Comecei a somar os problemas que vão se acumulando após 37 dias longe de casa.

  • Meu carro pegou sem problemas (bateria decente aguenta muito mais tempo que isso) mas não quis engatar nenhuma marcha. O sintoma é que ao ligar o motor todas as marchas da primeira à quarta estavam bloqueadas e a ré dava sinal de que já estava engatada (dava aquele barulho de colisão de engrenagens).  A solução foi desligar o carro, engatar a primeira e dar a partida com a marcha engatada. Se não em engano, da outra vez que isso aconteceu eu resolvi empurrando o carro desligado com uma marcha engatada.
  • O amplificador PlugX WS-887 que uso na TV do quarto não funciona mais. Ele é ligado na tomada mas tem uma bateria, que descarregada completamente deixa o aparelho inoperante e não carrega mais. E eu tenho o hábito de desligar inteiramente a energia de toda seção da casa que estiver sem uso, facilitado pelo fato de que cada quarto tem seu próprio quadro de disjuntores;
  • Ontem foi meu primeiro dia de volta à musculação e como meu instrutor não havia adaptado ainda meu treino às circunstâncias eu recomecei de onde havia parado, fazendo o treino de pernas. Hoje eu mal consigo andar e sentar numa cadeira ou levantar requer apoio. Tudo acima do joelho dói demais.
3 comentários
  • Daniel Plácido - 70 Comentários

    Eu sempre falo que coisa parada estraga mais que usar muito, pode ver esses carros de colecionador que toda vez que vão dar um passeio é um ritual.
    Compro eletrônicos e informática usados e a maioria quando diz que é novinho que quase não usou quando traz não funciona, a pessoa sequer se da ao trabalho de testar antes de perder tempo levando pra vender acreditando que porque a 5 anos funcionava hoje vai estar igual.

  • Ricardo Menzer - 143 Comentários

    Post bem antigo, mas fiquei curioso sobre o carro: Descobriu o que houve pra dar esse problema? Se for manual, parece sintoma de embreagem colada, parecido com disco de freio quando molha e o carro fica um tempo parado. Seria o equivalente a tentar engatar qualquer marcha sem pisar na embreagem. Ligando o carro depois de engatar, pode ter descolado a embreagem devido ao “tranco” do motor de arranque.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      É um carro manual. Isso só acontece uma única vez após o carro ficar longos períodos parados. Não dá tempo de descobrir a exata razão, mas imagino que seja o que você diz.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Nos supermercados de Dublin eu me sentia quase analfabeto

Eu tenho um extenso vocabulário em Inglês mas acabei descobrindo um ponto cego nele, principalmente nas seções de frutas e verduras. Parte do problema é que no clima de lá muita coisa facilmente encontrável na prateleira não é comum ou não existe no Brasil, mas não é só isso.

  • O que danado é “soft pitched dates”? Procurando que fruta se chamava “date” descobri que é a tâmara, mas “soft pitched” nesse contexto ainda é um mistério para mim;
  • Raspberry? É a framboesa, que eu nunca tinha visto como fruta, mas como ingrediente;
  • Blueberry? Mirtilo. Mesmo com a tradução continuo sem saber o que é;
  • Lemon e Lime. Pelos nomes você conclui que são limão e lima respectivamente. Na prateleira do supermercado de Dublin é o inverso. “lime” é o que conhecemos como limão (redondo e verde)  e “lemon” é uma fruta amarela, não exatamente redonda, que provavelmente é a “lima” no Brasil, mas não estou certo disso;
  • Grapefruit? Uma tal de toranja. Nunca havia provado uma. Por fora é indistinguível da laranja, mas por dentro é vermelha e amarga.

E por aí vai…

Ainda existe outro problema que parece ser cultural:

  • Não existe feijão cru ensacado – Somente enlatado, pré-cozido, pronto para comer.
  • Não existe leite em pó – Para achar isso você precisa ir a mercados operados por estrangeiros. Nas mais conhecidas redes de Dublin como LIDL e ALDI só encontramos uma grande variedade de leite líquido, que era inconveniente por duas razões: você precisa manter refrigerado e na geladeira de minha irmã não cabia e leite gelado na hora de fazer bebida quente só atrapalha;
  • Não existe adoçante líquido – Você só encontra sólido (em pó ou tablets).

Pedir informações a um funcionário era algo que eu preferia evitar. Definitivamente não queria conversar com ninguém que fosse loiro de rosto avermelhado, porque acho o sotaque irlandês quase incompreensível. Uma vez eu perguntei onde ficava o açúcar ou adoçante (o critério de organização do ALDI é incompreensível para mim) e a única palavra que consegui entender na resposta do irlandês foi “eggs” (ovos). Ainda bem que foi o bastante porque foi na prateleira de ovos que achei o açúcar. Minha recomendação é sempre procurar um funcionário que tenha cabelos pretos porque é até possível ser um brasileiro e, mesmo que não seja, o inglês dos estrangeiros é mais fácil de entender.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Dublin x Lisboa: Sensações de segurança muito diferentes

Nos 30 dias que passei em Dublin desta vez eu só vi policiais em uma ocasião. E desarmados. Apesar disso (ou talvez por isso) em Dublin eu me sentia completamente seguro. Claro que há o fato de minha irmã morar há nove anos lá praticamente sozinha sem nenhum incidente.

Em Lisboa, o mercado na esquina de onde ficamos hospedados (da rede Pingo Doce) era protegido dentro por um policial fardado, armado de pistola. Mais tarde um português me explicou que era realmente um policial e os estabelecimentos particulares pagavam por isso. Na rua, passavam patrulhas de motocicleta não com um policial em cada moto como no Brasil, mas com dois, e o carona vinha de pé com um fuzil na mão pronto para usar. São chamados “policiais motards”.

Fonte

E nunca era apenas uma moto. Eu não me senti seguro em Lisboa. Caramba… na Avenida Almirante Reis, que é mal iluminada à noite, eu me senti menos seguro do que me sinto no Brasil, por ser um lugar que não conheço.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

O que pensa quem nasce em país onde a lei é levada a sério, quando quer atravessar a rua

Eu estava em Lisboa esperando o carro que ia nos levar para o aeroporto quando uma moça se aproximou de mim e começou o seguinte diálogo em inglês:

Ela: Com licença, sabe onde eu posso atravessar a rua?

Eu: (olhando de um lado para o outro da avenida procurando uma faixa) Humm… eu acho que em qualquer lugar…

Ela: É sério? Nenhuma punição?

Eu: Portugal não é tão rigoroso.

E ela atravessou a avenida no ponto onde estávamos.

Quando chegou o motorista de aplicativo, um português, perguntei a ele se havia multa por atravessar fora da faixa em Portugal e ele disse que o mais provável, se você fosse flagrado, seria que o guarda ia chamar sua atenção. Eu sei que em muitos lugares nos EUA (se não for no país todo) é arriscado pois você pode levar uma multa por “jaywalking” e até ser preso na hora se teimar. O filme Máquina Mortífera 3 tem uma cena engraçada a respeito. Em Dublin também é ilegal atravessar fora da faixa se existir uma numa distância de 15 metros. E não esperar pelo sinal verde para pedestres pode render uma multa de 800 euros e prisão se for reincidente.

800 euros são R$4640 na cotação que usamos (R$5.78) na hora de comprar os nossos. Mas para deixar a punição ainda mais clara, saiba que o salário mínimo irlandês é de 1600 euros, ou seja: metade do seu salário em uma única multa por atravessar a rua onde/quando não devia.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Atualização do Avast está bloqueando Outlook e Windows Live Mail no Windows 7

As mensagens no Outlook 2010 podem ser como estas:

“Nenhum dos métodos de autenticação aceitos por este cliente é aceito pelo seu servidor.”

“Seu servidor não oferece suporte ao tipo de criptografia de conexão especificado”

Eu não lembrei de anotar as mensagens dadas pelo Windows Live Mail, mas são bem diferentes.

Todos os problemas são resolvidos desligando o módulo de e-mail do Avast.

Clientes dizem que o problema começou na terça e um deles confirmou que nesse dia instalou uma atualização do antivírus.

É sempre bom ter em mente que sempre que um programa de e-mail acusar um erro bizarro, desconfie do antivírus. Infelizmente isso aconteceu quando eu estava inacessível em Lisboa e um de meus clientes passou um dia inteiro trocando mensagens com o suporte do provedor e em nenhum momento este lembrou de fazer essa recomendação. A incompetência do suporte dessas empresas nunca deixa de me surpreender.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Como uma mudança de atitude me tirou da mesa de cirurgia

“Vamos ter que operar”.

Esta frase dita pela minha neurocirurgiã (Dra. Márcia) em 18/03/2021 enquanto examinava as imagens da última ressonância magnética da minha coluna cervical me deixaram em choque. Eu passei mal no consultório após ouvir isso. Eu sabia que meu caso era cirúrgico, mas a mesma médica havia me dito cinco anos antes que a gente poderia empurrar com a barriga indefinidamente desde que não se agravasse. Eu tenho três hérnias na coluna cervical (pescoço) e uma delas pressiona um nervo que me faz sentir desde simples dormência e formigamento até uma dor insuportável no braço esquerdo, que só pode ser contida com remédios controlados como a Pregabalina. As crises duram semanas mas depois eu volto a viver normalmente. Curiosamente, dor não é motivo para alarme nesse caso, pois o sintoma que requer cirurgia imediata é perda de força no braço ou mão. Entretanto o “conserto” além de poder me deixar tetraplégico vai me deixar três meses sem poder trabalhar e requer a instalação de próteses que vão limitar o movimento do meu pescoço. Eu nunca mais terei uma vida normal depois da operação.

Mas aí Dra. Márcia viu um possível comprometimento da minha medula surgir nos exames e a coisa ficou séria. Ela pediu um novo exame, chamado de “Potenciais Evocados Somato-Sensitivos” (não parece haver consenso sobre a forma correta de escrever o nome desse exame) que não pareceu confirmar as suspeitas dela ou, pelo menos, não apontava urgência para a cirurgia. Mas só não marcou mesmo a operação por causa da pandemia.

Me conformei e avisei a família e amigos que minha cirurgia era iminente, mas por motivos completamente distintos decidi fazer um esforço maior para sair do sedentarismo, começando com as caminhadas de pelo menos 12km por dia, que me fizeram perder 13kg. Em janeiro deste ano, dez meses após o choque, uma coisa aconteceu (contarei outro dia) e minha atitude em relação à vida mudou. Toda a minha personalidade começou a mudar, aparentemente para melhor. No mês seguinte eu entrei em uma nova fase e comecei a fazer musculação, mas semanas depois um novo problema surgiu: comecei a sentir os mesmos problemas que antes se limitavam ao braço esquerdo agora no braço direito. Você sabe que é a coluna quando a dor no braço depende da posição do seu pescoço.

Pensei: Desta vez a cirurgia sai mesmo com a pandemia. Marquei uma consulta de urgência com a cirurgiã no dia 12/03/22, quase um ano após ter recebido a notícia chocante que me fez sair do sedentarismo. Mas o que aconteceu nessa consulta foi uma das maiores surpresas de minha vida. No momento em que abriu a porta do consultório para mim Dra. Marcia, que sempre foi bastante séria, abriu um sorriso que não saiu do rosto dela enquanto eu detalhava as “complicações” que eu eu estava sentindo e continuou sorrindo enquanto me explicava que a mudança nos meus sintomas eram comuns e não eram nada de mais e que eu estava visivelmente diferente na aparência e no comportamento e não era mais candidato para cirurgia.

Isso vindo de quem vai ganhar dinheiro operando você e já havia convencido você a operar é digno do mais alto crédito.

A última vez que ela me vira fora sete meses antes, em agosto. Eu realmente devo ter mudado muito, principalmente nos três meses anteriores.

Eu fiquei espantado e obviamente ainda mais sorridente. Ela nem pediu que eu fizesse novos exames e me garantiu que só o que ela estava vendo em mim fazia a diferença. Sorrindo o tempo todo ela se despediu de mim depois de apenas recomendar que eu tomasse cuidado na academia para não fazer nada que machuque a cervical e continuasse a observar o sintoma que era realmente sério: a perda de força.

E a dor no braço direito sumiu sozinha semanas depois.

 

4 comentários
  • Wagner de Castro - 1 Comentário

    Jefferson, muitos dos seus relatos parecem boas séries ou livros, deixando a gente preso aguardando os próximos capítulos. Minha impaciência me previne de assistir muitas delas, e geralmente assisto a temporada toda de cada série de uma vez, ao invés de um capítulo de várias séries por mês.
    Fico muito feliz pelo relato de não precisar mais de cirurgia, e mais ainda pela nova abordagem na vida, coisa que tento constantemente fazer e tenho observado que realmente gera frutos positivos.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Wagner, como cronista/escritor, técnico em eletrônica ou programador eu realmente me vejo abaixo da linha da mediocridade (de acordo com a correta definição de ¨medíocre¨). Não é falsa modéstia. Mas esses elogios me incentivam a continuar escrevendo. E apesar de ser algo que invade minha privacidade, falo sobre minha saúde porque tenho certeza de que vai ser útil para alguém. Se ajudar pelo menos uma pessoa já não terá sido perda de tempo eu ter parado para criar o texto.

      Fico muito feliz pelo relato de não precisar mais de cirurgia, e mais ainda pela nova abordagem na vida, coisa que tento constantemente fazer e tenho observado que realmente gera frutos positivos.

      Nunca é tarde demais para mudar. Nem para acreditar que alguém pode mudar. Esse tema sempre me faz lembrar do filme 16 quadras que apesar de ser um filme de ação, tem a frase ¨people change¨ como um tema central.

  • Marco Arthur Stort Ferreira - 28 Comentários

    Jefferson,
    Também tenho problemas de coluna que são um “mistério” pois não sofri trauma que pudesse ser a causa do problema. Só que no meu caso é coluna lombar e torácica.
    O que tenho tentado fazer é exatamente o mesmo que você, mudar hábitos e praticar atividade física. No meu caso, optei por fisioterapia com profissional especializado (clínica e fisioterapeuta) e também estou vendo resultados positivos.
    Mas enfim, vamos tentando melhorar a saúde e fugir da cirurgia.
    Abraço.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Acho importante ressaltar aqui que a doutora nunca me ofereceu o caminho da saída do sedentarismo como escapatória para a cirurgia. Eu decidi fazer isso porque, se eu não conseguia imaginar algo que tivesse feito (ou deixado de fazer) para justificar um problema tão sério, que ia mudar minha vida para pior definitivamente, imagine quando a conta pelo meu desleixo e irresponsabilidade com meu corpo e minha saúde começasse a chegar. Os resultados ruins dos meus exames de sangue eram uma constante há muitos anos: colesterol ruim alto, colesterol bom baixo, excesso de triglicerídeos, glicose na porta do diabetes… Eu pensei: “só faltava eu ficar também diabético para arruinar minha alegria de viver!”.

    Eu decidi fazer o que fiz (e continuo fazendo) para a situação não ficar ainda pior. E fui surpreendido com o presente de manter a necessidade da cirurgia na cervical como apenas uma possibilidade. Já se passaram quase três anos desde o choque do “vamos ter que operar”.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Após quatro anos, de volta a Dublin

Este post poderá conter mais erros de ortografia que o habitual porque estou redigindo em um computador com defeito no teclado e configurações inadequadas de idioma.

Nossa viagem deveria ter ocorrido em agosto de 2020, mas foi cancelada por causa da pandemia. Desta vez minha irmã programou uma viagem mais longa, com 37 dias, cinco dos quais passaremos em Lisboa no retorno a Recife.

Assim como da outra vez, eu preferia não ir. Você precisa dar uma pausa na sua vida para viver uma vida completamente diferente por 37 dias enquanto a sua vida espera por você em casa. Para algumas pessoas isso pode ser desejável e até perfeito, mas não é o meu caso.

Só em passagens de avião foram gastos 12 mil reais não reembolsáveis e isso porque foi tudo comprado com muita antecedência. Os 37 dias da viagem viraram uma barreira no nosso calendário que era preciso contornar porque nada podia cair nesse período e algumas coisas nem mesmo nas semanas que o antecediam. É um problema bem maior que 37 dias.

  • Minha mãe tem duas cirurgias para fazer cuja burocracia leva semanas e era inviável tentar fazer qualquer uma das duas antes da viagem. Muita coisa podia dar errado;
  • Eu também tenho uma cirurgia simples para fazer mas o prazo entre descobrir que precisava fazer e a viagem ficou apertado;
  • Temos uma reforma grande para fazer em casa que deve levar dois meses e também precisou ser adiada. A reforma não pode ser feita ao mesmo tempo que uma das cirurgias de mamãe porque eu posso ser preso por amarrar ela na cama para ela não ir supervisionar a reforma ainda convalescendo, então vai ser uma coisa ou outra, o que só atrapalha mais;
  • Semanas antes da viagem eu tive que gradativamente mudar meus hábitos porque não podia correr o risco de ficar doente;
  • Eu precisei informar meus clientes sobre minha viagem com vários meses de antecedência. Seria um desastre se algum deles planejasse algo grande justamente para agosto contando com minha presença. E naturalmente qualquer empresário com juízo vai aproveitar esse período para encontrar meios de se tornar menos dependente de mim. Minha irmã está pouco se lixando para esses transtornos na minha vida profissional porque o que ela quer mesmo e que eu jogue tudo para o alto e vá viver na Europa;
  • Embora eu tenha vindo preparado para continuar o meu trabalho remoto, deixei meus clientes sem ninguém para ajuda-los se precisarem de ajuda presencial. Um deles já reservou a primeira semana após minha volta para um serviço de três dias cuja necessidade surgiu na semana anterior a minha viagem, mas eu precisei recusar porque havia muita coisa a fazer nos preparativos;
  • Aparentemente vou passar 37 dias sem ir para a academia porque custa caro aqui. Espero que isso não signifique um retrocesso grande quando eu voltar ao Brasil;
  • A viagem é um dos motivos para eu só poder falar aqui sobre o meu litigio com a Estácio em Outubro;
  • E por ultimo mas não menos importante, estou no meio de um processo para deixar de ser nerd e arrumar uma namorada e desaparecer por 37 dias definitivamente não vai ajudar. Eu certamente não vou arrumar uma aqui na Irlanda. Para começar, as garotas que conheço no Brasil são muito mais atraentes que as Irlandesas.

Mas minha mãe não podia vir (e ficar aqui) sozinha e eu era a pessoa mais apropriada para traze-la. Desta vez foi bem menos estressante porque eu “liguei o fo**-se”. Eu me preparei muito menos porque além de muitas das minhas preocupações com a viagem anterior terem se mostrado desnecessárias e eu achar a probabilidade de ter o visto negado muito menor, desta vez a escala foi em Lisboa e não em Frankfurt. Meu inglês só foi necessário ao falar com o oficial de imigração em Dublin, já no final da viagem. E aparentemente os vários carimbos de quatro anos atrás nos nossos passaportes (Dublin, Lisboa, Paris, Frankfurt) fizeram diferença porque o oficial de imigração só fez três perguntas:

  • O que eu vinha fazer em Dublin;
  • Quanto tempo eu pretendia ficar;
  • Onde morava a minha irmã.

E não pediu para ver nada além do passaporte. Nem a carta convite, nem o nome da minha irmã, nem a passagem de volta, dinheiro, nada. Ter ligado o fo**-se valeu muito a pena.

Mas quem quiser acompanhar meu dia-a-dia em Dublin vai precisar checar minha conta (pública) no Instagram (jefferson.jeff.ryan). Vocês sabem que não gosto de redes sociais mas o Instagram me pareceu a mídia mais adequada para isso. Mas nada me impede de um dia reunir tudo em um ou mais posts aqui.

 

20 comentários
  • Snow_man - 312 Comentários

    Que relato! aguardando cenas do próximo capítulo….

    Surpresa pra mim você ter instagram, vou seguir agora.

    Desejo boa viagem, que ocorra tudo bem, e encha a mala de assunto aqui pro blog, inclusive
    das pendengas de trabalho na volta rs.

    Eu gostaria de me deslocar em definitivo para PTg mas no momento sem recursos e perspectiva de trabalho lá.

    Quando precisei me ausentar quando tinha cliente grande e com contrato, deixei um amigo em standby, mas era alguém que a empresa não iria considerar colocar no meu lugar.

    E sobre a academia, dependendo do clima, mantenha pelo menos uma caminhada/corrida ao ar livre, ainda é grátis =)

  • Snow_man - 312 Comentários

    ah, lembrei outra coisa:

    Certeza que você não comprou um Muama Rioko pra essa viagem :lol:

    Como vai ficar conectado por aí nesse período? Quais opções e alternativas?

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Manter-se em contato no trajeto não é difícil porque aparentemente todos os grandes aeroportos oferecem Wi-Fi gratuito. E não parecem faltar estabelecimentos comerciais no seu destino também. Por exemplo, ontem eu testei isso no supermercado onde eu estava e tudo o que era pedido era que eu fizesse o login com minha conta facebook ou google. Mas se você não quiser ficar limitado a procurar hotspots gratuitos, aqui em Dublin você tem opções pre-pagas de internet ilimitada no celular pagando de 10 (Lyca Mobile ,com chip gratuito ) a 20 euros (Vodafone e 3Ireland). 10 euros (58 reais) é menos do que eu pago ‘a TIM no Brasil.

      • Jefferson - 6.617 Comentários

        Não recomendo o plano da Lyca Mobile. Além de requerer configurar manualmente a APN, meus créditos sumiram sem explicação aparente e fiquem sem poder sequer fazer ligações em menos de uma semana. Não quis me estressar com um irlandês por causa de 10 euros, por isso deixei para lá. Na viagem anterior ficamos satisfeitíssimos com o serviço da 3Ireland.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      O bar onde eu estava anteontem (The Temple Bar) também tinha Wi-Fi gratuito. E sem nem ser preciso fazer login. E a permanência no bar também é gratuita.

  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Boa tarde. Cara, você falou que a tua irmã tá louca de vontade de você se mudar para a Irlanda… nunca pensou seriamente nisso? És um cara muito inteligente e trabalhador, e tenho certeza que você conseguiria uma posição muito boa (e lucrativa) no mercado de TI por aí… mas claro que isso é o MEU ponto de vista, não conheço todas as “nuances” de seus gostos para opinar bem disso…

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Isso é algo complicado. Por um lado, eu não tenho nenhuma afinidade com a cultura e a (falta de educação) brasileira e certamente a politica e a economia são um desastre aí. Por outro lado, mesmo o fato de morar com meus pais aí é comparativamente muito mais confortável do que a vida que eu poderia ter aqui. Aí eu vivo numa casa de dois andares com mais de 80m2 (não tenho certeza agora das dimensões) de terreno, com quatro banheiros, seis quartos, piscina, sete TVs… Aqui minha irmã vive no equivalente a um kitinete (aqui chamado de studio), com não mais que 25m2, que não oferece absolutamente nenhuma privacidade, a um custo de 800 euros mensais (uns R$4600 hoje). Minha irmã tem um apartamento maior a 150m da praia de Boa Viagem em Recife alugado a meros R$950 + condomínio.

      Em Recife apesar de morar com a família eu consigo passar o dia inteiro sem ver ninguém e desfrutando de privacidade e silêncio. Meu quarto é colado com meu depósito/escritório/oficina e tem até uma porta para o quintal por onde posso entrar e sair sem passar pelo resto da casa. Aqui em Dublin eu sequer poderia ter uma oficina. Eu teria que realmente abandonar minha vida anterior e começar uma nova. Com 51 anos isso não é impossível mas é muito difícil. Ter acesso a uma casa maior em Dublin a um custo mais razoável ou sair de Recife já com emprego certo aqui certamente tornaria a decisão mais fácil. Eu não tenho em mim a coragem que minha irmã tem de largar tudo e começar de novo, nem de viver uma vida espartana indefinidamente.

      Obrigado pelos elogios, mas eu não me sinto qualificado a disputar um emprego aqui. Não no que eu gostaria de fazer (software). A concorrência com os mais jovens deve ser brutal e eu certamente não quero, na minha idade, ganhar a vida lavando pratos ou fazendo delivery só para viver no primeiro mundo.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Um exemplo de como a falta de privacidade e a necessidade de conviver em um espaço apertado me incomodam: minha irmã chegou do trabalho e colocou um programa do youtube para assistir na TV que acho dolorosamente estúpido. Não falei nada e coloquei música nos fones de ouvido enquanto trabalhava ao computador. Minutos depois minha mãe veio até mim para me chamar a atenção e reclamar que o som dos meus fones de ouvido estava muito alto e a incomodando. Minha irmã ao fundo fazendo um comentário sobre como eu ia acabar surdo. A TV continuava ligada.

      :dashhead1:

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Nem o Banco do Brasil nem o Bradesco estranharam eu estar me conectando de fora do país. Fiz pagamentos em ambas as contas sem problemas. É claro que eu estar usando o celular cadastrado ajuda.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Uma coisa curiosa: eu achei mais fácil entender o que o piloto português da TAP falava quando ele começava a falar a fazer anúncios em inglês do que quando os fazia em português. Uma amiga de minha irmã começou a rir quando eu disse isso e afirmou que é assim mesmo. Ela me disse que os portugueses entendem tudo o que nós falamos mas é comum não entendermos uma palavra do que eles falam.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    xvideos e pornhub são bloqueados na Irlanda. Nem aparecem numa busca pelo Google, o que efetivamente faz parecer que nem existem. Se você for… ¨dependente¨ desses serviços é melhor já sair do Brasil com um plano B (e um C e D) :lol:

  • Luciano - 493 Comentários

    “Mas nada me impede de um dia reunir tudo em um ou mais posts aqui.”

    Aguardo este dia o post com tudo reunido aqui, pois não tenho conta no “Instragado” nem acesso e nem quero ter conta lá. B)

    Quero é mais distância de redes sociais, abandonar o FB foi a melhor coisa que já fiz. :yahoo:

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    A gente se depara com problemas curiosos e inesperados ao precisar comprar os suprimentos do dia-a-dia em Dublin. A primeira surpresa é que mesmo no verão alguns supermercados, como o Aldi, podem ser tão gelados quanto uma câmara frigorifica. Na rua você passeia impunemente de short e camiseta mas se entrar assim no Aldi não vai aguentar o frio ao passar pela seção de carnes. Em parte porque a maioria dos balcões frigoríficos deles não tem portas.

    A segunda surpresa é não encontrar itens que são onipresentes no Brasil. Por exemplo:

    Adoçante – Se seu paladar depende de uma determinada marca é melhor voce levar o seu do Brasil porque aqui você sequer encontra adoçantes líquidos e muito menos a marca de nossa preferencia.

    Leite em pó – A maioria dos mercados só oferece leite liquido (e em grande variedade), que precisa ser conservado na geladeira e que é um saco na hora de fazer bebida quente. Para achar leite em pó você precisa ir a mercados específicos.

    Sabonete – O sabonete que minha irmã compra é o Dove, que deixa uma camada escorregadia na pele. Eu não me sinto confortável com isso pois não me acho limpo enquanto estiver assim, por isso tive que procurar outro. No Aldi a única outra marca disponível parece mais o sabão que usamos para lavar roupa no Brasil. No Tesco a variedade é muito maior mas conseguir adivinhar que marca comprar que não provoque o mesmo problema é dureza. Os termos usados nas embalagens não ajudam quem não está acostumado.

    Terminologia – Eu tenho um grande vocabulário em inglês mas no supermercado, notadamente quando se trata de comida, eu me sinto quase um analfabeto. O que danado é Soft Pitted Dates? Qual a diferença entre Orange e Grapefruit? O que danado é Blueberry e qual a diferença para Raspberry? Você vai precisar do Google (o Aldi dá acesso gratuito à internet) e paciência, principalmente quando tem alguém ainda mais analfabeto te aporrinhando (no caso, minha mãe).

    A terceira surpresa é com o quanto a comida aqui parece insossa. Descobri que a comunidade europeia vem reduzindo os níveis de sal na comida gradativamente há anos. Quem vive aqui há muito tempo não nota mais.

    A quarta surpresa é a aparente falta do tipo de estabelecimento especializado que conhecemos no Brasil. Onde comprar os itens que normalmente encontramos em Armarinhos? Nem minha irmã sabe.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Feijão – Não adianta procurar por aquelas pilhas de sacos. O feijão em Dublin é habitualmente vendido em latas.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Remédios – Você pode acabar se surpreendendo como o que não pode ser comprado sem receita aqui. Um simples relaxante muscular requer uma prescrição de um médico irlandês. Então se você sequer desconfiar que pode precisar de um mero Dorflex, leve do Brasil. E não economize nisso. Mamãe trouxe uma caixa do Brasil com 36 comprimidos e faltando 10 dias para o fim da viagem só restam oito. Lembrando que os remédios precisam estar nas embalagens originais. Você não vai querer ser retirado da fila por suspeita de estar traficando drogas. E se tiver bagagem de porão deixe o “excesso” de remédios nela. A inspeção por raio-x é bem menos rigorosa para ela e nós nunca tivemos uma bagagem revistada após apanhá-la na esteira.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Alguns sites brasileiros podem não ser acessíveis daqui por decisão de seus próprios administradores. Por exemplo, do site da Kabum eu só consigo acessar a página inicial e mais nada. E o site da Hapvida nem abre. Para mim isso não é um grande problema porque eu posso acessar o servidor de algum cliente no Brasil via anydesk (e isso só é minimamente conveniente em um notebook ou desktop – nada de celular) e fazer minha pesquisa sem incomodar ninguém, mas quem não tem essa facilidade precisa planejar para essas situações.

    • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

      “Alguns sites brasileiros podem não ser acessíveis daqui por decisão de seus próprios administradores.”… ué, que decisão estranha… O_o

      • Jefferson - 6.617 Comentários

        Não é tao estranha assim hoje em dia. Bloqueando países e continentes inteiros você reduz muito a carga nos seus servidores e a possibilidade de hacks. Nos meus blogs eu bloqueio (ou tento bloquear) a China. Se eu fosse o CIO de um site de e-commerce brasileiro (Kabum) ou operadora de saúde local (Hapvida) eu provavelmente faria o mesmo. Talvez eu desse a opção para usuários logados que já fizeram compras anteriormente passarem pelo bloqueio, mas eu no minimo poria uma página de boas vindas explicando as restrições, que não é o que ocorre no caso da Kabum e Hapvida.

      • Jefferson - 6.617 Comentários

        Eu esqueci de comentar isso aqui, mas em 2015 um leitor de meus blogs instalou um script no servidor dele para facilitar o acompanhamento dos meus blogs (e de terceiros) via RSS, Mas por um erro no script ele estava sozinho e silenciosamente gerando um tráfego de mais de 1GB *por dia*, desnecessariamente. Em 2015. Imagine uma única pessoa, acidentalmente, drenando de sua banda mais do que você conseguiria baixar por dia. Ficou assim por semanas e eu só descobri por acaso. O meu provedor (hostgator) poderia acabar suspendendo meu site por isso.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Eu não pegaria um carro para dirigir aqui em Dublin nem de graça. O fato deles dirigirem do lado oposto da rua já me deixa suficientemente confuso como pedestre.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Após dois anos de espera e duas decisões judiciais a Estácio finalmente entrega meu diploma

Eu tenho uma estória história inacreditável para contar a vocês, mas vai ter que esperar. Eu vou adiantar apenas o seguinte: eu cumpri todas as minhas obrigações acadêmicas e financeiras com a Estácio em junho de 2020 e a faculdade levou inacreditáveis um ano e sete meses para reconhecer isso, o que exigiu uma decisão judicial via mandado de segurança para que fizessem minha colação de grau. E ainda foi necessária outra sentença quatro meses depois para eles pararem de enrolar e entregar o meu diploma.

Alguns podem pensar: “Já vi essa estória antes. O cara só conseguiu se formar mediante decisão judicial provavelmente porque não cumpriu todas as obrigações acadêmicas e depois ficou com mi-mi-mi para não cumprir e levou para a justiça. Ganhar não significa que o cara tem razão, só que tem advogado melhor.” Mas eu asseguro a meus leitores que quando eu começar a contar essa estória história a palavra “inacreditável” não vai sair da cabeça de vocês enquanto estiverem lendo. Mesmo quando a justiça foi envolvida, coisas inacreditáveis continuaram acontecendo. Vocês só vão acreditar mesmo porque eu eu tenho provas para mostrar. Sem elas, nem eu acreditaria nos meus relatos.

Só que eu só vou poder começar a contar isso em setembro ou outubro.

6 comentários
Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Decepcionado e intrigado com a ducha eletrônica Hydra ND Blindada 220V 6600W

Estávamos há anos sem chuveiro elétrico aqui em casa, mas a água anda fria “de torar” aqui em Recife e tomar banho vinha sendo um castigo diário. Comprei a ducha eletrônica Hydra ND Blindada por três razões:

  • Controle gradual de temperatura – Eu não gosto de banho frio, mas também não gosto de banho quente. Com duchas com poucas opções de temperatura corro o risco de saltar de “frio demais para o meu gosto” para “quente demais para o meu gosto”;
  • Resistência blindada – Nunca havia testado um chuveiro desse tipo e tive experiências ruins com a durabilidade dos últimos não blindados;
  • O preço não estava muito alto. – Por R$190 na Ferreira Costa também não estava “barato”, mas eu tinha pressa.

Mas o consumo de energia parece excepcionalmente alto! Os disjuntores que eu tinha instalado antes e funcionavam normalmente com o chuveiro anterior (ducha 8T Hydra 6600W não blindada) eram:

  • 10A para o circuito do banheiro (tomadas e chuveiro);
  • 16A para o circuito da cozinha (de onde é derivado o do banheiro)
  • 25A para a casa inteira

Note que isso parece bem sub-dimensionado, mas como a ducha 8T era ajustada para uma temperatura a meu gosto, bem longe da máxima, era o suficiente. Com a instalação da ducha ND blindada, eu tive que mudar emergencialmente para:

  • 25A para o circuito do banheiro (tomadas e chuveiro);
  • 25A para o circuito da cozinha (de onde é derivado o do banheiro);
  • 32A para a casa inteira

E olha que o chuveiro foi ajustado para uma temperatura no limiar entre frio e quente. O medidor de corrente no relé de sub-tensão principal da casa acusa um aumento na corrente de 25A (5500W em 220V) quando o chuveiro está ligado, então é bem possível que o disjuntor não tenha desarmado ainda porque não tomamos banhos demorados e certamente porque ninguém decidiu ligar o microondas ou a Air Fryer na hora errada. E esse é o banheiro com a melhor instalação elétrica. Tentar instalar um chuveiro com um consumo desses nos outros banheiros seria um problema maior.

Estou cotando um chuveiro não blindado agora para instalar em outro banheiro e ver se o problema é esse.

31 comentários
  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Bom dia! Aproveitando a “deixa elétrica”: eu sei que AGORA com essas chuvas todas aí na sua região não é o momento mas como estão as coisas da geração de energia fotovoltaica por aí? Muitos clientes seus já usam? Na sua residência será rentável? Aqui usamos na minha empresa já a alguns anos e anos passado coloquei na minha residência. Acho ser uma tendência irreversível essa…

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Meu amigo José Carneiro instalou há 30 dias e tenho um cliente comercial que instalou há mais tempo. Eu só não instalei ainda porque estou esperando uma reforma na casa que vai permitir termos um telhado estável e na orientação correta para a instalação.

      As contas mostram que o investimento se paga em 4 anos e depois é só alegria. O que seria perfeito mesmo é uma instalação off-grid, mas o custo das baterias ainda não compensa.

  • José Santos - 3 Comentários

    Como essas duchas são eletrônicas (tem circuito de controle e acionamento), então deve ligar na potência máxima para fazer a “resistência”/água chegar na temperatura adequada mais rápido e depois fica só regulando.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Faz sentido, mas o meu problema não é uma corrente muito alta de “partida”. É uma corrente muito alta continuamente, com a temperatura da ducha já estabilizada.

      • Luciano - 493 Comentários

        Acho que você está desacostumado com chuveiro elétrico mesmo! O consumo desses bichos é absurdamente alto. Mesmo sendo uma ducha eletrônica, acredito que poucas ou atá ariscaria dizer quase nenhuma mede a temperatura da água e faz ajuste da potencia. A maioria esmagadora das eletrônicas é um simples dimmer pra controlar a potencia a gosto do cliente.

        • Jefferson - 6.617 Comentários

          Eu assumiria que estou desacostumado, se o disjuntor que atendia o circuito do banheiro quando eu usava uma ducha Hydra 8T não-blindada devidamente ajustada para uma temperatura agradável não fosse de 10A e o disjuntor principal da casa não fosse de 16A.

        • Jefferson - 6.617 Comentários

          Oops… 16A para atender à cozinha e o banheiro.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      Relendo o que escrevera (“acusa um salto de 25A (5500W em 220V) quando ligo o chuveiro, “) percebi que ficou ambíguo. Vou reescrever o trecho para ficar mais claro que estava falando de consumo contínuo.

  • Alex - 15 Comentários

    Ei, talvez o “medidor de corrente” seja projetado para medir corretamente apenas senoidal. Se o “dimmer” no chuveiro for triac ou diac, será diferente de senoidal.

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      É perfeitamente possível que a medição esteja errada, mas eu troquei o disjuntor original do banheiro duas vezes, de 10 para 16A e em seguida para 25A, não por ter visto a medição alta, mas por estarem desarmando em menos de um minuto com o chuveiro ligado. Para o disparo térmico de um disjuntor termomagnético, até onde posso enxergar, não faz diferença a forma de onda da corrente. A corrente média no ajuste atual do chuveiro pode não ser os 25A medidos (não está desarmando), mas certamente é maior que 16A.

      Pode ser “mania” minha, mas me incomoda bastante usar disjuntores maiores que o estritamente necessário.

      • Luciano - 493 Comentários

        Geralmente na caixa do chuveiro e até mesmo no corpo de alguns costuma vir anotado qual a capacidade do disjuntor necessário. E adianto pra um chuveiro de 6KW eu não espero nada menor do que 25A. Aqui uso um de 32A DIN da Siemens e olha que o chuveiro é 5,5KW na potencia máxima.

        Alias, não sei que tipo de disjuntor você usa ai. Se forem disjuntor Nema, esses dificilmente desarma, alias eu não gosto dele, acho pouco seguro. Já os modelos DIN costuma ser mais “sensíveis”. Os Nema são muito lentos pra desarmar, precisa de uma corrente absurda. E o desarme dele por pelo térmico leva até 10 minutos. Nisso já deu pra por fogo na instalação a tempo. O DIN não aceita desaforo. Se é de 32A, passou um pouquinho disso, desarma fácil. Por curto então, geralmente não dá nem tempo de fazer o estouro.

        Não sei como é a Cia Elétrica ai, mas aqui onde moro a Elektro já pede de cara disjuntor de 63A pra um padrão bifásico. Se não colocar isso, eles reprovam o padrão e não fazem a ligação (no caso de ligação nova ou reforma). Então a casa inteira fica pendurada em um disjuntor bifásico de 63A.

        • Jefferson - 6.617 Comentários

          Não sei como é a Cia Elétrica ai, mas aqui onde moro a Elektro já pede de cara disjuntor de 63A pra um padrão bifásico. Se não colocar isso, eles reprovam o padrão e não fazem a ligação (no caso de ligação nova ou reforma). Então a casa inteira fica pendurada em um disjuntor bifásico de 63A.

          A CELPE tem uma tabela que vai de 16 a 70A dependendo da carga instalada.
          https://servicos.neoenergiapernambuco.com.br/residencial-rural/Documents/padrao-de-entrada/muro/materiais-padrao-de-ligacao-muro.png

          Eu não descarto que seja “ignorância” minha, mas para mim é preciso haver uma alternativa. Colocar um disjuntor mais alto que o estritamente necessário é o que, na minha opinião, leva museu a virar cinzas por causa de sobrecarga em um condicionador de ar.

          Eu até posso manter a contragosto um disjuntor principal de capacidade elevada para satisfazer o chuveiro, mas vou precisar refazer a fiação de modo que agora existam dois disjuntores “principais”: um exagerado, para os chuveiros, e um “são” de 16A para o resto da casa.

          • Tailan - 12 Comentários

            Você já deve saber disso, mas a função do disjuntor é proteger os condutores do circuito (contra sobrecargas e curto-circuitos). Então, desde que a corrente nominal do disjuntor esteja abaixo (ou igual, mas sejamos conservadores) da capacidade de condução de corrente dos condutores para o método de instalação adotado e a curva de disparo seja adequada ao tipo de carga, tá tudo certo.

            O caso do museu que você citou (e tantos outros por aí que a gente vê acontecendo) provavelmente é um daqueles em que se adotou um disjuntor de capacidade maior que a dos condutores do circuito. Já vi “eletricistas” instalando disjuntores de capacidade maior que o devido em circuitos de condicionadores de ar, simplesmente porque estavam com a curva errada (disjuntores com curva de disparo B trocados por disjuntores “maiores”, mas de mesma curva, quando deveriam usar da mesma capacidade de antes, porém com curva de disparo C, tendo em vista os picos de partida dos compressores dos ACs), e ficavam desarmando na hora de ligar as máquinas.

            Um erro primário, bobo, mas que pode ter consequências trágicas.

            • Jefferson - 6.617 Comentários

              Você já deve saber disso, mas a função do disjuntor é proteger os condutores do circuito (contra sobrecargas e curto-circuitos).

              Sim, e isso só é evidente para o público geral no nome em alemão: leitungsschutzschalter, que é literalmente chavedeproteçãodefios

              Então, desde que a corrente nominal do disjuntor esteja abaixo (ou igual, mas sejamos conservadores) da capacidade de condução de corrente dos condutores para o método de instalação adotado e a curva de disparo seja adequada ao tipo de carga, tá tudo certo.

              Para estar dentro da norma, sim. Numa instalação que eu faça para terceiros seguindo a norma, sim. Mas na minha casa, onde eu tenho o controle de tudo eu procuro ser mais conservador que isso. Por exemplo, pela norma, eu tenho que instalar cabos de 1.5mm2 para iluminação, que tem uma corrente máxima de 17.5A (3850W em 220V) . E preciso de um disjuntor exclusivo para iluminação. Ora, colocar até mesmo um disjuntor de 10A num circuito de iluminação moderno (LED) me parece absurdo. Infelizmente disjuntores de 4A são ainda mais caros que os de 10A. A própria bitola do cabo é exagerada, mas temos o problema da resistência mecânica e quanto mais fino o cabo, mais sujeito a quebrar dentro do eletroduto.

              Mudando de exemplo, vamos para o circuito de tomadas, que pela norma precisa ser feito com um cabo de 2.5mm2, cuja capacidade máxima é de 24A (5280W em 220V). Se eu sei que em nenhuma situação razoável eu vou ter mais que 2200W (10A em 220V) naquele circuito, por que eu instalaria um disjuntor maior que 10A nele? As tomadas de uso geral só suportam 10A.

              Eu administro o aluguel do apartamento de minha irmã, que não mora mais no Brasil. O disjuntor principal do apartamento, lá no quadro de medição, sempre foi de 16A e além de minha irmã ter morado lá durante anos diversos inquilinos passaram por lá sem que isso fosse um problema. Aí um dia, com um novo inquilino, o disjuntor principal desarmou de manhã cedo. Eles acionaram o zelador, que acionou um eletricista, que “resolveu” colocando um disjuntor de 63A no quadro de medição, porque supostamente os cabos saindo de lá suportam isso.

              Mas o que danado aconteceu no apto? Ninguém instalou chuveiro elétrico lá e os inquilinos eram beeemmm “espartanos” no quesito mobília e eletro-eletrônicos.

              Eu fui até lá, removi o disjuntor de 63A, instalei o de 16A de volta no lugar e durante essa operação constatei que a fiação no quadro estava muito mal emendada e dando mau contato daquele tipo que você ouve antes de ver. Consertei isso e mesmo com o disjuntor de 16A nunca mais desarmou. O que ia acontecer com aquele mau contato com um disjuntor maior? Ia faiscar até incendiar? Não sei e prefiro não descobrir.

              Reiterando: Eu sei o que diz a norma e também sei qual o papel do disjuntor, mas eu me sinto mais confortável sendo conservador.

              • Tailan - 12 Comentários

                Ser mais conservador que a norma não chega a fazer mal, não :lol:

                Quanto ao caso do apartamento, a folga dos cabos deve ter gerado um aquecimento suficiente para acionar o disparador térmico do disjuntor (de 16 A), felizmente antes que “cozinhassem” demais.

                E a solução adotada foi correta: resolver o problema das folgas, que causavam o aquecimento. Poderia até ser o caso de o disjuntor de 63 A ser adequado para a capacidade dos condutores, mas o que o tal eletricista fez foi mascarar/empurrar o problema (se é que ele realmente investigou minimamente).

              • Luciano - 493 Comentários

                Espera ai… 16A pra segurar uma residência toda??? Eu não acredito muito nisso, acho muito pouco.

                • Jefferson - 6.617 Comentários

                  Aqui em Recife, em 220V? Perfeitamente viável. Basta não usar chuveiro elétrico. E olha que somos da classe média.

                  Se somar as cargas e assumir que tudo seja ligado de uma vez, não dá. Mas na prática isso raramente acontece.

            • Jefferson - 6.617 Comentários

              Ahhh… mais uma coisa: eu sou distraído demais. Quanto menor o “pipoco” quando eu provoco um curto-circuito acidental, melhor para o meu coração :D

              Eu nunca testei se disjuntor menor significa pipoco visivelmente menor, claro. Mas isso me parece lógico. :lol:

            • Jefferson - 6.617 Comentários

              Esbarrei em outro exemplo hoje.

              Estou recolocando a piscina da casa em operação depois de mais de cinco anos parada. Instalei um quadro de disjuntores próprio já pensando numa melhoria que vou fazer no circuito do quintal. O quadro conta com DR, rele de sub-tensão
              e disjuntor especifico para a bomba. Como essa bomba em operação normal está acusando 5.5A no amperímetro do TOVPD1-40 (4.6A no meu alicate amperímetro vagabundo), coloquei um disjuntor C6 para ela.

              Hoje, ao ligar a bomba fiquei surpreso. Piscina cheia e não saía água. A segunda coisa que me chamou a atenção foi o amperímetro acusando 9.4A. A terceira foi a pressão no filtro encostando na faixa “não faça isso”.

              Eu havia esquecido de fazer uma manobra requerida no filtro e o caminho para a água estava fechado.

              Se eu tivesse ligado e saído, o disjuntor apropriado para proteger a fiação (C10) ia segurar até a bomba pegar fogo. O que eu instalei eventualmente ia desarmar.

              Entretanto, eu só coloquei esse disjuntor C6 porque tinha um sobrando no meu estoque de disjuntores. Esses custam facilmente o triplo (uns R$22 ou mais) do que um disjuntor de 10A (uns R$8) custa. Em alguns casos, pode ser melhor avaliar a instalação de um dispositivo eletrônico para monitorar a corrente. O próprio TOVPD1-40 faz isso, mas ocupa o espaço de duas unidades e sai bem mais caro (R$63 hoje), embora também seja bem mais útil.

              Nota: A bomba é de 1/2CV, cuja corrente nominal é de 4.9A em 220V

              • Tailan - 12 Comentários

                Mas aí, para proteção do motor, entraria o uso de algum dispositivo como um relé térmico, ou um disjuntor motor (que, resumidamente, é um disjuntor termomagnético com ajuste da corrente de atuação do disparador térmico e – não sei se todos os modelos – sensibilidade à falta de fase). Ou mesmo um relé como o TOVPD1-40.

                • Jefferson - 6.617 Comentários

                  Os disjuntores domésticos já costumam ser do tipo termomagnético. Ou seja: já incorporam a função de relé térmico. Você acha que um disjuntor termomagnético comum, unipolar, não serve para proteger um motor monofásico? Quando a bomba da piscina deu defeito o primeiro sinal de que havia algo errado foi o cheiro de verniz aquecido. O segundo, o disjuntor que desarmava após alguns minutos.

                  • Jefferson - 6.617 Comentários

                    Esse defeito a que me referi ocorreu no ano passado e foi necessário refazer o enrolamento da bomba. Ela funcionava, mas a corrente ficava acima de 7A, o cheiro de verniz tomava conta do ambiente e eventualmente desarmava o disjuntor

                  • Tailan - 12 Comentários

                    Sim, os disjuntores domésticos são termomagnéticos, e, sim, podem proteger um motor monofásico.
                    O ponto é que o disparador térmico desses disjuntores é fixo, de modo que eles cumprem bem a função de proteger a instalação (os condutores), quando corretamente dimensionados, mas não necessariamente vão proteger, individualmente, os equipamentos alimentados por aquele circuito.
                    Isso é um “problema” maior quando se trata de circuitos de uso geral, em que o disjuntor alimenta mais de um equipamento por vez. Para circuitos de uso específico, de fato é mais fácil dimensionar o disjuntor de modo a conseguir o efeito de proteger a carga.

                    O uso de relés térmicos específicos se dá porque neles é possível ajustar exatamente o valor de corrente acima do qual eles atuam, efetivamente protegendo a carga em questão (ajusta-se o relé para abrir caso a corrente exceda a normal do motor, já considerando o fator de serviço, etc.).
                    O mesmo efeito pode ser atingido, por exemplo, com o uso do disjuntor-motor, que também permite o ajuste da corrente de atuação do disparador térmico, ao invés de ter que “confiar” no valor fixo, como nos disjuntores comuns.

                    • Jefferson - 6.617 Comentários

                      A título de complemento, aqui em casa temos três condicionadores de ar split Electrolux de 9000BTUs, mas apenas dois deles são usados diariamente. Fui checar os disjuntores que coloquei neles, cerca de 10 anos atrás, e um é B6 e o outro é B10. Provavelmente eu não tinha nenhum disjuntor da curva C adequado no momento da instalação. E um é de 10A porque eu não tinha outro de 6A sobrando (são caros).

                      Nenhum deles desarma à toa. O que sugere que eu poderia usar um C4 em cada um. Para conferir eu acabo de medir a corrente em um deles e ficou em torno de 2.8A com compressor ligado.

                      Quando você vai comprar um “kit de caixa de disjuntor para ar condicionado” o disjuntor já começa em C10, que é também o recomendado no manual de instalação do fabricante para esse aparelho. Acho natural que ninguém vá fabricar ou estocar kits com disjuntor C4 ou C6 porque isso encarece bastante o produto sem apresentar algo mais atraente para o consumidor médio. Quem sabe o que está procurando monta o seu próprio kit.

      • Luciano - 493 Comentários

        Complementando, se quiser eu posso medir o consumo do meu aqui. E não é eletronico, e apenas um simples modelo de 4 temperaturas. Mas se não me falha a memória é mesmo de 5,5KW (na potencia maxima, super quente) e ligado em 220V.

        • Jefferson - 6.617 Comentários

          O consumo na máxima é fácil de deduzir pois está escrito no chuveiro. Mas eu não uso o chuveiro na máxima. Aqui em Recife mesmo quando está fazendo um “frio de lascar” (para os nossos padrões) isso ainda não é necessário.

  • Alex - 15 Comentários

    Defeito na ducha? (“Fuga de corrente interna”? “Semi-curto” interno?) Consegue solicitar troca na loja/assistência por outra igual ou similar? Fale que ela está desarmando o disjuntor, e que a ducha antiga não desarmava.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Hoje eu desinstalei a Hydra blindada e instalei uma ducha não blindada Lorenzetti Loren Shower Ultra eletrônica, 6800W.

    Antes de remover a Hydra eu conferi o medidor de corrente com a mesma ligada: 25A
    A Lorenzetti com uma temperatura similar ajustada: 12A O_o

    Ainda não sei se isso é defeito da minha ducha blindada ou uma “característica” da mesma.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Eu parei para fazer as contas da diferença de consumo dos dois chuveiros.

    Assumindo que:

    A diferença seja de apenas 10A (2200W em 220V)
    Sejam seis banhos por dia
    Cada banho dure apenas 5 minutos (duração ideal definida pela OMS)
    O kWh custe R$1

    5 minutos * 6 banhos * 30 dias = 900 minutos (15 horas)

    15 horas * 2.2kw = 33kWh

    33kWh * R$1 = R$33 desperdiçados pelo chuveiro todos os meses. O Loren Shower Ultra 6800W (R$99) se paga em três meses.

    Isso fora o problema criado na instalação elétrica pela necessidade de acomodar esses 2200W extras.

  • Snow_man - 312 Comentários

    5 minutos?
    ah não, não tem oms nenhuma pra vir regular meu banho kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »

Impressora M1132MFP não imprime de uma web app específica (Tricard)

Esse problema me ocupou por vários dias. Eu ia lá na empresa, passava uma hora ou mais fazendo experiências e voltava frustrado para casa sem saber o que estava ocorrendo.

A impressora imprimia normalmente do bloco de notas, do Word, a página de teste… mas quando o usuário tentava emitir um extrato em https://websec.tricard.com.br o trabalho de impressão ficava parado na fila indicando 5.xx de 8.xx MB transferidos e daí a impressora não imprimia mais nada, sendo necessário cancelar o trabalho e desligar a impressora para apagá-lo.

A empresa tinha duas outras impressoras iguais em departamentos diferentes e nas duas eu conseguia imprimir o mesmo extrato, então não era culpa da web app. As máquinas usavam Windows 8.1 nas versões de 64 ou de 32 bits.

O usuário reportou que o problema começou depois que a impressora voltou do conserto. Poderia ser firmware diferente? Então eu trouxe uma dessas impressoras que funcionavam para o computador problemático. O problema persistiu, então não era a impressora também.

Criei um novo usuário no Windows, desinstalei o driver e tentei tanto o mais novo disponível no site da HP quanto o padrão (velho) que vem embutido em um disco virtual na própria impressora. Nada mudou.

Reinstalar o Windows nessa máquina ia gerar transtorno, porque ela tem quatro impressoras das quais três dependem do sistema comercial e o desenvolvedor parece se recusar a explicar como o sistema é instalado, por isso eu dependo do suporte dele para a máquina ficar pronta. Mas quando não parecia mais haver outro jeito eu peguei um outro HDD e fiz uma nova instalação do Windows 8.1 x64 nele, instalei o driver e… o problema persistiu!

Então também não era o Windows, mas o hardware. Mas onde? Era um computador Lenovo V530S-071CB.

O problema desapareceu quando eu desconectei a impressora do hub USB 3.0 xing-ling B-MAX modelo BM8631 onde ela estava conectada e liguei direto em uma das portas dianteiras da máquina. Notar que eu não desconfiei do hub porque neste também estava conectado um adaptador bluetooth fazendo streaming permanente de áudio para o sistema de música ambiente da empresa.  E por que eu desconfiaria do hub, se a impressora só não imprimia daquele site?

Malditos Gremlins…

 

6 comentários
  • Victor Menezes - 1 Comentário

    É o verdadeiro “nada com nada”. Coisas completamente não relacionadas que, juntas, conspiram para não funcionar. Por isso eu sempre digo aos meus clientes que informática tem uma parcela de esoterismo, como a astrologia e o horóscopo :lol:

    • Jefferson - 6.617 Comentários

      E acho importante frisar que esse é o típico problema onde a solução padrão do mercado, “formatar”, além de não ter resolvido nada ia gerar um transtorno desnecessário e me deixar com cara de idiota diante do cliente.

  • Jefferson - 6.617 Comentários

    Depois que funcionou eu fiquei pensando se o problema não era a web app da tricard, mas a complexidade e tamanho do documento a imprimir. Nos meus testes eu sempre imprimi documentos simples, de uma página, enquanto o extrato da Tricard tem duas páginas e é decorado com imagens. Da próxima vez que eu for lá eu vou testar isso.

    • Claudio - 86 Comentários

      Vale também imprimir para PDF (usando a PDF printer padrão do Windows de preferência) esse extrato para ver como a página de impressão é gerada … Já vi geradores que geram uma imagem de alta resolução para impressão, em vez de texto, e como é de se esperar o documento acaba ficando enorme, mesmo contendo apenas texto.

      • Jefferson - 6.617 Comentários

        Esqueci de informar no post que eu salvei o extrato em PDF usando o mecanismo embutido no Chrome, mas ao tentar imprimir esse PDF na impressora dava o mesmo problema.

        • Claudio - 86 Comentários

          E chegaste a obsevar se o PDF gerado contém texto como texto mesmo, ou como imagens?

          Sem abrir o documento numa ferramenta forma, uma forma de examinar é dar um zoom absurdo, tipo 1200%, e reparar se o texto é vetorial/suave, ou formado por bitmaps (raster).

          Não é muito comum, mas já vi por exemplo app de banco que imprimia recibos e comprovantes como imagem, por algum motivo bizarro – mas faz anos isso.

Clique para comentar
(Prefira clicar em "Responder" se estiver comentando um comentário)

Deixe um comentário

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code class="" title="" data-url=""> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong> <pre class="" title="" data-url=""> <span class="" title="" data-url="">

  

  

  

:) :( ;) O_o B) :lol: :huh: :S :D :-P 8-O :yahoo: :rtfm: :dashhead1: :clapping: more »