Parece que sou o único homem que gostou de Jupiter Ascending.

poster_320_ryan.com.brE isso está amarrado a sair uma continuação. Se a estória morrer com esse filme, então Jupiter Ascending terá sido realmente um desastre.

O filme é “estranho”, eu admito. E parte da estranheza, na minha opinião, vem de uma edição ruim. Muitas cenas se sucedem de uma forma que você tem a sensação de que faltou algo no meio e prestar atenção nisso compromete a imersão. Mas existem outras coisas estranhas como a forma quase caricata como os pais de Jupiter se conhecem e os momentos de comédia que não se encaixam com o resto do filme. Além disso, mesmo ignorando os problemas de física como todo bom fã de Star Trek, ainda dá para apontar um monte de coisas no filme que poderiam ter sido melhor pensadas numa obra que custou 176 milhões de dólares:

  • Todo mundo, incluindo todos os alienígenas, só fala inglês nesse filme exceto os russos da família de Jupiter? Teria sido melhor se o filme usasse pelo menos um pouquinho mais dessa tecnologia fantástica chamada “legendas” e tentasse ser mais verossímil com os aliens. Será que Star Trek tem a patente do tradutor universal? Putz… praticamente a única terrestre no filme inteiro a falar com os Aliens foi Jupiter. Teria sido facílimo inventar uma razão para ela poder entender qualquer que fosse o idioma que eles estivessem falando;
  • Como Caine sobreviveu à viagem da Terra ao planeta de Kalique do lado de fora da nave dos caçadores? Mais adiante no filme fica claro que ele precisa pelo menos respirar oxigênio (ignorando os outros “probleminhas” decorrentes de se estar no espaço sem uma veste);
  • Gastam uma fortuna com efeitos especiais, mas fazem uma cena da reconstrução de Chicago tão difícil de notar que mesmo assistindo três vezes ainda não ficou claro. Caine não podia ter colocado um binóculos hi-tech na mão de Júpiter para proporcionar um zoom para a audiência?
  • O lance com as abelhas era completamente dispensável. A princípio eu achei que fazia sentido, mas depois de conversar com o amigo José Carneiro sobre o assunto, percebi que a idéia das abelhas reconhecerem a realeza é forçada. Mas se Stinger tivesse especificado que as abelhas reconhecem a realeza da família Abraxes, que semeou o planeta, faria bem mais sentido;
  • Ninguém nunca pensa em tirar as botas de Caine? OK, Titus pode ter feito de propósito, veja mais adiante;
  • Por que a capitã Tsing não exige levar Jupiter até Balem na nave da Aegis? Aceitar apenas ser escolta da nave inimiga, e permitir que Jupiter esteja sozinha lá, só poderia dar em trapaça mesmo;
  • A Aegis só tem uma nave? A capitã Tsing não poderia ter chamado alguma ajuda quando viu que a “realeza” não estava colaborando? Que força policial patética para o universo depender.

Mas o filme tem potencial. Eu comecei com a expectativa baixa porque meu amigo José Carneiro assistiu antes e me disse “ainda bem que a gente não foi assistir no cinema” e a nota do filme no IMDB está em apenas 5.7. Mas o tempo foi passando e nada de eu me aborrecer com a estória. Cada pedaço de informação que ia sendo dado sobre esse novo universo dos irmãos Wachowski me deixava mais empolgado e foi fácil ignorar os problemas do filme. Quando o filme acabou eu concluí que o problema dos Wachowski foi ter feito um filme pensando em criar uma franchise ao mesmo tempo sem querer deixar isso muito óbvio para não se comprometerem com uma continuação e falhando miseravelmente (pelo menos aos olhos da maioria dos espectadores) na execução desse plano.

Por que eu acho que os irmãos Wachowski pensaram em fazer mais de um filme? Muitas pontas foram deixadas soltas:

  • Titus demonstrou interesse em comprar a Terra a Balem, o que por si só já parece suspeito quando o filme termina. Mas piora quando levamos em conta que Kalique disse a Titus que ele deveria saber que a Terra vale mais que todas as suas propriedades juntas. E Titus não parece exatamente um pobretão;
  • O seqüestro de Jupiter por Kalique não foi suficientemente explicado. Esta tinha até um altar para a mãe morta o que sugere que as intenções pudessem ser boas, mas…;
  • Quando Jupiter recebe seu título, o burocrata de “Seals and Signets” conclui com “…minhas profundas condolências“. Para mim Jupiter herdou algo muito desagradável junto com o título de nobreza e não foi somente seus “filhos” querendo matá-la;
  • O que Kalique quis dizer com “…você pode ter o poder de mudar as vidas de sua família para melhor. E tudo o que você precisa fazer é fechar seus olhos“? Isso tem relação com o que disse o burocrata?
  • Titus foi deixado vivo. Se a intenção fosse fazer um filme só, teria sido melhor esperar que o casamento dele fosse concluído e ele morresse durante o resgate de Júpiter. Assim todas as propriedades desse vilão teriam passado para a mocinha;
  • Aliás, eu não estou inteiramente certo de que Titus seja um vilão de carteirinha. O comportamento dele é ambíguo. Ele tentou (mesmo) matar Caine? Ora, ele prometeu a Caine que o lançaria no espaço (“fed to the void“) se fosse traído. E o ejetou de um airlock cheio de vestes pressurizadas. O comportamento inteiro de Titus poderia ser explicado em uma continuação como o de um anti-heroi;
  • Quando Balem disse que sua mãe dissera que odiava sua vida e implorara para morrer (estou enrolado com o pretérito mais-que-perfeito aqui), ele podia estar dizendo a verdade;
  • Não tenho certeza de que Balem morreu. O filme deixa a morte dele literalmente “no ar”. E a tecnologia médica desse pessoal é incrível;
  • Não sabemos ainda por que o pai de Jupiter tinha tanta fixação pelas estrelas (ele era astrofísico). Me recuso a acreditar que os Wachowski tenham dado a Jupiter um pai tão “peculiar” sem nenhum motivo especial;
  • Não sabemos ainda por que Caine atacou um entitled. Se até mesmo Caine diz não saber por que fez isso, deve existir uma estória interessante por trás da desgraça dele e de Stinger;
  • O final do filme, com Jupiter voltando a limpar privadas mesmo sendo de fato a dona do planeta inteiro, só faz sentido se for para ela ter uma nova oportunidade cinematográfica para deixar de sê-lo. Eu entendo que o dinheiro da família é maldito, mas os Wachowski delinearam um universo de muitas possibilidades e se fosse para terminar como terminou apenas porque Jupiter não queria ter nada a ver com o modo de vida dos Abraxes, isso deveria ter sido explicado na tela;

E o sucesso anterior dos Wachowski, Matrix, não foi apresentado como uma trilogia, mas depois os outros filmes “apareceram”. Isso seria parte do modus operandi dos Wachowski?

Mas infelizmente o fracasso de Jupiter Ascending nas bilheterias pode significar que nunca veremos como termina essa estória. A não ser, talvez, daqui a uma década, nos quadrinhos, como aconteceu com Firefly.

9 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    OBS: Eu gostei da referência discreta aos Crop Circles e da explicita ao motivo dos dinoassauros terem sido extintos, mas não notei a referência ao filme Brazil, certamente porque eu não assisti e nem pretendo assistir este. Jupiter Ascending possivelmente faz várias outras referências que não captei.

    Inicialmente eu ia fazer uma severa crítica ao uso de um absorvente feminino para fechar um ferimento, mas pesquisei antes e descobri que não é tão absurdo quanto imaginei.

    • Walter - 140 Comentários

      Posso perguntar por que você não quer ver Brazil? Está perdendo um ótimo filme. Toda a sequência do processo burocrático para a aquisição do título de Júpiter é uma citação – ou homenagem – ao filme e o burocrata de “Seals and Signets” é interpretado pelo próprio Terry Gilliam.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Porque um amigo me disse que ele é muito mais parecido com o bizarro The Zero Theorem do que com Twelve Monkeys.

        • Walter - 140 Comentários

          Eu diria que ele é uma mistura (ao menos no estilo) do Twelve Monkeys e As Aventuras do Barão de Münchhausen, que eu acho excelente, mas sou suspeito, praticamente aprendi a ler com as aventuras do bom Barão.

    • Walter - 140 Comentários

      Sobre o Jupiter Ascending, achei bem fraco. Se você for analisar bem, os irmãos estão se repetindo, mais uma vez a espécie humana é usada para “consumo” de seres mais poderosos.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Eu não ligo para repetição. Posso encontrar graça em 100 versões diferentes de Cinderela. E sim, eu sei que dizer isso no mesmo post em que eu digo ter gostado de Jupiter Ascending não conta como ponto a meu favor :-P

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Mais uma coisa que vale a pena citar: antes de chegar aos 10 minutos de filme, Jupiter já havia dito duas vezes “eu odeio minha vida”. No final do filme Balem diz, referindo-se à outra encarnação de Jupiter, “você me disse que odiava a sua vida”.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu sou fanático por filmes de ficção científica e normalmente avalio os filmes melhor por causa disso, mas eu achei o filme o Destino de Júpiter muito franco, muito fraco mesmo. Bobo demais e com história muito previsível, e eu já assisti cada bomba. Eu não daria nota 5,7 eu daria nota 3,0. Assisti ele no cinema mas eu realmente achei que foi um desperdício do meu tempo e do meu dinheiro (às vezes eu entro nestas roubadas).

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Internet Explorer redirecionando para a versão mobile de terra.com.br

Aconteceu com o IE8. Toda tentativa de acesso era redirecionada para m.terra.com.br. O site já não é grande coisa e na versão mobile em um desktop fica pavoroso.

Resetar as configurações do IE e apagar o cache não surtiu qualquer efeito.

Então eu descobri que o site www.terra.com.br havia sido inserido na lista do Modo de Compatibilidade do IE (que curiosamente não é apagada quando você reseta o IE). Bastou remover o site da lista.

3 comentários
  • Gilmar Rodrigues - 1 Comentário

    Pra mim é o melhor portal de noticias do Brasil.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Pois ontem enquanto eu fazia os testes, em um monitor de baixa resolução, só o que via era um anúncio gigantesco e tosco de um remédio “milagroso”. Me inspirava ZERO de confiança no site. Hoje melhorou um pouco: é o anúncio enorme (estou em um monitor FullHD e ocupa “apenas” 1/3 da página) de um vinho.

  • VR5 - 397 Comentários

    O Internet Explorer já deu tudo o que tinha para dar. Espero mesmo que o novo da MS (antes chamado de Spartan mas agora vai ser Edge) realmente seja melhor…

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Finalmente entendi como APKs do Android são nomeadas.

E estava na minha cara o tempo todo.

Eu faço backup freqüente das minhas apps Android e sempre achei bizarros nomes como:

com.google.android.apps.maps.apk

Parte do que me deixou cego para a real interpretação disso é que “COM” é uma tecnologia de programação da Microsoft. Acho que isso criava na minha cabeça o que chamam de “dissonância cognitiva” e a partir daí eu não conseguia mais pensar com clareza.

Na verdade é espantosamente mundano. Isso se chama Reverse Domain Name Notation. “com.google” é simplesmente o espelhamento de “google.com”. Essa notação aparentemente foi criada como uma forma simples de evitar colisões de nomes de objetos (e como bônus identificar a quem pertencem). Cada desenvolvedor, tendo um domínio, usa-o como parte inicial do nome. E os objetos na ordem alfabética ficam agrupados por desenvolvedor.

Aparentemente alguns desenvolvedores sem domínio usam “com.google” também. Isso pode até ser permitido pela Google mas é deselegante demais. Se você não pode pagar R$30 por ano por um domínio, pelo menos use o seu endereço de email como prefixo. Assim um programador com o humilde email eusoufodastico@hotmail.com usaria como prefixo de seus objetos “com.hotmail.eusoufodastico”.

Pensando bem, não sei como a falta de uma convenção dessas não gera um problema no Windows. Tudo bem que ao instalar em Arquivos de Programas você geralmente tem a oportunidade de escolher outro diretório se for notada uma colisão, mas que critérios será que os programas usam na hora de escolher um diretório em “dados de aplicativos”? Afinal, nenhum instalador pergunta a você isso.

18 comentários
  • Gustavo Sarmento - 11 Comentários

    Tchê, acho que isso é um pouco anterior ao Android, pois até o MacOS X usa uma convenção, senão igual, muito parecida com esta…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      É anterior ao Android, sim. É invenção da Oracle (java). Está no artigo da Wikipedia.

      • Gustavo Sarmento - 11 Comentários

        Verdade. Agora que fui ver o link, e cita o Uniform Type Identifier da Apple.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          A propósito, nomes de domínio deveriam ser assim mesmo. Entre outras coisas ficaria bem mais difícil criar fakes. Tudo da Microsoft começaria com “com.microsoft”. Por exemplo, o host do windows update seria com.microsoft.windowsupdate.

          Hoje os pilantras se aproveitam que o nome de domínio fica “mais adiante” para criar todo tipo de URL complicada para confundir os desatentos.

  • Vagner Ligeirinho - 29 Comentários

    Me chame de preguiçoso por não pesquisar mais sobre, mas me lembro vagamente de ter lido que quem criou o DNS (o nosso formato de endereço que usa para digitar o https://ryan.com.br, queria na verdade que fosse realmente inverso o sistema, tipo http://br.com.ryan . Sendo assim o formato: “protocolo://loc.tipo.nomedositequevocequer” :)

    E lembremos que hoje os “Top Level Domain” (no caso, os .com) hoje permite criar em novos formatos, já leiloados e alguns vendidos. Então, hoje temos o .google por exemplo, e na verdade, até existe o site http://com.google. Aproveite para se divertir ;)

    • Vagner Ligeirinho - 29 Comentários

      Complemento: eu deixei o link do com.google, pensando que ainda estava funcionando uma pegadinha de 1º de abril que eles fizeram, invertendo a página. Provavelmente eles já encerraram a brincadeira, porém o site com.google é o oficial deles, já usando o novo sistema de TLDs personalizados :)

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Essa coisa de TLDs personalizados para mim é palhaçada do ICANN para fazer dinheiro. Não consigo ver ainda como isso pode gerar alguma vantagem para a internet, porque cada gTLD custa a soma proibitiva de 185 mil dólares.

        • Vagner Ligeirinho - 29 Comentários

          Cara, uma coisa que tenho aprendido é evitar de rotular e tentar entender o outro lado. Não digo que é palhaçada ou não do gestor de internet, e não discordo que é uma forma de renda (bem, de certa forma, isso tudo tem que gerar uma renda, né? :) ). Pelo que me lembre, a ideia era que os domínios personalizados tivesse mais foco e segurança. Tipo .bank e você sabe que está em um site de banco. Parece que isso era para ser usado no Brasil, mas não lembro de detalhes.

          Provavelmente com o tempo, a ideia é por exemplo ir digitar .google e pronto, sabe que é um site oficial do Google e qualquer coisa que dê desconfiança de segurança, que já saia na hora.

          Não vejo a soma como proibitiva. Isso é que nem loteamento: o pessoal bota o preço conforme a demanda. Pode ser que um dia abaixe, pode ser que até aumente. Claro que o ideal seria que a oferta de nomes seja para quem tenha um nome igual e compre. Mas quantas pessoas se chamam “Ryan” e vão comprar o .ryan por exemplo?

          Lembrando que é permitido também sublocar (qualquercoisa.nome), logo, isso de certa forma já é cobrado pensando no uso do nome. Uma pesquisa em quem comprou os “nomes-base” (como .house ), já nota que muitos destes TLDs são para loteadores.

          Preciso averiguar mais detalhes, mas também imagino que é possível que TLDs específicas não sejam vendidos, mas repassados (Como o nome do país, por exemplo. .brasil ).

          • Jefferson - 6.606 Comentários

            Eu já tentei entender o outro lado. Houve uma ferrenha discussão no Slashdot meses atrás sobre isso. Vi argumentos dos dois lados e a conclusão a que cheguei é que era palhaçada. O ICANN está loteando a internet para uns poucos big players criarem ainda mais confusão do que já temos.

            Colocar todos os bancos sob .bank poderia ter sido útil nos primórdios da internet, mas hoje é inócuo. Só funcionaria se todos os bancos fizessem a mudança. E os problemas criados são maiores que os benefícios.

            Quem vai comprar o .ryan? A Ryan Air é uma possibilidade. Mas porque ela precisa? Não. Para evitar que algum “aventureiro” o faça.

            Esse é o resultado da proliferação de TLDs. As empresas se sentem compelidas a comprarem múltiplos domínios, mesmo sem precisar deles, para protegerem suas marcas.

            • Vagner Ligeirinho - 29 Comentários

              O ruim nesta história é pensar no seguinte: se o ICANN regula demais e não fornece os TLDs por compra, é acusada de “comunista”, de “reguladora”. Entre “vender-se” ou ser chamada de “fominha” (e com isso permitir a criação de uma nova entidade de regulagem de nomes), acho que a questão de vender acaba sendo a primeira. Até porque se falhar, aí o mercado se autoregula e fala para o ICANN para começar a regular os nomes. :)

              No Brasil, houve muito problema por causa de loteamento de domínio. Salvo engano, a Nic.br já tem procedimentos para evitar este tipo de coisa e também para apaziguar disputas de nome (como quando o globo.com.br era das Panelas Globo por exemplo :) ).

              Quanto a questão de segurança, é isso que fico me perguntando: por que não se adota sistemas padronizados em definitivo para sites que precisam de confiabilidade todal, como sites de bancos e órgãos públicos? É previsto no sistema de TLD brasileiro o b.br que serve para internet banking. Mas não há divulgação ou empenho nisso.

              Pelo menos sabemos que .gov.br e .jus.br são TLDs de serviços públicos, e estes são bem usados :).

              • Jefferson - 6.606 Comentários

                Globo.com.br era das Panelas Globo? Eles receberam uma fortuna pela venda do domínio certo? Porque tomar deles seria uma grande injustiça.

                Na minha opinião, a Rede Globo que registrasse redeglobo.com.br depois e deixasse a Panelas Globo em paz. E é o que a maioria faz. Se uma empresa cria uma marca e o domínio .com está ocupado ela vai atrás do .net? do .info? Claro que não. É mais fácil a empresa mudar de marca ou fazer um jogo de palavras porque os .com tem MUITO mais valor. Os outros TLDs estão lá só para o que eu disse: você compra para se proteger, mas não usa.

                • Vagner Ligeirinho - 29 Comentários

                  Acho que era, posso estar enganado.

                  (pesquisando no WayBackMachine)

                  Realmente estava enganado. Peço desculpas por minha falha. Devo ter visto esta história em algum lugar… ;)

                  O Globo.com.br era do “Sistema Globo de Rádios” (da própria Rede Globo) e depois passou para a mão da própria Globo

            • Vagner Ligeirinho - 29 Comentários

              Complemento: acho que no caso de nomes, vale o marketing também. Para muitos leigos, basta ter o nome na caixa de endereços e está valendo. Tipo sitedebanco .sitequalquerrusso .ru/virus_clique. Basta uma campanha de educação inteligente e a população leiga fica bem mais atenta.

          • Jefferson - 6.606 Comentários

            Por exemplo, o ICANN aprovou e vendeu o gTLD .sucks. Com um nome desses, o que poderia dar errado, né? Pois depois que o comprador começou a lotear por 2500 dólares cada domínio, o ICANN finalmente percebeu a **rda que havia feito. E foi chorar no colo do FTC. Avisos não faltaram.

            • Vagner Ligeirinho - 29 Comentários

              O ICANN falhou “sucks” depois de ter vendido “sucks” :p haha :D Pior se fosse “f**k”, que aí…

              Mas isso é o mercado! Este tipo de coisa não dá para proíbir ou controlar ao extremo, a não ser que a sociedade o queira. Se tal situação acabaria constrangendo alguém, aí sim que se barre.

              E até é bom que o valor de oferta de sub-loteamento seja caro mesmo, já que é um termo bem usado para ofender. Só compraria quem realmente quisesse ofender (e aguentar os processos :p )

              E quanto a valores, tou pensando em uma piada besta com “Sucks”, “F**ks” e locais de aquisição, mas não sou muito fã de fazer (e ler) piadas pesadas e é aquela coisa de respeito. Vai que vem algum moleque e veja a piada que escrevi? :p

            • Vagner Ligeirinho - 29 Comentários

              QUanto a coisa de “comprar para se proteger”, entendi melhor depois de ver uma matéria relacionada: http://www.v3.co.uk/v3-uk/it-sneak-blog/2401099/taylor-swift-and-microsoft-buy-own-name-porn-and-adult-domains

              Nos Estados Unidos, não entendo muito de legislação, mas sei que lá o que manda mais é o dinheiro. Se alguém prejudicar a honra de alguém e esta pessoa tem dinheiro suficiente para acionar o advogado e a justiça, isso já basta para pegar ações de pessoas que fazem besteira na internet. Um outro motivo para ser alvo da justiça lá é pisar no calo do governo, seja com piadinhas infames (ou ameaças de brincadeiras) ou críticas sérias.

              Se bem que certas coisas estão mudando – basta lembrar do caso do cara que ganhou dinheiro com “revenge porn” e hoje está sendo processado e a ponto de ficar um bom tempo na cadeia (acho que já foi o julgamento).

              Aqui, temos uma legislação que permite que se processe pessoas por “crimes contra a honra e a dignidade”. Ou seja, se a pessoa monta um site tipo “ator.c**ao”, se a polícia estiver com vontade e a justiça estiver de olho, o cara vai preso e responde.

              Claro que sabemos que as ações de segurança e justiça no Brasil estão ainda aquém do esperado, mas salvo engano, basta uma boa repercussão, e tudo corre. Pelo menos anda.

  • DQ - 1 Comentário

    Sim, é uma velha convenção Java (alias, anterior à compra da Sun pela Oracle). O mais esquisito (para mim) é que isto se estende à organização de diretório dos fontes. Que tal subdiretórios com nome src/br/com/ryan/projeto onde apenas o último nível tem arquivos? No ambiente de desenvolvimento não existe nenhuma necessidade de você ser dono do domínio (não sei se a loja impõe algo).

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Seja bem vindo de volta, Daniel!

      alias, anterior à compra da Sun pela Oracle

      Putz… eu esqueci que Java não é uma invenção da Oracle!

      O mais esquisito (para mim) é que isto se estende à organização de diretório dos fontes. Que tal subdiretórios com nome src/br/com/ryan/projeto onde apenas o último nível tem arquivos?

      Eu iria xingar todos os dias o autor dessa idéia maldita. Isso é uma perversão!
      Eu acharia estranho, mas aceitável src/br.com.ryan.projeto/

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Contraí o vírus da dengue pela primeira vez.

É curioso que tenhamos em casa uma piscina de 20 mil litros tratada com displicência e seja preciso rodar 150km até o interior do estado, num lugar onde eu só via água se estivesse pagando por ela, para ser picado por esse mosquitinho maldito.

Foi o que aconteceu no sábado. Ninguém aqui em casa tivera essa doença. Mas eu e minha mãe viajamos com uma amiga dela (três pessoas no carro) para Toritama-PE exclusivamente para comprar roupas e os três voltaram doentes. O caso mais sério é o de minha mãe que caiu doente bem antes de mim. Por telefone ela ficou sabendo que sua amiga e a filha dela estavam com dengue, mas ainda assim não associamos os sintomas de mamãe à doença. Foi só no terceiro dia, quando os meus começaram a surgir, que eu somei 2+2, fiz uma rápida pesquisa no Google e descobri que Toritama tinha uma epidemia de dengue. E obviamente era esse o problema de mamãe também.

Os meus sintomas são poucos e leves. Na maior parte do tempo nem eu percebo que estou doente:

  • Dor nos olhos;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Redução na flexibilidade da coluna;
  • Uma coceira danada, que começa com pontadas pelo corpo inteiro;
  • Pés inchados, às vezes com dor na planta dos pés ao andar;
  • Dificuldade para fechar as mãos;
  • Dificuldade para abrir tampas de recipientes usando as pontas dos dedos, como a garrafa de café (o esforço dói);
  • Indisposição para sair da cama.

No exterior a doença é chamada de “Dengue Fever” como se o sintoma mais marcante fosse a febre, mas no meu caso apenas o primeiro sintoma foi febre, que eu sequer notei como tal até horas depois. Eu sentia o meu corpo anormalmente quente, mas não sentia nenhum mal estar. Somente quando fui para a cama dormir, liguei o ventilador e comecei a me arrepiar foi que caiu a ficha: “calor e frio ao mesmo tempo? estou com febre!”.

Tive uma noite muito ruim me revirando pela cama, mas quando me levantei no dia seguinte a febre já havia dado lugar a outros sintomas e não voltou mais.

2 comentários
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Busca Implacável 3 (Taken 3) é muito ruim!

Liam Neeson deveria ter ficado longe desse.

Não sei o que é pior: a direção, as atuações ou o enredo. A estória não tem pé nem cabeça;taken3-poster só o que se vê é Liam Neeson correndo (em cenas borradas porque ele ou está velho demais para isso ou estava com má vontade com o diretor), explosões e perseguições sem sentido e os cortes entre algumas cenas são tão estranhos que me lembraram de outra bomba: “Expendables 3”. E havia necessidade de fazer aquela palhaçada na rodovia? Mesmo o personagem principal sendo inocente do crime original, acaba culpado das muitas mortes que provocou com seu plano para roubar um carro de polícia. Como paródia da série Taken essa película é bem mais fácil de justificar.

Fui enganado pelo trailer, que parece ser de outro filme, completamente diferente. Eu esperava Neeson vítima de uma inescapável conspiração de seus antigos empregadores no governo. Bah! Era um simples mafioso russo.

OBS.: Eu desisti a meia hora do final na cena em que está todo mundo reunido para planejar o ataque ao mafioso. A atuação era tão ruim que eu fiquei agoniado! Ainda bem que não paguei para ver isso no cinema!

3 comentários
  • Marcel - 71 Comentários

    A reviravolta do final é até interessante, mas de certa forma óbvia. Não era o traficante…
    Mas para mim esta série deveria ter parado no primeiro filme.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Não era o traficante…

      Eu não vi o final e não procurei saber, mas tenho uma teoria: era o amigo hacker dele? Minha suspeita surgiu quando o amigo apareceu com uma roupa bizarra que escondia justamente a mão direita (onde aparecia a tatuagem do seqüestrador) e depois ao longo do filme a mão dele parecia sempre estar oculta.

  • pedrosanto - 44 Comentários

    O 1 foi o melhor :D . O 2 caiu um pouco e o 3 desabou.

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Game of Thrones me deixa impressionado. Nem sempre de forma positiva.

GameOfThrones_logo

O primeiro contato que tive com GoT foi o primeiro volume da série que ganhei de presente do meu amigo José Carneiro. Até então eu desconhecia completamente a obra e seu autor.

Não consegui ir longe. Não devo ter chegado à página 100 (o livro tem 587 contando o apêndice). E olha que eu teimosamente (ainda bem) suportara a maçante primeira metade de “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”.

O problema é que intriga me incomoda e isso é abundante na obra, sem nem um fiapo de humor para descontrair. GoT é uma leitura pesada e complicada de acompanhar com tantos personagens de nomes e sobrenomes parecidos, lembrando-me de “O Senhor dos Anéis” apenas nesse aspecto. Sem um gráfico com a árvore genealógica das casas eu não teria ido longe mesmo que conseguisse digerir as intrigas.

Fiquei adiando assistir à série pensando “um dia eu arrumo estômago para ler o livro”. Acabei desistindo do livro este mês por causa da massiva propaganda da quinta temporada na HBO. Assisti a alguns capítulos esparsos quando o canal HBO Signature ficou com sinal aberto para transmitir uma maratona GoT dia e noite e acabei renovando meu interesse pela estória.

Mas continua não sendo fácil. E os “duelos de espadas” nas muitas camas do reino são o menor dos meus problemas.

Do livro eu só lembro da intriga. Na série de TV a violência, a maldade e a crueldade são tão onipresentes que até as cenas de sexo perdem a graça. Temos um que gosta de queimar gente viva, outro que gosta de esfolar gente nada morta… Não se passam 20 minutos sem que você queira estrangular um ou mais personagens confiante de que isso faria um grande bem para a raça humana (ou seja lá o que eles forem em Westeros). Você poderia argumentar que “psicopatas em abundância não são novidade em outras séries”, mas o que torna GoT menos palatável é que os poucos mocinhos raramente tem vitórias. Não existe um equilíbrio entre o bem e o mal em Westeros. E George R. R. Martin tem especial prazer em não ser previsível. Até mesmo quando certos personagens personagens “do mal” morrem é de forma quase mundana ou casual e não por vingança dos mocinhos que eles atormentaram.  A audiência assiste um episódio atrás do outro sem sentir o prazer de uma vitória sequer (a não ser que você esteja torcendo por tipos como Joffrey e Ramsay, é claro). Não perdoa J. K. Rowling por ter matado Dumbledore? George R. R. Martin é capaz de matar uma dúzia de Dumbledores por volume da série! Qualquer semelhança com o Senhor dos Anéis nesse aspecto é mera alucinação.

Por outro lado a estória é interessante e os valores de produção são altos. Do puro dinheiro mesmo à competência dos atores e direção. GoT me cria o estranho problema de ser uma estória que quero acompanhar, mas tenho que “respirar fundo” para assistir.

1 comentário
  • VR5 - 397 Comentários

    SPOILERS: Gosto muito da série, mas sempre me parece que falta um “algo a mais” para ela ser épica… sei lá: queria mais batalhas, mais efeitos especiais (a batalha na Muralha com os gigantes foi uma excelente exceção!)… queria uma coisa mais “Senhor dos Anéis”, se é que me entendem… e mais uma: pela quantidade de personagens, suas características e as informações passadas, a série deveria ter muitos episódios a mais por temporada…

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Quick Talk agora tem uma versão mobile. Testando o plugin WPtouch.

Tomei essa decisão por livre e espontânea pressão da Google. Mas eu deveria ter feito isso há muito mais tempo.

A pressão veio de uma decisão da Google que foi apelidada de Mobilegeddon (Armageddon Móvel). Desde ontem a Google passou a levar em conta se um site é “amigável para dispositivos móveis” ao atribuir o ranking das suas buscas. Eles até oferecem um teste para avaliar se o site é compatível.

Eu achei que o WordPress já fizesse isso automaticamente, mas tive uma dupla surpresa ao testar isso hoje, usando o meu celular via 3G. Além de não ter uma versão móvel, e justamente por isso, abrir a primeira pagina deste blog consumiu em poucos segundos cerca de 5MB. Metade da minha franquia diária. E ainda assim nada se aproveitava porque eram muitas imagens parcialmente carregadas. Se eu tivesse deixado continuar possivelmente teria consumido toda a minha franquia. Raios… o WordPress não gera uma versão mobile nativamente…

E olha que eu uso o telefone celular para navegar na web até em casa. Eu só não visito os meus próprios sites com ele…

Em alguns segundos de pesquisa já tinha uma possível solução: o plugin WPtouch. Agora quem visitar este blog em um dispositivo móvel verá algo completamente diferente. E passa no teste da Google.

quicktalk_mobile_wptouch

Esse é o tema gratuito do WPtouch. Não é nenhuma belezura, mas também não é feio. E pelo menos no Chrome para Android você sempre pode requisitar a versão Desktop da página, se não gostar da versão móvel.

4 comentários
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Usando o Windows 8.1 64 bits há quase quatro meses.

É um recorde. Desde o Windows 9x é a primeira vez que meu desktop primário roda a mais recente versão do SO da MS por tanto tempo. E o mais impressionante é que estou usando com o UAC ligado. O Windows 7 só era minimamente tolerável se eu desligasse o UAC.

Comecei em dezembro, usando a versão gratuita de teste. De lá para cá só fui forçado uma meia dúzia de vezes a reiniciar por outro SO, por causa de um software específico que não roda em 64 bits e eu não tinha uma VM pronta para acomodá-lo. É importante reiterar que eu só deixei de usar o XP porque eu preciso do maior endereçamento de RAM das versões do Windows, então se fosse para tolerar as idiossincrasias do Windows 8.1 na versão 32 bits eu só iria largar o XP quando um novo malware como o Blaster o inutilizasse.

É sempre bom lembrar também que eu uso o computador entre outras coisas para trabalhar e criar conteúdo online e offline. Se eu fosse o tipo de usuário que só precisa acessar Facebook, Twitter, email e outros serviços online, até o Linux me serviria (para esse tipo coisa, meus tablets e telefones Android quase são melhores que meu desktop Windows).

Impressões diversas

A razão mais provável para eu poder rodar o Windows com UAC ligado é que estou menos dependente de programas que requerem rodar como administrador. O problema não é ter que dar permissão aos programas, mas sim que rodar um ambiente misto tem efeitos colaterais persistentes. Desligar o UAC coloca todo mundo no mesmo nível e esses problemas desaparecem.

Não posso mais confiar na hibernação. É importante que eu salve todo o meu trabalho antes de hibernar porque freqüentemente, sem qualquer erro ou explicação, quando eu volto da hibernação o Windows 8.1 dá um boot “normal” e tudo se perde. Isso raramente acontecia no XP e quando acontecia havia alguma mensagem de erro para tentar explicar. Hoje acontece algo como uma vez por semana. É importante registrar aqui que, após mandar hibernar, eu vou para a porta do quarto e quando eu vejo as luzes do computador desligarem eu desligo o disjuntor. O mesmo procedimento que eu fazia há anos com o XP. Mas desde o Windows Vista eu não tenho certeza do que a Microsoft acha que seja “desligar”.

Agora não é mais possível checar facilmente as senhas das conexões sem fio, mesmo logado como administrador. E “esquecer” redes ficou mais complicado no 8.1. Porém essa possibilidade ainda existe usando o comando netsh. O estranho (não confirmei ainda) é que parece ser possível obter as senhas Wi-Fi mesmo sem permissões de administrador. Eu criei um utilitário para me ajudar nisso e fiquei espantado ao esquecer de rodar como administrador e ainda assim ele retornar a senha wi-fi armazenada no notebook de um cliente.

Após instalar o driver de vídeo Intel mais recente disponível no site da Gigabyte, reconheceu corretamente meus monitores entrou em modo desktop estendido e com o monitor correto (HDMI) como principal. Ponto positivo porque no XP esse driver da Intel já me deu algumas surras;

Achei interessante haver uma barra de tarefas em cada monitor, mas o principal é o único que exibe área de notificações e o relógio.

O Gerenciador de Tarefas é impressionante. Em especial os gráficos mostrando em tempo real a velocidade de leitura e gravação em cada disco incluindo o processo envolvido.

CONFIGURAÇÕES ESPECÍFICAS PARA O MEU USO E ACRÉSCIMOS A FAZER SEMPRE QUE REINSTALAR

  • A imensa dificuldade para entrar no Modo de Segurança e fazer qualquer operação de recuperação ainda vai me morder um dia (já mordeu alguns clientes), por isso tenho tomado o cuidado de ao menos fazer backups regulares do Registro. Pela mesma razão acho Secure Boot e UEFI um grande risco para a minha sanidade, por isso deixo desligado.
  • Tive que ativar o modo de teste (desliguei a assinatura de drivers) para poder usar o Freeotfe e Arduino  – bcdedit.exe /set TESTSIGNING ON (como admin).
  • Tive que baixar o Windows Help para poder ver o Help do Delphi.
  • Nomes dos arquivos:
    Windows8.1-KB917607-x64.msu
    ou
    Windows8.1-KB917607-x86.msu

  • É uma boa ideia pré-instalar também o DotNetFX v3.5 para 64 bits. O Pacote usado para o Windows 7 e XP não serve para o Windows 8. Se você não pré-instalar, na primeira vez que essa versão do .NET for necessária o Windows 8.1 se oferecerá para baixar e instalar. O que não é problema se você tem acesso a uma banda larga decente, mas no meu acesso de 800K isso leva pelo menos 46 minutos.

PROBLEMAS AINDA NÃO RESOLVIDOS (OU MAL RESOLVIDOS) COM SOFTWARE DE TERCEIROS

  • Ainda não consegui fazer o Subtitle Workshop funcionar com MKV. 07/10/2015 – Resolvido. Basta instalar a versão 6, clicar com o botão direito sobre a janela de preview e escolher VMR9 como Video Renderer;
  • Instalei o Network Activity Monitor v1.7, porque a falta de uma dica mínima sobre tráfego me incomoda. Mas toda vez que volto da hibernação o programa pára de funcionar e é preciso entrar e sair de Settings (não mexer em nada e clicar em OK). Reiniciando o Windows o problema não ocorre;
  • Fui obrigado a abrir mão da versão 3.32 do Direct Folders e me contentar com a limitada versão 3.73.  A versão 3.32 não funciona desde o Seven x64. Carrega, aparece o menu, mas clicar nos itens não leva a lugar algum. Testado com UAC desligado e ligado. Já a versão 3.73 quer que você pague pela versão Pro por uma funcionalidade que existe na 3.32;
  • Voidtools Everything Version 1.3.4.686 (x64) falha com freqüência. Às vezes não mostra arquivo algum e às vezes fecha abruptamente. No XP 32 bits era absolutamente estável;

EXPLORER

O Explorer parece ter ficado menos estúpido na hora de manipular colisões de nomes de arquivo e contar o tempo restante de uma operação. Nesses quatro meses eu ainda não me deparei com problemas ridículos como este ou este.

Continua o absolutamente enfurecedor ordenamento automático. Não compreendo como alguém consegue sequer tolerar isso e muito menos achar desejável;

BUG: Se eu tiver uma janela do Explorer aberta em um diretório e salvar algo nesse diretório (seja baixando da internet com o PaleMoon ou salvando localmente com o Delphi 7), enquanto eu não der F5 o arquivo não aparece.  Quando eu preciso que ele faça refresh automático ele não faz… Esse problema nunca existiu no XP SP3.

A busca de arquivos parecia ser pior que a do Vista (!), porém isso se deveu a um problema de GUI. Eu não estava encontrando nem simples opções como limitar uma busca por data. A razão é que ao clicar na caixa de busca os menus do Explorer mudam, mas eu não conseguia ver isso porque a caixa de busca fica no canto direito do explorer e os menus mudam à esquerda. Em uma tela widescreen a mudança fora do meu foco visual não era grande o bastante para eu percebê-la. Eu só consegui “ver” os menus quando fiz uma pesquisa na internet para entender como funcionava. Se eu usasse monitores pequenos talvez tivesse notado isso antes, mas meus monitores são de 22″ fullHD e fixar o olhar na caixa de busca efetivamente coloca as opções de busca fora do meu campo de visão.  Agora que eu sei que clicar na caixa de busca ativa opções em outro lugar na tela, ficou usável.

Esta é a aparência normal dos menus de uma janela do Explorer.

Windows8.1_explorer_search_NoClues_ryan.com.br

E quando você clica na caixa Pesquisar, os menus mudam. Uma aba “Ferramentas de Pesquisa”, anteriormente invisível, se abre. A partir da primeira pesquisa fica ainda mais difícil notar que isso acontece porque ao mesmo tempo uma lista com as últimas pesquisas que você fez se abre no lugar que você clicou.

Windows8.1_explorer_search_ClickToShow_ryan.com.br

De qualquer forma isso só é relevante para mim quando estou diante de máquinas de terceiros. A busca de arquivos nativa do Windows foi irremediavelmente inutilizada desde o Vista e não a uso se tiver escolha.

A exibição de progresso ao copiar/mover arquivos é menos burra que no 7. Ele continua inexplicavelmente incapaz de dizer quanto tempo falta para executar certas operações, mas pelo menos indica quantos itens faltam (e quantos GB), assim você pode usar uma calculadora para fazer o que o computador não sabe.

Na figura abaixo, note que o gráfico que deveria aparecer com a velocidade da operação não está aparecendo. Em vez disso o Windows o transforma numa de suas malditas barras de progresso que não mostra progresso algum (uma “novidade” do Vista que me assombra até hoje).

windows8.1_fileOperationProgress_smarter_ryan.com.br

O que torna esse “problema” do Windows mais espantoso é que o Windows 8.1 sabe a velocidade atual com que os arquivos estão sendo copiados/movidos. Basta olhar no gerenciador de tarefas.Windows8.1_FileCopySpeed_ryan.com.br

Esses dois snapshots são da mesma operação. Como é que O Windows sabe a velocidade atual e quantos GB falta copiar, mas não pode estimar quanto tempo falta? Como ele sabe a velocidade atual mas mesmo assim desliga o gráfico de velocidade?

15 comentários
  • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

    Jefferson, tenho usado o Everything Versão 1.3.4.686 (x64) há pelo menos uns 8 meses ininterruptamente e “pesadamente”. Até agora, nenhum bug ou comportamento inesperado. Tenho apenas um HDD nesta máquina (um note cce com intel i7), mas uso recursos de outra máquina via rede com win7 e a mesma versão do Everything “servindo” o mesmo programa localmente, também sem nenhum problema.

    Aproveitando este comentário, não consegui logar aqui com minha conta google. Eis a página com o erro:

    https://support.google.com/accounts/answer/6206245?p=openid&rd=1

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu notei que meu problema com o Everything parece acontecer quando eu ligo um de meus drives USB. Geralmente o Everything simplesmente inicia uma varredura completa do PC (o que eu já acho idiota – deveria apenas acrescentar o novo volume) mas às vezes tudo pára de funcionar.

      Vou ver se o problema com OpenID é fácil de resolver. Mas esse é só mais um exemplo de como depender de serviços da Google é arriscado.

  • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

    Esqueci de mencionar que aqui também não tenho problemas com a cópia de arquivos e o ETA.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Você trabalha muito com arquivos de outras pessoas (HDDs vindo de outros computadores)?

      Eu suponho que o problema de “ETA” seja causado por problemas com permissões.

      • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

        Não necessariamente de HDDs, mas habitualmente recebo alguns GB de arquivos de áudio (.wav) por “pendrives” ou DVDs, vindos de outros estúdios, pois terceirizo alguns serviços de gravação. E bem mais rotineiramente, vivo transferindo arquivos via rede entre meu note e a outra máquina com win7. Me lembrei que tive também problemas quando inseria “pendrives” no note. Aqui também aparentemente o Everything ficava maluco quando reescrevia todo o índice. Por conta disso, desabilitei a opção de indexar volumes USB.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          “Auto include removable volumes”? É a primeira coisa que desativo quando instalo. Não adianta. O Everything teima em incluir automaticamente meus drives externos quando eu os ligo.

          E mesmo que isso não criasse problemas eu geralmente não quero mesmo que eles sejam incluídos automaticamente no índice.

          Seus pendrives estão formatados com NTFS ou FAT32/ExFAT?

          • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

            Esquisito. Aqui, desmarcar essa opção aparentemente resolveu o problema da loucura quando inseria pendrives. Os meus são FAT32, apenas pra poder eventualmente lê-los no Midiabox da Century, mas não prestei atenção se os outros que recebo de vez em quando também o são.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Esqueci de mencionar que não uso anti-virus no meu desktop e desliguei o Windows Defender por uma razão que não lembro agora.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Coisas que esqueci de mencionar

    1)Eu sempre faço login com conta local. Já basta a Google seguindo meus passos e não há nada no processo de sync que me interesse. Sincronizar o histórico do browser? HA! Eu nem uso o IE e o próprio Firefox é incapaz de sincronizar algumas centenas de abas. Não espero (nem quero) que a MS faça isso para mim.

    2)Meu Windows sempre abre área de trabalho. Não instalei nenhum programa de terceiros para isso. O comportamento do Windows 8 nesse aspecto é insuportável. Já vi gente reclamar que mesmo no Windows 8.1 o Windows teima em abrir na interface Metro e já vi notebooks com esse comportamento, mas as máquinas que instalo se comportam do jeito esperado.

    3)Há uma grande inconsistência entre o que você pode configurar por apps da interface Metro e pelos caminhos convencionais. O Windows 8.1 força você a usar a interface nova. Mas tem coisas que você só consegue fazer/achar se conhecer/usar os caminhos velhos. Para isso saber se virar no prompt de comando e conhecer os nomes dos utilitários/applets da MS que fazem o que você deseja ficou mais importante do que nunca. Um dos applets que mais uso é “ncpa.cpl” (uso desde o Vista). Não consigo achar meu caminho de outro jeito.

    • Victor - 11 Comentários

      Botao direito no icone de rede -> abrir a central de rede e compartilhamento -> alterar as configurações do adaptador

      (embora eu ache melhor o ncpa.cpl, que já nem me lembrava mais do atalho, mas seu comentário refrescou a memória)

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        O que me leva a lembrar de ncpa.cpl é que é muito mais fácil lembrar disso do que cada uma das modificações de caminho que a MS fez desde o VISTA.

        • Marcel - 71 Comentários

          Não quero te decepcionar não, mas pelo que eu vi do painel de controle do Windows 10, a coisa vai ficar ainda pior para quem guarda as antigas localizações das coisas no painel de controle…

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Estou comprando um notebook com windows 8.1, e estou avaliando se vale a pena manter o 8.1 ou instalar o Windows 7, mas a principal duvida é se encontrarei drivers para o notebook.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Consegui resolver o problema do Subtitle Workshop. Basta instalar a versão 6, clicar com o botão direito sobre a janela de preview e escolher VMR9 como Video Renderer. No XP eu usava a versão 2.51, do autor original. A versão 6 é um “reboot” com outro desenvolvedor.

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Livros: “Por um Fio” de Eoin Colfer é uma decepção.

eoin_colfer_PorUmFio_ryan.com.brComo eu já mencionei aqui várias vezes, sou um fã da série “Artemis Fowl” e por isso quando o meu amigo José Carneiro me emprestou, antes mesmo de ler, Por um Fio (Plugged) do mesmo autor, esperei por algo sensacional.

Quebrei a cara. É fácil entender por que as outras obras de Colfer tem longas páginas na Wikipedia mas essa (hoje) sequer tem uma sinopse quatro anos após o lançamento.

Nem parece que o livro foi escrito pela mesma pessoa que concebeu Artemis Fowl e o mundo das fadas. A estória é fraca, enfadonha e apenas ligeiramente engraçada. As situações vividas pelo personagem principal são tão mirabolantes que o único adjetivo que me vem à mente para descrever o livro é “surreal” (no mal sentido).

E o texto na capa “Se Você Amou Artemis Fowl, É Hora de Crescer” soa ridículo quando você termina o livro. Tirando garçonetes, strippers, palavrões e insinuações de sexo, a trama beira o infantil. Nada se aproveita. Nenhum personagem memorável. Nenhuma piada realmente boa. Perdi meu tempo.

9 comentários
  • Walter - 140 Comentários

    E ainda por cima quem fez a capa plagiou descaradamente as artes do mestre Saul Bass. Coisa feia, nem estudante de curso técnico comete um crime desses.

  • Walter - 140 Comentários

    Cópia mal feita.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Sete anos desde o lançamento e ninguém se habilitou a escrever sequer uma sinopse do livro na Wikipedia. Nem mesmo o autor ou a editora. Diz bastante sobre a obra.

    • Snow_man - 311 Comentários

      Acho que é uma oportunidade pra você escrever :-) :D

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Sou grato a todos os colaboradores da Wikipedia mas desisti de ser colaborador muitos anos atrás. O modelo deles me incomoda.

        No caso específico desse livro tudo o que tenho a dizer é opinativo. E a Wikipedia não tolera esse tipo de coisa.

        • VR5 - 397 Comentários

          Estou com um pouco de saudade dos teus comentários sobre séries. Parou de assistir?

          • Jefferson - 6.606 Comentários

            Ando meio “desencantado”. Tudo o que tenho parado para assistir nos últimos meses tem me decepcionado. Estou numa fase de preferir assistir pela enésima vez a um filme do qual gostei a encarar uma novidade.

            Mas… já que há quem sinta falta das minhas reclamações, vou dar uma olhada na fila :)

            • Snow_man - 311 Comentários

              mas é claro, reclamar é bom demais kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
              bom, sem seus comentários, eu não teria começado a ver counterpart.

              Não sei se é o cansaço do dia, mas geralmente eu cochilo no meio do episódio, estou na metade da 1a temporada ainda, vi que a 2a chegou ao 10 ep.

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A mais recente vulnerabilidade WPS: Pixie Dust Attack.

PQP! Se você ainda tem WPS ativo no seu roteador WiFi, desligue e nunca mais ligue essa coisa!

Para quem não lembra (são tantas siglas que dão um nó na nossa cabeça), WPS é uma funcionalidade do padrão Wi-Fi que permite um dispositivo se conectar a um ponto de acesso Wi-Fi (vou chamar tudo de “roteador” daqui em diante) de forma simples, através de um código chamado PIN que vem impresso no fundo do aparelho ou apertando um botão no roteador.

OBS.: Apesar disso ter sido divulgado originalmente em setembro do ano passado em uma apresentação de Dominique Bongard, ainda não encontrei nenhum grande site (como o CERT) falando sobre o assunto. Isso pode ser porque não é tão sério quanto parece ou porque é tão sério que estão tentando abafar até aparecer uma solução. Eu não vou esperar para ter certeza.

A última vulnerabilidade que eu mencionara aqui no blog era a explorada pelo reaver-wps. Esta é pior. Em resumo, com o Pixie Dust Attack é possível descobrir o PIN do roteador com apenas uma tentativa, o que anula qualquer proteção baseada em restrição no número de tentativas (proteção contra ataques de força bruta). E já existe uma ferramenta Linux para explorá-la: o pixiewps. Eu só fiquei sabendo do exploit porque minutos atrás o autor de um mod do reaver-wps para usar o Pixie Dust Attack deixou um comentário no meu blog com um link. Agora existem duas ferramentas para explorar a vulnerabilidade então vocês vão ter que me perdoar por não esperar pelo CERT para ter certeza de que não é um exploit imaginário.

Você pode ver uma lista de roteadores vulneráveis e não vulneráveis aqui. No momento é muito pequena, com 46 itens.  E a exata revisão de hardware faz diferença. Notem que o DIR615 aparece na lista em duas versões. Uma é vulnerável e a outra não.

Eu não pretendo fazer um tutorial para descobrir se o o roteador é vulnerável. Eu já venho desligando o WPS faz tempo mas sou capaz de entender a facilidade que ele oferece para usuários comuns. Só que depois dessa acabou: onde eu encontrar o WPS eu vou desligar sem nem perguntar o que o cliente acha disso. Mesmo que encontrem uma maneira de sanar o problema em novos firmwares, WPS simplesmente não é confiável.

6 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Na página 69 da apresentação de Dominique, temos a resposta da Broadcom:

    Thanks for checking. This is not a chip issue. The issue you have identified can affect any Wi-Fi product.

    Vulnerabilities can depend on the Wi-Fi standard that is chosen for security. This may depend on the age of the product.

    O que se pode extrair da resposta:

    1) A Broadcom não nega que o problema exista;
    2) Pior: diz que pode afetar qualquer produto Wi-Fi;
    3) O que não explica por que alguns roteadores não apresentaram a falha.

  • Everson - 1 Comentário

    WPS é uma mãe. Pode dificultar um pouco as coisas, mas no final sempre acaba arregando.
    Algum tempo eu encontrei um artigo onde o autor conseguiu descobrir qual era o algoritmo usado em alguns firmwares da dlink para gerar o pin padrão que por sinal era baseado no mac address do aparelho. Acredito eu que esta nova técnica possa estar vinculada a isso. Segue link: http://www.devttys0.com/2014/10/reversing-d-links-wps-pin-algorithm/

  • snowzpoc - 311 Comentários

    Jefferson, desde o seu post anterior, comecei a desligar todo wps que encontro. Nunca gostei dessa “facilidade”.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Nunca usei, nunca vi ninguém usar, só vejo problemas de segurança com ele ligado.

    Então, sempre desligo.

  • jersonsite - 1 Comentário

    então agora são três wifite ferramenta do kali linux 2.0 super atualizada. :yahoo:

  • Caio - 1 Comentário

    Ele só serve para ligar alguns equipamentos que não tem outra forma de conectar se não for por WPS como algumas impressoras WiFi, mas aí eu deixo apenas a opção de conexão WPS por botão, desabilito o PIN, acredito que já resolva o problema, alguma contraindicação?

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