O Microsoft Visual Studio agora tem versão gratuita. Já me sinto atraído pelo lado negro da força.

VisualStudio_logoComo usuário, eu detesto .NET (Java e .NET só são vantajosos para os desenvolvedores, não para os usuários). Basicamente por você ter que ter baixar e manter uma gigantesca estrutura de software no seu computador para suportar um programinha de 100k. E se cada programinha precisar de uma versão diferente do .NET o aborrecimento se multiplica. Entretanto eu admito que com o gradual abandono do Windows XP isso vai inevitavelmente se tornando um problema menor, já que desde o Seven já há pelo menos um suporte básico a .NET quando você instala o SO. Isso não o poupa de ter que instalar novas versões do NET, infelizmente.

Prefiro Delphi. Mas eu sou suspeito porque é hoje a única linguagem em que sei (cof, cof, cof) programar. Entretanto a Embarcadero (ex-Borland, ex-Inprise, ex-não-sei-quantos-nomes) e suas licenças mesquinhas tem me mantido preso ao Delphi 7 por tempo demais (eu não ganho dinheiro com meus programas) e a combinação com o Windows 7 de 64 bits para desenvolvimento não funciona muito bem.  O anúncio de que a Microsoft liberou o código fonte do .NET para que ele possa ser usado inclusive no Linux deixou o C# (.NET) ainda mais atraente. Parte do código fonte do .NET já estava disponível há anos, mas a licença não permitia que fosse portado para o Linux. Agora foi liberado o código fonte inteiro e a licença diz explicitamente que pode.

O golpe final na minha obstinação com o Delphi saiu com o anúncio em novembro de que eu podia usar o Visual Studio de graça. O VS já tinha uma versão gratuita antes, chamada de Express, mas que era muito limitada. Essa nova versão, batizada de “Community Edition” (CE) não tem essas limitações. Você só não pode usar legalmente se fizer parte de uma equipe grande de programadores. Você pode baixar o ISO, completamente legal diretamente neste link ou visitar a página de download.

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Troquei o Firefox pelo Pale Moon. Até agora tudo bem.

PaleMoon_logo_ryan.com.brRelembrando:

Por isso decidi dar uma chance ao Pale Moon, que é essencialmente um Firefox otimizado para eficiência. A transição foi fácil, porque o Pale Moon aceitou os mesmos complementos e carregou os meus arquivos de sessão como se eu não tivesse mudado de browser. Só que este parou de gatilhar reclamaçãoes do Gmail.

O Pale Moon não congela mais por vários minutos antes de fechar como o Firefox. Ele simplesmente fecha. Isso ocorre por causa do meu absurdo número de abas abertas e já me acostumei com isso, até mesmo porque o Session Manager recupera tudo. Mas eu até prefiro que feche de vez, porque o tempo congelado me incomodava.

16/04/2015 – Desde que comecei a usar uma versão 64 bits do Windows (Windows 8.1 x64) há mais ou menos 120 dias, o Pale Moon deixou de fechar abruptamente.  Neste momento eu tenho perto de 3000 abas e o único problema que resta é que leva um minuto para abrir o Pale Moon. Mas como eu uso hibernação isso tem pouca importância.

O Pale Moon a partir da versão 25 não suporta mais o Windows XP na mesma build que as versões mais novas do Windows. É preciso baixar uma build específica para XP. Isso é ligeiramente inconveniente porque eu uso a versão Portable para, entre outras coisas, poder simplesmente alternar entre as versões do SO no meu desktop e sempre recomeçar de onde parei a navegação. Eu agora preciso antes copiar o meu “profile” entre as builds do Pale Moon (funciona). Isso é simples e rápido, entretanto. Mas eu sinto falta do “instantâneo”.

25 comentários
  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Me interessei em testar este browser, uso o Firefox , mas o Firefox está sofrendo de gigantismo e isto já está me aborrecendo muito.
    O Pale Moon tem uma ferramenta que importa o profiles e todo o resto do Firefox mas ela só funciona com o firefox instalado para o Pale Moon instalado, o que eu quero é importar do firefox portátil para o Pale Moon portátil. Tem como ?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Sim. Se minha memória não falha, basta copiar todo o profile de:

      \Data\profile

      Para:

      \User\Palemoon\Profiles\Default

      Se isso não funcionar você ainda pode “pescar” só o que precisa.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Copiei e até agora foi como se estivesse no Firefox, ele absorveu tudo, pelo menos o que testei até agora, inclusive abriu as mesmas abas que estavam abertas no Firefoox.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    E agora, como eu coloco ele em português ? No mais a experiência é exatamente a mesma que no firefox.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Ele absorveu tudo mesmo, até os componentes.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Achei fácil pelo Google um componente para conversão para Português do Brasil, tão fácil que nem deveria ter feito esta pergunta aqui, era obvia demais. Já estou usando o Pale Moon em português do Brasil.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    O que estou achando falta é do botão de voltar (que eu uso muito), e até agora não achei como colocar. Quem sabe daqui a pouco eu consiga.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Obrigado, consegui achar.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Segundo o que é dito aqui, a versão 25 do Pale Moon se distancia bastante do código do Firefox. Se algo não funcionar direito, especialmente complementos, é recomendável testar a versão 24 para ver se isso resolve.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Vou testar com bastante cuidado o Pale Moon para ver se realmente ele resolve os problemas do Firefox, até agora ele realmente parece mais ágil.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Minha impressões sobre o Pale Moon:

    Não trava o plugin do Flash Player (que no Firefox é uma constante comigo), demora bem mais tempo para roubar toda a memória do micro, o firefox é bem mais rápido nisso, mas …

    Eu estou sendo muito importunado (realmente muito) por adwares no Pale Moon, por exemplo: quando clico com o botão da direita do mouse em alguma página WEB no Pale Moon ele abre um pagina de propaganda de um antivírus ou página de site de jogos (por exemplo), e outras chateações desse tipo, o que não acontece com o Firefox (até parece que o Pale Moon já veio com um maldito vírus embutido).

    Que porra é esta ? Será que a versão do Pale Moon Portable que eu peguei no site especializado de aplicações portáteis veio com vírus ou um maldito spyware).

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Já estou usando bastante o Pale Moon, e estou gostando bastante, em breve devo largar o Firefox de uma vez, mas …

    Como eu posso importar o profiles do Firefox no android para o Pale Moon, alguém sabe ?

  • pedrosanto - 44 Comentários

    Comecei a usar a versão 25 portable 64bit.
    Para ele existe o pack portugues de Portugal pois o BR ainda está em construção. Instalei PT mesmo mas não funcionou, continua em inglês. :(

    • Intruder_A6 - 194 Comentários

      Também observei este problema. Acho o Pale Moon muito bom, mas ainda tem algumas coisas que pode melhorar.

  • pedrosanto - 44 Comentários

    Jefferson, continua com o PaleMoon? Achei que aqui está um pouco lento e abri os dois, Pale e Firefox ambos com 390 abas (mesmo profile, a não ser alguns plugins que o Pale não aceitou) e veja o resultado:
    [img]https://ryan.com.br/blogs/quicktalk/wp-content/uploads/2015/03/memoriapalexfirefox.jpg[/img]

    :huh:

  • Lucas Santana - 1 Comentário

    gostei muito desse Pale Moon, o visual é muito bom, o layout tambem facilita, o mozilla era muito amplo, gosto desse estilo clássico de abas

  • Intruder_a6 - 194 Comentários

    O palemoon funciona bem melhor que o firefox, mas ele também tem um serio problema de vazamento de memória. As vezes estou usando (e sem abrir tantas janelas assim) e observo que ele começa a ficar um pouco lento, e quando vou verificar ele está consumindo mais de 5 Gbytes de memória, e ai só fechando e reabrindo (problema semelhante ao firefox) para que ele volte a funcionar bem.

  • João - 7 Comentários

    Experimente também o Ópera e o Lunascape.
    Este último, possui 3 modos de operação.
    Modo “internet explorer”, modo Chrome, e modo Firefox.

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Samsung Galaxy I9300I sempre inicia no ODIN MODE após tentativa de root.

Me deu um baita susto.

GT-I9300I_OdinMode_ryan.com.br

Tela do ODIN MODE

Eu precisava de uma funcionalidade do telefone que só poderia ser obtida com o acesso root. Então eu fiz uma pesquisa e descobri que era muito fácil. Bastava usar o Odin Downloader para carregar um novo bootloader no aparelho. A própria Samsung diz que o processo funciona em quase todos os aparelhos e a única desvantagem é que uma funcionalidade criptográfica chamada Knox é perdida. Encontrei o processo bem explicado, mas uma coisa na página não me inspirou confiança: todas as vezes que o texto faz referência ao telefone, usa o nome completo “Samsung Galaxy S3 Neo GT-I9300I” em vez de usar da segunda vez em diante apenas “I300I” ou “o telefone”. Fica bem estranho quando você está lendo e para mim isso sugere uma coisa: criação automatizada de texto. Desconfiei de que podia quebrar a cara se usasse os arquivos fornecidos.

Então eu segui o link até o site de Chainfire, autor do processo, e de lá baixei o pacote que (eu achei que) correspodia ao meu telefone (MD5: 18e0691a6de99337d63a05b96e333f59). Somente havia um pacote para o I9300I. Não pode ser mais confiável que isso, né?

Mas deu errado.

Eu comparei byte a byte os arquivos fornecidos no site AndroidXDA e por Chainfire e tudo era idêntico exceto o arquivo com o bootloader. Segui todo o procedimento como descrito, usando o bootloader de Chainfire e tudo pareceu dar certo, mas o quando o telefone reiniciou, foi direto de volta ao ODIN Mode e não saiu de lá. Eu também notei que ele não foi detectado pelo Windows.

Esperei 10 minutos (era para durar 30 segundos), desconectei e conectei o cabo e reconectei, repeti o processo com o Odin (não lembro o que fazia, mas o telefone voltava a ser detectado me permitindo usar o Odin de novo), desconectei a bateria e liguei de novo. O telefone sempre voltava direto para o ODIN Mode, sem dar o menor sinal de que ia inicializar corretamente.

Download Mode - Acessível ligando o telefone apertando ao mesmo tempo VOL-,HOME e POWER

Download Mode – Acessível ligando o telefone apertando ao mesmo tempo VOL-,HOME e POWER

Fiz uma pesquisa online e nenhuma dica ajudou. Eu sabia que o telefone não estava perdido porque esse estado é conhecido como “soft brick” e pode ser consertado, mas eu não queria arriscar instalar outro firmware completo no aparelho se um simples auto-root baixado direto da fonte deu esse problema.

Então uma hora eu pensei: Se ele sempre volta para o ODIN Mode sozinho, o que acontece se eu tentar entrar no ODIN Mode maualmente?

Apertei ao mesmo tempo VOL-, HOME e POWER e surgiu a tela inicial do Download Mode / Odin Mode explicando os riscos de instalar firmware customizado e perguntando se eu queria continuar ou Cancelar. Apertar OK me levaria ao ODIN Mode. Eu olhei para o botão Cancel pensando que efeito poderia ter e toquei nele.

O telefone iniciou normalmente, como se nada tivesse acontecido. O SuperSu não foi instalado (o root não foi bem sucedido – Testei depois com o Root Checker). Reiniciei o telefone mais de uma vez e o problema realmente desapareceu.

Entrei no ODIN MODE de propósito mais uma vez para checar o statur e ele diz: CUSTOM. Raios… eu nem consegui o root e perdi o status de “original de fábrica” do telefone.

GT-I9300I_OdinMode_StatusCustom_ryan.com.br

Minha melhor explicação para isso é que o reinicio no ODIN Mode era proposital e o bootloader estava insistindo à espera por algo que não acontecia. Entrar no Download Mode e clicar em Cancel interrompeu o processo.

Mais tarde eu entendi o que pode ter impedido o processo de root de funcionar. O arquivo que baixei dizia que era para o Android 4.4.4. Como o telefone era recém comprado e só existia um arquivo no site, eu assumi que a minha versão do Android era essa (é, foi estúpido), mas na verdade o telefone veio com a versão 4.3. E agora que eu tentei fazer o root, a Samsung não me permite mais fazer atualização pelo próprio telefone. Talvez eu consiga pelo KIES, mas vou tentar outro dia.

11 comentários
  • Marcio - 14 Comentários

    Jefferson se você nao conseguir atualizar pelo Kies, você pode baixar a rom do site do sammobile e instalar manualmente via odin. Fiz muito isso no meu S2.
    Eu consultei lá e vi que ainda não tem uma versão 4.4 para o brasil. Pelo menos não no site, eles podem ter uma defasagem de umas duas semanas com relação aos releases da samsung.

    Outra dica, não sei o quanto você é familiarizado com celulares android da samsung, eles sempre disponibilizam varias versões de uma rom, contendo as personalizações das operadoras, o código para para saber isso está no csc da rom, o códigos são zvv para vivo, ztm para tim, zta para claro, ztr para oi e zto para retail, a versão sem personalização de operadora.

    Eu sempre troco o firmware dos meus cels samsung pela ultima zto, eliminando as tralhas que as operadoras frequentemente incluem nas roms.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Marcio,

      Obrigado por participar. É sempre bom ver alguém conhecido reafirmando que o procedimento é seguro.

      Eu estou ciente desses códigos. Há um mês eu zerei meu Galaxy Grand Duos GT-I9082L para repassar para a minha mãe e aproveitei que estava tudo apagado mesmo para arriscar a atualização para a ROM mais recente 4.2.2. A atualização não funcionava de jeito nenhum pelo telefone mas pelo KIES funcionou. Porém eu já havia baixado a ROM para usar o Odin caso não desse certo e tive que me familiarizar com esses códigos.

      • Denise - 1 Comentário

        Olá Jeferson boa noite,

        Tentei restaurar meus Galaxy Ace com as explicações que informou porém sem conectar ao computador pelo cabo USB, e não deu certo. Eu preciso baixar o Odin e os dados da Sansung como vcs explicam?

  • osires - 1 Comentário

    Cometi o mesmo erro e agora o meu cel não quer sair da tela do odin será que tenho alguma chance de telo de volta

  • bruno - 1 Comentário

    cara vc me salvou ! kkkk

  • maria aline - 1 Comentário

    Oi,eu instalei um app chamado zero launcher ele travou todo meu celular. Desinstalei e tentei zerar para padrão de fabrica apertando vol+desl+botao iniciar mas so fica nesse odin mode a o app se instalou no S.O como eu faço para recuperar o celular?

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Hoje o problema aconteceu de novo comigo. De dentro do Android pedi para restaurar as configurações de fábrica e ele voltou parado no Odin Mode, exatamente como antes. Também resolvido exatamente como antes, mas o telefone não apagou as configurações como eu pedi. Aparentemente o que minha malsucedida tentativa de root fez foi justamente bloquear o acesso ao reset de fábrica do telefone.

  • renato - 1 Comentário

    deu certo foi sensacional

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Harry Potter and The Methods of Rationality (HPMOR) é extraordinário.

hpmor_snap-cover-small

Somente lendo o livro você entende por quê essa mão numa posição de estalar os dedos foi escolhida para simbolizar a estória.

Não, não é o título de um novo livro de J.K. Rowling. HPMOR é uma obra de fanfiction (escrito por um fã), gratuita (todo fanfiction por natureza tem que ser) que infelizmente ainda não tem tradução completa em português (você pode conferir a tradução dos primeiros 11 capítulos aqui). Mas é algo que em muitos aspectos supera o original. O livro é uma obra em andamento que segundo o autor será concluída no início de 2015. Você pode ler em HTML direto no site ou baixar a versão em PDF que até agora tem 1633 páginas. Se isso em vez de intimidar te empolgou, eu acho que estou falando para a pessoa certa :)

Se você é fã de Harry Potter (os livros), leia HPMOR.

Se você não é fã, mas gosta de “papo cabeça”, leia HPMOR.

Eu descobri a existência desse livro por puro acaso, quando esbarrei em um comentário do hacker Eric Steven Raymond, cuja opinião eu respeito, sem poupar elogios. Eu tinha que conferir.

HPMOR conta a estória de um Harry Potter em uma realidade alternativa, onde Petúnia em vez de casar com o palerma do Dudley, casou-se com um professor de bioquímica da universidade de Oxford e Harry cresceu sendo amado, cercado de livros e intelectualmente super dotado (como Voldemort). Em HPMOR Harry não é o garoto apalermado que vence o mal basicamente por “dumb luck” (como diz McGonagall após a derrota do troll no primeiro filme). Ele é uma força a ser temida. HPMOR mostra como seria Harry como um garoto de 12 anos que acaba de descobrir que pode fazer magia, com uma mentalidade de adulto (possivelmente fruto do fragmento de alma do Voldemort residindo dentro dele), super dotado e acima de tudo, racional.

Aliás, esse é o objetivo do livro. A estória de Harry Potter serve como pano de fundo para que o autor, o gênio Eliezer Yudkowsky (sob o pseudônimo LessWrong), dê uma incrível aula sobre racionalidade. Conceitos que eu simplesmente teria pouca ou nenhuma paciência de tentar entender em um livro didático são explicados com exemplos práticos, fáceis de entender e muitas vezes hilários.

A estória de HPMOR mostra o primeiro ano de Harry em Hogwarts e o cenário geral é bem parecido com o da estória oficial, mas com algumas diferenças conceituais e outras de enredo. A mais importante das diferenças conceituais e algo que me incomoda na estória original é que no universo de HPMOR a magia cansa.  Isto é: não basta você saber o feitiço para poder ficar uma hora balançando a varinha em um duelo como na obra oficial. Feitiços mais poderosos exigem mais energia física e você tem que decidir durante o combate o que pode fazer sem desmaiar de exaustão. Somente essa diferença já muda muita coisa, mas não é a única.

Em HPMOR, o professor Quirrel também se torna professor de Defesa Contra as Artes das Trevas em Hogwarts. Mas a semelhança praticamente acaba aí. O Quirrel de HPMOR é um mago de incrível poder que pode ou não ser Voldemort (existe muitra controvérsia na lista de discussão, por causa do seu comportamento ambivalente) e que se torna mentor e “amigo” (ele mesmo não aprecia a idéia) de Harry. Quando os dois se juntam para discutir a racionalidade do que acontece em Hogwarts, eu acho que posso ser flagrado de boca aberta babando na frete do tablet. E Quirrel não se contenta em ensinar uns feitiços chinfrins para seus alunos. Ele institui em Hogwarts eventos de Battle Magic onde os alunos de Hogwarts são divididos em exércitos sem separação por casas (você vê a Sonserina lutando ao lado da Grifinória e isso funciona) sob o comando de três “generais” escolhidos por ele: Potter, Malfoy e… (eu não vou contar quem é o terceiro. A surpresa é deliciosa :)

A descrição das batalhas é fantástica. E o suspense geralmente fica por conta do que o general Potter vai inventar (uma combinação de ciência e magia) para tentar vencê-las (ele nem sempre consegue, por causa das regras que muitas vezes são criadas por Quirrel justamente para dar uma chance aos outros generais) .

E não há falta de motivos para dar grandes risadas com o livro. Uma cena memorável é a em que Hermione dá um um beijo em Harry. Em outra Dumbledore e Snape se sentam para discutir um paradoxo temporal (sim, HPMOR também tem um dispositivo de viagem no tempo, sob o controle de Harry). É hilário!

E por falar em Snape, sua presença em HPMOR começa idêntica à da série original. Mas se você leu os livros ou assistiu aos filmes deve ter se perguntado como Dumbledore e McGonagall permitiam que um professor fizesse bullying em todos os alunos exceto os da sua casa tão descaradamente. Pois o Harry racional também se perguntou isso logo na primeira aula de Poções. O resultado é que o Snape de HPMOR é proibido de tratar mal seus alunos, graças a uma impressionante (embora não muito sábia) intervenção de Potter. E centenas de páginas adiante você descobre que isso não foi nada. Em HPMOR, Harry aprende a meter medo até nos dementadores. E tudo é explicado racionalmente.

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT

SPOILER ALERT: O que vou contar adiante é importante para que você entenda realmente o livro, mas você não vai gostar de saber com antecedência.

Se você não percebeu até agora, um aviso: HPMOR não é estória para crianças. Os temas são adultos e o ápice dessa diferença surge como um soco no estômago do leitor no encontro de Hermione com o troll: Hermione morre, devorada da cintura para baixo. E Harry passa o resto do livro arquitetando seu caminho até a omnipotência (para desespero de todo o corpo docente de Hogwarts e todo mundo que tem juízo) para poder ressuscitá-la. O corpo de Hermione inclusive desaparece um dia depois. Todo mundo sabe que só pode estar com Harry (dos personagens aos leitores), mas ele nega e ninguém entende como ele pode ter escondido. Há quem ache que Hermione foi morta justamente para colocar Harry no caminho “do lado negro da força”, justamente porque Herminone era a única âncora que ele tinha. A única coisa que o segurava no caminho do bem.

Mas a estória, assim como esta sinopse, ainda não terminou :)

1 comentário
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Finalmente (e infelizmente) a estória chegou ao fim ontem, com o último capítulo sendo publicado no dia e hora “do Pi”. Agradeço a Eliezer Yudkowsky pela oportunidade de ter lido algo tão extraordinário e de graça, mas eu teria pago com prazer.

    Deixando de lado a aula sobre racionalidade, a precisão com que EY amarra a estória é impressionante. Logo na primeira página ele já sabia como a estória iria terminar e mesmo os eventos mais absurdos (geralmente obra de Dumbledore, que de insano não tinha nada)são explicados no final. Só por causa dos pequenos detalhes que passaram despercebidos o livro já merece ser relido. HPMOR é algo que eu vou lembrar e comentar por muitos anos ainda.

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Serenity em quadrinhos: leitura obrigatória para os fãs de Firefly

Serenity_Leaves_on_the_Wind_HC_coverTemos que admitir que a essa altura é bem pouco provável que um novo filme no universo da cultuada série Firefly seja produzido. No mínimo porque a série não vai ter a mesma graça se os atores forem trocados. E todos estão ficando velhos. Mas se você quiser saber como a estória continua basta procurar uma cópia da versão em quadrinhos oficial. São várias estórias, variando em qualidade. Mas o ponto alto mesmo é a série em seis capítulos Leaves on The Wind, de 2014, escrita pelo irmão de Joss Whedon, cuja estória começa onde a do filme termina. Com a revelação do segredo da origem dos Reapers, a tripulação da Firefly se torna inimiga número 1 da Aliança. Algumas surpresas esperam o leitor e há uma boa chance de que haja uma continuação.

A propósito, fiquei decepcionado com o volume 3: The Shepherd’s Tale, que conta a origem do Pastor (você sempre quis saber a razão daquela carteirada ter dado tão certo, né?). A estória é interessante e bem contada, mas não é convincente quando você tenta encaixar com o comportamento dos soldados da Aliança no episódio Safe.

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Batman: Assault on Arkhan é mais do mesmo. Mas confira!

Batman_Assault_on_Arkham_coverBatman : Assault on Arkhan é um longa metragem de animação com 1h16min e apenas mais uma estória do Batman versus Esquadrão Suicida. Não acrescenta nada ao universo DC Comics mas mesmo assim vale a pena assistir. E se você tiver surround DTS assista com o som alto.  A premissa é fraca, como a maioria das estórias de quadrinhos, mas é uma estória adulta e gostei do som, dos diálogos (principalmente as piadas) e da representação de alguns personagens. Principalmente Harley Quinn.

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Em Automata, não é fácil torcer pelo mocinho.

Automata_posterNa verdade, não há na prática um “mocinho” na estória. O protagonista não luta por uma idéia, ideal, pela verdade nem por um grupo. Inicialmente ele está apenas movido pela curiosidade e talvez um desejo de provar que não está louco. Em seguida tudo o que faz é lutar pela própria sobrevivência e, bem no final, de sua família.

Ao assistir Automata, eu tive a sensação de estar revendo vários filmes e animações de ficção científica, de Blade Runner a Ghost In The Shell, passando por Cherry 2000 (graças a Melanie Grifiti com sua voz de gata miando) e Animatrix. O filme parte de uma premissa interessante e em grande parte é bem executado, mas a brutalidade gratuita da ROC não tem explicação plausível.

Atenção: eu vou revelar parte importante do filme.

No início parece que o executivo da ROC ( o fabricante dos robôs) está puramente escondendo algum crime cometido por sua companhia quando manda matar todo mundo envolvido com o incidente, mas não demora muito para percebermos que aparentemente não há crime algum quando o executivo revela que a inteligência artificial (IA) dos robôs é criação não do homem, mas de uma única entidade de IA ainda superior desenvolvida antes, que eles decidiram desligar mas sem explicar o motivo.

Fica por conta do espectador imaginar essa razão. Ora, a única razão que explica eles terem desligado essa IA superior e ao mesmo perseguirem sem pensar duas vezes suas criações que manifestaram um princípio de sentiência, é o medo da raça humana ser destruída depois de uma singularidade tecnológica (é o terceiro filme este ano que assisto a tocar nesse tema, mas este não o faz explicitamente). Nesse caso eu não posso culpá-los e eu até diria que a ROC representa os mocinhos, se não fossem os assassinatos de inocentes sem qualquer envolvimento com a sentiência dos robôs.

Mas o filme nem tenta tocar nesse assunto. O diretor poderia fazer um filme inteligente, mas decidiu reduzi-lo a mero filme de acão onde robôs inofensivos (por enquanto) são perseguidos por vilões.  Um desperdício.

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Transcendence poderia ter sido melhor, se evitassem certas besteiras.

Transcendence2014PosterEu não achei a idéia de Transcendence ruim. Pelo contrário:  por um momento eu achei que seria uma ótima estória pra o universo de Terminator. Serviria como explicação para a origem de Skynet se removessemos a viagem no tempo. E enquanto geralmente nós fazemos do assunto “skynet” uma piada, o filme faz ponderações sérias sobre os perigos da chamada “singularidade tecnológica“. De uma forma ou de outra, para o bem ou para o mal, a criação de uma inteligência desse tipo seria o fim da raça humana como a conhecemos.

Mas bem que poderia ter deixado algumas baboseiras de lado.

Toda a idéia ao redor da consciência do Dr. Caster ter sido transferida para a internet “mata” o filme. É implausível, foi conseguida em um tempo inacreditável (acho que o Brasil inteiro não tem a banda de uplink de satélite daquele armazém) e gerou uma série de conclusões idiotas no script:

  • Para eliminar a inteligência, temos que eliminar a internet (as nanomáquinas me pareciam algo bem mais assustador) ;
  • Eliminando a internet, até a energia do mundo acaba, porque somente nesse script mesmo para o setor de utilidades (tratado como ponto de segurança nacional em qualquer país sério) ter essa fraqueza

Bastava eliminar isso para o filme dar um grande salto em seriedade. Mas já que estamos falando nisso a última cena, no jardim, também não faz sentido algum.

2 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Durante o filme duas vezes um humano pergunta a uma IA “você pode provar que tem consciência de si mesmo (do inglês: self-aware)”? e a IA responde perguntando se o humano pode provar sua própria. Pode parecer para o público em geral que a IA está se esquivando mas na verdade essa é realmente, como afirma a IA, uma questão filosófica muito difícil de responder.

    Você pode apontar com certeza o que não é self-aware, mas tudo o que você pensar como prova de que você é, pode ser codificado em um programa de computador.

  • VR5 - 397 Comentários

    Seria + – a mesma coisa da “Teoria da Martix (que prova temos que não estamos dentro de uma gigantesca realidade virtual)”?

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Lucy: o final estraga o filme.

Lucy_(2014_film)_posterAntes de mais nada, é preciso dizer que eu assisti a Lucy 100% ciente de que essa estória de que o ser humano somente usa 10% do cérebro é mito. O que me importa é como a estória é contada. Se não fosse isso eu nem conseguiria apreciar Star Trek, só para começar.

E eu nunca iria dispensar um filme de ficção científica estrelado por Scarlett Johansson (se precisa de link para lembrar quem é, você certamente não é um portador de cromossomo Y) e dirigido por Luc Besson (Leon – The Professional, The Fifth Element, The Transporter).

Muita coisa no filme não faz sentido, do que leva um barão de drogas a ter todo esse trabalho para traficar meros dois/quatro quilos de uma droga sintética desconhecida (coloca como areia ornametal para jarro e quem vai identificar como entorpecente?) à evolução/revolução de Lucy. Mas não importa. Para mim o filme é um espetáculo visual e de idéias. Aliás, uma das falas do personagem de Morgan Freeman, em resposta à pergunta de um aluno, sintetiza o estado mental necessário para assistir ao filme:

“…agora estamos entrando na esfera da ficção científica e não sabemos mais [sobre o que poderiamos fazer com tamanha capacidade cerebral] do que um cão que observa a lua”

O que pensaria um humano ao passar por cada um dos estágios que Lucy passou, de humano comum a ser omnipotente (sem exagero)? Ainda se importaria com a raça humana? Ainda se importaria consigo mesmo? Me lembra os capítulos finais do Livro The Revenge Of Seven, mas falarei sobre isso em outro post.

Lucy se comporta ao mesmo tempo como se ela se importasse (com a raça humana e consigo) e como se não fizesse diferença. O que não deixa de ser verossimil.

Mas vamos deixar de lado a filosofia (não há muito o que comentar mesmo) e discutir a execução: o danado do filme poderia ter sido melhor pensado. E não precisavam nem ter perguntado a Lucy como fazer. Além da estranha incompetência dos traficantes, que não conseguem passar com um saquinho pela alfândega, mas andam com metralhadoras e uma bazuca pelas ruas da França, temos o estranho comportamento dos cientistas. Não bastava o personagem de Morgan Freeman ter deixado o ceticismo de lado diante do que poderia muito bem ser uma piada muito bem preparada, mas o filme também tinha que mostrar outros cientistas se comportando como se tivessesm lido o manual da Globo para execução de reuniões de diretoria em novelas: junte um monte de figurantes, mantenha-os calados de cara séria e balançando a cabeça para tudo o que o personagem principal diz e pronto! E quando Lucy mostra algo realmente impressionante (não estou falando de ler a mente de um deles, aquilo foi ridículo) eles ficam olhando com cara de quem estava admirando alguém fazer uma manobra difícil de skate e não com o assombro requerido para o que estavam presenciando. Depois da chegada de Lucy na universidade o script vai ficando mais e mais idiota, infelizmente.

E o final deixou muito a desejar, como o deste texto ;)

 

3 comentários
  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Pior que é verdade, aquelas bolinhas azuis podiam passar como qualquer coisa, engraçado :)

    Boa.

  • Walter - 140 Comentários

    Curioso. Assisti ontem e não tinha visto sua postagem, mas foi exatamente o que eu e a PPM falamos. e ao mesmo tempo, quando subiram os créditos: “que final lugar comum”

  • Walter - 140 Comentários

    No The Transporter o Luc Beson não dirige, mas fez o roteiro e produziu.

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Guardians of the Galaxy: eu fui o único que não gostou?

Gamora

Este é o modelito padrão de gamora nos quadrinhos. Sexista? Com certeza! Improvável que uma assassina se vestisse assim? Somente porque não tem onde guardar (mais) armas!

Eu não sei o que é mais estranho em Guardians of the Galaxy. A música cantada dos anos 80 em um filme que se passa em outros mundos (ainda se fosse só a melodia…)? A comédia embaraçosa? A evidente mão da Disney transformando Drax the Destroyer e Gamora, dois assassinos brutais nos quadrinhos em personagens quase “fofos”? Os vilões quase caricatos? Gamora completamente vestida? O filme ter alcançado nota 8.4 no IMDB (The Matrix tem 8.7)? Ver um Thanos “soft”?

Não me interpretem mal: eu gosto de ação com comédia. Mas não desse jeito. Na minha opinião o script exagera e transforma a coisa em um pastelão embaraçoso.

Os efeitos especiais impressionam, principalmente na animação de Grok e Rocket Racoon e sua interação com os personagens reais, mas isso não conseguiu compensar o resto.

Mas eu provavelmente estou sozinho nessa opinião, porque praticamente todo mundo parece ter gostado do filme e justamente pelas mesmas razões!

13 comentários
  • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

    Bem, eu estou gostando do filme. Não terminei de assisti-lo ainda. Como não conheço nada mais dos personagens do que está sendo apresentado, estou achando um bom filme-diversão-sessão da tarde.

  • Walter - 140 Comentários

    Como eu já não esperava grandes coisas desse aí, e já não acompanhava mais os quadrinhos da marvel há tempos quando a equipe foi relançada, acabei até me surpreendendo. Concordo com o Alisson, é um bom filme diversão.

    Por outro lado, um filme que me decepcionou bastante foi o segundo Capitão América. Cheguei a ler e ouvir que era o melhor filme de super herói já feito até então. Que coisa chata, cheia de furos e com péssima continuidade. O problema aqui é que o filme se leva a sério demais.

    • Saulo Benigno - 279 Comentários

      Cheio de furos?

      Eita, quais foram os furos do filme?

      • Walter - 140 Comentários

        Poxa, Saulo, são muitos mesmo. Só pra ficar em alguns:

        Na luta com o líder dos piratas, o cara não tem nenhum poder além do treinamento, mas não voa longe como todos os outros quando apanha. Tá, isso acontece muito em filme de ação, mas lodo na primeira sequência de luta fica meio forçado.

        O diretor da mega blaster ultra super divisão de espionagem e inteligência do mundo anda de carro sozinho pela cidade, sem nenhuma segurança e apoio logístico e cai em uma emboscada infantil que usa veículos da polícia em pleno centro da cidade? E pior, a própria polícia da cidade não aparece pra intervir? Ele quebra o braço, mesmo dentro de um veículo que é praticamente um tanque de guerra, mas os condutores dos outros carros que batem no dele não saem nem arranhados?

        O Soldado Invernal aparece do nada depois de uma baita perseguição pra resolver tudo sozinho de uma forma tosca? E como o Fury fugiu?

        Nessa sequência eu já perdi o gosto pelo filme, e confesso que nem prestei mais muita atenção. Mas tem mais furos, sem contar cenas que deixaram de fora do corte final para o cinema, só pra colocar na versão estendida depois, como por exemplo a do resgate das asas do Falcão, ficou um buraco enorme ali.

        Toda a sequência do encontro com o Zola e a destruição da base também são bem ruins. Não havia ninguém protegendo a grande mente por trás da Hydra e eles destroem o criador do algoritimo assim, sem mais nem menos? Ruim de acreditar, hein?

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu assisti no cinema e também gostei muito do filme (como a maioria), gostei tanto que já baixei por torrent uma versão em fullhd para assistir mais algumas vezes.

    Toda unanimidade é burra, e gosto é uma coisa pessoal. Já teve muito filme que gostei muito e foram ruins em bilheteria, como por exemplo: Sombras da Noite (fantástico! e eu nem gosto de filme de terror, mas gostei muito do humor negro que é bastante inteligente), Oblivion (excelente !), Elisium (foi um dos melhores que eu ví), e outros, mas eu sou suspeito, sou fanático por ficção cientifica.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Tem também um filme argentino (Relatos Selvagens), que também é de humor negro (humor bem negro e bem engraçado), que ainda está passando nas salas de cinema, faz tempo que eu não dou tanta risada com um filme (Sombras da Noite foi a última vez).

    Se puderem assistam, ele vai realmente surpreender.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Mas falando em filme barra pesada, um dos mais mais foi o Distrito 9 (que por sinal foi quem apresentou ao mundo o ator que é o vilão em Elisium mas não lembro o nome dele, sou um cinéfilo de memória curta).

    Distrito 9 foi uma tremenda crítica ao Aparteid com a temática de ficção científica, não sei como conseguiram fazer um filme tão bom com tão poucos recursos (talvez porque tenha sido feito fora de Hollywood ???).

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Jefferson, faz um favor, vá assistir Interestelar em IMAX :)
    Fila G ou H, pelo meio. E sinta um cinema com “force feedback”

    Você já foi em um cinema IMAX?

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu também já assisti, mas infelizmente aqui em Salvador não tem IMAX, é realmente uma pena, o filme realmente vale a pena (se lançassem um cine com IMAX por aqui com Interestelar eu iria assistir de novo).

    Considero ele quase tão bom como 2001 Uma Odisseia no Espaço (chega bem perto, mas 2001 é o clássico dos clássicos), quase tenho vontade de assistir uma segunda vez no cinema (acho que já fiz isso uma vez com outro, mas não lembro para qual filme).

    Tem algum IMAX e Recife ?

    • Saulo Benigno - 279 Comentários

      Tem sim, abriu esse ano no Shopping Recife. É outra coisa, outro tipo de cinema. Fora a tela ter a altura de um prédio de quatro andares o som é sensacional.

      Mas IMAX é imagem mesmo. É basicamente uma nova imagem, existem cameras especiais para IMAX, não é só “aumentar a resolução” elas captam mais, é tipo aqueles cortes que fazem para telas full screen. No IMAX tem mais.

      O bom de interestelar é que não é 3D, foi o primeiro filme que vi em IMAX sem 3D, sensacional. Eu sei que assisti bem no centro, a cadeira tremia com o som, é magnifico.

      Vale a pena :)

      • Intruder_A6 - 194 Comentários

        Não sei vai ter aqui em Salvador um IMAX algum dia, mas quem sabe ???

        Eu sempre achei Salvador meio atrasada, agora eu tenho certeza.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Interestelar é tão bom como ficção científica que chega até a ser bastante plausível, o que é bem raro em filme de ficção científica. O filme chega quase a dar uma aula de Teoria da Relatividade. Acho que o filme só pisa na bola quando considera que a gravidade se propaga de forma instantânea (mais rápido que a luz), que não é o que dizem as mais novas teorias sobre a gravidade, que dizem que até a gravidade tem que se submeter a velocidade da luz. Até já existe uma provável descoberta da onda gravitacional (ainda precisa ser confirmada por outras fontes), que em acontecendo vai confirmar que a gravidade realmente se propaga na velocidade da luz e é conduzida por uma partícula chamada gráviton.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Assistir ao filme a partir da segunda vez, sem as expectativas que eu trouxe dos quadrinhos, já foi uma experiência muito melhor. Hoje eu posso disser que não sou mais uma exceção.

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