquina pode ter outros. É preciso explicitamente requisitar à API todos os IPs da máquina. Esse é aparentemente um erro de programação bem comum.
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 Jefferson,  31 de março de 2015, hardware Eu vou acrescentar imagens e informações a este post à medida que as obtiver. Vou começar com um que precisei desmontar neste fim de semana.
Samsung NP270
 Samsung NP270 por dentro. Foto obtida com um Samsung Grand Duos.
Basta tirar um monte de parafusos no fundo e desengatar algumas travas em volta do notebook para remover o fundo como uma peça inteira. Dando fácil acesso à CPU, cooler e jack DC (que aparentemente quebra com freqüência nesse modelo). Memórias, HDD e drive óptico já eram fáceis de remover sem nem ter esse trabalho.
Os parafusos são quase todos do mesmo tamanho. Os poucos que são menores são fáceis de lembrar de onde saíram.
Problema: o teclado é inseparável da peça superior. Se o que você quer trocar é ele, tem que remover até a motherboard e a tela.
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 Jefferson,  30 de março de 2015, Chamar de “inútil” é elogio. “Sabotagem” é um termo bem mais adequado.
Eu instalei uma placa mãe com esse recurso na semana passada. É uma ASUS H61M-A. O computador desligou “do nada” quatro vezes enquanto eu instalava os programas e somente na terceira eu consegui entender o que realmente dizia a subseqüente mensagem no POST:
“power supply surges detected during the previous power on. Asus anti-surge was triggered to protect system from unstable power supply”.
Nas duas primeiras vezes eu havia entendido que a proteção apenas havia notado o desligamento inesperado. Na terceira eu percebi que a tal “proteção” estava deliberadamente desligando o computador e se orgulhando disso. Eu estava então instalando o Office 2013. A instalação ficou corrompida de tal forma que eu precisei de um Microsoft Fix-It para desinstalar e me permitir instalar outra vez.
Na quarta vez (em três horas de trabalho) eu tive que parar para descobrir como se desligava o insuportável “recurso”. Eu poderia imaginar que a fonte, uma xing-ling aproveitada da máquina anterior, estava ruim. Mas em todo lugar onde o tal Anti Surge Protection é mencionado em uma busca no Google é para reclamar desses desligamentos, com variados modelos de fonte:
- SevenTeam ST-420BKV,
- DUEX 500W DX500FSE,
- Coolermaster Thunder 500W,
- Corsair 650rm,
- Corsair CX Series CX750,
- Corsair 550W VS series,
- Corsair ax1200i,
- Seasonic X-650,
- Seasonic 650W,
- Seasonic 550W,
- Seasonic 750W,
- Antec HCP-750.
Que utilidade tem um recurso que deliberadamente desliga abruptamente meu computador sem aviso prévio e sem explicar detalhadamente a razão depois? A tensão subiu? Caiu? A palavra “surto” dá a entender que subiu, mas quem sabe o que existe dentro dessa caixa preta da ASUS. Que diferença de tensão ativa o sensor? Por quanto tempo?
Note que é impossível para a ASUS medir diretamente a tensão de entrada da fonte. Ela só pode medir o que chega na placa mãe. Então o surto foi na linha de 5V? Na de 12V? Ou foi na de 3.3V? E como justificar isso quando o computador funciona normalmente com essa “proteção” desligada?
Não seria absurdamente mais útil se em vez de desligar o computador um utilitário da ASUS exibisse uma mensagem na tela registrando o surto? (Considerando que seja por alguma razão impraticável instalar proteção efetiva contra surtos de tensão, do tipo que absorve o surto em vez de simplesmente reclamar dele) Assim você não fica seguro que trocando de fonte para testar se os tais “surtos” acabam você não vai se arriscar a ter mais trabalho perdido por causa de uma placa-mãe temperamental? Afinal, não existe no-break que salve seu trabalho numa situação dessas. Quantas horas de trabalho a ASUS espera que sejam perdidas até a causa do problema ser localizada? Quanta frustração é suficiente? Como a ASUS espera que eu aborde o problema? Comprando a fonte mais cara possível e rezando para que o sacrifício aplaque a ira do deus embutido no seu firmware?
É, essa presepada da ASUS me deixou p*to.
A opção para desligar isso está no final da aba “Monitor”do setup avançado UEFI. Você pode não vê-la imediatamente porque é preciso rolar a página.

Mais informações:
Em uma das vezes o desligamento ocorreu no exato momento em que cliquei duas vezes no instalador do Adobe Acrobat 11 (inicialmente desconfiei de corrupção do arquivo) e ouvi o estabilizador bater os relés. Na última vez eu já estava no ponto definitivo de instalação do computador, com outro estabilizador, e desligou no momento que testei a impressora laser (ouvir a música do estabilizador é quase inevitável nesse momento). Vocês já devem saber que eu desprezo esses estabilizadores e é possível argumentar que a fonte não consegue reagir de forma suave à abrupta e ridícula “proteção” (HAHAHA) oferecida pelos estabilizadores, gatilhando por sua vez a temerária “proteção” da ASUS. O que por sua vez torna possível argumentar que se eu não estivesse usando um estabilizador, nenhum desligamento teria acontecido. Que são os estabilizadores os responsáveis pelos surtos.
Mas como só é possível testar isso ativando a aberração que a ASUS chama de “proteção”, que sequer tem a decência de dizer o que foi que “viu”, fica difícil abordar de forma científica o problema.
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 Jefferson,  30 de março de 2015, Um de meus clientes comprou meia dúzia desses teclados e toda vez que vou usá-los fico desconcertado por um momento. Alguém parece ter decidido que era uma boa idéia economizar energia em um teclado com fio mesmo quando o computador está em “full power” desligando todos os LEDs até você tocar em alguma tecla.
Não é preciso esperar nem um minuto. Os LEDs apagam. Quando eu sento na frente do computador e começo a digitar percebo pelo canto do olho algo acender no teclado. Geralmente é o CAPS LOCK (porque as pessoas tem uma mania incompreensível de digitar com CAPS LOCK ligado mas isso é assunto para outro post) e o resultado é que além de você ser distraído por uma luz que acendeu em resposta a algo que você fez (uma dupla distração) e não deveria, você senta na frente do teclado sem perceber imediatamente que CAPS LOCK está acionado.
É uma pena. O teclado é até bonito. Desligado. Funcionando fica abominável.
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 Jefferson,  30 de março de 2015, Esse é um exemplo de design que se não for estúpido, é malicioso. O notebook Inspiron 1545 fica completamente inutilizado se houver um problema com a bateria CR2032 que guarda os parâmetros do setup do BIOS. Eu peguei um notebook com esse problema e após confirmar com o Google que o problema era mesmo de bateria (dá para desconfiar pelo texto), me aventurei a desmontar o danado. Dá um trabalho considerável e formalmente seria preciso remover até mesmo a motherboard, mas para não ter que recolocar pasta térmica eu aproveitei a folga depois de ter retirado todos os parafusos para retirar a bateria por uma brecha. A bateria ainda media 3V mas troquei por uma nova assim mesmo.
Problema resolvido. O notebook avisa que os parâmetros precisam ser atualizados, mas é só isso:
 “RTC mode fixed – Time and date may be wrong.”
OK, o notebook tinha cerca de cinco anos de uso. É possível citar a Hanlon’s Razor e atribuir isso mais a estupidez do que a malícia mesmo.
Esse modelo tem também a frescura de ficar implicando com carregadores que não sejam originais Dell. Ele funciona com um carregador de HP DV4 mas tenta se comunicar com um circuito dentro do carregador e não o achando dá sempre uma mensagem de erro durante o POST.
 “The AC power adapter wattage and type cannot be determined. The battery may not charge. The system will adjust the performance to match the power available. Please connect a Dell 65W AC adapter or greater for best system performance.”
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 Jefferson,  30 de março de 2015, malware Resumo: procure por malware na máquina.
O cliente ligou à tarde dizendo que desde o início do dia não conseguia transmitir nenhuma NF-e para a Secretaria da Fazenda. E para atender as regras desse nosso país corrupto os caminhões de mercadorias estavam parados na porta da fábrica sem poder sair. O suporte do desenvolvedor do programa já havia olhado o problema e dito que me chamassem porque “algo estava bloqueando o envio”.
Logo que a funcionária do faturamento me mostrou o problema e eu vi a mensagem “403: Forbidden” eu já fiquei achando que o problema não era o que o suporte estava dizendo. Não se tratava de “bloqueio” porque “forbidden” quer dizer “proibido”. A SEFAZ estava recusando a operação.
Uma pesquisa rápida com o Google me levou a esta página. Todas as possíveis razões tinham a ver com certificado digital, mas uma delas mencionava SSL. Data e hora da máquina estavam corretas e desativar o anti-virus não surtia efeito, então decidi procurar por malware na máquina. Como vocês podem lembrar do que escrevi no meu post sobre o Superfish, malware parasitando o protocolo SSL se tornou algo comum.
No Gerenciador de Tarefas já dava para perceber algo errado. Rodei JRT e Adwcleaner e ambos encontraram porcarias, mas nada “diferente” do que eu estava acostumado. Rodei o Autoruns e uma entrada estranha me levou até Arquivos de Programas, onde encontrei os dois diretórios mostrados na imagem abaixo. Perceba que os dois programas parecem ter a mesma origem (mesmos arquivos) e ambos fazem uso da biblioteca OpenSSL.

Quando eu vi o primeiro diretório pensei que poderia ser algo do desenvolvedor do emissor de NF-e, porque alguns arquivos começam com “nf”. Mas ao encontrar o outro diretório ficou estranho demais. Agora eu estou convencido de que “nf” é a abreviação de “net filter”. Ora… a única razão que eu conheço para um programa desconhecido querer usar OpenSSL é parasitar a conexão de outros programas.
Os dois diretórios foram renomeados no modo de segurança (o “_” inicial foi acrescentado por mim) porque não podiam ser apagados no modo normal do Windows e por precaução eu dei um reset no protocolo TCP-IP com o comando “netsh int ip reset”. Mas o log do netsh não mostrou nada particularmente estranho por isso tenho razoável certeza de que a culpa era desses dois programas, porque depois disso o emissor de NF-e passou a funcionar normalmente.
Aparentemente a SEFAZ é capaz de perceber que algo parasitava a conexão SSL. Eu não cheguei a testar se os certificados da empresa funcionavam em outros lugares. Eu não lembro os detalhes do funcionamento do protocolo SSL, mas se o servidor for capaz de checar toda a cadeia de certificação até a raiz (e não se contentar apenas o fato de que “alguém” está atestando a validade do certificado cliente) ele pode detectar que um ataque MITM está em andamento ao encontrar um certificado que não deveria estar ali e abortar a conexão.
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 Jefferson,  30 de março de 2015, manutenção, tools Eu sempre me orgulhei de poder remover malware que os anti-virus não detectam, manualmente. E disse mais de uma vez no Geringonças e Gambiarras que não aprovava ferramentas automáticas (e geralmente paranóicas e/ou burras ) como o cCleaner. Minhas principais ferramentas para isso por muitos anos foram o Autoruns e o Process Explorer.
Porém desde o Windows 7 vem ficando cada vez mais difícil localizar as porcarias se escondendo na máquina. São muitas, com muitos lugares onde se esconder. Usar apenas o Autoruns tem sido tedioso e ineficaz. Quando, em setembro de 2013 lá no falecido Google Buzz, snowzpoc sugeriu o Junkware Removal Tool – JRT e Vagner sugeriu o AdwCleaner eu comecei a testar os programas e desde então tenho usado sempre. Os dois se complementam. Eu sempre uso o JRT primeiro e o Adwcleaner depois (porque este sempre reinicia a máquina ao terminar) e AdwCleaner sempre acha alguma coisa que o JRT não viu.
E uma funcionalidade que me agrada em ambos é o log que eles fazem explicando tudo o que fizeram. O Adwcleaner vai mais além listando tudo o que achou de errado antes de tomar qualquer providência e te dá a oportunidade de evitar que certas modificações sejam feitas. Mas na minha experiência eles acertam o que deve ser removido em quase 100% dos casos. Nestes seis meses em que uso as duas ferramentas, nunca o computador ficou pior depois da execução delas.
Já o que chama atenção no JRT é o fato de ser na verdade um arquivo comprimido auto-extraível composto de um monte de arquivos .bat que você pode editar para remover ou acrescentar funcionalidade.
A especialidade de ambos é aquela classe “cinza” de software que os anti-virus geralmente não tocam com medo de serem processados: os “Programas Potencialmente Indesejáveis” (PUPs na sigla em inglês). São programas que geralmente parasitam os browsers mas como vem de empresas “legítimas” como a ASK e supostamente tem o objetivo de “aperfeiçoar a experiência de navegação do usuário” não podem ser removidos pelos anti-virus a menos que se comportem de forma inequivocamente (que possa ser provado em um tribunal) maliciosa.
Mas mesmo usando ambos ainda é necessário fazer uma busca manual com o Autoruns e o Process Explorer. Muita coisa ainda passa pelo radar de ambos, mas sem todo o lixo que eles removeram o trabalho fica mais fácil.
JRT tem um bug que pode impedi-lo de rodar em algumas máquinas. Ele descompacta e roda de dentro do diretório temporário do usuário corrente e às vezes isso não é possível. Apagar todo o conteúdo do seu diretório TEMP (verifique onde ele realmente fica com o comando SET) descompactar o JRT lá e executar o .bat correto pode resolver o problema. Eu já fiz isso uma vez mas não lembro o procedimento exato.
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E ainda por cima quem fez a capa plagiou descaradamente as artes do mestre Saul Bass. Coisa feia, nem estudante de curso técnico comete um crime desses.
A arte da capa é de Elmo Rosa.
Fruto de
plágioinspiração ou não, eu acho a arte dele feia.Cópia mal feita.
Sete anos desde o lançamento e ninguém se habilitou a escrever sequer uma sinopse do livro na Wikipedia. Nem mesmo o autor ou a editora. Diz bastante sobre a obra.
Acho que é uma oportunidade pra você escrever :-)
Sou grato a todos os colaboradores da Wikipedia mas desisti de ser colaborador muitos anos atrás. O modelo deles me incomoda.
No caso específico desse livro tudo o que tenho a dizer é opinativo. E a Wikipedia não tolera esse tipo de coisa.
Estou com um pouco de saudade dos teus comentários sobre séries. Parou de assistir?
Ando meio “desencantado”. Tudo o que tenho parado para assistir nos últimos meses tem me decepcionado. Estou numa fase de preferir assistir pela enésima vez a um filme do qual gostei a encarar uma novidade.
Mas… já que há quem sinta falta das minhas reclamações, vou dar uma olhada na fila
mas é claro, reclamar é bom demais kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
bom, sem seus comentários, eu não teria começado a ver counterpart.
Não sei se é o cansaço do dia, mas geralmente eu cochilo no meio do episódio, estou na metade da 1a temporada ainda, vi que a 2a chegou ao 10 ep.