Seu DVR pifou? Substitua por um com suporte a HDCVI, HDTVI ou AHD

As três são tecnologias digitais concorrentes que aproveitam o mesmo cabo usado nas câmeras analógicas para transportar áudio e vídeo com uma qualidade muito superior. E as câmeras não custam os olhos da cara: você pode comprar uma câmera que suporta as três tecnologias digitais e a analógica (4 em 1) como a Intelbras VHD 1010 G3 por a partir de R$80 no Mercado Livre. E a qualidade da imagem é impressionante. Em várias situações é difícil de distinguir de uma câmera IP.

Todos os DVRs digitais suportam também câmeras analógicas por isso a troca é praticamente plug-and-play e você pode  deixar para trocar câmeras apenas onde fizer diferença. Embora alguns modelos como os da Intelbras suportem apenas a tecnologia digital HDCVI, você pode encontrar vários modelos no mercado que suportam mais de uma.

A única “desvantagem” é que ao usar câmeras digitais você precisa de HDDs de maior capacidade. Um HDD de 1TB em DVR HDCVI de 16 canais da Intelbras só suporta uns cinco dias de gravação usando 16 câmeras de 720p VHD1010, que tem uma bitrate padrão de 2Mbps.

2 comentários
  • Paulo - 46 Comentários

    Jefferson, uma curiosidade: quem usa essas câmeras de monitoramento, geralmente assiste aos vídeos todo dia pra ver se aconteceu alguma coisa e depois exclui pra liberar espaço? Ou só assiste se desconfia de que algo aconteceu?
    É que nunca lidei com isso. Imagino que sejam gerados arquivos avi ou mkv, fazendo com que o dono do estabelecimento tenha um trabalho diário de ver o(s) vídeo(s).
    Seria menos trabalhoso se o sistema gravasse só quando houvesse movimento de pessoas, o que encurtaria o tempo de gravação, em muitos casos.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Jefferson, uma curiosidade: quem usa essas câmeras de monitoramento, geralmente assiste aos vídeos todo dia pra ver se aconteceu alguma coisa e depois exclui pra liberar espaço? Ou só assiste se desconfia de que algo aconteceu?

      Tem louco para tudo, mas normalmente a gravação só é vista quando se está procurando por algo.

      Imagino que sejam gerados arquivos avi ou mkv, fazendo com que o dono do estabelecimento tenha um trabalho diário de ver o(s) vídeo(s).

      Um DVR não usa “arquivos”. A filmagem é gravada em um grande stream no disco rígido. Quando o usuário precisa preservar uma cena aí sim esse stream é recortado e gravado em um pendrive na forma de um arquivo. O DVR automaticamente grava por cima do espaço já ocupado quando chega ao final do HDD.

      Seria menos trabalhoso se o sistema gravasse só quando houvesse movimento de pessoas, o que encurtaria o tempo de gravação, em muitos casos.

      Todos os DVRs tem gravação por detecção de movimento. Mas eu não confio nesse recurso. Ainda.

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Gente morre por menos que isso. Com certeza.

Isso aconteceu um ano atrás, em novembro de 2016.

A “ação” ocorre aos 3min33s. A altura era de aproximadamente 3,20m. O impacto foi praticamente todo no pulso direito e nas nádegas, mas mãos, pés e cotovelos também sentiram. Dezesseis radiografias depois chegaram à conclusão no hospital de que eu não tinha quebrado nenhum osso, mas nos dias seguintes eu tinha dificuldade para andar e não podia dirigir, passei mais alguns dias sem poder usar uma chave de fenda, semanas com dificuldade para dirigir, meses com o pulso sequer capaz de suportar meu peso e passado um ano ainda não estou 100% recuperado, mas tenho certeza de que eu e minha mãe, cuja mão poderia ter sido decepada, tivemos muita sorte.

A única explicação que consigo imaginar para o acidente é que as travas do segundo lance da escada não devem ter abraçado o degrau adjacente do primeiro lance, como deveriam. Eu pensara em usar a escada em algo muito, muito mais perigoso que isso e desisti por outra preocupação de segurança. Nem me passou pela cabeça que a escada poderia simplesmente descer sozinha, o que teria provocado um acidente espetacular se eu não tivesse desistido.

O vídeo original é muito mais amplo e de melhor qualidade, mas cortei o que não era essencial para preservar um mínimo de privacidade.

12 comentários
  • Walter - 140 Comentários

    Você deu MUITA sorte. Mas MUITA sorte mesmo…

    No começo de agosto eu escorreguei em uma rampa de um pier e caí sobre a minha mão esquerda. Fratura total do rádio terminal, o tratamento conservador (redução e gesso) não resolveu e tive que me submeter a uma cirurgia com a colocação de dois fios de kirschner. Hoje ainda estou com os movimentos limitados e fazendo fisioterapia, e não tenho a garantia de recuperar 100% dos movimentos. Isso com um tombo besta, mas eu já havia caído há alguns anos atrás sobre a mesma mão, sem fratura, fiquei 15 dias com gesso, mas tenho certeza que esse primeiro episódio enfraqueceu de alguma forma o rádio.

    Dobre os cuidados para não voltar a cair.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Acidentes como o seu são similares ao meu em um ponto: é difícil prever.

      O meu acidente supostamente ocorreu porque eu não sabia que havia a possibilidade do mecanismo de trava de uma escada profissional ficar em um estado “nem para cá, nem para lá”. Eu não sabia que apesar de ter ouvido o ruído da trava, tinha que conferir. Agora eu sei disso, mas a quantidade de coisas que eu não sei vai continuar sendo muito superior a quantidade de coisas que sei. Se eu tivesse subido com o cinto paraquedista (e eu tenho um) o acidente poderia ter sido pior.

      A descrição do seu acidente sugere uma daquelas quedas que acontecem “do nada” ou de uma falha de julgamento de um segundo. Eu já levei umas quatro quedas desse tipo sendo a mais recente uma semana depois que caí da escada. A casa estava em reforma e tínhamos acabado de trocar o piso do banheiro. Eu estava lavando o chão do mesmo e consegui algo duplamente inédito para mim: dar uma rasteira em mim mesmo e cair no banheiro. Conforme determina Murphy a única mão que eu podia usar para deter a queda era justamente a mão que eu machucara uma semana antes. Fiquei estendido no chão do banheiro, segurando meu pulso e pensando em muitas coisas menos na “graça” da situação. A minha falha de julgamento foi ficar de um pé só no piso molhado enquanto usava o outro como rodo, amplificada pelo piso novo, bonito, que não tolera esse tipo de erro. Notar que essa parte do banheiro normalmente não fica molhada e só estava cheia de água porque eu estava removendo a sujeira deixada pelo pedreiro.

      Outra queda, mais parecida com a sua, ocorreu quando o amigo !3runo (aquele dos firmwares do DVP642) que é da Paraíba me pediu um favor que envolvia ir à sede da Sudene aqui em Recife. O prédio, mal conservado, estava com áreas escorregadias no pátio. Por sorte o “preço” foi só uma bunda dolorida por algum tempo.

      • Walter - 140 Comentários

        Já li em algum lugar que os acidentes domésticos mais frequentes acontecem no banheiro. E é uma situação de extremo risco, uma vez que todo mundo preserva a privacidade nesse cômodo. O socorro pode demorar para chegar. E quedas bobas como essa vão se tornando mais perigosas com a idade e alguma condições físicas (sobrepeso, diabetes, dieta inadequada, etc).

        Meu sogro, que tem 78 anos e saúde debilitada, quebrou o pé em uma queda no banheiro do hospital, quando estava internado para tratamento cardíaco. Quando ele estava quase recuperado, sofreu outra queda em casa, e quebrou os dedos do pé.

        É claro que são imprevistos, mas a gente tem que tentar cada vez mais eliminar os fatores de risco para evitar esse tipo de coisa. No meu caso, uma queda anterior deve ter enfraquecido o rádio, e eu fui muito imprudente ao andar naquela rampa, o limo era visível no chão. Meu peso de 105kg e meus quase 50 anos devem ter contribuído também.

  • Luciano - 493 Comentários

    Bem… você deve se lembrar que a uns 6 anos eu fiquei de molho em casa, com o pé engessado por um acidente bem similar. No eu caso foi uma grade de madeira que fechava a entrada para o acesso ao forro (lage), a porcaria ao ser encaixada no suporte, escapou e caiu, eu no reflexo natural de desviar, dei um giro em cima da escada. Resultado? cerca de 80 quilos caindo de 2 metros de altura em pé, com o peso todo sobre o pé esquerdo. No cair torci o pé e quebrei a pontinha (uma fratura de uns 2cm) da tíbia.. esqueci o nome daquele ponto, mas é uma pontinha minúscula. E como doeu… nem gosto de lembrar. Então, com escadas, todo cuidado é muito pouco.

    Quando fiz a elétrica e o telhado da oficina, fui um tal de duplo e triplo check de escada que não teve tamanho. Mas pelo menos correu tudo bem.

  • Diogo - 17 Comentários

    Nunca pensei que essas escadas poderiam se soltar desse jeito. Vou levar esse assunto pro DDS da empresa, nós usamos muito esse tipo de escada.

  • Ygor Almeida - 136 Comentários

    Caraca…
    E eu pensando que meu acidente foi feio.

    Sempre tive pra mim que os idosos eram os maiores na questão risco e consequências. Já descobri que não.

    Em junho desse ano uma queda no banheiro ( sai do banho e escorreguei no tapete) abri um espacate o que rendeu o rompimento da musculatura da coxa esquerda.

    Segundo médico rasguei o músculo internamente, numa escala de 1 a 5 (sendo 5 o pior) o meu foi 5. Isso rendeu uma bela infecção consequência de uma diabetes que desconhecia. 1 semana internado gastos enormes não previstos. Fiquei sem andar em consequência do estrago. Fiz uma micro cirurgia no local pra retirar o hematoma enorme que se formou na musculatura abaixo do glúteo.

    Isso fez com que ficasse de cama de maio até setembro com movimento restrito. Berrava de dor. Agora fiz fisioterapia pra recuperar estou bem melhor. Mas ainda tenho dores e várias outras coisas.

    Ainda tem a questão da diabetes que descobri… Tratamento em andamento. E lógico pra quem está parado a quase 2 anos sem a carteira assinada… Na semana que me ferrei perdi o emprego que tanto aguardava o rh até tentou me ajudar mas não existia a menor possibilidade de fazer exame médico pra entrar estava de cama completamente.

    Esse ano que já quase acabou… Acabou comigo. Agora são 2 anos desempregado. Com baixo índice de trabalhos e muitas contas. Afinal pagar fisioterapia ultrassom e outras coisas. Foram 67 dias de antibiótico de 6 em 6 horas. 2 tipos…

    Conselho não tenho mais tapete. Não tomo banho com banheiro trancado e agora tenho faixas anti-derrapantes uma barra no banheiro pra ajudar a apoiar.

    E só 33 anos… Acho que se eu fosse mais velho ia ser bem pior.

    • Walter - 140 Comentários

      Lamento pelo seu acidente, foi bem feio mesmo. Como eu disse, a maior parte dos acidentes domésticos graves acontece no banheiro. Se você tivesse mais idade, provavelmente estaria de cama até agora.

      Boa recuperação e não desanime, logo encontra um trabalho.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Acho que se eu fosse mais velho ia ser bem pior.

      Provavelmente. Principalmente para os sedentários.

      A mãe idosa de uma cliente minha caiu no banheiro. Era uma senhora ativa, que usava um computador para fazer traduções para ganhar um dinheiro extra. Passou uns dez anos na cama, dependendo de enfermeira 24h, até morrer. Além de ter perdido o resto de vida que ainda tinha, virou a vida das filhas do avesso por uma década.

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Em casa coloquei piso poroso no banheiro para não escorregar ou pelo menos reduzir ao máximo o risco. Cerâmica lisa é um perigo enorme.

    • Luiz Roberto Ligiera Jr - 10 Comentários

      Caraca Jefferson, que bom que não foi mais grave!

      Algumas escadas dessas não possuem uma corda para destravar o que também serve de trava de segurança quando bem amarrada na própria escada?

      Ou no caso da sua é diferente?

      Eu tenho uma dobrável, mas confesso que toda vez que subo nela penso nas travas…

  • Snow_man - 311 Comentários

    Caramba, que perigo!
    Deus é muito bom, pelas imagens, poderia ter sido sim muito pior.

    Que sirva a experiência para todos.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Esqueci de atualizar este post. Um ano depois do acidente eu ainda sentia seus efeitos, mas hoje, cinco anos depois, estou completamente recuperado. Eu não sei quando ocorreu, mas creio que no terceiro ano eu já estava 100%.

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Escolher uma senha forte para o email não é só para proteger a conversa

Eu admito: algumas vezes eu acho que uma conta de email é tão “irrelevante” que não me preocupo com criar uma senha complicada para ela, mas pela segunda vez eu me arrependi por ter feito isso. Spammers estão sempre tentando descobrir a senha de contas reais porque isso aumenta as suas chances de passar pelos filtros de spam. Em teoria você deveria ser capaz de perceber rapidamente o problema por causa dos inevitáveis “bounces” caindo na conta, mas os dois casos que me morderam foram contas que abri para clientes e o problema é que os bounces são quase sempre em inglês e os clientes tendem a ignorá-los.

Assim acaba ocorrendo o problema com o qual me deparei hoje: desde o dia 10 a conta havia sido comprometida e estava recebendo bounces mas o cliente só me informou hoje, quando o número de bounces tinha chegado a centenas por dia, o provedor de email já estava bloqueando o envio de mensagens legítimas de toda a empresa porque o spammer estava enviando mais de 500 mensagens por hora e provavelmente essa conta já havia sido marcada como a conta de um spammer por centenas de filtros pelo mundo todo.

Lição aprendida: sempre usar uma senha complexa mesmo em contas de pouquíssima importância. A senha tinha 9 caracteres, sendo cinco letras e quatro números, mas ainda assim era fácil de adivinhar.

 

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E não é que é possível mesmo dividir uma bala em movimento com uma espada?

Eu achava que isso era puro exagero dos filmes de ação retratando guerreiros japoneses até ver por acaso um episódio de Iron & Fire (A Ferro e Fogo) no canal H2 onde os participantes tinham que forjar espadas. Um dos testes de dureza usado no reality show consiste justamente de prender a espada firmemente em um torno e disparar uma bala cuidadosamente mirada por laser no fio da lâmina. A explicação é que uma espada mal forjada pode sofrer um dano no fio ou até se despedaçar, mas eu imagino que o teste seja feito especificamente assim pelo efeito “UAU”.

Todas as espadas passaram no teste dividindo a bala em pedaços. Uma delas praticamente nem foi riscada pela bala!

E você nem precisa de uma espada para isso. Dá para dividir uma bala com uma faca!

Então eu pensei “Ahhh, mas um espadachim não teria a velocidade para fazer isso”. Aparentemente errei de novo, como mostra o vídeo abaixo.

8 comentários
  • Luciano - 493 Comentários

    Bem… a minha pergunta seria, quantas CENTENAS de vezes eles precisaram repetir a cena para o samurai moderno corta o projetil ao meio.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu pensei algo similar quando vi a cena, até mesmo porque ele só faz uma vez. Por isso eu disse “aparentemente” no texto. Tem gente que faz qualquer coisa por cliques e esse truque de tentar dezenas de vezes e só mostrar a cena onde deu certo é velho.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Mas… uma espada pode comprovadamente cortar uma bala. E foi pensando nisso que escrevi o texto.

  • maximusgambiarra - 26 Comentários

    Eu, que nem sou capaz de rebater uma bolinha com um taco, achei muito interessante a técnica de apontar a arma com um laser colocado na ponta do cano. “Seus problemas acabaram!”
    Agora, interessante mesmo é descobrir porque a “doutora” escolhida para testemunhar a peripécia do samurai é uma autora de livros de psicologia.

  • Stella - 1 Comentário

    Eu tenho uma duvida, dá pra cortar alguém no meio, tipo, corta, CORTA, igual fizeram com a bala?

  • Lucas Carvalho - 1 Comentário

    Cortar uma BB de Airsoft é fácil, ela não tem a mesma velocidade de um projétil real nem a mesma quantidade de joules

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Adorei Valerian and the City of a Thousand Planets

Depois de ver uma ou outra reportagem dizendo que o filme tinha sido um fracasso ou “desapontamento” de bilheteria e constatar as baixas pontuações no Rotten Tomatoes (49%) e IMDB (6.6) eu cheguei a achar que Luc Besson dessa vez tivesse desapontado mesmo. Mas que nada! O filme é um espetáculo visual e divertido. O enredo pode ser fraco e se gasta mais tempo exibindo efeitos visuais do que desenvolvendo personagens mas o balanço ainda assim é positivo. No início eu achei que não ia gostar dos dois atores principais mas acabei adorando tanto isoladamente quanto a interação entre eles. Dou no mínimo nota 8.

11 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Uma as partes mais espetaculares (na minha opinião) foi o início, mostrando o desenvolvimento de Alpha (ou “City of a Thousand Planets”) ao som de Space Oddity, de David Bowie… sem falar que a Cara Delevingne é uma gata! :)

  • VR5 - 397 Comentários

    Estava pensando: você que gosta de listar os “furos” (ou as coisas mais, digamos, “forçadas”) dos filmes se esqueceu (ou relevou) uma coisa: quando Valerian começa uma perseguição aos raptores do comandante ele literalmente “atravessou” várias paredes e ecossistemas, incluindo um gasoso, um aquático, etc. para no final até ir até parar o vácuo do espeço. Já pensou o prejuízo e até o dano que isso poderia causar (até matando espécies) para a estação Alpha? E no final, quando a nave dos Pearls literalmente destrói uma parede e se lança ao espaço? Como o ambiente que ficou para trás estava hermeticamente fechado? Só estou falando isso porque sei que você é bastante (um termo aqui da minha terra RS) “cri-cri” com esses “detalhes”… :-P

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      ele literalmente “atravessou” várias paredes e ecossistemas, incluindo um gasoso, um aquático, etc. para no final até ir até parar o vácuo do espaço. Já pensou o prejuízo e até o dano que isso poderia causar (até matando espécies) para a estação Alpha?

      Quando ele atravessou a parede do mundo aquático eu pensei: “pode isso?”.

      para no final até ir até parar o vácuo do espaço.

      Você notou que ele fica em queda livre quando perfura a última parede e sai no espaço?

      E no final, quando a nave dos Pearls literalmente destrói uma parede e se lança ao espaço?

      “Uma” parede? Supostamente os Pearls estava escondidos bem no meio de Alpha. Se o filme fosse mais sério isso teria dado perda total na estação.

      “cri-cri” com esses “detalhes”… :-P

      E olha que eu noto pouca coisa. Eu costumava olhar a seção “goofs” do IMDB e me espantar com a quantidade de coisas que eu não notara. O engraçado é que eu aparentemente fiquei mais atento justamente depois de começar a ler sobre os erros.

      Tem também algumas coisas do filme que até podem ter explicação, mas o diretor não ofereceu nenhuma até agora:

      1) Por que Laureline precisou entrar no Big Market por outro caminho, em vez de entrar junto com Valerian?

      2) Por que Valerian não desativou imediatamente sua transmatter box ao recuperar o conversor e a pérola? Ele teria deixado a dimensão do Big Market e saído tranqüilamente do mesmo jeito que Laureline.

      3) Por que os Pearls fugiram com o comandante pelo lado de fora da estação Alpha, em uma nave, se o refúgio deles era no interior da estação?

      4) Por que as unidades K-Tron foram tão facilmente eliminadas? Durante o filme foi se construindo um suspense em torno delas que me fez pensar que elas eram muito mais formidáveis. A bomba atômica era um “traco de massa”.

      5) Por que os Pearl contrataram um bandido para roubar o conversor? Não era evidente que qualquer um que roubasse algo tão extraordinário capaz de duplicar riqueza não iria querer se desfazer dele? Isso só funcionaria se o conversor só pudesse ser ativado por um Pearl, mas não foi isso que o filme mostrou.

      6) Por que a raça de Bubble não tinha um papel muito melhor (ou assustador) na sociedade, como espiões ou algo assim?

      7) No início eu não entendi o que danado significava o “U” ter que estar verde. Mas depois de assistir pela segunda vez eu entendi que os portais indicavam as áreas do Big Market que eram seguras para cada raça. Mas ainda acho que o roteiro poderia ter deixado isso mais claro.

      Isso é o que eu me lembro agora. Se eu puxar mais da memória vem mais coisas.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Mais uma:

      Não é esclarecido o que aconteceu com as supostas várias unidades enviadas para lidar com a ameaça no centro de Alpha que nunca voltaram. Ficou estabelecido que os Pearl não matavam ninguém, então… o comandante conseguiu convencer todo mundo que dúzias de soldados que nunca existiram sumiram?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Acabei esquecendo de responder a primeira parte de sua “questão”.

      Estava pensando: você que gosta de listar os “furos” (ou as coisas mais, digamos, “forçadas”) dos filmes se esqueceu (ou relevou) uma coisa:

      Eu relevei. Eu adorei o filme apesar de ter visto todos esse problemas já enquanto assistia pela primeira vez. Tem gente que trata tudo que gosta como “divino” (se você apontar um problema ou defeito a pessoa age como se fosse uma agressão) mas eu não sou assim. Eu aprecio as coisas mesmo com um olho nos defeitos. Quando eu insisto que algo não é um defeito eu apresento argumentos nos quais realmente acredito.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Mais uma: em perseguição á nave dos Pearls Valerian dispara contra eles em áreas densamente ocupadas e, pior ainda, dentro da estação. Isso só não seria um problema com munição inteligente que se torne inócua ao não atingir o alvo pré determinado, mas munição assim inteligente iria atrás do alvo, não?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Mais uma: supostamente a raça dos Pearl só existia naquele planeta. De onde veio aquele último conversor Mul? Acharam vagando pelo espaço?

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    ahhh… e um dois maiores WTF! está no fato dos Pearl terem sobrevivido à destruição do planeta inteiro protegidos dentro de uma nave humana semi-destruída.

    Além de terem um cérebro privilegiado (isso o roteiro lembrou de esclarecer) eles devem ser quase indestrutíveis e mágicos, para estender a invulnerabilidade deles à nave humana.

    E ainda tem o fato da quantidade deles parecer ser muito maior do que o número que entrou na nave. Apesar de terem se passado “apenas” 30 anos se imediatamente eles tomaram a decisão “make babies!” e parte dos sobreviventes são filhos dos originais isso até pode colar. Mas o roteiro deveria ter explorado isso.

  • VR5 - 397 Comentários

    Fiquei matutando depois: pena que o conceito da estação Alpha (desconheço se ela realmente existe no universo dos quadrinhos Valerian) foi concebida apenas para esse filme: imagine realizar uma série explorando todos os ecossistemas e todas as raças existentes ali e suas relações… uma espécie de “Babylon 5” muitas vezes maior e mais complexa… se fosse feito com a seriedade necessária e ainda usando os efeitos apresentados no filme seria uma verdadeira obra-prima da ficção científica! :)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eles ainda podem explorar isso em outros filmes ou em uma série. O único problema é a dificuldade para encontrar financiamento quando o filme “fracassa”, mas dependendo do custo a Netflix é perfeita para financiar isso, porque o modelo de negócio dela não se preocupa com conceitos tradicionais de “popularidade”.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Além dos personagens principais eu gostei da unidade militar que os recebeu no planeta do Big Market. Se houver uma continuação seria bom ver eles de novo, o que é possível já que a “morte” deles só ficou implícita. O filme ode começar com o resgate do sargento Cooper.

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Como descobrir a senha de um banco de dados ACCESS (.mdb)

Não há muito o que escrever sobre isso. Basta usar mais um utilitário da Nirsoft: Access Passview.

Limitações conhecidas:

  • Em arquivos ACCESS 2000/XP não consegue recuperar senhas que tenham mais de 18 caracteres;
  • Mostra apenas a senha principal do banco de dados. Não consegue exibir senhas de usuário.

Com ele fui capaz de descobrir a senha do banco de dados do programa Cobrança Itaú (SISCOB) 4.08: ITAUBANCO e assim visualizar as tabelas.

1 comentário
  • Snow_man - 311 Comentários

    Quem não adora os materiais da Nirsoft? :D

    obs: estava sem comentar esses dias por conta de trabalho, mas sempre visitando o blog.

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E isso porque eu nunca quis estar lá

Eu acho que não é todo mundo que saí do exército com um desses na mão:

E levando em conta que eu estava lá contra a minha vontade, que eu dizia isso para todo mundo que me perguntasse incluindo meus superiores e que para mim era um castigo por ter sido tolo, fiquei surpreso ao receber isso junto com o certificado de reservista ao finalmente conseguir minha liberdade de volta.

O documento evidentemente foi editado onde eu achei importante para preservar minha privacidade e a de outros envolvidos.

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Switch gerenciável Gigabit de 8 portas por R$140? 16 portas por R$300?

Depende de como você define “gerenciável”.

Eu notei isso meses atrás ao olhar anúncios no mercado livre. Um monte de vendedores anunciando switches gigabit “gerenciáveis” por a partir de R$140. Pensei “nossa… como o preço caiu”, mas não dei maior atenção.

Ontem, como o assunto de outro post mencionou o protocolo STP, que supostamente é considerado “default” em switches gerenciáveis eu fui dar uma olhada nos manuais dos switches anunciados para checar isso. Acabei descobrindo que a maior parte do que que está sendo anunciado como “gerenciável” no ML não é definido assim nem pelo fabricante.

Você pode checar isso facilmente até visitando o site brasileiro (não precisa saber inglês) da TP-LINK. O que a empresa fez foi acrescentar uma série de opções de configuração a seus switches gigabit e denominou essa linha de “Easy Smart Switches“. Uma linha que custa quase o dobro do preço é chamada de “Smart Switches” e tem recursos bem semelhantes aos de um switch gerenciável. Os “Switches Gerenciáveis” mesmo são uma linha ainda mais cara, que só pela diferença nos tamanhos dos manuais você já percebe que tem muito mais funcionalidade mesmo.

Exemplo:

Não é uma diferença pequena.

Não quer dizer que esses “easy smart switches” não sejam úteis. Estas são as principais funcionalidades que eles agregam, segundo o manual:

  • Definição de VLANs – O que permite isolar os clientes, aumentando a segurança em certas aplicações;
  • QoS;
  • Controle de Banda;
  • Teste de cabos – Indicando a quantos metros se encontra o problema;
  • Detecção de loop – Para evitar tempestades de pacotes;
  • Monitoramento – Você pode acompanhar em tempo real o uso de banda de cada porta;
  • Espelhamento de portas – Útil para debugar/auditar a comunicação de uma das portas usando o wireshark, por exemplo. O que normalmente não é possível com um switch qualquer.

Funções que já fazem o switch ser bem mais útil que um switch burro em uma empresa. O problema é anunciar como “gerenciável”, que é um termo já atribuído a outra classe de switches. E se o preço vale a pena quando comparado com o de um gerenciável “de verdade”, porque este tem tudo isso ai e muito mais.

Voltando ao assunto do protocolo STP, os “easy smart switches” da TP-LINK nem mencionam isso no manual. Existe uma proteção contra loop chamada “storm control” mas sua descrição parece significativamente diferente do esperado.

Já o manual do modelo de 8 portas da linha smart declara suporte a STP, chama especificamente a detecção de loop de “Loopback Detection” e sua descrição se parece mais com o que se espera disso. O mesmo switch incorpora o tal “storm control” como outro recurso, que precisa ser coordenado com “Loopback Detection”. E o recurso BPDU Guard também está presente com o nome de “BPDU Protect”. Só que este switch, caros leitores, custa a partir de R$240. Por apenas 8 portas. O modelo de 8 portas que é “gerenciável mesmo” custa a partir de R$370.

Em resumo, a TP-LINK fabrica switches gerenciáveis mas eles não custam nem perto de R$140. E os vendedores ou são ignorantes (plausível) ou simplesmente desonestos.

E ainda há outra armadilha que você precisa conhecer, mas esta é culpa da TP-LINK.

Hoje a lista de Smart Switches no site brasileiro da TP-LINK tem estes 11 modelos:

A lista no site global tem esses 12 switches e mais estes 7 modelos, chamados de “Web Smart”, que a julgar pelos manuais deveriam estar na lista “Easy Smart” porque sequer tem suporte a STP e aparentemente não tem interface por linha de comando (CLI). Os cinco primeiros compartilham este manual e os dois últimos compartilham este.

  • TL-SG2109WEB – 8-Port Gigabit Web Smart Switch with 1 SFP Slot
  • TL-SL2210WEB – 8-Port 10/100Mbps + 2-Port Gigabit Web Smart Switch
  • TL-SL2218WEB – 16-Port 10/100Mbps + 2-Port Gigabit Web Smart Switch
  • TL-SL2428WEB – 24-Port 10/100Mbps + 4-Port Gigabit Web Smart Switch
  • TL-SL2452WEB – 48-Port 10/100Mbps + 4-Port Gigabit Web Smart Switch
  • TL-SG2224WEB  – 24-Port Gigabit Web Smart Switch with 2 Combo SFP Slots
  • TL-SG2216WEB  – 16-Port Gigabit Web Smart Switch with 2 Combo SFP Slots

A TP-LINK não esclarece em lugar algum qual a diferença, mas só pela comparação do número de páginas do manual do TL-SL2210 (157) mais as do do seu guia da referência da CLI (179)  com o manual do TL-SL2210WEB (75) já fica evidente que a série “Web Smart” é uma versão “capada” da série “Smart” de switches. É preciso tomar cuidado porque esses “Web Smart” apesar de aparecerem apenas no site global também estão à venda no Brasil. É possível que a diferença seja apenas na ausência de uma CLI e se for somente isso, o web smart pode ser uma alternativa atraente, mas a diferença de preços nos anúncios no ML não faz sentido. É preciso ficar atento.

2 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    E há ainda outro problema: nem sempre o switch anunciado como “gigabit” tem todas as portas gigabit. Muitos switches “gigabit” tem apenas uma ou duas portas desse tipo, para você usar como porta uplink, e o resto é 10/100. Mas aí não é exatamente culpa do vendedor porque o fabricante também chama assim.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Errata: eu havia mencionado que a linha “Easy Smart” tinha definição de uma tabela de MAC estática. Eu devia estar olhando outro manual quando li isso porque eles não tem.

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:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Como transformar um roteador wireless (Wi-Fi) em Access Point (ou switch)

Isso, claro, se o firmware do seu roteador já não tiver um modo “AP” ou “bridge”.

Eu já havia falado sobre isso no Buzz em 2011, mas como o método que uso hoje é ligeiramente diferente e o título do post é sobre outro assunto, decidi fazer um novo post.

  • Dentro da faixa de IPs da sua rede, escolha um IP fixo para atribuir ao roteador, fora da faixa do seu pool DHCP. Anote esse endereço em algum lugar. Eu mantenho uma lista de meus IPs fixos em um arquivo texto, mas também colo uma etiqueta com o endereço e as credenciais de acesso;
  • Conecte-se ao roteador por um cabo em qualquer porta LAN;
  • No setup do roteador, desligue o servidor DHCP. Não reinicie ainda;
  • Atribua ao roteador o endereço IP que você escolheu para ele;
  • Conecte o cabo que você normalmente conectaria à porta WAN a uma porta qualquer “LAN” do roteador;
  • Salve, reinicie e certifique-se de que você obteve um endereço IP na faixa normal da sua rede e é capaz de conectar ao roteador usando agora o endereço IP que você atribuiu;
  • Feche a porta WAN com fita adesiva, para que ninguém tente usá-la de novo por engano (não vai funcionar);
  • Normalmente eu também escrevo na etiqueta no roteador “DHCP: OFF” para me lembrar disso.

Colocar o roteador com um IP fixo dentro da sua faixa IP, ao contrário do que eu sugeria fazer antes, permite que você facilmente, sem mudar o IP da sua máquina, possa gerenciar o roteador. Isso é útil mesmo quando o roteador está funcionando como switch porque você tem acesso à lista de dispositivos conectados via Wi-Fi e às whitelists e blacklists.

Mas se você prefere que curiosos na sua rede sequer consigam ver esses aparelhos em uma varredura, o método que expliquei antes favorece isso. Eu não conheço nenhum método automatizado simples de varrer todos as possíveis faixas de endereçamento IP privado à procura de um dispositivo. Não significa que não exista.

 

 

8 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Apesar disso parecer uma gambiarra, a TP-LINK explica esse mesmo procedimento no FAQ.

  • Raimundo Nonato - 1 Comentário

    Boa noite,

    Configurei o roteador TP-Link N como ponto de acesso (switch), porém não alterei o endereço IP da LAN, como fazer agora para gerenciar o roteador e mudar o IP?

    Desde já agradeço pela orientação.

  • Jener Gomes - 3 Comentários

    Olá!
    Curioso, comecei a pesquisar isso há alguns dias e encontrei os recentes comentários da mesma semana.

    Eu reativei meu velho TL-WR541G para ter sinal decente em todo o apartamento mas preciso deixá-lo sem cabo de rede, estou pesquisando como fazer.
    No começo dos meus testes eu só troquei a configuração da conexão Wan de PPPoE para Dynamic IP, tirei o DNS da finada e saudosa GVT, e após reiniciar consegui acessar a internet por ele.
    Me chamou a atenção que não funcionaria conectado pela Wan, mas ela está conectada ao roteador da Net (agora Claro), e agora estou acessando a internet pelo meu Notebook, que lamentavelmente não tem conector de rede.

    Cada equipamento ainda está na sua faixa IP original então eu esbarrei no problema de não conseguir acessar o roteador que está na outra rede, mas a minha meta essencial é tirar o cabo para colocar no meio do apartamento, transformando-o num repetidor – há como? Até onde pesquisei ele não faz WDS…
    Em último caso eu passarei um cabo, ou comprarei um repetidor, vi que os decentes custam uns R$100.

    Um dos materiais que encontrei na pesquisa é a versão brasileira do roteiro indicado da TP-Link: https://www.tp-link.com/br/support/faq/417/

    • Jener Gomes - 3 Comentários

      Encontrei um procedimento para fazer WDS com o meu TL-WR541G, mas sendo antigo (é de 2008) só é possível baixando a segurança para WEP… aí me desinteressou.
      Mas deixo aqui ele caso alguém queira fazer: http://revolucaolinux.blogspot.com/2010/07/wds-varios-roteadores-ou-aps-numa-unica.html

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Repetidores WiFi são problemáticos. O problema mais óbvio, que não é tão óbvio assim para o usuário comum, é que não adianta colocá-lo onde o sinal já está fraco. Ele tem que ser colocado onde o sinal ainda está forte e estável. Então cada repetidor só consegue “empurrar” um pouco o alcance do seu AP principal.

      Para casos onde passar cabo é muito complicado ou caro eu estou no momento recomendando a compra de um “powerline“. Funciona muito melhor, desde que você não compre o mais barato xing-ling que achar.

      • Jener Gomes - 3 Comentários

        Bons e importantes pontos, te agradeço.
        Não tenho um apartamento tão grande, um repetidor no meio deve bastar. =]

        Eu considerei o “powerline” mas os aparelhos precisam estar no mesmo circuito elétrico, e aqui eu segmentei com 15 disjuntores, numa rede trifásica, sendo cinco circuitos para as tomadas (e sem garantia que a empreiteira tenha colocado as fases planejadas). Mas em princípio seria uma alternativa, sim, bem lembrado.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          A sua rede ser trifásica é um problema mesmo. Estar segmentada em circuitos, nem tanto. Aqui eu consegui usar o powerline no apartamento de cima, que fica até em um medidor diferente, mas na mesma fase.

          A velocidade não é a mesma de um cabo, mas parece ser mais estável que usar repetidor.

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Um cabo ligado errado pode derrubar toda a sua rede (e te deixar maluco)

Era para eu ter escrito sobre isso desde que escrevi meu texto sobre uma das vulnerabilidades do Wi-Fi. E como estou baixando o sarrafo no Wi-Fi esta semana acho justo lembrar que cuidar de redes cabeadas, principalmente grandes, não é nenhum “melzinho na chupeta”.

O fenômeno é chamado de “tempestade de pacotes” ou “tempestade de broadcast” (broadcast storm) e ocorre quando acidentalmente (ou propositalmente) as duas pontas de um mesmo cabo de rede  são ligadas ao mesmo segmento de rede. Geralmente, no mesmo switch.

Imagine que você está no rack tentando diagnosticar um problema menor na rede e desconecta um ou mais cabos do switch e depois de religá-los um novo problema surge, ainda pior. De toda parte da empresa começam a chegar recados de que tudo (internet, email, sistema comercial, câmeras IP, etc) parou e ninguém consegue usar a rede. O seu primeiro impulso é achar que você desconectou algo mas tudo parece estar como deveria. Você procura por uma luz apagada mas todas estão acesas. Acesas até demais!

Isso porque ao reconectar os cabos você não percebeu que conectou um a mais, a ponta solta de um cabo cuja outra ponta já estava conectada ao switch. Isso cria um “loop” no equipamento e o efeito é quase imediato. Quando o switch recebe o primeiro pacote de dados para broadcast vindo de qualquer um dos dispositivos ligados a ele, encaminha para todas as outras portas, como de costume; mas como existe um loop esse encaminhamento volta por outra porta como se fosse um pacote de broadcast novo e é novamente retransmitido para todas as portas, que volta pelo loop e assim continua até esgotar toda a capacidade de processamento do switch.

Pior que isso: a tempestade se propaga para todos os switches no mesmo segmento de rede (o mesmo “domínio de broadcast”) paralisando todos eles em segundos.

Às vezes você pode notar que se trata disso pelo padrão frenético de piscadas de todos os LEDs do switch, mas nem sempre.

Acha improvável isso acontecer? Pois aconteceu comigo e até hoje eu não sei como, em um rack onde supostamente somente eu mexo, a outra ponta do cabo podia estar numa posição tal que me permitiu fazer a confusão. Já quando você está lidando com switches que são ligados de qualquer maneira em cima da mesa ou até pelo chão criar um loop acidental é muuuuito mais fácil de acontecer. Por sorte, só fiz isso uma vez também, até porque nesse caso eu geralmente tomo o cuidado de olhar para onde o cabo vai antes de plugá-lo no switch (algo muito difícil de checar em um rack). No total eu já “levei um banho” em duas tempestades criadas por mim.

Quando você reconhece os sintomas e percebe que foi você que provocou é fácil resolver. Basta respirar fundo e refazer as conexões no switch onde você está/estava mexendo. Problema mesmo é quando isso foi feito acidentalmente ou propositalmente em outro lugar da rede e você não faz idéia de onde. Se proposital é pior ainda porque pode ter sido feito em mais de um lugar e se você não estiver preparado para isso vai levar um loooongo tempo quebrando a cabeça, porque você solta um cabo que vai a um local sabotado e o problema não desaparece porque existe outro local sabotado, aí você recoloca o cabo e repete o procedimento com os outros cabos mas usando esse método de teste não vai achar nunca. E torça para o sabotador não ter a capacidade de se mover pela rede sem ser notado e não ser uma conspiração, tirando e colocando loops.

Switches gerenciáveis supostamente ajudam nessa tarefa, mas nenhum de meus clientes usa por isso não tenho experiência com eles.

Em teoria, até switches não gerenciáveis poderiam ter pelo menos uma sinalização do tipo “está havendo uma tempestade aqui”. Por exemplo, este switch vagabundérrimo da Encore é baseado no chip Realtek RTL9308SB cujo datasheet informa que existe uma função opcional de detecção de loop com um LED para indicar sua existência. Mas isso não é implementado pelo fabricante do switch. E esse desinteresse em implementar uma função disponível também ocorre nos switches grandes, mais caros. Este switch de rack é baseado no chip Realtek RTL8324, cujo datasheet informa que existe uma função para isso (não menciona ser opcional) que pode acender um LED ou informar um dispositivo de controle. Também não foi implementado pelo fabricante.

Ao responsável pela rede resta torcer para que nunca aconteça e estar preparado com uma estratégia para quando acontecer.

 

15 comentários
  • Walter - 140 Comentários

    Se as duas pontas dos cabos estiverem bem identificadas não ajuda a detectar o problema mais rapidamente? Cores diferentes para cada ponta, por exemplo.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Sim, poderia evitar os acidentes. Mas não existe uma identificação desse tipo no padrão ethernet (esse é o maior empecilho para que dê certo)e você pode fazer isso no rack que você montou mas não pode esperar isso nos outros. E requer disciplina de todo mundo que mexe na rede.

      De qualquer forma, não é uma má idéia.

      • Luciano - 493 Comentários

        Cores não, mas anilhas podem ser de grande ajuda neste caso! Ou algo que eu faço aqui e já vi em muitas redes de alto padrão. Um papelzinho impresso com o numero do ponto e com espaguete termo-retrátil transparente por cima.

        No caso de um switch grande, ainda vi que colocam etiquetas nas portas, pra identificar cada cabo onde vai, uma mera formalidade, mas que pode facilitar nessa hora, basta olhar se a etiqueta do cabo corresponde a que está na porta, se não estiver, significa que alguém mexeu ali.

        • Walter - 140 Comentários

          As redes com as quais eu já trabalhei nunca foram muito grandes, mas eu sempre fiz isso, colocar uma etiqueta em cada ponta. E também faço isso no cabeamento de som do meu HT. E olha que eu nem sou técnico.

        • Felipe Aliski - 1 Comentário

          interessante saber dessas coisas, é muito interessante se precaver e identificar se foi obra de um maluco ou se foi só acidente do estagiário desatento e/ou burro
          vou levar isso para frente quando eu for começar a trabalhar com isso

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Outro cenário que vale a pena ter em mente: na minha rede, cinco segundos depois de criar um loop em um switch eu já não tenho mais imagem de nenhuma das minhas câmeras IP. Para alguém que já está dentro da propriedade desejando fazer um malfeito, colocar um loop em um switch é muito mais eficiente do que danificar o mesmo switch.

    É um ponto contra os NVRs e a favor dos DVRs. Claro, dificultar ao máximo o acesso a todos os switches minimiza (mas não elimina) o problema.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Eu acabei esquecendo do motivo que me fez lembrar de escrever este post. Roteadores Wi-Fi levam uma vantagem sobre APs nesse caso porque as tempestades são naturalmente limitadas aos respectivos domínios de broadcast e WAN e LAN estão em domínios diferentes (broadcasts não são propagados pela porta WAN). Dividir a rede em segmentos assim ajuda a minimizar os efeitos dessa ocorrência porque o loop colocado no switch de um roteador só paralisa todos os dispositivos ligados a ele.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Como eu disse no post, não tenho experiência com switches gerenciáveis, mas isso é o que conheço da teoria:

    Praticamente todos os os switches gerenciáveis hoje suportam um protocolo chamado Spanning Tree Protocol (STP) que permite que switches sejam instalados de forma a permitir redundância (isto é, se um switch falha, automaticamente o tráfego vai por outro), o que não pode ser feito com switches comuns porque causa loops. E uma função natural do STP é justamente a detecção de loops. Assim que uma porta no switch é ativada (quado você pluga algo nela), antes dela ser conectada às outras é verificada a existência de loops e se isso for detectado a porta permanece desabilitada

    Mas STP só detecta um loop no mesmo switch. Existe um outro problema que é você ligar um switch burro a um gerenciável e criar um loop no burro. A tempestade não vai ser detectada como um loop pelo switch gerenciável porque vai afetar apenas uma porta deste mas vai inundar a rede assim mesmo. Como mesmo em uma rede 100% composta de switches gerenciáveis um usuário qualquer pode trazer um switch burro e criar um loop (acidentalmente ou não) é requerida outra proteção chamada “BPDU guard” que não estou certo que todo switch gerenciável suporte. Essa proteção consegue distinguir uma tempestade enviando pacotes especiais em todas as portas e se o pacote voltar pela mesma porta por onde foi enviado é porque há um loop mais à frente e esta porta é desabilitada.

    STP faz com que o switch demore um pouco a ativar cada porta, por isso muitos administradores de rede, sem saber para que serve, deasabilitam a função e ficam vulneráveis a loops mesmo usando switches gerenciáveis.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Essa proteção consegue distinguir uma tempestade enviando pacotes especiais em todas as portas e se o pacote voltar pela mesma porta por onde foi enviado é porque há um loop mais à frente e esta porta é desabilitada.

      Isso não está inteiramente correto. Frames BPDU são usados na operação normal do STP para comunicação entre switches e todas as portas que sabidamente não foram conectadas a outros switches gerenciáveis (“EDGE ports”) não tem porque receber esses frames e se receberem é ou porque alguém ligou um switch gerenciável nela ou provocou um loop. Mas para a proteção funcionar é preciso definir a porta como “Edge Port” e declarar que você quer a proteção porque em algumas configurações uma “Edge port” se autoconfigura automaticamente como “non-Edge” ao detectar um frame BPDU.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Imagine um provedor de acesso desses de bairro que passam cabos ethernet até a casa de cada cliente usando switches burros por todo o caminho.

  • Rodrigo Alvisse Soares - 1 Comentário

    sou admin de uma rede com 14 switch, os pavilhões externos são interligados por fibra óptica em topologia anel chegando pelos dois lados aqui na sala técnica onde tem o rack principal, teve um problema desse onde o usuário conectou os cabos do telefone ip saindo do ponto ligando no telefone e saindo do telefone ligando em outro ponto, agora imagina ates descobrir em uma rede desse tamanho de onde vinha esse loop. melhor nem imaginar a correria, derrubou toda rede.

  • pedro julio da silva - 1 Comentário

    eu administro uma rede de milhares de switchs em uma cidade, e isso acontece toda semana. tem que tomar cuidado, na maioria das vezes vem dos tecnicos mal orientados que ligam tudo que tem na caixa no switch sem saber, mas em grande parte das vezes vem da casa dos clientes também. (a empresa que trabalho é grande mas não tem muita organização) rsrs

  • Gustavo Nery - 1 Comentário

    Isso é bem comum em universidades. Soube de um caso de um professor que depois de usar a internet, desconectou o cabo do notebook dele e depois conectou no ponto de rede de volta, pois, segundo ele, quando ele volta-se, bastava conectar o cabo notebook. Infelizmente, ele derrubou o switch do prédio todo. Mas vale ressaltar que, hoje em dia, já existe protocolos de rede que evitam esses problemas.

  • Estagiário - 1 Comentário

    Causei um problema como este, sem perceber. Foram 03 horas de relógio até descobrir a causa.
    Infelizmente não foram causados muitos danos, mas fica de experiência.

    Detalhe que não fazia ideia do que poderia acontecer. Vim entender através deste post, então agradeço por ter compartilhado e explicado.

    • Snow_man - 311 Comentários

      Curioso o nome escolhido para esse comentário :-)

      Ocasionar um problema desse tipo é muito chato; mas não se cobre tanto, não conheço nenhum profissional com muita experiência que não tenha tido seus dias ou momentos de erros.

      Apenas temos que aprender com nossos erros.

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