 Jefferson,  04 de março de 2017, Filmes, OpiniãoImpopular Assim que eu ouvi o primeiro minuto do filme eu sabia que havia algo ali importante para compreendê-lo, mas o diretor conseguiu me entreter e manipular minha a atenção o bastante para que eu esquecesse completamente de tentar encaixar as peças e me surpreender no fim. Eu gostei disso. Mas não sobra muito mais do filme que isso.
O principal problema que vejo é que mesmo colocando o chapéu da suspensão de descrença para poder apreciar um filme que trata de “tempo”, o enredo ainda é difícil de engolir. Então uma avançada raça alienígena com percepção aparentemente ilimitada do passado e futuro (eles sabem o que vai ocorrer daqui a 3000 anos) e que aparentemente é capaz de se mover pelo tempo/espaço (a forma como as naves vão embora) não sabe como se comunicar com os terrestres? Não é porque usar o conhecimento do futuro seja proibido no presente, porque é exatamente isso que Louise faz. Isso era parte da estratégia para fazer a humanidade colaborar? Talvez, mas certamente existiam meios mais eficientes e sobretudo mais inteligentes de se fazer isso já se comunicando diretamente em inglês, chinês, português, árabe ou o que quer que seja. Afinal, a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. E nada se ganhou com isso.
E por mais que você tenha um conhecimento privilegiado [1] a idéia de um estranho, por telefone, convencer um comandante militar a mudar de idéia sobre um assunto de segurança nacional em trinta segundos é risível. Se a conversa tivesse sido pelo menos por videoconferência e já tivesse sido estabelecido que o general ao menos conhecesse o background da doutora, removendo o problema do “total estranho que pode ser um inimigo tentando obter uma vantagem” essa parte seria mais verossímil.
[1] 13/03/2017 – Relendo o post percebo que isso ficou ambíguo e alguém pode interpretar que estou me referindo a mim (HA!). Estou me referindo ao conhecimento privilegiado (ver o próprio futuro) da doutora Banks, que para mim não é o suficiente para alcançar tal feito.
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 Jefferson,  02 de março de 2017, Filmes O maior problema desse filme é conseguir entendê-lo, E não é porque a trama seja especialmente complexa mas porque a menos que você entenda japonês vai ter dificuldade porque é difícil encontrar uma legendagem que faça perfeito sentido. Eu só fui capaz de apreciar realmente a estória quando eu finalmente alcancei proficiência suficiente em inglês para entender a versão dublada sem precisar de legendas. Até mesmo entre a dublagem em inglês e a legendagem em inglês existem grandes discrepâncias. Logo nos primeiros minutos Bartou comenta com Motoko que ultimamente tem notado muito ruído no cérebro dela. Na dublagem Motoko responde “deve ser um fio solto” e na legendagem “é aquela época do mês”, uma referência jocosa à menstruação, que o corpo ciborgue da Major não tem.
Contornando esse problema GitS é uma peça impressionante de animação, principalmente tendo em mente que tem mais de 20 anos. Nos dias atuais os “efeitos especiais” são claramente antiqüados mas o fato da Major aparecer quase o tempo todo nua no filme (é um corpo ciborgue, mas é uma lataria danada de sexy!) parece bem ousado tanto para 1995 quanto para 2017.
O que não ficou claro mesmo depois de assistir mais de uma vez :
- De onde veio a voz que Bartou e Motoko ouvem no barco;
- Qual o sentido da seqüência que vai dos 33 aos 36m45s do filme;
- O que fez Togusa desconfiar dos visitantes;
- Por que Motoko estava tão obcecada com o Puppet Master que, num ato completamente irracional, provocou danos extensos e incapacitantes ao próprio corpo?
Somente minha segunda questão foi respondida, ainda assim parcialmente, fazendo pesquisa. Dois corpos iguais ao de Motoko aparecem na sequência, reforçando a crise de identidade da Major. E a explicação para isso, tirada dos quadrinhos, é que o corpo da Major, embora militar, foi deliberadamente copiado de um modelo comercial, “popular”, para que não chamasse atenção.
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 Jefferson,  01 de março de 2017, Filmes
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 Jefferson,  26 de fevereiro de 2017, Filmes A única coisa “estranha” em que reparei foi que o doutor, pré feiticeiro supremo, não foi nem de longe retratado como a criatura arrogante e detestável que eu modelei na minha mente da minha leitura de suas estórias nos quadrinhos. Teriam que pegar o Doutor House e acrescentar mais antipatia e egocentrismo. Porém eu entendo que isso não ia funcionar tão bem em um filme quanto nos quadrinhos. Seria preciso mais que duas horas para convencer a audiência de que um House qualquer havia se tornado um poderoso mas humilde defensor da humanidade, sem pegadinhas. Quanto ao resto, foi uma boa introdução do personagem. Não achei um filme memorável, ainda, mas foi agradável assistir.
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 Jefferson,  25 de fevereiro de 2017, Filmes Eu gostei do primeiro Jack Reacher, gosto de Tom Cruise, gosto de Cobie Smulders, mas ainda assim não deu. O filme é um desastre. Perdi a conta dos problemas mas vou tentar enumerar.
- No primeiro filme, Jack Reacher é um ex investigador militar que após dar baixa cortou relações com o exército e com o mundo em geral. Vive uma vida frugal, sem endereço fixo, carro, telefone ou cartão de crédito e viaja só com a roupa do corpo. Se envolve, por motivos pessoais, numa situação muito complicada para ele e para terceiros, num caso de repercussão nacional, mas em nenhum momento pede qualquer ajuda militar. No segundo ele é caracterizado logo nos primeiros minutos como um braço do “Tio Sam” que periodicamente liga para seu oficial de ligação na base onde ele foi comandante. Destruíram o personagem;
- Reacher nunca tinha visto a major antes mas só por causa das conversas ao telefone queria se encontrar com ela? Outra coisa que não se encaixa no personagem;
- Essa onda de politicamente correto de Hollywood é terrível. Todo roteirista agora tem que acrescentar uma mulher “forte” na estória, mesmo que essa estória não convença de jeito nenhum. Uma coisa é o roteirista ter o cuidado de fazer o script passar com folga no Teste de Bechdel mas outra bem diferente é querer colocar uma Lara Croft em todo filme de ação. Não convence. Já é suficientemente difícil fazer o tampinha do Tom Cruise ser realista derrubando sozinho e desarmado meia dúzia de marmanjos;
- A rapidez com que o advogado da major, Coronel Moorcroft, passa de “palerma” a “interessado” somente por ter ouvido um sermão de duas frases de Reacher foi espantosa. Ainda se ele tivesse durado, mas no segundo encontro ele volta rapidamente a se comportar como um palerma;
- Como é que dois civis que sequer estão disfarçados como militares conseguem autorização para entrar em um presídio militar para fazer a transferência de uma major e ninguém, nem mesmo o subordinado da major que está levando os mercenários até ela, questiona isso? Bastava ele ter dito “estou seguindo ordens, Major” para dar maior credibilidade, mas o soldado teve que levar uma dose de taser “na caixa dos peitos” para deixar de ser estúpido;
- A fuga do presídio militar em plena luz do dia ofende minha inteligência;
- Não me interprete mal: eu gosto de ver mulheres atraentes se despindo nos filmes tanto quanto a média dos portadores de cromossomo Y, mas ainda assim achei a cena em que a major tira a camisa quando está sozinha com Reacher completamente gratuita e até absurda.
E esses foram só os primeiros 40 minutos. Ainda não consegui encarar os outros 70.
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 Jefferson,  25 de fevereiro de 2017, Filmes Cuidado! Spoilers!
O filme é rico em detalhes que me mantiveram entretido, começando pela ciência, como o escudo de energia e a falta de gravidade no elevador. Depois veio o drama do primeiro “náufrago”, sua desorientação, seu comportamento ao descobrir sua situação, o pânico no pod que ele achou que tinha consertado e por um breve instante achou que poderia ser seu caixão, o conflito interno a respeito de acordar ou não Aurora[1]. A inteligência artificial do Barman bem ali no limite entre um ser humano de verdade e uma máquina… Eu tinha acabado de comentar com meu amigo José Carneiro como eu não tinha mais humor para drama e preferia ficção científica, mas estava ali me deleitando com a situação dramática do personagem.
O único defeito que posso apontar no momento é o fato de ser um tanto previsível. Ao apresentar Aurora para a audiência como o primeiro rosto humano em que Jim reparava[2] , ficou evidente que o personagem de Jennifer Lawrence não ia entrar em cena, falando e andando, por obra do acaso. Já havia sido estabelecido que “pods não dão defeito” e isso não iria acontecer de novo para acordar, dentre cinco mil pessoas, justamente a única que conhecíamos. Também ficou claro com antecedência (antes mesmo dela acordar, caramba) que ela iria descobrir, que provavelmente iria ser o barman a contar (meu segundo palpite era ela descobrir por logs que ele havia lido sobre ela numa data anterior a ela acordar) e até qual seria sua reação. Eu também sabia, quando Jim estava mandando uma mensagem para a Terra, que o computador iria dar a ele uma má notícia bem grande depois do envio[3]. E quando Jim foi ejetado com um pedaço de cabo ainda preso a sua veste, como seria o seu resgate.
Mas mesmo contando com as imperfeições, valeu cada minuto.
[1] Não consigo citar de cabeça nenhum outro filme onde a sinopse oficial é evidentemente mentirosa, mas que ao descobrir isto você concorda que foi melhor assim;
[2]Oops… não foi o primeiro. O primeiro foi o de um homem aos 20m38s em um pod que ele olhou por dois segundos sem motivo aparente para a trama;
[3] Aliás, é tão sem sentido que o serviço nem deveria existir, para começar. Mas eu entendo que a cena foi exibida para benefício da audiência.
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 Jefferson,  07 de outubro de 2016, Filmes Eu estava querendo ver Midnight Special desde que vi o trailer em fevereiro e não me decepcionei. Durante metade do filme você fica se perguntando o que está havendo, porque os acontecimentos que levaram os personagens a agir como agem vão sendo narrados aos poucos. O ritmo é lento, mas satisfatório para um drama de ficção científica. A trilha sonora é boa, assim como os atores, incluindo o garoto. E a direção embora não seja um primor não me incomodou, o que já é muito bom considerando os últimos filmes que assisti. A única coisa que não entendi no roteiro foi como alguém que tem sua foto de procurado na TV não pensa em pelo menos cortar o cabelo.
Não adianta tentar explicar. Se gosta de ficção científica dramática, sem vilões [1] ou maniqueísmo de qualquer tipo mas um monte de perguntas sem resposta, dê uma chance a Midnight Special.
[1] mesmo quando parece haver, não há de fato. O que me surpreendeu positivamente.
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 Jefferson,  07 de outubro de 2016, Filmes Mas não deu.
A expectativa era elevada. Afinal decidiram fazer de conta que o segundo filme não existiu e não dava para fazer algo pior que Into The Darkness, certo?
Certo?
Aummmmm…
Por onde começo?
- O filme tenta demais ser engraçado e exagera. O encontro de Kirk com os Teenaxi e o de Scott com Jayla são exemplos embaraçosos disso;
- Eu entendo que apreciar um filme de ficção científica pode requerer altas doses de suspensão de descrença. Estou pronto para aceitar a gravidade artificial (porque é necessário para não engessar a maioria das tramas), que do espaço os sensores da Enterprise possam dizer ser há vida no planeta e onde e até localizar com precisão de metros um objeto minimamente radioativo (seguro para humanos) do tamanho de um ovo de codorna. Mas eu não acho que isso autorize o roteirista a me tratar como idiota e exigir que eu ignore tanto, tantas vezes e desnecessariamente os princípios fundamentais da física. Principalmente aqueles que um ser humano não pode ignorar se quiser viver. Eles nem tentam dizer que as naves, os salva-vidas e até os torpedos da enterprise são feitos de um tipo especial de borracha espacial capaz de anular os efeitos da inércia. Eles querem que eu veja gente saindo ilesa dos impactos sem que isso me distraia. Pior que isso é não haver consistência: Scott pode se salvar da queda de dezenas de quilômetros desde o espaço até a superfície do planeta dentro de um torpedo adaptado às pressas, mas aqueles últimos 200 metros de queda é que o teriam matado, né? Acho que “passar do chão” é o que mata no universo desse pessoal;
- Não podemos esquecer os drones minúsculos que tem sua própria atmosfera e que podem abrir uma porta para o espaço sem sufocar Bones e Spock. Duas vezes!
- O alto comando da federação é retratado como palerma. O quê? uma fêmea de uma espécie desconhecida chega pedindo ajuda que requer atravessar uma perigosa nebula que vai bloquear comunicações e ingressar em território nunca mapeado e o que fazem? Claro! Agora mesmo! Vamos mandar nossa melhor nave! E com a tripulação completa!
- Kirk é retratado como um palerma. Ao chegar nas vizinhanças de um planeta desconhecido eles são recebidos por uma força desconhecida. O que um comandante da frota estelar (aquela organização que supostamente é não-militar e atua como força de paz interestelar) deveria fazer? Recuar imediatamente, certo? O que Kirk faz? Ataca com tudo o que tem o que bem poderia ser (e de certa forma era mesmo) a força de defesa do planeta. Macacos me mordam, eu fiquei pensando na cadeira: recue, recue, RECUE! (eu estava ainda acreditando na seriedade do roteirista) E Kirk só tentou fazer isso quando percebeu que não era o maior cachorro naquela briga e não tinha mais como;
- Kirk tem uma idéia insana para fugir do planeta. Ele testa primeiro com a tripulação não essencial a salvo em algum lugar, já que o teletransporte está funcionando e o inimigo já está saindo do planeta mesmo? Claro que não. O filme só fica emocionante se você testar suas idéias insanas com toda a tripulação dentro da nave!
- Se você é obrigado a atravessar uma nebula é porque ela é tão enormemente larga que mesmo a velocidade de warp contorná-la levaria tempo demais. Mas no final do filme o diretor dá a impressão de que a estação Yorktown foi construída bem pertinho da nebula, o que seria algo bastante questionável do ponto de vista da segurança de todos os que vivem ali. O espaço é enorme! Onde será que devemos construir nossa imensa estação espacial e entulhar com milhões de civis? Bem do lado dessa imensa parede cujo outro lado não podemos ver e nossos sensores não alcançam, claro!
- Mas que “arma suprema” idiota…
- E que vilão sem graça é esse, gente!? Tragam Khan de volta!
Assistir de novo a um episódio qualquer de Enterprise é um uso muito melhor do meu tempo que ver esse filme. E olha que eu assisti a Star Trek 2009 umas cinco vezes e apreciei todas elas.
O que se salva no filme? A cena em que Bones e Spock discutem sobre o colar de Uhura.
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 Jefferson,  02 de outubro de 2016, Filmes Eu estava animado para ver o filme depois de ter visto o trailer, mas acabei severamente decepcionado.
Independence Day: Resurgence é mal interpretado, mal dirigido e mal editado. Os atores mais jovens que escolheram para o filme são muito fracos e os veteranos poderiam ter feito melhor se a direção fosse competente. A edição parece a de Expendables 3, com mudanças abruptas que dão a impressão de que havia mais alguma cena ali que foi arrancada na marra antes do filme ficar pronto. Aliás, o filme parece muito curto para a quantidade de informação que tentaram enfiar nele.
E até para um filme de ficção científica o filme tem situações absurdas demais, que começam já nos primeiros minutos quando a arma gigantesca começa a desabar em direção ao centro de comando cheio de militares na lua e o que o comandante ordena? Que todos os rebocadores, justamente os únicos em posição de evitar ou desviar a queda, se afastem.
Se os rebocadores fossem pilotados por civis eu até entenderia. Mas pilotados por pilotos militares?
Eu não vou gastar muito tempo falando mal do filme porque há pouco que eu possa acrescentar ao massacre da crítica.
Eu assisti até o fim porque a premissa era interessante e criou um bom gancho para uma terceira parte. Mas este filme é completamente descartável.
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 Jefferson,  03 de julho de 2016, Filmes, OpiniãoImpopular São tantos os problemas com o filme que dá para rodar um documentário apenas sobre o estado de espírito que leva roteirista e diretor a produzir uma bagunça dessas tendo 250 milhões de dólares de orçamento. Desta vez eu estou do lado da crítica. O filme é muito fraco. Falhas no roteiro e na direção, pieguice, merchandising óbvio demais… Tinha muita coisa me distraindo para eu conseguir ficar entretido.
E olha que eu não tinha nada contra o diretor Zack Snyder. Gostei de 300, Watchmen, Man of Steel e até de Sucker Punch!.
Spoilers abundantes a seguir. Estou escrevendo para quem já viu, não pretende ver ou não se importa. Eu assisti apenas à versão Ultimate, que tem três horas de duração, por isso você pode não ter visto partes do que estou reclamando. E vou escrever em formato de lista para ficar mais organizado.
- Eu não gostei do filme começar com um sonho. A coisa não pode terminar bem se nos primeiros cinco minutos do filme você está questionando a sanidade do roteiro.
- Em seguida eu passei os próximos minutos incomodado com a chegada de Bruce Wayne a Metropolis. Como é que você consegue entrar de carro em uma zona densamente povoada, em horário de expediente, que acaba de virar uma zona de guerra? Normalmente o trânsito fica absolutamente caótico (para não dizer completamente travado) numa situação dessas mas as ruas estavam livres. Parecia um passeio de domingo. Eu só entendi a razão disso por ter visto antes o comercial do Jeep Renegade. Criaram uma situação absurda só para promover o carro que Bruce Wayne dirigia (porque merchandising de bat-móvel ou bat-cóptero certamente não paga tão bem). Depois veio a pieguice extrema: das ruínas do prédio da Wayne Financial que acabou de desabar saem calmamente uma professora com seus estudantes, há o resgate de menininha e de um indivíduo que “só” perdeu as pernas.
- 18 meses depois, ninguém se preocupou em determinar que a zona de destroços ao redor de uma das World Machines no Oceano Índico deveria ser uma zona de exclusão. Você vê placas de “Warning” ao redor da máquina e dois grandes navios ao longe, mas o fato do raso não estar patrulhado e dois nativos em um bote com motor de popa poderem remover um destroço com um mergulho sem equipamento é ridículo. Seria muito mais digna de crédito uma equipe patrocinada por Luthor de mergulho em profundidade chegando ao local furtivamente em um mini-submarino com uma tecnologia “stealth” que parecesse uma baleia para qualquer sonar que por acaso o captasse.

- Eu não notei na primeira passada, mas aparentemente até o momento em que um refrigerante é passado para a mão de Jimmy Olsen é merchadising da versão africana da Coca Cola.
- Sim, Jimmy Olsen estava no filme e morreu nos 15 primeiros minutos. Eu não dei muita bola para isso (e olha que dei mais importância que todos os outros personagens do filme juntos), mas o roteirista certamente ou é muito corajoso ou escreve cheirando alguma coisa forte!
- Sabe aquela cena com a senadora na mansão de Lex? Em vez dela manter uma distância segura e respeitosa (inclusive para sua posição como senadora e líder de comissão) ela chegou tão perto que houve um momento em que achei que iam se beijar! E por falar nisso, Holly Hunter está uma coroa muito jeitosa…
- Não é explicado no filme como eles mostram a um senador que tinham acesso ao corpo do general Zod antes de ter pedido permissão ao mesmo senador para ter acesso ao corpo do general Zod.
- A propósito, o vozeirão do cientista nessa cena é desconcertante. Parece que o filme começou a ser narrado ou ligaram a TV.
- E aquela bala? Então Lex financia um grupo paramilitar que vai dar ajuda a um ditador africano com o intuito de armar uma cilada para o Superman e arma esse grupo com projéteis experimentais que não podem ser comprados em lugar algum do mundo e que podem conectá-los a ele? E os mesmos projéteis são usados não em assassinatos especiais, não numa tentativa de ferir o Superman, mas em mortes a esmo? E usadas no local onde você quer incriminar um semideus que tem super-visão e super-audição ao mesmo tempo que enrola o país que tem a maior força militar e serviço de espionagem do planeta? E dá certo?!
- Toda a estória sobre criminosos marcados com a marca do Batman serem marcados para morrer na prisão (!?) não faz sentido e o fato dos repórteres não notarem que não faz sentido e fazerem coro de que com isso Batman está fazendo o papel de “juiz, júri e executor” faz menos sentido ainda!
- O que Batman tem contra Superman já é questionável, mas o que Superman tem contra Batman é pura idiotice de estória em quadrinhos ruim. Então o traficante de seres humanos que Batman mandou para a prisão foi morto lá. Quem se importa além da esposa do bandido e o Superman? Mais tarde Superman intervém na caçada de Batman para avisar que está de olho nele e deixa os bandidos que Batman está caçando, armados com metralhadoras de alto calibre e lança-foguetes, irem embora? Lex Luthor mandou junto com as cartas anônimas pó de kriptonita para o Superman cheirar?
- É desconcertante ver uma produção multimilionária usar tradução automática para gerar o texto no caixote que sai do barco “White Portuguese”. Em vez de “ESTE LADO PARA CIMA” está escrito “ESTE LADO ATÉ”, uma tradução ridícula (até o Google Translator sabe o certo!) para o português de “THIS SIDE UP”. No mesmo filme em que portugueses não sabem português em Metropolis, uma pichação em um prédio abandonado de Gotham diz em latim correto: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?“, que tem tudo a ver com o filme. Por essa e outras razões é frustrante ver como a direção deixou escapar raspando a chance de fazer um filme impecável.

 à direita: “Quis Custodiet Ipsos Custodes?” / “Who Watches The Watchmen?” / “Quem vigia os vigilantes?”
- Eu até entendo que o “super escoteiro” seja manipulado por Luthor, mas é inaceitável ver o Batman, retratado nos quadrinhos não como um “super-herói”, mas como o maior detetive do planeta e grande estrategista, tenha caído na manipulação das cartas anônimas de Luthor. Lex é um rival à altura de Batman. Isso é indiscutível. Mas apenas tolos se deixam induzir por cartas anônimas e Bruce Wayne tem os recursos para rastrear quem as envia e, diante da impossibilidade de fazê-lo mesmo com todos os seus recursos, perceber que está lidando com alguém possivelmente muito perigoso. Como é que um pato desses pode formar, participar e pior: liderar a Liga da Justiça? Tiraram do personagem nesse filme as duas únicas capacidades que o tornam valioso para a Liga! Note que o filme mostra uma versão de meia idade do Batman, depois de perder a Mansão Wayne e da morte de Robin. Os erros que o personagem podia cometer por inexperiência estão enterrados em algum lugar no passado. Ou pelo menos, deveriam.
- A coreografia da luta entre Batman e os soldados de Superman é simplesmente ridícula. Dói nos meus olhos ver algo assim em uma superprodução. Mas vou dar um desconto por ter sido um sonho. Se bem que um sonho deveria ser ainda mais phodástico que a realidade…
- Pelo menos a coreografia de luta no armazém foi menos idiota.
- Eu espero sinceramente que o ato de colocar cenas do sonho de um personagem nos trailers do filme seja banido de Hollywood. Como se não bastasse o hábito já generalizado de modificar o contexto no trailer de forma a fazer o filme parecer mais interessante do que é, agora pode colocar sonhos? O céu é o limite para trapacear com a audiência então.
- O que fez Batman concluir que aquela foto é da “misteriosa ladra”? 100 anos atrás, poderia muito bem ser sua avó. Talvez seja minha dificuldade para distinguir rostos, mas acho que ela mal se parece com a pessoa da foto.
- Cara, como eu acho irritantes esses gestos de encarar o oponente primeiro de cabeça baixa e depois levantá-la lentamente…
- E Lois que precisa que o Planeta Diário publique uma manchete para alertar o Superman sobre o plano de Luthor? Ok, eu imagino que não haja espaço para esconder um telefone debaixo daquela capa, mas como publicar uma manchete em um jornal vai ser mais rápido do que tentar falar diretamente com o próprio namorado?
- Toda a idéia de que alguém como Superman poderia ser cúmplice da explosão no capitólio, mesmo após determinar que a explosão havia sido causada por um indivíduo que o odiava (embora isso não seja realmente necessário) requer uma estupidez criminosa, indigna de alguém em posição de autoridade. O que me lembra o governo astronomicamente estúpido de “Transformers: Dark of the Moon“. E, claro, depende de uma imprensa astronomicamente estúpida com a que acusa Batman.
- A cena do combate com Batman começou bem, com Superman tentando explicar que eles estavam sendo manipulados, mas só bastou um golpe de Batman para Superman perder as estribeiras e ficar mudo? Eu só tive uma dúzia de aulas de kung fu mas fui capaz de aprender com meu professor que você não aprende a lutar para ganhar a briga, mas para ter a confiança necessária para dificilmente entrar em uma (e esse é um tema de Man of Steel). Como um ser tão poderoso, adulto, criado por pessoas que tem a cabeça no lugar, perde o controle da situação tão fácil? A razão original para o combate entre Batman e Superman como escrito por Frank Miller em O Cavaleiro das Trevas não é genial (o super lacaio recebe ordens do presidente dos EUA para conter Batman, porque seu sucesso está sendo um embaraço para o governo federal) mas é muito mais verossímil. Por outro lado, esse comportamento imaturo faz Batman e até Luthor terem razão ao vê-lo como uma ameaça. Se a intenção do filme era retratar Superman assim, então o diretor acertou.
- E que estória é essa do Superman chamar Batman de “Bruce” e Luthor de “Lex”? De onde veio essa intimidade no filme?
- “Salve Martha?” Superman chama a mãe de “Martha”? Isso provavelmente tem laços com a intimidade estranha de “Bruce” e “Lex” e deve fazer sentido na cabeça de algum dos roteiristas, mas não na minha.
- A idéia idiota de que Batman teria mas chances de salvar Martha Kent do que Superman, ou os dois juntos, quase me fez dar pausa e ir me ocupar com algo mais inteligente.
- Eu ainda não estou bem certo de que a idéia de atrair o Apocalipse de uma ilha certamente desabitada de Metropolis para uma área supostamente desabitada de Gotham e torcer para estar vivo até o momento de achar a lança de kriptonita em vez de ir a Gotham primeiro pegar a arma e traçar um plano, tenha sido uma idéia digna de um estrategista como Batman. E se não fosse a chegada inesperada da Mulher Maravilha ele realmente teria virado churrasquinho.
- Batman diz que o porto está abandonado segundos depois de vermos os silos explodirem como se estivessem cheios de combustível. Como se explica abandonar combustível (erro 1) em um tanque que não tem manutenção (erro monumental 2)?
Se o filme tivesse sido dividido em duas partes e a segunda tivesse começado na luta com Apocalipse, eu poderia ter gostado da segunda.
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Concordo plenamente; eu normalmente assisto pela diversão, sem prestar tanta atenção a detalhes, como todo bom cinéfilo faz, mas esse filme é daqueles que fica tudo meio sem pé nem cabeça.
Tanto é que existem vários canais de filmes no youtube que fizeram um vídeo de crítica, e a maioria incluiu uma explicação do final, ou fez um segundo vídeo somente com a explicação.
E eu pensei que já tinha visto muita doideira
em Interestelar rs.
Mas, o comandante militar, o general lá do final também tinha o “poder” ele podia ver o futuro/passado/presente ele sabia o que estava acontecendo. Estava já esperando ela.
Não, ele não tinha. Esse é o problema. Depois de mostrar o telefone a Louise o general diz: “Eu não digo que saiba como sua mente funciona, mas eu acredito que era importante para você ver aquilo”. Se ele tivesse o poder, ele saberia.
Eu não sei o que dizem as legendas em português, mas no diálogo original não há qualquer dica de que alguém mais tenha o poder além de Louise.
O lider chines estava esperando a doutora sim, isso é explicitamente dito no filme… E mesmo sem entender muito bem porque, ele SABIAque tinha que passar para ela o numero do telefone dele e ditar o que ela deveria dizer para ele no passado para que ele interrompesse o ataque aos aliens.
Mais uma coisa: voce disse que os aliens deveriam ter chegado aqui falando ingles e que por nao terem feito isso a “colaboração” quase deu muito errado justamente por um problema de comunicação. ERRADO! Como para eles o tempo é nao-linear, é obvio que os aliens ja sabiam que nao daria errado. Simples.
Na verdade, eu considero o roteiro muito bem arrumadinho e tudo é muito bem explicadinho para quem presta atencao (e, claro, assume que o tempo pode ser nao-linear).
E quem aqui disse que não estava?
Nada diferente do que eu disse.
Isso “explica, mas não justifica”. Isso aí serve como desculpa para literalmente qualquer coisa! Até o ato mais estúpido, logo é um dispositivo de narração que deveria ser usado com extremo cuidado e do jeito que foi usado eu não aceito.
Toda a historia do filme Arrival é crucialmente baseada na premissa que os humanos TEM que aprender a linguagem dos aliens, para poder evoluir como raça. A linguagem é a chave de tudo, é o “gift” dos aliens para os humanos!
POR ISSO eles forçam os humanos a aprender a linguagem, e de forma colaborativa (g*vernos distintos precisam trabalhar em conjunto). E é preciso concordar que essa forma de aprender a linguagem traz um resultado bem diferente do que seria chegar na Terra e anunciar: “voces tem que aprender a linguagem”.
Alem disso, trata-e da linguagem universal que “todos” falam, os humanos na Terra é que sao diferentes.
Na verdade entender o filme começa por compreender que a linguagem universal tem que ser aprendida. Como é explicado pelos personagens (a hipotese de Sapir-Whorf), a linguagem que voce fala afeta a forma como voce pensa, como voce raciocina, enfim afeta a forma como o seu cerebro funciona. Ao aprender uma nova linguagem, voce passa a pensar de forma diferente.
O ponto do filme é esse: ao aprender a linguagem dos aliens, o cerebro dos humanos começa a funcionar de forma diferente e passa a perceber o tempo nao mais de uma forma linear. Entao essa linguagem é o “gift” (presente) que os aliens vieram trazer para a humanidade poder evoluir e vir a ajudar os proprios aliens no futuro.
Ao aprender a linguagem, o cerebro da doutora Louise (que ja era mais evoluido) se liberta das amarras de so conseguir enxergar o tempo como algo linear… Aí ela consegue dizer hoje ao lider chines algo que foi ele mesmo quem disse a ela no futuro e talz, ou seja, acontecimentos encadeados de forma totalmente nao-linear… É isso!
(por sinal, Ryan, prazer reencontrar vosso site, ha anos atras eu ate era registrado, para acompanhar os papos de software para os processadores Mediatek usados pela Pioneer e outros para, entre outras coisas, implementar a reproducao de midia digital (AVI, MPEG, etc.), controlar o uso de legendas e etc. Bons tempos.
Correto e não disse nada que se oponha a isso.
Correto. Cientificamente absurdo mas correto e aceitável em uma obra de sci-fi.
Já faz tanto tempo que parece que foi em outra vida…
oops… cometi um erro de citação lá em cima que vou apagar. O correto é:
Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.
Rubens:
> Alem disso, trata-se da linguagem universal que
> “todos” falam, os humanos na Terra é que sao
> diferentes.
Jefferson:
> Por favor cite a parte do filme que deixa isso claro.
Tem razao, no filme a unica parte que toca nisso é o titulo do livro da Dra. Louise (algo como “The Universal Language”).
Obrigado por esclarecer. Eu nem lambrava mais do título do livor. A única coisa que ficou fixa na minha mente é o que está escrito na segunda página: “Traduzindo Heptapod”
Mais uma coisa, o lider chines diz a Dra. Louise que ele nao sabe exatamente porque, mas ele “sente” que TEM QUE DAR o numero do celular pessoal dele para ela… POR ISSO ele precisava encontra-la naquela noite… A mente dele nao funcionava tao bem quanto a de Louise (provavelmente porque ela aprendeu muito mais a linguagem do que lideres do planeta), mas ele sabia que “algo” o impulsionava a fazer aquilo…
E quem, aqui, discorda disso?
Vou tentar explicar meu problema com o filme de outra maneira.
Este parece se basear em duas premissas mutuamente exclusivas
a)Você não pode ou não deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
Exemplos:
1)Os aliens sequer tentam se comunicar em uma língua terrestre. Um simples “vocês precisam aprender nossa linguagem”, repetido incessantemente, já me satisfaria.
2)Os aliens não impedem a explosão, mesmo às custas da vida de um deles.
b)Você pode e deve usar informação do futuro não imediato para alterar o futuro imediato
Exemplos:
1)Louise detém o ataque chinês com 30 segundos de conversa
2)Basicamente, o resto do que Louise faz.
Correção: A conversa onde “um total estranho que pode ser um inimigo tentando obter vantagem” convence por telefone um comandante militar chinês a cancelar um ataque iminente leva exatos 55 segundos no filme.
Quanto à questao da Louise convencer o general chines “tao rapido”, isso nao é realmente um argumento. A gente nao fica sabendo exatamente o que ela conversou com o general, nem quanto tempo isso demorou… Durou 55 segundos no filme, mas voce nao sabe quanto tempo durou “na vida real” (dos personagens)… Em comparacao, os papos com os aliens demoraram meses, entretanto na tela se passam apenas alguns minutos tambem.
Ela pode primeiro ter se apresentado a ele, dito que era a interprete americana com os aliens, explicado o que descobriu… tudo recheado com as exatas palavras que a esposa do general disse a ele ao morrer (palavras essas que o proprio general dita a Louise no futuro). E para a bela narrativa do filme, basta apenas a gente saber que o principal foram as palavras da esposa do general em seu leito de morte…
Por ultimo, que nao se perca a perspectiva que algo a nivel MUITO pessoal impacta muito mais emocionalmente uma pessoa do que ate argumentos logicos… Falar sobre o momento da morte da esposa, pode muito bem ter impactado e dito muito mais ao general sobre o momento que a humanidade estava passando, fazendo-o parar para refletir melhor aquele momento, do que qualquer discussao estritamente militar sobre vida-e-morte, atacar ou nao atacar…
Sao possibilidades reais, que talvez so quem ja passou pela perda de alguem que amava demais é capaz de entender com melhor clareza… Esse ponto do filme nao é logica, e sim de emocao.
Eu desisto de tentar argumentar com você. Sua percepção do que deve ou não fazer parte do script é muito diferente da minha.
Nao entendi de onde voce tirou essa premissa “a)”… Nao fica claro em nenhum momento do filme que “voce *NAO* pode/deve usar informacao do futuro nao imediato para alterar o futuro imediato”… Isso me parece ser por uma escolha dos aliens, e nao porque “nao pode”… Do mesmo modo que as autoridades/militares americanos nao querem atacar os aliens (nao porque “nao pode”, mas por uma escolha, ainda que baseada no medo do tamanho da retaliacao).
[nota: antes que alguem argumente que os aliens foram atacados, no filme fica claro que se tratou da acao isolada de alguns soldados que estavam “assistindo televisao demais”, nao existiu uma ordem superior para que aquele explosivo fosse colocado na nave…]
Eu demonstro a validade da premissa com meus exemplos. Se a premissa é falsa, como você argumenta, e os aliens tem “free will” e assim podem escolher seu destino, as atitudes dos aliens não fazem sentido para a trama. Para as atitudes fazerem sentido para a trama, minha premissa precisa ser verdadeira.
Na vida real você pode ter toda sorte de personagens agindo irracionalmente, mas em uma obra de ficção tudo tem que fazer sentido para a trama. Se o comportamento faz sentido do ponto de vista dos aliens, isso tem que ser explicado em algum lugar da trama. Dizer “isso foi uma escolha do personagem” sem que isso esteja na trama é “hand waving”.
Imagine uma batalha entre humanos e aliens. No clímax, quando tudo parece perdido para os humanos, de repente os aliens se rendem. Aí os humanos comemoram mas ninguém explica porque os aliens se renderam e o filme termina sem essa explicação.
Dá para dizer que do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.
Oops, minha última frase saiu incompleta. O correto é isto:
Dá para dizer que não há nenhum problema com o filme porque do ponto de vista dos aliens a batalha estava perdida? Não, porque não foi explicado no filme.
Bom, neste caso filmes como 2001 (e isso apenas para ficar no terreno sci-fi) devem ser uma completa bleosta em sua opiniao, ja que em suas premissas, filme que nao é bem explicadinho e bem mastigadinho, inclusive nos detalhes que nem importam, assim como filmes que preferem deixar alguma coisa para o proprio espectador imaginar e depois discutir, nao prestam…
Voce nao quer um filme para pensar, quer filmes que pensem por voce (e entreguem um resultado todo mastigado)… (bom, pelo menos voce afirmou que nao gosta quando o roteiro nao explica um detalhezinho).
Nao vou dizer que eu gosto de finais totalmente abertos (o de Arrived nao é), nisso nós dois concordamos… Mas IMHO Arrived explicou ate demais, o diretor optou por mastigar mais do que o necessario para minimamente fazer o espectador entender o filme… Tá de bom tamanho.
Rubens, usar argumentos especulativos a respeito do filme já estava bastante ruim. Agora você está especulando a meu respeito
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Novamente engoli parte do texto. A primeira frase deveria ter saído assim:
…usar argumentos especulativos para afirmar que estou errado a respeito do filme já estava bastante ruim.
Rubens, não perca seu tempo. Todos os seus comentários estão sendo deletados automaticamente pelo sistema e mesmo que você passe pelo filtro, deletarei o comentário sem lê-lo.
Não é uma questão de “vencer” ou “perder”. Eu estava farto do comportamento grosseiro.