Sim, eu sei que o filme faturou 1 bilhão de dólares em 12 dias, mas minha opinião não se baseia na da maioria. O filme tem alguns bons momentos mas no geral é raso, repetitivo e tem clichês demais. E olha que eu geralmente não me importo com clichês!
Se fosse um reboot eu até aceitaria a grande repetição de idéias no roteiro, mas numa continuação? É tão difícil assim ter idéias novas nesse universo? Para mim o filme começa ruim e termina ruim.
Ahhh… e com exceção de chewbacca e c3po, todo o elenco original (Solo, Skywalker, Lea…) parecia estar sendo forçado a estar ali. Que atuação tediosa!
E aquela amizade em tempo recorde entre Finn e Poe? Só eu achei exagerada?
Eu gostei (muito), tanto que já vi duas vezes no cinema, e ainda não fiquei satisfeito, quero ver mais. Eu só fiz isto uma única vez na minha vida, nem me lembro mais com que filme e mesmo assim foi só apenas uma única vez, já tenho muitas décadas que eu assisto muito cinema e é raríssimo eu repetir um filme no cinema (mas em casa é diferente), para você ver o quanto eu gostei. Eu achei que eles conseguiram realmente dar uma continuação a altura (mas eu sou fanático e a minha avaliação é meio tendenciosa). Ainda fico arrepiado em ver o trailer.
É bem provável que eu acabe vendo uma terceira vez no cinema.
Eu sou cinéfilo, e vou ao cinema no mínimo uma vez por semana. Para você ver o quanto eu gostei do filme.
Eu gostei (muito), tanto que já vi duas vezes no cinema.
Engraçado que já vi fanáticos por Star Wars dizerem que o filme é uma m…, pra você ver como paixão e fanatismo não necessariamente conduzem à mesma opinião.
Problema são os que não podem encontrar uma opinião contrária que já saem em “guerra”.
Uma pessoa pragmática no máximo chamaria de Os 10 maiores problemas da remasterização da trilogia original de Star Wars. O fanático vê uma visão diferente, que resulta em um produto distinto, como “crime”.
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Como eu já havia dito em julho, eu li o livro. O filme é muito bom e bastante fiel ao original de Andy Weir, mas a direção de Riddley Scott é muito “sisuda”. Um outro diretor poderia ter dado muito mais emoção a diversas cenas. Basicamente, todas as cenas em que cada pessoa ou grupo tomou ciência de que Mark estava vivo. O livro consegue passar mais emoção a cada uma delas que o filme. Caramba… a cena em que Venkat Kapoor explica aos outros dá a impressão de que a primeira preocupação de todos é a imagem da NASA perante o público.
Outro problema do filme é que em nenhum momento que eu tenha visto é explicado para a audiência porque simplesmente não mandam a tripulação da Hermes voltar para buscar Mark imediatamente ao descobrirem que está vivo. Essa decisão só é tomada, a contragosto, mais de 100 SOLs (dias de Marte) depois que o contato com Mark é estabelecido.
Ryan, achei que ficaram muitas coisas de fora! A principal delas foi durante a ida dele ao local da Ares IV (por favor, corrija se coloquei o nome errado). No livro ele enfrenta um dos maiores desafios, quando o veiculo capota e a tempestade de areia se aproxima. Para mim esse foi o climax Macgyveriano dele!
Com a falta de cenas em adaptações eu já me conformei há algum tempo. Eu não consigo pensar em nada que possa ser tirado do filme para dar espaço para o acidente no caminho para o MAV e o filme já tem 2h21m!
Outra coisa que faltou foi a cena em que Johansen explica para o pai que ela foi a escolhida para sobreviver caso o reabastecimento pela cooperação chinesa falhasse. E o que ela teria que fazer para assegurar essa sobrevivência.
É claro que eu gostaria de assistir a uma versão “Extended” com essas coisas, mas a versão “para cinema” já está bem longa.
Eu posso resumir o que há de errado no filme com a seguinte pergunta: como é que tantos “profissionais” conseguem tomar tantas decisões estúpidas em tão pouco tempo?
Cuidado: spoilers!
E nem estou falando da decisão estúpida que é criar um velociraptor do tamanho de um T. rex. Não, isso é bobagem.
Quando alguns sensores não conseguem captar o bicho a conclusão óbvia para os profissionais é: um tiranossauro escapou de sua jaula escalando uma parede lisa (quem sabe ele abriu as asas e saiu voando?). É lógico que não poderia haver outra explicação como uma pane geral no sistema. E evidentemente eles tem que entrar na jaula sem nenhuma proteção ou precaução. Ahhh… e o dinossauro tem um rastreador implantado que ainda está funcionando mas é justamente a única coisa que ninguém verifica antes de entrar na jaula;
Como é que a equipe especializada em lidar com esse tipo de situação decide por uma estratégia de caça que não consiste em ficar de tocaia no interior de veículos fortemente blindados? Pior que isso: todos a pé, no chão, e juntos. Não vejo como o fato da criatura poder ou não se camuflar fosse fazer qualquer diferença no resultado do encontro de um tiranossauro com um punhado de soldadinhos a pé armados com tasers;
Como, depois que uma equipe inteira é morta, um único homem armado com uma espingardinha e acompanhado de uma mulher de salto alto, entram na região de almoço da fera?
Como um indivíduo que não tem brevê de piloto e sabidamente pilota mal vai caçar o bicho? Então você chega a bilionário tomando decisões estúpidas?
Como é que ninguém reclama quando o helicóptero começa a espantar o monstro em direção ao aviário? Não deveria ser prioridade número 1 afastar o bicho de lá? Por qual razão o bicho foge automaticamente do helicóptero quando ele não parece ter medo de qualquer outra coisa é outra questão que ficou no ar (ao contrário do helicóptero);
Como é que Owen aceita fazer parte da idéia maluca de usar os velociraptors para caçar o monstro? Tem um bicho perigoso à solta, solução: vamos soltar mais bichos perigosos. E como é que os velociraptors decidem fazer parte da brincadeira sem morder ninguém? A propósito, aquela cena da perseguição de motocicleta com os velociraptors em volta tem tanta coisa errada que me dá agonia…
Que idéia louca é essa de soltar (e agir como isca para) um monstro para lidar com outro mostro? Que filme é esse? Godzilla? “Mais dentes” é o ca**te!
Quando eu vi pela primeira vez o monstro aquático ser alimentado eu pensei: Como é que raios deixam os espectadores tão perto da água com um monstro que salta tão alto? Ahhh… eles devem ter proteções não explicadas para isso! Mas no final do filme descobrimos que não havia proteção alguma.
E mais:
A área de treinamento dos velociraptors não tem nenhum guarda-corpo que impeça um adulto de cair da passarela. Qualé… ainda se isso fosse no primeiro Jurassic Park quando ninguém tinha ainda experiência com essas feras…
Quando o monstro mostra que sabia onde estava o rastreador e arma uma emboscada eu pensei: caramba! devem ter misturado com o DNA de um ser humano e já é inteligente como um adulto! Mas o bicho durante todo o resto do filme é só uma fera descontrolada;
Finalmente, aquele garoto sentia falta da namorada ou era um galinha? O diretor se decidiu em algum momento e eu não vi? E de uma forma ou de outra o que isso tinha a ver com o resto do filme?
O fato das crianças escaparem quando estavam literalmente dentro da boca da fera não me passou despercebido;
As crianças conseguem encontrar uma bateria carregada, dar partida e fugir em um veículo abandonado há 22 anos.
O filme é tão tolo, clichê (e olha que eu não costumo me importar com isso) e cansativo que eu parei umas três vezes de assistir e levei no total uns cinco dias para terminar. Não há nada que se salve nele. Nem uma idéia, uma frase, um personagem… nada!
Uma coisa que não me ocorreu enquanto eu assistia ao filme mas percebi agora:
Como é que as jaulas de monstros como o I-REX e o T-REX não tem portões de segurança duplos, como em presídios? Basta um erro em um portão e a criatura já está livre? Isso é ainda mais preocupante no caso do T-REX que, estranhamente*, estava enjaulado dentro do complexo principal do parque e seu portão ficava a uma centena de metros da praça.
Jurassic Park 1, por mais que não seja verossímil, ainda se perdoa porque a fuga do T-REX se deveu a uma sabotagem. Em Lost World tudo parece feito para que qualquer erro leve a um desastre.
*É fisicamente possível isso? Alguém tem uma planta do Jurassic World mostrando como a atração do T-REX caberia ali?
É difícil discernir algo nesse mapa, mas de fato dá para ver um símbolo que lembra o T-REX no amontoado de símbolos à esquerda e acima do tanque.
De quem foi a idéia genial de colocar a jaula do T-REX, justamente uma das estrelas dos desastres anteriores no parque, do lado da área de convivência dos visitantes?
Quanto mais eu penso no filme mais encontro estupidez no roteiro. Voltando à jaula do I. rex: por que a jaula podia ser aberta pelo lado de dentro? Se era por segurança por que não era uma porta unidirecional do tamanho de uma pessoa, sem senha nem nada, que além de abrir muito mais rápido, não permitiria a fuga do bicho?
E como é que o I. rex removeu o rastreador mesmo? Com aqueles bracinhos? A dentadas? E não teve uma hemorragia?
Exatamente como aquelas portas emergenciais de incêndio né? Que de dentro é só baixar a alavanca que estão abertas, de fora só com chave. Estranho não ser assim, muito estranho.
Uma conversa com o amigo José Carneiro me fez lembrar de dois absurdos que eu notei durante o filme, mas esqueci de comentar.
1)Josê Carneiro perguntou como uma mulher de salto alto conseguiu correr mais que um T.rex. Quando eu vi a cena achei absurdo ela conseguir fugir de um T.rex a tão curta distância, mas nem notara o salto alto! Fui rever o trecho e nooooooossaaaa… como é que o diretor faz uma coisa dessas! É uma paródia?
2)O mesmo problema com as crianças. Além de escaparem da boca do I.rex, ainda conseguiram ser mais rápidas que o monstro. E ainda foi incluído um trecho de descampado para tornar a fuga ainda mais absurda. Tenho certeza de que até eu poderia imaginar uma cena onde a fuga dos garotos fosse verossímil mas o roteirista não conseguiu!
Para colocar as coisas em perspectiva, o homem mais rápido do mundo, Usain Bolt, consegue 10m/s. E isso durante 10s apenas (a prova de 100 metros). Crianças e adultos fora de forma não devem esperar chegar nem perto disso.
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O filme é um espetáculo visual. É preciso assistir duas ou mais vezes, de preferência dando pausa, para poder apreciar o cuidado com os detalhes que a produção teve. Mas com os detalhes visuais, porque a estória não faz lá muito sentido e alguns momentos são bem absurdos. Eu relevei isso porque adoro fantasia, aventura e ficção científica e o filme me ofereceu uma boa mistura dos três. As cenas de luta são bem feitas, deixando pouca oportunidade para você notar a coreografia.
Adorei também os atores, principalmente as crianças. São todos muito convincentes.
Mas o filme bem que poderia ter começado de outra forma. Se ele tivesse começado pelas visitas de Casey à base de lançamento acho que teria sido melhor.
Os elementos necessários estão lá: garoto rebelde que vira agente secreto, elaboradas cenas de luta, enredo fraquíssimo, direção ruim…
Não quero ofender os adultos que gostaram do filme. Eu sou fã de fantasia e literatura infanto-juvenil, mas acho que Kingsman me pegou com o humor errado depois de ter me enganado com o trailer. Este me fez esperar um filme bem-humorado de espionagem internacional e o que vi foi no máximo uma paródia adolescente dos filmes de James Bond. O filme parece uma versão moderna de The Avengers (não o da Marvel, o com Sean Connery). Com a diferença de que quando eu assisti The Avengers há 15 anos eu gostei (ok, admito que as fantasias de pelúcia são ridículas).
A cena em que Eggsy tenta decidir se atira ou não no cachorro é um símbolo do quanto o filme é fraco. Não há desenvolvimento suficiente da relação entre ele e o cão para que a audiência se importe. Eu desejei que ele atirasse logo porque eu já estava incomodado com as caretas que ele estava fazendo. E o que dizer das circunstâncias ridículas que levaram eggsy a usar a frase de socorro?
No filme inteiro, salvam-se apenas as presenças de Samuel L. Jackson e Colin Firth e as inovadoras cenas de luta.
Eu insisto: talvez se eu estivesse esperado uma comédia eu tivesse gostado do filme. Mas novamente sou um ponto fora da curva, pois de acordo com o IMDB o consenso geral em todas as idades e sexos é de que o filme merece nota entre 7 e 8. Eu daria no máximo 5.
7,9 no IMDB??? No máximo daria 5, e com muito boa vontade, mas é um filme assistível na seção da tarde. Eu não sou preconceituoso, eu assisto até animação (e gosto muito de algumas), tem algumas que são fantásticas, mas este filme deixou muito a desejar, o trailer foi muito melhor do que o filme.
As vezes eu não consigo entender como certos filmes são tão bem avaliados, isto é um grande mistério. Mas cada qual tem o seu gosto…
Depois da opinião “fora da curva” que tive sobre Jupiter Ascending, acabei lembrando deste post que estava em rascunho no Geringonças e Gambiarras desde 2010. De todos os filmes abaixo eu gostei. De vários eu gostei muito.
Nota [18/05/2015]: O título que dei a este post não foi bem pensado. Eu baseei minha lista em fracassos de bilheteria, mas o fato de um filme ter sido um fracasso não significa necessariamente que ele seja considerado ruim. Às vezes significa apenas que gastaram nele muito mais dinheiro do que ele valia.
Levaram os studios à falência
Cutthroat Island (A Ilha da Garganta Cortada, 1995) – IMDB 5.6/10 (19547 votos) – Levou a saudosa Carolco Pictures à falência. Perdeu 82 milhões de dólares. Sinto falta da Carolco
Battlefield Earth (A Reconquista, 2000) – IMDB: 2.4/10 (61459 votos) – Sim, eu gostei desse! Segundo o IMDB é um dos 100 piores filmes já feitos mas francamente ele precisaria piorar muito para ser pior que os melhores de Uwe Bol;
Soldier (Soldado do Futuro, 1998) – IMDB 5.9/10 (41721 votos). Já assisti umas três vezes e minha opinião não muda. The 13th Warrior (O Décimo Terceiro Guerreiro, 1999) – IMDB: 6.6/10 (95742 votos) Perdeu 64 milhões de dólares. Já assisti várias vezes e minha opinião não muda;
Godzilla (1998) IMDB: 5.3/10 (140298 votos). Eu sei que o filme tem uns problemas de física e de lógica terríveis, mas já assisti várias vezes e minha opinião não muda. O filme tem a mistura perfeita de ação e comédia para me manter entretido. Já o “novo” Godzilla eu tentei assistir mas desisti lá pela metade…
Lost In Space (Perdidos no Espaço, 1998) – IMDB 5/10 (54933 votos) – Já assisti várias vezes. Gosto da trilha sonora, da estória, do elenco, da mistura de ação e comédia…
Howard The Duck (Howard, o Super Herói, 1986) – IMDB 4.5/10 (30450 votos) – Assisti quando adolescente e não tenho certeza de que gostaria de vê-lo hoje, exceto para ver de novo a Lea Thompson com 25 anos. Gatíssima!
Filmes que não estavam na minha lista original do G&G mas também fracassaram na bilheteria:
Tem vários aí que eu concordo com você. Curiosamente, revi o John Carter recentemente, e o que aconteceu com esse filme foi uma brutal injustiça, é um bom filme que poderia render uma ótima franquia. Comparando, por exemplo, com o Jupiter Ascending, dá de 10 a 0.
O problema de John Carter parece ter mais a ver com o exagero do orçamento do que com falta de público. Ele teve uma bilheteria de 284 milhões de dólares. Quase 90 milhões a mais que Stargate, que foi um sucesso de bilheteria porque custou “apenas” 55 milhões. E a mesma bilheteria de Oblivion, que também foi um sucesso porque custou “apenas” 120 milhões.
Boa lista Jefferson, muitos eu conheço só de nome e da “fama” que eles tem. Preciso cata-los por ai (locadora do Paulo Coelho, ou na locadora local mesmo) e assistir.
Eu tenho um gosto meio estranho para filmes de ficção científica.
Gostei muito Battlefield Earth – A Reconquista (às vezes o pessoal que avalia comete grandes injustiças, mas por alguma razão misteriosa eu gostei MUITO do filme) e gostei do John Carter.
Teve um filme que não está na sua lista que também foi um fracasso, o Elisium (eu considero um ótimo filme) foi uma ótima atuação de Vagner Moura e Sharlto Copley (atores secundários que roubaram a cena totalmente).
Eu só assisti uma vez, 11 anos atrás. Minha percepção certamente melhorou em 11 anos e pode ser que se eu assistir de novo o filme saia da minha lista mas… eu não achei Green Lantern tão ruim quanto pintam então pode ser que não
O título que dei a este post não foi bem pensado. O fato de um filme ter sido um fracasso de bilheteria não significa que ele seja considerado ruim. Significa que gastaram nele muito mais dinheiro do que ele valia.
Babylon A.D. (Missão Babilônia, 2008) – 5.6/10 no IMDB (75 886 votos), detestado pela crítica e se saiu bem mal na bilheteria. Já assisti umas três vezes. Faz sentido? Não. Mas poucos filmes de Vin Diesel fazem e Mélanie Thierry já vale o ingresso
AVP: Alien vs. Predator (Alien Versus Predador,2004) 5.6/10 no IMDB (128 543 votos). Alguns críticos até gostaram e foi sucesso na bilheteria, mas esse filme é comumente detestado por fãs da série Alien e da série Predador. Eu gosto das duas e não vi nenhum grande problema no filme
Outro que gostei: 10,000 BC (10.000 A. C.): http://en.wikipedia.org/wiki/10,000_BC_(film). Para quem gosta de teorias de Atlântida, sobre a real idade da Esfinge, da Grande Pirâmide, etc. é um prato cheio. Por sinal o diretor foi o mesmo de Stargate, Roland Emmerich.
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E isso está amarrado a sair uma continuação. Se a estória morrer com esse filme, então Jupiter Ascending terá sido realmente um desastre.
O filme é “estranho”, eu admito. E parte da estranheza, na minha opinião, vem de uma edição ruim. Muitas cenas se sucedem de uma forma que você tem a sensação de que faltou algo no meio e prestar atenção nisso compromete a imersão. Mas existem outras coisas estranhas como a forma quase caricata como os pais de Jupiter se conhecem e os momentos de comédia que não se encaixam com o resto do filme. Além disso, mesmo ignorando os problemas de física como todo bom fã de Star Trek, ainda dá para apontar um monte de coisas no filme que poderiam ter sido melhor pensadas numa obra que custou 176 milhões de dólares:
Todo mundo, incluindo todos os alienígenas, só fala inglês nesse filme exceto os russos da família de Jupiter? Teria sido melhor se o filme usasse pelo menos um pouquinho mais dessa tecnologia fantástica chamada “legendas” e tentasse ser mais verossímil com os aliens. Será que Star Trek tem a patente do tradutor universal? Putz… praticamente a única terrestre no filme inteiro a falar com os Aliens foi Jupiter. Teria sido facílimo inventar uma razão para ela poder entender qualquer que fosse o idioma que eles estivessem falando;
Como Caine sobreviveu à viagem da Terra ao planeta de Kalique do lado de fora da nave dos caçadores? Mais adiante no filme fica claro que ele precisa pelo menos respirar oxigênio (ignorando os outros “probleminhas” decorrentes de se estar no espaço sem uma veste);
Gastam uma fortuna com efeitos especiais, mas fazem uma cena da reconstrução de Chicago tão difícil de notar que mesmo assistindo três vezes ainda não ficou claro. Caine não podia ter colocado um binóculos hi-tech na mão de Júpiter para proporcionar um zoom para a audiência?
O lance com as abelhas era completamente dispensável. A princípio eu achei que fazia sentido, mas depois de conversar com o amigo José Carneiro sobre o assunto, percebi que a idéia das abelhas reconhecerem a realeza é forçada. Mas se Stinger tivesse especificado que as abelhas reconhecem a realeza da família Abraxes, que semeou o planeta, faria bem mais sentido;
Ninguém nunca pensa em tirar as botas de Caine? OK, Titus pode ter feito de propósito, veja mais adiante;
Por que a capitã Tsing não exige levar Jupiter até Balem na nave da Aegis? Aceitar apenas ser escolta da nave inimiga, e permitir que Jupiter esteja sozinha lá, só poderia dar em trapaça mesmo;
A Aegis só tem uma nave? A capitã Tsing não poderia ter chamado alguma ajuda quando viu que a “realeza” não estava colaborando? Que força policial patética para o universo depender.
Mas o filme tem potencial. Eu comecei com a expectativa baixa porque meu amigo José Carneiro assistiu antes e me disse “ainda bem que a gente não foi assistir no cinema” e a nota do filme no IMDB está em apenas 5.7. Mas o tempo foi passando e nada de eu me aborrecer com a estória. Cada pedaço de informação que ia sendo dado sobre esse novo universo dos irmãos Wachowski me deixava mais empolgado e foi fácil ignorar os problemas do filme. Quando o filme acabou eu concluí que o problema dos Wachowski foi ter feito um filme pensando em criar uma franchise ao mesmo tempo sem querer deixar isso muito óbvio para não se comprometerem com uma continuação e falhando miseravelmente (pelo menos aos olhos da maioria dos espectadores) na execução desse plano.
Por que eu acho que os irmãos Wachowski pensaram em fazer mais de um filme? Muitas pontas foram deixadas soltas:
Titus demonstrou interesse em comprar a Terra a Balem, o que por si só já parece suspeito quando o filme termina. Mas piora quando levamos em conta que Kalique disse a Titus que ele deveria saber que a Terra vale mais que todas as suas propriedades juntas. E Titus não parece exatamente um pobretão;
O seqüestro de Jupiter por Kalique não foi suficientemente explicado. Esta tinha até um altar para a mãe morta o que sugere que as intenções pudessem ser boas, mas…;
Quando Jupiter recebe seu título, o burocrata de “Seals and Signets” conclui com “…minhas profundas condolências“. Para mim Jupiter herdou algo muito desagradável junto com o título de nobreza e não foi somente seus “filhos” querendo matá-la;
O que Kalique quis dizer com “…você pode ter o poder de mudar as vidas de sua família para melhor. E tudo o que você precisa fazer é fechar seus olhos“? Isso tem relação com o que disse o burocrata?
Titus foi deixado vivo. Se a intenção fosse fazer um filme só, teria sido melhor esperar que o casamento dele fosse concluído e ele morresse durante o resgate de Júpiter. Assim todas as propriedades desse vilão teriam passado para a mocinha;
Aliás, eu não estou inteiramente certo de que Titus seja um vilão de carteirinha. O comportamento dele é ambíguo. Ele tentou (mesmo) matar Caine? Ora, ele prometeu a Caine que o lançaria no espaço (“fed to the void“) se fosse traído. E o ejetou de um airlock cheio de vestes pressurizadas. O comportamento inteiro de Titus poderia ser explicado em uma continuação como o de um anti-heroi;
Quando Balem disse que sua mãe dissera que odiava sua vida e implorara para morrer (estou enrolado com o pretérito mais-que-perfeito aqui), ele podia estar dizendo a verdade;
Não tenho certeza de que Balem morreu. O filme deixa a morte dele literalmente “no ar”. E a tecnologia médica desse pessoal é incrível;
Não sabemos ainda por que o pai de Jupiter tinha tanta fixação pelas estrelas (ele era astrofísico). Me recuso a acreditar que os Wachowski tenham dado a Jupiter um pai tão “peculiar” sem nenhum motivo especial;
Não sabemos ainda por que Caine atacou um entitled. Se até mesmo Caine diz não saber por que fez isso, deve existir uma estória interessante por trás da desgraça dele e de Stinger;
O final do filme, com Jupiter voltando a limpar privadas mesmo sendo de fato a dona do planeta inteiro, só faz sentido se for para ela ter uma nova oportunidade cinematográfica para deixar de sê-lo. Eu entendo que o dinheiro da família é maldito, mas os Wachowski delinearam um universo de muitas possibilidades e se fosse para terminar como terminou apenas porque Jupiter não queria ter nada a ver com o modo de vida dos Abraxes, isso deveria ter sido explicado na tela;
E o sucesso anterior dos Wachowski, Matrix, não foi apresentado como uma trilogia, mas depois os outros filmes “apareceram”. Isso seria parte do modus operandi dos Wachowski?
Mas infelizmente o fracasso de Jupiter Ascending nas bilheterias pode significar que nunca veremos como termina essa estória. A não ser, talvez, daqui a uma década, nos quadrinhos, como aconteceu com Firefly.
OBS: Eu gostei da referência discreta aos Crop Circles e da explicita ao motivo dos dinoassauros terem sido extintos, mas não notei a referência ao filme Brazil, certamente porque eu não assisti e nem pretendo assistir este. Jupiter Ascending possivelmente faz várias outras referências que não captei.
Inicialmente eu ia fazer uma severa crítica ao uso de um absorvente feminino para fechar um ferimento, mas pesquisei antes e descobri que não é tão absurdo quanto imaginei.
Posso perguntar por que você não quer ver Brazil? Está perdendo um ótimo filme. Toda a sequência do processo burocrático para a aquisição do título de Júpiter é uma citação – ou homenagem – ao filme e o burocrata de “Seals and Signets” é interpretado pelo próprio Terry Gilliam.
Eu diria que ele é uma mistura (ao menos no estilo) do Twelve Monkeys e As Aventuras do Barão de Münchhausen, que eu acho excelente, mas sou suspeito, praticamente aprendi a ler com as aventuras do bom Barão.
Sobre o Jupiter Ascending, achei bem fraco. Se você for analisar bem, os irmãos estão se repetindo, mais uma vez a espécie humana é usada para “consumo” de seres mais poderosos.
Eu não ligo para repetição. Posso encontrar graça em 100 versões diferentes de Cinderela. E sim, eu sei que dizer isso no mesmo post em que eu digo ter gostado de Jupiter Ascending não conta como ponto a meu favor
Mais uma coisa que vale a pena citar: antes de chegar aos 10 minutos de filme, Jupiter já havia dito duas vezes “eu odeio minha vida”. No final do filme Balem diz, referindo-se à outra encarnação de Jupiter, “você me disse que odiava a sua vida”.
Eu sou fanático por filmes de ficção científica e normalmente avalio os filmes melhor por causa disso, mas eu achei o filme o Destino de Júpiter muito franco, muito fraco mesmo. Bobo demais e com história muito previsível, e eu já assisti cada bomba. Eu não daria nota 5,7 eu daria nota 3,0. Assisti ele no cinema mas eu realmente achei que foi um desperdício do meu tempo e do meu dinheiro (às vezes eu entro nestas roubadas).
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John McClane é um pobre coitado diante de John Wick. Duro de Matar 5 só duraria 20 minutos se o personagem de Bruce Willis tivesse que enfrentar o de Keanu Reaves (sim, não podemos esquecer que Wick era matador da máfia). É mais fácil apreciar o filme se você pensar que Wick tem algum poder extra-sensorial que dá a ele onisciência do que ocorre em sua volta quando ele está em combate.
Mas isso infelizmente não explica como ele foi apanhado de pijama em sua casa e levou uma surra de quatro “pivetes”. Ele até tenta explicar isso ao longo do filme, insistindo que está “enferrujado”, mas seria melhor que a cena do roubo do carro e da morte do cachorro tivesse sido testemunhada por câmeras. O super fodástico Wick caiu rápido demais logo no início.
Ok… Talvez o problema é que ele não estava “em combate” nem esperava por isso, já que havia se “aposentado” há pouco mais de cinco anos e evidentemente todo mundo na cidade o respeitava ou temia. Porém novamente o diretor decepciona ao deixar Wick ser capturado de uma forma ridícula depois da metade do filme.
E eu disse “capturado”?
Sim, eu disse.
Quem em sã consciência “capturaria” John Wick? Algum pobre tolo que não conhecesse sua fama? Não. Foi justamente o cara que sabia que John Wick era o cara certo para matar até o bicho papão.
Mas deixemos os cochilos do diretor de lado. Eu gostei do filme. As cenas de luta foram bem dirigidas e é difícil notar uma coreografia. E como eu estava prestando bastante atenção ao drama da morte da esposa dele, não pude deixar de me emocionar quando ele recebeu o cartão com a margarida depois do funeral. A cena realmente me convenceu.
Mas bem que a relação dele com o cão poderia ter se estendido um pouco mais na tela. E sim, eu sei que era um cadela.
É bom começar dizendo que, como assisti no cinema e apenas uma vez, não tive oportunidade de dar pausa e muito menos rewind para tentar entender algo que não ficou claro. Mas se eu for esperar para ter essa oportunidade vocês já terão desistido do meu blog, então vai assim mesmo. Nos comentários vocês me corrigem.
Resumo: O filme tem grandes visuais mas é maçante, raso e com um roteiro esburacado. Tire toda a curiosidade de checar a ciência envolvida e não sobra nada para se discutir sobre o filme. Nem a estória, nem os personagens são desenvolvidos o bastante para render uma boa conversa sobre o estado atual da humanidade ou seu destino. Nem mesmo sobre o destino dos personagens. Contato, de 1997, é muito mais empolgante e profundo que Interestelar.
Aviso: estou escrevendo o texto para discutir com quem já assistiu ao filme. Spoilers em abundância adiante.
O tema central do filme é a fome, que é tanta que a NASA foi encarregada de bombardear cidades do espaço para, aparentemente, reduzir o número de bocas. Mas parece que a descoberta da equação para controlar a gravidade matou a fome do povo, porque no final do filme está quase todo mundo vivendo em uma estação espacial gigante na vizinhança do buraco de minhoca sem nenhuma menção a terem passado (ou desejarem passar) para colonizar os planetas do outro lado.
Acho que na época do filme até a Wikipedia foi reescrita, porque o significado da lei de Murphy é exatamente o que Murph pensa e não o que Cooper diz. Durante o filme eu reagi com um “WTF!?” mas tive que esperar até terminar para conferir na internet se minha memória não estava me pregando uma peça. Depois desse filme vamos ter legiões de zumbis enchendo o saco com essa definição bizarra;
Se entendi direito, Murph passou dois anos em sono criogênico para supostamente ver o pai. E em menos de cinco minutos o dispensa e ainda o manda de volta para o espaço?
Como é que Murph conhecia toda a estória da viagem do pai antes mesmo de vê-lo? É claro que isso pode ter sido explicado a ela de outra forma, mas da forma que foi explicado ao espectador parece um buraco na trama.
Naquele ponto Cooper era uma lenda viva e mesmo assim quando ele acorda a tarefa de explicar a ele o ocorrido fica por conta do médico que o atendeu?
Eu admito que a Anne Hattaway é um espetáculo e eu brigaria pelo lugar na fila por uma oportunidade de povoar um planeta com a ajuda dela, mas como é mesmo que ela sozinha vai dar conta do plano B inteiro? No início do filme falam em “barrigaS de aluguel” mas mandam todas as centenas de óvulos para o espaço e uma barriga só.
Como é que algo tão absurdamente complicado que nenhum cientista da terra conseguiu resolver, pôde ser passado em forma binária e visualizando o movimento dos ponteiros de um relógio? Por quantas semanas Murph precisou olhar para o relógio sem comer, dormir ou mesmo piscar para conseguir anotar tudo, sem nenhum erro?
Cooper era engenheiro e piloto. Não um físico ou, mais difícil ainda, um astrofísico. Como é que ele conseguia sozinho fazer todos os cálculos de cabeça necessários para fazer as manobras que fez? Dá até para argumentar que foram os robôs que fizeram as idéias dele dar certo, mas é preciso conhecer muita astrofísica para ter idéias daquele tipo que tem ao menos uma remota chance de dar certo.
Planetas capazes de sustentar vida tão perto de um buraco negro? (o amigo José Carneiro me chamou a atenção para isso). E de quem foi a idéia brilhante de considerá-los viáveis? Vamos esquecer todo o problema temporal que tornaria qualquer trânsito para fora do planeta inviável e pensar apenas no óbvio: quem vai querer sair de um planeta morrendo para um que está à beira de um abismo?
Se eles tinham combustível o bastante para visitar pelo menos três planetas, não seria mais sensato deixar o planeta da anomalia temporal para visitar por último? Afinal, eles poderiam passar anos visitando os outros planetas e teriam se passado apenas minutos no planeta da anomalia (não perderiam nada) enquanto que por outro lado, os anos que eles perderiam por passar alguns minutos dentro da anomalia poderiam comprometer os resultados da visita aos outros planetas. Por exemplo, Edmund não poderia estar vivo se o planeta dele tivesse sido visitado logo (não ficou clara para mim a circunstância de sua morte)?Edit: Edmund provavelmente já estava morto quando a expedição começou. Esqueci que Brand havia dito que o sinal de Edmund tinha parado de repente. E lembrando isso, percebo que o final mostra que Edmund foi soterrado num deslizamento de terra. Mas isso não muda minha objeção.
Romilly estava muito “são” para alguém que passou 23 anos sozinho, mesmo tendo dormido boa parte do tempo. Eu acharia mais convincente se ele estivesse mais “lelé da cuca” que o tripulante da MIR em Armageddon;
Eu sei que estar “perto” de um buraco negro é muito relativo e quando assisti eu considerei que o perto era suficientemente longe para a gravidade não fazer diferença. Mas em casa “a ficha caiu”… se ele está perto o suficiente para uma hora no planeta equivaler a sete anos fora dele então deve estar perto o suficiente para nem dever existir um planeta ali;
Por quê, em nome de Asimov, um robô que nem tem mãos precisa materializar um arremedo de mão para segurar um joystick para controlar uma atracagem? Um plug na interface certa e ele não teria todo o controle necessário? Ou a nave não é “fly by wire” e o danado do joystick está efetivamente conectado por cabos a um sistema totalmente mecânico de controle?
Em um filme que supostamente tenta levar ciência a sério, ver alguém sobreviver à entrada em um buraco negro é… bizarro… O script tenta cobrir isso dizendo que aquele buraco negro é um tipo “suave” (não lembro o termo usado) mas isso poderia até explicar a nave não se desintegrar mas não um humano sobreviver. A razão para isso é simples e não é preciso entender Relatividade (eu não entendo): quando a gravidade é tão imensa, cada parte do seu corpo está sujeita a uma força de intensidade diferente. A parte do seu corpo mais próxima do buraco negro vai ser puxada com muitíssimo mais intensidade que a parte mais distante. O resultado é desintegração total. Poderia ser possível compensar isso fazendo a entrada a altíssima velocidade, mas supondo que isso fosse possível, seus órgãos também não suportariam. Você chegaria inteiro, mas morto.
Achar um objeto perdido no espaço do tamanho de um astronauta quando você está procurando por ele já não é mole, não. Mas quando Cooper aparece depois de décadas perto de Saturno é praticamente na rota para pegar um taxi. Ainda se tivessem dito que que ele apareceu num flash cegante de luz que chamou a atenção da estação espacial, mas nãoooo: “você teve muita sorte que um ranger estava passando no momento”;
O filme teria sido bem melhor se tivessem seguido a linha de Contato e “eles” fossem uma raça completamente distinta. O paradoxo criado por “eles” sermos “nós” eu poderia até perdoar num filme mais “vivo”, como Terminator 2; mas em Interestelar o paradoxo em vez de um detalhe intrigante se torna um WTF irritante.
E para não perder nenhuma oportunidade de ser chato:
O filme é leeento demais;
Deveriam ter colocado uma voz mais “robotizada” nos robôs. Mais de uma vez eu me confundi achando que era um dos tripulantes falando;
Colocar uma atriz tão parecida com Anne Hattaway para fazer o papel de filha de Cooper tem algum propósito para o filme que eu não entendi? Perdi muito tempo distraído com a possível razão para Murph parecer com a Dra Brand.
É muito melhor que esses cineminhas chinfrim que temos hoje (os cinemas de antigamente tinham som melhor), mas eu estou acostumado a assistir em casa apenas em surround 5.1 DTS com o monitor de 22″ a palmos de distância. Então eu já tenho a sensação de tela gigante (uma tela de 22″ a três palmos dá a sensação de ser maior que a IMAX na fileira K) e um som muito bom. Só não tive “force feedback”, mas este também não me impressionou.
Mas comparar um monitor de 22 polegadas para uma tela que se compara a um edifício de uns 3 andares… é um complicado e um pouco engraçado :P
Se estivermos falando de obra de engenharia e eletrônica de projeção, realmente é uma comparação absurda. Projetar uma imagem daquele tamanho com aquela nitidez não é fácil.
Mas se estivermos falando de experiência visual, a comparação é perfeitamente válida. O monitor de 22″ na distância correta gera uma imagem do mesmo tamanho e de qualidade superior ao edifício de 3 andares do IMAX. Não há como uma projeção bater um monitor LCD em contraste. E você não precisa se preocupar com o assento, porque coloca a tela exatamente na sua frente, perfeitamente alinhada.
Cinema vale a pena pela experiência social. Pela experiência audiovisual, nem tanto.
Um dos grandes furos na ciência no filme Interestrelar, é na lei da gravitação universal, pois um planeta cuja orbita é tão próxima de um buraco negro (uma hora nele equivale a 7 anos é ser realmente muito próximo) teria a sempre uma das suas faces voltada para o buraco negro (movimento de rotação sincronizado com o de translação orbital). E não precisa ser um astrofísico para perceber isto, pois temos exemplos bem próximo disso, a lua e o planeta Mércurio, cujas faces são sempre voltadas para a Terra e para o Sol respectivamente. Este fenômeno acontece por conta da atração gravitacional e efeito mare que é muito mais intenso se o planeta (ou lua) estiver próximo do corpo celeste que orbita (acontece uma transferência da energia cinética rotacional do planeta, e também uma aceleração no movimento de translação, para o aquecimento provocado pelo efeito de maré). Esta situação faria que um dos lados fosse tremendamente quente e o outro extremamente frio, além disso existiria um terrível e permanente furação na zona de transição, inviabilizando a vida no planeta.
Mas eu ainda continuo gostando muito filme e provavelmente assistirei mais vezes quando sair uma versão na Internet (por torrent). Se eu fosse tão radical nisso eu certamente não gostaria tanto de Star Wars (os 6 episódios) e Star Trek.
Também gostei bastante, mas os furos realmente chegam a ser irritantes, já que fizeram toda uma propaganda em cima do filme por se tratar de uma produção com consultoria de cientistas renomados deveria ser menos perceptível algumas brechas, eu mesmo fiquei bastante intrigado com o fato do Cooper não só ter entrado e ainda sobrevivido ao buraco negro, mas ainda ter encontrado uma biblioteca gigante que o ligava com o passado e esse passado ainda ser exatamente o dele. E alguém tem alguma teoria de como ele escapou do buraco negro e foi parar na órbita de Saturno?? O final também me deixou pensativo: se ele pegou a nave para ir até o planeta da Brand, quando ele chegar lá não ia estar mais velho (ou ela), já que toda manobra (viagem) que eles faziam passavam-se anos?!
Não lembro muito do filme, mas me parece que a maior parte da viagem era da Terra a Saturno. Tendo atravessado o wormhole os planetas estavam relativamente próximos. De fato o planeta para onde foi Brand era o mais distante de todos, mas acredito que essa viagem (no filme) leve meses e não anos.
Tendo dito isso eu levanto outra questão: a nave que Cooper pegou não parecia grande o bastante para uma viagem de sequer alguns dias, certo?
Eu ignoro isso aí porque entra na mesma mágica que permitiu a criação do wormhole. Isto é: qualquer civilização suficientemente avançada para criar um wormhole onde quiser, apontando para onde quiser, está magicamente autorizada a fazer qualquer outra coisa relacionada com espaço/tempo
Mas no resto eu cobro que a ciência (no caso específico de Interestelar)esteja correta.
Finalmente posso assistir Interestelar de novo e numa rápida olhada já encontrei algo que entendi errado. Eu havia entendido que a NASA havia sido encarregada de bombardear cidades a partir do espaço, mas o áudio diz claramente (28:16) que a NASA havia sido fechada por se recusar a tomar parte nisso. Eu não sei se a legenda no cinema estava errada e eu não consegui pescar o trecho do áudio ou se derrapei completamente na atenção.
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Batman : Assault on Arkhan é um longa metragem de animação com 1h16min e apenas mais uma estória do Batman versus Esquadrão Suicida. Não acrescenta nada ao universo DC Comics mas mesmo assim vale a pena assistir. E se você tiver surround DTS assista com o som alto. A premissa é fraca, como a maioria das estórias de quadrinhos, mas é uma estória adulta e gostei do som, dos diálogos (principalmente as piadas) e da representação de alguns personagens. Principalmente Harley Quinn.
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Eu gostei (muito), tanto que já vi duas vezes no cinema, e ainda não fiquei satisfeito, quero ver mais. Eu só fiz isto uma única vez na minha vida, nem me lembro mais com que filme e mesmo assim foi só apenas uma única vez, já tenho muitas décadas que eu assisto muito cinema e é raríssimo eu repetir um filme no cinema (mas em casa é diferente), para você ver o quanto eu gostei. Eu achei que eles conseguiram realmente dar uma continuação a altura (mas eu sou fanático e a minha avaliação é meio tendenciosa). Ainda fico arrepiado em ver o trailer.
É bem provável que eu acabe vendo uma terceira vez no cinema.
Eu sou cinéfilo, e vou ao cinema no mínimo uma vez por semana. Para você ver o quanto eu gostei do filme.
Eu gostei (muito), tanto que já vi duas vezes no cinema.
Engraçado que já vi fanáticos por Star Wars dizerem que o filme é uma m…, pra você ver como paixão e fanatismo não necessariamente conduzem à mesma opinião.
Problema são os que não podem encontrar uma opinião contrária que já saem em “guerra”.
O único jeito de agradar fanáticos é não mexer no objeto de culto deles.
Por exemplo, vejam o que este cara chama de Os 10 maiores crimes contra a trilogia original de Star Wars.
Uma pessoa pragmática no máximo chamaria de Os 10 maiores problemas da remasterização da trilogia original de Star Wars. O fanático vê uma visão diferente, que resulta em um produto distinto, como “crime”.