 Jefferson,  17 de novembro de 2014, O nosso ex presidente Lula, em visita a uma UPA da Região Metropolitana de Recife, disse que dava até vontade de ficar doente para ficar internado ali, mas horas depois quando passou mal aqui mesmo (ahhh, o destino…) foi atendido no Hospital Português (um dos mais caros de Recife) e depois foi tratar do câncer no sírio libanês.
Na semana passada eu descobri em primeira mão o motivo (como se não fosse óbvio).
Machuquei a coluna atendendo a um cliente. Precisei passar em um vão muito apertado para passar um cabo de rede e ao espremer a perna contra o corpo senti a pontada na lombar. Depois disso a coluna começou a travar. Aconteceu por volta das 9 da manhã mas me esforcei para terminar o serviço do cliente e só sai às 14h30. Eu tenho plano de saúde da Unimed, mas o hospital de referência ficava a cerca de 17km e no caminho para ele eu passava por duas UPAs (aos 6 e 12km). E até elas o trânsito e o estacionamento eram fáceis, mas chegar até o hospital da Unimed seria uma loteria. Como a dor era pequena mas crescente (às 10h eu ainda conseguia me abaixar, mas ao meio dia eu já tive que almoçar de pé porque sentar já era um problema) e eu estava com medo de que agravasse e comprometesse até minha capacidade de dirigir e/ou sair do carro no tempo que eu ia levar para alcançar o hospital, decidi arriscar a UPA mais próxima.
Cheguei às 15h. Em um ou dois minutos passei pela triagem, recebi a fitinha verde e pediram que eu aguardasse no corredor de trauma. Não havia lugar para todo mundo se sentar e muita gente já estava de pé (no setor de trauma, imagine…). Para mim não era grande problema porque no estado em que eu estava eu preferia ficar em pé, porque se eu me sentasse poderia não conseguir me levantar mais. Se você nunca teve um problema na coluna lombar nem pode imaginar.
Fiquei lá olhando para o painel esperando que chamassem meu número (aparece também o nome junto). O primeiro problema que você nota é que não há absolutamente nenhuma ordem previsível, pois alguém pode receber um número maior que o seu mas se tiver condição amarela ou for preferencial (gestantes e idosos) será atendido antes. Minha ficha era TR070 (eu suponho que TR signifique “trauma”). E só havia um ortopedista atendendo. Os números saltavam de TR039 para TR047 e depois pra TR041 (só um exemplo). Era impossível prever quantas pessoas estavam na minha frente.
O sistema de chamada impacienta. O mesmo número é chamado repetidas vezes por o que parece um longo minuto. Em algumas raras ocasiões alguém gritava o nome do paciente (eu imagino que era o responsável pela Imobilização, porque nunca vi o ortopedista sair da sala) mas muitas vezes esse era um tempo perdido porque o paciente simplesmente não estava lá. Até aí, pode parecer que é a favor dos pacientes para que eles não perderem sua vez, mas continuem lendo para ver que não é bem assim.
Durante uma hora eu ainda pude tolerar ficar exclusivamente vigiando o painel e observar as pessoas que passavam, mas depois disso tive que sacar o celular para tentar me entreter com alguma leitura. O tráfego para meu TIM beta estava leeento, mas como o tempo estava sobrando ainda consegui me inteirar dos acontecimentos do dia.
Por volta das 16h50 (1h50min após minha chegada) o painel simplesmente parou de chamar pacientes para o consultório (continuava chamando para o Raio-X e imobilização) e só voltou a chamar por volta das 17h20. Parece que o doutor foi fazer um lanche e ninguém é avisado. Eu estava com a bexiga cheia e não podia ir ao banheiro com medo de perder minha vez.
Aproximadamente às 17h25 meu número foi chamado (se meu número fosse um pouco menor teria sido atendido antes do Coffee Break do médico). Quando eu abri a porta do consultório, o médico disse o nome de uma mulher. Eu expliquei ao doutor que eu tinha sido chamado mas ele insistiu que era outra pessoa, incrédulo, sai da sala e olhei o painel. O painel já estava mesmo chamando outra pessoa. No tempo que eu levei para colocar os pés dentro dos sapatos (tenho pé chato e ficar de pé muito tempo é menos doloroso se eu estiver descalço) e dar 10 passos o sistema já havia desistido de mim, levou menos de 15s para isso embora eu tivesse cansado de ver o mesmo sistema insistir obstinadamente no nome de outras pessoas. Lá constava de fato o meu nome na lista de últimas fichas chamadas e eu disse isso ao médico, mas ele insistiu secamente, sem nem olhar para mim, dizendo “aqui consta fulana de tal”.
E eu esperei 2h25 em pé, sentindo dor e a bexiga cheia para ser ignorado desse jeito. E provavelmente o médico achou que estivesse mentindo ou simplesmente não estava prestando atenção ao painel. Eu estava. O painel toca um aviso sonoro toda vez que troca o nome. E quando fui chamado eu já tinha guardado o telefone há vários minutos. Minha atenção estava toda na minha espera.
Fui ao balcão da recepção explicar o que havia acontecido. Você fala com as recepcionistas por um buraco no vidro que fica mais alto que a altura da minha boca. Eu tenho 1m69, o que é até alto para o padrão nordestino, mas tinha que me esticar para poder falar pelo buraco ou me abaixar para falar pela fenda que fica na altura da cintura por onde são passados documentos (quem projetou isso?). Nenhuma das duas opções era boa para a minha coluna. Acabei falando alto e como era uma reclamação, parecia que eu estava agitado. A moça pediu calma e disse que constava “que eu já havia sido atendido” (é mole?) e que ia fazer uma coisa que eu “não podia contar a ninguém”. Mas enquanto ela digitava algo, meu nome apareceu de novo no painel. Agradeci e fui tão rápido quanto pude com minha dificuldade de locomoção torcendo para o nome não mudar de novo.
Fui finalmente atendido e o médico me mandou para a medicação e em seguida para o Raio-X. Esses dois passos pareceram organizados. Ele teve o cuidado de me mandar para uma sala de medicação em outra ala comentando que havia ocorrido um óbito na ala onde estávamos (eu já sabia disso). No caminho para a medicação eu aproveitei e usei o mictório tão rápido quando minha condição permitia e literalmente sai do banheiro fechando a calça com medo de perder a chamada no painel dessa ala. É importante salientar que na UPA você só pode entrar com acompanhante se for idoso ou menor. Pelas regras eu não poderia ter alguém me acompanhando. Bateu fome ou vontade de ir ao banheiro? Que triste…
O sistema realmente deveria colocar uma lista dos próximos a serem chamados para você poder fazer uma estimativa do tempo que tem.
10 minutos depois sou chamado para a medicação. Tudo transcorreu normalmente e devo ter ficado uns 40 minutos lá. Foi a primeira vez que sentei, porque segundo a auxiliar de enfermagem eu não podia receber a medicação de pé. Enquanto estava sentado recebendo o remédio na veia e imaginando o que poderia acontecer quando eu me levantasse (se você não tem problema na coluna lombar, não faz idéia), decidi que era melhor guardar o smartphone e as chaves do carro no bolso. Eu estava sozinho, rodeado de estranhos. Melhor evitar que minha situação ficasse pior do que o estritamente inevitável.
Ao sair da medicação (consegui ficar de pé sem problemas), já vi de longe o meu número no painel da outra ala. Eu estava sendo chamado para o Raio-X. Novamente, fui tão rápido quanto pude e ao entrar na sala o operador do Raio-X me perguntou onde eu estava. Na hora eu não entendi o motivo da pergunta, pois deveria ser óbvio para quem tem um computador da UPA na sua frente onde eu estava, mas eu respondi simplesmente “na medicação” e ele não falou mais nada. Fiz as duas chapas da minha lombar e fui avisado que elas seriam enviadas direto para o médico e eu deveria aguardar ser chamado novamente.
E assim fiz. Aguardei pacientemente a chamada que parecia não vir nunca. Eu não podia usar mais o smartphone para me entreter porque a bateria estava acabando e eu podia precisar dele para pedir ajuda e para não perder contato com minha família. Eu tinha como carregar no carro, mas me ausentar estava fora de cogitação. O corredor foi esvaziando e às 20h20 (5h20min após minha chegada) quando só haviam quatro pessoas no corredor, estava realmente desconfiado de que o sistema havia perdido meu número e descobri que meus colegas de espera estavam esperando por pessoas na Imobilização e eu era realmente o último para o consultório. Até uma funcionária da UPA (creio que outra operadora do Raio-X) que já havia passado por mim umas duas ou três vezes no corredor ficou curiosa. Insistiram que eu batesse na porta (eu realmente não gosto disso) e assim o fiz. Expliquei ao doutor que não havia mais ninguém além de mim e achava que tinha sido esquecido mas o médico disse algo como: “seu nome é o próximo, você é realmente o último” e pediu que eu esperasse chamar. Saí e esperei. Nada. Ele me mandou entrar verbalmente e fez nova tentativa de me chamar pelo sistema, pedindo que eu olhasse se havia saído meu nome. Apareceu outro número e outro nome no painel.
Foi aí que eu notei que perdi possivelmente uma hora ali por causa de outro erro no sistema. Poderia ter perdido mais ainda, se houvesse mais gente no corredor. Se o sistema de chamada da UPA não merece confiança o resultado óbvio é que as pessoas acabam tendo toda razão quando batem na porta do médico ou reclamam da demora na recepção, não é mesmo? E essa não é a primeira vez. Eu lembro de há anos ter levado minha mãe na UPA e uma hora depois de ser atendida pelo médico e não ser chamada para medicação eu fui bater na porta do consultório me oferecendo para comprar o remédio se estivesse faltando, para então descobrir que a demora não era falta de remédio (aparentemente você nem é mandado para a medicação se o remédio não existir em estoque) a ficha dela é que tinha sido perdida no sistema e nunca ia ser chamada de novo.
Voltando o meu caso, desta vez o médico foi bem mais educado e atencioso. Mas no total foram 5h30min apenas para tomar uma medicação (que não serviu para nada, eu precisava de anti-inflamatório e só recebi um analgésico), tirar um Raio-X (que não mostrou nada) e receber uma receita de um anti-inflamatório e um relaxante muscular (isso serviu para alguma coisa). E olha que a UPA é uma PPP e os funcionários não são servidores públicos. Se não fosse uma PPP acho que estaria na fila até agora.
Ainda bem que minha condição era verde.
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 Jefferson,  17 de novembro de 2014, Filmes Embora Mercenários 1 e 2 não tenham sido lá grande coisa, pelo menos foram engraçados e tiveram passagens memoráveis. Eu não consigo esquecer do Chuck Norris contando o que aconteceu depois que foi picado por uma cobra. E quando vi que o terceiro filme tinha mais astros ainda da velha guarda da ação, encarei com as expectativas elevadas. Quebrei a cara.
O filme, pelo menos na versão estendida (talvez a versão com cortes me incomodasse menos), é ruim que dói. Mal dirigido, mal editado e mal interpretado.
- Wesley Snipes e Antonio Banderas foram desperdiçados (embora eu até tenha gostado do Banderas como doido);
- As várias cenas da fase de recrutamento foram coladas de forma tão amadora que até eu que presto pouca atenção nisso notei as transições abruptas;
- O merchandising, particularmente o da Ford, é grosseiro. A cena em que Stallone vai até o carro (Ford) que está parado literalmente no meio do caminho na frente de um hangar (46m10s) , é de doer os olhos;
- Os novos atores são fracos e Ronda Rousey, apesar de na vida real ser campeã de MMA e ex-judoca, como atriz não me convenceu nem por um momento, não importando quantas caretas ela fizesse;
- Aliás, tantos atores novos foram usados que dá a impressão que Stallone quer deslanchar uma série baseada nos filmes, com os novatos como protagonistas. Má idéia;
- Mercenários veteranos se sensibilizando ao ver fotos “softcore” de violência? HAHAHAHAHAHA. Teria sido melhor que o diretor nunca mostrasse nenhuma das fotos e deixasse para o espectador imaginar o que havia no dossiê;
- Então mercenários veteranos sequestram um milionário traficante de armas e não jogam fora toda a roupa e acessórios dele, para acabar sendo apanhados por um rastreador GPS no relógio? HAHAHAHAHA. Seria legal, se a intenção da cena fosse cômica. Não é que Mercenários 1 e 2 não tenham furos. Tem. Mas você presta mais atenção quando o resto do filme falha miseravelmente em entreter você;
- E etc, etc, etc…
Total desperdício de 2h do meu tempo. Não, na verdade foi menos. No combate final eu já estava assistindo com o dedo no fast forward porque não aguentava mais as baboseiras.
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 Jefferson,  28 de outubro de 2014, Eu quero lembrar que sou grande admirador do Linus Torvalds. Meu problema é com a grande densidade de “haters” que gravita em torno da criação dele. Não é que não exista arrogância e ódio fora da comunidade. É que a densidade nela é enorme. São apenas 2% dos usuários de computadores, mas você não consegue caminhar em meio a um grupo deles sem esbarrar em alguém que pregue o fim das alternativas em nome de uma tal “liberdade” cujo significado ele redefiniu.
Eu costumo dizer para quem quiser ouvir e desta vez vou deixar por escrito que se a “comunidade” Linux:
- Conseguir a destruição da Microsoft vai atrás da destruição da Apple;
- Conseguir a destruição da Apple vai atrás do Unix (afinal, não é livre);
- Conseguir a destruição do Unix vai brigar por filosofia de distribuição (Debian versus não Debian);
- Quando só restar um tipo de distribuição, as distros (ou seus usuários) vão brigar entre si
- E depois vem a briga pelos detalhes.
Mas não necessariamente nessa ordem. Para quem olha de fora, convivência pacífica simplesmente não é uma qualidade dessa gente.
A comunidade está em uma guerra interna há meses. Tudo por causa de um tal “systemd” que está sendo adotado por várias distros importantes como “system init” padrão. Usuários que não querem abrir mão da inicialização via scripts combatem a adoção do systemd porque ele se parece muito mais com o svchost do Windows, onde serviços podem ser parados e iniciados até fora de ordem e simultaneamente. Ao que parece, a troca do tradicional método por scripts pelo método com systemd favorece mais usuários de desktop e os que criam serviços “cloud” (odeio esse termo), mas os system admins detestaram a novidade. E como não conseguiram convencer os mantenedores das distros, parece que intimidar o principal desenvolvedor se tornou opção. Não faltou nem ameaça de morte.
Usando como argumento a própria propaganda da comunidade eu sou obrigado a perguntar (retoricamente, é claro) por quê isso?
Afinal não é mantra do open source que se você não gosta de algo do jeito que está, você pode mudar o código fonte e fazer seu próprio fork de uma distro inteira se quiser? Por quê de repente é tão dificil? Por quê brigas e ameaças?
Ouso dizer que é porque mentiras, arrogância, ódio, brigas e ameças são uma constante na “comunidade”. E não precisa levar em conta apenas minha opinião porque o autor do systemd, que está lá dentro, afirmou que “a comunidade é cheia de c*zões” e “um lugar doente para se estar”.
E essa não é a primeira briga interna, claro. Emacs versus vi, KDE versus Gnome… O que não falta é briga na história do Linux. Parecem torcidas de futebol e não as pessoas de grande inteligência e altamente iluminadas que dizem ser. Mas pelo menos enquanto eles estão ocupados se esfaqueando param de encher o saco dos outros 98% dos usuários de computadores.
E para mim nessa discussão não importa se o systemd é bom ou não. Isso deveria ser irrelevante. Quem gosta, usa. Quem não gosta, não usa. Você é ou não é “livre” ao escolher o Linux como SO?
Aviso: Eu aviso, principalmente aos pára-quedistas, que conforme minha política anti-troll já em vigor há muito tempo eu me reservo o direito de ignorar (sem publicação) comentários por qualquer motivo.
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 Jefferson,  24 de outubro de 2014, Você é proprietário de Arduino (duemilanove ou mega 1280), conversores USB-serial ou qualquer coisa que se conecte ao PC via porta USB? Tome cuidado pois a comunicação com seu aparelho pode ficar inoperante após uma rodada do Windows Update. O fabricante de chips USB FTDI, com o intuito de combater a falsificação de seus chips, teve a incrivelmente estúpida idéia de colocar código em seu driver que ao detectar que o chip é falsificado reprograma o chip para que não funcione mais. Isso foi originalmente reportado no HackADay e a FTDI admitiu prontamente.
O sintoma é que a inserção do hardware é detectada, mas o dispositivo não é reconhecido. Em nenhum computador.
O problema para a FTDI é que é incrivelmente difícil distinguir o chip falso do original. Até mesmo empresas sérias podem ter sido enganadas com a falsificação. O chip pode ter marcação laser idêntica à original e se comporta igualzinho ao original, sendo capaz de passar em praticamente qualquer controle de qualidade que não envolva analisar o chip por dentro com um microscópio eletrônico. Como você tem certeza que comprou original? Comprando na Farnell? Na Digikey? HA! Já perdi a conta das empresas com reputação no mercado que se envolveram em baitas “roubadas” (às vezes literalmente) por negligência ou má-fé de seus gerentes. Lembram do Carrefour vendendo celulares roubados? Recentemente uma grande cadeia de lojas de Pernambuco se envolveu com carga roubada também. Vender falso? Mais fácil ainda. O chip falso pode estar em qualquer lugar, em qualquer tipo de aparelho. E intencionalmente danificar propriedade alheia é algo muito difícil de defender. O correto para a FTDI seria, ao detectar o chip falso, exibir uma mensagem de falsificação e desabilitar o driver.
Em fevereiro deste ano a zeptobars fez uma análise com microscópio eletrônico que mostra claramente a diferença entre um FTDI legítimo e um falso. Por dentro, é claro. Na ocasião eles puderam distinguir o falso visualmente pelo fato da marcação não ser a laser (mesmo olhando lado a lado na foto não é fácil notar diferença) mas não duvido nada que existam cópias com gravação a laser. Afinal, o que é uma gravação a laser para quem consegue fazer uma falsificação tão sofisticada? Isso lembra as falsificações de pilhas recarregáveis da Sony que são visualmente tão perfeitas que você só descobre que o produto é falso por causa dos erros de inglês na embalagem. Corrija os erros de inglês e…
A comunidade de segurança está p*ta com a FTDI porque isso é um golpe sério na credibilidade das atualizações automáticas. Eu não me importo porque nunca gostei delas mesmo. É esperado que a MS retire a atualização do ar e não me surpreenderia se isso pudesse resultar em uma pesada multa para a FTDI por violação de contrato com a MS. No mínimo a FTDI pode ser proibida de oferecer novas atualizações pelo Windows Update.
Para quem é técnico, o aparelho não está definitivamente perdido. O que a FTDI faz é reprogramar o USB PID para zero. Isso pode ser desfeito usando um utilitário da própria FTDI que já existia antes desse evento, porque a reprogramação do VID/PID é uma das funcionalidades do chip. Mas incontáveis técnicos vão se deparar com o problema e achar que a interface simplesmente está morta por não estarem sabendo dessa presepada da FTDI. Imagine o consumidor normal.
Caramba… posso apostar que muito chip FTDI falso nem está marcado “FTDI” em cima. E como está morto você não tem como identificar imediatamente por software. O técnico preciso mesmo estar “ligado” nesse problema e testar toda interface serial defeituosa que passar pelas suas mãos com o utilitário da FTDI. Isso hoje, amanhã, daqui a seis meses…
Como a inserção do hardware é detectada ainda é possível identificar que trata-se de uma interface FTDI olhando o par VID/PID exibido. Se tiver algo assim:
VID_0403
É um chip FTDI. Que pode ser original ou falso, já que ambos podem ser maliciosamente reprogramados. É interessante notar que o VID também pode ser alterado. Isso faz parte do design do chip porque o fabricante do equipamento pode querer fornecer seu próprio driver e para isso tem que usar seu próprio par VID/PID. Supostamente a atualização da FTDI só verifica dispositivos comVID 0403 então supostamente fabricantes/montadores que estejam usando chip falso (sabendo ou não) e tenham alterado o VID devem estar imunes.
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 Jefferson,  24 de outubro de 2014, malware, Segurança O boletim de segurança da Microsoft não menciona o XP nem o server 2003. O XP pode não estar na lista por não ser mais suportado, mas é curioso não ver o Sever 2003. Isso pode querer dizer que XP e 2003 são imunes (2003 e XP são similares), mas até isso ficar claro é melhor tomar muito cuidado.
Todas as versões do Windows indicadas no boletim, mesmo completamente atualizadas, são vuneráveis. Seria realmente interessante descobrir que o XP é imune.
A vulnerabilidade é explorada através de documentos do Office carregando um objeto OLE malicioso. Vulnerabilidades no OLE não são nenhuma novidade e até possível argumentar que desde o início foi uma péssima idéia da MS criar o OLE porque é mais usado por criadores de malware que pelos usuários. E esse tipo de coisa põe até power users em risco porque afinal é um documento que você está abrindo. Imagine o que pode acontecer com usuários comuns.
E pouco ou nada adianta dizer que o usuário não abra documentos vindos de origem desconhecida quando se trata do departamento de vendas de uma empresa. Se você recebe um pedido de orçamento com um anexo que não é um executável você vai deixar de abrir o documento só porque não conhece o remetente? Nenhuma empresa se sustenta por muito tempo assim.
Por precaução, é melhor eu reativar meu firewall com HIPS. o HIPS avisa toda vez que um processo tenta abrir outro e teoricamente isso impede um usuário que presta atenção às mensagens de ser infectado. A mesma coisa com o UAC, mas o danado do UAC é tão chato que nas minhas máquinas rodando o Windows 7 ele é desativado. O HIPS eu pelo menos posso ensinar a não fazer a mesma pergunta para o mesmo programa novamente. Já se eu executar 100 vezes o mesmo programa no mesmo dia, 100 vezes o UAC vai me perguntar se eu tenho certeza.
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 Jefferson,  15 de outubro de 2014, browsers, Firefox, ViciadoEmAbas Eu sei que meu caso é complicado, mas mesmo assim…
Como o Gmail passou a implicar comigo por ainda estar usando o Firefox 11, decidi tentar outra versão. Apesar da mais recente ser a 33, comecei pelo Firefox 31, que eu já havia tentado usar em setembro sem sucesso. por ser a última versão disponível ESR. No momento eu estou com 2100 abas no Firefox e a sessão é carregada em cerca de 30 segundos. Veja o consumo de RAM logo depois do FF estar pronto para uso:

“Apenas” 911MB de RAM. A memória total que tenho disponível no meu XP de 32 bits é 3.21GB.
Apesar disso não estar aparecendo na imagem, a versão usada é a portable. Por razão desconhecida o “stub” loader da Portable Apps nesta minha instalação se encerra logo depois de Firefox.exe ser carregado.
Nesta versão eu uso onze complementos
Fechei a versão 11, copiei o arquivo .session com minha sessão de 2100 abas para o diretório correto do Firefox 31 ESR recém instalado (instalei apenas os complementos Session Manager, Flashgot e All tabs Helper) e dei partida. De cara eu senti a diferença no tempo para carregar a sessão. Levou muito mais tempo, que eu não pensei em cronometrar. Mas o que me assustou mesmo foi isso aqui:

O Firefox 31 ESR, nas mesmas condições que o Firefox 11, consome 500MB a mais. Vendo de outra maneira: consome 50% a mais de RAM! E para quê?
E olha que nestes testes eu só carreguei uma das 2100 abas abertas.
No segundo teste que fiz para cronometrar, o tempo de carregamento da sessão foi ainda pior. Depois de 10 minutos esperando, desisti e matei o Firefox 31.
Eu pensei: será que essa minha versão do FF 11 tem algum ajuste lá em about:config que fiz e esqueci? Alguma extensão está ajudando em vez de atrapalhar? Instalei então uma nova cópia do Firefox 11 portable, com os mesmos três complementos e a mesma configuração básica. O resultado foi este:

Perceba que o “stub” loader da Portable Apps está aí, mas mesmo somando o consumo de RAM dos dois, ainda consome menos que na minha instalação principal.
Como se pode ver claramente, para alguém com os meus requerimentos o Firefox 31 é um retrocesso.
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 Jefferson,  15 de outubro de 2014, Filmes Entre outras coisas porque faz você pensar. Ok, não muito, mas considerando os outros filmes desse gênero do lote 2014, até que faz pensar bastante.
É interessante testemunhar como o personagem de Tom Cruise, Major Cage, passa de covarde a herói. E o danado é que você acaba se identificando com o covarde. No lugar dele você não estaria se urinando de medo? O cara não teve treinamento, era um oficial da reserva porque pagou a faculdade com uma bolsa militar para oficiais e por isso teve teve que servir por um mínimo de 4 anos (é o que entendo de ROTC) e saiu da reserva muitos anos depois, após ter perdido sua agência de publicidade quando a guerra começou. Ele era major não por ter merecido isso em combate, mas porque você já sai do ROTC como um oficial e a posição dele como relações públicas das forças armadas durante a guerra não permite que ele tenha uma patente baixa.
Então, não me surpreende que ele comece como um covarde. Mas é bom ver como ele gradativamente deixa de sê-lo para no final assumir o papel de herói e líder.
Na primeira vez que assisti achei que a reação do general à chantagem tivesse sido absurda. Em vez de mandá-lo para uma corte marcial o general efetivamente estava mandando Cage para a morte. Porém depois de ter assistido repetidas vezes e começar a digerir os detalhes, percebi que o general não esperava que a invasão fosse o massacre que foi. E que provavelmente não seria mesmo, mas o que nós espectadores vemos como a “primeira” batalha provavelmente já era o resultado de um dos “resets” do inimigo. A invasão possivelmente foi uma surpresa como esperado, mas quando seu inimigo pode fazer tudo começar de novo…
No primeiro reset Cage parece abobalhado e em nenhum momento se prepara para o que vai acontecer, mas isso também é verossímil. No lugar dele eu pensaria que estava em um sonho ou saindo de um antes de pensar em uma viagem de volta no tempo. Tantas (ou tão poucas) são as explicações possíveis que no primeiro reset é compreensível que você fique quieto, com o cérebro a mil por hora, tentando lidar com os seus sentidos. Depois de compreender o que estava acontencendo Cage tenta de tudo, incluindo não ir para o front e esperar que tudo se resolva sozinho. O que também é compreensível. Imagine que você está em um jogo e tem que tediosamente passar por toda a primeira fase toda vez que morre no início da segunda. Multiplique essa sensação por cem. Imagine como é quando você é o único que aprendeu alguma coisa em cada uma das interações e precisa se apresentar e convencer seus aliados cada uma das vezes. Passar por tudo de novo, e de novo, e de novo… Rita sugere que enfrentou o mesmo dia “300” vezes.
Mas ao descobrir que o inimigo não está de forma alguma preso ao continente europeu Cage parece notar que a única saída é o enfrentamento.
E por falar em Rita, quando ela diz que viu Hendricks morrer 300 vezes e se lembra de cada detalhe, fica evidente que Cage está passando por exatamente a mesma situação. Não importa o que ele faça, o dia termina com Rita morrendo. Só os detalhes diferem.

E depois de “conhecê-la” centenas de vezes Cage não quer ver isso acontecer de novo. E olha que a sargento Rita Vrataski, chamada por muitos de “Full Metal Bitch”, não é exatamente uma pessoa amável ou simpática. É interessante notar também que a direção do filme não tentou empurrar no papel nem uma beldade, nem uma personagem de maquiagem impecável. Emily Blunt faz o papel de uma mulher comum, corajosa, que se alistou para lutar e não é nada difícil para o espectador acreditar nisso. Mas eu admito que aquele “facão” roubado de um cosplay de Final Fantasy que ela usa em combate não a ajuda a ser levada a sério a princípio.
E talvez a intenção do diretor tenha sido essa mesmo pois a comédia está em toda parte no filme.
Cage (vestindo o exoesqueleto): Ouça, eu nunca estive em um desses antes
Griff: Eu nunca estive com duas garotas ao mesmo tempo, mas pode apostar que quando o dia chegar, eu farei dar certo.
Caramba, é o primeiro filme de Cruise onde não se faz qualquer tentativa de esconder o quanto ele é baixinho. O próprio diretor diz em entrevista que foi tom Cruise que insistiu que o filme não fosse sério demais e acho que o resultado é bom. Se o filme tivesse o mesmo tom (e principalmente o final) do livro, eu provavelmente não teria gostado tanto. Ok, toda a idéia de “volta no tempo” é forçada pacas, principalmente no final; e a física do exoesqueleto é inacreditável (dar força sobrehumana, tudo bem, mas sobreviver a quedas vestindo uma armadura de centenas de quilos deveria ser ainda mais difícil), mas basta você não pensar muito nisso 
E é preciso realmente assistir ao filme várias vezes para pegar todos os detalhes. Por exemplo, só na terceira vez que vi a cena foi que percebi a cara de espanto que Griff fez quando Kurtz falou “Yeah, yeah… the Angel of Verdum”. Era a primeira vez que eu via Kurtz (“you dont talk much”) falar no filme inteiro e provavelmente era a primeira vez de Griff também
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 Jefferson,  13 de outubro de 2014, energia 
Estou montando um pequeno servidor em casa para testar diversas idéias. O critério de escolha do hardware é estar sobrando aqui e ter um consumo de energia aceitável (por volta de 50W em idle). Neste mesmo processo eu também testei um Intel E2180.
Todas as medições foram realizadas com um PMM2206 que é similar ao PMM2010, mas com precisão de décimo de watt. Muitos valores estão arredondados.
Configuração
- Foxconn A6VMX2-K;
- Processador AMD SDX145 (2.8GHz, 45W);
- RAM DDR2 2GB 667MHz (1 módulo);
- HDD 1.5TB SAMSUNG HD154UI;
- Fonte vagabunda Multilaser “400W” modelo PSU-GA039BU;
Medições
Todos os valores medidos sob Windows XP exceto indicação em contrário.
- Desligado (apenas plugado na tomada):2.8W
- Parado no setup do BIOS: 53W
- Em idle, no desktop do XP (0%): 43.6W
- Rodando um filme 1080p a partir do HDD, sem DXVA (80%): 54W
- Rodando teste LinX (100%):64W
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 Jefferson,  13 de outubro de 2014, Você vê propaganda sobre isso em toda parte. Em todo lugar tem um “especialista em SEO” se oferecendo para fazer seu site aparecer nos primeiros resultados do Google. É claro que nós sabemos que se isso fosse possível os resultados do Google seriam irrelevantes e não é possível “comprar” uma posição. Geralmente, essas empresas apenas ficam com seu dinheiro, enrolam e somem. Outras vezes são spammers que criam uma rede de links falsos para o seu site. Isso pode até funcionar por um tempo, mas a tendência é o Google detectar a fraude e a situação ficar ainda pior para o cliente.
Porém descobri recentemente que existe, sim, um modo desses pilantras entregarem o serviço prometido e sem chamar a atenção da Google. Não é que eles trabalhem para aumentar o valor do seu site: eles se empenham em diminuir o valor dos outros sites!
A coisa consiste em invadir os sites que aparecem antes nas buscas, através de SQL injection ou qualquer outro meio disponível, e fazer alterações que os tornem menos atraentes. A mais básica delas, que também é a mais eficiente e não chama a atenção do webmaster do site comprometido, é colocar uma restrição para spiders em robots.txt, efetivamente dizendo aos mecanismos de busca “ei! eu não quero mais você indexando esse site!”.
É claro que isso custa caro e na maioria das vezes o cliente não sabe como foi feito.
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 Jefferson,  12 de outubro de 2014, Meu browser principal é o Firefox e mantenho uma cópia do Google Chrome Portable 36.0.1985.143 para quando algo não funciona com o FF ou para quando eu preciso entender páginas em chinês ou russo. Mas só para uso leve mesmo: enquanto no FF eu tenho regularmente centenas de abas abertas, no Chrome meu uso dificilmente passa das duas dezenas. Porém há algum tempo eu comecei a notar que minha máquina inteira ficava extremamente lenta ao usar o Chrome. Eu ainda não sei dizer a razão, mas no mês passado eu fiquei surpreso ao flagrar isso durante uma crise de lerdeza:

Eu ainda não sei interpretar esse números. Não parece haver consenso sobre o impacto de “Private Bytes” na máquina comparado a “Working Set”. Mas é espantoso ver que para abrir 21 abas o Chrome solicitou ao sistema (mesmo que não esteja usando mais isso) mais de 2.3GB de RAM, enquanto o Firefox com centenas de abas abertas (mas não carregadas, é verdade) solicitou 806MB.
Mesmo considerando apenas o Working Set, por quê um browser precisa de 545MB para exibir 21 páginas? E não, não estava visitando sites carregados de imagens.
Eu insisto: não sei interpretar esses números. Mas o fato é que essa versão do Chrome transforma meu i3-3220 em uma carroça dependendo do conteúdo das abas.
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Que bom que deu tudo certo? Pena que você só publicou aqui, isso no Facebook ia ser a maior algazzarra, todo mundo falando, comentando…
Bom, acabo de copiar para meu perfil, mas não creio que gere polêmica lá por algumas razões:
1)É um texto, e longo. O povo do Facebook gosta de se comunicar por imagens.
2)Não gosto do Facebook e por isso tenho poucas pessoas “me seguindo” lá. Acho que até menos do que tenho aqui.
Nesse ponto gostava bem mais do “finado” Orkut: pelo menos lá tinham comunidades onde podia-se discutir sobre os mais variados temas…
Verdade, bem longo… mas aí é trabalho de marketing/SEO ehhehe, mas agora ja foi.
Começar com uma imagem da UPA, de qualquer UPA, para mostrar quem passa a vista do que se trata o texto sem precisar ler… isso chama 90% de atenção, prende mesmo.
De resto o texto está sensacional… governo chama gente e conversas no Facebook.
Boa Tarde,Jefferson!
Lamento pelo o que você passou e isso acontece com todos,infelizmente.
Gostaria de saber o que a sigla PPP é,desculpe a ignorância!
Obrigada.Abraços
Chris Lemos
Parceria Público-Privada
As UPAs geralmente são administradas por uma organização privada e recebem dinheiro do estado.
Se me recordo bem, na pulseirinha que você recebe aparece o nome da organização que administra.