Como usar um GPS externo bluetooth no Android.

Isso não é nenhuma novidade, mas como eu publiquei um post sobre como montar um GPS bluetooth, é natural que eu escreva sobre isto para completar a explicação.

Desde versões bem antigas todo aparelho Android tem a capacidade de usar “mock locations”, que é uma “falsificação” das coordenadas de localização.

O fato é que qualquer app também pode pegar coordenadas “reais” via bluetooth e disponibilizar como se fosse um GPS interno do aparelho.

Você precisa apenas de duas coisas:

  • Habilitar Mock Locations no Android – A opção sempre está sob “Developer Options” mas a maneira exata de chegar a esse menu depende da versão do Android. Versões mais antigas deixavam isso bem à vista do usuário, mas nas versões recentes esse menu pode estar oculto e será necessário um certo ritual para evocá-lo. Verifique como se chega às “Opções de Desenvolvedor” na sua versão;
  • Instalar uma app que crie um GPS Provider via Bluetooth – Eu estou usando uma com o nome espantosamente original “Bluetooth GPS“, porque foi a que mais me agradou, mas existem outras.
android_BuildNumber_ryan.com.br

Em versões recentes do Android Developer Options é um menu secreto que pode ser habilitado tocando várias vezes seguidas em “build number”.

allow_mock_locations_ryan.com.br

Com o GPS bluetooth em operação eu posso até desligar o acesso aos serviços de localização do Android, que apps com o Waze continuam funcionando.

android_location_disabled_ryan.com.br

Mesmo com “Location” desabilitado, os “mock providers” continuam funcionando.

Não encontrei em lugar algum a informação de que o uso de mock locations desativa automaticamente o GPS interno então, para me certificar de que não estou gastando bateria sem necessidade com um GPS que não funciona mesmo, eu desativo os serviços de localização ao entrar no carro e habilitar o GPS bluetooth. [18/09/2016] Se você usa o serviço de localização para rastrear onde seu celular (você) esteve e em que horários, não faça isso. A localização não aceita as coordenadas vindas de “mock locations”.

A app "Bluetooth GPS" enquanto ainda não está recebendo as strings NMEA.

A app “Bluetooth GPS” enquanto ainda não está recebendo as strings NMEA do GPS.

Uma reclamação

Uma coisa que me incomoda há anos é a inexistência de uma app GPS Wi-Fi. Eu estou sempre com o Wi-Fi habilitado e sempre com o bluetooth desligado, mas agora sempre que entro no carro tenho que habilitar o BT e lembrar de desabilitá-lo ao sair (BT costuma consumir muita bateria). Além disso, bluetooth só permite uma conexão por vez. Um “Wi-Fi GPS provider” resolveria todos esses problemas. Eu ainda estou engatinhando na programação para Android mas esse é um dos projetos que vou atacar assim que tiver o conhecimento suficiente.

O mais próximo que cheguei de encontrar uma app pronta com essa funcionalidade é a dupla GPS Tether Server e GPS Tether Client, mas o cliente é feito para conversar com o server do mesmo desenvolvedor  apenas.

2 comentários
  • Cláudio - 1 Comentário

    Bom dia colega,há restrições para esse procedimento quando é utilizado um gps da garmin, pois sempre dá mensagem de erro quando tento fazer esse procedimento.

  • gian - 1 Comentário

    bom dia amigo, qual o gps externo que vc indica para fazer esse procedimento ?

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Como montar um GPS bluetooth a partir de módulos.

Eu fui obrigado a montar um desses para mim por causa do GPS lixo do Samsung Galaxy E5.

A coisa é espantosamente simples quando você tem as peças. Você precisa basicamente de:

  • Um módulo GPS com interface serial TTL;
  • Um módulo bluetooth com interface serial TTL;

Outra forma de especificar é que os dois sejam “compatíveis com Arduino”, já que muito vendedor não sabe o que é “serial TTL”.

Como eletricamente os dois são compatíveis e geralmente essas duas classes de módulo vem programadas de fábrica com os parâmetros 9600,8N1, basta ligar a saída do GPS à entrada do módulo bluetooth para ter um módulo bluetooth GPS. Na foto abaixo, a gambiarra que fiz para colocar no porta objetos do meu UNO:

GPS_bluetooth_modular_DSC01160_ryan.com.br

Parece ter muito fio aí mas na verdade não. O módulo GPS tem dois fios que não são necessários e você não precisa realmente usar o RX do GPS, que só é usado para reconfigurar o módulo. A coisa então se resume a alimentar os dois módulos com 5V e conectar o fio TX do GPS ao RX do BT. Mais nada além disso.

No meu carro eu já tenho vários jacks de 5V padrão USB prontos para esse tipo de coisa. Somente o módulo GPS precisa ficar visível pois precisa “ver” o céu.  Esse da v.kel não precisa sempre disso pois consigo o fix mesmo antes de sair da garagem (como todo bom GPS ele consegue captar “reflexões”), mas é melhor não complicar sem necessidade. Eu gosto de ter o módulo bluetooth visível porque o LED azul dele me mostra quando a conexão com o celular está funcionando (fica aceso, sem piscar), mas não é realmente necessário.

Isso é compatível com qualquer aparelho Android que tenha bluetooth. Você recebe as coordenadas GPS habilitando “Mock Locations” e instalando uma app qualquer que repasse as coordenadas recebidas via bluetooth para o formato esperado pelo Android.

O módulo GPS

O utilizado na foto é um V.KEL VK16U6

GPS_module_VK16U6_DSC00712_3_automalabs.com.br

Mas pode ser outro, como o Skylab SKM53 (eu tenho ambos).

GPS_Skylab_SKM53_IMG_1166_640_automalabs.com.br

O módulo bluetooth

Sobre esse eu já falei aqui um outro dia. O usado no meu projeto é uma versão mais simples que só tem 4 pinos, mas funcionalmente dá no mesmo. Você vai usar o modelo slave, que por sorte também é o mais comum e barato.

Como um módulo bluetooth slave só pode se conectar com um master de cada vez, se você quiser que as coordenadas GPS fiquem disponíveis para mais de um aparelho ao mesmo tempo precisa adicionar mais módulos bluetooth. Todos eles com o RX ligado ao mesmo TX do GPS. Eu não testei essa configuração, mas não deve dar problema algum.

Nessa situação você vai querer mudar o nome com que os módulos se apresentam para poder diferenciá-los. O procedimento exato para isso depende do módulo mas é sempre programado via interface serial TTL com comandos AT.

Este post está em rascunho. Se tiverem alguma dúvida razoável (se esforcem antes), falem, que esclarecerei melhor. Mas o tema “como isso funciona no Android” já foi explicado em outro post.

11 comentários
  • Claudio - 87 Comentários

    Excelente dica! Eu tenho um modulo bluetooth/serial desses pegando poeira, brinquei um pouco com o Arduino mas deixei de lado, mais por culpa do terrivel stack bluetotth no Windows. Essa sugestao de aplicacao e’ excelente, e permite usar apps de navegacao com um iPad WiFi, que nao tenm GPS proprio :)

  • Adriano - 3 Comentários

    Eu gostaria de fazer o mesmo usando dois componentes de arduino:
    GPS: https://www.adafruit.com/products/746
    Bluetooth: http://www.filipeflop.com/pd-b4742-modulo-bluetooth-rs232-hc-05.html

    Pelo que entendi, daria pra eu ligar os dois diretos sem usar uma motherboard Arduino. Correto?

    Mas não entendi como seria a ligação dos fios, principalmente como alimentar com uma bateria de 9V. Tem como você passar mais instruções sobre isso?

    Obrigado!

    • Jefferson - 6.623 Comentários

      Pelo que entendi, daria pra eu ligar os dois diretos sem usar uma motherboard Arduino. Correto?

      É exatamente o que explico no texto.

      Mas não entendi como seria a ligação dos fios,

      Que parte de “A coisa então se resume a alimentar os dois módulos com 5V e conectar o fio TX do GPS ao RX do BT. Mais nada além disso.” você não entendeu?

      principalmente como alimentar com uma bateria de 9V.

      Alimentar dispositivos que operam com uma tensão específica X com uma tensão arbitrária Y foge ao escopo do meu texto e da minha intenção ao escrevê-lo.

      • Adriano - 3 Comentários

        Jefferson, tirando a parte da alimentação, minha dúvida maior está sendo a seguinte: não sei seu módulo bluetooth, mas o meu trabalha com nível de sinal (RX e TX) de 3,3V. Pra ligar o TX e RX no Arduino (5V), é preciso usar um divisor de tensão (dois resistores) ou um conversor lógico 3,3-5V.

        Ao eliminar o Arduino, eu teria que usar esse divisor do mesmo jeito?

        Ou o GPS vai emitir pelo TX um sinal de 3,3V? Não encontrei esse tipo de informação e estou com medo de queimar o bluetooth ligando diretamente.

        • Jefferson - 6.623 Comentários

          A tensão de TX no módulo GPS depende inteiramente do projeto do fabricante. Pode ser 5V ou 3.3V. Mesmo que seja 5V, se o RX do seu módulo bluetooth for tolerante a 5V (muitos são ou porque o chip é ou porque o fabricante colocou um zener de 3.3V limitando a tensão na entrada) não haverá qualquer problema.

          Mas para saber qual a tensão de I/O do seu módulo GPS você vai ter que medir.

          • Adriano - 3 Comentários

            Acabei de pesquisar e entender melhor o que é TX e RX, e sim, os dois módulos são compatíveis pois achei essa informação no datasheet do GPS:

            TX – the pin that transmits data from the GPS module to your microcontroller or computer. It is
            3.3V logic level. Data comes out at 9600 baud by default

            Essa era minha dúvida. Não tinha entendido bem essa comunicação entre TX e RX e o bluetooth aceita apenas 3,3V no RX, mas sem problemas nesse caso.

            Obrigado!

  • Adriana Eremita - 2 Comentários

    A minha dúvida é em relação a leitura. Como o meu android receberá essas coordenadas encaminhadas pelo Gps. Se será via sms, ou como!

    • Jefferson - 6.623 Comentários

      Você leu mesmo o meu texto? Sua dúvida está escrita da mesma forma que alguém que só leu o título escreveria.

      • Adriana Eremita - 2 Comentários

        Sim eu li, mas em relação a como o android recebe as coordenadas não ficou muito claro para mim. Eu entendi que o android recebe as coordenadas pelo “Mock Locations”, porém quero saber como essas coordenadas são encaminhadas. Simplesmente pelo Gps esta acoplado a um bluetooth, e a comunicação do bluetooth no smartphone e com “Mock Locations” ativado, já faz leitura das coordenadas? Se der para tirar essas dúvida, sem ignorância, fico muito agradecida! Se não tiver como me ajudar, também não tem problema, procuro outro alguém que saiba me responder! :D

        • Jefferson - 6.623 Comentários

          Não, você certamente não leu, ou tem um grande problema para resolver (espero que seja no seu navegador) que a impede de ver o que está escrito. No mesmo parágrafo onde falo sobre mock locations eu menciono “app”. E no final do texto há um gigantesco link, de quase meia linha, apontando para outro texto com a explicação detalhada.

          Eu acho extremamente rude uma pessoa vir ocupar meu tempo com algo que está tão absolutamente claro no texto. Mas parece que é pedir demais que as pessoas tenham a cortesia de ler o que tive trabalho para elaborar e testar e que ainda por cima não me achem “ignorante” por reagir ofendido com o desrespeito.

          Seus próximos comentários neste blog serão ignorados.

  • Daniel - 1 Comentário

    Boa tarde,

    Eu fiz toda conexão e estou alimentando o circuito pelo arduino. Porém o programa BLUETOOTH GPS, não está conseguindo fazer a leitura das coordenadas enviadas pelo gps.
    Será que com o GPS6MV2, ele funciona melhor. Estou usando o SKM53 igual indicado pelo post.

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Como instalar o Windows Media Player 11 sem fazer a validação do Windows.

Então o Windows do seu cliente é a versão Jack Sparrow Edition e você precisa por qualquer razão atualizar o Windows Media Player (eu prefiro o kmPlayer)? É tão simples que espanta.

Resumo:

  1. Descompacte o pacote de instalação da MS em um diretório;
  2. Execute wmfdist11.exe;
  3. Execute wmp11.exe.

A explicação um pouco mais longa:

O instalador do Windows Media Player 11 geralmente se apresenta como um executável com um nome do tipo “wmp11-windowsxp-x86-pt-br.exe”. Esse executável é na verdade um ZIP auto-extraível e se você tiver um programa como o WinRar instalado ao clicar com o botão direito sobre o EXE verá no menu a opção de extrair o conteúdo.

wmp11_extract_ryan.com.br

Quando o instalador é executado, o conteúdo é extraído para um diretório temporário e um programa pré-definido é executado, mas esse programa é apenas um acréscimo ao real pacote do Windows Media Player e pode ser contornado.

wmp11_extracted_ryan.com.br

Consegui a dica no Tech Recipes.

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Android: Finalmente posso fazer atualizações automáticas.

Ou quase isso.app_backup_restore

Eu já devo ter comentado aqui que uma das coisas que me incomoda no Android é a impossibilidade de reverter uma atualização de app se você não tiver um backup da versão anterior.  Por conta disso, como eu não gosto de surpresas desagradáveis,  eu deixava para fazer atualizações apenas quando eu tinha saco para fazer o backup manual.

Pois bem… eu não sei eu simplesmente não notara ou se minha app preferida para isso, App Backup & Restore, incluiu essas facilidades em uma atualização e eu não vi, mas o fato é que a app tem duas funcionalidades que (quase) me permitem deixar o aparelho em atualização automática:

  • Faz o backup automático de toda app instalada;
  • Preserva todas as versões no backup (não sobrescreve).

As duas funcionalidades acima precisam ser explicitamente habilitadas no menu da app.

Só falta explicar por que eu disse “quase” duas vezes. O problema é que graças à incompetência da OI eu ainda estou preso a um acesso à internet de 800 kbps. Atualizações automáticas, seja do que for, é um luxo que não posso ter. Eu ainda preciso escolher uma hora favorável para autorizar as atualizações.

Ainda se as atualizações fossem de apenas uns poucos KB… Mas parece que toda app android tem que ser atualizada baixando a versão nova inteira. Só a atualização do Kodi que fiz hoje tinha 57MB (12 minutos travando toda minha banda). Some isso ao fato de que certos desenvolvedores parecem atualizar toda semana (como a Google) e haja banda para dar conta, principalmente se você tiver vários dispositivos android na casa.

2 comentários
  • Alisson Teles Cavalcanti - 77 Comentários

    Jefferson, posso afirmar que há tempos que as atualizações são feitas baixando apenas o que foi de fato atualizado no apk. Tanto no meu aparelho atual (LG G2 Mini com Lollipop oficial) quanto nos anteriores (Lenovo A789 – ICS e Sony Xperia X8 – Gyngerbread) as atualizações são sempre baixadas perfazendo frações do download completo, e isso é indicado na própria Play Store. Na maioria dos casos, eu diria que é uma redução de 30-50%.

    • Jefferson - 6.623 Comentários

      Depois que você falou eu fiz uma rápida pesquisa e de fato as atualizações deveriam vir através de “delta updates”, mas alguma combinação de fatores não me deixou perceber isso.

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Por precaução, torrent trackers começam a bloquear usuários do Windows 10.

Os rumores sobre o perturbador comportamento de dedo-duro do Windows 10 podem ou não ter fundamento, mas quem tem juízo não dá chance ao azar. Torrentfreak reporta que alguns trackers já decidiram que se você quiser usar os trackers precisa pelo menos usar outra versão do Windows.

Isso pode não parar por aí, porque também especula-se que certos updates do Windows 7 tornam esse SO suspeito também.

6 comentários
    • Jefferson - 6.623 Comentários

      Não existem evidências de que o Windows 10 está reportando conteúdo pirata armazenado nos PCs dos usuários para estas empresas. Isso tudo não passa de paranoia.

      “Não é paranóia se eles estão realmente atrás de você” – Enemy of the State

      Deixando de lado o fato de que eu ainda estou incerto sobre tudo isso, em quem você prefere confiar sobre um assunto tão delicado:

      1)Em quem tem bons motivos para tomar precauções, na zdnet e outros independentes ou
      2)No Baboo, que é acusado a torto e a direito de ser puxa-saco da MS?

      De uma coisa podemos ter certeza: os termos de serviço da MS são confusos/ambíguos demais para uma empresa que tem bilhões no bolso e poderia gastar um pouco mais com um redator que escrevesse mais claramente. Ou seja: só pode ser proposital.

  • VR5 - 397 Comentários

    Eu sei, não estou lhe contradizendo: eu também vou aguardar. Mas é complicado: tenho atualmente um W7 legalizado, e então vou aguardando. Mas o suporte para XP já não existe mais: o Windows Vista é uma porcaria (pra não dizer palavrão), o Windows 8.1 não me agradou, e a atualização para o 10 é “de grátis” (no meu caso). No caso de realmente a MS reportar conteúdo ilegal o que sobra para nós? Linux? :(

    • Jefferson - 6.623 Comentários

      Escolher entre se submeter à Microsoft ou à “comunidade” Linux?

      Que Deus permita que nunca chegue a esse ponto. Prefiro conviver com a incerteza do XP.

  • Diogo - 17 Comentários

    Meu Raspi vai trabalhar muito por esses dias…

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    O BIG Brother vem ai, cada dia somos mais vigiados.

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Se você tinha alguma dúvida de que a Mozilla tem uma fixação doentia pelo Chrome…

  1. Tudo começou com o sistema de releases freqüentes e sem sentido;
  2. Depois a interface mudou de tal forma que muitas vezes eu sou incapaz de dizer só de olhar se o browser aberto na minha frente é o Chrome ou o Firefox (a Mozilla jogou fora a  identidade do FF);
  3. Agora a Mozilla anuncia que o FF vai começar a suportar extensões do Chrome e o suporte a extensões próprias eventualmente será abandonado.

Mozilla:  uma empresa que já foi líder e hoje faz tudo ao seu alcance para se tornar irrelevante!

Ainda bem que ainda temos o Pale Moon, porque eu não consigo agüentar o Chrome.

15 comentários
  • Vagner "Ligeiro" - 29 Comentários

    Jefferson, isso é do motor de renderização. Não é que o “Firefox” vai virar o Chrome, mas sim que vai usar a mesma base que o Chrominium usa para mostrar as páginas. É o WebKit.

    Não tem nenhuma notícia, mas pelo que sei, o motor de renderização do Chrome é o chamado “Blink”, e é feito pelo próprio Google.

    Tenho usado o Opera, que é o mesmo motor do Chrominium, e acho bem mais estável e prático. O Firefox no meu note as vezes renderiza de forma esquisita e lenta. O Opera funciona redondo e com umas 10 abas abertas.

    O porém nisso tudo é que, ao que noto, quem é “usuário de risco” (geralmente o pessoal que procura pirataria na internet e usa os primeiros links que aparecem), tem um problema sério com quem usa Chrome (não vi isso no Opera ainda) – alguns adwares conseguem modificar facilmente a interface e comandos do Chrome para poder

    • Jefferson - 6.623 Comentários

      Jefferson, isso é do motor de renderização. Não é que o “Firefox” vai virar o Chrome, mas sim que vai usar a mesma base que o Chrominium usa para mostrar as páginas. É o WebKit.

      Ué… mas se o browser vai usar as extensões do Chrome (e abandonar as próprias) e adotar o mecanismo de renderização do Chrome, o que falta para “virar o Chrome”?

      Se parece um pato, anda como um pato…

      • Vagner "Ligeiro" - 29 Comentários

        Não entendo esta visão preconceituosa sua. A diferença entre Opera, Chrome, Chrominium e Firefox está na apresentação e também como o software é integrado.

        Possivelmente o Firefox pode adotar o WebKit, mas ao mesmo tempo trabalhar com ele de forma mais segura, o que seria ideal em comparação ao Opera e ao Chrome, e também manteria o legado de ser estável e seguro.

        Chrome hoje não é estável e seguro.

        O Opera, que uso, funciona bem.

        Usei o PaleMoon por um tempo, mas acabei ficando no Opera. Isso pode no final acabar em uma discussão subjetiva aqui.

        • Jefferson - 6.623 Comentários

          Preconceito?

          Eu não gosto do Chrome
          Eu não gosto do Opera

          Firefox segue de perto os passos do Chrome. Copia a UI, adota os complementos, abandona seus complementos, joga fora sua identidade como browser…

          É preconceito então eu não gostar da idéia? Eu é que não entendo por que você não entende. Basta seguir minhas tags “Firefox” para ter uma idéia do que eu espero de um browser. O Chrome só me atende no celular.

          • Vagner "Ligeiro" - 29 Comentários

            Preconceito é você já esperar algo pensando que vai ser daquela maneira, e assim ter um viés negativo a este algo.

            Se vê negativamente um Firefox com WebKit, bem, é sua visão, e noto um preconceito. Só aproveitei o espaço para tentar dar uma outra visão. Só que como falei, acaba isso sendo subjetivo, já que vai mais do jeito de usar e experiência individual do que de fatores técnicos. Não dá para mudar uma opinião assim.

            PS: Não vejo o Mozilla tendo uma fixação doentia, mas sim, devido a querer atingir um maior público que não o aceita, muda a interface para chegar próxima a quem já está em outras plataformas. “O artista vai onde o povo está”…

            • Jefferson - 6.623 Comentários

              Vagner, a Mozilla não começou a copiar o Chrome hoje, nem ontem. Isso começou há muito tempo e coincidentemente ou não a reputação, a usabilidade e o market share do Firefox vem descendo rolando ladeira abaixo (era de 18% há dois anos e agora não passa de 12% no desktop). A Mozilla vem irritando usuários de longa data e desenvolvedores de extensões a torto e a direito.

              Esse artista está *abandonando o seu público* para ir atrás de um público que não o quer.

              Mas você espera que eu olhe para mais um movimento *nessa mesma direção* e pense “ahhh… desta vez a Mozilla pode ter razão…”.

              Daqui a pouco você vai me dizer que eu tenho que dar *mais uma* chance ao Linux, porque a visão atual que tenho dele “deve ser preconceito” e não estar fortemente baseada em minha experiência e necessidades pessoais.

              Vagner, esse é simplesmente o oposto da minha abordagem natural do mundo. Parafraseando uma frase muito conhecida: “Decepcione-me uma vez e a vergonha é sua. Decepcione-me duas vezes e a vergonha é minha”.

              • Vagner "Ligeiro" - 29 Comentários

                Tenho uma visão diferente da sua, que deixo para terminar este dialogo, pois já vi que não tem conversa aqui…

                “Decepção é o que mais existe no mundo, pois idealizamos demais e ficamos confortáveis naquilo que julgamos como tal… mas na hora que tudo desmorona, o que sobra?”

                Prefiro me adaptar a cada adversidade, do que esperar o outro me agradar ou se decepcionar… No mundo dos certos, todos estão errados. E no mundo dos errados, todos estão certos. ;)

                • Jefferson - 6.623 Comentários

                  Tenho uma visão diferente da sua

                  E tem todo o direito, caramba! Quando você finalmente perceber que *eu também tenho*, nós voltamos a conversar sobre o assunto.

                  • Vagner "Ligeiro" - 29 Comentários

                    Quando você fecha um argumento falando que “não presta”, sem deixar espaço para contra argumentar, não dá para conversar.

                    Deixei uma opinião sobre a experiência que eu tive e uma opção que pode ser que surpreenda ou não você. Não estou falando que você não tem direito de contra opinar.

                    Você tem direito de não gostar. Falar mal, depende… obviamente alguém vai vir e falar “olha, não é bem assim”, tal como faço agora. Retrucar falando “não gosto”, “è ruim”, “Números indicam que estou certo e você errado” só estraga a conversa.

                    Eu não quero ganhar uma discussão, só quero mostrar que há outros pontos a serem vistos.

                    “Ah, eu não gosto do Linux”, “Ah, eu não gosto do Chrome”. Total direito seu, e inegável. Só que se ficar enviesado só nesta visão, e isso digo como um leitor que gosta de seus textos, acaba lhe restringindo em uma pequena parte confortável do universo da informática.

                    Eu não lido com Linux (e admito – por pura preguiça), mas já operei um pouco e sei que uma hora posso precisar operar um deles – lembrando que Android é base Linux e muitos roteadores também. Não vou ficar criticando a toa.

                    Eu não uso o Chrome por motivos similares ao seu – necessidade de uso de mais abas, dificuldade de uso do mesmo e lentidão.

                    Usei o Opera, que é a mesma engine, e a experiência para mim é melhor. Mas boa parte das pessoas que atendo usa o Chrome, por isso tenho sempre que estar de olho nisso. E fora de casa, costumo usar o Chrome.

                    Usei o Firefox e tive alguns problemas de experiência de uso. O mesmo se deu no uso do Pale Moon (baseado em dicas que peguei aqui neste blog). Mas não renego que são bons navegadores, só eu que não me adaptei. Mas não falo mal e nem digo que não gosto.

                    Se eu não quisesse sua opinão, era eu simplesmente renegar a audiência e ser -1 nas estatísticas. E se algum amigo meu perguntasse se seus textos são bons, a recomendação seria negativa se fosse assim. Não é.

                    Então por favor peço que entenda um pouco os outros lados dos leitores. O blog é seu e a opinião é sua, mas isso não significa tratar mal quem passa por aqui, certo? ;)

    • Jefferson - 6.623 Comentários

      O Opera funciona redondo e com umas 10 abas abertas.

      E o Palemoon funciona redondo com 775 abas abertas ;)

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu, por alguma misteriosa razão, continuo tendo problema de vazamento de memória mesmo usando o Palemoon, tem vezes que ele consome 5GB e às vezes até 8GB, e fica bem ruim, me obrigando a reiniciá-lo, não sei o que você faz de diferente que não tem problema???

    • Jefferson - 6.623 Comentários

      Deve ser o tipo de site que você visita. Você usa Flash no browser? Eu não uso há muito tempo e meu Palemoon está usando apenas 1.2GB hoje.

      Você usa o Facebook? Aquela timeline virtualmente sem fim pode ser problemática. Acho que eu abro o Facebook no máximo uma vez por semana e só olho as notificações e saio.

  • Intruder_a6 - 194 Comentários

    Uso o flash, e não sei como não precisar dele, tem alternativa que o substitua ??? O facebook, uso até menos que você.

    Eu gostaria de poder me ver livre do flash (no firefox ele vivia travando, mas no Palemoon ele resiste bem mais tempo sem me dar problema) mas tem alguns sites que visito em que o flash faz falta.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Desabilitei o flash no Palemoon, e vou observar o que vai acontecer.

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Como passar audio AAC do Windows via SPDIF para um receiver sem suporte a AAC.

Minha configuração:

  • Gigabyte GA-B75-M-D3H com processador Intel Core I3;
  • Receiver (home theater) Philips LX-600;
  • Windows XP SP3;
  • FFDSHOW tryouts rev4382 (03/2012);
  • Potplayer 1.5.40688;
  • Kmplayer 3.0.0.1440

Eu vou partir da premissa de que você já use o ffdshow e já tenha conseguido fazer o passthrough do áudio DTS e AC3 para o receiver usando-o.

O problema e a solução não são restritos a AAC. O modo mais “simples” de passar qualquer tipo de áudio não suportado pelo seu receiver via SPDIF é converter para um tipo suportado. Dos suportados, geralmente o mais fácil é converter para AC3. Em um computador moderno como um Core i3 essa conversão pode ser feita em tempo real de forma imperceptível mas não sei se funcionará bem com máquinas mais modestas.

Usando o ffdshow fazer a conversão em tempo real para AC3 é absurdamente simples:

ffdshow_audio_convert_ac3_ryan.com.br

No meu computador marcar e desmarcar a opção chaveia imediatamente o áudio já em execução, sem precisar fechar o player.

É importante notar que isso converterá qualquer stream “já decodificado” para AC3 e, se assim estiver configurado, o transmitirá via SPDIF para o seu receiver. Isso significa que muita coisa que você estava acostumado a ouvir pelos alto-falantes do PC  vai exigir que o seu receiver esteja ligado enquanto esta opção estiver marcada.

O problema com áudio de 44kHz

Depois que fiz essa configuração fiquei muito empolgado com o resultado até tentar ouvir os videoclipes que baixei do youtube em MP4 com audio AAC.

  • No kmplayer o ffdshow sequer era ativado. O próprio kmplayer reproduzia o som, pelas caixas acústicas do PC;
  • No potplayer o ffdshow era ativado, mas o som ficava ruim, com estalos o tempo todo.

Depois de mexer em muitas configurações e comparar muitas amostras de vídeos que funcionavam com os que não funcionavam percebi que comum a todos os clipes que não funcionavam era o áudio não ser de 48khz (o padrão DVD). Então eu habilitei o resample no ffdshow:

ffdshow_audio_resample_ryan.com.br

A configuração desta opção só vai funcionar direito a partir do próximo arquivo ouvido.

Isso resolveu o problema. Avicii, Kelly Clarkson, Calvin Harris, Shakira, Miranda Lambert, Kelly Rowland, Fall Out Boy, Katy Perry, One Direction, Maroon 5, Meghan Trainor, Lea Michelle e Ellie Goulding (entre outros) agora soam muito melhor no meu receiver.

É muito importante você ter em mente que, assim como a anterior, esta configuração vai afetar todo o áudio processado pelo ffdshow. Se você for como eu e preferir que o áudio seja sempre “original” a menos que seja realmente necessário mexer, lembre-se de desligar o resample quando não estiver precisando dele.

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Para quem ainda usa o XP: Pare de usar o Internet Explorer. Já!

A Microsoft reportou a existência de uma vulnerabilidade crítica em quase todas as versões do IE que permite ao atacante ter total controle da sua máquina bastando você visitar um site malicioso. O que pode acontecer até indiretamente por uma propaganda instalada em um site que você confia.

O problema para quem usa o XP: A MS só liberou patches para o Windows Vista em diante.  O que me faz pensar que o problema não é exatamente no IE, já que existe um patch diferente para cada versão do Windows.

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Karspersky é acusada de falsificar malware para sabotar competidores.

A acusação é de ex-funcionários da empresa de segurança russa e foi publicada pela Reuters.  Segundo eles, a Karspersky estudava como os mecanismos de detecção da concorrência funcionavam para detectar vulnerabilidades e submetia ao Virustotal arquivos importantes do Windows manipulados para parecerem malignos e que fariam esses mecanismos da concorrência detectar os arquivos originais como malignos também.

Pelo que entendi era  mais ou menos assim:

  • Anonimamente a Karspersky submetia as amostras ao Virustotal;
  • Os concorrentes verificavam que havia código maligno nas amostras que não era detectado pelos seus mecanismos e atualizavam o banco de assinaturas;
  • Ao fazer isso, o arquivo correspondente legítimo do Windows também batia com a assinatura.

A Karspersky nega. Mas eu não confio em nenhuma empresa de segurança digital. Com exceção talvez da MS, que tem todo o interesse do mundo (por enquanto*) de tornar o Windows seguro, todas os outros desenvolvedores de antivírus lucram com a incerteza e a insegurança. Não posso confiar neles.

*Em um cenário onde não houvesse concorrência no campo dos antivirus, não duvido de que a MS ao menos tentaria fazer o Windows Essentials ser um extra pago. A única coisa que a deteria seria a possibilidade de mais uma multa bilionária.

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A Lenovo é capaz de reinstalar seu malware mesmo depois de uma formatação.

É o fim da picada. Nem trocar o HDD impede o processo.

Isso foi noticiado aqui. Trata-se de uma funcionalidade do Windows 7/8 previamente desconhecida que pode ser gatilhada pelo BIOS do computador. Não é preciso acesso à internet porque o arquivo é armazenado no BIOS (esses BIOS UEFI de vários MB não são uma coisa linda?).  E como se trata de uma funcionalidade sancionada pela MS, nenhum alerta será dado ao usuário pelo OS.

Resumo do processo:

  • O BIOS mantém uma cópia do executável gravada na flash. Essa cópia só pode ser apagada se você editar o BIOS;
  • No início da  inicialização, antes de ser chamado o Windows, o BIOS copia esse executável para a RAM e escreve em uma tabela o endereço onde o colocou;
  • Ao executar o Windows, este consulta essa tabela e encontrando um endereço lá copia o executável para o diretório do Windows e o executa.
  • A partir daí a máquina pertence novamente à Lenovo para fazer o que bem entender. É mole?

Sou só eu que fico arrepiado com essa “funcionalidade” do Windows?

O processo é detalhado neste documento da MS. A parte relevante eu cito abaixo

This paper describes the format of a Windows Platform Binary Table (WPBT). The WPBT is a fixed Advanced Configuration and Power Interface (ACPI) table that enables boot firmware to provide Windows with a platform binary that the operating system can execute. The binary handoff medium is physical memory, allowing the boot firmware to provide the platform binary without modifying the Windows image on disk. In the initial version, the WPBT simply contains a physical address pointer to a flat, Portable Executable (PE) image that has been copied to physical memory. The WPBT is extensible, allowing the layout of published platform binaries to be more complex in future versions and allowing the support of more than one binary type.

It is expected that the binary pointed to by the WPBT is part of the boot firmware ROM image. The binary can be shadowed to physical memory as part of the initial bootstrap of the boot firmware, or it can be loaded into physical memory by extensible boot firmware code prior to executing any operating system code. A boot firmware component would create the WPBT based on the location of the platform binary. During operating system initialization, Windows will read the WPBT to obtain the physical memory location of the platform binary. In the first version, the binary is required to be a native, user-mode application that is executed by the Windows Session Manager during operating system initialization. Windows will write the flat image to disk, and the Session Manager will launch the process. Windows may reclaim the physical memory described in the WPBT.

O propósito da funcionalidade é benigno: localizar notebooks roubados, por exemplo. Mas como vimos no caso do Superfish, confiar na Lenovo já é muito difícil (adicione o fato de que a Lenovo é chinesa) e o proprietário deveria saber o que está acontecendo e ser capaz de optar por esse processo. Do jeito que a Lenovo e a MS fizeram é simplesmente assustador.

 

5 comentários
  • Ricardo Macagnan - 5 Comentários

    Sacanagem… Literalmente “temos que engolir” isso. Certamente a Lenovo não pensou no quesito “espaço para armazenamento em disco”. Cada vez mais entulhando de itens desnecessários o equipamento do consumidor.

  • Matuto - 129 Comentários

    Nunca gostei de Lenovo. Quando chega notebook aqui de cliente, fico logo com raiva.

    Pra mim a Lenovo é uma Itautec melhorada e com mais dinheiro. Em resumo: outra merda!

    • Jefferson - 6.623 Comentários

      A Lenovo é a antiga divisão de computadores da IBM, que foi vendida para os chineses. Talvez as máquinas de baixo custo sejam ruins, mas a linha Thinkpad ainda é muito respeitada lá fora.

  • Jefferson - 6.623 Comentários

    Finalmente saiu a primeira punição para a Lenovo: 7.3 milhões de dólares. E a Superfish vai ter que desembolsar um milhão.

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