A premiada obra de ficção científica de Masamune Shirow, que começou no Mangá e já produziu pelo menos dois filmes e duas séries de animação, deve finalmente alcançar a audiência dos preconceituosos (o pessoal que acha que animação e quadrinhos são coisa de criança) em 2017, quando sair o filme que por hora pretende colocar Scarlett Johansson no papel da major ciborgue Motoko Kusanagi.
No futuro de GitS a prostética é tão avançada que corpos inteiros podem ser substituídos. Mas é um processo caríssimo e o corpo adulto de Motoko é uma versão militar que o governo considera de sua propriedade e que a major pode perder e ter que conseguir um alojamento inferior para tudo o que lhe resta de humano, o cérebro, se deixar de trabalhar para eles.
Se você é fã de Sci-Fi, não tem nada contra animação e especialmente se aprecia a estética do Anime, recomendo fortemente que não espere pelo filme de 2017 e assista às duas temporadas da impressionante série Stand Alone Complex. O único problema para muitos vai ser não existir versão dublada. Ainda. Espero que com o possível sucesso desse filme surja o interesse por distribuir a animação oficialmente aqui no Brasil.
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)
O filme sequer se esforça para ser coerente. Acho que diante da idéia alucinada de que um homem possa encolher até ficar do tamanho de uma formiga e ainda manter sua massa e força diretor e roteiristas concluíram que valia tudo, desde que a ação fosse temperada com comédia. Quanto mais eu penso no enredo, mais eu acho idiota. Mas o diretor fez um trabalho incrivelmente competente para me manter entretido o bastante para ignorar isso. A pior parte do filme é o ataque à residência no fim, onde nenhum dos personagens age de forma realista, mas a forma irresponsável (em mais de um nível) como o tanque é usado pelos mocinhos da estória não me passou despercebida. Se o tanque tivesse saído pelo térreo eu não faria nenhuma objeção.
A propósito, quando eu vi aquele chaveiro pela segunda vez na tela eu já sabia do que se tratava. O diretor não soube fazer disso uma surpresa.
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)
Depois de ter assistido à decepção que é Spectre, assistir a O Agente da U.N.C.L.E. (The Man From U.N.C.L.E. – 2015) foi um alívio. Gostei da mistura de aventura, ação e comédia e não ver ridículas coreografias de luta foi um bônus. O filme tem suas situações altamente improváveis, mas o impacto delas é fortemente diluído pelo tom de comédia e elas não chegam ao ponto de ser absurdas como em O Esquadrão Classe A. A única seqüência que eu achei realmente dispensável foi a última perseguição com veículos. Recomendo para quem gosta do gênero.
vi em 2 partes (popcorn com defeito rs) e terminei ontem. Concordo com os comentários, tem cara que vai ter continuação ou virar série. A moça é a mesma de Ex-Machina?!
Eu sei que toda a série se baseia em absurdos, como o poder sobrenatural de Q de sempre adivinhar exatamente do que Bond vai precisa para se safar de uma encrenca no futuro próximo, mas Spectre abusou da repetição sem acrescentar nada de novo e ainda fez Bond (e o MI6) parecer estúpido e “fora do personagem” repetidas vezes. Até o vilão é insosso.
1)Que diabos Bond tinha em mente quando ameaçou a vida de tanta gente naquela praça mexicana com aquela luta no helicóptero? Porque “M” disse antes de morrer que ele tinha que matar o cara? Porque o cara menciona brevemente que planeja explodir um estádio? Ainda bem que o filme reconhece que Bond se excedeu, mas apenas porque era importante para a trama ter um pretexto para desativar o projeto duplo zero. Entretanto fazer um personagem que está longe de ser idiota agir como idiota para atingir um objetivo da trama perde muitos pontos para mim.
2)No final da perseguição do avião, o capanga/montanha/gorila é jogado para fora do carro pelo pára-brisas. O que um agente duplo zero faria? Daria um tiro na cabeça dele só para se certificar. O que esse Bond fez? Deu uma olhada a metros de distância, deu as costas e foi embora;
3)Para que raios Bond foi levar Madeleine para o covil do mega-super-hiper vilão, no meio do deserto africano?
4)Aquela cena patética que terminou com ele pedindo que Madeleine não visse o vídeo da morte do pai é indigna de James Bond. O super assassino virou um bebê chorão sem nenhuma explicação plausível. Bond teve uma dúzia de oportunidades de quebrar o pescoço do vilão, mas só tentou quando o vídeo começou a ser exibido e estava longe demais para ter sucesso;
5)Aliás, como se explica o extraordinário e repentino (levou o quê? 48 horas?) interesse do mulherengo Bond pela filha de um vilão? É só a necessidade irritante de agradar a mulherada na platéia que espera por um romance ou existe alguma coisa na estória de Bond para explicar isso?
6)Eu fiquei até três quartos do filme esperando que o MI6 fosse uma organização “temível”. Mas depois do baque ocorrido no filme anterior parece que só resta aos super-espiões e assassinos do MI6 com seus super gadgets, “smart blood” e super-carros-protótipo de 3 milhões de libras esperar que a aposentadoria tenha um bom plano odontológico. Eu sei que o foco dos filmes é em Bond, mas fazer a organização que ele representa parecer um bando de patetas por dois filmes seguidos é “prá se lascar”!
7)Depois da explosão do relógio, Bond tem tempo para parar e admirar o rosto de Madeleine, mas não tem tempo para ir em direção ao vilão e terminar o serviço. Tem dois guarda-costas armados ali semi-desacordados cujas armas ele pode roubar, mas nãooo… pela segunda vez no filme Bond dá as costas para o vilão desacordado. Logo o super-mega-hiper vilão que já tinha admitido estar por trás de todo o sofrimento dele nos últimos filmes. E desta vez ele sai desarmado na direção em que certamente existe um monte de capangas armados que estão bem acordados.
8)A cena em que tiram Bond encapuzado do caminhão e ele mata os dois capangas é ridícula. O diretor deve ter deixado o estagiário cuidar dessa.
9)E no final ele novamente deixa o super-mega-hiper vilão vivo. Um indivíduo que está tão alto na hierarquia do crime que pôde fazer o MI6 de idiota duas vezes.
Tenho certeza de que se eu prestar atenção encontro muito mais problemas.
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)
Há anos Dogma tem estado na minha fila para assistir, mas a recente morte de Alan Rickman me fez colocar outros filmes dele na fila e dar prioridade a este. Eu tentei assisti-lo uma década atrás e não lembro por que parei, mas acho que na época eu tinha menos estômago para a brutalidade sem sentido de certos personagens. Hoje eu sou fã de Supernatural e diante dessa série a brutalidade de Dogma é até farsesca. Aliás, é possível enxergar os arcos mais recentes de Supernatural (desde que os anjos entraram em cena) como uma ampliação das idéias do filme de Kevin Smith.
É preciso ter em mente do primeiro ao último minuto que se trata de uma comédia de absurdos, estilo que não é exatamente do meu agrado, para não questionar a capacidade do diretor. E os efeitos especiais denunciam a idade do filme, mas os diálogos são interessantes (dá para pescar alguma filosofia no mar de palavrões) e é preciso prestar atenção, porque se fala muito e bem rápido em Dogma.
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)
Prometheus deixou bastante a desejar, mas no quesito “supervalorização” acho que Interestellar ganha disparado. Apesar de alguns momentos “WTF!” Prometheus é interessante e consigo ter vontade de ver novamente. Interestellar? Meeehh… Não consigo lembrar de nenhuma cena ou diálogo do filme que valha a pena ver de novo.
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)
A premissa de The Time Traveler’s Wife (Te Amarei para Sempre – 2009) não faz nenhum sentido e para apreciar o filme você precisa estar no humor certo para contemplar as implicações para o romance e subseqüente casamento de um homem que salta involuntariamente para trás e para frente no tempo.
Existem uns poucos momentos que emocionam, mas não espere gastar muitos dos seus neurônios com ele e, no geral, é estória para assistir agarrado com a namorada mesmo.
Pois é… revelou a minha ignorância a respeito do quanto o filme é ruim.
Em minha defesa, eu era adolescente ainda quando assisti a Highlander pela primeira vez. Eu tinha uma boa impressão do filme, mas agora minha impressão é que a direção é terrível e Christopher Lambert é péssimo ator.
A impressão mais persistente que o filme deixa pode ser resumida com “What The Flock?!”
O fato do filme ter Richard Gere e Claire Danes nos papéis principais deveria fazer alguma diferença em The Flock (Justiça a Qualquer Preço – 2007), mas não fez nenhuma para mim. O filme tem uma direção esquizofrênica (que mistura doida de estilos de filmagem) e um script cheio de buracos incompreensíveis. É difícil apreciar a estória que está se desenrolando quando as atitudes dos personagens (incluindo a única que não é comprovadamente perturbada) não fazem sentido. É inteiramente compreensível que Errol não queira saber da ajuda da polícia, mas qual é a desculpa de Allison?
SPOILERS
Então você ouve os gritos desesperados de uma vítima, reconhece o o agressor que passa correndo na sua frente, mas sai em perseguição dele e nem pensa em procurar a vítima que pode testemunhar contra ele? Evitar que ela morra não seria uma boa idéia?
Então você encontra em um lugar ermo um cadáver completamente desfigurado que você por acaso reconhece por uma tatuagem e é capaz de ligar a um suspeito com antecedentes. O que você faz? Dá pelo menos um telefonema para comunicar à polícia seu achado? Nãaaao… você roda quilômetros e quilômetros pra confrontar sozinho e desarmado (o seu parceiro maluco é que tem um revólver) os psicopatas que fizeram isso (é, você sabe que se trata de “os”) e se você morrer no processo ninguém vai saber o que você achou e o que aconteceu. Muito lógico isso.
“Psicopata” e “idiota” não são sinônimos. Mas o filme parece querer nos fazer crer que os psicopatas que já escaparam uma vez da cadeia são idiotas.
E para piorar, parece demais com uma cópia muito mal feita de Se7en.
Concordo que o filme tem vários problemas, mas considere a personagem da Claire Danes uma pessoa sem qualquer experiência, que larga todos os empregos por não ter muito compromisso e ter dúvidas quanto ao trabalho. Será que ela, numa situação como aquela, pudesse pensar tão logicamente? Ainda penso que ela estava mais preocupada com o Errol do que qualquer outra coisa, lembre também que ela era a Babá do dele no período final da carreira e ainda o Errol é um completo perturbado antissocial e com tendências suicidas que não seguia propositadamente as orientações do trabalho e estava orientando a Allison. Eu tenho no meu trabalho colegas que acham que são polícia, acho que já te contei sobre isso, e ignoram qualquer manual de procedimento, já vi até voz de prisão, rs.
Em relação a morrer no processo, o Errol não dava a mínima se isso acontecesse, a maior motivação dele era dar encerramento ao caso da Abgail e não para os pais da menina, mas pra ele, as citações do começo do filme mostram que ele era hoje um sociopata. Não tinha nenhum respeito aos colegas, era individualista, não tinha vida social, ignorou até a festa de aposentadoria.
Em relação ao roteiro, o que não fica claro pra mim, se não fizer nenhuma diferença no resultado do filme, por exemplo, se o que ocorreu não foi explicado mas pode acontecer, eu aceito, nem tudo que ocorre no filme é o que nós queremos, essa é a graça.
Spoilers: Já o caso de Interestelar, em que o futuro de que o personagem do Matthew McConaughey altera o passado só ocorre por causa dessa alteração, sim é um problema de roteiro, ir primeiro ao planeta com maior influência da gravidade também é um problema, pois eles estavam procurando vida e condições para os humanos habitarem, e esse pequeno “erro” foi cometido por técnicos altamente especializados. Isso não faz sentido, mesmo assim não deixa o filme ruim. Volto ao balaço positivo da diversão.
Mesmo caso do Star Wars, creio que o que foi colocado na tela era o que a maioria queria ver, por isso o sucesso absoluto, mesmo considerando os problemas de física, que eu nem levo muito em consideração em filmes da fantasia.
Eu detestei os episódios II e III, nem consegui terminar de assistir, achei o episódio I fraco, mas gostei muito dos episódios IV, V e VI, como também do VII, que lembra mais a trilogia original.
Acredito que o filme pode ser considerado bom o não pela diversão que proporciona. Mas como isso é realmente o gosto, até considerando gêneros de filme, que podem ou não agradar ao espectador pelo simples fato do tema abordado.
Outros Spoilers, lembra do final de Edge of Tomorrow?? Sem sentido algum e estatisticamente improvável, já que seria como ganhar na Mega da Virada duas vezes seguidas sozinho e com uma só aposta, feito só para agradar ao público, não estraga o filme todo, mas que deixa um gosto amargo. Blacklist, que eu sei que você gosta, como explicar aquele cara saber de todos os detalhes, até a cor da cueca dos criminosos estando preso e sem contato com ninguém???? Volto ao balanço da diversão. Pra mim foi negativo e eu nem consegui assistir o segundo episódio.
Na minha opinião, o filme não é um clássico, mas não é ruim nem perda de tempo.
Será que ela, numa situação como aquela, pudesse pensar tão logicamente?
Isso não ficou estabelecido no desenvolvimento do personagem. Qualquer pessoa pode, na vida real, ter comportamentos completamente inesperados, mas o espectador só deve (e precisa) aceitar isso em um reality show (se é que algum de verdade existe). Em um trabalho que segue um script é obrigação do roteirista desenhar o personagem e fazer com que ele se comporte “in character”.Se ficar para o espectador a obrigação de aceitar comportamentos “ilógicos”, o desenvolvimento de personagens deixa de fazer sentido e tudo é um reality show.
Ainda penso que ela estava mais preocupada com o Errol do que qualquer outra coisa, lembre também que ela era a Babá do dele no período final da carreira e ainda o Errol é um completo perturbado antissocial e com tendências suicidas que não seguia propositadamente as orientações do trabalho e estava orientando a Allison.
Errol teve 18 anos para se transformar no suicida que se transformou. Isso o roteiro torna compreensível. Allison não teve nem 18 dias sendo a babá dele para virar suicida também. Não há o suficiente no roteiro para justificar isso. Se o diretor tivesse filmado menos cenas com trens e carros na rodovia teria tido tempo de inserir um ou dois diálogos que me fizessem crer que o comportamento de Allison fazia sentido, mas não o fez.
Em relação a morrer no processo, o Errol não dava a mínima se isso acontecesse, a maior motivação dele era dar encerramento ao caso da Abgail e não para os pais da menina, mas pra ele, as citações do começo do filme mostram que ele era hoje um sociopata. Não tinha nenhum respeito aos colegas, era individualista, não tinha vida social, ignorou até a festa de aposentadoria.
Quando eu mencionei “morrer no processo” como ilógico estava falando apenas de Allison.
Quanto a Star Wars, Interestelar e The Edge of Tomorrow, os três são filmes de fantasia ou ficção científica. É pré-requisito para assistir a esse tipo de filme começar com uma Suspensão de Descrença (SdD) elevada. The Flock é um drama. O limiar para que eu seja chutado para fora do meu estado de SdD e comece a questionar a inteligência do roteirista (ou a noção de quanta inteligência ele acha que eu tenho) é bem mais baixo. Se o filme me agradasse em outros aspectos eu poderia ter sido puxado de volta para a “zona de hipnose”, mas o danado do filme tem problemas demais para o meu gosto.
The Blacklist fica situado em outra esfera, no meio do caminho. Eu sei que a premissa não faz sentido, mas gosto da interação entre os personagens e principalmente do personagem de James Spader e isso mantém minha SdD sob controle.
Um adendo: Interestelar é um caso especial. A propaganda oficial do filme martela tanto a idéia de que a obra é “cientificamente realista” que minha SdD não tolerou os abusos no roteiro. Eu poderia ter gostado do filme se não tivesse visto a propaganda e minhas expectativas assim fossem as “normais”.
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)
Imagine conhecer uma bela mulher que aparenta ter 29 anos, mas que na verdade tem bem vividos[2] 104. Como seria essa conversa? O filme não é tão denso quanto The Man From Earth, porque o drama dos personagens é essencialmente baseado nas implicações para o romance, mas faz pensar bastante e eu gostei da interpretação de Blake Lively. E o fato dela ser um colírio para os olhos não me passou despercebido
Mas assista tendo em mente que se trata de fantasia. Não espere que o filme sempre faça sentido.
[1] Não, o personagem não é realmente imortal. Assim como acontece em The Man From Earth ela pode morrer.
[2] Tão bem vividos quanto possível para alguém que não pode conviver por mais que 10 anos com ninguém
Gostei do filme também. Só achei que ele é mais longo do que deveria. Particularmente a cena no caminhão fazendo um lanche é hilária.
Também tive essa impressão.
É. Sempre que o espectador achava que ele ia tomar uma atitude, aparecia outro pretexto para ele ficar quieto.
vi em 2 partes (popcorn com defeito rs) e terminei ontem. Concordo com os comentários, tem cara que vai ter continuação ou virar série. A moça é a mesma de Ex-Machina?!
Sim, é Alicia Vikander Como eu sou terrível com rostos nem quando você falou eu percebi a semelhança.