Ruminações diversas, 09/05/2018

  • Se estiver à procura de uma jarra/copo novo para um multiprocessador Philips Walita cuidado: a jarra do multiprocessador Philco parece idêntica mas por causa de uma diferença de fração de milímetro o encaixe e o desencaixe exigem muita força. Chega a requerer uma pessoa segurando o motor enquanto a outra gira a jarra;
  • Minha mãe comprou uma agulha nova para o toca discos Sony dela (acho R$56 um bocado de dinheiro por um pedaço minúsculo de plástico com um metal na ponta) e esta simplesmente deslizava sobre o disco como se não houvesse agulha no braço. Às vezes tocava alguns segundos de música e saia pulando várias trilhas, mas às vezes saltava faixas inteiras. Fui pesquisar na internet e todas as razões para isso indicavam o peso do braço do toca discos mal ajustado, mas esse toca discos não tem ajuste de peso no braço e estava funcionando normalmente uma semana antes da agulha quebrar. Era como se a ponta da agulha fosse muito grande e só encaixasse esporadicamente nas trilhas. Minha mãe foi reclamar e mandaram outra, que aparentemente está boa.  Então nem sempre é problema do peso do braço.
1 comentário
  • Ricardo Menzer - 143 Comentários

    Existem agulhas de vários tamanhos. Tenho uns discos de 78rpm se não me engano, que as trilhas são tão grandes que dá pra ver a olho nu. Meu toca-discos tem uma agulha dupla: ela gira no encaixe da cápsula e permite selecionar o tamanho da agulha. Talvez tenham enviado pra ela uma agulha do tamanho errado da primeira vez.

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Gostei de Maleficent (Malévola – 2014)

Eu não sei como eu consegui ser apanhado de surpresa, mas só descobri que se tratava de uma nova versão de A Bela Adormecida meia hora depois de começar o filme. Certamente o trailer que eu tinha visto (se é que eu vira algum) não foi este:

O enredo é fraco e algumas situações são inverossímeis (mesmo descontando ser um filme de fantasia) mas gostei de algumas atuações e o que realmente me prendeu foi como o filme aborda os temas remorso e redenção, que aliás nem existem na estória original.

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Falta muito para Black Panther (Pantera Negra – 2018) ser um filme “bom”.

Não é um filme ruim, mas também não é um filme (que eu considere) bom. Doses cavalares de efeitos especiais, muita ação, muito “kung fu”, um enredo sem nada de especial (até aí, um típico filme para adolescentes), derivativo (quando chegou na parte “James Bond e Q” eu estava revirando os olhos), personagens e atuações sem graça…

E por falar em personagens, com exceção da General Okoye e talvez de M’Baku todo mundo nesse filme incluindo o Rei T’Challa poderia ter morrido que eu não me importaria. É difícil agüentar duas horas de um filme quando você não liga para os personagens.

Mas eu realmente estou com a minoria. O filme faturou US$ 1.3 bilhões e está com uma inacreditável pontuação de 96% no Rotten Tomatoes, que certamente não se deve às suas qualidades objetivas. Só o efeito “Wonder Woman” explica isso.

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Continuo achando The Incredibles (Os Incríveis – 2004) extraordinário

14 anos depois eu ainda gosto dos personagens, das vozes originais, da música, do roteiro, da animação, dos diálogos, da direção…

Curiosamente eu não sou o único a achar a Elastgirl sexy. :lol:

E a continuação vem aí, com a versão super flexível da Holly Hunter em destaque.

1 comentário
  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    O Incríveis foram realmente incríveis! Será que o 2 será tão bom como? Vai ser difícil, mas quem sabe???

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Gostei de Hostiles – 2018

Não consegui deixar de ficar comovido com a situação de Rosalie logo no início do filme, apesar de não ter certeza de que Rosamund Pike foi uma boa escolha para o papel. E gostei de como o diretor se esforçava para que a audiência conseguisse deduzir o que passava pela cabeça do capitão Joe mesmo quando ele estava calado. Christian Bale estava bem, apesar de me distrair pela interpretação dele parecer demais com o personagem de Jeff Bridges em R.I.P.D.

Eu estranhei o fato do grupo do capitão Joe ter um negro por isso tive que conferir. A estória se passa em 1892, quase 30 anos após o fim da guerra civil americana. Então a surpresa não é haver um negro na cavalaria e sim 30 anos após do fim da escravatura no EUA o país ainda ter uma cavalaria, fortes e índios tirando escalpos. Após checar a respectiva seção de goofs do IMDB concluí que os produtores podem ter escolhido uma data inadequada, mas a página American Indian Wars da Wikipedia indica que existiram combates com índios até pelo menos 1924.

O título do filme (“Hostis”) foi bem escolhido pois este é um retrato de uma época brutal onde as hostilidades vinham de toda parte à medida que o homem branco avançava em direção ao oeste americano.

Problemas:

Já foi difícil concordar com a decisão do capitão de permitir que Rosalie deixasse a segurança do forte para continuar a jornada com eles, que estavam dois homens a menos e um peso a mais pois levar um prisioneiro, desertor, acusado de ter matado toda uma família índígena com um machado em uma missão que precisava transportar uma família índia em segurança definitivamente não me parece uma decisão “sã”. O único soldado que eles levaram a mais para tomar conta do prisioneiro não poderia equilibrar as forças. Mas o que realmente não entendi foi o que duas mulheres e uma criança estavam fazendo sozinhas no rio, à noite.

O capitão Joe mudou de opinião a respeito do Chefe Falcão Amarelo rápido demais, depois de todo o empenho do diretor em mostrar o quanto Joe rejeitava a missão.

2 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Como se diz por aqui: “mudando de saco pra mala” já assistiu à nova série (meio nova, já está na segunda temporada) “Westworld”?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu coloquei Westworld em pausa antes de terminar a primeira temporada porque não gostei do rumo que a estória estava tomando. Eu só pretendo dar mais uma chance quando a segunda temporada terminar.

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Ruminações diversas, 03/05/2018

  • Aparentemente, para a proteção dos réus, advogados gozam do direito à ignorância e incompetência, porque só isso explica como um advogado consegue submeter a um ou mais juízes um ou mais pedidos flagrantemente sem cabimento, desperdiçando o tempo e a paciência das cortes, e não ser punido por isso;
  • Cansado de ouvir falar da tal Stormy Daniels eu finalmente decidi conferir se a mulher era essas coisas todas. Dei uma olhada rápida em alguns de seus filmes e concluí que a acho mais atraente vestida;
  • Instalei hoje uma multifuncional HP MFP132 NW e na hora de retirar todas as fitas de transporte fiquei espantado ao descobrir que não podia remover o cartucho de toner. E as instruções mostravam claramente que eu não deveria fazer isso.  Será que a impressora só solta o cartucho na hora de recarregar?
  • Estou espantado com a cobertura da mídia leiga para o “cadastro positivo”. As reportagens falam que a discussão está parada no congresso porque alguns apontam problemas de privacidade e os comentaristas tratam isso como algum tipo de “picuinha”. Não vi nenhum deles fazer qualquer menção ao escândalo da Equifax nos EUA, que perdeu o histórico de crédito e dados pessoais de 143 milhões de pessoas, nem para o fato de que o tal cadastro positivo provavelmente só vai beneficiar mesmo empresas como a Boa Vista SCPC, SPC Brasil e Serasa Experian, que estão todas (siga os links) atrás dos seus dados para formar o tal cadastro positivo e não por acaso a Serasa lançou no final do ano passado um serviço antifraude que para funcionar precisa mesmo das informações que você cedeu à empresa de graça mas cobra de você pela “proteção”. Não me surpreenderia nem um pouco que as outras empresas de crédito tenham ou pretendam lançar serviços similares. Para mim, a idéia é boa mas a implementação tem grande chance de se tornar uma armadilha.
4 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Mais uma:

    A mídia leiga e até a especializada vem martelando ultimamente a “inovação” chinesa que caminha a passos largos para se tornar uma sociedade “cashless” mas são raros os analistas que lembram do fato que apenas pagamento em cash garante anonimato e privacidade e é mais que óbvia a razão para a China caminhar nessa direção.

    • VR5 - 397 Comentários

      Há tempos atrás li algo que a Suécia também tinha um projeto parecido de se tornar “cashless”…

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        A Finlândia anunciou em 2010 seu interesse de se tornar cashless até 2029. Mas para turistas chineses esse objetivo supostamente já foi alcançado agora em 2018. A Suécia também está na corrida e a Noruega está quase lá. A grande diferença é que esses países além de ricos e estáveis tem uma longa tradição democrática. Até nos EUA e no Reino Unido as chances de uma virada para a tirania me parecem maiores, porque basta usar a carta do terrorismo.

        Nos países nórdicos eu tenho razoável certeza de que além de você não precisar se preocupar com agentes do Estado arbitrariamente bisbilhotando em seu histórico de compras (que numa sociedade cashless rastreia também seus movimentos), as punições para as operadoras que se permitirem “hackear” para vazar esses dados devem ser pesadíssimas, se é que esse seja um evento provável na cultura nórdica.

        Em teoria viver numa sociedade cashless só tem vantagens. Na prática, temos as intenções de governos como o chinês.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Outro fato importante é que Finlândia, Noruega e Suécia juntos tem cerca de 20 milhões de habitantes. Isso é menos que a metade da população do estado de São Paulo e nem se compara com os 1.38 bilhões de habitantes da China.

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O filme Annihilation (2018) é melhor que o livro

Não que isso signifique grande coisa se você der uma olhada na minha opinião sobre a trilogia. Mas o roteiro do filme é muito diferente e apesar de criar novos problemas ele evita os dos livros, que ao meu ver são piores.

Principais diferenças

  • No livro quem volta não é a bióloga, é sua cópia. E isso apenas no livro 2. E esta deixa claro isso desde o começo apesar da agência não entender o que ela quer dizer com a lacônica declaração “não sou a bióloga”;
  • No livro ninguém na expedição é chamado pelo nome, só pelo cargo na equipe: bióloga, psicóloga, antropóloga, lingüista e “surveyor” (não estou certo de como traduzir, já que essa também era a única militar e a única realmente bem armada da equipe). As pessoas são estritamente condicionadas a não usarem nomes desde o treinamento, porque supostamente foi determinado que “nomes tem poder” dentro da Area X e que é melhor que nomes próprios não sejam pronunciados lá dentro, mas o autor também não se deu ao trabalho de descrever o que acontece;
  • No livro só é possível entrar na área X por uma “porta”, que apareceu algum tempo após a criação da região e a passagem por ela tem um efeito que requer que as pessoas passem sob hipnose. O autor não se deu ao trabalho de explicar que efeito é esse além de uma sugestão no terceiro livro de que as pessoas vêem alucinações. Qualquer tentativa de entrar na área por outro ponto resulta em desaparecimento exceto no terceiro livro onde a cópia da bióloga revela outra passagem pelo chão que dá para a praia dentro da área X. Voltar também só é possível pela porta;
  • No livro a palavra “Annihilation” é o gatilho da sugestão hipnótica para que os membros da expedição cometam suicídio. Que eu me recorde não é mencionada em nenhum outro momento;
  • No livro o marido dela já está morto, enterrado, exumado e enterrado de novo antes mesmo dela partir para a expedição;
  • A trilogia inteira termina com apenas duas pessoas vivas: a cópia da bióloga e a diretora assistente Grace. No filme a ameaça supostamente é eliminada. Por conta disso o número de personagens no filme também é bastante reduzido.

Alguns problemas com o filme:

  • Não explicam como a agência ficou sabendo da chegada do sargento. Podemos deduzir que monitoravam o telefone da casa mas em um roteiro com outros furos isso conta negativamente;
  • O filme não explica por que eles não tentam voltar imediatamente ao descobrir que estão dentro. Se “ninguém nunca voltou” a primeira coisa que você gostaria de testar não seria se você conseguiria sair por onde entrou?
  • O filme não explica por que, se ninguém nunca voltou, elas levam tão pouco armamento e muito menos por que não entram dentro de blindados e/ou vestindo roupas de proteção;
  • O filme não explica por que são todas mulheres. O mais perto disso é dizer que são todas “cientistas”;
  • Eu tinha acabado de pensar: “boa decisão de ficar num lugar elevado” e aí descubro que o posto de guarda era no chão e na hora de enfrentar um perigo desconhecido todo mundo desce em vez de aproveitar a vantagem da elevação;

Mas a partir de um certo ponto reclamar das ações dos personagens deixou de fazer sentido, já que a Área X pode ter afetado a sanidade de todos eles. Só não gosto de ter que aceitar isso como desculpa para toda e qualquer bobagem de um roteiro.

2 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Boa tarde. Assisti ao filme agora. No geral gostei.
    Existem teorias na internet que no filme quem na verdade voltou não foi a bióloga, mas a cópia. Ou que então de algum modo a cópia se “transferiu” (talvez até parcialmente) para o corpo da bióloga. Repare na cena final quando os dois se abraçam: na íris de ambos aparece um “brilho” semelhante ao fenômeno. E o que restou da cópia dentro do farol deliberadamente queimou tudo para garantir que os outros dois seguissem suas vidas lá fora.
    Outra dúvida: já que o farol estava à beira-mar não teria mais sido chegar lá de barco, ao invés de uma longa caminhada?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Repare na cena final quando os dois se abraçam: na íris de ambos aparece um “brilho” semelhante ao fenômeno.

      No livro a bióloga de verdade toda “brilha” depois de ser contaminada pouco depois de entrar na área X. Por outro lado, as cópias não brilham. São indistinguíveis dos originais a não ser pelo comportamento.

      Ela *pode* ser uma cópia, mas se comporta como a original.

      Outra dúvida: já que o farol estava à beira-mar não teria mais sido chegar lá de barco, ao invés de uma longa caminhada?

      Eu mencionei esse problema lá no post quando falei que nos livros só é possível entrar na área X por uma “porta”. A área X é inexpugnável, incluindo pelo mar. O filme não se preocupa em explicar nada disso.

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Ruminações diversas, 23/04/2018

  • Versões mais recentes do Java 8 não instalam mais no Windows XP, mas não dão sequer uma mensagem indicando isso. Você clica no instalador e fica esperando à toa. A versão 8u101 apesar de dar uma mensagem dizendo que não foi feita para o XP instala e funciona;
  • Achei interessante a app RTSP Camera Server. Com ela você pode transformar um celular android em uma câmera IP improvisada. Tem até suporte a microfone e continua transmitindo mesmo com a tela apagada. Infelizmente não funciona em qualquer hardware (dá “workable camera not found” no Galaxy J5 deste outro post) e está sujeito às limitações do Android que não oferece um meio fácil de iniciar uma app automaticamente. As apps que se oferecem para fazer isso nem sempre funcionam.
19 comentários
  • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

    Aqui eu utilizei em janeiro a app Alfred. Me serviu bem, mas tem uma taxa de drenagem da bateria alta no meu S7 Edge pois o detector de movimento, apesar de configurado para mínima detecção, ficava disparando o tempo todo. Eu resolvi matando o processo no meu aparelho, mas perdendo também a função de motion detector.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Esse tipo de app só tem utilidade para mim em aplicações onde o aparelho vai ficar permanentemente na tomada. Claro, quanto menor o consumo de bateria, mais tempo o aparelho vai tolerar uma falta de energia e assim se reduzem as vezes que eu vou precisar ir até ele para reiniciar a app. Se eu pudesse iniciar a app automaticamente o aparelho nem precisaria de bateria.

      • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

        Aqui eu usei para monitorar remotamente minha casa enquanto estava na praia, um período em torno de 20 dias. Ele ficou ligado no carregador, mas resistiu bem a uma falta grande de energia. Não sei já testou o Alfred, mas ele inicia automaticamente a cada boot (testado no Galaxy ACE 4 com Android 5.1). O problema é que, até onde sei, em caso de desligamento por falta de alimentação o Android não liga automaticamente caso a fonte de alimentação é religada.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Não sei já testou o Alfred, mas ele inicia automaticamente a cada boot (testado no Galaxy ACE 4 com Android 5.1).

          Eu tentei testar Alfred agora mas não gostei do fato dele querer que eu faça login com minha conta gmail. Vou testar em um telefone que tenha uma conta descartável.

          Mas até onde deu para ver o Alfred espera que você vá usar outro aparelho com a app como “viewer”. Achei interessante e útil, mas não parece ter a mesma funcionalidade que o RTSP Camera Server, que permite que você visualize o fluxo no Windows pelo VLC, grave em um NVR, etc.

          O problema é que, até onde sei, em caso de desligamento por falta de alimentação o Android não liga automaticamente caso a fonte de alimentação é religada.

          Você tem razão. :dashhead1: De qualquer jeito precisa de bateria.

          • Richard - 21 Comentários

            O problema é que, até onde sei, em caso de desligamento por falta de alimentação o Android não liga automaticamente caso a fonte de alimentação é religada.

            Modificar o Android para ligar automaticamente é possível, porém não é fácil, porque o script que detecta que o dispositivo está carregando e exibe a animação da bateria fica no initramfs, que faz parte do kernel. Esse trabalho exige root, bootloader desbloqueado, e uma ferramenta para editar o initramfs (que geralmente é específica para o fabricante do SoC) substituindo o comando que exibe a animação por um comando de reboot. Já modifiquei 2 tablets que uso como interface touchscreen para um projeto meu.

            • Jefferson - 6.606 Comentários

              Obrigado pelas informações. Minha abordagem para esse problema quando isso não é viável e sem ter que desmontar o aparelho é mais grosseira: usar um motorzinho para pressionar o botão Power. O resto do problema é detectar corretamente que o aparelho está desligado. Detectar uma falta e posterior retorno de energia é fácil, mas se o aparelho tiver uma bateria o evento de desligamento não coincide com o de falta de energia.

              Minha primeira idéia é fazer um watchdog por bluetooth. Se voltar a energia e não estiver recebendo o sinal, pressiona o botão e espera.

              Se não faltou energia e parou de transmitir, travou. Pressionar para forçar um desligamento e depois executar o procedimento para ligar.

              Claro, isso é uma complicação. Motor, ponte H (se um pequeno servo não der conta), microcontrolador, módulo bluetooth…

            • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

              Muito interessante! Mas inacessível pra mim, infelizmente… Rsrs. Tnx pela informação!

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Eu testei com uma conta descartável e tenho que dizer que minha afirmação de que “o Android não oferece um meio fácil de iniciar uma app automaticamente” foi tola. É claro que o programador da app pode fazer com que ela inicie automaticamente. E quanto às apps que não foram programadas para isso eu testei novamente uma app que se propõe a iniciar automaticamente outras apps, a AutoStart – No root, que nunca havia funcionado comigo, e agora funcionou!

          Em resumo, eu estava 100% errado. :dashhead1:

          Voltando a Alfred, a app requer conexão com a Internet para operar e sem isso não opera nem localmente. Não há um modo fácil de interpretar o fluxo em um NVR. Mas para a sua aplicação ela parece perfeita. Muito bem feita, fácil de instalar, fácil de usar e como operou por 20 dias é estável. Obrigado pela sugestão.

  • Richard - 21 Comentários

    Eu já cheguei a usar o “IP Webcam” (pacote: com.pas.webcam), que tem autostart (se o bloqueio de tela for desativado), servidor web, gravação, ONVIF, entre outras funções que fazem valer a pena desembolsar os R$ 9 para remover a marca d’água das gravações. Porém, até onde sei, a única forma de streaming suportada é MJPEG via HTTP – talvez a função ONVIF libere um servidor RTSP?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Obrigado pela dica. A descrição do IP Webcam diz que é compatível com VLC, então ele provavelmente disponibiliza um stream RTSP.

      • Richard - 21 Comentários

        Agora tive tempo para testar isso.

        O aplicativo diz (no menu “More…” quando a câmera estiver ativada) que seu servidor RTSP disponibiliza vídeo H.264 com áudio μ-law no endereço /h264_ulaw.sdp e com áudio PCM no endereço /h264_pcm.sdp, porém esses URLs retornam erro 404 pelo menos no meu hardware (Xiaomi Mi A1). Sabendo disso, instalei o ONVIF Device Manager no meu PC, e ele encontrou a câmera, porém com apenas um stream de vídeo MJPEG e áudio μ-law, no endereço /jpeg_ulaw.sdp, bem que esse endereço poderia ser colocado na documentação.

        Segue o que o ffprobe tem a dizer sobre esse stream:

        Input #0, rtsp, from 'rtsp://192.168.0.164:8080/jpeg_ulaw.sdp':
          Metadata:
            title           : IP Webcam
          Duration: N/A, start: 0.128567, bitrate: N/A
            Stream #0:0: Video: mjpeg, yuvj420p(pc, bt470bg/unknown/unknown), 1920x1080 [SAR 1:1 DAR 16:9], 90k tbr, 90k tbn, 90k tbc
            Stream #0:1: Audio: pcm_mulaw, 8000 Hz, 1 channels, s16, 64 kb/s

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          404 é um código de erro HTTP. Como o stream é RTSP você deve ter usado um navegador que não tem suporte a rtsp://

          • Richard - 21 Comentários

            Esse erro aparece ao abrir os endereços RTSP no ffprobe ou no VLC. Analisei o tráfego com o Wireshark, e realmente o servidor do aplicativo retorna “RTSP/1.0 404 Not Found” quando o reprodutor tenta obter as informações do stream pelo método DESCRIBE. Isso acontece tanto para esses endereços /h264_* quanto para qualquer endereço inválido que eu digitar. De qualquer forma é um erro no aplicativo.

            Não me importo muito com isso, eu pessoalmente pretendo usar as funções de gravação e upload automático (além da modificação no kernel que discuti no meu outro comentário) para fazer uma dashcam caseira usando um Moto G (o primeiro) que tenho guardado.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Eu finalmente fiz o teste de IP Webcam

          RTSP

          Inicialmente acessar os URLs rtsp sempre provocavam o crash da app. Reinicar o celular não mudava nada. Só começou a funcionar depois que eu fui em Video Preferences -> Video Recording -> Download OpenH264. O VLC passou a receber os dois fluxos mas o video falha muito, perde muitos frames e congela em menos de um minuto, apesar da app não reportar nada de errado. Baixar a resolução do vídeo não fez diferença. Eu conferi com o RTSP Camera Server e este mesmo transmitindo a 1920×1080 funciona muito bem.

          ONVIF

          Meu NVR compatível com ONVIF não consegue detectar automaticamente a app em execução.

          O Onvif Device Manager não consegue se conectar com a app mesmo adicionando o endereço manualmente.

          “Enable ONVIF support” está marcado na app.

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    [Totalmente off] Desculpe mas não localizei o tópico sobre isso mas achei que você ainda pode estar interessado. Uma bombinha para garrafão de água: https://br.gearbest.com/air-purifier/pp_1589429.html?%3F&lkid=12662477

  • Snow_man - 311 Comentários

    ótima informação, ainda uso muito XP nos clientes, principalmente contabilidade, muito obrigado.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Rapaz, esse pessoal de contabilidade ainda usaria Windows 95 se não fosse tão problemático achar drivers para ele hoje em dia. Conheço quem ainda use disquetes.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Apesar da app RTSP Camera Server não dizer que inicia automaticamente, ela faz isso. Se o o telefone tiver sido desligado com a app transmitindo ao reiniciar o aparelho a app volta automaticamente transmitindo.

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Ruminações diversas, 21/04/2018

  • Enquanto aqui no Brasil, que eu saiba, a única reclamação contra o Waze é a sinalização de onde está a polícia, lá nos EUA as reclamações são mais surpreendentes. Além das queixas dos residentes das ruas que acabam virando rota alternativa, porque provavelmente interfere com aquela paz suburbana que vemos nos filmes, temos vereadores querendo “tomar medidas legais” contra o Waze porque as rotas alternativas são perigosas e motoristas não habituados com elas podem provocar acidentes. Em vez de trabalhar para limitar o perigo, reclamam do Waze. Em uma nota relacionada, acabei descobrindo que não é só no Brasil que o Waze não faz a menor idéia de elevação e acha que caminhos serpenteando por morros são mais curtos. Note que nesse caso eu acho correto o motorista reclamar do Waze. O meu problema é com ver um representante do Estado reclamando do serviço. Talvez seja por estar chamando atenção para a sua incompetência;
  • Encontrei uma alternativa ao Owncloud, Syncthing, que parece promissor. Entretanto ainda é muito novo e não encontrei nada na documentação sobre métodos de restauração do backup, que é meu segundo maior interesse na proteção contra o ataque de um ransonware;
  • Eu tinha razoável certeza de que não podia deixar meus HDDs ligados na mesma mesa que meu subwoofer, mas ainda assim não esperava que sons muito altos conseguissem destruir HDDs.  Acabei descobrindo que HDDs não gostam que você grite com eles;
  • Os jardins murados da Google continuam falhando miseravelmente. Desta vez é a loja do Chrome que tinha apps no mínimo suspeitas com 10 milhões de instalações. O mais interessante foi descobrir que um dos autores dessas apps estava fazendo download de código executável escondido dentro de uma imagem. Se a API da Google permite isso eu posso dizer que não existe realmente segurança no jardim da empresa.
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Finalmente terminei Fight Club (Clube da Luta – 1999). É pior do que pensei.

Eu havia começado anos atrás e parei a aproximadamente 1/4 do final, na cena onde a “gang” amordaça e ameaça o comissário de polícia. Naquele ponto eu estava realmente incomodado com o filme, porque entre outras coisas não havia por quem torcer. Em Fight Club o conflito não é entre o bem e o mal, o certo e o errado. Nem mesmo entre duas interpretações diferentes mas plausíveis do “certo”.  As “forças do bem” tem uma participação tão insignificante no filme que você pode ignorá-las. É um conflito entre desequilibrados [6].

Aí eu fiquei sabendo no final do ano passado que havia uma reviravolta. Que havia uma ilusão. E meu interesse no filme se renovou. Assisti ao filme desde o começo e acabei com uma impressão ainda pior do que antes.

Se não assistiu, pretende assistir e spoilers incomodam você, não passe deste ponto.

Até a formação do clube da luta o filme fazia algum sentido, mas desde que Durden convenceu Lou a emprestar o porão da sua taverna de graça simplesmente se deixando surrar e depois espirrando sangue nele, a lógica do filme começou a desmoronar. Não há nada no filme que explique como Durden conseguiu convencer os membros do clube a se alistarem para o exército pessoal não remunerado (basicamente, um culto) dele. Uma coisa é um homem movido pelo excesso de testosterona querer extravasar batendo em outras pessoas com o consentimento delas. Não há nada de imoral nisso. Mas convencer os membros, mesmo uma parte deles, a se engajarem nas outras atividades do “clube” dependia de um estado mental completamente distinto sem qualquer relação direta com “querer lutar”, logo não existe explicação no filme para o exército de Durden existir.

Mas esse acabou sendo o menor dos problemas quando descobri que os dois personagens principais, que interagem na tela entre si e com outras pessoas, são a mesma pessoa. E não, isso não ocorre nem de longe com a perfeição de “O Sexto Sentido” pois o diretor simplesmente decidiu esticar o conceito de Narrador não confiável até chegar em Através dos Olhos da Loucura mas sem o cuidado que teve o diretor de Uma Mente Brilhante para evitar que a audiência se sinta enganada. Eu me senti enganado por David Fincher.

No final, descobrimos que o filme inteiro é visto pelos olhos de alguém completa e irremediavelmente [1] insano, de tal forma que tudo o que se passou na tela pode ou não ter acontecido [2] (parece que fui o único a notar isso) [5] e todo problema do filme tem uma desculpa pronta. Eu não duvido que alguém possa gostar desse tipo de estória, mas me surpreende que tenha uma nota tão alta no IMDB pois para mim conseguiu ser pior que a reviravolta de Basic.

Como sempre eu tentei encontrar na internet alguém que conseguisse justificar o filme (se tanta gente gosta dele, o que foi que eu não notei?) mas tudo o que achei foi blá-blá-blá (que soa para mim como pseudo intelectual) sobre supostas mensagens do filme sobre a futilidade do consumismo e a “opressão” das pessoas comuns [3] que saem pela tangente na hora de explicar como arrumar um emprego de garçom especificamente para poder urinar na comida dos outros (e depois processar o restaurante pelo que você fez), vandalismo e terrorismo são uma reação válida para esses problemas.  Talvez isso funcione no livro que deu origem ao filme mas do que o diretor David Fincher mostra na tela só se salva a atuação de Brad Pitt [4] e as frases (que vem do livro, claro).

Sim, eu desrespeitei as duas primeiras regras do Clube da Esquizofrenia. Vai encarar? :lol:

 


[1] Alguns vêem o final como o “arrependimento” de Durden. Mas como é possível o remorso de uma das personalidades contar como arrependimento? A própria morte da segunda personalidade não faz sentido algum. Durden dá um tiro na boca e faz um rombo na cabeça apenas do seu alter ego louco? Aliás, esse é outro exemplo do próximo item, pois um tiro na boca, mesmo saindo pela bochecha, não sai tão “barato” assim.

[2] Como se explica, por exemplo, a cena do circuito de vigilância onde o personagem de Edward Norton é visto deitado de costas no chão arrastando a si mesmo pelos cabelos? Isso já não é mais nem esquizofrenia, é Poltergeist.

[3] O filme aborda esses temas, mas acho difícil tratar isso como “mensagens” depois da bagunça que vira a trama. Está mais para “desculpas”, porque a mensagem do filme é a violência.

[4] Acho Edward Norton muito sem graça (se bem que no filme essa pode ter sido a idéia) e Helena Bonham Carter só fica bem como Belatrix Lestrange.

[5] Encontrei uma única pessoa que notou. Ele diz que, pelo que a audiência sabe, o narrador pode muito bem estar numa cela acolchoada imaginando tudo aquilo.

[6] Até aí tudo bem. Se o problema do filme fosse só esse seria apenas uma questão do filme ter uma temática desagradável para mim e minha crítica se resumiria a “não gostei”.

 

4 comentários
  • Rivaldo Freitas - 1 Comentário

    Clube da Luta é mistura de pseudo-intelectualidade com efeito rebanho, com o tempo milhões de pessoas glorificam o filme porque outros já fizeram isso antes. Tem muitas obras que jogam o jogo da pretensão, onde todos pretendem que essa ou aquela obra são geniais, e todos pretendem que todos concordam com essa corrente de pensamento.

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Assisti no cinema e achei fantástico na época. Mas eu tinha 16 anos, idade em que nos achamos infinitamente mais inteligentes do que realmente éramos. Depois disso não assisti novamente.

  • Juliano Stringari - 3 Comentários

    Ainda bem, pensei que somente eu não tinha gostado desse filme…

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