Em Automata, não é fácil torcer pelo mocinho.

Automata_posterNa verdade, não há na prática um “mocinho” na estória. O protagonista não luta por uma idéia, ideal, pela verdade nem por um grupo. Inicialmente ele está apenas movido pela curiosidade e talvez um desejo de provar que não está louco. Em seguida tudo o que faz é lutar pela própria sobrevivência e, bem no final, de sua família.

Ao assistir Automata, eu tive a sensação de estar revendo vários filmes e animações de ficção científica, de Blade Runner a Ghost In The Shell, passando por Cherry 2000 (graças a Melanie Grifiti com sua voz de gata miando) e Animatrix. O filme parte de uma premissa interessante e em grande parte é bem executado, mas a brutalidade gratuita da ROC não tem explicação plausível.

Atenção: eu vou revelar parte importante do filme.

No início parece que o executivo da ROC ( o fabricante dos robôs) está puramente escondendo algum crime cometido por sua companhia quando manda matar todo mundo envolvido com o incidente, mas não demora muito para percebermos que aparentemente não há crime algum quando o executivo revela que a inteligência artificial (IA) dos robôs é criação não do homem, mas de uma única entidade de IA ainda superior desenvolvida antes, que eles decidiram desligar mas sem explicar o motivo.

Fica por conta do espectador imaginar essa razão. Ora, a única razão que explica eles terem desligado essa IA superior e ao mesmo perseguirem sem pensar duas vezes suas criações que manifestaram um princípio de sentiência, é o medo da raça humana ser destruída depois de uma singularidade tecnológica (é o terceiro filme este ano que assisto a tocar nesse tema, mas este não o faz explicitamente). Nesse caso eu não posso culpá-los e eu até diria que a ROC representa os mocinhos, se não fossem os assassinatos de inocentes sem qualquer envolvimento com a sentiência dos robôs.

Mas o filme nem tenta tocar nesse assunto. O diretor poderia fazer um filme inteligente, mas decidiu reduzi-lo a mero filme de acão onde robôs inofensivos (por enquanto) são perseguidos por vilões.  Um desperdício.

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Transcendence poderia ter sido melhor, se evitassem certas besteiras.

Transcendence2014PosterEu não achei a idéia de Transcendence ruim. Pelo contrário:  por um momento eu achei que seria uma ótima estória pra o universo de Terminator. Serviria como explicação para a origem de Skynet se removessemos a viagem no tempo. E enquanto geralmente nós fazemos do assunto “skynet” uma piada, o filme faz ponderações sérias sobre os perigos da chamada “singularidade tecnológica“. De uma forma ou de outra, para o bem ou para o mal, a criação de uma inteligência desse tipo seria o fim da raça humana como a conhecemos.

Mas bem que poderia ter deixado algumas baboseiras de lado.

Toda a idéia ao redor da consciência do Dr. Caster ter sido transferida para a internet “mata” o filme. É implausível, foi conseguida em um tempo inacreditável (acho que o Brasil inteiro não tem a banda de uplink de satélite daquele armazém) e gerou uma série de conclusões idiotas no script:

  • Para eliminar a inteligência, temos que eliminar a internet (as nanomáquinas me pareciam algo bem mais assustador) ;
  • Eliminando a internet, até a energia do mundo acaba, porque somente nesse script mesmo para o setor de utilidades (tratado como ponto de segurança nacional em qualquer país sério) ter essa fraqueza

Bastava eliminar isso para o filme dar um grande salto em seriedade. Mas já que estamos falando nisso a última cena, no jardim, também não faz sentido algum.

2 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Durante o filme duas vezes um humano pergunta a uma IA “você pode provar que tem consciência de si mesmo (do inglês: self-aware)”? e a IA responde perguntando se o humano pode provar sua própria. Pode parecer para o público em geral que a IA está se esquivando mas na verdade essa é realmente, como afirma a IA, uma questão filosófica muito difícil de responder.

    Você pode apontar com certeza o que não é self-aware, mas tudo o que você pensar como prova de que você é, pode ser codificado em um programa de computador.

  • VR5 - 397 Comentários

    Seria + – a mesma coisa da “Teoria da Martix (que prova temos que não estamos dentro de uma gigantesca realidade virtual)”?

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Lucy: o final estraga o filme.

Lucy_(2014_film)_posterAntes de mais nada, é preciso dizer que eu assisti a Lucy 100% ciente de que essa estória de que o ser humano somente usa 10% do cérebro é mito. O que me importa é como a estória é contada. Se não fosse isso eu nem conseguiria apreciar Star Trek, só para começar.

E eu nunca iria dispensar um filme de ficção científica estrelado por Scarlett Johansson (se precisa de link para lembrar quem é, você certamente não é um portador de cromossomo Y) e dirigido por Luc Besson (Leon – The Professional, The Fifth Element, The Transporter).

Muita coisa no filme não faz sentido, do que leva um barão de drogas a ter todo esse trabalho para traficar meros dois/quatro quilos de uma droga sintética desconhecida (coloca como areia ornametal para jarro e quem vai identificar como entorpecente?) à evolução/revolução de Lucy. Mas não importa. Para mim o filme é um espetáculo visual e de idéias. Aliás, uma das falas do personagem de Morgan Freeman, em resposta à pergunta de um aluno, sintetiza o estado mental necessário para assistir ao filme:

“…agora estamos entrando na esfera da ficção científica e não sabemos mais [sobre o que poderiamos fazer com tamanha capacidade cerebral] do que um cão que observa a lua”

O que pensaria um humano ao passar por cada um dos estágios que Lucy passou, de humano comum a ser omnipotente (sem exagero)? Ainda se importaria com a raça humana? Ainda se importaria consigo mesmo? Me lembra os capítulos finais do Livro The Revenge Of Seven, mas falarei sobre isso em outro post.

Lucy se comporta ao mesmo tempo como se ela se importasse (com a raça humana e consigo) e como se não fizesse diferença. O que não deixa de ser verossimil.

Mas vamos deixar de lado a filosofia (não há muito o que comentar mesmo) e discutir a execução: o danado do filme poderia ter sido melhor pensado. E não precisavam nem ter perguntado a Lucy como fazer. Além da estranha incompetência dos traficantes, que não conseguem passar com um saquinho pela alfândega, mas andam com metralhadoras e uma bazuca pelas ruas da França, temos o estranho comportamento dos cientistas. Não bastava o personagem de Morgan Freeman ter deixado o ceticismo de lado diante do que poderia muito bem ser uma piada muito bem preparada, mas o filme também tinha que mostrar outros cientistas se comportando como se tivessesm lido o manual da Globo para execução de reuniões de diretoria em novelas: junte um monte de figurantes, mantenha-os calados de cara séria e balançando a cabeça para tudo o que o personagem principal diz e pronto! E quando Lucy mostra algo realmente impressionante (não estou falando de ler a mente de um deles, aquilo foi ridículo) eles ficam olhando com cara de quem estava admirando alguém fazer uma manobra difícil de skate e não com o assombro requerido para o que estavam presenciando. Depois da chegada de Lucy na universidade o script vai ficando mais e mais idiota, infelizmente.

E o final deixou muito a desejar, como o deste texto ;)

 

3 comentários
  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Pior que é verdade, aquelas bolinhas azuis podiam passar como qualquer coisa, engraçado :)

    Boa.

  • Walter - 140 Comentários

    Curioso. Assisti ontem e não tinha visto sua postagem, mas foi exatamente o que eu e a PPM falamos. e ao mesmo tempo, quando subiram os créditos: “que final lugar comum”

  • Walter - 140 Comentários

    No The Transporter o Luc Beson não dirige, mas fez o roteiro e produziu.

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Guardians of the Galaxy: eu fui o único que não gostou?

Gamora

Este é o modelito padrão de gamora nos quadrinhos. Sexista? Com certeza! Improvável que uma assassina se vestisse assim? Somente porque não tem onde guardar (mais) armas!

Eu não sei o que é mais estranho em Guardians of the Galaxy. A música cantada dos anos 80 em um filme que se passa em outros mundos (ainda se fosse só a melodia…)? A comédia embaraçosa? A evidente mão da Disney transformando Drax the Destroyer e Gamora, dois assassinos brutais nos quadrinhos em personagens quase “fofos”? Os vilões quase caricatos? Gamora completamente vestida? O filme ter alcançado nota 8.4 no IMDB (The Matrix tem 8.7)? Ver um Thanos “soft”?

Não me interpretem mal: eu gosto de ação com comédia. Mas não desse jeito. Na minha opinião o script exagera e transforma a coisa em um pastelão embaraçoso.

Os efeitos especiais impressionam, principalmente na animação de Grok e Rocket Racoon e sua interação com os personagens reais, mas isso não conseguiu compensar o resto.

Mas eu provavelmente estou sozinho nessa opinião, porque praticamente todo mundo parece ter gostado do filme e justamente pelas mesmas razões!

13 comentários
  • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

    Bem, eu estou gostando do filme. Não terminei de assisti-lo ainda. Como não conheço nada mais dos personagens do que está sendo apresentado, estou achando um bom filme-diversão-sessão da tarde.

  • Walter - 140 Comentários

    Como eu já não esperava grandes coisas desse aí, e já não acompanhava mais os quadrinhos da marvel há tempos quando a equipe foi relançada, acabei até me surpreendendo. Concordo com o Alisson, é um bom filme diversão.

    Por outro lado, um filme que me decepcionou bastante foi o segundo Capitão América. Cheguei a ler e ouvir que era o melhor filme de super herói já feito até então. Que coisa chata, cheia de furos e com péssima continuidade. O problema aqui é que o filme se leva a sério demais.

    • Saulo Benigno - 279 Comentários

      Cheio de furos?

      Eita, quais foram os furos do filme?

      • Walter - 140 Comentários

        Poxa, Saulo, são muitos mesmo. Só pra ficar em alguns:

        Na luta com o líder dos piratas, o cara não tem nenhum poder além do treinamento, mas não voa longe como todos os outros quando apanha. Tá, isso acontece muito em filme de ação, mas lodo na primeira sequência de luta fica meio forçado.

        O diretor da mega blaster ultra super divisão de espionagem e inteligência do mundo anda de carro sozinho pela cidade, sem nenhuma segurança e apoio logístico e cai em uma emboscada infantil que usa veículos da polícia em pleno centro da cidade? E pior, a própria polícia da cidade não aparece pra intervir? Ele quebra o braço, mesmo dentro de um veículo que é praticamente um tanque de guerra, mas os condutores dos outros carros que batem no dele não saem nem arranhados?

        O Soldado Invernal aparece do nada depois de uma baita perseguição pra resolver tudo sozinho de uma forma tosca? E como o Fury fugiu?

        Nessa sequência eu já perdi o gosto pelo filme, e confesso que nem prestei mais muita atenção. Mas tem mais furos, sem contar cenas que deixaram de fora do corte final para o cinema, só pra colocar na versão estendida depois, como por exemplo a do resgate das asas do Falcão, ficou um buraco enorme ali.

        Toda a sequência do encontro com o Zola e a destruição da base também são bem ruins. Não havia ninguém protegendo a grande mente por trás da Hydra e eles destroem o criador do algoritimo assim, sem mais nem menos? Ruim de acreditar, hein?

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu assisti no cinema e também gostei muito do filme (como a maioria), gostei tanto que já baixei por torrent uma versão em fullhd para assistir mais algumas vezes.

    Toda unanimidade é burra, e gosto é uma coisa pessoal. Já teve muito filme que gostei muito e foram ruins em bilheteria, como por exemplo: Sombras da Noite (fantástico! e eu nem gosto de filme de terror, mas gostei muito do humor negro que é bastante inteligente), Oblivion (excelente !), Elisium (foi um dos melhores que eu ví), e outros, mas eu sou suspeito, sou fanático por ficção cientifica.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Tem também um filme argentino (Relatos Selvagens), que também é de humor negro (humor bem negro e bem engraçado), que ainda está passando nas salas de cinema, faz tempo que eu não dou tanta risada com um filme (Sombras da Noite foi a última vez).

    Se puderem assistam, ele vai realmente surpreender.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Mas falando em filme barra pesada, um dos mais mais foi o Distrito 9 (que por sinal foi quem apresentou ao mundo o ator que é o vilão em Elisium mas não lembro o nome dele, sou um cinéfilo de memória curta).

    Distrito 9 foi uma tremenda crítica ao Aparteid com a temática de ficção científica, não sei como conseguiram fazer um filme tão bom com tão poucos recursos (talvez porque tenha sido feito fora de Hollywood ???).

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Jefferson, faz um favor, vá assistir Interestelar em IMAX :)
    Fila G ou H, pelo meio. E sinta um cinema com “force feedback”

    Você já foi em um cinema IMAX?

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu também já assisti, mas infelizmente aqui em Salvador não tem IMAX, é realmente uma pena, o filme realmente vale a pena (se lançassem um cine com IMAX por aqui com Interestelar eu iria assistir de novo).

    Considero ele quase tão bom como 2001 Uma Odisseia no Espaço (chega bem perto, mas 2001 é o clássico dos clássicos), quase tenho vontade de assistir uma segunda vez no cinema (acho que já fiz isso uma vez com outro, mas não lembro para qual filme).

    Tem algum IMAX e Recife ?

    • Saulo Benigno - 279 Comentários

      Tem sim, abriu esse ano no Shopping Recife. É outra coisa, outro tipo de cinema. Fora a tela ter a altura de um prédio de quatro andares o som é sensacional.

      Mas IMAX é imagem mesmo. É basicamente uma nova imagem, existem cameras especiais para IMAX, não é só “aumentar a resolução” elas captam mais, é tipo aqueles cortes que fazem para telas full screen. No IMAX tem mais.

      O bom de interestelar é que não é 3D, foi o primeiro filme que vi em IMAX sem 3D, sensacional. Eu sei que assisti bem no centro, a cadeira tremia com o som, é magnifico.

      Vale a pena :)

      • Intruder_A6 - 194 Comentários

        Não sei vai ter aqui em Salvador um IMAX algum dia, mas quem sabe ???

        Eu sempre achei Salvador meio atrasada, agora eu tenho certeza.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Interestelar é tão bom como ficção científica que chega até a ser bastante plausível, o que é bem raro em filme de ficção científica. O filme chega quase a dar uma aula de Teoria da Relatividade. Acho que o filme só pisa na bola quando considera que a gravidade se propaga de forma instantânea (mais rápido que a luz), que não é o que dizem as mais novas teorias sobre a gravidade, que dizem que até a gravidade tem que se submeter a velocidade da luz. Até já existe uma provável descoberta da onda gravitacional (ainda precisa ser confirmada por outras fontes), que em acontecendo vai confirmar que a gravidade realmente se propaga na velocidade da luz e é conduzida por uma partícula chamada gráviton.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Assistir ao filme a partir da segunda vez, sem as expectativas que eu trouxe dos quadrinhos, já foi uma experiência muito melhor. Hoje eu posso disser que não sou mais uma exceção.

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Expendables 3: descartável ao cubo

Expendables_3_posterEmbora Mercenários 1 e 2 não tenham sido lá grande coisa, pelo menos foram engraçados e tiveram passagens memoráveis. Eu não consigo esquecer do Chuck Norris contando o que aconteceu depois que foi picado por uma cobra. E quando vi que o terceiro filme tinha mais astros ainda da velha guarda da ação, encarei com as expectativas elevadas. Quebrei a cara.

O filme, pelo menos na versão estendida (talvez a versão com cortes me incomodasse menos), é ruim que dói. Mal dirigido, mal editado e mal interpretado.

  • Wesley Snipes e Antonio Banderas foram desperdiçados (embora eu até tenha gostado do Banderas como doido);
  • As várias cenas da fase de recrutamento foram coladas de forma tão amadora que até eu que presto pouca atenção nisso notei as transições abruptas;
  • O merchandising, particularmente o da Ford, é grosseiro. A cena em que Stallone vai até o carro (Ford) que está parado literalmente no meio do caminho na frente de um hangar (46m10s) , é de doer os olhos;
  • Os novos atores são fracos e Ronda Rousey, apesar de na vida real ser campeã de MMA e ex-judoca, como atriz não me convenceu nem por um momento, não importando quantas caretas ela fizesse;
  • Aliás, tantos atores novos foram usados que dá a impressão que Stallone quer deslanchar uma série baseada nos filmes, com os novatos como protagonistas. Má idéia;
  • Mercenários veteranos se sensibilizando ao ver fotos “softcore” de violência? HAHAHAHAHAHA. Teria sido melhor que o diretor nunca mostrasse nenhuma das fotos e deixasse para o espectador imaginar o que havia no dossiê;
  • Então mercenários veteranos sequestram um milionário traficante de armas e não jogam fora toda a roupa e acessórios dele, para acabar sendo apanhados por um rastreador GPS no relógio? HAHAHAHAHA. Seria legal, se a intenção da cena fosse cômica. Não é que Mercenários 1 e 2 não tenham furos. Tem. Mas você presta mais atenção quando o resto do filme falha miseravelmente em entreter você;
  • E etc, etc, etc…

Total desperdício de 2h do meu tempo. Não, na verdade foi menos. No combate final eu já estava assistindo com o dedo no fast forward porque não aguentava mais as baboseiras.

1 comentário
  • rodrigomotta - 114 Comentários

    Bom saber.
    O primeiro já não curti, mas tava pensando em ver esse último.
    Menos duas horas perdidas.

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Edge of Tomorrow é um dos melhores filmes que assisti este ano.

Entre outras coisas porque faz você pensar. Ok, não muito, mas considerando os outros filmes desse gênero do lote 2014, até que faz pensar bastante.

Edge-of-Tomorrow-UK-Quad-585x439É interessante testemunhar como o personagem de Tom Cruise, Major Cage, passa de covarde a herói. E o danado é que você acaba se identificando com o covarde. No lugar dele você não estaria se urinando de medo? O cara não teve treinamento, era um oficial da reserva porque pagou a faculdade com uma bolsa militar para oficiais e por isso teve teve que servir por um mínimo de 4 anos  (é o que entendo de ROTC) e saiu da reserva muitos anos depois, após ter perdido sua agência de publicidade quando a guerra começou. Ele era major não por ter merecido isso em combate, mas porque você já sai do ROTC como um oficial e a posição dele como relações públicas das forças armadas durante a guerra não permite que ele tenha uma patente baixa.

Então, não me surpreende que ele comece como um covarde. Mas é bom ver como ele gradativamente deixa de sê-lo para no final assumir o papel de herói e líder.

Na primeira vez que assisti achei que a reação do general à chantagem tivesse sido absurda. Em vez de mandá-lo para uma corte marcial o general efetivamente estava mandando Cage para a morte. Porém depois de ter assistido repetidas vezes e começar a digerir os detalhes, percebi que o general não esperava que a invasão fosse o massacre que foi. E que provavelmente não seria mesmo, mas o que nós espectadores vemos como a “primeira” batalha provavelmente já era o resultado de um dos “resets” do inimigo. A invasão possivelmente foi uma surpresa como esperado, mas quando seu inimigo pode fazer tudo começar de novo…

No primeiro reset Cage parece abobalhado e em nenhum momento se prepara para o que vai acontecer, mas isso também é verossímil. No lugar dele eu pensaria que estava em um sonho ou saindo de um antes de pensar em uma viagem de volta no tempo. Tantas (ou tão poucas) são as explicações possíveis que no primeiro reset é compreensível que você fique quieto, com o cérebro a mil por hora, tentando lidar com os seus sentidos. Depois de compreender o que estava acontencendo Cage tenta de tudo, incluindo não ir para o front e esperar que tudo se resolva sozinho. O que também é compreensível. Imagine que você está em um jogo e tem que tediosamente passar por toda a primeira fase toda vez que morre no início da segunda. Multiplique essa sensação por cem. Imagine como é quando você é o único que aprendeu alguma coisa em cada uma das interações e precisa se apresentar e convencer seus aliados cada uma das vezes. Passar por tudo de novo, e de novo, e de novo… Rita sugere que  enfrentou o mesmo dia “300” vezes.

Mas ao descobrir que o inimigo não está de forma alguma preso ao continente europeu Cage parece notar que a única saída é o enfrentamento.

E por falar em Rita, quando ela diz que viu Hendricks morrer 300 vezes e se lembra de cada detalhe, fica evidente que Cage está passando por exatamente a mesma situação. Não importa o que ele faça, o dia termina com Rita morrendo. Só os detalhes diferem.

edge-of-tomorrow-poster1

E depois de “conhecê-la” centenas de vezes Cage não quer ver isso acontecer de novo. E olha que a sargento Rita Vrataski, chamada por muitos de “Full Metal Bitch”, não é exatamente uma pessoa amável ou simpática. É interessante notar também que a direção do filme não tentou empurrar no papel nem uma beldade, nem uma personagem de maquiagem impecável. Emily Blunt faz o papel de uma mulher comum, corajosa, que se alistou para lutar e não é nada difícil para o espectador acreditar nisso. Mas eu admito que aquele “facão” roubado de um cosplay de Final Fantasy que ela usa em combate não a ajuda a ser levada a sério a princípio.

E talvez a intenção do diretor tenha sido essa mesmo pois a comédia está em toda parte no filme.

Cage (vestindo o exoesqueleto): Ouça, eu nunca estive em um desses antes

Griff: Eu nunca estive com duas garotas ao mesmo tempo, mas pode apostar que quando o dia chegar, eu farei dar certo.

Caramba, é o primeiro filme de Cruise onde não se faz qualquer tentativa de esconder o quanto ele é baixinho. O próprio diretor diz em entrevista que foi tom Cruise que insistiu que o filme não fosse sério demais e acho que o resultado é bom. Se o filme tivesse o mesmo tom (e principalmente o final) do livro, eu provavelmente não teria gostado tanto. Ok, toda a idéia de “volta no tempo” é forçada pacas, principalmente no final; e a física do exoesqueleto é inacreditável (dar força sobrehumana, tudo bem, mas sobreviver a quedas vestindo uma armadura de centenas de quilos deveria ser ainda mais difícil), mas basta você não pensar muito nisso :)

E é preciso realmente assistir ao filme várias vezes para pegar todos os detalhes. Por exemplo, só na terceira vez que vi a cena foi que percebi a cara de espanto que Griff fez quando Kurtz falou “Yeah, yeah… the Angel of Verdum”. Era a primeira vez que eu via Kurtz (“you dont talk much”) falar no filme inteiro e provavelmente era a primeira vez de Griff também

7 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    Assisti alguns finais de semana atrás. Tem traços de “O Feitiço do Tempo”, “Tropas Estelares” e até (pelo comportamento dos aliens e pelos disparos dos trajes) de “The Matrix Revolution”. No começo achei que seria uma “bomba”, mas me surpreendeu positivamente!

  • José Carneiro - 198 Comentários

    Gostei muito!! Mesmo o final sendo quase estatisticamente impossível, mas teria que ser daquela maneira para ficar um pouco mais comercial.
    O filme agrada nos outros aspectos, muito bom.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu gostei demais do filme, mesmo que tenham alguns furos, mas são releváveis. Já assisti 2 vezes (1 no cinema e outra em casa depois de baixar por torrent), provavelmente assistirei mais vezes até compreender os detalhes.

  • Matuto - 129 Comentários

    Eu tô assistindo (novamente) um seriado americano chamado Day Break, que tem um tema parecido, só que num formato mais “policial”.

    O cara acorda todo dia no mesmo dia, só que com sequelas de dia passado (tanto corporais como nas decisões que ele tomou).

    Eu tô achando muito bom.

    • Saulo Benigno - 279 Comentários

      Day Break é sensacional. Vi quando foi lançado.
      Pena que morreu na primeira temporada. Lembro que na época que foi lançado nem sucesso na TV fez, ele acabou sendo finalizado na internet. O que na época era novidade.

      Muito bom, deu vontade de ver novamente :)

  • alexandreda silva custodio - 5 Comentários

    Gostei muito do filme, mas achei que o jump final no tempo foi muito forçado, só para fazer um “final feliz” entre o casal. Prefiro ignorar essa parte e fazer de conta que não existiu.

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Jefferson, com certeza esse é um dos melhores filmes do ano. Uma pena que não fez sucesso nos EUA. Tom Cruise realmente não faz sucesso lá fora.

    Queria muito que tivesse feito sucesso :) , merece.

    Jefferson, você deveria ter ido ver no IMAX!! Por sinal, você já conheceu o IMAX?

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“The Host” de Stephenie Meyer, é o melhor livro que li este ano.

OBS.: Toda vez que leio esse título eu me pergunto se o correto não seria “foi o melhor livro que li este ano”. Alguém aí tem uma opinião embasada a respeito?

Não se deixe enganar pelo filme, que é péssimo. O livro é realmente bom.

The Host (A Hospedeira) entrou na minha loooonga lista de coisas para ler porque eu gosto de ficção científica, a sinopse parecia interessante e, embora eu ache que Stephenie Meyer insere em suas narrativas passagens que só mulheres realmente suportam ler, eu até gostara de Crepúsculo.

E não foi por causa da ficção científica que eu gostei do livro, até mesmo porque tirando o fato de que a Terra foi invadida por aliens com uma medicina superior, quase não há sci-fi no livro. As armas são convencionais, todo mundo se transporta de carro, a comida é a mesma… Tudo porque os parasitas preferem realmente “substituir” seus hosts e continuar a vida no planeta como era antes, excluindo apenas a violência (é, os aliens são uma raça “pacífica e benevolente” mas de moralidade questionável).

Não, o que realmente me impressionou no livro foi o drama da personagem principal, Melanie.

Os aliens, chamados muito apropriadamente de “souls” (almas) ao parasitarem os humanos substituem completamente a alma humana, que some, mas retém todas as suas memórias e até sentimentos. Ao contrário do que acontece em “Os Invasores de Corpos”, o indivíduo resultante é indistinguível do humano substituído no comportamento e na aparência, exceto por uma pequena cicatriz no pescoço onde ocorre a “inserção” (que qualquer humano poderia ter ou forjar) e pelo brilho inconfundível nos olhos. Depois de bilhões de humanos terem sido “assimilados” e a Terra ser praticamente propriedade dos aliens, Melanie, um dos últimos humanos capturados, tem “uma alma guerreira” e consegue resistir ao procedimento e sua alma humana passa a coexistir com o parasita, que também é um membro singular da raça alienígena, e consegue convencê-lo a abandonar sua espécie e buscar pelo refúgio do punhado de humanos que ainda resta.

Monta-se um “plano” (se é que pode-se chamar assim) impensado e quase irresponsável, alimentado pelo desespero de Melanie. Afinal os humanos jamais teriam como saber que Melanie é Melanie. Incontáveis humanos durante a breve “guerra” (que consistiu basicamente em se esconder, pois quando a invasão foi descoberta já era tarde demais) foram “entregues” por familiares e amigos que foram capturados tentando conseguir comida e voltaram aos refúgios levando uma tropa de aliens. Para os humanos, ver o brilho nos olhos de um ente querido só tem uma resposta possível: um tiro na cabeça.

O líder do refúgio, tio de Melanie, intrigado pelas circunstâncias em que a sobrinha foi achada procurando pelo refúgio (que ela nunca soube exatamente onde era), se recusa a permitir sua execução. Apesar de não ter qualquer razão concreta para achar que ela é qualquer coisa mais que um parasita que tomou o corpo de sua sobrinha, decide, contra a vontade de todos os outros, pela sua captura. Finalmente confrontada com a situação impossível que criou, Melanie (que não tem qualquer controle sobre seu corpo) diz ao alien que não tente dizer “sou a Melanie!” porque só iria apressar a execução, pois faria os humanos, que só sabiam que um alien podia imitar o humano “assimilado” com perfeição, sentirem ainda mais ódio.

Imagine a situação: Ser prisioneira de pessoas que você ama e também te amam, mas querem te matar por acharem que você está morta há muito tempo.

Acredite, Stephenie Meyer consegue contar esse drama muito melhor que eu. Eu passei quase metade do livro com lágrimas nos olhos!

Sobre o filme: eu vi os minutos iniciais, os finais e algumas cenas no meio e concluí que nem valia a pena tentar salvar algo dele. Direção ruim, atuação ruim e script ruim. O que fizeram com o final é especialmente ridículo.

3 comentários
  • rodrigofeliciano - 1 Comentário

    Isso me pareceu ” eu sou a lenda” (o conto, não o filme do Will Smith”

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Conhecendo apens o filme, não vi absolutamente qualquer semelhança. Mas dei uma olhada na sinopse no resumo do livro e realmente há uma pequena similaridade na situação entre Neville e Ruth.

  • dencorso - 1 Comentário

    Se “foi o melhor livro que li este ano” seria porque deixou de sê-lo desde então… a meu ver, “é o melhor livro que li este ano” indica que permanece sendo. Agora que mudamos de ano, “é o melhor livro que li no ano passado” mantém essa nuance de significado.

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Positivamente surpreso com The Cabin In The Woods

O que primeiro me chamou a atenção em The Cabin In The Woods foi o poster. Um filme de horror que em vez de mostrar uma cena “de horror” mostrava uma espécie de quebra-cabeças. Na sequência, percebi que foi escrito e produzido por Joss Whedon (Firefly e Avengers) e um dos atores era Chris Hemsworth (Star Trek 2009 e Thor) daí minha curiosidade cresceu exponencialmente. Não parecia de jeito nenhum um filme de horror típico.

É preciso nesse ponto explicar uma coisa: Em geral eu me recuso a assistir a filmes de horror. Embora eu aprecie estórias sobre o sobrenatural e ache o enredo desses filmes (quando simplesmente lido na Wikipedia) mais instigante do que a média das produções de ação e aventura, me mantenho afastado por causa das imagens perturbadoras e, por que não admitir, dos sustos. O último filme de horror que eu consegui assisitir do início ao fim (um desastre de crítica que gostei e recomendo) fora Thirteen Ghosts, 10 anos atrás, justamente por não abusar dessas coisas.

O filme de Joss Whedon é semelhante nesse aspecto. Aliás, descobri que o produtor também não gosta do chamado “Torture Porn” (o tipo muito comum de horror que se concentra na fragilidade do corpo humano), por isso acabei encarando o filme.

O filme é uma espécie de “sátira séria” (você dá boas risadas, mas só aqui e ali) aos filmes de horror. Isso fica claro no diálogo aos 1:26 do trailer:

http://www.youtube.com/watch?v=cQWnPVOSZKg

O que eu não apreciei mesmo foi o final, por não se encaixar nas minhas expectativas costumeiras. Mas se seu perfil é parecido com o meu, pode assistir, pois no geral você vai gostar.

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Acabo de ler o primeiro livro (e ver o primeiro filme) da trilogia Jogos Vorazes

Eu não tinha lá muito interesse pelo livro. A sinopse não me instigou e eu estava mais curioso pela popularidade que pelo enredo. Mas aí surgiu a oportunidade de ver o filme, que é um misto de ação com ficção científica (e são tão poucos que os fãs do gênero não pode se dar ao luxo de ignorá-los à toa), e não suporto a idéia de assistir a um filme sem ler o livro antes. Isso coincidiu com a oportunidade de ler como ebook no meu novo tablet (depois falo sobre ele). Então decidi encarar a leitura.

A trama me fisgou logo no primeiro capítulo.

Eu estava esperando uma estória sobre sobrevivência e matança, mas era algo bem mais denso que isso. Quase a metade do livro trata ou da vida sob o regime totalitário da Capital, ou das preparações para o combate. E apesar de ser uma estória que chama mais o interesse do público masculino contada por uma mulher, com um personagem principal também mulher, assim como em Crepúsculo, Suzanne Collins definitivamente não transforma a narrativa em um melodrama que só consegue ser devidamente apreciado (ou suportado) por mulheres, como acontece com Stephenie Meyer*. E não é que eu não goste de sentimentalismo. Muito pelo contrário. Para mim o ponto alto do livro, indiscutivelmente, está neste parágrafo (tradução livre):

“Eu não acho que vá funcionar. Ganhar… não ajudará no meu caso”, diz Peeta.

“E por que não?”, diz Caesar, intrigado.

Peeta fica ruborizado e gagueja. “Porque… porque… ela veio comigo.”

Onde fica claro para a audiência que a vitória dele significa que a mulher por quem ele se apaixonou estará morta.

A autora soube também como criar um jogo mortal verossímil. As regras (quase nenhuma, na verdade), as vantagens obtidas com a ajuda de patrocinadores que vão ficando mais caras à medida que o jogo avança, a audiência. Tudo parece perfeitamente possível de ocorrer sob um governo totalitário qualquer. Até onde sei, poderia estar acontecendo na Coréia do Norte agora, já que o resto do mundo não sabe nada do que acontece por lá mesmo.

Eu pretendo começar a ler o segundo livro da série em breve e já tenho alguns palpites sobre pontos nebulosos da trama:

(naturalmente, se você já leu os três livros sabe se estou certo ou errado, mas não estrague o suspense)

  1. O pai de Katniss pode não estar realmente morto. Ela diz que ele foi “vaporizado” em um acidente nas minas, então nenhum corpo chegou a ser enterrado. E o pai de Gale “morreu” no mesmo acidente. Que jeito melhor de fugir de um regime totalitário, sem pôr em risco sua família, do que engendrar uma morte em que naturalmente não há corpo para achar ou onde o resgate dos corpos seria considerado apenas como perda de produtividade?
  2. Eu não acho que o presente da filha do prefeito tenha qualquer intenção de ser apenas um símbolo do distrito 12. Eu acho que ele foi dado a ela para simbolizar algo maior, desconhecido pela capital;
  3. Cinna tem um papel muito maior nessa estória do que ser apenas um estilista. Não acho que ele tenha  “escolhido” o distrito 12 pelo desafio. Seus motivos parecem bem maiores e ele é uma das poucas pessoas (se não for o único em todo o livro) que reconhece como ele e todas as pessoas na Capital parecem desprezíveis. Eu não me surpreenderia nem um pouco se a presença dele ali fosse parte de um plano rebelde nascido na própria Capital. Afinal, não é nada incomum pessoas que cresceram cercadas de luxo e conforto se perguntarem qual o custo dele e começarem a olhar com mais atenção para os menos afortunados;
  4. Acho difícil o distrito 13 ter realmente sido destruído. Quem iria minerar o grafite com o qual a capital fazia diamantes? Se havia necessidade de grafite antes, não vejo razão para crer que essa necessidade acabou com a rebelião. Um regime totalitário pode perfeitamente esconder a existência de um distrito. Afinal, cada distrito oficialmente existente mal sabe o que ocorre nos outros.

Sobre o filme (vou ser breve)

  • Primeiro e mais importante, não gostei dos atores principais. Katniss, Peeta, Rue, Cato… nenhum deles me convenceu;
  • Gostei da representação da batalha inicial na cornucópia e das cenas de luta em geral. Não se perdeu tempo (e minha paciência) com coreografias tolas;
  • Achei bem fraca a encenação do momento em que Peeta diz que ama Katniss. No livro o momento se faz bem mais relevante;
  • Se depender do filme, estou completamente errado sobre o item “2” das minhas suspeitas.

Não é que o filme seja de todo ruim. É perfeitamente assistível e os atores veteranos ajudam muito. Já vi (ou tentei ver) adaptações beeem piores, como a de “I  am Number Four”.

*Eu li os dois primeiros livros da saga Crepúsculo. Seria uma excelente estória até para homens, se Stephenie Meyer não gastasse duas páginas só para dizer o quanto Edward é lindo e maravilhoso.

8 comentários
  • jocio - 4 Comentários

    ‘Trailer honesto” do filme
    http://www.youtube.com/watch?v=_hp_xsUg9ws

  • Saulo Benigno - 279 Comentários

    Novo tablet? Agora sim :)
    Ótima notícia

    Android? “xing-ling” ou alguma marca “oficial”, qual rom/versão?
    Já está lendo os gibis no mesmo? 

    Fiquei mais interessado nisso, mesmo. Foi mal :P 

     

  • BR - 1 Comentário

    “Eu estava esperando uma estória sobre sobrevivência e matança”: pesquise sobre Battle Royale

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      É, eu sei. Mas é justamente o que eu não quero ver ;) edit: ou ler!
      Pelo que eu soube, a violência de Battle Royale é bem mais “gráfica”. Eu não sou muito chegado a isso. Prefiro quando o diretor deixa por conta da imaginação da audiência.

  • Paulo - 11 Comentários

    Gostei muito do filme, os atores Jennifer LawrenceJosh Hutcherson representaram na medida do possível Katniss e Peeta.
    Os livros são algo de especial, não são simplistas e tratam de um fundo psicológico que são esquecidos num universo daqueles. Já li duas vezes para melhor compreensão da trama.

    A declaração de Peeta no talk show que você citou é matadora, pois abre um novo leque de possibilidades.
    Recomendo.   

     

  • rodrigomotta - 114 Comentários

    Curioso como tudo é questão de momento ou gosto mesmo.
    “I am Number Four” gostei mais do filme que do livro. Para mim foi bem adaptado. 
     O Jogos vorazes só vi o filme. Algumas vezes não tenho problemas em ver o filme antes do livro.
    Isso algumas vezes teve efeito até positivo pois gostei da versão do filme e quando li o livro , acabei gostando de ambos.
    Mas isso aconteceu que me lembre em poucos casos. Me lembro no momento só do Caçada ao Outubro Vermelho , Eu sou o Numero Quatro , Jogos Patrioticos , Perigo Real e Imediato… 
     

  • VR5 - 397 Comentários

    E o teblet, Jefferson? B)

  • VR5 - 397 Comentários

    TAblet, perdão… :dashhead1:

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Ué… eu gostei de John Carter

A mídia fez um drama tao grande que até parecia que John Carter foi o pior filme que a Disney já fez. Fui assistir sem grandes pretensões, motivado pelo fato de que é SciFi e que eu tenho um histórico de gostar de filmes que foram desastres de bilheteria, incluindo alguns da mesma Disney.

Mas eu gostei do danado. Não chega nem perto da perfeição de Star Trek 2009, claro. A trama é duvidosa e alguns atores poderiam ter sido melhor escolhidos, mas é um filme que empolga e diverte.

6 comentários
  • Paulo - 8 Comentários

    John Carter é uma grande história escrita há 100 anos. O problema foi que a Disney quis fazer uma gigantesca e cara produção para o cinema para uma estória de um escritor que já havia dado muito lucro ao estúdio com Tarzan e exagerou. A bilheteria foi ótima mas nem de perto foi o esperado. Só não faliu por que é a Disney, qualquer outro estúdio teria falido. Quem ganhou fomos nós fãs dos filmes de ficção científica :-).

  • Leonardo Suárez - 6 Comentários

    Gostei muito do filme. Eu nem sabia da existência e nem dos comentários negativos, então vi por ver, esperando por mais um filme açucarado da Disney, e tive uma boa surpresa.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Pelo que eu entendi, a mídia baseou-se em um comunicado da própria Disney de que o filme não ia bem para alardear aos quatro ventos que o filme era um desastre. Isso só piora a situação do filme. Lembro de ter visto uma matéria muito negativa na Globo e outra em umas das revistas semanais que leio. Sendo Sci-Fi, animação, aventura ou fantasia eu faço ouvido de mercador para as críticas. A produção de filmes nesses gêneros de que gosto é tão pequena que eu tenho mesmo que assistir a tudo procurando por um que preste, sem ligar para a opinião da massa.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu assisto de tudo (sendo ficção científica), eu também gostei do filme (assisti pelo cinema), e baixei ele em fullhd para poder assistir de novo no futuro.

  • brunoguimaraes - 10 Comentários

    Eu resolvi arriscar e assisti o filme, é muito bom. O que poderia melhorar consideravelmente o filme seria a troca de alguns atores, acho que se a escolha de alguns atores tivesse sido melhor, engrandeceria e muito o filme.

  • Tom Taborda - 17 Comentários

    Para quem quer uma versão mais fiel ao livro de Edgar Rice Burroughs, tem esta Comic Novel (bastante NSFW):
    The wild, all-naked JOHN CARTER comic Disney does not want you to see
    aqui está, na íntegra:
    A Graphic Interpretation, by James Killian Spratt

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