Traffic Watcher

Há muito tempo eu venho usando o NetMeter em todas as situações onde preciso ficar de olho no uso da banda de rede, mas sempre tive um problema com ele: assim como a maioria dos similares o programa não diferencia entre o tráfego na rede local do tráfego para a internet. Então se, por exemplo, eu deixar meu programa de monitoramento do DVR aberto para observar as câmeras da casa, não consigo perceber imediatamente se algum processo em meu computador está usando indevidamente minha banda de internet. A visualização das câmeras ocupa 280KB/s contínuos, o que é mais de três vezes a capacidade máxima de download (80KB/s) que a Telemar me dá. E esse é só um exemplo. Diversos são os usos que faço da minha rede local que podem mascarar um processo roubando minha banda extena.

NA semana passada eu encontrei um programa simples que resolve parcialmente o problema: Traffic Watcher

Para fazer a distinção entre os tráfegos o programa usa recursos do Winpcap, que precisa ser instalado também.

TrafficWatcher_ryan.com.br

Minimizado ele deixa um ícone na barra de tarefas para exibir os tráfegos:

TrafficWatcher_Systray_ryan.com.br

Você pode definir também quais são os limites de banda separadamente.

TrafficWatcher_options_ryan.com.br

E talvez o mais interessante de todos é que Traffic Watcher pode diferenciar entre vários tipos de tráfego:

TrafficWatcher_Detailed_ryan.com.br

Na figura acima o tráfego gerado pelo meu uTorrent é exibido na seção UDP (e às vezes na seção Other).

Lá atrás eu disse que o programa resolve parcialmente meu problema, apesar de tudo isso. Bem… é que eu gostaria que ele tivesse um conjunto separado de ícones na systray que piscasse apenas quando houvesse tráfego para a internet. Exatamente como funciona com o ícone de rede do XP, só que limitado a tráfego externo. O problema é que nesses programas que usam barras é muito fácil um tráfego pequeno, mesmo contínuo, passar despercebido.

E caso você não tenha percebido ainda, vigiar isso é uma das minhas linhas de defesa contra malware.

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Avast antivirus impedido de executar por uma diretiva de segurança

Eu acredito que já comentei antes, aqui mesmo ou no Buzz, sobre como malware vem bloqueando a execução de antivirus através da corrupção dos descritores de segurança (NTFS) do diretório. Ontem eu esbarrei em um método mais sutil mas igualmente eficaz: aplicar uma diretiva de segurança no Registro que impeça o software de rodar.

É claro que isso só é possivel se o malware estiver rodando com privilégios de administrador, o que é a situação da grande maioria dos usuários no Windows XP e depende de um descuido do usuário no Vista em diante. Coisa muito fácil ocorrer.

Eu já havia eliminado manualmente a infecção da máquina quando esbarrei nesse problema. Se você não remover o malware antes, fazer o que está explicado aqui pode ser perda de tempo.

Sintomas

O ícone do Avast não aparecia na barra de tarefas mas o diretório estava lá, com aparentemente todos os arquivos e acessível para inspeção. Uma checagem com o Autoruns mostrou que o Avast estava configurado para ser executado, mas não rodava.

O HDD do cliente era FAT32, logo o problema dos descritores de segurança NTFS não se aplicava.

Desinstalei o Avast. Toda a desinstalação correu bem exceto por uma estranha mensagem dizendo que regsrv32.exe, no diretório do Avast, não podia ser executado devido a uma diretiva de restrição de software. Fui olhar o diretório e este estava vazio. Até esse ponto eu ainda não havia entendido o que estava ocorrendo.

Por precaução, rodei também o desinstalador completo do Avast. Nenhum erro foi exibido.

Mas depois de reinstalar o Avast o problema persistiu. O programa não rodou após a instalação, mesmo após reiniciar o PC. Nenhuma mensagem de erro era exibida.

Decidi executar manualmente e foi somente então que eu descobri o que estava ocorrendo. Assim que eu tentei rodar AvastUI.exe, foi exibida a mesma mensagem que eu havia visto antes a respeito de regsrv32.exe, mas indicando que desta vez AvastUI.exe é que estava bloqueado por uma diretiva de restrição de software. O diretório inteiro devia estar bloqueado.

“O Windows não pode abrir este programa devido a uma diretiva de restrição de software”

A mensagem também dizia que eu olhasse no log de eventos para mais informações. Eu olhei e não vi nada que parecesse útil.

Executei secpol.msc (é um programa nativo do Windows XP professional) e procurei por uma diretiva bloqueando o Avast. Não achei nada. Pior que isso, secpol.msc dizia “Nenhuma diretiva de restrição de software definida”.

secpol_SoftwarePolicies_NoPolicies_ryan.com.br

Ou eu estava procurando no lugar errado ou era mais um caso onde o malware consegue fazer algo e esconder isso da GUI do Windows.

A solução

Então eu fui olhar manualmente no Registro. Depois de procurar onde eu supunha que ia achar as diretivas e não achar nada, decidi fazer uma busca por todas as referências a AvastUI.exe. Encontrei algo suspeito em

HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths

Veja o conteúdo completo do backup que fiz antes de fazer modificações:

Apesar de não haver nenhuma indicação nessa chave de que se tratava de um bloqueio, achei suspeito que existisse referência aos dois antivirus que estavam instalados na máquina (eu já havia desinstalado o Norton por também não estar funcionando). Fiz o backup, apaguei todas as chaves exceto a última (a que não faz referência a nenhum diretório) e reiniciei o PC. Problema resolvido.

Note que uma das chaves faz referência a todos os executáveis do diretório Avast através de coringa (*.exe). Então eu tive sorte de encontrar procurando por AvastUI.exe.

A razão para isso não aparecer em secpol.msc? Eu fiz um pequeno teste aqui e constatei que, para decidir o que bloquear, o Windows somente olha as chaves sob a chave indicada aqui. Mas na hora de listar, ele começa por outra chave onde ele espera encontrar “links” para essas. Como o malware somente cria as mostradas aqui, as diretivas ficam “invisíveis” para a ferramenta nativa.

7 comentários
  • Everaldo Alvarenga - 1 Comentário

    Obrigado pelas informações, resolveu o meu problema que tenho o avast pago e nem o suporte deves havia conseguido resolver, apenas me mandaram desinstalar pelo modo de segurança e reinstalar desativando firewall e verificar se o usuário era adm do sistema.
    Muito obrigado

  • Daniel - 1 Comentário

    Muito bom obrigaduuuuu!

  • Tiago - 1 Comentário

    vlw tava com o mesmo problema e ao reinicia o pc ele voltou ao normal. exatamente isso q vc falo só esqueceu de fala pra acha os registros executar>regedit

  • Guilherme - 1 Comentário

    Resolveu o meu problema com o AVG. Obrigado.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu esqueci de registrar que a longa seqüência alfanumérica no último “ItemData” é apenas uma forma codificada da string:

    %HKEY_CURRENT_USER\Software\Microsoft\Windows\CurrentVersion\Explorer\Shell Folders\Cache%OLK*

    Se você olhar pelo Regedit, é essa string que você vai ver. Mas o tipo de dado é REG_EXPAND_SZ e por isso quando é exportado para um arquivo .reg, a string é salva assim. A codificação é simples: cada dois bytes correspondem a um caractere ASCII codificado em hexadecimal. “25,00,48,00,4b,00” = “%HK”

  • lauro barros - 1 Comentário

    muito bom Jefferson…voce é o cara… também consegui liberar meu avast bloqueado com essas dicas de edição do registro.. li diversos post , todos muito confusos, precisando instalar outros programas, etc.. etc…

  • Idinho - 1 Comentário

    Cara você é fera, funcionou perfeitamente, obrigadoo!

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Mais de um ano depois, o Windows Live Messenger ainda funciona.

Como anunciado pela Microsoft o WLM realmente parou de funcionar para mim por volta de março do ano passado. Mas seu substituto oficial, o Skype, é tremendamente inferior quando o assunto é conversar pelo teclado, entre outros problemas (o Skype não permite arrastar e soltar imagens, por exemplo). Então quando eu descobri que um amigo meu ainda usava, meses depois do bloqueio, decidi descobrir como ele fez (o safado fez “charme” e não quis dizer… ).

É tão incrivelmente fácil que espanta. Basta instalar o Windows Live Messenger normalmente e depois rodar o Messenger Reviver, que o WLM parará de dar a mensagem de que você tem que baixar a versão nova (o Skype) e rodará normalmente.

Estou usando desde março de 2014, sem problemas.

É claro que isso só é possível porque os servidores da Microsoft ainda estão funcionando e o bloqueio do WLM é artificial. Uma mera imposição de “upgrade”.

14 comentários
  • Paulo - 46 Comentários

    Bom post. Após o “fim” do MSN, é o primeiro que admite que ele funciona.

    E o mistério continua. Ainda não encontrei nos blogs explicação sobre porquê ainda não desligaram os servidores.
    Disseram que seria no início de 2014. Já estamos em julho e até agora, nada. Pelo menos, bom pra mim e pra alguns amigos meus. Alertei todos a respeito do Reviver.
    Não gosto do Skype por ter muito menos funções. E o Facelixo não uso nem sob tortura. :P

    Viva o msn! :-)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      E o mistério continua. Ainda não encontrei nos blogs explicação sobre porquê ainda não desligaram os servidores.

      Uma possibilidade é que para suportar a transição o Skype foi programado para usar os mesmos servidores e que o truque do Messenger Reviver envolva mudar a mensagem de versão que é transmitida para o servidor. Talvez a MS nem saiba que ainda tem gente usando o WLM, porque todos agora se apresentam como “Skype” para o servidor. Assim, pensando que todo mundo já está usando o Skype, a MS não vê motivo para se dar ao trabalho de fazer as mudanças de infraestrutura necessárias para desligar definitivamente os servidores antigos.

      Mas isso é só especulação.

  • Renan Birck Pinheiro - 6 Comentários

    Pois é…

    Qual não foi minha surpresa ao abrir o Pidgin esses dias, mandar conectar na minha conta do MSN (normalmente só uso o Gtalk ativado nele, eu já tinha aposentado o MSN lá em 2011 ou 2012) e ainda ver gente on-line lá.

    • Saulo Benigno - 279 Comentários

      Sim, mas essa turma 90% com certeza está usando o Skype. Você acessando os servidores pelo MSN ou alternativos vai encontrar as pessoas conectadas em qualquer programa, incluindo o Skype. Não são redes diferentes :)

      • Luciano - 493 Comentários

        Saulo, não é o que percebi por aqui. Muita gente que eu tinha e que sei que converteu a conta para skype, simplesmente sumiu do msn. O que eu desconfio é que de fato não houve conversão e sim quem fez a mudança a microsoft simplesmente criou uma conta no skype e importou os contatos, e verifica quem fez a migração.

        O fato aqui, já que uso o miranda-im, tem gente que ficou no msn e continua aparecendo sob esse protocolo, e tem gente que eu tive que adicionar ao skype. Pois eu tenho conta nos dois serviços de quando eram separados. E ambas as contas continuam ativas e não foram interconectadas. Assim, se algum amigo que migrou pro skype, eu tenho que adicioná-lo no skype como um novo contato.

        Outro detalhe importante. Continuo usando uma versão antiga do skype, a 3.8.0.188. Por enquanto esta funcionando e não apareceu nenhuma ameaça ou imposição de upgrade.

  • Ricardo Macagnan - 5 Comentários

    E pensar que quase me xingaram de velho quando comentei que estava usando o Trilian num note HP movido a Pentium IV! E não é que é um sério candidato a substituir o MSN mesmo?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Velho? naaah…
      Esse pessoal não tem criatividade nem consciência ecológica e acha que dinheiro dá em árvore…

      Se eu tiver como encontrar um uso alternativo para algo supostamente obsoleto, vou dar. Qualquer que seja ele, é melhor do que jogar no lixo.

  • Luciano - 493 Comentários

    Tem que deixar uma coisa bem explicita. Eu estou com o protocolo do msn ligado no miranda-im até hoje e ainda tem gente que aparece no msn. Só que tem uma coisa… em geral são pessoas que não instalaram o skype e estão usando programas de terceiros (como eu) ou é via celular. O tal messenger reviver ai deve só remover a mensagem de upgrade forçado, mas não deve mexer em nada no protocolo. Pois o miranda-im como disse, continua funcionando e não mexi em nadica no protocolo dele (nem atualizei). O provável e que a microsoft deve ter enfiado os dois protocolos no mesmo servidor, e então, não tem bem o que desligar. Vamos ver até quando dura isso.

    Não sei quanto a conta do usuário, se durante a conversão é feita alguma coisa. O fato é que eu não converti minha conta, e junte isso ao fato de que o endereço de email que usei pra gerar o passport nem é do hotmail. O meu login no msn é com um email próprio.

  • VR5 - 397 Comentários

    Bom dia Jefferson!
    Sei que é off-topic, mas não achei o tópico certo, e sei que te interessas por isso: http://pcworld.com.br/noticias/2014/07/14/raspberry-pi-anuncia-novo-model-b-ainda-menor-com-mais-portas-por-us-35/

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu vi em uma lista onde participo. O upgrade é interessante e custando a mesma coisa é claro que é bem vindo, mas não muda muita coisa de fato no Pi. Um GPIO tolerante a 5V seria um salto muito maior, do meu ponto de vista.

  • snowzpoc - 311 Comentários

    Bom post; eu acho que, como o skype ficou aceitando o email que era usado no msn, os servidores permaneceram ativos, independente da aplicação. Usei o Trillian um tempo, é bem interessante, mas acho que hoje o whatsapp engoliu tudo isso. Ah, também sou do time dos que não usam facebook.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Para as pessoas que usam primariamente um telefone para se comunicar, sim. O whatsapp é o grande responsável pelo declínio do uso do Live Messenger. Mas eu uso primariamente um desktop e apesar de achar o Whatsapp o melhor meio de comunicação quando estou na rua, acho difícil tolerar me comunicar por mensagens em um telefone quando estou em casa. Até mesmo quando estou fora, se for um lugar com WiFi onde eu possa abrir um notebook eu prefiro ter esse trabalho a ficar teclando em um telefone.

      Se o whatsapp tivesse uma versão para o desktop, seria um grande avanço.

  • Gilberto Aerguelho - 1 Comentário

    Mereço o premio da pá de ouro por desenterrar tópicos antigos :-P
    hoje dia 23/12/2015 o MSN ainda continua a funcionar, chupa Skype!!!

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Minha primeira experiência com DLNA

A necessidade surgiu em visita a um novo cliente. Ele tem uma casa grande e gostaria de poder escutar sua seleção musical armazenada no PC quando estivesse na piscina com os amigos. Isso é até fácil: basta colocar alto falantes do lado de fora. Mas e se você puder acrescentar um ponto de sofisticação e ter o recurso de ver no smartphone/tablet o que está tocando e escolher o que vai tocar, como se seu dispositivo móvel fosse um sofisticado controle remoto?

O hardware do cliente:

Note que tudo o que está listado acima suporta DLNA. E os Airport suportam inclusive Airplay.

Existem diversas maneiras de se fazer isso, mas um dos requerimentos que eu mesmo estabeleci já eliminava várias delas: a coleção de músicas não pode ir para o dispositivo móvel. Além de serem 260GB de MP3, colocar em UM (ou copiar em mais um) dispositivo complicaria mais do que ajudaria.  Existe a possibilidade de eu colocar toda a coleção do cliente em um dispositivo NAS em algum lugar da rede (o Airport Extreme suporta isso), mas por hora eu estabeleci que o desktop Windows 7, onde a coleção já está, será o servidor. Numa rápida olhada no manual, descobri que o receiver Onkyo tinha suporte a DLNA, então será que eu poderia usar o PC como “server”, o tablet como “controller” e o Onkyo como “renderer” (os três papéis do DLNA)?

Numa rápida experiência que fiz aqui em casa descobri que por hora eu posso até mesmo ignorar a capacidade DLNA do Onkyo. Instalei a app BubbleUPNP no meu Grand Duos e após configurar um notebook com Windows 7 como server usando o recurso embutido no próprio Windows Media Player (WMP) 12, descobri que o WMP aparecia listado como opções de server e renderer na app.

Eu tanto podia:

  • Tocar as músicas armazenadas no meu telefone pelos alto-falantes do notebook;
  • Tocar as músicas do notebook pelos alto-falantes do celular;
  • Tocar as músicas do notebook, no notebook;

No caso do cliente eu certamente poderia enviar o som para outro dispositivo DLNA ( o Onkyo), mas por que fazer isso via rede, se o media server já está ligado por cabo HDMI ao Onkyo mesmo? Essa capacidade poderá ser interessante, porém, se e quando for decidido colocar a coleção em um NAS.

BubbleUPNP foi apenas a primeira app que testei, apenas para ter uma idéia do que eu podia fazer com DLNA, já que nunca tinha encontrado aplicação para isso antes. E gostei do que vi. Até as capas dos CDs embutidas nos arquivos  (recurso do MP3 ID3 v2) aparecem na tela de seleção de músicas. Mas a versão gratuita tem limitações chatas, como o limite de apenas 16 músicas na aba Playlist. Eu testei também o Toaster Cast DLNA UPNP Player, mas somente para poder acessar o notebook como media server já exigia que eu comprasse a versão Pro.

Que outras apps para Android e para IOS vocês sugerem?

Nota: Para o WMP aparecer como server na rede, basta que o usuário esteja logado. Mas para que apareça como renderer o WMP precisa estar rodando. Preciso de um comportamento melhor.

Media servers que testei, no meu Windows XP:

  • Songbird v2.2.0 – Funcionou como server, mas não encontrei opção de usá-lo como renderer.
  • XBMC Portable v9.11 – Tem as opções de server e renderer, mas só consegui fazer funcionar como renderer. Ao escolhê-lo como server, nenhuma das músicas da biblioteca aparece;
  • XBMC v12.3 (não encontrei no site oficial, por isso baixei do oldapps. A versão mais recente do XBMC, 13.0, não instala mais no XP) – Mesmo problema da versão 9.11.

xbmc_confluence_network-settings_ryan.com.br

15 comentários
  • eduardocampos - 3 Comentários

    Já testei várias opções como Serviio, iSedora, TVersity, TVmobili e Mezzmo. Uso basicamente para minha TV acessar conteudo no meu PC.

    O Mezzmo e TVmobili foram os que se destacaram, de longe, principalmente em performance (Faz muita diferença quando se tem mais de 10TB de mídia) e features, como organização de playlists e categorização de filmes.

    Acabei optando pelo Mezzmo por ter conseguido uma licença oficial em uma promoção. O mezzmo recentemente lançou um app tb, inclusive com trial, mas não testei ainda.

    Os dois são pagos, mas isso não deve ser problema pro seu cliente. :-P

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Os dois são pagos, mas isso não deve ser problema pro seu cliente.

      Você reparou né? :P

      Mas eu fiquei muito interessado nesse tipo de coisa para mim também. Por exemplo, há muito tempo eu quero ter um servidor de TV em casa, para poder assistir o que eu quiser a partir de um tablet ou telefone em qualquer lugar da casa. Mas é impressionante como isso é complicado. Fazer o streaming de um canal fixo é até fácil. Dureza é poder escolher remotamente.

  • Umbanda - 1 Comentário

    Si tienen dispositivos apple, “itunes remote” es lo mas fácil me parece…

  • alexandreteles - 6 Comentários

    Jefferson, aproveitando o ensejo do post me diga: qual a possibilidade de utilizar um FIC Conectado como HTPC?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Hoje, nenhuma. O FIC mal tem capacidade para reproduzir DivX com folga. x.264, nem pensar.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Um Raspberry Pi, apesar de ter algumas limitações, ainda é uma opção muito superior. Hoje eu usaria um FIC como terminal RPC, coletor de dados, servidor para pequenas automações… Aliás, ainda tenho três e acho que vou justamente colocá-los para trabalhar como terminais.

  • alexandreteles - 6 Comentários

    Meu único problema com o Pi é o preço que é muito salgado em terras tupiniquins xD

  • alexandreteles - 6 Comentários

    http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-569669396-thinclient-connec-ez350-adaptador-de-rede-usb-rj45-_JM

    O frete está com preço bem aceitável (moro em Salvador). Se tiver interesse, tá aí pra vc pegar xD

  • Walter - 140 Comentários

    Pena que você tem a necessidade do XP, hoje em dia o XBMC, que agora se chama Kodi, é muito mais que um media center.

    Aqui eu uso ele instalado em um mini pc da Zotac com Windows 7, dois NAS de 3T, um controle remoto logitech harmony e um receiver Denon. Existem diversos aplicativos para controlar o XBMC/Kodi nos dispositivos móveis, no Android eu uso o Yatse e no Ipad o Constellation.

    Para o seu cliente, seja qual for a solução que você vai adotar, eu recomendaria um cara desses aqui, estou pra receber um até o meio do mês:

    http://www.logitech.com/en-us/product/harmony-ultimate-hub

    Não só ele vai controlar o xbmc, como praticamente TODOS os dispositivos eletrônicos dele, de condicionador de ar até dimmer de luz, a partir de QUALQUER smartphone da casa. Sem contar o grande diferencial dos controles Harmony que é criar atividades, como ouvir música, ver tv, assistir filmes, etc, configurando corretamente como cada entrada e saída dos seus equipamentos devem se comportar.

    Voltando ao XBMC, você conhece esse fórum? http://xbmcbrasil.net/

  • Hítalo - 3 Comentários

    Jefferson, tive ótimas experiências com o “Plex”. Roda em Windows, Linux ou Mac. Baixa metadados para músicas, filmes ou seriados (inclusive legendas). Utilizei clientes em android, iOS e funcionou perfeitamente com o cliente nativo da minha TV LG (Media Link).
    O gerenciamento é feito por interface web e tem alguns serviços adicionais se for adquirido o serviço pago (não precisei).

    • Hítalo - 3 Comentários

      Olhaí um print: [img]https://ryan.com.br/blogs/quicktalk/wp-content/uploads/2014/08/1408458516598-3.jpg[/img]

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Atualizando para WordPress 3.9.1

Além dessa versão consertar muitos bugs (e naturalmente introduzir outros, mas temos que conviver com isso) uma coisa me chamou a atenção no changelog:  é ainda mais fácil adicionar imagens aos posts do que era na versão 3.6. Agora basta arrastar para o editor, enquanto estou escrevendo.

Fiz um backup completo antes, mas não fiz um teste rigoroso depois. Por favor, avisem se encontrarem algo anormal.

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Livro: Forever Odd muda a narração de Odd Thomas

Mas continuo sem saber se isso é bom ou ruim.

Como Odd Thomas terminou com um desfecho altamente desagradável e deixando muitas pontas soltas eu me senti compelido a ler a continuação, Forever Odd, em busca de respostas e, talvez, uma declaração do autor do tipo “just kiddding!” que revertesse a grande tristeza que encerrou a saga anterior. Nada disso aconteceu, mais pontas ficaram soltas e agora é que “o bicho pegou” mesmo. Forever Odd termina de forma surpreendente mas não desagradável. Bom… pelo menos não será desagradável se até o sexto livro o autor explicar o que danado aconteceu, porque ninguém mais sabe! Nem Odd, nem os leitores.

Uma coisa mudou radicalmente: enquanto no primeiro livro eu esperava um inimigo sobrenatural e não havia nenhum, no segundo livro eu esperava que o inimigo fosse apenas doido varrido, para acabar sendo revelado bem no finzinho que ele tinha de fato poderes sobrenaturais. E não, nenhum Bodach aparece no livro inteiro.

Eu até desconfiei de algo sobrenatural, mas usei o raciocínio errado. Eu desconfiei que Cheval Robert e Cheval Andre fossem fantasmas, mas isso não podia fazer sentido, já que Datura podia vê-los.

A comédia continua, mas do ponto de vista da ação o livro é frustrante. Houve momentos em que eu pensei que estava lendo de novo “O Senhor dos Anéis” de tão longas eram as passagens que só descreviam a paisagem. Eu esperei até o finzinho que Odd estivesse sendo procurado e que a “cavalaria” fosse aparecer a qualquer momento, mas Odd estava completamente só.  Pense no anti-climax que senti quando Odd estava à beira da morte no esgoto e foi revelado que todo mundo que podia ajudá-lo estava jantando em casa nessa hora.

Tá difícil, muito difícil eu dizer que “gostei” dessa série. Mas me sinto compelido a continuar lendo os livros seguintes só pela comédia e para ver se o autor salva a trama!

1 comentário
  • Carlos - 1 Comentário

    gostei muto da seri , mas só os livros que sairão aqui no Brasil , gostaria de ler os outro mas não sei ler inglês .

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VirtualCloneDrive acusando “Installation Failed!”

VirtualCloneDriveIsso aconteceu ontem em duas máquinas distintas rodando Windows XP SP3 e conectadas a um servidor de domínio (não sei se é relevante). Ambas desenvolveram problemas sérios que me fizeram decidir substituir o hive SYSTEM do Registro pela cópia de backup e reinstalar tudo que precisasse de drivers. Ao tentar reinstalar o VirtualCloneDrive, a surpresa:

  • Instalador acusa “Installation Failed!” mas prossegue aparentemente normalmente;
  • Toda tentativa de montar um ISO acusava o erro “Unable to mount VCD”;
  • Driver do VirtualCloneDrive aparecia com uma exclamação no Gerenciador de Dispositivos.

O mesmo problema, igualzinho, nas duas máquinas. Desinstalar e reinstalar o programa não surtia efeito. Para prosseguir com a instalação dos drivers (quase todo o meu kit de ferramentas está em arquivos ISO agora) tive que instalar o Daemon Tools nas duas, mas isso é meu “Plano B”, pois prefiro o VirtualCloneDrive. Quando a poeira baixou e eu tinha resolvido os problemas que me levaram a apelar para os backups do Registro, parei para tentar solucionar o problema criado pela minha decisão.

Encontrei este post, que falava do mesmo sintoma, com causa diferente. Mas que me fez olhar de perto os drivers. O virtualclonedrive instala dois (e não ter notado isso me confundiu por alguns minutos):

  • ElbyCDIO.sys
  • vclone.sys

Ao clicar com o botão direito para checar as propriedades dos arquivos, descobri que ambos estavam dando aviso de que “eu não tinha permissão para ver as propridades de segurança mas que ue poderia me tornar proprietário do arquivo e blá-blá-blá… ” Isso certamente estava errado porque eu estava logado como Administrador e localmente (não no domínio – será que fazia diferença?). Provavelmente instalação e desinstalação estavam esbarrando no mesmo problema.

Isso foi completamente inesperado. Eu não contava com ter um problema de permissões ao restaurar um backup do Registro. Ainda mais um problema cujo sintoma não menciona permissões. E apenas o VirtualCloneDrive me criou esse problema. Todo o resto dos drivers foi resinstalado sem erro.

Apaguei manualmente os dois arquivos e reinstalei. Problema resolvido.

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Multifuncional HP M127fn: trabalho de impresão some e não imprime.

HP_MFP_M127fn_ryan.com.brEsse problema é um velho conhecido meu que aparentemente só acontece com impressoras HP. Você manda imprimir algo, vê o trabalho aparecer no gerenciador de impressão do Windows por um breve instante e sumir em seguida, sem que nada tenha sido impresso.

A máquina rodava Windows XP SP3. Instalei a impressora usando a opção “Rede”, sem usar o cabo USB. Tudo transcorreu bem e a página de teste foi impressa, mas foi a única coisa que a impressora se dignou a imprimir desse computador. Desinstalei e instalei usando a opção USB. Dessa vez nem a página de teste foi impressa.

Para testar se a impressora novinha já estava com defeito, fiz a instalação em outra máquina, também Windows XP SP3, via rede. Imprimiu normalmente todas as vezes que testei.  Isso confere com o que acontece com a Laserjet P1005: algo que o driver da HP faz no Windows bloqueia definitivamente a impressão.

Mas ao contrário do que acontece com a P1005, onde usar o desinstalador e reinstalar depois efetivamente resolve o problema (até acontecer de novo semanas ou meses depois por razões desconhecidas), usar o desinstalador da M127fn não resolveu nada.

É importante notar que o scanner sempre funcionou e a impressora sempre aparecia online. A multifuncional era vista perfeitamente pelos drivers.

Tentei usar a Recuperação do Sistema para voltar para quando eu ainda não havia instalado a impressora, já que pelo menos havia impresso uma vez antes de parar, mas, como de costume, a recuperação não funcionou, mesmo tentando voltar para apenas um dia antes da instalação da impressora (raras são às vezes que funciona comigo, quando eu realmente preciso dela).  Baixei e instalei a última versão do firmware da impressora, tentei o driver do CD, o driver do site e até o driver que vem dentro da própria impressora em um CD ROM virtual, mas nada surtiu efeito.

Eu até tentei editar na munheca o Registro, removendo todas as referências a “Packard” e “HP” (prestando atenção ao que estava fazendo, claro) que eram muuuuuitas, mesmo com todo o software da HP devidamente desinstalado (a HP emporcalha o Registro de qualquer máquina Windows) inclusive com a ajuda do Revo Uninstaller, mas como eu até já esperava, só piorou a situação. Você pode até retirar tudo o que explicitamente se refere à HP, mas não tem como acompanhar manualmente todos os links internos não explicitos que você está quebrando ao fazer isso.  O resultado é que muita coisa fica órfã e o instalador da HP não perdoa: A instalação da HP nem funciona mais se você tentar se livrar do lixo manualmente. É claro que eu tinha feito uma cópia do Registro antes de me aventurar nisso.

No segundo dia na empresa do cliente, sem outras idéias, parti para a ignorância. Substituí o hive SYSTEM inteiro do Registro pela cópia de backup em %Windir%\repair, reinstalei todos os drivers e a impressora.

Aí funcionou normalmente.

1 comentário
  • Luciano - 493 Comentários

    “a HP emporcalha o Registro de qualquer máquina Windows”

    Só o registro? O_o

    Antes fosse! O instalador de um scanner HP que eu tenho simplesmente despeja cerca de 1,2GB de lixo no HD. E a porcaria nem me possibilita instalar somente o driver pra poder usar o scanner com programas de terceiros. Tenho que apelar pra um driver alternativo.

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Livro: Odd Thomas não é nada do que eu esperava

E ainda não sei se isso é bom ou ruim.

OBS.: Eu até tento evitar os spoilers, mas não dá para realmente criticar o livro usando indiretas o tempo todo.

Não leia o livro se não gostar de uma trama com pontas soltas. Se você espera que em um best seller de suspense todas as coisas esquisitas que acontecem ao longo da trama sejam explicadas,  preferencialmente de uma forma surpreendente, no fim do livro, esqueça Odd Thomas. Eu li o segundo livro esperando ter explicações para os mistérios do primeiro e só o que encontrei foram mais pontas soltas.

No cinema, quando o diretor ocupa preciosos segundos da trama com um evento aparentemente banal, supérfluo, como quando o personagem de Wesley Snipes passa mal e vai ao hospital em The Art of War, você fica se perguntando o que aquela cena de 1 minuto tem a ver com a trama e no final do filme descobre que nessa visita implantaram nele um rastreador. Em filmes, cada segundo tem que ser explicado no orçamento. Já em livros, infelizmente, o autor pode se dar ao luxo de escrever páginas e páginas sobre algo e depois esquecer ou desistir de fazer o desenvolvimento.

E aí vem o maior problema de Odd Thomas. No início da trama, Odd esbarra em um portal que funciona mais ou menos como uma máquina do tempo. Mas é tão perigosa que uma pessoa sã somente recorreria a ela em caso de vida ou morte. E o que acontece quando no final do livro Odd se depara com um desfecho estarrecedor que poderia ser desfeito com uma máquina do tempo? Ele parece esquecer que conheceu tal coisa e a vida prossegue. Não se desperdiça uma linha sequer racionalizando isso, nem explicando que medidas foram tomadas para, em outro extremo, evitar que o portal fosse reaberto.

Aliás, o final da estória é brochante. Apesar de suspeitar que ia acontecer exatamente o que aconteceu, dadas as diversas dicas ao longo da narração, ainda fui apanhado de surpresa. Me senti trapaceado pelo autor. E isso mesmo tendo suspeitado, sim, que pudesse estar sendo usado o recurso do “unreliable narrator” e Odd (o narrador) estivesse escondendo algo dos leitores. Odd não apenas estava sendo um narrador não confiável, mas ainda confessa isso com todas as letras para o leitor quando a verdade é descoberta. Eu poderia ter gostado, como gostei de ser enganado pelo diretor em O Sexto Sentido, mas não gostei. Acho que faltou me enganar “do jeito certo”.

Outra coisa que me incomodou na trama foram os tais Bodachs. Ora, a menos que todos eles estivesse conspirando para enganar Odd, qual a explicação para que eles seguissem o Fungus Man (que nunca havia matado ninguém, ainda) às centenas, mas que nem umzinho sequer fosse visto perto dos outros (muito mais perigosos) envolvidos na trama? Fungus Man era apenas o doido financiador da operação e aprendiz de monstro enquanto os outros já eram monstros.

E o que eles faziam nas casas das pessoas que iam ainda morrer? Os Bodachs vem do futuro?

A necessidade de ler o livro surgiu quando vi o trailer do filme e descobri que era baseado em um best seller. Nunca havia lido nada antes de Dean Koontz e não gosto de ler algo depois de ter visto o filme. Mas justamente ter visto o trailer do filme me levou a outra frustração: as cenas cuidadosamente escolhidas do trailer me levaram a crer que Odd estivesse lidando com uma ameaça sobrenatural. Não era! Todos os antagonistas da estória eram homens sem poder sobrenatural algum. Os Bodachs, apesar de Odd sabiamente não querer descobrir do que eles são capazes, são meros espectadores, que no fim das contas só são relevantes quando as mortes começam porque Odd pode vê-los e essa visão atrapalha o seu foco inclusive literalmente!

E as coisas inacreditavelmente burras, para alguém que dá todos os sinais de ser muito inteligente, que Odd faz? Eu pensava no ator Karl Urban dizendo “Unbeliavable” e balançando a cabeça o tempo todo:

  1. A decisão de se livrar do corpo de Fungus Man em vez de simplesmente “se mandar” já é altamente questionável, mas dá até para aceitar a racionalização que ele faz. Porém o que ele faz em seguida…
  2. Leva a arma que supostamente matou Fungus Man, que não era sua, juntamente com o cadáver, mas se livra do cadáver e continua com a arma. Logo a arma que foi usada em um assassinato preparado para incriminá-lo e quando ele ainda não tinha “pisado na armadilha” e dava tempo de recuar. Mesmo sem ter intenção de usá-la (como realmente não usou) e tendo recusado a oferta de amigos que ofereceram armas para sua proteção;
  3. Tendo decidido enfrentar os loucos sem armas de fogo a abandonado a arma que matou Fungus Man no seu carro, Odd decide de repente sair com a arma (outra) que ele sabia ter sido usada para matar três seguranças segundos antes.

Ou seja: ele não tinha culpa de nada e saiu criando um rastro que o incriminava. E isso com o chefe de polícia, o único na organização que tinha grande probabilidade de acreditar na sua inocência, entre a vida e a morte no hospital vítima de um crime que poderia também ser atribuído a ele!

O livro não é um caso inteiramente perdido, porém. Odd é muito bem humorado e os diálogos dele com todos os outros personagens são engraçados e memoráveis. Eu gosto do estilo que mistura drama com comédia (Harry Potter, Supernatural, Castle, Rizzoli & Isles…) e ultimamente tenho sentido dificuldade para ler estórias ou assistir a séries que sejam puro drama apesar de saber que são boas (Fringe, Game of Thrones…).

O bom humor, que inclui referências a outras obras relevantes (como O Sexto Sentido) salva o livro.

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A Hostgator me tirou do ar duas vezes. E a culpa não era exatamente minha.

Não, não foi por isso que eu não tenho escrito aqui no blog. É que eu tenho andado ocupado. Mas o que a Hostgator fez me deixou assustado porque bloqueou o acesso de todos vocês ao que já foi publicado. E isso é ruim, muito ruim! :)

A primeira vez foi há um mês. O staff da Hostgator bloqueou, alegando excesso de uso de CPU, o acesso à parte principal do domínio ryan.com.br com centenas de páginas em wordpress. Como eu nunca tinha tempo *e* paciência para seguir as instruções para “sanar o problema”, o bloqueio perdurou por um mês (perdi posição no ranking do Google, receita do adsense, etc) Sentei, conferi o longo checklist deles à procura de problemas e não achei nada. Tudo o que podia fazer era atualizar o WP-Super-cache e pedir para desbloquearem. E eles desbloquearam.

Isso foi na semana passada. Hoje eu descubro que a Hostgator, alegando novamente uso excessivo de CPU, bloqueou minha conta inteira. No mínimo 4 domínios (incluindo o da empresa de um cliente) saíram do ar.

Como não tinha a menor lógica isso ser minha culpa, eu educadamente  “rodei a baiana”. Expliquei em resposta ao ticket que há meses eu não fazia qualquer modificação em qualquer dos domínios (“tá tudo no piloto automático”) e não sabia nem por onde começar a resolver um problema surgido “do nada” que afetava minha conta inteira. Deixei claro que achava mais fácil mover tudo para a Dreamhost.

E até comecei a pesquisar o que era preciso para fazer essa migração. É um saco, porque a Dreamhost não usa cPanel, então cada instalação do wordpress e cada banco de dados precisam (precisa?) ser exportados e importados individualmente (até onde cheguei a ver).

Horas depois, quando eu já achava que o staff estava “de pirraça” por causa de minha ameaça porque não tive notícias e eles geralmente respondem rápido, recebi uma atualização de ticket dizendo que localizaram o problema. Um único endereço IP, tentando baixar um de meus arquivos (um pacote de firmwares da Dyomate), estava disparando milhares de solicitações a um script php do wordpress. Eles então bloquearam o IP que estava fazendo isso e liberaram a minha conta.

Mas o correto não teria sido fazer essa checagem logo no início? Quer dizer que um único indivíduo consegue derrubar um site hostgator e o cliente é que tem que investigar isso? Fui vítima de um ataque DoS que qualquer um poderia fazer?

Só não mudo para a Dreamhost já porque não tenho *certeza* de que lá seja diferente.

PS.: O IP era de Singapura. Investigando os logs percebi outro problema também originado em Singapura, por outro IP mas tendo como alvo o mesmo arquivo. Como eu não posso bloquear um país inteiro por causa disso, decidi tirar do ar o arquivo.

 

11 comentários
  • Ygor Almeida - 136 Comentários

    Ryan,
    Não que a Dreamhost seja melhor ou pior, tudo depende de quanto você usa ou consome dos diversos tipos de planos que eles tem. Não sei quanto você usa no atual host, ou quanto paga ou estaria disposto a pagar por mês.
    O conceito da Dreamhost é outro, não é com painel de revenda/hospedagem mas você pode se virar bem depois que pega o esquema.
    Bom eles tem um cPanel Importer – caso vc queira transferir uma conta cPanel para eles – o painel proprietário se conecta a sua conta ou backup e transfere por você.
    Não é só você que anda ocupado. Relaxa, estou na mesma situação. Já tentei umas 3 vezes achar tempo para um projeto semelhante ao Quick Talk e escrever umas coisas sobre meu trabalho experiencias e meu cotidiano, mas sem tempo também não consegui. Ta tudo no rascunho do meu blog também. Sem nunca ter sido publicado.
     
     

  • snowzpoc - 311 Comentários

    bom ver postagem nova, pena ser com um problemão desse. Continuo visitando para aprender com as peripécias enfrentadas pelo Jefferson.

  • Magno Lima - 8 Comentários

    Já que levantou a dúvida no vernáculo, vou opinar:
    E, antes de tudo, informo que você é o melhor escritor de português que eu conheço dentro da “classe” de tecnologia :-)
    Há anos sou leitor daqui, mais no silêncio eu sei, mas digo que são poucas as escorregadas.
    Então vamos lá: (e somente no parágrafo em questão):

    “—-> E até comecei a pesquisar o que era preciso para fazer essa migração. É um saco, porque a Dreamhost não usa cPanel, então cada instalação do wordpress e cada banco de dados precisam (precisa?) ser exportados e importados individualmente (até onde cheguei a ver). ” “E até comecei a pesquisar o que era preciso para fazer essa migração” o verbo *precisar* ficou carente da preposição. Ficaria corrigido assim:

    —–> “E até comecei a pesquisar DO que era preciso para fazer essa migração”

    Quanto ao “… cada instalação do wordpress e cada banco de dados precisam (precisa?) ser exportados…”

    Penso que seja o caso do singular: “…cada instalação do wordpress e cada banco de dados precisa DE ser exportado…” (olha o danado do precisar aqui novamente :-) )

    Mas não estou completamente seguro, já que, neste caso, há a conjunção aditiva “e” trazendo a ideia de soma das duas orações, o que poderia levar o verbo ao plural…
    Fica, então, a deixa para contribuição dos demais (contribuição de gramática em um site de tec…kkkkk
    Grande abraço

  • snowzpoc - 311 Comentários

    Jefferson, cadê você??? 

  • alexandreteles - 6 Comentários

    O Jefferson sumiu?

  • acneri - 8 Comentários

    Eu já havia mesmo cogitado a possibilidade dele ter sido preso e não ter acesso à internet quando ele fez a operação…
    Hahahaha!
    Eu entendo! A oferta de entretenimento tem aumentado muito. E eu não ficaria escrevendo pra um monte de marmanjo quando tem uma porção de gatinhas por aí!
    Vai tranquilo, Jefferson! O povo se vira aqui! :lol:

  • VR5 - 397 Comentários

    Operação??? NEM vou perguntar que operação…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA :lol:

      Tenho uma razoável certeza de que ACNERI está se referindo à minha cirurgia nos olhos, da qual certamente você está a par :D

       

  • VR5 - 397 Comentários

    Ah, nem me lembrava mais, tá certo! Mas que bom que aos poucos estás voltando aqui no blog! :)

  • snowzpoc - 311 Comentários

    finalmente parei pra comentar, estava sem tempo:

    aeeeeee Jefferson, bom ver que estás bem e que o blog voltou, passava aqui todo dia, sem desistir :-)

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