 Jefferson,  28 de fevereiro de 2015, Mas não se anime. Não funciona para quem tem o Windows OEM.
Esta semana mesmo eu comentei como era importante, ao receber um computador novo, formatar e instalar uma cópia limpa do Windows. Mas longos anos se passaram desde a última vez que vi um fabricante fornecer um disco original da mesma versão instalada do Windows junto com o produto. O máximo que eles fazem é proporcionar um processo de recuperação que reinstala o Windows do jeito que saiu da fábrica, com todas as porcarias “originais” que o fabricante decidiu que poderiam ser úteis (HAHAHA) para o comprador. A Dell até fornece o disco, mas a única vez que consegui isso foi quando o HDD do notebook Dell pifou em garantia e o suporte perguntou se eu queria um disco para poder fazer a reinstalação. O disco foi entregue pelo técnico que veio trocar o HDD.
Há muito tempo é possível baixar cópias originais do Windows no site da MS, mas são cópias supostamente destinadas apenas a assinantes Technet / MSDN. Não são destinadas ao público em geral e há uma certa dificuldade para acertar baixar a cópia certa, referente à licença que você tem.
Não sei se isso tem algo a ver com o escândalo Superfish , mas isso pode estar mudando para proprietários do Windows 7 original. Nesta página da MS você pode agora fornecer o serial do seu Windows 7 e baixar um ISO correspondente. Porém eu testei com o serial do meu notebook com Windows 7 Home Basic e a resposta da MS foi que eu procurasse o suporte do fabricante do computador.
É melhor do que nada, mas…
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 Jefferson,  23 de fevereiro de 2015, O Mediainfo já foi a melhor opção gratuita para quem quisesse obter mais informações sobre arquivo de áudio e vídeo, mas em algum ponto do desenvolvimento a coisa degenerou e agora o instalador virou fonte certa de spyware. Eu notei isso desde a versão 0.7.42 em março de 2011, quando ele instalava um tal de Positive Finds. Mas a versão mais recente fornecida hoje (0.7.72) tenta instalar tantas porcarias diferentes que você se desorienta no meio das perguntas do instalador. A diferença para o que aconteceu com o kmplayer é que aparentemente se você prestar bastante atenção e tomas as decisões corretas, as porcarias não são instaladas.
A última versão “limpa” que tenho aqui no meu arquivo é a 0.7.7.8, de 2008.
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 Jefferson,  22 de fevereiro de 2015, Segurança Resumo da encrenca:
A imprensa de tecnologia norte-americana teve um prato cheio nos últimos dias desde que se tornou público que a Lenovo pré-instalava em uma linha de notebooks vendidos nos EUA um adware chamado Superfish que interferia com a navegação do usuário exibindo propaganda. Mas o que parecia apenas mais um adware pernicioso mostrou ser um autêntico malware. Uma massiva violação de segurança e confiança que ainda deve dar muita dor de cabeça para a Lenovo (e provavelmente levar a Superfish à falência, antes ou depois da investigação criminal) quando uma olhada mais atenta no adware mostrou que a Superfish fez coisas de deixar qualquer analista de segurança de cabelos em pé e já rendeu até alertas da Homeland Security e do CERT para que o software fosse removido de todos os notebooks:
- A Superfish instalou um certificado raiz auto assinado que permite a ela gerar certificados falsos em nome de qualquer site;
- A Superfish usa esses certificados e um proxy para poder interceptar as conexões HTTPS do usuário. Nem bancos escapam. E para o browser tudo está normal. Cadeado fechado e tudo mais enquanto a Superfish observa todo o seu extrato bancário;
- A Superfish usou o mesmo certificado raiz com a mesma chave privada em todos os notebooks. Assim mesmo que a Superfish fosse uma empresa com boas intenções (HAHAHA) qualquer um com acesso à chave privada do certificado poderia bisbilhotar silenciosamente o acesso bancário de qualquer usuário Lenovo, sem levantar qualquer alerta, bastando estar no caminho do tráfego (o operador de um provedor WiFi, por exemplo);
- A Superfish protegeu de forma ridícula a senha da chave privada e em três horas um especialista em segurança descobriu a senha: “komodia”. Dessa forma o exploit do item anterior deixa de ser teórico para ser real.
Note que acima eu pareço apenas me preocupar com transações bancárias, mas é só um exemplo. Obviamente o fato da Superfish poder ler meus emails no gmail, interceptar meu login em blogs, foruns e todas minhas compras na internet, incluindo os dados de cartão de crédito, não deve ser ignorado.
Minha preocupação:
A princípio isso deveria ser apenas uma curiosidade, porque afeta apenas usuários de determinados modelos de notebooks Lenovo vendidos nos EUA e spyware já se tornou algo tão comum que eu nem perco mais meu sono com isso. Mas o que a Superfish conseguiu fazer é tão absurdo que eu nem achei que fosse possível. Um certificado raiz auto assinado? Quer dizer que qualquer um com acesso ao computador pode criar sua própria Serasa-Experian ou Certisign? Certificados raiz são um troço muito sério e não poder confiar no protocolo HTTPS é “fim de jogo” para qualquer um que use a internet para coisas sérias.
Qual a dificuldade para se instalar isso remotamente via malware? É possível instalar o certificado silenciosamente desde que se tenha a senha de administrador? Infelizmente o Windows não oferece qualquer granularidade de permissões (ou você é administrador ou limitado) e o administrador pode fazer qualquer coisa na máquina. Seria bom se o Windows mostrasse uma janela de permissões como o Android mostra, dizendo (quase) tudo o que o software pretende fazer, mas acho que isso está longe de acontecer. Então você instala (por exemplo) um software que se diz um editor de imagens, dá permissão a ele porque supõe que seja só para instalar os hooks necessários no Explorer e ele acaba instalando um certificado raiz?
Ou o Windows pelo menos abre uma janela de confirmação ao instalar o certificado que não pode ser clicada automaticamente? Isso não vai proteger o usuário-palerma-médio, mas se nem o usuário que sabe o que está fazendo é informado, estamos **didos!
Vou ficar perturbado com essa questão até ter certeza…
Notas:
- Alguns antivirus já fazem interceptação HTTPS “legitima”, supostamente para proteger você de malware em sites assim, mas eu não estou certo de que gosto da idéia. No momento isso não é preocupação para mim porque até o Windows Defender eu desliguei. Antivirus atrapalham demais meu trabalho.
- A Microsoft reagiu com surpreendente rapidez e o Windows Defender já remove (ou tenta remover) o Superfish. Enquanto isso (não sei se me espanto ou não) os desenvolvedores do Firefox ainda (21/02) discutem se devem fazer alguma coisa. A Microsoft remove o certificado depositado no repositório do Windows, mas o Firefox tem o seu próprio repositório, também comprometido, que a Microsoft compreensivelmente parece não se atrever a tocar.
- Este site supostamente é capaz de detectar se você tem o Superfish ou outro “sequestrador de SSL” instalado. Se na caixa no meio da página estiver escrito “YES”, você tem um problema para resolver. Precisa testar com todos os seus browsers.
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 Jefferson,  15 de janeiro de 2015, Arduino, automação Hoje somente três pessoas moram aqui em casa: eu, meu pai e minha mãe. Até aproximadamente um ano e meio atrás eu era o único que tinha condições físicas para trocar o garrafão de água mineral no bebedouro, mas isso mudou quando tive uma preocupante crise de coluna e os médicos disseram que eu não deveria mais levantar peso. Nunca mais.
Minha mãe não abre mão de jeito nenhum de beber água mineral gelada e nenhuma opção que eu ofereci (usar filtros modernos, trocar os garrafões de 20 litros por garrafões de 10 litros, deixar de usar bebedouro e colocar garrafas na geladeira, comprar uma geladeira com dispenser, etc) foi aceita por ela (ok, eu também não gosto da geladeira com dispenser). Eu não ia mais levantar garrafões e nem ela queria que eu fizesse isso depois do que ela testemunhou acontecer comigo, mas então a teimosa, que também tem problemas de coluna, ia continuar trocando os garrafões sozinha.
É importante citar aqui que nem eu nem minha mãe gostamos da idéia de estranhos entrando em nossa casa periodicamente. No quintal, só porque não tem jeito mesmo. Dentro da casa, só em último caso. E o fato de ter que esperar para que alguém venha fazer a troca do garrafão é mais um ponto negativo. Aqui nós temos um estoque de uns cinco garrafões que permite que a troca seja feita imediatamente por nós, com semanas de autonomia.
Comecei a pensar em soluções “de engenharia”. A primeira idéia que me passou pela cabeça foi uma espécie de elevador para o garrafão operado por manivela. O garrafão seria abraçado com uma cinta e elevado até uma altura em que pudesse ser girado sem esforço (ainda preso na estrutura) e depois abaixado já virado sobre o bebedouro. Problema: eu ia precisar de muita ajuda com serralharia e mecânica para montar algo que agüentasse suspender 21kg sem quebrar e oferecendo um mínimo de esforço para o usuário. E ainda seria um trambolho.
Caramba… não é só a minha família que tem problemas de coluna e não gosta de estranhos dentro da casa. Não é possível que não exista uma solução pronta…
Então me ocorreu usar uma bomba para puxar a água do garrafão, que não sairia do chão, para dentro da cuba do bebedouro. “Isso aí deve existir pronto”, pensei. E uma rápida pesquisa no Google mostrou que até existe, mas é danado de raro e tem um preço nem um pouco realista. A única ocorrência que encontrei no Google foi a Engefrio, que curiosamente é aqui de Recife e o produto, que é até bonito, custa R$1143. Um bebedouro normal e tradicional, com compressor, de marca conhecida, sai por uns R$350 aqui em Recife mesmo. Como justificar os R$800 extras por uma bomba e um gabinete bonitinho?
Nota: depois que publiquei o post foi que notei que a Engefrio agora coloca marca e modelo do bebedouro no anúncio. É um Esmaltec EGCQF HE. Eu pensava que fosse fabricação própria da Engefrio por não encontrar em outro lugares com os mesmos termos de busca. De qualquer forma, está indisponível em todas as lojas e o mais barato que achei foi R$849 na Credimóveis (também aqui de Recife)
Como eu tenho alguma experiência com automação decidi experimentar criar meu próprio sistema. Eu tinha tudo o que era preciso exceto uma coisa: a bomba. E adquirir isso mostrou ser um razoável desafio. Eu tenho certeza de que alguém vende isso aqui em Recife para algum propósito, mas onde? Parece que os comerciantes ainda não descobriram a internet por aqui (e nem no resto do país, a propósito). Pensei em usar uma bomba de aquário, mas descobri testando exemplares fornecidos pelo amigo José Carneiro que a maioria delas é feita para ser usada submersa (praticidade e higiene discutíveis) e não tem qualquer poder de sucção. Depois de muita pesquisa concluí que minha melhor opção era comprar uma mini bomba de diafragma na China e depois de uns três meses esperando o primeiro exemplar chegou (comprei duas, de dois vendedores diferentes, para garantir).
O resultado, que vou discutir em futuros posts, ficou melhor do que eu esperava. A foto abaixo é do meu primeiro protótipo. O garrafão fica do lado de fora da casa e toda vez que alguém bebe água no bebedouro um sensor de nível é acionado e a bomba completa o nível da cuba em segundos.
 bomba para bebedouro
Pontos positivos: nenhuma modificação é necessária no bebedouro, seja elétrica ou mecânica.
Ponto negativo: não é possível ter água que não seja gelada com essa configuração.
Leia também a segunda parte.
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 Jefferson,  15 de janeiro de 2015, Eu comentei isso de passagem no post anterior e achei melhor esclarecer aqui.
Primeiro preciso dizer que nunca tive uma. Meu preconceito é baseado no que eu pude observar examinando exemplares nas lojas.
1)Não é muito diferente de colocar garrafas de água na geladeira, até mesmo porque você ainda vai ter que colocar garrafas de água lá dentro se quiser ter sempre água bem gelada. Ou você vai completar o reservatório com água natural e esperar que gele para poder beber? A única vantagem que consigo enxergar fica sendo não ter que abrir a porta para beber (com uma pequena redução no consumo de energia) e nada mais. Às custas de um razoável espaço desperdiçado com um elemento não perecível e do trabalho freqüente de encher reservatório e garrafas que o processo exige para termos água sempre gelada;
2)Como é feita a higienização do sistema? Após x meses nosso bebedouro começa a soltar fragmentos de uma espécie de limo dentro dos copos e aí temos que desmontar o sistema para limpeza. Como isso é feito pelo proprietário de geladeira com dispenser? Tem que chamar a assistência técnica?
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 Jefferson,  13 de dezembro de 2014, A única versão disponível para avaliação é a Enterprise (e eu aqui louco para testar a versão Galactica). Você pode baixar da Technet ou da MSDN. Você precisa estar logado com uma conta Microsoft qualquer e é necessário que faça um pequeno registro, mas nenhuma informação pessoal é solicitada. Eles só querem saber o SO que você usa hoje e como pretende usar o Windows 8.1. Você pode escolher o idioma de instalação e se é 32 ou 64 bits.
Eu escolhi testar a versão PT-BR de 64 bits.
- Nome do arquivo: 9600.17050.WINBLUE_REFRESH.140317-1640_X64FRE_ENTERPRISE_EVAL_PT-BR-IR3_CENA_X64FREE_PT-BR_DV9.ISO
- MD5: 8aa7018cee50de1b6059444af120da0e
Cuidado: são 3.8GB. Para baixar você precisa instalar o Akamai Netsession (você recebe o link na hora) e, pelo menos no Firefox, não há qualquer indicação de progresso (testado em dois computadores). Para saber se estava mesmo baixando eu tive que rodar o Netmeter e para estimar quando ia terminar eu tive que ir para a calculadora. Numa conexão de 5Mbps leva pouco menos de 2h.
Existem instruções na internet de como estender esse prazo (rearmando o contador) para até 270 dias, mas eu só vou poder testar se funciona mesmo quando o meu prazo de 90 dias estiver acabando.
Nenhuma chave de ativação é solicitada na instalação, que levou no total 30 minutos em meu Core i3 (10 minutos na fase de cópia de arquivos e 20 minutos para a autoconfiguração). Você nem sequer é obrigado a fazer login com uma conta Microsoft. A cópia se ativa automaticamente pela internet e um contador aparece no desktop.

Continua em: Usando o Windows 8.1 64 bits há quase quatro meses.
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 Jefferson,  10 de dezembro de 2014, E olha que eu usei o suporte empresarial.
O cliente estava sem internet desde as 7h30. Cheguei às 11h e já verifiquei que o LED DSL do modem não estava acendendo. Testei com o modem titular e com o modem reserva. Nada. Minutos depois alguém me contou que havia sido solicitado no dia anterior a mudança de velocidade dos 5Mbps costumeiros para 10Mbps. Nesse momento eu vi onde estava o problema, porque já perdi a conta das estórias de clientes da OI que fizeram um upgrade do Velox (às vezes até sem saber) para imediatamente ficar sem Velox nenhum.
1a ligação para o suporte. Expliquei:
- LED DSL não está acendendo
- Foi solicitada ontem uma mudança de velocidade
Em menos de cinco minutos a atendente localizou e resolveu (foi o que pareceu) o problema. O LED DSL acendeu, mas o LED “internet” não. Como eu não queria deixá-la esperando enquanto eu testava, disse que ligaria depois se encontrasse outro problema.
Ao verificar o modem, a surpresa: 320kbps de download e 160kbps de upload. E nem assim fazia a autenticação PPPOE. Testei com o outro modem: exatamente o mesmo problema.
2 ligação para o suporte. Expliquei:
- LED DSL está aceso, mas Internet está apagado;
- Foi solicitada ontem uma mudança de velocidade;
- Verifiquei no próprio modem que está conectado a 320kbps, quando deveria ser 10Mbps;
- Testei com dois modems.
Entrou por um ouvido da atendente e saiu pelo outro. Ela queria que eu usasse o browser para medir a velocidade da conexão pelo RJNET ou outro site de medição. Não adiantou dizer que eu estava vendo NO MODEM a velocidade de conexão e se o LED internet estava apagado eu não podia ter internet no computador. Depois de um tempo batendo boca a mulher disse que eu deveria ligar para suporte empresarial.
“Mas eu liguei para o número do suporte empresarial: 0800 031 0800 e a gravação me disse “você está no suporte OI empresarial” mas você está me dizendo que este não é o suporte empresarial?”
“Não é senhor. Esse o o suporte do varejo (acho que foi esse o termo usado)”
Desliguei e liguei de novo
3 ligação. Para o suporte. Expliquei:
- LED DSL está aceso, mas Internet está apagado;
- Foi solicitada ontem uma mudança de velocidade;
- Verifiquei no próprio modem que está conectado a 320kbps, quando deveria ser 10Mbps;
- Testei com dois modems.
A atendente disse que eu precisava conectar o computador diretamente ao modem. Eu expliquei para ela que o problema nada tinha a ver com a conexão interna até o modem. Evidentemente o probelam era fora. Mas ela insistiu que não poderia prosseguir do jeito que estava. Eu disse “só para satisfazer você eu vou fazer isso” e pacientemente desfiz a conexão com o switch da empresa (o modem é também o servidor DHCP) e conectei ao notebook. Quando a mulher quis me guiar pela configuração de rede da máquina eu já vi que ia ter que ter paciência. Mas quando ela me disse para desabilitar TUDO exceto “protocolo TCP/IP v4” eu me recusei terminantemente a mexer na configuração da máquina para resolver um problema que evidentemente era do modem para fora. Começou o bate-boca. Houve uma hora que ela pareceu aceitar o que eu estava dizendo, mas disse que o problema era na configuração do modem. Eu perguntei: “Ontem estava tudo funcionando, vocês mexeram para mudar a velocidade e agora os DOIS MODEMS que funcionavam até ontem não fucnionam mais e o problema é na configuração DOS DOIS MODEMS? É isso? ” Ela pareceu hesitar mas confirmou. Nesse ponto eu já estava alterado. Eu disse que me mandasse para o suporte avançado ou que cancelassem a mudança de velocidade. Disse que deixassem tudo do jeito que estava ontem. Ela disse algumas coisas que não ouvi bem e me passou para outra pessoa.
Aí eu fui insultado.
Essa pessoa que me atendeu falou por mais de um minuto sobre atendimento no local, mandar um técnico, etc, mas que para isso eu teria que adquirir o pacote de suporte por R$14 ao mês.
Eles queriam cobrar R$14 ao mês para resolver um problema criado por eles, mandando um técnico para a empresa quando em todas as vezes eu me identifiquei como o técnico da empresa!
Definitivamente insultado.
Eu disse bem claro e pausadamente. NÃO – AUTORIZO – NENHUMA – AQUISIÇÃO – DE – SERVIÇO. DESFAÇA – O – QUE – FIZERAM – ONTEM. Não adiantou. Eu desliguei e disse para a secretaria do dono: “ligue para a Anatel. Isso vai ser um problema”.
Ela decidiu ligar de novo para o suporte. Me tirou da mesa do almoço para eu falar com eles. Dessa vez eu decidi fazer o jogo da atendente e seguir o script bizarro dela. Mas eu caí na besteira de dizer que o endereço do modem não era o que ela estava me dizendo porque a configuração havia sido personalizada para encaixar na rede da empresa. Ela disse que não podia ser assim. Eu disse “me diga o que você quer ver. Eu estou na interface do modem”. Ela insistiu que não podia prosseguir. Quando ela me disse que eu precisava resetar o modem para o padrão de fábrica eu avisei, em tom alterado:
“Note que isso está sendo gravado. Você está ciente que isso vai apagar toda a configuração que fiz no modem, certo?”
Ela me respondeu em tom contrariado que sabia o que estava fazendo e, pior, eu ouvi nitidamente quando alguém perguntou o que estava havendo e ela respondeu algo e começou a dar risadas! Isso distante do fone, mas ela achou que eu não estava ouvindo. A atendente da OI estava debochando da minha contrariedade por ter que apagar a configuração do modem quando eu já havia avisado que testara com DOIS MODEMS.
Mas preferi não piorar a situação. Me resignei, resetei o modem (toda a configuração de port forwarding para acesso remoto ao DVR e ao servidor, faixa de endereço IP, etc, foi perdida). Agora não tinha mais o que fazer e segui o script dela. No final quando depois de cinco minutos o que ela estava fazendo não surtia efeito (o modem não estabelecia a conexão PPPOE) a ligação “misteriosamente” caiu.
Quinta ligação para o suporte. Eu expliquei:
- É a quinta vez que eu ligo. Estou tentando até encontrar alguém que entenda o que estou dizendo;
- LED DSL está aceso, mas Internet está apagado;
- Foi solicitada ontem uma mudança de velocidade;
- Verifiquei no próprio modem que está conectado a 320kbps, quando deveria ser 10Mbps;
- Testei com TRÊS modems (nesse ponto eu já havia testado com outro).
A atendente seguiu um caminho diferente. Me pediu para fazer o mesmo procedimento que a anterior mas eu praticamente a guiei em vez dela me guiar. Como não funcionou ela me orientou a criar uma canexão PPPOE direto no Windows executando o comando “rasphone”. Ela queria ver o erro que dava. Esperei falhar, comuniquei o erro e ela me disse que ia abrir uma ordem de serviço e de 8 a 24h o problema seria resolvido.
ALELUIA! Finalmente, por volta das 14h (a saga começou às 11) alguém da OI entendeu o problema! E esse é o suporte empresarial da OI!
Mas ainda não acabou. Amanhã eu voltarei à empresa para acompanhar isso.
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 Jefferson,  09 de dezembro de 2014, Filmes, OpiniãoImpopular É bom começar dizendo que, como assisti no cinema e apenas uma vez, não tive oportunidade de dar pausa e muito menos rewind para tentar entender algo que não ficou claro. Mas se eu for esperar para ter essa oportunidade vocês já terão desistido do meu blog, então vai assim mesmo. Nos comentários vocês me corrigem.
Resumo: O filme tem grandes visuais mas é maçante, raso e com um roteiro esburacado. Tire toda a curiosidade de checar a ciência envolvida e não sobra nada para se discutir sobre o filme. Nem a estória, nem os personagens são desenvolvidos o bastante para render uma boa conversa sobre o estado atual da humanidade ou seu destino. Nem mesmo sobre o destino dos personagens. Contato, de 1997, é muito mais empolgante e profundo que Interestelar.
Aviso: estou escrevendo o texto para discutir com quem já assistiu ao filme. Spoilers em abundância adiante.
O tema central do filme é a fome, que é tanta que a NASA foi encarregada de bombardear cidades do espaço para, aparentemente, reduzir o número de bocas. Mas parece que a descoberta da equação para controlar a gravidade matou a fome do povo, porque no final do filme está quase todo mundo vivendo em uma estação espacial gigante na vizinhança do buraco de minhoca sem nenhuma menção a terem passado (ou desejarem passar) para colonizar os planetas do outro lado.
Acho que na época do filme até a Wikipedia foi reescrita, porque o significado da lei de Murphy é exatamente o que Murph pensa e não o que Cooper diz. Durante o filme eu reagi com um “WTF!?” mas tive que esperar até terminar para conferir na internet se minha memória não estava me pregando uma peça. Depois desse filme vamos ter legiões de zumbis enchendo o saco com essa definição bizarra;
Se entendi direito, Murph passou dois anos em sono criogênico para supostamente ver o pai. E em menos de cinco minutos o dispensa e ainda o manda de volta para o espaço?
Como é que Murph conhecia toda a estória da viagem do pai antes mesmo de vê-lo? É claro que isso pode ter sido explicado a ela de outra forma, mas da forma que foi explicado ao espectador parece um buraco na trama.
Naquele ponto Cooper era uma lenda viva e mesmo assim quando ele acorda a tarefa de explicar a ele o ocorrido fica por conta do médico que o atendeu?
Eu admito que a Anne Hattaway é um espetáculo e eu brigaria pelo lugar na fila por uma oportunidade de povoar um planeta com a ajuda dela, mas como é mesmo que ela sozinha vai dar conta do plano B inteiro? No início do filme falam em “barrigaS de aluguel” mas mandam todas as centenas de óvulos para o espaço e uma barriga só.
Como é que algo tão absurdamente complicado que nenhum cientista da terra conseguiu resolver, pôde ser passado em forma binária e visualizando o movimento dos ponteiros de um relógio? Por quantas semanas Murph precisou olhar para o relógio sem comer, dormir ou mesmo piscar para conseguir anotar tudo, sem nenhum erro?
Cooper era engenheiro e piloto. Não um físico ou, mais difícil ainda, um astrofísico. Como é que ele conseguia sozinho fazer todos os cálculos de cabeça necessários para fazer as manobras que fez? Dá até para argumentar que foram os robôs que fizeram as idéias dele dar certo, mas é preciso conhecer muita astrofísica para ter idéias daquele tipo que tem ao menos uma remota chance de dar certo.
Planetas capazes de sustentar vida tão perto de um buraco negro? (o amigo José Carneiro me chamou a atenção para isso). E de quem foi a idéia brilhante de considerá-los viáveis? Vamos esquecer todo o problema temporal que tornaria qualquer trânsito para fora do planeta inviável e pensar apenas no óbvio: quem vai querer sair de um planeta morrendo para um que está à beira de um abismo?
Se eles tinham combustível o bastante para visitar pelo menos três planetas, não seria mais sensato deixar o planeta da anomalia temporal para visitar por último? Afinal, eles poderiam passar anos visitando os outros planetas e teriam se passado apenas minutos no planeta da anomalia (não perderiam nada) enquanto que por outro lado, os anos que eles perderiam por passar alguns minutos dentro da anomalia poderiam comprometer os resultados da visita aos outros planetas. Por exemplo, Edmund não poderia estar vivo se o planeta dele tivesse sido visitado logo (não ficou clara para mim a circunstância de sua morte)? Edit: Edmund provavelmente já estava morto quando a expedição começou. Esqueci que Brand havia dito que o sinal de Edmund tinha parado de repente. E lembrando isso, percebo que o final mostra que Edmund foi soterrado num deslizamento de terra. Mas isso não muda minha objeção.
Romilly estava muito “são” para alguém que passou 23 anos sozinho, mesmo tendo dormido boa parte do tempo. Eu acharia mais convincente se ele estivesse mais “lelé da cuca” que o tripulante da MIR em Armageddon;
Eu sei que estar “perto” de um buraco negro é muito relativo e quando assisti eu considerei que o perto era suficientemente longe para a gravidade não fazer diferença. Mas em casa “a ficha caiu”… se ele está perto o suficiente para uma hora no planeta equivaler a sete anos fora dele então deve estar perto o suficiente para nem dever existir um planeta ali;
Por quê, em nome de Asimov, um robô que nem tem mãos precisa materializar um arremedo de mão para segurar um joystick para controlar uma atracagem? Um plug na interface certa e ele não teria todo o controle necessário? Ou a nave não é “fly by wire” e o danado do joystick está efetivamente conectado por cabos a um sistema totalmente mecânico de controle?
Em um filme que supostamente tenta levar ciência a sério, ver alguém sobreviver à entrada em um buraco negro é… bizarro… O script tenta cobrir isso dizendo que aquele buraco negro é um tipo “suave” (não lembro o termo usado) mas isso poderia até explicar a nave não se desintegrar mas não um humano sobreviver. A razão para isso é simples e não é preciso entender Relatividade (eu não entendo): quando a gravidade é tão imensa, cada parte do seu corpo está sujeita a uma força de intensidade diferente. A parte do seu corpo mais próxima do buraco negro vai ser puxada com muitíssimo mais intensidade que a parte mais distante. O resultado é desintegração total. Poderia ser possível compensar isso fazendo a entrada a altíssima velocidade, mas supondo que isso fosse possível, seus órgãos também não suportariam. Você chegaria inteiro, mas morto.
Achar um objeto perdido no espaço do tamanho de um astronauta quando você está procurando por ele já não é mole, não. Mas quando Cooper aparece depois de décadas perto de Saturno é praticamente na rota para pegar um taxi. Ainda se tivessem dito que que ele apareceu num flash cegante de luz que chamou a atenção da estação espacial, mas nãoooo: “você teve muita sorte que um ranger estava passando no momento”;
O filme teria sido bem melhor se tivessem seguido a linha de Contato e “eles” fossem uma raça completamente distinta. O paradoxo criado por “eles” sermos “nós” eu poderia até perdoar num filme mais “vivo”, como Terminator 2; mas em Interestelar o paradoxo em vez de um detalhe intrigante se torna um WTF irritante.
E para não perder nenhuma oportunidade de ser chato:
- O filme é leeento demais;
- Deveriam ter colocado uma voz mais “robotizada” nos robôs. Mais de uma vez eu me confundi achando que era um dos tripulantes falando;
- Colocar uma atriz tão parecida com Anne Hattaway para fazer o papel de filha de Cooper tem algum propósito para o filme que eu não entendi? Perdi muito tempo distraído com a possível razão para Murph parecer com a Dra Brand.
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 Jefferson,  05 de dezembro de 2014, Firefox/Pale Moon Dãaaaaa…
Conforme eu havia avisado em setembro eu estava sem corretor ortográfico no Firefox (agora, Pale Moon) porque este tinha parado de funcionar. E como o meu corretor era um “hack” para forçar a ortografia antiga e eu estava sem paciência para buscar nas minhas anotações como eu tinha feito, fui empurrando com a barriga. Mas hoje eu me surpreendi ao procurar um dicionário na lista oficial do Firefox e esbarrar no texto “ortografia antiga”.
O dicionário está aqui. Como eu estou usando o Pale Moon em inglês, além de reativar a correção ortográfica (ele estava corrigindo em inglês e eu desliguei) foi preciso clicar com o botão direito sobre um texto e selecionar o dicionário brasileiro nas opções do menu.
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 Jefferson,  04 de dezembro de 2014, Como alguns de vocês devem saber, desde que o Windows 7 foi lançado eu o uso apenas no notebook, que por sua vez eu só uso quando estou na rua. Em casa eu uso apenas desktop (não suporto trabalhar de verdade em um notebook) rodando o XP. Eu devo lembrá-los de que a maioria das minhas desventuras iniciais com o Seven foi cuidadosamente explicada no meu blog (Mais que) Sete Problemas e vou apenas resumir aqui por quê, quatro anos depois, eu ainda acho o Seven tão difícil de tolerar.
- O gerenciamento de arquivos é um lixo. Ruim, ruim, muuuuuuuuito ruim! E ainda não achei um File Manager de terceiros gratuito que me deixasse inteiramente à vontade como me sinto no Explorer do XP. E boa parte do meu trabalho envolve gerenciar arquivos. Somente no meu HDD principal de 1.5TB eu tenho 2 milhões deles;
- Só consigo trabalhar com o UAC desligado. Justamente uma das grandes “melhorias” do Seven é um total obstáculo ao meu trabalho por causa dos programas que uso e a forma como o Seven lida com a comunicação entre processos;
- Só existe uma única coisa que me atrai no Seven: a versão 64 bits. O limite de 4GB de RAM do XP 32 bits vem me impondo limitações há algum tempo. Só que a versão 64 bits cria outros aborrecimentos, como me obrigar a usar virtualização para rodar um simples EXE de 16 bits.
Mas o que me levou mesmo a dar mais uma chance ao Seven, agora, foi a necessidade/oportunidade de começar a usar o Visual Studio CE, que exige no mínimo Windows 7 para instalação, apesar de poder criar programas para Windows XP também.
A primeira vantagem, que já era esperada, já ficou evidente: eu consigo usar o browser (hoje, Pale Moon) por muito tempo sem que congele ou feche de repente (na verdade, não aconteceu ainda). O Pale Moon já chegou a usar sozinho mais que 2.6GB de RAM dos 5.7GB utilizáveis. No XP acho que o Firefox não conseguia passar de 1.7 dos 3.6GB disponíveis antes de me deixar na mão.
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Pois é, a imensa maioria das licenças são OEM e esse serviço não serve. Eu nunca comprei porque sempre veio instalado de fábrica nos computadores. Existe o mesmo serviço para Windows 8.1 e não é nem mesmo preciso entrar com um chave. Microsoft, thanks but no thanks.
Ryan, na verdade já existe(ia) há um bom tempo um jeito de puxar as isos originais do Windows 7 por meio de “revendedores digitais” sem tanta complicação (na verdade, a única complicação era puxar a iso certa que queria puxar). Eles fornecem a iso, e depois é só comprar com eles o serial (caso precise) ou usar o seu próprio serial.
Salvo engano, é a Digital River…. ops…
enquanto digitava o comentário, vi uma coisa no How To Geek, que é justamente o link que você deixou.
Com sua licença, deixo o link do How-To-Geek para complementar seu texto, já que o site estrangeiro também dá dicas para outros produtos MS. http://www.howtogeek.com/186775/how-to-download-windows-7-8-and-8.1-installation-media-legally/
Eu não consegui achar o link para download das ISO, todos estão “cortados”, não existem mais..
Complemento ao comentário anterior: as isos da Digital River podiam ser usadas em OEM sem problemas. Usei uma delas para reinstalar meu notebook.
Noto que as instalações do Windows 7 em si permite a instalação de qualquer serial com o mesmo DVD, inclusive alternando entre versões x64 e x86.
Com este novo método da Microsoft (Que ainda não experimentei), imagino a seguinte situação: posso puxar uma iso com uma serial de sistema “retail”, mas tenho que registrar esta cópia (vou ser obrigado a passar dados). Na Digital River não tinha isso, e imagino que este seja o motivo de terem interrompido.
Em compensação, imagino que diferente do Windows 8 (que dependendo da iso, pede um serial baseado no tipo de licença), posso puxar a iso com o serial “retail”, porém na hora de instalar, posso usar qualquer serial, OEM, volume ou box/retail.
Foi cortado um tempo depois mesmo. Salvo engano, na mesma época que eu tinha feito o comentário. Sorte que puxei um.