Archive é, na propaganda, a estória de um gênio em cibernética inconformado com a morte da esposa. Mas no fundo é uma estória interessante a respeito dos problemas éticos em torno da criação de uma inteligência artificial, que são os mesmos de dar a luz e ser responsável por uma vida qualquer. George é incrivelmente inteligente e ao mesmo tempo extraordinariamente estúpido, cego para as consequências de seus atos. Eu não lembrei de Ex Machina enquanto assistia a Archive, mas enquanto escrevia este texto notei que existem semelhanças.
O filme vai ficando mais e mais inquietante até se tornar chocante, depois inquietante novamente para concluir me dando arrepios. Possivelmente não pela razão que você imagina, pois apesar das semelhanças Archive e Ex Machina são muito diferentes.
Spoilers adiante
Durante o filme eu me coloquei na posição dos protótipos 01 e 02 e achei um destino terrível. 01 está preso a um corpo com mobilidade limitada, sem braços e sem voz. 02 não tinha essas limitações, mas era tratado como pouco mais (ou menos, dependendo de como você veja a troca das pernas) que um animal de estimação. O filme tenta deixar a coisa menos brutal dando a entender que nenhum dos dois tem realmente a consciência de Jules, mas isso não ajuda muito. Assistindo a esse filme eu me dei conta de que para estar “feliz” com sua existência uma inteligência artificial precisa no mínimo não aspirar ser humana (com um corpo e todos os sentidos de um humano) e como podemos ver pelo destino chocante do protótipo 02, basear a personalidade da máquina em um humano pode ser uma boa idéia para o criador mas péssimo para a criação. Ate 02 tomar sua decisão final eu achei que ela ficava contemplando a água apenas pela beleza da paisagem. Terrível engano…
Ao nos depararmos com o iminente destino de 03, fica claro que o problema de George não é ser cego para as consequências. Ele simplesmente não se importa com elas. Mas esse e outros variados problemas encontrados durante o filme são perdoados no desfecho inesperado. Até o último minuto da estória eu tinha uma opinião diferente sobre ela. A conclusão faz surgir outros problemas no enredo mas posso ignorá-los.
Peço a Deus que todos tenham um novo ano abençoado por Deus, independente de qualquer situação que ocorra; e que haja saúde e vida para todos, e seus familiares e amigos.
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O que você faria se, tendo jogado online na mega-sena da virada, ganhasse hoje os 300 milhões?
Tendo em mente que ao contrário do jogo em uma lotérica, que é completamente anônimo, para a aposta online a Caixa exige de você CPF e endereço.
Hoje à noite você descobriria ser milionário, mas os bancos só reabrem na segunda de manhã.
Sendo apropriadamente paranóico (são 300 milhões) e tendo cometido esse erro (alguém “apropriadamente paranóico” jamais apostaria online) o que você faria para sobreviver até lá? Para mim seriam quatro noites de terror.
Sinceramente não entendi o ponto de vista. Suponho que os dados somente são coletados por antecipação, e que isso esteja guardado em algum lugar razoavelmente seguro.
Qual seria a diferença dali quatro noites você se digirir pessoalmente em alguma agencia da caixa pra reclamar o premio e ali no ato teria que se identificar?
Você está supondo que o sistema *online* da caixa seja seguro o suficiente para deter alguém interessado em 300 milhões de reais. Eu confio que seja impossível entrar com uma sequencia premiada no banco de dados *após* a realização do sorteio, mas e quanto a fazer uma busca por uma determinada sequência e respectiva conta/endereço?
O problema não é “ter que se identificar” ao se apresentar. Isso é óbvio que você tem que fazer. O problema é a probabilidade de você “desaparecer” junto com toda a sua família em um “acidente” e outra pessoa se apresentar com seu bilhete três dias depois. Indo até uma agência da caixa qualquer esse risco me parece muito menor.
E é difícil falar de uma situação tão hipotética assim, mas penso que aproveitaria o fim de semana pra descansar o mais anonimamente possível, porque depois de receber uma grana dessas, já deve aparecer parentela de todo nível, “amigos”, etc. etc.
Eu só contaria a pessoas de *extrema* confiança. Não basta ser honesto. Tem que saber guardar um segredo. Hoje, eu só conheço *uma* pessoa a quem eu contaria. E não é da minha família.
Minha família só descobriria quando a escolta armada chegasse para levá-los para um lugar seguro.
O meu nível de paranóia é um pouco diferente. O simples fato de chegar e pegar toda a família e “sumir pra um lugar mais seguro” já seria o atestado de tem algo estranho ai.
Na minha cabeça, claro que a vida real talvez isso não seja 100% possível. Eu receberia o dinheiro em outra cidade, bem longe da minha (até onde sei isso é permitido), pedindo, exigindo o máximo de sigilo possível. Voltaria pra casa e não mudaria nada no estilo aparente de vida, contaria pra no máximo 5 pessoas muito próximas que sei que estas posso contar com o segredo. Iria dando uma melhoradinha nas coisas bem devagar, sem fazer muito alarde.
Se um dia eu ganhar alguma loteria eu tento botar em prática.
Depende do prêmio. Ganhando um milhão de reais, sim, eu faria do jeito que você falou. Ganhando 300 milhões eu só ia ficar no Brasil o tempo para emitir os passaportes.
Um milhão não garante renda para o resto da minha vida nem no Brasil. Considerando as despesas *atuais* da família e nenhum investimento, um milhão não duraria 20 anos e eu espero viver bem mais que isso. Eu não mudaria meu estilo de vida porque seria a coisa mais sensata a fazer por mais de uma razão.
Com o equivalente a 50 milhões de euros no bolso tudo fica diferente.
Para meus leitores que nunca pararam para fazer as contas: um milhão não é tanto dinheiro quanto parece e é por não fazer as contas que tantos ganhadores de prêmios voltam para a pobreza rapidinho. Uma família de classe média com renda líquida de R$5mil mensais ganha R$1.200.000 em 20 anos.
E que tal montar uma boa carteira de fundos imobiliários? Renderia uns 6% ao ano (R$ 60.000 anuais ou R$ 5.000 mensais) de rendimentos livres de imposto de renda, e você fica sendo dono de parte de imóveis comerciais de excelente qualidade que tendem a se valorizar bastante ao longo dos anos.
O que eu ia fazer ia depender do montante ganho. E do quanto eu iria separar entre investimentos “seguros” e investimentos “rentáveis”. O que eu sempre quis fazer se eu ganhasse “muito dinheiro” (de meio milhão em diante para mim já é) é colocar minhas idéias em prática, o que é o mais arriscado mas também com maior lucro potencial. A parte “segura” eu ia aplicar em investimentos seguros de longo prazo como o tesouro direto. Eu nunca pensei em fundos imobiliários, mas tudo que for razoavelmente seguro e render mais que a ridícula poupança é uma possibilidade a examinar. E eu sempre posso (e acho que devo) diversificar.
Ahhh… uma coisa eu certamente iria mudar se ganhasse um milhão de reais: não ia mais depender de médico de plano de saúde nem para mim, nem para a minha mãe. Isso certamente encurtaria minha autonomia financeira, mas com um incremento na qualidade de vida. Por essa e outras razões boa parte do meu tempo seria gasta acompanhando pequenos investimentos de forma a fazer o montante crescer mas sem correr o risco de “matar a galinha”.
Talvez o melhor lugar seja um estabelecimento acostumado com anonimato: MOTEL.
Mas pagar com cartão só ao final, senão, cai-se no mesmo dilema de poder ser rastreado…
Eu só usaria cartão em último caso. Meu plano incluiria fazer um único saque em dinheiro, se eu precisasse *mesmo*. Mas normalmente eu tenho dinheiro em espécie suficiente em casa para me manter por alguns dias. E andaria de taxi.
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Piegas demais, mal dirigido, elenco fraco, diálogos descartáveis… Esse filme é um bom exemplo de por que filmes de super heróis foram considerados “segunda classe” por tantos anos (na verdade ainda são, mas a Marvel conseguiu abrir uma brecha nessa noção). Em alguns momentos ele parece tão caricato quando os filmes do Batman dos anos 80/90 e tenho mais vontade de assistir a Mulher Gato novamente do que a Wonder Woman 1984. Eu retiro minhas queixas se o público-alvo desse filme são crianças e adolescentes porque nesse caso eu só assisti ao filme de ação errado. Vale lembrar minha opinião sobre o filme anterior.
Com o orçamento desses filmes (US$200 milhões!) eles certamente poderiam conseguir crianças que saibam atuar melhor. É embaraçoso ver a menina (e agora o menino) tentando atuar e obviamente a culpa é da direção, a não ser que o diretor tenha sido obrigado a se contentar com o que tinha por intromissão executiva, mas não acho que seja o caso;
E por falar em momentos embaraçosos, teve isso de sobra na cena do shopping center. Tive que dar um FF nela;
Eu não sei bem o que achar ainda da cena da competição em Themyscira. Colocar uma garotinha para competir com adultos parece absurdo, mas ela obviamente tem uma vantagem sobrenatural sobre suas “irmãs”. E levando em conta essa vantagem, é justo para as adultas que ela entre na competição, ainda mais sendo filha da rainha?
Ainda na competição, eu achei a idade média das amazonas na platéia muito baixa. Não parecem nem um pouco com “guerreiras”;
Diana aproveitou o desejo fantástico de alguém que pediu um jato militar aparentemente carregado com bombas, desprotegido, em um aeroporto civil, completamente abastecido e capaz de sobrevoar o atlântico? A distância de Washington D.C. para o Cairo é de 9300km e a autonomia de um jato moderno é de no máximo 3800km (2400 milhas). O artigo na Wikipedia diz que se trata de um Panavia Tornado, cuja autonomia só chega a essas 2400 milhas em condições excepcionais (ferry range);
Gostaria de saber mais sobre o crachá mágico de Diana que deu a ela tal acesso (01:07:02). Embora Diana trabalhe para o Smithsonian e este incorpore um museu do céu e espaço (que nós vemos ela visitar com Steve mais cedo), não consegui encontrar no mapa nada que se parecesse com um aeroporto (além de pista havia uma torre de controle com sensores) bem ao lado do museu. O mais próximo parece ser o Ronald Regan, a quase 7km de distância. Talvez tenha sido com esse crachá que ela conseguiu reabastecer o jato no meio do atlântico;
Steve saber pilotar um jato. Tá bom, eles tentam explicar isso dizendo que ele “tem um dom”;
O resgate das crianças jogando bola no deserto foi tão embaraçoso quanto a cena do shopping. Suponho que nesse universo seja muito difícil para as crianças e os adultos responsáveis por elas verem e ouvirem um comboio se aproximando, acompanhado de tiros e explosões, no deserto;
Aliás, toda a cena da luta dela contra o comboio de Lord é embaraçosa por variadas razões. Já começa com a pontaria dos soldados no primeiro caminhão ser digna da academia que treina os stormtroopers de Star Wars. E depois só piora;
O uso do satélite para “tocar” o mundo inteiro foi abusar da amizade. Êta metáfora poderosa!
Como Lord conseguiu uma carona de helicóptero presidencial mesmo após renunciar a seu desejo?
E como é que a pedra de desejos funciona mesmo? Alguém conseguiu determinar a lógica? Fazer com que outras pessoas desejassem o que você deseja é uma coisa (e foi assim que Lord começou), mas o que garantiu a Lord o poder de fazer desejos em troca dos desejos dos outros? Ainda mais bizarro: ele pode trocar de desejo, que foi o que aconteceu quando ele disse que queria o óleo do emir mas este respondeu que tinha vendido tudo;
Linda Carter teve uma cena de quanto? Dez segundos? E não conseguiu fazer sem parecer que estava dizendo para a tela “olha eu aqui gente!”, do momento em que se vira até a piscada de olho? Ainda bem que eu nunca fui fã da série da década de 70.
E isso é só um resumo. Se eu for pôr no papel cada torcida de nariz e arquear de sobrancelhas que dei durante o filme essa lista vai ficar loooonga.
Sobre onde Diana obteve o avião: quando ela chega de taxi podemos ver na entrada do prédio o texto “Roth Smithsonian Archives”. Eu não encontrei referência a tal prédio no Google (não existe mais ou nunca existiu?) que não faça referência também ao filme. E por que um “arquivo” teria um hangar?
Outra coisa que me incomodou enquanto assistia mas só agora me dei conta do real peso: Nem Diana nem Steve demonstraram preocupação com o destino do homem que Steve “incorporou”. Que direito qualquer um dos dois tinha para encerrar a vida dele abrubtamente daquela maneira? E os entes queridos dele? Isso ter passado por baixo do radar de um filme piegas como WW84 não tem explicação.
Nem vi ainda, mas já vi as críticas no youtube, e realmente ninguém em sã consciência gostou da embolada que é esse filme, em roteiro, interpretação, e só há elogio pras cenas de ação (que parece só começam na metade do filme, é isso mesmo?)
o legal de ler aqui é que você não liga em dar spoiler kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Você disse que achou tão ruim quanto o primeiro; tenho a impressão que vou achar esse pior que o primeiro (“O poder do amoooooooooooor”)
“O uso do satélite para “tocar” o mundo inteiro” – cara, só de ler isso, reforça a ideia que esse é pior mesmo.
E sobre Aquaman, teve uns cgi estranhos pra mim, mas eu tb assistirei o próximo, se houver.
Nem vi ainda, mas já vi as críticas no youtube, e realmente ninguém em sã consciência gostou da embolada que é esse filme, em roteiro, interpretação, e só há elogio pras cenas de ação (que parece só começam na metade do filme, é isso mesmo?)
Depende de como você define “ação”. Para mim os primeiros 18 minutos do filme tem uma cena de ação atrás da outra.
o legal de ler aqui é que você não liga em dar spoiler kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Criticar apropriadamente sem dar spoiler é muito difícil, quando não é impossível. Eu normalmente me preocupo em ocultar certas coisas quando eu acho que o leitor vai perder algo se souber antecipadamente. mas como eu não creio que alguém vá “perder” alguma coisa se sequer assistir a esse filme…
Você disse que achou tão ruim quanto o primeiro; tenho a impressão que vou achar esse pior que o primeiro (“O poder do amoooooooooooor”)
Eu fiquei em dúvida. Seria tão ruim quanto ou pior que o primeiro? Após três anos eu não me lembro mais da exata medida do quanto eu achei o primeiro ruim, mas relendo o meu texto sobre ele concluí que devem estar pelo menos no mesmo nível. Certamente não é “melhor” em nenhum critério objetivo.
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O maior problema provavelmente sendo que o diretor não conseguiu comigo o efeito que ele desejava. Desde o início do filme ficou óbvio como ia acabar e sem a surpresa o filme perde muto do seu atrativo.
Mas que fique claro que não previ toda a surpresa. Apenas a primeira parte.
O filme não tem diálogos interessantes, com exceção de Iris os personagens não tem graça, o roteiro não é grande coisa, nem a premissa. Existem nomes conhecidos na lista de atores, mas nenhum deles se destaca.
E tenho (para variar) reclamações:
A cena em que Iris leva um susto não faz nenhum sentido diante do que sabemos sobre ela;
Como os dois tripulantes esperam achar suas famílias? O filme dá a entender que não é mais possível respirar na superfície e que não há mais uma rede funcional de comunicações. E módulo de reentrada sequer pode pousar onde você quiser. A não ser que peguem emprestado a tecnologia de Star Trek não há combustível nem dirigibilidade para isso;
E por falar nisso onde o tal segundo módulo de reentrada está escondido? Aos 14 minutos do filme nós podemos dar uma boa olhada em Aether e apenas um é visível. Sem outro, os dois tripulantes restantes estão condenados;
Aether precisa ter muita coisa redundante e ser muito auto-suficiente para levar duas surras e ainda estar pronta para fazer a viagem de volta, com 2/5 da tripulação;
Eu não estou certo de que faça sentido Aether não ter tomado conhecimento do destino da Terra. Eu não creio que naves tripuladas passem tanto tempo assim sem comunicação. Atraso na comunicação, sim. Falta de comunicação, não.
Eu ia reclamar do interesse de Augustine em Aether, mas assistindo novamente a cena aos nove minutos ficou óbvia a razão. Não foi por acaso.
Sobre “pegar emprestado a tecnologia de Star Trek” a cena do sonho de Iris sugere que não haja nada disso nesse universo. Vencer a gravidade ainda requer foguetes poderosos.
No início precisei entender o que era presente e passado; aí foi simples deduzir a surpresa da iris, acho que demorei mais pra entender quem era o futuro pai espacial.
Realmente a parte dos módulos e os 2 caras, sem sentido, só explica o desejo de estarem “com as famílias”.
Foi só um filmezinho pra preencher um fim de sábado mesmo.
Você acha que eles foram para Terra com a intenção de morrer mesmo? Foi assim que meu amigo José Carneiro entendeu a cena. Realmente dá para entender dessa maneira, mas eu só considero aceitável se os dois forem civis. Na mentalidade militar os dois outros tripulantes da Aether seriam suas famílias agora. E eles teriam uma nova “missão” a cumprir.
Já devo ter assistido pelo menos uma três vezes. Gosto da direção, dos atores, dos personagens, do humor e do enredo em geral, mas principalmente da nova abordagem escolhida para a lenda de Hercules.
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Eu fiquei impressionado com o preço do modelo básico: Apenas 12 parcelas de R$0.99 (sim, menos de R$12). E pelo que eu lera em outro lugar o frete seria grátis. Mas aí eu li o contrato e recuei depois de constatar o seguinte:
A maquininha não é sua. Os R$12 reais são uma taxa de adesão e a Ton é entregue em regime de comodato. Da forma como a propaganda é feita está claro que é enganosa. E como é comodato em caso de perda, roubo ou dano à máquina que não seja por desgaste natural você vai estar devendo à Stone o valor total do aparelho, que não é divulgado;
Perceba que já começa enganoso aqui. O menor preço cobrado é apenas uma ilusão, pois a máquina é inteiramente da Stone. Não sei quanto às outras ofertas, mas a da Sumup é realmente sua por R$58,80.
A propaganda da Ton sequer tem um asterisco apontando para uma observação em letra miúda indicando que você não está realmente comprando a máquina.
Eu não posso usar a máquina fora do endereço do meu negócio. Ora, eu sou prestador de serviços. Se eu não puder andar com a máquina ela tem serventia limitada, se tiver alguma. E mais uma vez a propaganda é enganosa ao sugerir que as duas primeiras máquinas são ideais justamente para quem pode estar impedido contratualmente de usá-las.
3.3. O uso e gozo do Equipamento não poderão ser cedidos, emprestados, locados ou por
qualquer outra forma transferidos a terceiros, no todo ou em parte, obrigando-se o Usuário a zelar e
cuidar do Equipamento como se seu fosse e utilizá-lo estritamente em suas instalações, no endereço
indicado no momento de seu cadastro, sendo que eventuais mudanças de local de utilização deverão
ser necessariamente precedidas de autorização expressa da Contratada, sob pena de rescisão
imediata do Contrato.
A Stone pode cancelar unilateralmente o contrato por inatividade. E vai pedir a máquina de volta em boas condições. O período que configura “inatividade” também não é informado.
8.3. Não obstante, este Contrato poderá ser imediatamente rescindido pela Contratada, sem
prejuízo do ressarcimento das Perdas devido pelo Usuário eventualmente acarretadas nos termos
deste Contrato, nos seguintes casos:
…
(vii) O Usuário tornar-se inativo ou manter-se inativo dentro de período determinado a exclusivo
critério da Contratada.
E isso foi só o que achei mais evidente. Tem muita coisa no contrato cujo impacto eu não consigo avaliar completamente.
Depois disso eu fiquei me perguntando se caíra numa arapuca semelhante com a Sumup, mas após conferir os Termos e Condições não encontrei nada parecido.
Uma coisa que eu não posso opinar, mas que eu escutei de um feirante essa semana ao perguntar se ele aceitava cartão:
“Nao, ainda não. As máquinas boas são muito caras para contratar e tem aluguel e taxa por transação altas. As máquinas mais baratas, duas a cada cinco transações (estimativa) não vão entrar corretamente na sua conta e vc tem de ligar e brigar para receber”.
Não tenho opinião sobre a precisão desse review, se é assim mesmo, mas me faz pensar que o PIX está preenchendo uma lacuna importante do mercado
“As máquinas mais baratas, duas a cada cinco transações (estimativa) não vão entrar corretamente na sua conta e vc tem de ligar e brigar para receber”.
As máquinas que derem essa frequência de erro estão fadadas a não sobreviver ao fim do mês, mas eu não duvido que esse tipo de problema ocorra com alguma frequência. E fica ainda mais desagradável no caso dos modelos que não emitem comprovante, porque o próprio comerciante fica sem o dele e dependendo da “honestidade” do app. Já pensou como deve ser para o comerciante olhar o extrato no app e ter certeza de que estão faltando transações mas não ter nada para provar isso?
Isso poderia ser minimizado se a cada transação o comerciante recebesse um email digitalmente assinado de confirmação, mas a SUMUP, por exemplo, só manda comprovante por email se você pedir, para apenas um endereço, que tem que ser digitado a cada transação.
Se eu usasse com freqüência certamente iria preferir o modelo que imprime recibos. Pelo menos teria algo físico para apresentar numa reclamação ou denúncia.
Não tenho opinião sobre a precisão desse review, se é assim mesmo, mas me faz pensar que o PIX está preenchendo uma lacuna importante do mercado
Sim, mas só para operações de débito. O comerciante ainda precisará manter a maquininha para a parte da população que vive mês a mês na dependência de crédito.
Tenho utilizado a Minizinha mais simples do Pag Seguro. Só tenho elogios, com exceção, claro, das taxas. Quando comprei custou 30 reais, mas hoje tem gente vendendo em minha região a minizinha NFC por 15-20 reais. Também tem a maquininha do mercado pago por 15 reais. Essas maquininhas estão sendo vendidas no marketplace do facebook por pessoas físicas.
Não vejo problema no comodato , vc pode vender sua máquininha ou repassá-lo a outra pessoa, claro que isso será feito com o suporte da Stone! E se não quiser mais os serviços da Stone, não vejo porquê continuar com a máquina! Não entendi o problema que vc mencionou! Se trocar de máquina , irá ter que aderir aos requisitos da outra operadora! Normal! Achei as taxas excelentes, uma excelente opção para microempreendedor! R A Stone é referência em atendimento ao clíente, veja no reclame aqui a reputação!
Sobre só poder usá-la em um local isso tbm não faz sentido, cobro meus clientes em suas residencias, em vários endereços diferentes!
Não vejo problema no comodato , vc pode vender sua máquininha ou repassá-lo a outra pessoa, claro que isso será feito com o suporte da Stone! E se não quiser mais os serviços da Stone, não vejo porquê continuar com a máquina!
Essa é sua opinião mas no meu texto eu não falo nada sobre vender ou repassar a máquina.
Não entendi o problema que vc mencionou!
Experimente ler de novo o que escrevi e discutir o que eu escrevi e não os problemas imaginados por você. O que você escreveu até agora e no parágrafo seguinte corresponde a uma falácia do espantalho.
Se trocar de máquina , irá ter que aderir aos requisitos da outra operadora! Normal! Achei as taxas excelentes, uma excelente opção para microempreendedor! R A Stone é referência em atendimento ao clíente, veja no reclame aqui a reputação!
Em algum lugar eu falei algo sobre isso? Seus comentários até agora são tão “nada a ver” que você parece uma funcionária da Stone.
Sobre só poder usá-la em um local isso tbm não faz sentido, cobro meus clientes em suas residencias, em vários endereços diferentes!
Isso seria surpreendente se você estivesse falando de violar uma lei da física, como a termodinâmica ou a gravidade. Você pode violar os termos de um contrato à vontade, impunemente, até a outra parte saber *e* decidir tirar proveito disso. O seu “não faz sentido” é que não faz sentido algum.
Melhore os seus argumentos ou seus próximos comentários serão vetados.
E ainda deixei passar o “argumento” absurdo de que ela “pode” vender uma máquina adquirida em comodato, que é uma forma mais estrita de empréstimo. “Repassar” é compreensível mas “vender” é um verbo que não se aplica à situação.
E ainda por cima, até a parte do que ela diz que poderia ser interpretada como razoável, o repasse, é algo explicitamente negado no contrato:
3.3. O uso e gozo do Equipamento não poderão ser cedidos, emprestados, locados ou por qualquer outra forma transferidos a terceiros, no todo ou em parte…
Não havendo qualquer menção a uma exceção garantida por autorização do suporte da Stone.
Existe problema sim, imagina se me roubam a maquineta no percurso de entrega, qual será o valor real que cobrarão pela maquineta que vou ficar devendo a eles?
Como esses contratos podem mudar a qualquer momento, eu editei o post colocando as partes relevantes da versão do contrato que baixei no dia em que o post foi escrito.
Acrescento também que em caso de perda ou roubo do equipamento, a cláusula que permite o cancelamento por inatividade dá à Stone o direito de cobrar de você o valor não divulgado da máquina após “x” dias. Isso é óbvio, mas é sempre bom salientar. Você não pode simplesmente “sentar” no problema esperando que a Stone esqueça de você.
4.1. O Usuário deverá devolver o Equipamento ou colocá-lo à disposição para retirada pela
Contratada, no prazo de 30 (trinta) dias úteis, contados do término ou rescisão do Contrato.
4.2. Na hipótese de não devolução do Equipamento, o Usuário constituirá em mora para todos os
fins de direito, obrigando-se a reembolsar a Contratada no valor integral do Equipamento, além de
todas e quaisquer perdas que a Contratada venha a incorrer na recuperação e/ou cobrança dos bens,
sendo permitido à Contratada, em qualquer caso, cobrar e/ou proceder com a retenção e/ou
compensação de valores devidos ao Usuário.
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Aviso: este post ainda é uma análise em andamento. Estou publicando assim porque pode ser útil do jeito que está.
Comprar uma bicicleta ou esteira ergométrica é uma tarefa difícil. Os modelos mais baratos já custam caro demais pelo que oferecem e comprando os mais baratos você corre o risco de perder ainda mais dinheiro por causa da qualidade deficiente. Eu até poderia dar R$3000 em uma esteira, mas eu precisaria ter certeza de estar fazendo um bom negócio. Na falta dessa certeza e como temos duas bicicletas “de verdade” aqui em casa eu decidi experimentar o chamado “rolo de treino estático” para transformar minha bicicleta em uma “ergométrica de pobre”.
A idéia não é nova. Uma década atrás eu já pensava na possibilidade de suspender a roda traseira da minha bicicleta para poder usá-la de forma estacionária. O rolo de treino faz exatamente isso, mas não é uma mera suspensão da roda traseira. Esta fica apoiada em um rolo, para simular a resistência do solo. Existem rolos de treino caríssimos, alguns deles com ajuste da pressão e outros até feitos para substituir a roda traseira da sua bicicleta, mas por motivos óbvios eu decidi começar pelo mais barato, sem esses “prá-que-isso”.
Eu comprei dois modelos de fabricantes diferentes, o Go-Bike! por R$182+ R$31 e o Exer Cicle por R$199 + R$30. Uma diferença de apenas R$17. A foto abaixo dá uma visão geral da diferença física entre eles, mas já adianto: não demorou mais que um minuto de teste para eu perceber que o Exer Cicle é superior.
Eu não percebi essa diferença de tamanho nas respectivas propagandas. E achei que o rolo do Go Bike! podia ter uma vantagem por ser metálico, mas descobri que qualquer vantagem que isso dê é anulada pelas outras diferenças do rolo Exer Cicle.
Eu testei inicialmente com uma bicicleta comum, sem marchas (não é o recomendável). Com ela o rolo da Go Bike! é muito difícil de usar. Requer muito esforço, o pedalar não é uniforme, ocorrendo aos trancos e o equilíbrio fica prejudicado. A mesma bicicleta no rolo Exer Cicle é usável (não chega a ser confortável), sem trancos, sem os problemas de equilíbrio, mais leve e parece até mais silencioso. Eu suponho que isso se deva à diferença de circunferência entre os rolos (20cm contra 35cm). Para uma mesma velocidade de pedaladas, o menor gira mais rápido e isso requer mais força. Mas também pode ser pelo menor ser mais pesado e/ou mais “amarrado”. Meus conhecimentos em Física não são grande coisa
Usando uma bicicleta com marchas e escolhendo uma marcha adequada o exercício fica menos cansativo e a diferença entre os rolos fica menos óbvia, mas ainda incomoda.
Quanto ao ruído, mesmo na Exer Cicle este ainda é significativo, mas pelo que apurei isso é culpa do pneu. Pneus “normais” com cravos são barulhentos e teoricamente você teria uma experiência melhor usando um pneu “slick” (sem cravos). Isso é algo que eu pretendo testar, mas para isso ainda preciso comprar um pneu desses.
O manual fornecido pela GoBike! é muito ruim, mal redigido, impresso numa impressora jato de tinta de baixa resolução e em papel comum. Em duas das seis imagens eu não consegui determinar o que o fabricante está mostrando. Para ver no tamanho real e conferir que mesmo assim o manual os detalhes não são visíveis, clique com o botão direito sobre a imagem e escolha “exibir imagem em outra aba” ou o equivalente em seu navegador. Você também pode baixar a imagem e ver no seu visualizador favorito.
O manual da Exer Cicle também é bastante limitado. Por exemplo, falta explicar qual o ângulo recomendado em que devo colocar os suportes do eixo da roda (que o manual chama de “tubos de centragem”), embora isso possa ser deduzido pela figura 3, se você estiver procurando por esse detalhe. Ainda assim consegue ser mais claro (entre outras coisas por ter sido impresso a laser) e mais informativo que o da Go Bike!.
Essa imagem eu não deixei no tamanho original porque não houve perda de nenhum detalhe com a redução para os 700px de largura deste blog..
Por exemplo, eu só percebi que havia montado a bicicleta ao contrário sobre o rolo da Go Bike! quando li o manual da Exer Cicle, que também poderia ser melhor se incluísse o texto “note que o rolo deve ficar voltado para a frente da bicicleta” ou ter uma seta destacando o rolo, para evitar que o usuário tenha que olhar de uma imagem para outra, mesmo que brevemente, como se estivesse participando do “jogo dos sete erros”.
Mas minhas críticas para a Exer Cicle não são apenas para o manual. Mandaram uma peça com defeito grosseiro de fabricação.
Um dos parafusos não foi totalmente inserido no manipulador plástico e você precisa fazer força para conseguir segurar no lugar o respectivo “tubo de centragem”. Empurrar com os dedos não surte efeito.
O rolo Go Bike! eu vou devolver (usando a “proteção” do Mercado Livre) e ainda pretendo falar mais sobre o Exer Cicle.
Duas coisas de uma pessoa que já fez bike indoor (eu levava a bike para a academia, montava num rolo e treinava 1 hora duríssisma com um instrutor que já foi competidos de ciclismo de estrada!) e depois usou por um tempo um rolo dele emprestado na garagem de casa:
– Se prepare, pois dependendo de como é o seu pneu (se for “liso” tudo bem mas se for “cravudo” como o pneu da minha MTB é) o ruído será altíssimo! Eu mesmo quando trainava na academia (numa sala com mais 2 ou até 3!) e depois na minha garagem usava aqueles “protetores auriculares portáteis);
– Independente de como é a sua “sudorese” você vai suar MUITO! Recomendo fortemente usar uma regata bem leve (ou até nada em cima mesmo!), ter uma toalha sempre á mão, uma garrafinha de água e, se possível, um ventilador direto pra você…
Você está lendo o blog via feed? Aparentemente, apesar de ter comentado agora pela manhã, você leu uma versão preliminar do post de ontem à noite. Seu leitor de feeds não deve estar atualizando corretamente. Eu escrevi sobre a relação entre pneus e ruído.
Mas obrigado por confirmar!
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O carregador não tem um modelo específico, mas sua fonte tem:
A fonte JDA-14 Tipo 3 é do tipo linear (com transformador) de 14Vcc x 200mA. Não há nada de particularmente especial nisso. E o resto é muito simples:
O transistor T monitora a diferença de potencial sobre D1 para saber se a bateria ainda está consumindo corrente e assim acender ou não o LED vermelho. Não existe nenhum controle sobre o processo de carga. Se você simplesmente conectar a fonte de 14V diretamente aos terminais da bateria e esperar até 7h como está escrito no fundo do carregador, a bateria carregará do mesmo jeito. O fusível rearmável de 650mA protege a fonte e o carregador contra um curto na bateria e D1 também protege contra o uso de uma fonte com polaridade invertida.
Eu só não sei explicar se existe algum motivo específico para o fabricante ter adotado uma fonte linear e não uma fonte chaveada, que certamente seria mais leve e mais barata.
Uma frase dita aos 15m39s parece dizer tudo o que é preciso saber para apreciar o filme:
“Don’t try to understand it.” (“Não tente entender”)
Eu preciso assistir de novo pelo menos umas três vezes (seis vezes não seria um exagero) para tentar encaixar todos os eventos. Talvez fazer um gráfico com papel e caneta ajude. Mas fico me perguntando se vale a pena. Afinal, é um filme de Chistopher Nolan. Se você não encontrou problemas em Inception, Interestellar e The Dark Knight tem tudo para gostar de Tenet, mas se também achou que Interestellar foi uma espécie de fraude, é melhor assistir a Tenet apenas pelas cenas de ação.
Antes que você ache que eu tenho alguma coisa contra o homem, Man of Steel (nesse ele só tem um dedo na estória) é um dos meus filmes favoritos e também gostei de The Prestige e Memento.
Pois olha: eu gostei muito de “Inception” mas não curti muito não “Tenet” e menos ainda de “Interstellar” (essa última extremamente “supervalorizada” na minha opinião)…
Acho importante destacar que eu escrevi “Se você não encontrou problemas” e não “se você gostou”. É perfeitamente possível (acontece muito comigo) gostar de um filme apesar de poder enumerar diversos problemas com ele. Eu assumo que se alguém “não encontrou problema” ele “gostou” (e não viu os problemas, se estes forem objetivos), mas não o inverso.
Mas é melhor eu parar de explicar meu raciocínio porque está ficando tão confuso quanto Tenet
Esse filme é bastante parecido com Cópias – De volta a vida. A motivação deles é a mesma. Deixo como sugestão para se dar uma olhada.