Programadores de sistemas comerciais não entendem o conceito de “rascunho”?

Eu não paro de me surpreender com as queixas que ouço de meus clientes com relação aos sistemas comerciais que usam. Ontem eu ouvi o terceiro cliente desabafar comigo que seu pessoal às vezes perde horas de trabalho porque precisa lançar uma quantidade incomum de itens em uma nota fiscal e o sistema dá algum “tilt” no meio do caminho e eles tem que começar tudo de novo. Esse tinha que lançar especificamente 300 itens em uma nota e estava desde o dia anterior tentando. Pior que isso: existem partes nesse sistema comercial onde os valores não são somados automaticamente e o usuário é que tem que somar numa calculadora e preencher!

E vem pedindo há meses que essas coisas sejam resolvidas mas não são. E isso porque pagam pela “manutenção” mensal do software.

Se você não tem noções de programação vai ter que confiar em mim: é trivial adicionar um botão “salvar rascunho” em cada formulário. Tão trivial quanto fazer isso automaticamente a cada item adicionado e detectar automaticamente a existência de um rascunho quando o sistema é reiniciado, como faz o Word. Um pouco menos fácil mas ainda ao alcance de qualquer desenvolvedor comercial, é a capacidade de importar uma lista feita no Excel. Importar de um arquivo CSV feito na munheca no bloco de notas? Não deve dar uma dúzia de linhas de programação!

Quando uma empresa me diz que perde horas de trabalho (perder minutos já é inaceitável) por causa de uma coisa dessas eu só consigo pensar em dois motivos: incompetência ou descaso.

 

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Seu PC foi infectado? Agora vai ter que formatar para acessar de novo o banco!

Descobri isso ontem. Uma funcionária de um cliente se deixou enganar por uma mensagem de atualização obrigatória falsa e se infectou com um malware. Em seguida perdeu acesso ao Itaú, Caixa e BB. Os três usam a maldita solução de segurança da GAS/Diebold. Até aí, normal e esperado.

Dei um boot por um LiveCD, guardei todo o conteúdo do HDD em um diretório e fiz nova instalação do Windows. Me surpreendi quando ao acessar a Caixa, recebi a mensagem:

X5 – Computador / dispositivo bloqueado. Favor entrar em contato com o suporte tecnológico.

Note que a mensagem não diz “conta” ou “usuário”. Ela menciona especificamente o hardware. Como, numa instalação nova, a Caixa reconhece o dispositivo? Eu sei que isso é perfeitamente possível, no mínimo tendo armazenado o endereço MAC ou em outro tipo de “fingerprint” do hardware, mas aí a Caixa teria que se basear na “palavra” do cliente (eu juro que formatei!) porque o hardware não muda mesmo depois de formatar. Desconfiei que a maldita solução de segurança ou estivesse escondendo algo na partição ou armazenando em um servidor externo o serial do volume, que é recriado a cada formatação.  Então como estávamos na hora do almoço e não conseguimos falar com o pessoal da Caixa, aproveitei o tempo para mover os dados do cliente para outra partição e fazer o que raramente faço: formatar. Fui mais drástico ainda: removi a partição de 100MB que o Windows cria automaticamente e a partição onde estava o drive C:

Após nova instalação do Windows, o acesso à Caixa funcionou na primeira tentativa.

Se a solução de segurança estiver mesmo se baseando em um serial, nem mesmo ter feito uma imagem de backup da partição com Trueimage ou similar  será suficiente para aplacar a ira dos deuses da Diebold. Somente um sacrifício na forma de uma formatação será capaz de resolver o problema. Sim, eu já disse isso antes!

E não foi só a Caixa que percebeu que eu não havia formatado. Antes de formatar, o Itaú estava pedindo um recadastramento do computador que envolvia uma declaração assinada pelo dono da conta e entregue pessoalmente ao gerente do banco (procedimento que a funcionária disse ser comum). Nem sequer imprimimos o formulário e após a formatação a conta foi acessada sem precisar de nada disso. Não chegamos a confirmar o BB, porque o usuário também estava bloqueado ainda, mas suspeito que o problema seria similar.

Minha recomendação: Comece a recomendar a seus clientes o uso exclusivo de máquinas virtuais para acesso a bancos.

Quando eu puder vou fazer imagens dos HDDs de alguns clientes empresariais só para testar depois de um bloqueio se recarregar uma imagem seria o bastante.

 

41 comentários
  • Matuto - 129 Comentários

    Dois clientes meus passaram por alguma coisa parecida no BB. Uma delas informou que o pessoal do helpdesk mandou ela formatar o HD. Ainda estou aguardando ela retornar a ligação e me dizer como foi resolvido o problema. Eu achava que apagando as pastas do WARSAW e limpando o registro do Windows resolveria, mas nem cheguei a testar isso.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Só me ocorreu agora procurar saber se é possível mudar o serial do volume sem formatar. Claro que é! :dashhead1:

    Da próxima vez que eu me deparar com esse problema, depois que eu apagar o gbplugin/warsaw manualmente vou mudar o serial do volume e ver o que acontece.

    • Eduardo - 6 Comentários

      Só mudar o serial do volume não deu certo. Acabei de testar. O que resta é mudar o ID de instalação do Windows como o Daniel falou mais abaixo. Mas eu não encontrei um programa que faça isso.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Não sei o que é esse “ID de instalação do Windows” mas não creio que esteja relacionado com o problema. Se você ler com atenção meu post, verá que eu fiz uma instalação inteiramente nova do Windows, sem formatar, e o banco rejeitou o acesso. Formatar e fazer a instalação nova foi aprovado. Isso sugere que o que quer que seja que o programa de segurança está olhando, está no disco e não na instalação do Windows.

  • Jesusleno - 18 Comentários

    Eu trabalho na CAIXA e também passo frequentemente por esses problemas junto aos meus clientes, inclusive já aconteceu com o micro que eu trabalho dentro da agência e foi preciso formatar (subir uma nova imagem, como eles chamam), sem isso nada feito!

    Se você puder ser mais específico onde fica as pastas e os termos do registro que devo apagar, posso tentar a solução de trocar o número do volume, para ver se dar certo ter novamente o acesso sem a formatação.

  • Daniel - 3 Comentários

    Existe um programa que muda a serial do volume e outro que muda a ID de instalação do windows. Costumo resolver assim.

    • Eduardo - 6 Comentários

      Não encontrei um programa que faça a alteração do ID de instalação do Windows. Você pode indicar algum?

      • Matuto - 129 Comentários

        Eu testei uma vez o VolumeID v2.1.

        O link é esse:
        https://docs.microsoft.com/pt-br/sysinternals/downloads/volumeid

        Ele funciona pelo Prompt de Comando. Tu faz o procedimento e reinicia o Windows, daí quando ele entrar novamente o Volume da Unidade vai estar com o novo valor que tu colocou.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Salvo engano, esse “Volume ID” é o mesmo “serial do volume” do qual estamos falando. Está relacionado com a formatação do disco e não com a instalação do Windows.

          Mas o que realmente importa é: você teve sucesso usando esse programa para driblar o bloqueio do banco?

          • Eduardo - 6 Comentários

            Eu testei e não resolveu….
            Desinstalei o Warsaw, mudei o serial do Volume C: com esse aplicativo, reiniciei o computador, conferi se tinha mudado e tentei novamente o acesso ao BB, mas continua bloqueado.
            Vou tentar novamente alterando o serial dos outros volumes também. O de recuperação e aquele outro que fica logo no começo do disco.
            Tem alguma outra informação relacionada ao HD que poderíamos mudar?

            • Eduardo - 6 Comentários

              Consegui resolver no meu.
              Removi a pasta c:\Programdata\Temp
              Aparentemente o Warsaw cria um ID para o computador, armazena lá e quando desinstalamos essa pasta é mantida.

              • Jefferson - 6.606 Comentários

                Hummm… quer dizer que basta mudar o serial do volume e remover a pasta para desbloquear o acesso? Obrigado pelo feedback!

              • Paulo Henrique - 1 Comentário

                Deu certo a sugestão do Eduardo. Excluir a pasta temp.

                Grato,

              • Fhilipe Rotta - 1 Comentário

                Funcionou perfeitamente com a dica do Eduardo, fiz o procedimento em uma estação aqui do serviço e deu certo
                Agradeço ao Eduardo, Jefferson e ao Paulo Henrique, sem essa dica teria que formatar a máquina

              • Fernando - 1 Comentário

                Removi o Warsaw, troquei o serial do volume, removi a pasta C:\ProgramData\Temp e nada feito. Mas mudou o erro, era “X5 – Computador/dispositivo bloqueado” agora é “Dispositivo bloqueado.”

              • Sergio - 1 Comentário

                Excelente dica!
                No meu caso, apenas desinstalei o Warsaw e apaguei a pasta C:\ProgramData\Temp, além de limpar dados do navegador. Voltou a funcionar BB e Caixa!!!
                Já tinha trocado MacAddress etc. Mas voltei o MacAddress original. Nem precisei recadastrar o computador, os bancos entenderam que eu formatei o computador e voltaram a me aceitar.
                Agradeço mais uma vez.

              • camilo - 1 Comentário

                Boa tarde, gostaria de agradecer a todos pelas dicas, em especial ao Eduardo,
                pois foi com a sua que conseguir resolver este problema que já se arrastava desde o ano passado, valeu.

                • Filipe - 1 Comentário

                  Consegui resolver fazendo o procedimento de excluir os dados de historico do navegador, desinstalando os dispositivos de segurança e ecluindo as pastas dos programas e a TEMP. funcionou como o Euardo falou!

                  Obrigado a todos!

                  • Roberto - 1 Comentário

                    Você usa o Windows 10? Tentei fazer o mesmo procedimento, porém o problema persiste…

                    • Eduardo - 6 Comentários

                      Robeto, eu uso o Windows 10.

                    • Fernando Freitas - 1 Comentário

                      Obrigado Eduardo, mas pelo jeito o sistema voltou a detectar quando o computador não é formatado. Já fiz de tudo nos últimos dias: alterei hostname da máquina, mudei o grupo de trabalho, alterei o endereço MAC da placa de rede, removi todas as pastas Warsaw e Diebold (incluindo os diretórios ‘Temp’), alterei o volumeid de todas as partições, limpei o histórico/cookies dos navegadores, e mesmo assim o banco continua informando que o dispositivo está bloqueado. Infelizmente vou continuar sem acesso ao internet banking (também utilizo o Windows 10 como sistema operacional) :(

                • Eduardo - 6 Comentários

                  Imagina Camilo! Que bom que conseguiu.

  • Dalton - 1 Comentário

    Eu sou cliente da sucateada Caixa Econômica Federal e já tive este maldito problema várias vezes apesar de ter o BitDefender Total comprado e legal na máquina. Eu cansado disso, fiz clones dos HDs aqui com Easeus, free e muito bom , aliás. Quando refiz o clone em cima do HD Windows10 que a miserável da CEF não admitia, também não funcionou. Gostei da ideia do Drive Virtual, agora vou fazer assim. Acho chato, pesado e com imagem ruim, mas deve resolver.

  • Ivan - 1 Comentário

    Desconfio que o BB está bloqueando máquinas virtuais. Ao menos no caso da minha conta e também da minha esposa, tendo instalado linux mint 64bit em uma maquina virtual para cada. Só dor de cabeça!

  • Guilherme - 1 Comentário

    Tive recentemente problema também em meu computador de acesso bloqueado no Banco do Brasil, desinstalei o warsaw, removi os dados da pasta c:\Programdata\Temp e alterei o Volume ID e deu certo. É uma palhaçada o que esse modulo de proteção ineficiente faz! É pior que virus! Já tive inúmeros problemas e aplicativos que simplesmente não inicializam por conta da Diebold, quem puder passe longe disso! A algumas semanas, depois de uma atualização do warsaw, todos os downloads que tentava realizar demorava cerca de 10s para abrir a janela de salvar, demoraram duas semanas até lançarem a atualização de correção e o pior é que temos que aceitar tudo isso de mãos amarradas!!!

  • Cristiano Nunes - 1 Comentário

    No Linux (Ubuntu), para resolver o problema eu segui os passos:

    1) Desinstalar o Warsaw:
    sudo apt purge warsaw

    2) Remover os diretórios temporários do Warsaw:
    sudo rm -rf /tmp/.wsdl/
    sudo rm -rf /tmp/upd/
    sudo rm -rf /dev/shm/wi*

    3) Alterar o hostname da máquina:
    Editar e alterar o hostname nos arquivos: “/etc/hostname” e “/etc/hosts”
    sudo hostname [nome_do_novo_hostname]

    4) Instalar novamente o Warsaw::
    sudo dpkg -i warsaw_setup64.deb

  • alberto - 1 Comentário

    funcionou hoje para mim somente apagando a pasta. obrigado

  • Thiago Mattos - 1 Comentário

    Boa tarde, estive com o mesmo problema e consegui resolver sem a necessidade de formatação.

    Procedimentos:
    Desinstalar os módulos de segurança existentes
    Acessar: http://www.caixa.gov.br/site/paginas/downloads.aspx

    No link acima tem 3 programas, baixe-os e instale em ordem.

    So isso, na minha instalação o segundo programa deu erro, mas mesmo assim voltou a funcionar o Internet Banking. Qualquer duvida podem chamar por e-mail

  • Paulo Aguiar - 1 Comentário

    Tenho uma máquina que roda Win 7 64 e tive essa mesma decepção que todos estão relatando por aqui. Fiz o procedimento abaixo e voltei a utilizar meu PC sem ter que formatá-lo

    1º – Painel de controle / Programas e Recursos / desinstalar programa “Warsaw”. Após o sistema vais pedir para reiniciar o computador, mas deixa pra fazer isso após o último passo.

    2º – Digite no campo de pesquisa de programas e pastas a palavra “Regedit”. Ela vai mostrar o aplicativo de editor de registro.

    3º – Abra o editor de registro e siga o caminha abaixo:

    HKEY_LOCAL_MACHINE / SOFTWARE / Diebold.
    Apagar a pasta “Diebold” inteira

    4º – Ainda no editor de registro, siga o caminho

    HKEY_LOCAL_MACHINE / SOFTWARE / SYSTEM / CurrentControlSet / services / wsddntf.
    Apagar a pasta “wsddntf” inteira. Após, fecha o editor de registro, e continue:

    5º – Abra “disco local C”, na barra de ferramenteas, clique em “ferramentas” e depois “opções de pasta”, “Modo de exibição”; procure por “pastas e arquivos ocultos e marque na caixa de diálogos “Mostrar arquivos, pastas e unidades ocultas”.

    6º – Abra “disco local C” e abra a pasta “arquivos de programas” e apague a pasta “Diebold” inteira

    7º – Ainda no “disco Local C”, vá na pasta Arquivo de Programas (x86) e apague a pasta “Diebold” lá também. (a pasta “Diebold” estará oculta, razão pela qual é indicado o 5º passo acima).

    8º – Feche tudo que estiver aberto no computador e reinicie a máquina.

    9º – Após reiniciado, abra o navegador, entre no site do BB. Rodar o aplicativo de diagnostico e pode entrar em sua conta novamente e sem ter que formatar seu computador.
    No meu computador voltou a funcionar. Espero ter contribuído!

    • Nelson - 1 Comentário

      Boa tarde,

      Depois de muitas tentativas a que resolveu para min foi seguindo estas orientações do Paulo Aguiar!

      Agradeço

      Abraço

  • Laercio Camargo - 1 Comentário

    Excelente !! deu certo .. obrigado !

  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Criamos uma VM aqui no Servidor da empresa só para usar os bancos: foi a melhor coisa que poderíamos ter feito! E com isso também ganhamos a opção de acessar (via VPN) as contas da empresa remotamente! :yahoo:

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Estatísticas de acesso, agosto de 2018

O Awstats informa que no último mês de agosto https://ryan.com.br (SSL) teve cerca de 20mil visitantes únicos, perto de um milhão de hits e 15GB de tráfego mensal.

Notar que eu comecei a usar https em julho e parte dos acessos (uns 20%) ainda é por http, por isso é preciso somar o outro gráfico para ter uma idéia melhor do tráfego, que sobe para 26mil visitantes únicos e pouco mais de 20GB de tráfego:

Os assuntos de que falo não são mais tão populares por isso tem havido uma lenta queda. A estatística mais antiga armazenada pelo Awstats, de 2011, diz que naquela época eu tinha mensalmente 75 mil visitantes únicos, 3 milhões de hits e 77GB de tráfego.

Em março de 2011 eu devo ter apagado o histórico do Awstats. Me lembro muito vagamente de algo do tipo. Daí não tenho nada anterior a isso. Estou no mesmo host (Hostgator) desde 13/12/2006.

Notar que eu publiquei meu review do DVP642 em 2004 e ensinava a fazer hacks em firmwares para DivX players entre 2007 e 2008. Nessa época é que o tráfego realmente era alto.

Nota: essas estatísticas não incluem acessos feitos declaradamente por bots/clawlers. Somados os tráfegos gerados pelo Googlebot e Binbgbot eu forneci mais 11GB em agosto. 50% da banda consumida por (supostos) humanos.

6 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Venho aqui sempre que possível, pelo conteúdo mesmo, tem muita coisa útil, é bem similar em serviços que presto, além do bom humor e camaradagem da turma toda.

    Long life to Quicktalk :yahoo:

  • Paulo - 46 Comentários

    “Os assuntos de que falo não são mais tão populares por isso tem havido uma lenta queda”
    Eu gostaria que vc continuasse com os assuntos do seu interesse, pois a mídia está muito ‘igual’. A gente entra num blog/site e o assunto é “A”. Entra em outro e o assunto é “A” também. Até as músicas de hoje já não me chamam a atenção. Os artistas copiam uns aos outros. Não têm mais identidade, originalidade e acompanham a manada.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      A gente entra num blog/site e o assunto é “A”. Entra em outro e o assunto é “A” também.

      E muitas vezes o texto é só uma tradução mal feita, palavra por palavra. O “autor” sequer acrescenta sua opinião. Muitos nem dão crédito à fonte.

      Eu me abusei com isso anos atrás, por isso nem acompanho sites brasileiros de notícias sobre tecnologia. Os únicos sites que eu olho, quando me lembro, são o Crash Computer do Luciano Sturaro, o Pakéquis de Rodrigo Feliciano e o DQSoft do Daniel Quadros, porque é gente que produz conhecimento e não se limita a copiar de outros.

  • Pedro Novaes - 1 Comentário

    Sigo o QuickTalk por aquela tecnologia obsoleta que as novas gerações nunca ouviram falar: RSS.
    Gostaria de recomendações de sites que acompanha (uma lista curada daquelas 6 mil abas do Firefox :P). Acompanho alguns portais de tecnologia mas é aquela coisa, hoje em dia um copia o outro quase integralmente e fico condenado a ler a mesma notícia 10 vezes por dia.
    Continue escrevendo :-)

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Gostaria de recomendações de sites que acompanha (uma lista curada daquelas 6 mil abas do Firefox :P).

      São 3600 abas, mas percebo que você tem prestado atenção :P

      Talvez saia uma lista um dia :)

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Contra todas as probabilidades, gostei de Solo: A Star Wars Story

Não gostei o bastante para que eu queira assistir novamente mas pelo menos é a estória no universo Star Wars com menos problemas de roteiro (que eu tenha notado) desde The Force Awakens. Além disso eu gostei dos personagens, dos atores e achei o casal Solo e Qi’ra convincente. Os problemas:

  • As circunstâncias do encontro entre Solo e Chewbacca são forçadas;
  • Não ficou claro por que Enfys se concentrava em rastrear Beckett;
  • O tiroteio após o roubo da mina durou tempo demais e eles estavam em uma posição muito desvantajosa para a fuga deles ser verossímil;
  • Mesmo após a Millenium Falcon ter sofrido tantos impactos e perdido tantos pedaços na fuga, o rastreador de Enfys continuou funcionando?
  • Do momento em que Enfys revela sua face até o final do filme a qualidade do roteiro despenca.

Eu assistiria a uma continuação com boas expectativas.

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Engenharia de software regulamentada. Engenheiro de software agora é “eletricista”

A resolução saiu no dia 24 de maio mas só fiquei sabendo agora. A Sociedade Brasileira de Computação era contra mas não adiantou nada. Eu ainda não tenho uma opinião formada sobre isso (a princípio me parece só uma manobra do CONFEA para arrecadar mais), mas me saltou aos olhos  esse trecho da resolução:

Art. 5º O engenheiro de software integrará o grupo ou categoria Engenharia, modalidade Eletricista.

Eu sou formado em eletrotécnica e até eu acho ser chamado de “eletricista” uma piada.

17 comentários
  • Marco Arthur - 28 Comentários

    Ryan,
    Li a resolução e entendi que foi sim criada a categoria Engenheiro(a) de software.
    Ao que parece, apenas foi enquadrado dentro da macro categoria “Engenheiro Eletricista” e não simplesmente “eletricista”, conforme cita o Parágrafo único:

    “Parágrafo único. O respectivo título profissional será inserido na Tabela de Títulos Profissionais do Sistema Confea/Crea conforme disposto no caput deste artigo e da seguinte forma:
    I – título masculino: Engenheiro de Software;
    II – título feminino: Engenheira de Software; e
    III – título abreviado: Eng. Soft.”

    Temos várias categorias de engenheiro que estão dentro desta categoria, para diferenciá-la das demais engenharias, como civil, mecânica, química, etc…”.

    veja a resolução no link a seguir: “http://normativos.confea.org.br/downloads/anexo/0473-02.pdf”

    Não seria apenas isso? mesmo o “apenas” representando muito…

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Marco, eu notei cada uma das coisas que você observou antes de escrever meu post. O trecho que eu citei não deixa margem para engano. Eu só deixei de lado o “engenheiro” para dar ênfase ao absurdo “eletricista”. Se eu fosse engenheiro eletricista eu não gostaria de ser chamado de engenheiro eletricista. Eu diria que “estudei engenharia elétrica”.

      Eu acho que você concorda que não tem qualquer cabimento. Essa “subordinação”, mesmo que só exista em uma tabela, chega a ser ofensiva. E não estou falando de minha percepção da conotação pejorativa do termo “eletricista”. Poderiam colocar na modalidade “mecânico” que eu faria a mesma objeção.

      Notar que eu não sou nem pretendo ser engenheiro de software.

      • Marco Arthur - 28 Comentários

        Jefferson,
        Concordo com você, sou formado em engenharia elétrica, por consequência, sou “engenheiro eletricista”. Acho esta denominação horrível, porém é o que temos pra hoje. rsrsrsrs.
        Mas você tem toda razão.
        Saudações.

        • Ricardo Menzer - 143 Comentários

          Uai, mas qual seria o termo “correto”??

          • Jefferson - 6.606 Comentários

            “Engenheiro de eletricidade”? :lol:
            É já que estamos nisso o que é um “engenheiro civil”? Aquele que não é militar?

            • Ricardo Menzer - 143 Comentários

              Segundo a Wikipedia, é isso mesmo:

              A designação “engenharia civil” foi inicialmente utilizada por oposição à de “engenharia militar”.[2] Designava assim, toda a engenharia não militar.

              :lol:

              Eu tive um professor na Engenharia Elétrica que falava que Engenheiro Elétrico era aquele que precisava estar ligado na tomada pra funcionar. E o correto era Engenheiro Eletricista mesmo. Eu concordo com ele.

              • Jefferson - 6.606 Comentários

                :lol:

                :lol: 5x

                Mas seguindo essa lógica você deveria ser engenheiro civil também.

                E o correto era Engenheiro Eletricista mesmo. Eu concordo com ele.

                Note que eu sugeri “Engenheiro de Eletricidade”, que é uma forma similar a “Engenheiro de Software” ou ao mais tradicional “Engenheiro de Minas”. Essa última categoria deve dar graças a Deus todos os dias por algum burocrata (ou um comitê deles) não ter decidido que deveria ser “Engenheiro Mineiro”.

  • Daniel - 3 Comentários

    Por isso chamam o pessoal de T.I. para ver pq o ar condicionado não gela, rs

  • Teyman Avraham - 3 Comentários

    Parabéns ao CONFEA por adicionar a Engenharia de Software.
    Sou graduado em Engenharia de Software, não vejo a hora de tirar a carteira do CREA, e poder recolher ART dos programas que riar, modificar ou eliminar.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Anotação de Responsabilidade Técnica por SOFTWARE?!

      Isso vai ser lindo!

      De acordo com a Segunda Lei de Weinberg, se contrutores construíssem prédios da mesma forma que programadores escrevem programas o primeiro pica-pau a aparecer destruiria a civilização.

      “If builders built buildings the way programmers wrote programs, then the first woodpecker that came along would destroy civilization. ”

      Você deve ser extraordinariamente competente para desejar isso. Parabéns!

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Outras frases “inspiradoras”:

        “Existem dois modos de escrever programas livres de erros; somente o terceiro funciona”

        There are two ways to write error-free programs; only the third one works.

        Alan Perlis, “Epigrams on Programming”

        “Software e catedrais são idênticos – primeiro nós construímos, então nós rezamos.”

        Software and cathedrals are much the same – first we build them, then we pray.

        Sam Redwine

  • Teyman Avraham - 3 Comentários

    Boa, Jefferson, por mais que estudemos, sempre sabemos pouco, por isto resolvi partir para minha 5ª e 6ª graduação em TI, no caso Ciências da Computação (Claretiano), e Engenharia da Computação (Uninter).
    Quero entender melhor a interação entre hardware e software, todas outras graduações que fiz são muito voltadas para software.

  • Teyman Avraham - 3 Comentários

    De todas quatro graduações concluídas, e mais os 44 anos de experiência (sou um programador jurássico, da época dos PCs sem monitor, comandados por cartão, em plena década de 70), concluí que o software perfeito é como um limite na matemática, isto aprendemos em cálculo diferencial e integral, simplesmente a perfeição é impossível, sempre ocorrerão erros ou terão de ser feitas melhorias.

    Mas de nossa humilde parte, devemos reconhecer nossos erros e melhorar, e nada melhor do que banco de faculdade.

    Sigam o exemplo do velho e jurássico programador dos anos 70.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Teyman, vamos ignorar sua experiência por um momento: cada um dos colegas que se formaram junto com você pode assinar uma “responsabilidade técnica” por um software, não pode?

      Assim como cada um dos graduados em engenharia de software no país inteiro. Um monte de “garotos” (e garotas) de uns 24 anos.

      Nas outras engenharias ser “responsável” é relativamente fácil. Se você não se formou trapaceando, tem o conhecimento necessário para executar um projeto sem erros. E na dúvida basta acrescentar uma margem de segurança. Na engenharia civil isso é até chamado jocosamente de “coeficiente de cagaço”.

      Mas e em software? O que você faz? Joga mais software em cima do projeto? Ironicamente isso aumenta as chances de dar algo errado. Se simplesmente colocar mais gente qualificada e mais dinheiro em um projeto de software resolvesse esse problema o Windows, o Firefox e o Chrome não teriam pacotes de correção de bugs saindo todos os meses. Esse é um problema para o qual ainda não foi encontrada solução nem mesmo em um país onde a educação formal na área de computação é de um nível muito mais elevado que o nosso.

      Aí de repente eu descubro que esses “garotos” podem assumir “responsabilidade técnica” por um software. E isso nos dias de hoje, quando se tornou generalizado o hábito, com a justificativa de não reinventar a roda, de usar código de terceiros em seu projeto. Como você se “responsabiliza” pelo framework e por cada uma das bibliotecas que usar?

      Você vai ter que me perdoar, mas eu não tenho como levar isso a sério!

      Eu imagino que tudo vai depender de como o CONFEA define “responsabilidade técnica” certo?

      Se com uma mão o engenheiro assina a ART e com a outra mão entrega o contrato/licença ao cliente onde define limites de sua responsabilidade então para mim fica claro que apesar de todo o blá-blá-blá do CONFEA a intenção é aumentar a arrecadação e o poder da entidade.

      • John - 1 Comentário

        Caro Jefferson, a engenharia de software é engenharia exatamente por usar técnicas de engenharia, assim evitando bugs e criando softwares com alta qualidade. Assim como vc escreve aqui sem autoridade no assunto, muitos programadores sem técnicas de engenharia também escrevem programas de computador sem qualidade, dai os bugs…

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Caro Jefferson, a engenharia de software é engenharia exatamente por usar técnicas de engenharia, assim evitando bugs e criando softwares com alta qualidade.

          HAHAHAHAHAHA

          Assim como vc escreve aqui sem autoridade no assunto,

          HAHAHAHAHAHA

          A propósito, esse post eu escrevi mais de 5 anos atrás. Engenheiro de software já assina ART?

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Sistema comercial levando um minuto para emitir o cupom fiscal

Um minuto depois da transação estar concluída, com caixa e comprador olhando um para a cara do outro. Muitos compradores desistiam de esperar e saiam sem o cupom.

Essa máquina, com Windows 7, vinha há algum tempo apresentando problemas relacionados com o HDD. Fui lá duas vezes para repor um backup do arquivo c:\windows\system32\config\SYSTEM que estava corrompido e encontrei diversas menções a problemas de disco no log do sistema, por isso recomendara a troca preventiva do HDD. Quando o cliente me chamou para fazer a troca mencionou esse problema do sistema que começara recentemente e me avisou que o suporte queria falar comigo. Por telefone me pediram para que instalasse o Service Pack 1. Eu fiquei surpreso porque até então não havia notado que o sistema operacional estava tão desatualizado assim.

Eu achei pouco provável que a falta do SP1 fosse responsável pelo problema, já que este surgira recentemente. Mas em um dos eventos relacionados com o HDD algum arquivo necessário pode ter sido perdido ou corrompido, então quem sabe a instalação do SP1 não resolveria indiretamente o problema? E que escolha eu tinha, de qualquer forma, já que quando o suporte do sistema começa a chutar, se você não sabe como resolver sozinho o problema é melhor fazer o que eles dizem? Então após a troca do HDD eu instalei o SP1.

Mas, como eu esperava, não resolveu nada.

Como eu ouvira a moça do suporte mencionar o IE11 e ainda estava instalado o IE8 (e faz algum sentido dependendo de que APIs o sistema usa), fiz essa atualização também. Nada mudou.

Nova ligação para o suporte e desta vez a coisa ficou risível. O “técnico” do lado de lá botou a culpa no acesso à internet do cliente, que estava instável.

De fato, estava. Durante as minhas visitas de vez em quando o ícone de rede do Windows mostrava o triângulo amarelo. Mas isso não parecia causar nenhum transtorno no uso regular da internet e o cliente conseguia ler email, navegar na internet normalmente e eu baixei o SP1 de 500MB a 10Mbps sem interrupções. Eu até entenderia se num grande volume de operações de cupom de vez em quando uma levasse uma eternidade. Mas todas as operações, que eram bem espaçadas (algo como 5, 10 ou 20 minutos entre compradores), levando um minuto? Como uma operação que não deveria levar mais que 2s sempre consegue ocorrer justamente durante uma interrupção aleatória de acesso? A afirmação do suporte não fazia qualquer sentido e eu expliquei isso ao cliente.

Eu até tentei localizar o problema sozinho. Ativei o Process Monitor (PM) durante uma operação de emissão de cupom e tentei localizar a razão para a pausa mas não consegui. A quantidade de informação que o PM coleta em um minuto é absurda e mesmo depois de um tempão analisando e excluindo o que parecia ser irrelevante eu ainda fiquei com 1500 eventos (comecei com mais de 350mil) e nenhuma razão clara para a pausa, como um erro de aceso a arquivo ou tentativa de acessar um servidor inexistente. O sistema simplesmente começava e terminava esse minuto de pausa se comunicando com um servidor de nfce lá no Rio Grande do Sul, mas fazia um monte de outras coisas espaçadas nesse meio tempo. A única coisa que eu pude determinar com certeza é que não era um problema com a impressão, porque o PM mostrava o sistema comercial emitindo as primeiras atividades com relação a impressão apenas no final desse minuto. Somente o desenvolvedor tinha condições de interpretar o log do PM corretamente.

Como no mesmo serviço onde instalei o SP1 eu aproveitei para criar uma nova partição e instalar uma cópia limpa do Windows, também com SP1, porque eu já esperava que ia ser mais rápido reinstalar todo o sistema comercial do que esperar que o suporte descobrisse onde estava o problema, eu instruí ao cliente que pedisse que reinstalassem o sistema na partição nova apenas para tirar a dúvida, porque se funcionasse certamente não era problema com a internet. Disse também que meu “plano B” era tentar conseguir um roteador com suporte a modem 3G só para satisfazer o suporte do sistema. Mas nesse meio tempo o cliente, que provavelmente concordou comigo que isso não era culpa da internet, encontrou outro técnico do suporte que tinha outra opinião e o guiou a fazer o resto das atualizações do Windows 7 na instalação velha mesmo. O cliente disse que o computador “passou a noite atualizando”.

E depois disso o problema foi resolvido.

É importante frisar que o problema certamente não era causado por falta de atualizações porque o problema não existia mesmo antes do SP1 estar instalado. O suporte pode ter feito alguma mudança no sistema que passou a exigir uma atualização específica do Windows? Claro! Mas nesse caso é também clara a obrigação do desenvolvedor de fazer a conexão entre uma ação sua e o surgimento do problema, reverter, notar que o problema some e a partir daí investigar a causa para ter uma solução pronta. E não empurrar o problema para cada um dos clientes onde este surgir.

11 comentários
  • Alex - 15 Comentários

    * Muito “técnico” de suporte claramente só tem conhecimentos superficiais. Acho que geralmente são novatos (para que a empresa gaste menos com salário, e também para que o produto tenha um custo de venda menor).
    * Eu “adoro” essas atualizações automáticas feitas para “melhorar” minha vida. E como isso já virou regra, vai ser super-fácil para a skynet dominar geral.

  • Alex - 15 Comentários

    Ótimo também é o programa de um banco: De vez em quando informa que “não foi possível concluir a operação” e não informa o motivo. Entrando em contato o “suporte”, falam que lá está tudo ok, o problema é na maquina do cliente e que eu tenho que entrar em contato com o técnico da máquina. Maaasss não falam de jeito nenhum o que é para resolver. Depois de um tempo (1 ou 2 dias), sem alterar nada e máquina com atualizações desativadas, volta a funcionar. Ah! E o tom/atitude do “suporte” muda para pior se eu falar que sou técnico.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu nem tento falar mais com suporte bancário, principalmente, mas não apenas, se for um banco público. Qualquer pergunta mais difícil que onde clicar para fazer uma determinada operação está acima do nível deles.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Me ocorreu agora que eu poderia ter colocado múltiplos comandos ping em loop durante a operação de cupom e mostrado para o suporte que a conexão com a internet estava presente durante a pausa. Caramba, eu poderia até ter usado o mesmo servidor de nfce que eu observei o sistema contactando através do Process Monitor. É claro que isso não convence quem não quer ser convencido, mas reforça a sua posição diante do cliente.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Jeff, fui num cliente hoje a tarde, usa sistema Linx; problema começou a ocorrer após uma atualização do sistema. Obs.: fazem 10 dias mas só me chamaram hoje.

    Defeito: frente de caixa faz venda, recebe pagamento, é emitida a solicitação ao sefaz,
    é gerado o danfe, a impressora imprime o cupom e abre a gaveta do caixa MAS
    passou a demorar 5 minutos para fechar o processo e retornar para a tela inicial do frente de caixa para realizar a próxima venda.

    Só me chamaram hoje porque o suporte botou a culpa na memória RAM, e pediu que um técnico local fosse verificar. Fiz limpeza do Windows 10, e desliguei tudo que roda em 2o. plano nele (muito lixo) e desinstalei programas (tive que deixar o warsaw :huh: )

    Após isso, o desempenho melhorou, inclusive constatado pelo suporte ao fazer acesso remoto MAS o erro persistiu; ele desconfiou de banco de dados corrompido e ficou de testar com uma base limpa. Amanhã vou saber o resultado.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Só me chamaram hoje porque o suporte botou a culpa na memória RAM,

      Nem é preciso verificar, né? Os sintomas apresentados não dão suporte a essa hipótese.

      ele desconfiou de banco de dados corrompido

      Depende de como o mecanismo de banco de dados usado se comporta ao esbarrar em um problema (dá “timeout” sem dar nenhum erro? As mensagens de erro estão sendo redirecionadas para algum lugar pelo sistema?). É MUITO mais provável que RAM mas ainda assim eu não apostaria em ser essa a razão. O Process Monitor pode ajudar nisso, mas o desenvolvedor tem MUITO mais chances de fazer um diagnóstico preciso porque ele pode olhar no código fonte e ver o que existe entre a abertura de gaveta e a finalização do processo. Nós do suporte “genérico” ficamos tateando no escuro.

      • Richard - 21 Comentários

        Um sistema que eu desenvolvi passou por um problema desse tipo com o SQLite. No caso era uma operação INSERT simples, rápida e de rotina, que do nada passou a demorar mais de 5 minutos, até no meu PC com Core i7 recente e SSD. A solução (mais simples) foi gerar um backup do banco de dados em arquivo .sql e restaurar esse backup em um novo banco. Nunca mais aconteceu de novo.

        • Snow_man - 311 Comentários

          Muito bom, Richard, obrigado. Caso o aumento de RAM não resolva, vou procurar passar essa informação pro suporte e solicitar fazer isso pra ver o resultado.

      • Snow_man - 311 Comentários

        Bom, recomendei a aquisição de nova cpu, mas não aprovaram.

        Ao iniciar o sistema, o mesmo exibiu uma mensagem informando atuais/requisitos mínimos do computador para uso do sistema.

        CPU 2.1 / 3.0
        RAM 4 / 6

        Então foi autorizado aumento de ram para 8gb; após isso, está em teste, vamos ver se essa semana vão reclamar de algo.

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Ooooopss…

          Quando você falou

          o suporte botou a culpa na memória RAM,

          Eu só entendi de uma maneira: defeito na RAM :dashhead1:

          Falta de RAM não é uma possibilidade absurda, apesar de ser pouco provável dependendo do comportamento geral da máquina. Se esta se comporta razoavelmente bem e só nessa operação empaca, levando cinco minutos para concluir, mesmo que colocar mais RAM resolva ainda é defeito na programação. Na minha opinião programador de sistema comercial deveria ter apenas 2GB na máquina para evitar fazer m**da e transferir o problema para os clientes. É sempre bom lembrar que o bom desenvolvedor não assume que a RAM inteira da máquina é território do seu programa.

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Firefox não quer mais abrir nenhum site após falta de energia

O meu caso é mais complexo que o da maioria dos usuários de Firefox, mas minha solução pode ser útil assim mesmo.

Eu estava editando um post aqui do blog usando o Firefox v55 quando faltou energia por um momento. Após religar o computador e pedir para o Firefox recarregar a minha última sessão (3500+ abas) as abas apareciam mas sem mostrar o conteúdo de nenhuma delas. O monitor de uso da rede (Netmeter) também não acusava nenhum tráfego na abertura do Firefox.

Finalizei o Firefox, carreguei uma sessão anterior. Mesmo problema.

Eu imaginava que algo havia sido corrompido, mas o que seria? Apaguei quase todos os diretórios de dados do Firefox atualizados no último dia e o problema persistiu.

Eu já estava instalando e configurando uma nova cópia do Firefox (eu uso apenas navegadores em modo portable) e na hora de instalar o complemento noscript me deu um estalo: “esse complemento já me aprontou uma dessas antes”.

Apaguei o complemento manualmente na instalação defeituosa e o problema finalmente sumiu. Reinstalei o complemento e continuou tudo normal.

Em teoria o noscript deveria bloquear apenas scripts, mas eu lera recentemente que ele faz uso de artifícios pouco ortodoxos. E que talvez por isso sua instalação tenha sido bloqueada pelos desenvolvedores do Palemoon. Embora esses problemas sejam muito espaçados (normalmente o noscript me atende muito bem) talvez seja hora de dar uma olhada no Ublock Origin.

4 comentários
  • VR5 - 397 Comentários

    No seu caso específico (que usa computador como meio de vida/sobrevivência) não seria interessante investir num (pelo menos num pequeno para quedas momentâneas) no brak?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu devo ter uma meia dúzia de no-breaks aqui. Todos faltando bateria. A freqüência com que falta de energia aqui é baixa e não me anima a instalar um.

      Como eu não preciso estar “online” o tempo todo as interrupções só empurram mais para adiante minha lista de tarefas. O que eu “perco” é normalmente tudo o que produzi desde o último salvamento, que geralmente não é nada de arrancar os cabelos, como aconteceu hoje. Eu devo ter perdido apenas um parágrafo.

      Se o no-break não consumisse energia nem precisasse de uma reposição de baterias a cada 2 anos (com sorte) decidir usar no-break seria muito mais simples. Toda vez que eu penso em recolocar em operação um de meus no-breaks e vejo quanto está custando um pack de baterias decentes eu deixo para pensar no assunto depois e aí passam-se meses…

  • Sidmar - 21 Comentários

    Boa tarde.

    Eu tenho usado o Ublock Origin e estou bem satisfeito com ele.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Após mais algumas ocorrências do problema eu concluí que devo ter testado errado. O real culpado era o complemento Open Tabs Next To Current 2.0.11 (a mais recente hoje). O problema passou a acontecer todas as vezes que eu fechava o Firefox e tentava abrir de novo e podia ser facilmente resolvido se antes de carregar a sessão eu desabilitasse o complemento.

    Passei a usar uma cópia que eu tinha da extensão Tab Control v0.7.8.2, que não existe mais no site de complementos da Mozilla. Existe uma de mesmo nome mas de outro autor que não parece ter as mesmas opções. Estou usando o Firefox 56.0.2.

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Frankfurt-Dublin-Paris – Planejamento e realidade: bagagem

Notas:

  • Antes dessa viagem eu nunca viajara de avião na vida;
  • O viajante experiente provavelmente vai notar onde fui ingênuo com relação à bagagem de cabine bem antes de eu apontar isso. Mas talvez ache interessante ler sobre meus percalços com a bagagem de porão;
  • Eu sempre fiz as contas antes e durante a viagem como se cada euro custasse R$5, apesar de termos comprado por valores entre R$4,75 e R$4,85.

A maldita bagagem foi, certamente, o maior motivo de estresse repetitivo que tive com essa viagem. Conseguindo superar até o planejamento para enfrentar as duas imigrações no caminho de ida. Eu estava estressado com a bagagem um mês antes da viagem de ida e só realmente relaxei cerca de dois dias antes da viagem de volta, quando finalmente o último problema foi resolvido.

Quando você viaja de avião sempre tem direito à chamada “bagagem de cabine” que leva consigo, como o próprio nome diz, na cabine. E às vezes tem direito à “bagagem de porão”, que precisa despachar no balcão de check-in da companhia aérea. Parte do problema é que não existe uma padronização, com cada companhia aérea tendo suas regras. E nós íamos fazer uma viagem com conexões tanto na ida quanto na volta ficando assim à mercê das disparidades entre três companhias.

Viagem Recife-Dublin: Condor e Aer Lingus

As regras da Condor estabelecem que cada passageiro da classe econômica pode levar na cabine uma mala de até 6kg e 55 x 40 x 20 e um “objeto pessoal”, como um notebook, de tamanho e peso indefinidos. Para a bagagem de porão cada passageiro, saindo do Brasil e independente da classe, pode levar duas malas de 32kg. Se eu estivesse indo apenas para Frankfurt isso estaria excelente, mas eu precisava pegar depois o vôo da Aer Lingus para Dublin;

As regras da Aer Lingus eram: na cabine uma mala de até 10kg e 55 x 40 x 24 e mais um objeto pessoal como um notebook com no máximo 25 x 33 x 20. E nenhuma bagagem de porão.

Eu precisei colocar em uma tabela para poder chegar a uma conclusão:

Mala – Dimensões Mala – Peso Item pessoal – Dimensões Item Pessoal – Peso
Aer Lingus 55x40x24 10kg 25x33x20 Indefinido
Condor 55x40x20 6kg Indefinido Indefinido

Os itens em vermelho determinavam o menor denominador comum. Mas eu pude “trapacear” um pouco. Já que na Condor tínhamos franquia de bagagem de porão eu considerei o limite como sendo de 10kg e fui ao aeroporto pronto para despachar até Frankfurt as malas que tivessem mais que 6kg e levá-las na cabine no vôo da Aer Lingus.

Mas não era tão “simples”.

O primeiro e mais óbvio problema era o peso das próprias malas. Uma das malas que tínhamos, daquele modelo de plástico com rodízios que você não precisa fazer esforço para conduzir, pesava vazia 2,8kg. A outra, vagabundinha, quase toda de tecido, pesava 1.5kg.  Nessa diferença de 1.3kg dava para levar mais duas calças jeans! Compramos outra mala de tecido, um pouco menor que a primeira mas como os mesmos 1.5kg.

Nossas malas de cabine, que identifiquei em casa com símbolos da Irlanda para não ter jeito de pegar as malas erradas na esteira, se fossem despachadas.

O que eu só descobri quando começamos a realmente preparar as malas, 30 dias antes da viagem (ainda bem), é que é praticamente inviável enfiar 8.5kg de roupas em uma mala leve de 55x40x20 e fica mais difícil ainda quando você comprou uma mala menor. Depois de quebrar muito a cabeça com isso decidi trapacear, saindo de casa já vestido com os casacos mais pesados (até dois deles), mais um enrolado na cintura e todos os celulares e a câmera nos bolsos do jeans.

Viagem Dublin-Recife: Aer Lingus e TAP

Eu precisava me submeter novamente às regras da Aer Lingus mas a TAP adicionava complicadores, com as regras mais confusas entre as três:

É possível ler a exceção da TAP para o Brasil de duas maneiras:

  • Que eu podia levar uma peça de bagagem e somente uma peça de bagagem (nada de “item pessoal”) com até 10kg;
  • Que eu podia levar uma peça de bagagem de 10kg e o item pessoal de até 2kg. Total de 12kg

A nova tabela:

Mala – Dimensões Mala – Peso Item pessoal – Dimensões Item Pessoal – Peso
Aer Lingus 55x40x24 10kg 25x33x20 Indefinido
Condor 55x40x20 6kg Indefinido Indefinido
TAP 55x40x20 8-10kg Indefinido 2kg

De um jeito ou de outro essas eram as regras mais problemáticas. Nenhuma das outras duas companhias aéreas determinava o peso do item pessoal e 2kg é muito pouco. Sabe quantos notebooks eu conheço que pesam 2kg ou menos? Talvez o macbook air. E certamente nenhum dos notebooks que eu possuo, principalmente quando adicionamos o peso da fonte com o cabo. Caramba: o peso de uma bolsa/mochila apropriada para transportar um notebook com segurança já passa fácil de meio quilo. Eu tive que ligar para o suporte da TAP (e gravei a ligação) para conseguir a confirmação de que eram 12kg no total. Mas o funcionário que me atendeu não me passou muita confiança de que eu não teria problemas com isso. Por conta disso eu resolvi levar comigo um notebook que não fosse me fazer falta, já pronto para ser deixado de presente para minha irmã em Dublin. E acabei deixando mesmo.

Mas sabe, no final das contas, que importância tinha toda essa minha preocupação com bagagem de cabine?

Absolutamente nenhuma!

O primeiro indício foi no check-in da Condor. Despachamos a mala de minha mãe que estava com 8,5kg, mas quando eu perguntei se podia levar para a cabine minha mala que tinha 7kg (o limite da Condor é 6kg) a funcionária disse que eu podia. E me deu uma etiqueta da companhia para colar na bagagem que dizia que esta estava dentro dos limites permitidos. O que mais tarde eu concluí que é “apenas teatro”.

Possivelmente por causa do check-in online, ninguém na porta do avião verifica essa etiqueta.

Dentro do avião fiquei espantado ao ver uma moça literalmente espancando uma mochila de viagem tão grande que não conseguia entrar nos armários suspensos, até desistir e levar para o assento. Aquela mochila claramente desrespeitava os limites da Condor e claramente era um problema para acomodar na cabine, mas ninguém pareceu se importar. A verdade é que apesar de existirem dois pontos em que a companhia aérea verifica seu cartão de embarque e poderia também verificar sua bagagem, mesmo quando você faz check-in online: o gate e a porta do avião, ninguém parece estar preocupado com isso e desde que você não tente passar com algo de tamanho absurdo, que claramente não vai poder ser acomodado nem nos armários nem aos seus pés no assento (e o exemplo da moça com sua mochila me faz duvidar até disso), você pode levar para a cabine do avião uma bagagem com qualquer peso que você possa carregar. Nessa viagem eu embarquei no total em sete aviões e em nenhum momento apareceu alguém com um gabarito na fila de embarque para ver se a bagagem tinha as dimensões permitidas e muito menos com uma balança. Isso pode acontecer, entretanto. Eu não estou recomendando que você ignore completamente as regras, porque você pode ser apanhado em um dia de azar.

Mais que isso: a realidade é tão bagunçada que parece até ser possível trapacear algumas companhias aéreas para também não pagar por bagagem de porão, desde que seja no máximo do peso oficialmente permitido para a bagagem de cabine.

Na Aer Lingus, por exemplo, você sempre pode ir ao balcão de check-in despachar sua bagagem de cabine para o porão, mesmo sem ter direito a bagagem de porão.  Eu só descobri isso quando uma senhora irlandesa, me vendo todo enrolado com as malas lá em Frankfurt, me disse que eu poderia ter despachado. Faz sentido, porque afinal não faz nenhuma diferença para a companhia aérea com relação ao peso e é até vantajoso para a mesma quando o vôo está lotado, porque comumente não há espaço nos armários se cada passageiro embarcar com seu limite.

Mas aí você em teoria pode chegar ao balcão com um conjunto de bagagens de cabine para despachar e depois se dirigir ao portão de embarque com mais um! Com o advento do check-in online qualquer pessoa pode ir direto para o portão de embarque, daí aquela etiqueta que eles prendem na sua bagagem de mão para dizer que esta está dentro das regras não é algo que o pessoal do portão de embarque vá exigir.

Eu não testei isso, é claro, mas você pode ser apanhado se ao fazer o despacho a companhia colocar uma observação no seu bilhete informando que a sua bagagem de cabine foi despachada, porque no gate algumas companhias, como a própria Aer Lingus, passam o seu cartão de embarque em um leitor. Eles não se limitam a ler o que está escrito e deixar você passar. Você também pode ser apanhado se o vôo estiver lotado e no portão de embarque solicitarem que sua bagagem de cabine seja enviada para o porão (o que aconteceu no vôo de volta pela TAP), o que é um pouco mais difícil porque se você disser que existem objetos de valor na bagagem em teoria as regras das próprias companhias o proíbem de despachá-la.

 

A bagagem de porão

Nesse item a TAP foi responsável por muito estresse e noites mal dormidas. Resolvemos pagar extra por uma bagagem de porão na volta, porque nenhuma de nossas passagens dava direito a uma e gostamos do preço e da qualidade das roupas em Dublin. Para o vôo da Aer Lingus de Dublin para Frankfurt tivemos que pagar 45 euros extras e isso pôde ser feito facilmente (a lógica me diz que pagar deveria ser sempre fácil) mas no vôo da TAP de Frankfurt para Recife as coisas foram beeeem mais complicadas.

Primeiro eu tive que passar pela descrença da minha irmã, que não acreditava que nossas passagens (que ela comprou) não dessem direito a bagagem de porão. Eu vinha avisando-a disso desde antes de sair de Recife, porque estava escrito nas reservas e não via sentido em não termos bagagem de porão na volta (quem passa 30 dias no exterior e não traz nada?) mas minha irmã, sendo minha irmã, me ignorava.  Somente 10 dias antes da volta eu consegui convencê-la de que ela precisava pagar pela bagagem (era o cartão de crédito dela, mas não o dinheiro dela).  O motivo da descrença é que as regras mudaram em setembro de 2017, bem depois do seu último vôo intercontinental. Até essa data todo bilhete da TAP dava direito a uma peça de bagagem de porão, mas depois disso as passagens da tarifa “discount” não davam mais.

O custo de uma peça de até 23kg em um vôo intercontinental da TAP era de 70 euros se contratado até 36 horas antes do vôo e 85 euros se deixássemos para fazer isso após a abertura do check-in online. Isso somado ao custo na Aer Lingus colocava o custo da nossa mala em algo entre 115 e 130 euros (R$575 a R$650). Sim, cada quilo custava no mínimo R$25 e eu lembrava minha mãe constantemente disso a cada peça de roupa comprada.

O grande susto, que começou a me deixar realmente estressado, foi quando fiz uma ligação via skype para a TAP para confirmar que não tínhamos direito a uma bagagem de porão (exigência de minha irmã, apesar de todas as evidências que eu havia apresentado em contrário).  Meu diálogo com o atendente foi mais ou menos assim:

  • EU: [passei as informações da reserva] Gostaria de saber se essas passagens dão direito a bagagem de porão;
  • TAP: Não, senhor, não dão. Gostaria de reservar agora?
  • EU: Não, porque não tenho o cartão de crédito comigo agora, mas por favor poderia confirmar o valor?
  • TAP: Sim, 22 euros por peça de 23kg
  • EU: [espantado] Tem certeza? O meu vôo é intercontinental (como é que ele não sabe disso?)
  • TAP: Ahh… sim. Desculpe. [algum tempo digitando] Estou vendo aqui que nesse caso, como o vôo é operado por uma companhia aérea parceira, a Hi-Fly, eu não tenho como fazer a reserva.
  • EU: Mas pode me dizer quanto vai custar?
  • TAP: Não, senhor. Só no aeroporto.

Eu já havia notado em uma das listagens da reserva da TAP que uma das pernas do vôo era operada por outra companhia, mas o fato de que isso seria um complicador com a bagagem era inesperado. Lá estava eu, com uma mala de 23kg pronta, sem fazer idéia de quanto ia custar para embarcá-la em Frankfurt e nem se poderia embarcar, quando eu já estaria a milhares de quilômetros da residência de minha irmã e teria como única outra opção abandonar no aeroporto centenas de euros em roupas e as dezenas de horas, acredite, de nossos passeios gastas para escolhê-las. Perder essa mala seria traumatizante! Eu só consegui ficar mais tranqüilo quando pesquisei no Google por alguém reclamando de ter que abandonar sua mala no aeroporto e não encontrei nada, em português ou inglês. O problema então ficaria por conta do quanto isso iria custar.

Fui consultar a página da TAP sobre a bagagem de porão para ver se encontrava informações sobre esse caso e fiquei animado ao ver isto:

 

Bem, se eu comprei a passagem à TAP e o site da TAP diz que o preço no aeroporto também é de 85 euros, não importa quem está operando o vôo, certo?

Mas aí eu encontro isso lá no fundo da página:

aaaaaiiiiii…

Eu pesquisei o que eu poderia fazer nas três horas que tinha de conexão em Frankfurt se o despacho no check-in não fosse viável. Mandar a mala como carga? Como fazer isso? Tinha que agendar com antecedência? O balcão de check-in da TAP se encarregaria disso? Teria que procurar o balcão da TAP Cargo no aeroporto? Quanto isso custaria? Para meu espanto, ao pesquisar quanto custaria enviar uma mala desacompanhada de 23kg de Dublin para Recife em empresas especializadas que anunciavam “não pague por excesso de bagagem” me deparei com um custo de 250 euros. Inviável.

Essas questões ocuparam minha cabeça por dias. Enquanto isso eu decidi tentar outra coisa: sempre é possível que eu tenha sido atendido, na minha conversa pelo skype, por um estagiário  (aquele cara que sempre consegue te dar a informação errada na empresa) então eu ia tentar um novo contato telefônico para tentar resolver isso mas antes mandei uma mensagem para a TAP via página da empresa no Facebook, fazendo de conta que nunca recebera uma negativa. A única reposta que recebi inicialmente foi uma automática dizendo que a resposta “poderia demorar”. Eu sabia disso porque na página já dizia que eles respondiam tipicamente em três horas, mas eu não imaginava o quanto estava enganado.

A resposta útil só chegou após inacreditáveis cinco dias, mas pelo menos era positiva!

Como naquele momento estávamos no nosso último dia em Paris e em roaming sem fazer idéia de quanto a ligação iria durar e quanto iria acabar custando, pedi que ligassem no dia seguinte, mas isso acabou não sendo opção porque íamos perder quase R$75 para fazer esse adiamento. O custo do roaming entre países europeus não deveria custar mais que isso [1].

Nessa troca de mensagens estávamos no metrô de Paris. E começou outra rodada de estresse, com minha irmã receosa de passar as informações do cartão de crédito dela [2] por telefone para alguém que estava ligando para ela e não o oposto. Ela disse que nunca fizera isso antes. Eu expliquei para ela que eu não era nenhum idiota (é impressionante como após décadas eu ainda tenho que ficar repetindo isso para ela) e aquela era mesmo a TAP porque eu chegara até o contato deles no Facebook via link no site oficial da empresa, que eu também sabia reconhecer. E que qualquer eventual lançamento indevido no cartão dela podia ser cancelado até 90 dias depois com uma ligação para a administradora do cartão. Nota: apenas em transações onde não é usada a senha, que não deve ser dada por telefone ou via web de qualquer forma.

Mas ela só ficou mais tranqüila quando ouviu a voz do outro lado da linha falando em português de Portugal. Vá entender…

Após esse contato no Messenger a TAP começou a agir como uma empresa profissional e prestativa. Ligaram a primeira vez mas minha irmã não ouviu porque tinha esquecido o telefone no modo silencioso. Ligaram a segunda vez e minha irmã pediu que ligassem 10 minutos depois porque já estávamos dentro do vagão do metrô (e ela não ia passar as informações do cartão com todo mundo ouvindo). E ligaram a terceira vez quando estávamos no pátio do Museu do Louvre, quando então finalmente nossos problemas com bagagem chegaram ao fim.

A ligação durou um tempão, porque depois que minha irmã passou todos os seus dados, incluindo endereço de cobrança do cartão, ficou um longo tempo ouvindo música de espera enquanto eles finalizavam a operação, mas conforme fiquei sabendo depois a ligação em roaming não teve custo algum.

Minha irmã só ficou tranqüila mesmo quando recebeu um email vindo da TAP confirmando a alteração na reserva. Isso me tranqüilizou também, claro, mas por outra razão. Agora o envio da mala estava garantido.

O que aprendi nesse episódio:

  • Mexa-se para resolver o problema da bagagem com muita antecedência. Eu só consegui viajar sem essa dúvida na minha cabeça porque comecei a ir atrás disso mais de 10 dias antes da viagem de volta;
  • Nunca confie na negativa de apenas um palerma do atendimento da companhia. Tente outros horários e/ou outros canais de atendimento

Eu estava inclinado a acrescentar “procure assegurar a bagagem de porão já durante a reserva, se possível”, mas acabo de fazer uma simulação de reserva de um vôo Recife – Lisboa pela TAP para Agosto de 2019 e o preço a acrescentar por cada bagagem de 23kg ficou em 86 euros. Não há então incentivo nenhum para reservar isso com antecedência, até mesmo porque é mais dinheiro que você perde caso não possa fazer a viagem (a reserva na classe econômica não é reembolsável).

Na viagem de Dublin para Paris não houve estresse algum com bagagem. Nós só íamos passar três dias e os 10kg + item pessoal eram mais que suficientes. Pelo menos para mim e mamãe, que dividimos uma mala. Minha irmã levou uma mala abarrotada de roupas só para ela mas na volta admitiu que não precisara nem da metade.


[1] Mais tarde eu descobri no site da nossa operadora que as ligações recebidas em roaming eram gratuitas e as originadas custavam apenas 38c por minuto para qualquer lugar da Europa).

[2]Eu havia levado dois cartões de crédito internacionais na viagem e poderia ter feito o pagamento caso minha irmã se recusasse. Mas eu já estava na Europa há mais de 24 dias e ainda não havia testado os cartões, porque levamos 4 mil euros em espécie que eram mais do que suficientes para cobrir todas as nossas despesas e ainda sobrava dinheiro. E ia ser ainda mais estressante ver os cartões sendo recusados. Além disso minha irmã ganha em euro e não precisa se submeter como eu às múltiplas conversões, impostos e à imprevisível cotação do dia no fechamento da fatura.

11 comentários
  • MARCELO - 34 Comentários

    Interessante as suas observações sobre os “percalços” na viagem. Texto de leitura fácil. Já pensou em ser escritor?

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Você achou fácil a leitura? Sério? O_o

      É um amontoado de problemas tão grande para descrever de uma forma compreensível que eu até agora não tenho certeza de que a maioria dos meus leitores vai sequer ter paciência de terminar a parte sobre a bagagem de cabine.

      Eu escrevi porque acho importante colocar essas coisas no papel. Mostrar a pessoas que se encontrarem na mesma situação que eu minha abordagem, meus erros e minhas soluções.

      É engraçado você mencionar “ser escritor”. Enquanto eu redigia o texto eu me perguntei: “Que tipo de texto é esse? Agora estou escrevendo uma crônica?”. Mas para ser escritor eu ainda preciso melhorar muito a minha redação. Por exemplo, há um parágrafo me incomodando com suas múltiplas repetições de “ela” e “dela”, implorando para que eu o reescreva. E parece que eu não tenho a educação formal necessária ainda.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        E parece que eu não tenho a educação formal necessária ainda.

        Para acertar da primeira vez, claro. Simplesmente reescrever é fácil.

        • MARCELO Coutinho - 34 Comentários

          Gosto da sua franqueza em esclarecer os fatos. Como já disse de outra vez por aqui, gosto muito das observações que faz dos problemas do mundo da TI e afins e como os resolve.

      • MARCELO Coutinho - 34 Comentários

        Gosto da sua franqueza em esclarecer os fatos. Como já disse de outra vez por aqui, gosto muito das observações que faz dos problemas do mundo da TI e afins e como os resolve.

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Para quem nunca viajou o seu desempenho e planejamento foram exemplares! Eu provavelmente não conseguiria fazer isso de uma forma tão tranquila assim na primeira vez, e logo numa viajem internacional que normalmente já tem muito mais percalços (e estress)!

    Eu já viajei muito e esta novidade de pagar por bagagem despachada (porão) me aborrece bastante (acho isto um roubo, principalmente em voos internacionais).

    Na minha última viagem (viajei no dia 29 de março último e voltei em 28 de abril para Salvador) eu estava na dúvida se iria direto de Salvador para Lisboa pela TAP ou se iria voar com conexão pela Air Europa para Madri. Acabei decidindo pela Air Europa com conexão. Voei num confortável e espaçoso Airbus A330 300 (a volta foi num A330 200 bem mais velho e apertado, quando paguei por todos os meus pecados), e a chegada em Madri foi bastante tranquila com a imigração, acho que não gastei nem 5 minutos com fila e tudo e não me perguntaram nada, absolutamente nada! A saída de Salvador foi bem mais complicada e demorada!

    Com a Air Europa economizei 700 reais por pessoa só com a diferença de tarifa de embarque, mesmo desmembrando a viagem, fora que a TAP cobra para despachar bagagem (espertalhões!), e além disso, a Air Europa estava com um preço bem melhor que a TAP (acho que economizei uns 1000 euros nesta brincadeira), mas eles também tem algumas espertezas, como por exemplo, cobrar pela reserva de acento (20 euros por pessoas entre Salvador e Madri, se não me falha a memória).

    E mesmo com tarifa de embarque bem mais barata a Air Europa me deu direito a até duas malas (de porão) de 23 kg por pessoa sem custo extra (estava em duas pessoas), inclusive na conexão de Madri para Lisboa e vice versa. Na ida só despachei (porão) duas grandes malas e embarquei com bagagens de mão (computador, tablet e uma montanha de tranqueiras numa mochila de bom tamanho, fora as bagagens de mão da esposa). Nunca me preocupei muito com peso e tamanho de bagagens de mão e nunca tive problema com isso. Como eu fui para passar 30 dias eu levei estas 2 grandes malas e foi tudo tranquilo (na volta voltei muito mais carregado).

    Por causa da demora da conexão (nas passagens mais baratas a conexão de ida seria de mais de 24 horas) resolvi passar 4 dias em Madri (que não estava originariamente previsto nos meus planos, 1400 reais na cotação do euro de novembro passado viabilizou com folga a minha hospedagem em Madri).

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu já viajei muito e esta novidade de pagar por bagagem despachada (porão) me aborrece bastante (acho isto um roubo, principalmente em voos internacionais).

      Eu não acho um roubo porque considerando que cada mala implica em gasto extra de combustível e custos operacionais a lógica de mercado me diz que quando você tem malas “grátis” você certamente está pagando por elas ou no mínimo por uma média estatística calculada pela companhia. Quando todo mundo tem que pagar pela bagagem, em teoria, cria-se um possível benefício para o cidadão que não despacha nenhuma.

      Não faz sentido, economicamente, que o cidadão que vai passar três dias no exterior levando e trazendo apenas sua mala de cabine pague o mesmo pela passagem que aquele que vai e volta com duas malas de 32kg. E quando era gratuito isso incentivava mesmo as pessoas a irem e voltarem com malas abarrotadas, mesmo sem real necessidade. Caramba… se bagagem de porão estivesse incluída em todas as minhas passagens eu teria levado meu travesseiro, ventilador (é sério), etc. Eu teria ficado aqui pensando no que levar para minha irmã para não “desperdiçar” essas malas.

      a chegada em Madri foi bastante tranquila com a imigração, acho que não gastei nem 5 minutos com fila e tudo e não me perguntaram nada, absolutamente nada!

      Eu já li estórias de horror sobre a imigração espanhola. É bom saber disso.

      mas eles também tem algumas espertezas, como por exemplo, cobrar pela reserva de acento (20 euros por pessoas entre Salvador e Madri, se não me falha a memória).

      Eu acho que quando você voa na classe econômica todas estão fazendo isso. Você foi de executiva? A Aer Lingus oferece uma pequena exceção: O check-in online pode ser feito com 30 dias de antecedência mas nas últimas 30 horas você pode escolher de graça entre os assentos disponíveis.

      Por causa da demora da conexão (nas passagens mais baratas a conexão de ida seria de mais de 24 horas) resolvi passar 4 dias em Madri (que não estava originariamente previsto nos meus planos, 1400 reais na cotação do euro de novembro passado viabilizou com folga a minha hospedagem em Madri).

      Ainda bem que minha irmã comprou as passagens e decidiu as conexões. Eu tentei refazer os passos dela e vi que teria me estressado muito se essa responsabilidade tivesse sido minha também. Eu já estava com um prato cheio de responsabilidades.

      • Intruder_A6 - 194 Comentários

        Eu já li estórias de horror sobre a imigração espanhola. É bom saber disso.

        Eu não me encaixo no perfil de imigrante ilegal, isto deve ter facilitado um pouco as coisas, e dizem que Barcelona é mais complicado!

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Evidência de que eu ainda tenho muito para aprender. Somente hoje, após ler pela enésima vez o texto, eu percebi o problema deste trecho:

    Quando você viaja de avião você sempre tem direito à chamada “bagagem de cabine” que você leva com você na cabine do avião e às vezes tem direito à “bagagem de porão”, que você precisa despachar no balcão de check-in da companhia aérea.

    O número de repetições da palavra “você” incomoda.

    Reescrevi assim:

    Quando você viaja de avião sempre tem direito à chamada “bagagem de cabine” que leva consigo, como o próprio nome diz, na cabine. E às vezes tem direito à “bagagem de porão”, que precisa despachar no balcão de check-in da companhia aérea.

  • MARCELO - 34 Comentários

    O editor/revisor estava de férias! hahahahahahah

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Ready Player One (Jogador N°1 – 2018) me deixou desapontado

Custa me crer que foi dirigido por Steven Spielberg. Mas talvez eu ainda tenha uma visão “adolescente” da qualidade do trabalho desse diretor.

Eu gostei da música, dos efeitos especiais e da nostalgia, mas fizeram uma adaptação bem ruinzinha do livro, os atores são muito fracos, não consegui gostar dos personagens (são muito melhores no livro) e a direção (Spielberg) é lamentável em certos pontos como a fuga de Wade do esconderijo de Art3mis. Mal encenada do início ao fim.

Alguns problemas da adaptação:

  • Toda a IOI é retratada de forma quase caricata, ao contrário da seriedade do livro que a retrata como uma corporação maligna, metódica e eficiente. O que remete aos próximos seis pontos;
    • A segurança do quartel general da IOI é patética. No livro Wade, sozinho, elabora um complicado plano correndo o risco de encarar uma vida de escravidão para poder entrar lá e minar a IOI por dentro;
    • A IOI não percebeu que Wade não estava no stack, apesar dele ter saído de lá claramente e em plena luz do dia;
    • A IOI não tinha colocado os explosivos ainda quando fez a ameaça a Wade e dava tempo suficiente para ele fugir se estivesse lá;
    • A IOI com todo o seu aparato tecnológico que inclui drones não consegue interceptar os garotos fugindo em uma grande van na fuga do esconderijo de Art3mis. Caramba, aquele veículo parecia tão lento que dava para interceptar a pé!
    • A IOI não consegue matar nenhum de seus alvos na vida real;
    • Sorrento tem sua senha de acesso ao OASIS escrita em um papel colado no console;
  • Não se dão ao trabalho de explicar por que os jogadores simplesmente não se desconectam para evitar a morte dos avatares;
  • As pessoas são vistas logadas no OASIS em plena rua. Isso não faz nenhum sentido, até porque é perigoso;
  • Aquele console gigante e “confortável” de Sorrento é ridículo para uso em um simulador mas os personagens olham com cara de “UAU, quero um!”;
  • Reescrever Art3mis como membro (líder?) da “resistência” na vida real não convenceu;
  • Reescreveram toda a dinâmica do concurso para ser necessário conhecer a vida íntima de Halliday para ganhá-lo, quando no livro o objetivo era compartilhar de sua obsessão pelos jogos, filmes e músicas dos anos 80. OK, isso foi provavelmente para ganhar a atenção da mulherada;
  • O filme não consegue realmente convencer ao mostrar o amor de Wade por Art3mis. Isso é bem mais fácil de entender no livro;
  • A crítica social é praticamente deixada de lado.

Mas o filme tem uma recriação do adorado Gigante de Ferro então a gente precisa ignorar tudo isso, né?

Eu imagino que muitas outras diferenças existam porque não conseguiram assegurar os direitos necessários para uso das músicas e personagens citados no livro, mas a inclusão proeminente de “The Shining” (O Iluminado), um filme que não é sequer citado na obra em detrimento de tantos outros, me incomoda até agora. Simplesmente não se encaixa na atmosfera do resto do filme. A razão para terem feito isso? Ready Player One e The Shining são da Warner Bros. Aliás, não é preciso ser gênio para deduzir por que o Gigante de Ferro tem destaque no filme apesar de ser apenas mais um elemento secundário no livro.

Dou nota 6/10.

 

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Livros: Gostei de Ready Player One (Jogador N° 1), com ressalvas

No primeiro capítulo Ready Player One parecia a melhor obra de ficção científica que eu lia em muitos anos e eu estava lendo com cuidado cada parágrafo para não perder nenhum detalhe. Mas no meio do livro eu já estava achando as referências à cultura pop da década de 80 excessivas e as intermináveis descrições dos jogos maçantes. De qualquer forma o comentário social e a descrição da realidade virtual do OASIS e suas regras me deixaram entretido o bastante. Merece nota 7.

Agora eu posso assistir ao filme.

 

1 comentário
  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu não li o livro, mas assisti o filme no cinema, gostei bastante (mas eu sou suspeito, gosto muito de ficção científica)! Eu tenho uma cópia dele em 4K, eu só guardo em 4K os filmes que eu gostei realmente, pois me ocupam muito espaço no HD! E já assisti uma segunda vez pelo midia player!

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