Análise dos relés de subtensão, sobretensão e sobrecorrente TOMZN TOVPD1-40-V e TOVPD1-60-VA

Você pode querer ler isto antes: Por que instalar seus próprios relés de subtensão pode ser importante.

Neste texto eu vou estar me referindo ao modelo TOVPD1-60-VA (que tem medição de corrente) exceto em caso de observação em contrário. As fotos externas são do modelo TOVPD1-60-EC, mas é idêntico ao TOVPD1-60-VA por fora.

Este aparelho não pode ser usado em regiões de 127V. A tensão mínima ajustável nos parâmetros é 140V. Sua tensão nominal é 220V com frequência de 50 ou 60Hz.

É feito para ser montado em um trilho DIN do tipo usado no Brasil e monitora subtensão, sobretensão e sobrecorrente. Existem dois modelos: 40A e 63A. Custa no máximo 10 dólares na Aliexpress.

Pode não ser fácil ver na foto, mas os terminais de entrada são devidamente marcados com N (neutro) e L (fase). Vai funcionar se for ligado invertido, mas não é uma boa prática, vai criar uma situação de perigo e você não vai poder fazer uso da dica que vou dar adiante. Respeite a polaridade.

 

Durante a operação normal os displays mostram a tensão e a corrente medidas pelo dispositivo.  Como o indicador de corrente só tem uma casa decimal não consegue registrar nenhum consumo inferior a 0.1A, como o de uma lâmpada de 8W (0.045A em 220V). Então você precisa ficar atento, pois “00.0A” no display não significa “nada ligado”. Durante o ajuste, mostram os parâmetros que você está alterando em cima e o respectivo valor embaixo. Ao energizar, mostram a contagem regressiva para a ativação do relé. Ao contrário de um DR, onde fase e neutro precisam passar pelo dispositivo para que ele faça seu trabalho, em um relé de subtensão isso não é necessário e até contraproducente. Você vai ver a razão na próxima foto.

TOVPD1-40-V

TOVPD1-40-V (sem medição de corrente). O relé usado é o JQX-15F(T90) de 40A.

  • A – Condutor neutro
  • B – Condutor fase
  • C – Placa de potência
  • D – Relé do tipo normalmente aberto (NA)
  • E – Placa de controle e interface com o usuário

Como se pode ver, o condutor destinado ao neutro passa direto pelo dispositivo e apenas um fio fino é ligado dele para a placa de potência. Na verdade a única necessidade de conectar o neutro a esse dispositivo é poder alimentá-lo e dar uma referência para a medição de tensão. Então você pode ligar o dispositivo ao neutro da instalação por um fio igualmente fino, que pode ser conectado tanto em IN quanto em OUT. Já o fase precisa entrar por IN e sair por OUT do contrário o dispositivo nem vai ligar.

TOVPD1-40-V

A fonte é do tipo sem transformador.

A seguir, o modelo TOVPD1-60-VA por dentro.

 

 

TOVPD1-60-VA

Remontar esse relé requer uma grande dose de paciência, principalmente se você não tiver prestado muita atenção na hora da desmontagem. Você precisa observar como os contatos são assentados nas cavidades, o lado em que fica o condutor neutro e onde é entrada e saída tanto na placa quanto no fundo plástico.

As instruções abaixo são para o modelo que tem medição de corrente (TOVPD1-60-VA)

Para configurar, aperte e segure o botão SET. O display superior vai exibir “A1”. Aperte SET de novo para pular para o próximo parâmetro. Mude o valor exibido no display inferior apertando as teclas de seta para baixo e para cima. Eu tenho uma unidade aqui que parece estar com defeito e para entrar no modo de ajuste você precisa dar um breve toque em SET. Apertar e segurar nunca vai entrar no modo de ajuste.

  • A1 – Retardo de religamento ao energizar, em segundos (1-500);
  • A2 – Tensão de desligamento por sobretensão, em volts (230-300). Para desligar a função defina um valor maior que 300. O display exibirá “OFF”;
  • A3 –  Tensão de religamento por sobretensão, em volts (225-295);
  • A4 – Retardo de religamento por sobretensão, em segundos (1-500);
  • A5 – Retardo de desligamento por sobretensão, em segundos (0.1-30);
  • A6 – Tensão de desligamento por subtensão, em volts (140-210). Para desligar a função defina um valor menor que 140. O display exibirá “OFF”;
  • A7 –  Tensão de religamento por subtensão, em volts (145-215);
  • A8 – Retardo de religamento por subtensão, em segundos (1-500);
  • A9 – Retardo de desligamento por subtensão, em segundos (0.1-30);
  • A10 –  Corrente de desligamento por sobrecorrente, em amperes (1-40/63). Não é possível desligar a função, mas você pode configurar para o valor máximo;
  • A11 – Retardo de religamento por sobrecorrente, em segundos (1-500);
  • A12 – Retardo de desligamento por sobrecorrente, em segundos (0.1-30);
  • A13 – Calibração da medição de tensão. Se você achar que o aparelho não está medindo corretamente.

Para salvar, continue apertando SET até ser exibido “End” no display ou aperte e segure SET até sair do modo de ajuste.

Não existe calibração da corrente e eu não creio que esse aparelho meça a corrente corretamente.

A proteção contra sobrecorrente pode causar desligamentos inesperados. O relé mesmo ajustado para uma corrente bem superior à necessária estava desligando toda vez que eu ligava o disjuntor da minha oficina/escritório. Você pode ter que aumentar A12 e A11 até isso parar de ocorrer ou deixá-los no máximo se achar, como eu, que a proteção oferecida pelos disjuntores já existentes na casa é suficiente.

O funcionamento do relé na proteção contra subtensão foi confirmado usando um transformador variável (variac). Eu não tenho como testar sobretensão, porque o mínimo ajustável deste aparelho são 230V e para obter isso eu precisaria montar um elevador de tensão, o que eu não tenho disposição para fazer no momento.

Funcionamento básico – Subtensão

  • Se o relé for energizado em uma condição de subtensão ele nem chega a começar a contagem regressiva para ligar e entra no ciclo de subtensão a seguir;
  • Quando a tensão cai abaixo do valor definido em A6 pelo tempo definido em A9, os contatos são abertos e o display superior fica alternando entre “LU” e  a tensão medida;
  • Alcançada a tensão de religamento definida em A7, o display superior começa a exibir a contagem regressiva definida em A8 para ligar. Se a tensão voltar a baixar a contagem é cancelada e volta a alternar entre “LU” e a tensão medida;
  • Se o relé for energizado em uma condição normal de operação o display superior exibe “PUP” e o inferior uma contagem regressiva para ligar definida em A1.
15 comentários
  • Claudio - 86 Comentários

    Muito bom, não conhecia! A única coisa que me deixa com uma “pulga atrás da orelha” é esse relé pequeno, a corrente toda precisa passar por ele. Por mero $1 de diferença eu recomendaria comprar sempre a versão de 63A, mesmo que seja para usar em um circuito individual de 15A por exemplo.

    Cargas indutivas, especialmente as “burras” como geladeira não-inverter tendem a causar um pico de corrente razoável quando o motor é acionado, então quanto mais super-dimensionado o relé, melhor. Alias, imagino que esse possa ter sido o motivo dos disparos acidentais quando estavas testando a limitação de corrente.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Muito bom, não conhecia! A única coisa que me deixa com uma “pulga atrás da orelha” é esse relé pequeno, a corrente toda precisa passar por ele. Por mero $1 de diferença eu recomendaria comprar sempre a versão de 63A, mesmo que seja para usar em um circuito individual de 15A por exemplo.

      Eu concordo e ponderei muito a respeito na hora de fazer minha compra. O problema dessas coisas chinesas é: a versão de 63A realmente suporta 50% a mais de corrente ou usa o mesmo relé de (supostos) 40A remarcado para 63A? Ó dúvida cruel…

  • Claudio - 86 Comentários

    Uma dúvida: na foto não fica muito claro, mas me parece que o condutor de fase B está preso aos bornes IN/OUT apenas por pressão entre o condutor e a capa. É isso mesmo? Não consegui ver indícios de solda ou crimpagem O_o

  • Sergio Gois - 1 Comentário

    Olá, estou usando um aparelho desses.. porém no meu caso ele está ligado FASE+FASE… ele vai servir? Outra pergunta, você teria uma relação com os erros apresentados? No meu apareceu HU e deu falha (led vermelho) depois de desligar e ligar novamente, ele voltou a funcionar… quero acreditar que (HU quer dizer High Voltage)….só queria confirmar…

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Olá, estou usando um aparelho desses.. porém no meu caso ele está ligado FASE+FASE… ele vai servir?

    Não vejo razão para não funcionar.

    quero acreditar que (HU quer dizer High Voltage)….só queria confirmar…

    Isso mesmo.

  • Márcio Valério - 1 Comentário

    Olá!

    Excelentes artigos, muito obrigado por compartilhar!

    Minha região é alimentada por 127V. Por acaso você conhece algum dispositivo desse para esta classe de tensão?

    Muito obrigado!

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Ao desmontar e remontar o TOMZN é preciso de um cuidado extra: a base encaixa em qualquer posição e se você encaixar invertida, a marcação de quem é fase e neutro na face vai estar errada, comprometendo o funcionamento.

    Como eu estava ligando o neutro apenas embaixo, o sintoma era de que o TOMZN nem acendia. Se eu estivesse ligando o neutro em cima o TOMZN provavelmente ia acender, mas qualquer operação que abrisse o relé ia desligar o TOMZN, fazendo o relé fechar de novo, o que ia ligar o TOMZN e assim ficar em um loop infinito.

    Antes de desmontar, marque com uma caneta na base que é o F e o N, para evitar isso. Você também pode se certificar na hora de fechar que debaixo de onde está marcado N tem que estar passando a grande malha do neutro e não a placa.

  • Moises Fabiano Silva - 1 Comentário

    Boa tarde
    Tenho uma dúvida aqui eu preciso de um para pegar a tensão de fase fase 220v aqui a tensão da 250volts eu consigo tá usando ele

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Eu acredito que sim. O máximo que pode ser ajustado nele para desligamento por sobretensão é 300V então supostamente ele pode operar até bem perto dessa tensão.

  • Winsley de Oliveira - 1 Comentário

    Achou alguma versao 127V? Aqui tenho um sistema Trifasico 127V + 127V + 200V + Neutro. Comprei um Tomzn TRI mas nao me atentei a ser somente 220.
    Na China energia é 220 Fase + Neutro (2 fios) diferente do nosso 127+127 = 220.
    Minha intencao somente proteger a rede pois a Enel esta entregando 239V e meus nobreaks tem o limite de 240V (APC), estudando a troca por outros IBM que vao ate 265V.

  • Delso - 3 Comentários

    Qual a quantidade de erros esse rele registra?
    Sei que os tipos são Hu,Hi e Lu., mas quantidade de erros não consegui saber.
    Sabe informar?

  • Delso - 3 Comentários

    Boa tarde. Depois de muito cosultar verifiquei que um chinês fez um teste bem completo sobre esse relé e o mesmo dentre outras diversas falhas menos graves, identificou ao menos uma grave. Essa falha é o tempo em ms que o relé desliga a carga após uma sobretenção, que chegou a até 700ms. Ou seja, muitos equipamentos sensíveis ligados a esse relé poderão não resistir a esse tempo, que deveria estar na faixa de 70 a 80ms.
    Entendo que um relé tão barato, hoje por volta de 20 reais na China, realmente não poderia fazer milagre. Isso corrobora com o teste do chinês.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Por que instalar seus próprios relés de subtensão pode ser importante

Neste post, vou dividir as cargas possíveis em três categorias:

  • Cargas resistivas;
  • Motores;
  • Fontes de alimentação.

O caso das cargas resistivas

Para cargas puramente resistivas (e hoje em dia praticamente isso só existe no chuveiro elétrico, cafeteira e ferro de passar) quando a tensão cai a corrente também cai. Se você estiver tomando um banho quente com um chuveiro sem controle eletrônico e a tensão na sua residência que deveria ser de 220V de repente cai para 150V, nada de ruim vai acontecer com o chuveiro seja a curto ou médio prazo. A água vai ficar mais fria e só. Se você pegar um chuveiro feito para 220V e instalar na sua casa em 110V, o único efeito disso é que ele só vai alcançar a metade um quarto (obrigado, Claudio!) da potência nominal e talvez durar mais. A potência nas cargas resistivas é linearmente proporcional à tensão aplicada. Antigamente todo mundo tinha um detector de queda de tensão na casa na forma da lâmpada incandescente: quando a tensão caía, até mesmo porque uma carga de alta corrente foi ligada em outra parte da casa, notava-se uma redução no brilho da lâmpada, porque esta também era uma carga puramente resistiva. Hoje com a onipresença das lâmpadas de LED você usualmente só percebe que há algo errado se estiver usando um ventilador.

Resumindo: você não precisa se preocupar com subtensão em cargas resistivas.

O caso dos motores

No caso dos motores, (geladeira, bomba d’agua, ar condicionado…) a coisa é contra-intuitiva.  Um motor reage a uma queda de tensão com um aumento na corrente de modo a manter sua potência nominal. Então se por exemplo você pega um motor de geladeira com potência nominal de meros 74W projetado para 220V e o deixa operando em 150V eu acredito (nunca fiz um experimento) que seja essa a variação teórica na corrente:

  • 74/220=0.336A
  • 74/150=0.493A

E para um compressor de ar condicionado split de 600W:

  • 600/220= 2.727A
  • 600/150= 4A

Parece pouco. Afinal no primeiro caso estamos falando de menos de 160mA de diferença. Porém nos dois casos isso representa um acréscimo de ~50% na corrente de projeto e as perdas por calor são diretamente proporcionais ao quadrado da corrente (Efeito Joule). O motor vai esquentar mais e isso pode (não significa que vai) provocar danos imediatos ou a redução de sua vida útil. Uma complicação extra é que a velocidade do motor é proporcional à tensão, então se o motor refrigera a si mesmo (moto bombas tem uma ventoinha na outra extremidade do eixo) essa refrigeração fica prejudicada justamente numa situação em que ele vai esquentar mais.

Geladeiras costumam ser equipamentos bem “frugais” operando propositalmente com pouca ou nenhuma eletrônica, mas idealmente equipamentos caros que já contam com eletrônica embarcada como condicionadores de ar do tipo split deveriam ter sensores para controlar tudo isso e deixar o fabricante se preocupar com isso seria perfeito pois o equipamento só desligaria quando as condições realmente não fossem mais toleráveis para ele. Mas eu acho muito arriscado apostar no fabricante estar se lixando para isso e a menos que esteja no manual que o aparelho tem proteção contra subtensão (ou que eu tenha dinheiro para comprar e instalar um novo a qualquer tempo), acho melhor não confiar. Existe uma regra geral que diz que para cada 10 graus Celsius em que o motor operar acima da temperatura máxima para a classe de isolamento do enrolamento, sua vida útil cai em 50%. Você pode conferir isso, por exemplo, na página 35 deste manual da WEG. Só o fabricante pode realmente saber que “folga” existe no seu produto para um aumento na temperatura, porque é ele quem sabe a classe de isolamento usada no motor e é ele quem está na posição de fazer as medições necessárias.

Proteção térmica para motores não é algo novo. O problema é que não parece ser algo obrigatório e muito menos obrigatório que seja conveniente para o consumidor doméstico.

Décadas atrás eu dormia com um ventilador na estante dividindo o espaço com livros e acordei com o quarto cheio de fumaça e o ventilador literalmente em chamas, porque um livro havia caído e prendido a hélice. Pensar em como isso poderia ter sido muito pior ainda me assusta. Ventiladores domésticos hoje (eu suponho que esteja na norma NBR11829) são equipados com fusíveis térmicos no enrolamento para evitar que incendeiem em caso de sobrecarga mas esse fusível não é substituível pelo usuário e, se abrir, o ventilador vai ficar inutilizado e requerer reparo especializado. O mesmo problema ocorre na cafeteira e no ferro de passar. E não é porque o ventilador seja barato, porque é assim no Arno VF40 de R$200. Motores maiores podem vir (não necessariamente vem) equipados com termostatos bimetálicos, que são dispositivos de proteção inteiramente mecânicos e simples. Quando a temperatura  do termostato passa de um determinado valor, o material nos contatos expande por coeficientes diferentes (são metais diferentes, daí o nome) e então o contato abre e o motor desliga.

Fonte: Wikipedia

Quando o termostato esfria os contatos voltam a encostar e o motor pode ser ligado novamente. Dependendo de como é feita a ligação do motor ele religa automaticamente, mas não é bom para o motor ficar nesse liga-desliga sem supervisão por horas e horas.

Alguns compressores e ventiladores usados em condicionadores de ar costumam vir com a inscrição “thermally protected” na etiqueta, que supostamente significa um tipo ainda mais inteligente de proteção. Mas como ter certeza de que o compressor que está lá dentro do seu condicionador tem essa proteção se não estiver escrito com todas as letras no manual?

E se for a mesma “proteção térmica” dos ventiladores domésticos, que efetivamente “mata” o aparelho, você não vai querer deixar seu equipamento à mercê dessa “proteção”.

Lá em cima, quando eu falei “sem controle eletrônico” ao falar dos chuveiros eu estava pensando em um pequeno detalhe que vale a pena mencionar agora. Caso o chuveiro (na verdade, qualquer sistema de aquecimento baseado em resistência elétrica) tenha um controle eletrônico que use sensores e controle de corrente para manter a temperatura da água constante, ele pode funcionar como motor para os efeitos deste texto. A tensão cai, o sensor detecta a redução na temperatura e o circuito de controle reage aumentando a corrente disponível para manter a potência.  Mas supostamente o projetista do equipamento não vai deixar a corrente subir até um ponto acima do tolerado pelo equipamento, já que ele tem controle sobre ela.

O estudo da SCE Corporation

Em algum momento por volta de 2006 (os autores esqueceram de datar o documento e tive que deduzir) a concessionária de energia SCE Corp nos EUA fez uma investigação para determinar por que a tensão da energia fornecida por eles demorava dezenas de segundos para normalizar após uma queda de energia de fração de segundo, quando em condições normais deveria normalizar em menos de um segundo. O resultado foi publicado em um estudo de 59 páginas que afirma que isso era causado pelas unidades de ar condicionado dos consumidores, que “travavam” (stall) pela condição de sub-tensão, gerando um consumo maior até suas proteções internas atuarem. Imagine o problema da sua casa acontecendo na rua inteira, no bairro inteiro, na cidade inteira de uma vez.

Numa primeira análise você pode concluir que esse é um problema que afeta somente a concessionária, porém na realidade quando você empurra a correção da normalização da tensão para a casa das dezenas de segundos, outros equipamentos que de outra forma não teriam sido afetados pela falha começam a ser afetados pela demora na normalização da tensão e gera-se um efeito cascata.

 

Eles concluem o estudo propondo, entre outras possíveis soluções, a instalação pelos clientes de relés de subtensão com determinadas características.

Ao traduzir o gráfico do estudo eu introduzi uma adaptação. O estudo usa 240V como tensão na concessionária, mas a tensão aqui no Brasil é  220V mesmo entre fases nas regiões de 127V. Seria só uma questão de adaptar todos os números para 220V, mas existe uma pegadinha: se os mesmos compressores, com tensão nominal de 240V, são usados nos produtos vendidos aqui no Brasil, então é preciso fazer as contas como 240V mesmo quando a tensão nominal é 220V. O primeiro número refere-se a uma referência de 240V e o segundo a uma de 220V.

Parâmetros ideais segundo a SCE Corp. (usando uma referência de 240V)

  1. Valor da tensão de desligamento por subtensão em 78% da tensão nominal (187V)
  2. Tempo de resposta para desligamento (td1) de entre 6 e 15 ciclos (0.1 a 0.25s em 60Hz)
  3. Tensão de entrada em 85% da nominal (204V) por no mínimo 15s (td2) como condição para o religamento;
  4. Religamento do compressor em intervalos aleatórios de 3 a 5 minutos – O tempo mínimo é para evitar religar o condicionador logo após ser desligado para evitar dano ao compressor (meu condicionador split já faz isso) e aleatório para evitar que todos religuem de uma vez, o que já não é bom numa residência e fica ainda pior no contexto de ruas, bairros e cidades.
  5. Tensão mínima de operação de 40% da tensão nominal
  6. Contatos normalmente fechados (NF)  – Isso é para evitar que uma falha no relé deixe o usuário sem o condicionador. Entretanto cria o problema de que uma falha no relé deixa o condicionador sem proteção. Eu prefiro usar com contatos Normalmente Abertos (NA)

É interessante acrescentar que na página 11 do estudo eles informam que na condição de travamento a corrente nos compressores subia rapidamente (até 0.3s) para cerca de 3x a nominal.

O caso das fontes de alimentação

No passado, todas as fontes eram do tipo linear, cujo principal componente era um pesado transformador. E para maximizar a eficiência (ou minimizar a ineficiência, dependendo do seu ponto de vista) precisavam ser projetadas de tal forma que não podiam tolerar grandes variações na tensão de entrada.  Hoje você só vai encontrar esse tipo de fonte em produtos novos se forem equipamentos muito específicos nas áreas médica, de comunicação e talvez de som em faixas de preço proibitivas para o consumidor comum. Na prática quase todo equipamento eletrônico que você adquiriu para uso doméstico na última década e vai adquirir nas próximas usa fonte chaveada. E para baixas potências (menores que 120W?) elas são projetadas para operar de 100 a 240V sem que você precise ajustar nada. Assim como nos motores, quando a tensão de entrada cai a corrente aumenta automaticamente para manter a potência nominal especificada, mas ao contrário dos motores a fonte chaveada é projetada para esse comportamento e a máxima corrente de entrada, que ocorre na situação de menor tensão (100V) ainda está dentro dos seus limites.  Fontes de maior potência como as usadas em computadores podem requerer (algumas são automáticas) que você mexa em uma chave para selecionar o uso em 127 ou 220V, mas ainda assim elas são capazes de operar normalmente em uma larga faixa de tensões. Essa tecnologia de fonte é naturalmente “estabilizada”. E, pelo menos no caso das fontes de baixa potência, essa vantagem é maior em redes de 220V.

Até lâmpadas LED contam com fontes chaveadas. Se você olhar as embalagens de Philips, Osram e Ourolux (por exemplo) vai constatar que são especificadas para operação de 100 a 240V. Pelo menos é assim aqui no Nordeste.

Condicionadores de ar que são anunciados como “inverter” (inversor) basicamente usam  fontes chaveadas especializadas de grande potência para alimentar o compressor, mas não sei se o inversor alimenta também todos os ventiladores (existe um na unidade interna e outro na externa) ou apenas o compressor, então ainda é uma incógnita para mim se eles são naturalmente protegidos contra situações de subtensão.

Para terminar, acredito que se você mora numa região onde a tensão nominal é 127V, sua preocupação com subtensão em equipamentos eletrônicos deve ser bem maior do que a preocupação de quem mora numa região de 220V.

O relé de subtensão

Na minha opinião um equipamento que se destine a proteger outros contra subtensões idealmente precisa ter as seguintes características:

  • Ter tensões configuráveis pelo usuário, já que classes diferentes de equipamento requerem cuidados diferentes;
  • Que possa rearmar automaticamente para aqueles casos em que falta energia durante a noite e você vai preferir que geladeira e ar condicionado não permaneçam desligados até você acordar, suando;
  • Que tenha um tempo configurável para que o rearme automático ocorra, ou no mínimo um tempo fixo suficientemente longo para evitar que aquele vai e volta da tensão que ocorre às vezes faça as cargas ficarem ligando e desligando;
  • Que a tensão para desligar seja diferente da tensão para religar, para evitar que caso a tensão de entrada estabilize exatamente na tensão ajustada o relé fique ligando e desligando.

Normalmente relés de subtensão também monitoram sobretensão, mas eu vou dedicar pouca ou nenhuma atenção a esse recurso.

Veja em seguida: Análise dos relés TOMZN TOVPD1-40-V e TOVPD1-60-EC

10 comentários
  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Eu esqueci de arrematar.

    Se você decidir pelo uso de relé de subtensão precisa ter em mente que o ideal é usar apenas no que realmente precisa. Você não vai querer que num evento de queda de tensão você fique sem luz e terminar o banho com água gelada quando poderia estar com luz e banho morno, só porque estava querendo proteger a geladeira. Se sua residência está de acordo com a NBR5410 (ou pelo menos a instalação foi feita por alguém minimamente competente) a iluminação já está mesmo num circuito separado das tomadas e o chuveiro tem seu próprio circuito, porém você vai deixar de assistir TV e acessar a internet também? Sua TV provavelmente opera de 100-240V e é quase certo que o mesmo se aplique a todos os roteadores, modems e switches que você tenha.

    Pode ser preferível então, por uma questão de conforto, gastar um pouco mais para proteger apenas o que precisa ser protegido. Um relé para as tomadas da cozinha e área de serviço, para cada condicionador de ar e cada motor que tenha sido colocado de fora.

    Entretanto os relés de subtensão eletrônicos podem ser úteis mesmo nos circuitos que não precisam de proteção contra subtensão, porque você pode aproveitar a programação do tempo de religamento para proteger seus equipamentos do vai e vem da energia que às vezes ocorre propositalmente, quando a concessionária tenta restabelecer o serviço. Você programa para desligar com uma tensão realmente bem baixa e para religar apenas um minuto depois que a tensão normalizar. Acabou o pisca-pisca de casa inteira.

  • Alex - 15 Comentários

    Ei, dê uma olhada também no site da Penta Watt Eletrônica. Eles tem alguns protetores com relé e temporizador.

  • Claudio - 86 Comentários

    Jefferson, excelente esse post, uma aula e tanto. Tua capacidade de pesquisar a fundo os tópicos mais diversos e explicar com clareza é algo que merece elogios :)

    Um pequeno detalhe que escapou:

    que deveria ser de 220V de repente cai para 150V, nada de ruim vai acontecer com o chuveiro seja a curto ou médio prazo. A água vai ficar mais fria e só. Se você pegar um chuveiro feito para 220V e instalar na sua casa em 110V, o único efeito disso é que ele só vai alcançar a metade da potência nominal

    Na verdade, como

    (a potência é igual quadrado da tensão, dividido pela potência), uma redução da tensão à metade vai reduzir a potência da carga a 1/4 do valor nominal. A potência nas cargas resistivas é proporcional ao quadrado da tensão aplicada.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Jefferson, excelente esse post, uma aula e tanto. Tua capacidade de pesquisar a fundo os tópicos mais diversos e explicar com clareza é algo que merece elogios :)

      Caramba… ainda bem que você teve essa impressão, porque eu ainda não estou satisfeito com o texto e só publiquei porque você estava esperando.

      Eu acho que a redação poderia melhorar. As informações estão muito “soltas”. Acho que para eu realmente dizer “ficou bom” o texto ainda ia crescer pelo menos 50%.

      Obrigado!

      Na verdade, como

      P = E^2 / R

      (a potência é igual quadrado da tensão, dividido pela potência), uma redução da tensão à metade vai reduzir a potência da carga a 1/4 do valor nominal. A potência nas cargas resistivas é proporcional ao quadrado da tensão aplicada

      Macacos me mordam! :dashhead1:
      Obrigado!

  • Alessandro - 3 Comentários

    lá em casa, utilizei dois DDS238-VAP do modelo mais novo de botões azuis. um para cada fase 127v. tudo certo, configurado como mínimo 105, recuperação a 110v. máximo 135 e recuperação a 130v. ligar a saída após 60S e duração de mínimo ou máximo de 3Segundos. porém, ontem faltou energia e quando voltou, voltou com 127V em uma fase e 61V na outra fase. tudo certo, a proteção funcionou o tempo todo sem religar a saída da fase problemática. Porém, notei que a luz da cozinha, que está ligada na fase problemática acendeu. Então fui atrás do que estava acontecendo e por que das quantas a luz da cozinha poderia ser acesa via interruptor, ou seja, havia alimentação ali. Achei q poderia ser o próprio DDS238 sem ter efetivamente armado sua proteção. Então após pensar um pouco desliguei o Disjuntor bipolar do ar condicionado Inverter (que estava desligado, porem standby no Wi-Fi), e instantaneamente a luz da cozinha não pôde ser mais acesa. Entendi que de alguma maneira, a corrente elétrica estava indo pela fase “normal” e retornando pela fase “problemática”, realimentando todo setor da residência. O que entendi é que mesmo utilizando os 2x DDS238, ainda tem um calcanhar de Aquiles que é se ligar o chuveiro bifásico, torneira elétrica bifásica ou deixar o ar condicionado ligado no disjuntor, poderá realimentar o outro setor q estaria efetivamente desligado. Pensei foi em ter de instalar um Contator + relé falta de fase para ligar no circuito do ar condicionado, assim garantido que as proteções funcionem, já que utilizo os 2x DDS238 na rede principal da casa inteira, logo após o disjuntor da concessionaria. Alguma sugestão ou realmente é melhor utilizar um relé falta de fase?

    E obrigado pela excelente explicação!

    • Ricardo Pimentel - 1 Comentário

      Estavas com 61V em relação ao neutro, mas entre fases? .

      Com uma fase fora, pelo relé DDS238-VAP, terias em cima do ar condicionado 127V, e este ar condicionado em série com a a lâmpada.

      Tens que considerar que se houver apenas uma fase esse ar condicionado não pode estar ligado.
      Considere uso de um contator.

      O ruim é que o relé DDS238-VAP não possui contatos auxiliares.

      Tu terias que utilizar contatos NA de dois relés de subtensão Fase A – N, e Fase B – N, em série, para ligar a contatora do ar condicionado.
      Assim ela só ligará se a tensão Fase-Fase e Fase-N estive adequada.

      Sugestão, procure um relé de subtensão bifásico, Fase Fase Neutro.

  • Eduardo - 4 Comentários

    cara, muito obrigado pelo estudo da SCE, esses dados me nortearam a configurar melhor o meu disjuntor eletrônico da TOMZ que você também cita em outro artigo aqui do seu site.

    • Eduardo - 4 Comentários

      a parte ruim do disjuntor eletrônico TOMZ é que não serve para duas fases que juntas somam 220v, quando ele desarma, ele desarma apenas a fase, deixando o neutro fechado.

      • Alessandro - 3 Comentários

        no ar condicionado acabei comprando um rele subtensao 220v da Snetec (cerca de 50,00 cada) um para cada ar condicionado. mesmo que ele seccione uma fase só, resolve o problema pois o circuito fica aberto. Agora a situação em minha residencia são 2 DDS238-VAP um para cada fase, assim se falta uma, ainda fico com uma parte da casa com energia normalmente (e ocorre muitas vezes no ano), e para evitar que uma fase entre pelo Ar e saia “pelo outro lado” realimentando a fase faltante, coloquei um relé de subtensão 220V da Snetec pra cada aparelho bifasico ou 220v, assim mesmo q ligue torneira eletrica, chuveiro, forno ou ar condicionado, não realimentará a fase em falta. Os Ares-condicionados ficam ligados o tempo todo na tomada e só desliga por controle ou no wifi, então a unica forma de manter tudo protegido é com este relé que é barato e ando indicando para todo mundo. ate pelo fato de ele só rearmar com 30 segundos apos a tensão se restabelecer. foi ligado em cascata: DDS238 logo na entrada do quadro e depois um SNETEC pra cada circuito mencionado.

  • Alessandro - 3 Comentários

    no ar condicionado acabei comprando um rele subtensao 220v da Snetec (cerca de 50,00 cada) um para cada ar condicionado. mesmo que ele seccione uma fase só, resolve o problema pois o circuito fica aberto. Agora a situação em minha residencia são 2 DDS238-VAP um para cada fase, assim se falta uma, ainda fico com uma parte da casa com energia normalmente (e ocorre muitas vezes no ano), e para evitar que uma fase entre pelo Ar e saia “pelo outro lado” realimentando a fase faltante, coloquei um relé de subtensão 220V da Snetec pra cada aparelho bifasico ou 220v, assim mesmo q ligue torneira eletrica, chuveiro, forno ou ar condicionado, não realimentará a fase em falta. Os Ares-condicionados ficam ligados o tempo todo na tomada e só desliga por controle ou no wifi, então a unica forma de manter tudo protegido é com este relé que é barato e ando indicando para todo mundo. ate pelo fato de ele só rearmar com 30 segundos apos a tensão se restabelecer.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Por dentro do transmissor de alarme automotivo Pósitron Concept CP04 (TX4Bv4)

O alarme Pósitron Concept é um dos melhores investimentos em eletrônicos que já fiz. Está instalado há pelo menos 20 anos sem nunca ter antes me criado aborrecimento. Finalmente parou de funcionar recentemente e na tentativa de descobrir o que havia de errado levantei o esquema do danado. Após ter esse trabalho todo acabei concluindo que o problema deve ser nas baterias (dâaaaa…) e estou aguardando comprar CR2016 de boa qualidade para testar.

O que me colocou no caminho errado foi que eu testei com várias outras CR2016 (usadas) e até com CR2032 novas e nada funcionou. O transmissor pisca o LED indicando transmissão mas o receptor no carro ignora. Quando eu finalmente testei o transmissor usando meu receptor SDR, descobri que não estava transmitindo nada com as CR2016 usadas e com as CR2032 transmitia, mas com um desvio de frequência provavelmente provocado pelo contato com meu corpo, já que com elas o transmissor não fecha e tenho que ficar segurando as baterias no lugar.

O nome na placa, TX4Bv4, parece significar “Transmissor 4B versão 4”.

Notar a ausência de cristal oscilador. Modelos mais novos como o PX40 tem cristal, o que deve simplificar bastante o projeto da seção RF.

O HCS201 é um codificador de “código rolante” (nunca transmite o mesmo código duas vezes) da Microchip. O datasheet está aqui. O chip só suporta três botões diretamente e o método mostrado no esquema para adicionar um quarto botão (AUX) é o sugerido no datasheeet.

Notas sobre o meu esquema

  • Eu não garanto que esteja certo. Para ter certeza seria preciso arrancar os componentes para poder ver as trilhas por baixo, o que não fiz;
  • Para mim não há muita diferença entre RF e magia. Eu não faço idéia de como a seção RF do transmissor funciona. O que eu sei é que não é o HCS201 que determina a frequência então são os valores dos componentes, suas posições e até a espessura e posição das trilhas (além do ajuste em P1) que devem determinar a transmissão em 433.92MHz;
  • Estou apenas assumindo que P1 seja um resistor variável. Não tenho evidências disso; P1 é um trimmer (capacitor variável). Veja comentários;
  • Estou assumindo que o componente marcado 4R7J que denominei de L1 seja um indutor porque é o que faz sentido para mim. Entretanto eu posso estar errado;
  • Não consegui identificar Q1. Assumi que seja um transistor NPN comum baseado em medições;
  • Inicialmente eu assumi que a grande trilha que denominei arbitrariamente de L3 fosse meramente uma trilha carregando o positivo da alimentação de um lado a outro do circuito, mas ao levantar o esquema isso deixou de fazer sentido. Representá-la simplesmente como um “curto” estava dando um nó no meu juízo. Ela tinha que ter um papel diferente e maior do que um simples condutor. Então eu procurei desenhá-la de forma a retratar o mais próximo possível a placa e então outras coisas começaram a se encaixar. O ponto em que L1 se conecta a L3 fica fisicamente na metade do comprimento de L3 e isso não parecia ser coincidência. Além disso, o comprimento da parte mais grossa de L3 é de cerca de 8cm e contando com as partes mais finas fica muito próximo de 8.5cm para ser total coincidência que esse valor seja metade dos 17cm que geralmente tem uma antena portátil de 433Mhz. Então eu medi o comprimento da trilha que forma L2 e constatei que também é de aproximadamente 8.5cm. Concluí que juntos, L2 e L3 são a antena do transmissor.

Notas sobre alimentação

  • Alimentado com uma fonte chaveada de 6V funciona (testado com SDR, não com o carro), mas a frequência fica em torno de 433.400MHz. Usando baterias CR2032 fica bem perto de 433.9MHz;
  • Usando duas baterias CR2032 Rayovac novas com uma tensão aberta de 6.49V, a tensão cai para cerca de 6.2V quando está transmitindo;
  • Com duas baterias velhas que não transmitem, a tensão é de 5.7V aberta e cai para 5.1V quando apertamos o botão;
  • Segundo o datasheet o HCS201 opera de 3.5 a 12V, então mesmo contando com a queda de tensão no LED o chip deveria transmitir. E o fato do LED piscar indica que está transmitindo mesmo. Mas nada é captado nem pelo carro nem pelo receptor SDR;
  • Por causa da forma como o LED é ligado, o chaveiro provavelmente é imune à inversão da polaridade das baterias.

Possíveis substitutos

A Pósitron oferece uma tabela mostrando que 15 outros modelos são compatíveis e três deles ainda eram oficialmente comercializados em 2018:

Da tabela acima podemos ver que são compatíveis os modelos DB30, DP21, DP33, DP35, DP37, PX27, PX30, PX32, PX37, DP45, PX42, PX44, PX40, DP47 e PX80. Então tudo o que você precisa fazer é adquirir um desses e cadastrar no receptor do carro usando o procedimento descrito no manual.

Provavelmente não pode ser substituído por qualquer transmissor baseado em HCS201 que opere em 433.92MHz. Como se pode ver na página 3 do datasheet, a EEPROM interna do HCS201 é programável pelo fabricante do controle com número de série e chave de criptografia. O número de série é usado apenas para identificar se o remoto está na tabela de cadastrados no receptor
mas a chave de criptografia é o grande obstáculo.

Procurando por HCS201 na Aliexpress você encontra poucas opções mas procurando por “Positron” (sem acento mesmo) você encontra um monte. Você pode comprar o clone do CP04 por 4 dólares cada, em pacotes de 5 unidades.

8 comentários
  • Ricardo - 143 Comentários

    Pode não ser o seu problema, já que você disse que dependendo da bateria ele funciona, mas eu já tive controles de portão eletrônico que entraram água e corroeram as vias entre as duas camadas da PCB. A olho nu era praticamente impossível perceber, mas um teste de continuidade mostrava que a antena estava aberta em algum ponto. Resolvi raspando um pouco da máscara de cada lado e soldando um pedaço de fio por dentro da via, restaurando o contato nos dois lados da antena.
    Taí uma coisa que eu nunca imaginei achar no Ali: cópias dos controles da Pósitron. E sabendo disso, algo que aconteceu comigo começa a fazer sentido:
    O controle do alarme do meu carro apresentou um problema de excesso de consumo. A bateria, nova e de qualidade, mal durava alguns dias. Medindo com o multímetro, o consumo era de vários mA mesmo sem apertar nenhum botão. Comprei então no ML dois de reposição. Apesar de parecidos por fora, inclusive com a marca Pósitron na carcaça, a PCB parecia muito “chinesa”. E não é que nessa busca do AliExpress o dito cujo tá lá?
    Nunca imaginei que teria falsificação dele na China. Apesar disso, ele tem funcionado bem, apesar dos botões serem extremamente duros.

  • Rodrigo Feliciano - 13 Comentários

    P1 é um trimmer (capacitor variável). O circuito formado por aqueles capacitores e bobinas determina a frequência (circuito tanque).

  • Anderson - 4 Comentários

    Jefferson, que software você usou para desenhar o esquema?

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Infelizmente, a minha resposta provavelmente não é o que você esperava: eu usei um editor de imagens de 21 anos de idade, que uso para tudo o que envolve imagens, o Ulead Photoimpact 6.

      O último software de desenho para eletrônica que tentei usar foi o Eagle. Mas eu não trabalho o dia todo com esse tipo de coisa (nem mesmo todo mês) e a impressão que tenho é que para trabalhos ocasionais esses softwares são extremamente frustrantes. Primeiro você tem que aprender (ou lembrar) como achar os componentes que você quer, depois é uma luta para colocar tudo no lugar que você quer, incluindo valores e etiquetas. Quando o software não tem o componente que você quer, é outra briga. Essencialmente, você tem que desenhar do jeito que o software quer em vez do software desenhar do jeito que você quer.

      Eu não faço a menor idéia de como eu poderia ter feito o desenho acima no Eagle.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Meu procedimento foi rascunhar o desenho com papel e caneta, como habitual. Quando chegou à última iteração do rascunho e o esquema já poderia ser publicado assim mesmo se eu preferisse, eu digitalizei e comecei a fazer melhoramentos cosméticos no editor. Inicialmente eu só queria trocar o texto usando minha letra por texto mais legível.

      Aí eu comecei:
      +”Essa linha está muito “troncha”, vou endireitar no editor”;
      +”Não adianta endireitar essa linha sem endireitar essa outra. Vai ficar esquisito”;
      +”Fazer as junções é fácil demais. É só uma bolinha preta que posso copiar e colar em toda parte. Não custa nada.”.
      +”Não custa nada eu fazer o retângulo do CI no editor também”;
      +”Esse meu indutor L1 é muito feio. Deixa eu arrumar uma imagem mais bonita e colar no lugar”;
      +”Será que dá para desenhar L2?”
      +”Esse desenho feito metade no computador e metade à mão fica muito estranho. Melhor fazer logo o resto. O quão difícil será fazer L3?”.

      Uma vez que você tenha um mínimo de noção de como trabalhar com camadas e objetos no Photoimpact, vai ficando progressivamente mais fácil, porque você só precisa desenhar cada capacitor e resistor uma vez e copiar e colar nos outros lugares, rotacionando se necessário. Eu salvei o documento no formato de objetos do Photoimpact (*.ufo) antes de salvar como *.jpg por isso se eu precisar fazer uma alteração fica mais simples. E posso copiar os componentes e colar em outro esquema depois.

      Para fazer L3 eu usei a ferramenta outline drawing com um shape oval, ajustei com a ferramenta de transformação até encaixar nas trilhas verticais e recortei o que não precisava. Para fazer os contatos dos botões, usei a ferramenta path drawing tool também com shape oval, cortei no meio e afastei as metades.

      O resultado me deixou feliz. Acidentalmente, ficou muito parecido com um esquema típico da revista Elektor, que sempre foi referência para mim de esquema bonito.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Para referência, esta é minha última versão feita à mão do desenho, que eu teria publicado assim mesmo no post se não tivesse tempo ou saco para editar, mas que acabou servindo apenas como background para reconstrução no editor:

    Esquema Positron CP04 desenhado à mão

    Abra em uma nova guia para ver no tamanho original.

    Editado em 17/06/2024: Somente hoje percebi que esse rascunho apresenta o capacitor C1, que não aparece no desenho final no post. Não tenho tempo agora para checar qual dos dois desenhos está certo.

    • Anderson - 4 Comentários

      Nossa! Muito Obrigado pela resposta! Realmente ficou muito bonito, e realmente lembra muito os esquemas das revistas antigas. Por isso pensei que fosse algum software próprio para esquemas eletrônicos. Obrigado por compartilhar a informação.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Como criar certificados no Windows com o Easy-RSA

Este texto vai servir de suporte a outros textos que estou preparando sobre o OpenVPN.

O Easy-RSA pode ser baixado e instalado como um programa independente ou como parte de uma instalação completa do OpenVPN para Windows. Se instalou junto com o OpenVPN, mova a pasta C:\Arquivos de Programas\OpenVPN\easy-rsa para c:\easy-rsa. Isso é necessário porque Easy-RSA tem um bug  que o faz falhar se o caminho tiver espaços. Se esta pasta não existir, você provavelmente não escolheu todas as opções na instalação customizada do OpenVPN. Esta pasta é instalada ao habilitar a opção “Easy RSA 3 Certificate…”.

A máquina onde são criados os certificados pode ser completamente distinta da que vai usá-los. Eu poderia criar aqui e passar para qualquer um que pedisse, que funcionaria do mesmo jeito.


O arquivo vars

Ainda usando o explorer, renomeie o aquivo “vars.example” como “vars” (remova a extensão)

Esse arquivo possui a configuração que vai ser usada por Easy-RSA para gerar os certificados. Você não precisa mexer em nada se não quiser mudar o default. Vale a pena dar uma olhada nele com um editor compatível com quebras de linhas unix (como o Notepad++) para ver as opções disponíveis. Duas configurações candidatas a personalização são os prazos de validade, mas você não precisa realmente alterar nada para que funcione para o propósito deste texto.

# In how many days should the root CA key expire?# In how many days should the root CA key expire?
#set_var EASYRSA_CA_EXPIRE 3650
# In how many days should certificates expire?
#set_var EASYRSA_CERT_EXPIRE 825

Você precisa remover o # do início de cada linha que você editar.

Criando os certificados

Abra um prompt de comando como administrador e execute EasyRSA-Start.bat. Nos meus testes clicar com o botão direito no .bat e pedir pra executar como administrador não bastou (o programa pisca e fecha). Foi preciso abrir um prompt primeiro.

No shell que se abre você vai executar os seguintes comandos em sequência:
./easyrsa init-pki
./easyrsa build-ca
./easyrsa build-server-full nome_do_certificado_servidor
./easyrsa build-client-full nome_do_certificado_cliente
./easyrsa gen-dh

Mas você vai ter que responder algumas perguntas durante o processo, por isso vou mostrar passo a passo tudo o que acontece e onde você precisa responder. Vamos supor que o certificado servidor tenha o nome “servidor-vpn” e que o cliente tenha o nome “cliente-vpn”. Os comandos ficam assim:

./easyrsa init-pki


./easyrsa build-ca

Se ocorrer o erro “extra arguments given” após digitar a senha duas vezes, você provavelmente não seguiu minha recomendação de mover a pasta para c:\easy-rsa.

A digitação de senhas em todos os passos é feita às cegas. Parece que o programa está travado, mas não está.


./easyrsa build-server-full servidor-vpn

./easyrsa build-client-full cliente-vpn

./easyrsa gen-dh

Feche o prompt de comando.

Copie os certificados criados (em c:\easy-rsa\pki\issued\*.crt)

e suas chaves (em c:\easy-rsa\pki\private\*.key) exceto a chave do certificado CA, que nunca deve ser divulgada.

Você precisa copiar também ca.crt e dh.pem. Ambos de C:\easy-rsa\pki\.

 

2 comentários
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Vantagens e desvantagens de se usar uma VPN para uso pessoal ou trabalho

Este texto servirá de suporte a outros textos que estou elaborando e meu foco é a implementação de VPNs (realmente) particulares e gratuitas. Não vou tratar aqui de serviços profissionais pagos.

Considere que este texto está em rascunho. Muita coisa pode mudar por estar errado, incompleto, ou eu decidir redigir de outra forma; mas eu tentarei avisar sobre as mudanças nos comentários.

Meu primeiro contato com VPNs  foi com um cliente que comecei a atender em 2019. A empresa tinha a matriz com todos os servidores em uma cidade e a filial em outra. Em cada ponta uma conexão com a internet e um computador rodando PFsense que agia como gateway VPN. Havendo internet nas duas pontas as máquinas PFsense estabeleciam um “túnel” ligando as redes das duas localidades, para todos os efeitos práticos como se existisse um cabo realmente longo ligando as duas. Isso permitia coisas interessantes, sem que nenhuma aplicação tenha sido feita com isso em mente:

  • Os “busca preço” (aqueles terminais com leitor de código de barras disponibilizados para clientes) na loja obtinham o preço atualizado de cada produto consultando no servidor na outra cidade;
  • Cada funcionário do administrativo trabalhava o dia inteiro no servidor remoto, cada um usando uma conexão RDP;
  • De qualquer uma das pontas eu podia administrar roteadores e outros dispositivos de rede da outra simplesmente digitando o endereço IP correspondente no navegador.

Nesse ponto você pode estar pensando: “não preciso de VPN para fazer nada disso”. Não, não precisa mesmo. Você pode criar acessos individuais para cada um desses usos e encaminhar portas no roteador para eles. Mas além de você precisar saber precisamente que portas precisa encaminhar em cada aplicação (que porta o busca preço usa?), rapidamente fica muito inconveniente administrar isso.  Por exemplo, cada interface web de roteador e impressora de rede por default usa a porta 80, mas você não pode ter duas aplicações usando a mesma porta de entrada no roteador. Para poder ter acesso simultâneo a cada um dos dispositivos precisa arbitrar novas portas e encaminhar de acordo*. Por exemplo, dispositivos que você acessaria assim de qualquer lado de uma VPN:

  • http://10.129.40.100
  • http://10.129.40.130
  • http://10.129.40.147
  • http://10.129.40.168

Sem VPN vai continuar acessando assim localmente mas vai ter que acessar da ponta remota com algo assim (um encaminhamento diferente no roteador para cada):

  • http://matriz-olinda.dyndns.org
  • http://matriz-olinda.dyndns.org:3070
  • http://matriz-olinda.dyndns.org:3071
  • http://matriz-olinda.dyndns.org:3072

E o problema se repete na outra direção.

(*) Se seu roteador suportar uma porta externa diferente da interna no encaminhamento. Se não suportar você vai ter que mudar as portas default nos dispositivos e aí a complicação sobe a outro nível.

Ainda temos o problema da segurança. Qualquer indivíduo fazendo um portscan no endereço IP referente a matriz-olinda.dyndns.org vai eventualmente encontrar as portas abertas por mais que você tente obfuscar usando números de porta incomuns (só existem 65536 possibilidades). Além do fato de que o provedor de acesso em cada ponta pode bisbilhotar todo o tráfego que não seja naturalmente criptografado.

Quando você usa uma VPN apenas uma porta precisa ser encaminhada no roteador. Dentro do túnel suas aplicações podem usar as portas que queiram sem você estar nem ciente de quais são. E mesmo que você não criptografe o túnel, bisbilhotar no seu tráfego ou fazer um portscan para saber que portas estão abertas requer outro nível de conhecimento e acesso à sua rede.

E quando eu finalmente entendi como a configuração OpenVPN nos PFSense funcionava, a flexibilidade alcançou outro nível. Instalei clientes OpenVPN no meu desktop em casa e no notebook e com dois cliques eu podia estabelecer uma conexão de onde eu estivesse e trabalhar como se estivesse dentro da empresa. Administrar a coisa toda ficou muito mais fácil. Eu pude até desenvolver um software de consulta de preços acessando o servidor Winthor do cliente como se ele estivesse na minha casa.

Então só tem vantagens?

Não. A principal desvantagem é a complexidade para instalar e configurar a VPN (pelo menos usando opções gratuitas). Começa apenas “bem pouco amigável” e vai crescendo em complicação dependendo do seu objetivo. Uma vez que você consiga, basta salvar as configurações das duas pontas que refazer se torna muito fácil. Mas chegar a esse ponto pode ser uma luta. Eu pretendo criar uma série de textos explicando como fazer isso para diversos cenários, detalhando as armadilhas em que caí no caminho.

Por que não usar software de controle remoto como Anydesk e Teamviewer?

VPN e controle remoto resolvem problemas distintos e na maioria das vezes você vai usar ambos. Implementar uma VPN não vai necessariamente fazer você deixar de precisar do controle remoto.

Vantagens da VPN:

  • Para monitorar de casa quem está conectado ao roteador Wi-Fi da empresa, por exemplo, com o Anydesk você precisa fazer uma conexão Anydesk a uma das máquinas da empresa que ninguém esteja usando, abrir um navegador e acessar a Web UI do roteador. Com uma VPN estabelecida você pode ter o endereço do roteador na empresa como um favorito no seu navegador em casa e clicar nele. E isso fica muito mais ágil mesmo em conexões lentas porque o que está trafegando pela internet até sua casa são as páginas do roteador e não a imagem do computador remoto;
  • Também com o anydesk você pode acessar um computador remoto para trabalhar nele, mas outra pessoa não pode fazer isso ao mesmo tempo. Usando uma VPN você pode em muitas situações levar o seu computador da empresa para casa, estabelecer a conexão com o servidor no escritório e trabalhar como se não tivesse saído de lá. Isso nem sempre é verdade pois aplicações que fazem uso desleixado dos recursos de rede podem ficar extremamente lentas se o tráfego tiver que ocorrer via internet;
  • Dá medo pensar no desastre global que seria se um dia um zeroday for descoberto no anydesk/teamviewer que permita login sem precisar da senha. Até descobrirem e disponibilizarem um patch (e todo mundo aplicar) o estrago vai ser grande;
  • Você não depende de que mais um serviço de terceiros esteja funcionando. Eu já precisei ter que esperar os servidores anydesk voltarem a funcionar para poder fazer um acesso remoto;
  • Os softwares de controle remoto somente são gratuitos de verdade para uso doméstico. E o custo só é realmente barato num aplicação “um para muitos” (uma pessoa apenas acessando muitos computadores).

Vantagens do controle remoto:

  • Como o próprio nome diz, VPN não é para controle remoto. Você não pode ver o que outro usuário está fazendo ou mostrar a ele como se faz algo usando (apenas) uma VPN;
  • A facilidade com que você instala e usa o anydesk/teamviewer é extraordinária;
  • Você pode transferir arquivos entre máquinas com extrema facilidade.
1 comentário
  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Esqueci de citar uma vantagem do controle remoto: você pode ser promíscuo com ele.

    Não importa quais são os (maus) hábitos do dono da outra máquina. Mesmo que tenha mais vírus que um laboratório de biopesquisa eles não tem como infectar a sua máquina a não ser que explorem uma vulnerabilidade específica do software que você está usando. Ao usar uma VPN a superfície de ataque é bem mais ampla, por isso você só deve estabelecer VPNs com redes confiáveis. No caminho inverso, você só deve permitir que conectem à sua rede via VPN máquinas sobre às quais você tem controle.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Após doze anos, decidi experimentar o Twitter. Pode ser que não vá longe.

Os leitores de longa data talvez se lembrem do que eu pensava do Twitter em 2009. De lá para cá não acho que muito tenha mudado, mas eu sinto muita falta da agilidade e do consequente engajamento que eu tinha com os leitores no Buzz. Por um lado, tem o problema de requerer que meus leitores tenham conta lá para me acompanhar, enquanto aqui os comentários podem ser completamente anônimos. Algo que considero importante, quando usado com responsabilidade. Por outro lado, o Twitter tem 400 milhões de usuários…

Isso pode nem vingar. Estou tratando como um experimento para ver se adquiro novamente o hábito de colocar por escrito mais do que se passa na minha cabeça diariamente, como acontecia no Buzz. E assim como acontecia naquela época definitivamente não tem o objetivo de substituir o blog. Só poder escrever até 280 caracteres de cada vez e sem opções de formatação é um grande limitador. Ainda bem que pelo menos dá para colocar imagens.

Confiram em @JeffersonRyan

5 comentários
  • Paulo - 46 Comentários

    Um dos motivos de eu não usar o Twitter é porque ele não envia os “tuítes” por email.
    Como uso PC o dia todo, não acho conveniente ficar com um site aberto no navegador durante várias horas. Acredito que o Twitter seja mais oportuno pra quem só usa celular.
    Tem também muito conteúdo que não agrega algo na nossa vida.

    • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

      Por motivos semelhantes, apesar de ter conta, não uso muito o Instagram. Até hoje não entendo o porque de muitos recursos dele só existirem no app e não via browser mesmo…

      • Jefferson - 6.617 Comentários

        Eu criei uma conta no Instagram por causa da viagem para a a Europa e logo desisti de usá-la por essa razão: ter que usar o telefone pra fazer o upload das fotos.

        • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

          Jefferson, fui olhar agora o app que eu tinha instalado do Instagram no meu PC (eu até tinha esquecido que tinha) e após umas atualizações PARECE que agora ele permite upar fotos e vídeos nele…

  • JeBaGa - 19 Comentários

    Já estou lhe seguindo por lá! :D :D

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Switch Gerenciável Linksys SRW224G4 (24 portas + 4 gigabit) – Primeiras Impressões

O papelão com o Intelbras SF800 VLAN Ultra me lembrou que já havia passado da hora de me familiarizar com VLANs.  Procurando opções de switch gerenciável (normalmente o tipo de switch que suporta VLANs) no ML me deparei com um anúncio por um preço surpreendentemente baixo para as características do produto, pois enquanto a maioria dos switchs gerenciáveis de 24 portas custa mais de R$1000, este estava custando apenas R$436 com NFe (você encontra mais barato sem nota) e ainda tinha quatro portas gigabit (total de 28 portas). A existência de portas gigabit era um diferencial grande, que me permitiria aproveitar o switch em mais aplicações.

Quando pesquisei sobre o modelo na internet descobri a razão do preço baixo: o modelo saiu de linha há anos e provavelmente era um produto usado sendo vendido como novo. Não é novidade mas parece ter acontecido muito mais ultimamente.

Como o ML oferece uma garantia de devolução de sete dias para eletrônicos decidi arriscar. Estava preparado para examinar o switch com uma lupa, procurando pelos sinais de uso como poeira e oxidação nas portas. Não estava preparado para o que recebi.

O switch não podia ser mais novo. Caixa original em papelão branco plastificado, com a marca linksys, brilhando de nova. Switch com aquele cheiro de plástico novo. Todos os acessórios…

Deu até vontade de comprar outro (o vendedor ainda tem sete hoje) mas estou me segurando para não fazer despesas à toa.

Sobre a possível idade do switch

Esta página sugere que o modelo foi vendido pela última vez pelo fabricante em abril de 2018. “Apenas” três anos. Porém esta página sugere que foi fabricado antes de 2010, porque a versão do firmware instalada pelo usuário na época, 1.2.1b, é igual à minha. Aí o switch já tem pelo menos 11 anos.  Isso é corroborado pelo documento da Cisco (que comprou a Linksys) 75335-SRW224G4-248G4_V1.1_Firmware_V1.2.3.0.pdf, disponível nesta página, que informa que a versão mais recente do firmware foi lançada em 25/11/2008. Então ou switch passou pelo menos 13 anos guardado em um depósito ou foi propositalmente fornecido com uma versão mais antiga do firmware e nesse caso pode ter apenas três anos mesmo. O que faz sentido, já que o documento informa que a versão mais recente do firmware tem um monte de bugs. Não parece ser prudente atualizar para ela.

O que aprendi sobre o switch até agora

  • Consumo de energia: 13.8W (9.9kwh mensais) com tráfego leve. Medido com um PMM2206. Para se ter uma idéia, eu tenho um switch vagabundo de oito portas aqui que consome 1.9W (1.4kwh mensais) nas mesmas condições. Pode ser tolice deixar um switch desses ligado na sua casa “só porque está disponível” pois em um ano a diferença na conta de luz paga por um switch comum de oito portas;
  • Possui ventilador interno, ligado permanentemente, que é audível à distância em ambiente silencioso. Como estou testando em casa, no escritório/oficina, o ruído é evidente;
  • Versão do firmware 1.2.1b;
  • Compatível com rack padrão. Apesar da foto, vem com os suportes laterais já instalados;
  • Alimentação 110-220V automática;
  • As portas gigabit funcionam como um switch gigabit de 4 portas. Na prática o switch tem 28 portas;
  • Tem duas portas miniGBIC (fibra óptica) compartilhadas com as portas G3 e G4. Mas é altamente improvável que eu use isso;
  • Portas gigabit sinalizam conexão 1000Mbps com cor de LED diferente;
  • Quaisquer portas podem ser agrupadas para criar uma porta que tem a soma das capacidades individuais. Por exemplo, você pode agrupar 4 portas de 100Mbps para ter uma conexão de 400Mbps com outro switch. E aparentemente isso serve para oferecer redundância também (se uma porta ou cabo do grupo falhar, as outras mantém o link, embora mais lento);
  • Se tem uma bateria interna, possivelmente está morta a esta altura. Se eu configuro a data e hora nele, isso se perde ao desligar a energia;
  • IP default 192.168.1.254. Você pode configurar para DHCP depois;
  • Credenciais default: admin/
  • Configuração via interface web compatível apenas com Internet Explorer e provavelmente foi projetado para uso com o IE8. Para a configuração funcionar no IE11 basta adicionar o IP do aparelho na lista de compatibilidade;
  • Leva cerca de 1 minuto para dar boot. Apesar dos LEDs correspondentes a cada porta acenderem segundos depois de ligado, só há conectividade quando o boot termina;
  • Gerenciamento por linha de comando via console serial com conector DB9. Mas só me parece realmente necessário usar essa porta se você esquecer a senha ou IP do aparelho e precisar resetá-lo. Todas as funções do dia a dia estão disponívels via Web-GUI; Uma das versões do firmware tem um bug que, até onde pude entender, impede você de usar algumas funções da web GUI se o único usuário for o admin. É bom criar logo um novo usuário;
  • Ao criar um novo usuário, o usuário admin é apagado automaticamente, por isso certifique-se de que sabe a senha que está configurando;
  • A proteção contra loops (STP) funciona, se habilitada;
  • Alterar certas configurações, como STP, faz com que a conectividade de todo o switch seja paralisada por vários segundos;
  • A CISCO parece ter apagado tudo o que havia de suporte para o aparelho em seu site. Você depende de quem tem o aparelho e escreveu sobre ele para tirar suas dúvidas.

Minhas notas sobre o recurso VLAN

Tenha em mente que ainda estou aprendendo a usar isso e o que vou escrever aqui pode nem fazer sentido.

Conceitos

  • Access Port – Só pode fazer parte de uma VLAN e esta tem que ser untagged;
  • Trunk port – Pode fazer parte de mais de uma VLAN e precisa usar tags para a identificação;
  • General port – Pode fazer parte de mais de uma VLAN. Ainda não estou certo de qual a diferença para o modo Trunk.
  • VLAN de gerenciamento – A VLAN que dá acesso à configuração do switch. Por default é a VLAN 1 e todas as portas fazem parte dela.

No momento em que você atribui uma porta no modos Access ela é apagada da VLAN de gerenciamento, por isso cuidado ao mexer na porta que você está usando para acessar o switch.
Isso também pode tornar inviável a administração remota do switch. Normalmente, o acesso à internet vai estar numa VLAN separada, então nenhuma máquina que tenha acesso à internet vai ser capaz de acessar o gerencimento do switch.

Ao colocar uma VLAN no modo Trunk e atribuir a uma segunda VLAN ela não deveria ser apagada da VLAN de gerenciamento, até mesmo porque ao adicionar VLANs à porta só deveria estra disponível a opção “tagged”, mas aconteceu com a primeira porta que configurei de a primeira VLAN adicionada ser “untagged”, o que removeu a porta da VLAN1. Talvez a primeira porta trunk criada precise não fazer parte da VLAN1.

Como é uma característica do uso de VLANs que usando-as você pode restringir o acesso à configuração do próprio switch e o usuário anterior pode ter restringido o acesso à VLAN de gerenciamento a apenas uma porta que você não sabe qual é, tentar adivinhar o IP em que o switch está configurado pode ser absoluta perda de tempo se não estiver configurado para DHCP.

Se você apagar uma VLAN, todas as portas associadas a ela passam a fazer parte da VLAN1 se não forem membros de outra.

Apenas portas no modo Trunk e General podem fazer parte de mais de uma VLAN. E apenas em uma ela pode ser Untagged.

Para mudar o modo da porta entre Acces, Trunk e General: VLAN Management -> Port Setting

Para incluir uma porta em uma VLAN existem dois caminhos:

  • Vlan Management -> Ports to Vlan -> Escolha a VLAN e mude a configuração de “Exclude” para “Untagged”
  • Vlan Management -> VLAN to Ports -> Escolha a porta e clique em Join VLAN

 

 

 

1 comentário
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Fui obrigado pelo Android Studio a instalar um SSD

Nos meus computadores eu nunca senti nenhuma necessidade de usar SSD, principalmente diante do problema espaço em disco. Meu HDD de boot do desktop usualmente tem de 1TB a 2TB e na época que comprei meus HDDs de 2TB (2011) eles custaram R$229. Vai tentar comprar um SSD hoje com essa capacidade. O outro problema é que uso todas as portas SATA da máquina e relocar os 2TB para outro lugar não é tão simples.

Mas o fator realmente importante: nunca achei meu computador lento. Uso Core i3-3220 (terceira geração) com 16GB de RAM e placa-mãe Intel DH67CL.

Aí veio a necessidade de usar o Android Studio. Pense num negócio lento! Era simplesmente inviável desenvolver com ele do jeito que ficou ao ser instalado na minha máquina. Parecia até estar ignorando meus cliques ou travado. O único indício de que havia algo rolando que eu precisava esperar (note o evidente problema na interface com o usuário) era a atividade do meu disco C: ficar colada em 100%. Abrir o emulador era coisa para ir visitar o banheiro enquanto esperava.

Não é realmente uma surpresa, visto que esse mostrengo é baseado no IDE (Integrated Development Environment) Intellij IDEA, que é desenvolvido em Java (além do propósito dele ser programar em Java, o próprio programa é escrito nessa linguagem). E os meus leitores da época do G&G devem lembrar o que penso da p**ra do Java como usuário Windows e técnico de manutenção. Na época que estava na faculdade o Intellij era o “melhor” IDE para quem tinha a paciência de um monge e como eu não sou nem monge nem masoquista usava o Eclipse, que também não é lá essas coisas no quesito agilidade.

Mas fazer o quê? Coloquei um de meus HDDs em um adaptador SATA-USB 3.0 para liberar uma porta SATA e clonei minha instalação do Windows para um SSD Kingston A400 de 240GB. O Android Studio ficou tolerável. Não me atrevo a dizer que ficou rápido, pois rápido mesmo é o Delphi 7.  E vale salientar algo interessante: minha máquina não pareceu ficar mais rápida em nenhuma outra atividade. Ou seja: se acabar minha necessidade de usar o Android Studio o SSD cai fora.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Surpreso positivamente por um SSD Multilaser Axis 400

Um cliente tem um notebook ASUS que estava apresentando os seguintes tempos de boot:

  1. 1min para a mensagem de boas vindas;
  2. 2min para exibir o desktop;
  3. 2min50s para abrir o explorer (Win+E logo ao exibir o desktop);
  4. 4min para destravar o Gerenciador de Tarefas (abria antes disso, mas as tarefas ficavam sem atualização) ;
  5. 4min45s para aparecer a janela do Google Drive (abria automaticamente a cada boot);
  6. 6min para a atividade de disco cair a 95%;
  7. 14min para atividade de disco cair a menos de 50%.

Indiquei que ele comprasse um SSD Imation na Lognet, por ser o mais barato de uma marca que para mim tem alguma credibilidade. Quando me chamaram para fazer a instalação, o que me entregaram foi um Multilaser Axis 400 de 120GB, que hoje, por R$164, é o mais barato SSD à venda na lognet. Eu fiquei olhando para a caixa avaliando se deveria ou não dizer ao cliente que não podia garantir o resultado ao instalar “aquela desgraça”. Acabei decidindo por instalar, porque só o que ele ia perder com o cancelamento da minha visita era quase o valor do SSD e a decisão de comprar “aquela desgraça” não fora minha.

Após fazer a clonagem do HDD original e instalar o SSD no notebook, fiquei de queixo caído: o tempo para alcançar o ponto 4 da lista acima caiu para 35 segundos.

“Aquela desgraça” pode até ter outros problemas, mas ser lerdo ao dar boot não é um deles.

6 comentários
  • Matuto - 129 Comentários

    Um cliente meu que tem uma pequeno restaurante usa um Notebook Compaq CQ-25, que veio com esse SSD da Multilaser. Após um tempo de uso e ainda na garantia, o SSD começou a travar e ao rodar o HD Tune mostrei para ele vários setores defeituosos. Como no restaurante não é somente o dono que utiliza o notebook, eu não sei se o problema foi causado por mau uso ou se o SSD é “safado” mesmo.

    Eu resolvi o problema simplesmente formatando o SSD e reinstalando o Windows 10, porém o notebook começou a apresentar um outro problema e o cliente optou por deixa-lo na reserva e comprou um notebook da Dell.

    Eu ainda prefiro pagar 100 reais nos SSD’s da KingDian, que tem loja no AliExpress do que esse da Multilaser.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Eu ainda prefiro pagar 100 reais nos SSD’s da KingDian, que tem loja no AliExpress do que esse da Multilaser.

    Um amigo comprou desses SSD (se não me engano é essa marca mesmo) na aliexpress e está satisfeito até agora. Parece bem atraente se o que você quer é rejuvenescer uma máquina para passar à frente.

    • Matuto - 129 Comentários

      Particularmente eu recomendo esses SSD’s da KingDian. Eu tenho quatro deles aqui (três Sata-III e um mSata) e todos ainda funcionando bem.

      O primeiro que comprei para “testar” foi um de 60gb e só apresentou problema uma vez, que formatando foi resolvido e hoje fica num notebook de testes.

      Se eu não me engano, três ou quatro clientes também compraram e estão satisfeitos, por indicação minha.

      Evidentemente que se um cliente me perguntar qual o melhor SSD, eu recomendaria os da Kingston sem dúvida, mas o preço desses KingDian são muito atrativos e a qualidade não é ruim.

      *OBS: Eu notei que as vezes um SSD com setores defeituosos “pode” ter como solução uma simples formatação “normal” (não é a rápida) pelo Windows. Se a minha memória não está falhando, acredito que por 3 ou 4 vezes já resolvi dessa forma o problema.

      • Jefferson - 6.617 Comentários

        Uma formatação normal tem como característica justamente tornar indisponíveis os clusters onde encontrar setores ruins então, sim, é bem provável que uma formatação não-rápida “resolva” o problema, escondendo-o. Se não me engano chkdsk/f faz o mesmo efeito sem apagar os arquivos (exceto os afetados pelo defeito).

  • Luciano - 493 Comentários

    Você deve se lembrar, inclusive houve um post aqui no seu blog com minha duvida e a solução. Aqui uso um I5-2400 (segunda geração) e com um HDD para boot ele era insuportavelmente lento.

    Depois de colocar o SSD, a diferença foi brutal.

    O tempo aproximado pra chegar até o passo 4 da sua lista aqui é coisa de 35 a 40 segundos também.

    Me estranha no post posterior a este você dizer que no seu I3 não fez diferença.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

O pagamento do estacionamento do Shopping Center Recife é propositalmente burro?

Atualização: depois dos comentários dos leitores concluí que esse deve ter sido um caso isolado, mas parte de minhas críticas continua valendo.

Neste fim de semana estive com o amigo José Carneiro e sua família no Shopping Center Recife e na hora de sair, quando ele foi pagar o estacionamento com cartão de crédito num dos totens de auto atendimento, se distraiu e retirou o cartão de estacionamento quando deveria ter retirado o cartão de crédito. Por causa disso, a informação de que o estacionamento havia sido pago não foi gravada no cartão de estacionamento. Reinserir o cartão não adiantou.

Consertar isso levou 20 minutos, exigiu percorrer um longo caminho a pé e provocou uma longa fila num dos poucos guichês de atendimento humano ainda existentes, porque foram conferir a estória do meu amigo, possivelmente olhando em filmagens. E ainda assim não gravaram o cartão com a informação de que estava pago porque “não podiam”. Retiveram o cartão de estacionamento e disseram que ele se dirigisse com o carro a uma saída qualquer, ligasse o pisca alerta e acionasse o interfone para entrar em contato com a central, que liberaria a saída do veículo sem cartão. Foi o que fizemos e ainda foi necessário acionar o interfone umas quatro vezes, enquanto se formava uma fila atrás do nosso veículo, até que eles finalmente atenderam e abriram a cancela.

Tudo isso por causa de R$11,50.

Eu me pergunto:

  1. Por que a informação de pagamento não é gravada imediatamente, quando a transação do cartão de crédito/débito é aprovada? Por que quando o sistema pede para retirar o cartão de crédito, o cartão de estacionamento ainda está esperando pela gravação?
  2. Se por qualquer razão isso tem mesmo que ser feito assim, por que a informação de pagamento não foi gravada quando meu amigo reinseriu o cartão? O cartão do estacionamento é a primeira coisa que você insere, porque ele precisa ser lido para saber a hora que você entrou e calcular o quanto você deve. O cartão pode perfeitamente ser inequivocamente identificado nesse momento (não falta tecnologia para isso) e, se for removido por qualquer razão, não vejo por que o sistema não possa ficar parado esperando que o mesmo cartão seja inserido de novo para gravar, desistindo apenas caso um cartão diferente seja inserido;
  3. Se por qualquer razão (2) é impossível, por que é então possível remover o cartão do estacionamento antes da transação terminar? Qualquer um que use caixa automático sabe que automação para reter o cartão não é exatamente uma novidade;
  4. Se tudo isso aí é inevitável (eu duvido), por que não existe um canal de comunicação direto do totem com a central de segurança para resolver esses problemas? Por que é tão demorado conferir que o totem “X” acusou erro de gravação do cartão “Y” no horário “Z”?

Isso seria porque do jeito que é feito hoje a maioria das pessoas não se daria a esse trabalho todo por causa de R$11,50, preferindo pagar de novo? Talvez na primeira vez, por não saber o quanto eles complicam o processo, mas não na segunda?

E não é exatamente por que falte dinheiro para o SCR, que em 1998 se gabava de ser o maior shopping da América Latina, investir em soluções tecnológicas. O SCR tem 5800 vagas de estacionamento com uma tarifa mínima de R$9,50. No mínimo 55 mil reais por dia (ou 1.65 milhões por mês) de estacionamento cheio.

17 comentários
  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Desde o início da pandemia não vou mais (minha família incluso) a nenhum shopping center. A minha esposa foi meses atrás num “outlet” a céu aberto numa cidade vizinha. Aproveitando a deixa como estão as coisas nessa (espero!) “reta final da pandemia”? A vida está voltando ao normal?

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Foi a primeira vez que fui a um shopping desde o início da pandemia. Aliás, a casa (e o carro) desse meu amigo é a única que frequento desde março de 2020, porque a família dele é mais paranóica que eu com a questão sanitária.

      Ele só foi ao shopping porque precisava resolver problemas com a TIM e a OI. E todos nós sabemos como é difícil lidar com essas empresas por telefone.

      Sim, tirando o uso de máscaras e muito alcool, a vida parece estar voltando ao normal.

      • Claudio - 86 Comentários

        Há! Desde o início da pandemia eu só entrei em um shopping uma única vez, para resolver um problema com a VIVO. Empresas de telefonia podiam, sei lá, ter uma infra de atendimento melhor? :D

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Nas saídas que sempre utilizo os totens meio que engolem o cartão do estacionamento e este fica inacessível até concluir o pagamento, aí ele “cospe” de volta. Nunca peguei esse modelo aí.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Meu amigo não pagou numa saída. Pagou num grupo de totens que fica numa “praça” que se me recordo bem fica próxima ao restaurante Madero.

      Porém se o comportamento desses totens é exceção eu retiro parcialmente minha crítica ao shopping. Não é mais proposital. É apenas negligente e/ou burro.

  • Victor - 11 Comentários

    Os totens que conheço não parecem gravar nada nos cartões, apesar da mensagem dizer que sim, são meros qrcode ou código de barras simples que identificam o cartão xyz e deve haver um banco de dados que informa tem a informação do horário que esse cartão foi retirado na entrada. Sistemas mais complexos pegam a placa via qrcode e imprimem no “cartão” (no caso é um papel impresso) ou só salvam no banco pra exibição na hora do pagamento.

    Por isso tudo, por já esperar dor de cabeça em falha no processo que eu sempre pego a impressão do recibo, mesmo não gostando de acumular papel.

  • Valber Marcel Bueno - 71 Comentários

    Nos totens do Rio Mar, o cartão fica preso enquanto o processo não é concluído, então, não dá para tirar.
    Mas concordo com o Victor, aparentemente um sistema assim deveria trabalhar com um cartão RFID, e, simplesmente checar no banco de dados os códigos dos cartões que estão disponíveis, e confrontar no banco com o que estão pagos. Sempre me estranhou muito essa “gravação” do cartão, que me parece tão ilógico quanto inseguro.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Eu acredito que o SCR e o Rio Mar optaram por gravar a informação no cartão pelo mesmo motivo que o Consórcio Grande Recife grava o valor do credito no cartão VEM: segurança e confiabilidade do sistema como um todo.

      O fato de que a informação é gravada no cartão sugere que os equipamentos não sejam ligados em rede. Ao entrar, um cartão qualquer é dado a você gravado com a hora que ele foi entregue. Na saída, o equipamento verifica no próprio cartão se este foi pago.

      Um hacker fica limitado a atacar o cartão. Não há um sistema centralizado para atacar. Não existe “servidor” ou “banco de dados” de estacionamento. Mesmo que ele descubra um jeito de autenticar o pagamento, precisa de acesso físico ao cartão para gravar, em uma janela apertada de tempo, o que dificulta a venda do serviço.

      No quesito confiabilidade, não é possível fazer um ataque DoS em um sistema offline. A quebra de um switch ou de um cabo de rede não vai paralisar as entradas e saídas do shopping.

      Em sistemas pequenos, como o de um supermercado, você pode se dar ao luxo de usar cartõezinhos de papel com um código de barras sem maiores problemas. Se der xabu, corre um funcionário lá para a saída e destrava a cancela, o que já gera transtorno. E quando falo de “pequeno” estou incluindo até um supermercado GRANDE como o Extra da Benfica, que opera com código de barras. O SCR e o Rio Mar operam em um nível muito acima disso. Colocar as cancelas em rede pode ser um pesadelo.

      • Jefferson - 6.617 Comentários

        Desvantagem do sistema: requer que periodicamente alguém esvazie a coluna de cartões de cada saída usando-os para abastecer a coluna de cartões de cada entrada. Por outro lado, um sistema desconectado reduz a pressão sobre o departamento de TI, o que pode acabar sendo mais econômico.

      • Ricardo - 143 Comentários

        Com os celulares saindo com NFC, não é tão complicado uma vez que o hacker saiba autenticar e o mapa do cartão. Basta alguns segundos segurando o cartão próximo do aparelho e com o software certo fica fácil.
        Mesmo se precisar quebrar a chave por força bruta, basta o celular e o cartão estarem no mesmo bolso enquanto se faz um passeio pelo shopping.

        • Jefferson - 6.617 Comentários

          uma vez que o hacker saiba autenticar e o mapa do cartão.

          Eu suponho que essa parte seja bem difícil então. O_o :lol:

          Não sabia que esses cartões podiam ser gravados via NFC. Achei que era necessário algo menos “popular”.

          • Ricardo - 143 Comentários

            Mifare classic podem ser quebrados vida força bruta em alguns minutos.
            Em geral, os sistemas mais “seguros” derivam as chaves de acesso pelo número identificador do cartão. Os sistemas sem preocupação com a segurança, usam chave fixa para todos, que na prática é o mesmo que nada. Ai depende do hacker ter acesso/descobrir qual o algoritmo usado.
            O próximo passo é saber onde e como as informações são armazenadas, mas em geral não é difícil também.

            • Jefferson - 6.617 Comentários

              Nem me passou pela cabeça que o SCR estivesse usando algo tão “mainstream” como Mifare. Mas isso foi pura ignorância mesmo :dashhead1:

              Assumindo que seja possível e prático a um atacante gravar no cartão que o estacionamento foi pago sem ter sido, o SCR ainda pode coibir isso mantendo os equipamentos em rede só para fazer essa conferência. Se a rede cair tudo continua funcionando normalmente.

              Modo inocente até provado culpado
              Ao inserir o cartão na saída, confere offline se foi pago e abre a cancela de acordo.
              Simultaneamente, se houver conectividade com a rede confere o pagamento e se não houver registro de que o cartão foi pago tira uma foto do veículo exibindo placa e ocupantes.

              Modo culpado até provado inocente
              O mesmo processo anterior mas se houver conectividade não abre a cancela se a conferência online der resposta negativa.

      • Jefferson - 6.617 Comentários

        Segundo a Wikipedia, o RioMar tem 6200 vagas de estacionamento. 400 a mais que o SCR.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Esqueci de uma coisa: O SCR e o Rio Mar provavelmente tem as entradas e saídas ligadas a uma rede, mas apenas para a segurança (filmagens e coleta de placas), sem conexão com o sistema de pagamentos. Cada grupo de entradas/saídas pode ter seu próprio DVR/NVR e a ligação com a rede principal pode ser interrompida sem paralisar o estacionamento. É claro que a segurança vai correr atrás de resolver um problema no CFTV o quanto antes, mas sem a pressão de uma centena de pessoas* sem conseguir entrar e sair do local isso fica mais fácil. A pressão é apenas do “cliente interno” (a administração).

      *Não estou exagerando. Passe 10 minutos acompanhando o movimento no estacionamento do SCR e imagine as entradas e saídas paralisadas por esse período.

  • Ricardo - 143 Comentários

    No texto não diz se ele recebeu um recibo do pagamento. Acredito que não, já que pelo relato levou muito tempo para “verificar a estória”.
    Mas se tivesse o recibo, talvez fosse melhor ter ido diretamente para a saída.

    Comigo já aconteceu de eu colocar o cartão e a cancela o “engolir” sem abrir a saída.
    Chamei no interfone e disseram que iriam mandar o segurança para liberar. Tive que esperar uns 10 minutos até aparecer alguém. Quando ele chegou, expliquei novamente o que tinha acontecido e ele me pediu o recibo de pagamento (eu não tinha, estava usando o período de tolerância). Mesmo assim ele liberou a passagem.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Ele tinha o recibo. Porque eu mostrei a ele. Na hora ele ficou tão desconcertado que não viu a máquina cuspir o recibo e me disse que se eu não tivesse apontado ele teria saído sem. Em defesa dele, a posição da saída do papel naquela máquina é… estranha. Eu vi porque estava mais longe da máquina que ele.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »