 Jefferson,  06 de julho de 2017, Em outro post eu sugeri usar a versão Windows do cURL para testar a API Cloudflare mas a coisa não era tão simples quanto parecia. Para HTTP o cURL não é difícil de usar (para quem não tem horror a uma linha de comando) mas quando se trata de HTTPS os problemas começam a aparecer. Para testes eu recomendo o Postman, até mesmo porque a resposta em JSON já vem formatada enquanto o cURL mostra uma bagunça. Mas se quiser usar mesmo o cURL o procedimento é o seguinte:
- Baixe o cURL para Windows. Escolha uma versão com suporte a SSL e instale/extraia para um diretório à sua escolha;
- Baixe o pacote de certificados cacert.pem;
- Coloque esse arquivo no seu path ou no diretório onde está cURL.exe;
- Renomeie cacert.pem para curl-ca-bundle.crt
Pronto, agora cURL deve funcionar com conexões HTTPS
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 Jefferson,  06 de julho de 2017, opinião Nem GPS, nem mapa. Um verdadeiro mistério!
Eu já perdi a conta das vezes em que ouvi uma funcionária ao telefone explicando ao motorista de um caminhão de entrega como chegar até o local. Ainda se fosse um local de difícil acesso ou o cara estivesse perdido num dos famosos “logradouros com numeração irregular”. Mas não… o indivíduo está na rodovia e não sabe sequer onde está a saída que vai levá-lo à avenida que vai levá-lo à empresa. Como é que um “profissional” coloca a si mesmo numa posição que o faz se perder numa rodovia durante o dia?
Às vezes o cara veio de outro bairro e às vezes de outro estado. Eu acho simplesmente inacreditável que alguém pegue o seu veículo e inicie uma viagem de dezenas, centenas ou milhares de quilômetros pensando em perguntar no meio do caminho como é que se chega lá. Ainda se fosse porque a bateria do celular (waze) descarregou no final da jornada daria para entender embora um profissional devesse estar preparado para isso, mas ao que parece é um misto de arrogância e negligência.
Aí fica dependendo de uma mulher (que muitas vezes nem dirige e que tem modos de explicar itinerários que só outra mulher entende, quando não confunde a esquerda com a direita) para conseguir terminar a viagem.
Inacreditável.
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 Jefferson,  06 de julho de 2017, ddns Este texto tem importância apenas para quem deseja fazer seu próprio script ou programa de atualização DDNS para Cloudflare.
Na primeira vez que tentei entender a documentação da API da Cloudflare há um ano eu falhei miseravelmente. Não entendi nada. Na segunda tentativa esta semana eu entendi em minutos. É engraçado como nosso cérebro funciona.
Aqui eu vou descrever apenas as partes necessárias para fazer atualizações DDNS. Vou usar como exemplo o cURL porque aí já aproveito os exemplos da documentação e apesar de ser uma ferramenta popular do Linux você também pode usar o cURL no Windows. Mas eu recomendo usar o complemento POSTMAN do Chrome inserindo os headers indicados (toda linha precedida por “-H” é um header).
O serviço permite que você cadastre vários domínios, que são referenciados como “zonas”.
Para atualizar um host você primeiro precisa do ID do domínio/zona. Se não sabe o id (ele também aparece na sua conta Cloudflare), primeiro peça uma listagem de zonas:
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curl -X GET "https://api.cloudflare.com/client/v4/zones" \ -H "X-Auth-Email: user@example.com" \ -H "X-Auth-Key: c2547eb745079dac9320b638f5e225cf483cc5cfdda41" \ -H "Content-Type: application/json" |
A resposta é algo assim (este é o exemplo oficial. A resposta hoje é ligeiramente diferente):
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62
|
{ "success": true, "errors": [], "messages": [], "result": [ { "id": "023e105f4ecef8ad9ca31a8372d0c353", "name": "example.com", "development_mode": 7200, "original_name_servers": [ "ns1.originaldnshost.com", "ns2.originaldnshost.com" ], "original_registrar": "GoDaddy", "original_dnshost": "NameCheap", "created_on": "2014-01-01T05:20:00.12345Z", "modified_on": "2014-01-01T05:20:00.12345Z", "name_servers": [ "tony.ns.cloudflare.com", "woz.ns.cloudflare.com" ], "owner": { "id": "7c5dae5552338874e5053f2534d2767a", "email": "user@example.com", "owner_type": "user" }, "permissions": [ "#zone:read", "#zone:edit" ], "plan": { "id": "e592fd9519420ba7405e1307bff33214", "name": "Pro Plan", "price": 20, "currency": "USD", "frequency": "monthly", "legacy_id": "pro", "is_subscribed": true, "can_subscribe": true }, "plan_pending": { "id": "e592fd9519420ba7405e1307bff33214", "name": "Pro Plan", "price": 20, "currency": "USD", "frequency": "monthly", "legacy_id": "pro", "is_subscribed": true, "can_subscribe": true }, "status": "active", "paused": false, "type": "full" } ], "result_info": { "page": 1, "per_page": 20, "count": 1, "total_count": 2000 } } |
Note que o nome de domínio é precedido por um “id”. É isso que você vai usar.
Para obter os registros DNS com o IP atual para um determinado domínio você usa os mesmos headers, mas muda o URL para algo assim:
https://api.cloudflare.com/client/v4/zones/id_do_dominio/dns_records
Exemplo de resposta (eu suprimi vários registros desnecessários para a explicação e editei informação confidencial):
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67
|
{ "result": [ { "id": "####################################", "type": "A", "name": "automalabs.com.br", "content": "192.185.224.99", "proxiable": true, "proxied": true, "ttl": 1, "locked": false, "zone_id": "xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx", "zone_name": "automalabs.com.br", "modified_on": "2016-09-13T21:49:36.667689Z", "created_on": "2016-09-13T21:49:36.667689Z", "meta": { "auto_added": true } }, { "id": "zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz", "type": "A", "name": "localhost.automalabs.com.br", "content": "127.0.0.1", "proxiable": false, "proxied": false, "ttl": 1, "locked": false, "zone_id": "xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx", "zone_name": "automalabs.com.br", "modified_on": "2016-09-13T21:49:36.745572Z", "created_on": "2016-09-13T21:49:36.745572Z", "meta": { "auto_added": true } }, { "id": "yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy", "type": "A", "name": "batcaverna.automalabs.com.br", "content": "189.70.xx.yyy", "proxiable": true, "proxied": false, "ttl": 120, "locked": false, "zone_id": "xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx", "zone_name": "automalabs.com.br", "modified_on": "2017-07-07T04:35:16.994150Z", "created_on": "2017-07-07T04:35:16.994150Z", "meta": { "auto_added": false } }, } ], "result_info": { "page": 1, "per_page": 20, "total_pages": 1, "count": 3, "total_count": 3 }, "success": true, "errors": [], "messages": [] } |
Para se limitar a receber o dados de um host específico (é este o comando que finalmente traz o IP configurado para o host):
https://api.cloudflare.com/client/v4/zones/id_do_dominio/dns_records/id_do_host
Exemplo de resposta:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22
|
{ "result": { "id": "yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy", "type": "A", "name": "batcaverna.automalabs.com.br", "content": "127.0.0.1", "proxiable": false, "proxied": false, "ttl": 120, "locked": false, "zone_id": "xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx", "zone_name": "automalabs.com.br", "modified_on": "2017-07-07T04:17:14.185987Z", "created_on": "2017-07-07T04:17:14.185987Z", "meta": { "auto_added": false } }, "success": true, "errors": [], "messages": [] } |
Para atualizar um host (preste atenção aos vários campos que você precisa modificar):
|
|
curl -X PUT "https://api.cloudflare.com/client/v4/zones/id_do_dominio/dns_records/id_do_host" \ -H "X-Auth-Email: user_email" \ -H "X-Auth-Key: api_key" \ -H "Content-Type: application/json" \ --data '{"type":"A","name":"batcaverna.automalabs.com.br","content":"192.168.0.1","ttl":120,"proxied":false}' |
“name” precisa ter o nome completo e correto do host. Por alguma razão se o nome estiver errado e não bater com id_do_host a API acrescenta um novo host com esse nome, em vez de atualizar.
No Postman, escolha RAW, JSON e insira os dados de uma chave à outra.
Exemplo de resposta:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22
|
{ "result": { "id": "xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx", "type": "A", "name": "batcaverna.automalabs.com.br", "content": "192.168.0.1", "proxiable": false, "proxied": false, "ttl": 120, "locked": false, "zone_id": "yyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy", "zone_name": "automalabs.com.br", "modified_on": "2017-07-07T04:03:37.550700Z", "created_on": "2017-07-07T04:03:37.550700Z", "meta": { "auto_added": false } }, "success": true, "errors": [], "messages": [] } |
Tenha em mente que os IDs de domínio e host não mudam se você não apagar a definição do host. Então depois que você tem esses IDs só precisa usar dois comandos: o que verifica os dados do host (se quiser saber o IP que está lá) e o PUT que faz a atualização.
Pronto. Esse é o básico necessário da API para atualização DDNS. Queria ter achado algo assim no ano passado.
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 Jefferson,  05 de julho de 2017, ddns, Redes Daniel Plácido deu a dica em novembro de 2015. Eu testei em setembro de 2016 e só agora estou tendo tempo de escrever sobre isso. É, infelizmente desde eu saber de algo até escrever sobre o assunto no blog às vezes se passa um looooooongo tempo.
A Cloudflare difere de serviços “normais” de DDNS como o no-ip e o dyndns em aspectos muito importantes que podem ser vistos como problemas:
- Você precisa configurar a Cloudflare como servidor de DNS de todo o seu domínio;
- Não existe cliente oficial de atualização para Windows e não há nenhum suporte embutido em nenhum modem/roteador que eu conheça;
Mas tem vantagens expressivas:
- Não há realmente limite definido no número de hosts. A no-ip hoje só permite três hosts gratuitos por conta;
- Você vai poder criar ilimitados endereços no formato seuhost.seudominio.com.br. Nada do amadorismo de hostqueestavadisponivel.no-ip.com;
Como é o único serviço gratuito e sem frescuras disponível hoje, vale a pena passar por cima dos problemas. É o que vou tentar explicar aqui.
Primeiro você precisa ter configurado Cloudflare como o servidor DNS do domínio. Enquanto esse passo não estiver pronto não adianta prosseguir.
Faça login na sua conta Cloudflare;
Selecione o domínio. Se você tiver apenas um talvez esse passo não exista;

Clique em DNS;

Você vai cair na página que lista todos os registros DNS, mas só nos interessa a parte que adiciona um novo registro.

- O tipo de registro que nos interessa para DDNS será sempre do tipo A;
- Aqui você coloca o nome de host que você escolheu. No caso o resultado seria batcaverna.automalabs.com.br;
- O IP inicial que você quer dar ao registro. Pode ser o seu atual endereço IP externo, o mesmo IP do resto do domínio ou qualquer IP externo que você queira. Você pode até apontar para IP do Google se quiser, embora isso faça você cair em uma mensagem de erro deles. Por outro lado apontar para o IP do UOL dá totalmente certo;
- Por quanto tempo você quer que seja válido, sem exigir nova consulta DNS. Durante testes é melhor colocar 2 minutos (o mínimo);
- Se você quer que a Cloudflare também faça o cache do conteúdo. A escolha pode variar dependendo do uso que você vai fazer, mas desligar o cache vai facilitar os testes. O default, que é ativar o cache, tem o benefício adicional de ocultar seu verdadeiro IP de quem saiba o seu endereço DDNS, porque sempre será visto o IP da Cloudflare;
- Clique em Add Record.
Hosts adicionados começam a responder segundos depois. Hosts modificados podem demorar bastante porque isso depende do TTL e da propagação. Para você ter uma idéia do problema, às vezes no prompt de comando o PING já resolve para o novo IP mas só minutos depois o Chrome se dá conta;
Como atualizar automaticamente
Seja lá qual for o meio que você encontrar de atualização, vai ter que usar no mínimo seu email cadastrado na Cloudflare e sua chave de API, que você pode obter seguindo os caminhos depois de fazer login na sua conta Cloudflare:
Overview – > Get Your API Key -> Global API Key -> View API key
ou
Clique no seu email no canto superior direito -> Settings -> Global API Key -> View API key
Como eu disse lá no início infelizmente dispositivos de rede como roteadores e modems não tem suporte a Cloudflare, o que é um tanto bizarro considerando que há muitos anos o serviço existe e os habituais serviços DDNS estão ficando menos acessíveis a cada ano que passa. Se você tiver algum box Linux na sua rede existem opções de script para fazer isso (não testei nenhuma) mas se você depender de um servidor Windows a melhor opção que conheço é o CloudFlare DDNS Updater, cujo uso não é nada intuitivo.
Execute CloudflareDDNS.exe
Clique em Tools -> Settings

Em “Domain Name” tenho o cuidado de colocar o nome de domínio sem incluir host, como mostrado acima. Em “Auto Fetch Time” a periodicidade da atualização em minutos. O resto é auto explicativo. Clique em Apply.
Em seguida, e essa é a parte não intuitiva que cria problemas, você precisa clicar em Tools -> Fetch Records e selecionar os hosts que você quer que sejam atualizados com seu IP externo.

Em seguida clique em Tools -> Update Records. Está configurado.
Erro “Zone does not exist”: Você provavelmente grafou o “domain” errado lá em tools -> settings.
Para instalar o programa como um serviço e assim não ser necessário que haja um usuário logado para ele ser executado, abra um prompt de comando elevado o diretório dele e execute
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CloudFlareDDNS.exe /install |
Veja também:
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 Jefferson,  05 de julho de 2017, webmasterwork Para quem é proprietário de um ou mais domínios usar os serviços gratuitos da Cloudflare pode ser interessante por algumas razões, todas habilitadas pelo fato dela se tornar o servidor DNS do domínio:
- O serviço faz um cache do seu conteúdo – Páginas, imagens, CSS e scripts passam a ser carregados primariamente dos servidores da Cloudflare, reduzindo a carga no seu servidor e as possíveis reclamações do seu provedor de hospedagem;
- Estatísticas de acesso;
- Proteção contra bots e spammers – Ao detectar comportamento suspeito a Cloudflare exibe um desafio captcha para o visitante ou o bloqueia completamente;
- Oferece uma certa privacidade – Dependendo da configuração as pessoas não vêem seu IP real, o que é especialmente interessante com DDNS;
- Serviço DDNS – Com algum trabalho você pode se livrar da dependência do no-ip e dyndns e, mais importante, vai usar seuhost.seudominio.com.br em vez de seuhost.no-ip.com;
- SSL compartilhado – Sim, a Cloudflare habilita um serviço básico de criptografia para o seu domínio que embora não seja real substituto para você ter o seu próprio certificado pelo menos permite que você se familiarize com os muitos problemas da transição de http para https (não, pagar e instalar o certificado e colocar um “s” depois de http não basta) sem pagar nada por isso.
Para quem se cadastra na Cloudflare com um determinado objetivo em mente o processo pode parecer demasiado confuso, mas dividido em etapas fica muito mais simples de entender. Neste post eu vou mostrar apenas os passos para você colocar o seu domínio na rede Cloudflare e em outros eu vou explicar como adicionar funcionalidade. Especificamente a de DDNS.
Configurando o serviço CloudFlare
Abra uma conta CloudFlare. Eu estou fazendo link para o site em português para sua possível comodidade, mas meus exemplos são baseados na versão em inglês.
Faça login
Clique em +Add Site na região superior direita da tela;
Na caixa, coloque o nome de um domínio que você administra e clique em Begin Scan

O processo pode demorar um pouco mas vai exibir uma barra de progresso. Quando terminar exibirá um botão “Continue Setup“. Clique nele.
Agora vai aparecer uma lista com todos os registros DNS encontrados para o seu domínio.

Você pode editar como vai ser o comportamento do ClouFlare para cada um deles mas para o propósito deste post, que é não deixar o processo longo e confuso, deixe tudo como está e clique em Continue
Em Select CloudFlare Plan escolha “Free Website” e clique em Continue.

Vai aparecer uma lista com os nameservers que você precisará configurar no seu domínio.

Se seu domínio é brasileiro o seu registrar é o Registro.br e é na sua conta lá que você faz as alterações .Anote as mudanças que tem que fazer e clique em Continue.
Agora você tem que fazer a mudança pedida e aguardar. Quando a CloudFlare registrar que a mudança já foi propagada você poderá fazer suas configurações. Para saber se deu certo consulte o dashboard da Cloudflare periodicamente porque em condições normais não é para você notar nenhuma diferença. É bem possível que mandem um email quando o processo terminar.

É importante notar que tudo o que você precisa fazer para desativar qualquer mudança feita pela Cloudflare é reverter essa alteração dos nameservers. Cloudflare estar totalmente configurado para seu domínio é irrelevante se seu registrar aponta para outros servidores DNS.
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 Jefferson,  04 de julho de 2017, Segurança, webmasterwork, wordpress Meu site não tem SSL e enquanto não resolvo isso minhas credenciais de acesso a meus blogs são transmitidas de uma forma que pode ser facilmente interceptada por alguém em posição de fazer um ataque “man in the middle” como o provedor de acesso. Para tornar isso um problema menor eu ativei autenticação em duas etapas em todos os blogs usando o plugin Google Authenticator.
Minha primeiríssima pergunta ao tentar decidir se isso era uma boa idéia foi: como eu desativo isso se algo der errado e eu não puder mais fazer login no blog? Mas é muito simples, bastando entrar no meu site via FTP (esse é outro problema de segurança a tratar em outro dia) e apagar o diretório correspondente ao plugin.
Como o próprio nome do plugin escancara, ele é compatível com a app Google Authenticator, que eu já uso para acessar minha conta Google. Ao ativar o plugin aparece uma nova seção na página “seu perfil” da administração do blog, onde você pode gerar o “Segredo” que você então insere na app.

É tão simples que eu já deveria estar usando há muito tempo. Uma informação a mais vai ser pedida a cada login:

Isso não resolve o problema de interceptação completamente, porque você continua vulnerável a um “sequestro de sessão” (é, segurança de dados é coisa de doido) já que os cookies que evitam que você tenha que redigitar sua senha a todo momento continuam sendo transmitidos sem criptografia e podem ser interceptados. Você pode minimizar isso também ao não marcar “lembrar-me” na tela de login e sempre fazendo logout ao terminar. Assim os cookies terão uma validade mais curta.
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 Jefferson,  04 de julho de 2017, Para quase todos os usuários comuns e até muitas empresas, não faz diferença. Mas para mim faz muita.
Para o provedor de acesso não é nada difícil observar o tráfego de qualquer um de seus clientes. Tudo o que não estiver sendo transmitido por uma conexão criptografada pode ser lido. Por exemplo:
- A lista de todos os sites visitados (o IP, pelo menos);
- Todo email POP3 ou SMTP na configuração default (sem SSL/TLS) pode ser lido;
- Senhas de FTP e até os arquivos transferidos podem ser interceptados (sim, os arquivos inteiros podem ser copiados);
- Os torrents que você está baixando/enviando;
- Todas as minhas credenciais de todos os blogs wordpress (meu site não tem SSL ainda);
- Qualquer credencial que eu tenha em qualquer site/serviço que não use SSL.
E isso não requer um expert. Existem ferramentas gratuitas especializadas em fazer essas coisas. Tudo o que é necessário é acesso e interesse.
Alguém realmente desonesto pode fazer DNS poisoning ou coisa pior para, por exemplo, obter suas credenciais bancárias.
Para a Telemar, a GVT /VIVO e a NET o meu tráfego é apenas ruído de fundo. Mesmo que houvesse alguém trabalhando lá que se interessasse no que faço, a probabilidade dele ter acesso e ser capaz de fazer essa filtragem é tão insignificante que eu considero como zero. Mas quando você usa um provedor local a coisa muda. Eu não sei como é no resto do país mas aqui em PE, fora dos bairros nobres existe uma proliferação gigante de pequenos provedores que muitas vezes tem apenas o dono e um ou dois funcionários. Na maioria das atividades comerciais eu diria que é vantajoso conhecer o dono e todos os funcionários pelo nome e eles conhecerem você.
Nessa, não muito.
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 Jefferson,  04 de julho de 2017, PorDentro Eu não tenho informações sobre a fonte original. O chip conversor DC-DC na entrada AP34063 suporta de 3 a 40V. Entretanto todos os capacitores na região da entrada são de 16V o que sugere uma fonte de alimentação padrão de 5 ou 7,5V.

Este switch pode ser adaptado para PoE passivo, mas é preciso remover vários resistores.

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 Jefferson,  04 de julho de 2017, PorDentro 
Esta é revisão de hardware “HW ver 3.0”. Apesar de oficialmente ser alimentado com 5V x 1A (o que diz o manual) ou 7.5V x 1A (escrito no fundo do switch) o chip chip conversor DC-DC na entrada AP34063 suporta de 3 a 40V. Entretanto para fazer uso de tensões maiores você precisaria pelo menos trocar também o capacitor eletrolítico C1 na entrada porque é de apenas 16V.

Este switch pode ser adaptado para PoE passivo, mas é preciso remover vários resistores.

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 Jefferson,  02 de julho de 2017, Filmes Alguns filmes tem uma combinação de elementos que consegue realmente me entreter. Personagens, elenco, diálogos, humor…
Esta não é uma lista completa. Apenas o que está no topo da minha mente agora.
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Jefferson, é lamentável o que vou dizer e até pode até parecer preconceituoso, mas neste tipo de caso, se tivessem estudo suficiente ou fossem antenados em tecnologia, não se contentariam em ser meros motoristas.
Mas nem para usar um mapa (aquela coisa de papel)?
Pra que? Capaz de nem saber interpretá-lo
Eu tenho dificuldade para digerir isso. O *pneu* de um caminhão custa no mínimo R$1000. O próprio caminhão custa bem por baixo 100 mil. Como é que um empresário contrata uma mula que não sabe/quer ler um mapa como motorista para viagens interestaduais?
Se o empresário bota um caminhão de R$250 mil com uma carga de pelo menos R$100 mil na mão de uma besta que ganha salário mínimo, aí eu entendo.
Resumindo:

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
E eu que ontem estava explicando para a esposa que considero a sinalização de rua obsoleta? Que todo mundo tem celular e que seria mais econômico se a prefeitura pagasse alguém para editar no Google Maps do que confeccionar placas com indicação de caminhos.
Eu não iria tão longe. Uma prefeitura isolada em um pais desenvolvido poderia “brincar” com a idéia mas qualquer país que fizesse isso ficaria vulnerável ao humor dos EUA (que hoje tem um doido no poder) ou a qualquer Estado que pudesse promover um ataque à constelação GPS.
Nesses casos eu prefiro pensar como o Almirante Adama.
Esqueci de mencionar que existe um bairro aqui em Recife, o Rosarinho, onde o GPS não funciona direito. E não é apenas o meu atual GPS. Não funcionava direito quando eu usava o iGO em um aparelho GPS standalone e não funciona direito agora com o Waze em um smartphone Samsung. E é um bairro de classe média alta. Nos bairros pobres temos o problema de que o navegador GPS costuma ser pouco confiável quando a distância entre “ruas” é pequena.
Jefferson, boa tarde!
Tenho uma transportadora como cliente e já pensei o mesmo. Em conversa com os profissionais, alegam que, quando estão dirigindo um caminhão, que em sua maioria são enormes o GPS entende que são “carros” causando um enorme transtorno em ruas estreitas e até mesmo com o tráfego restrito.
Eu compreendo isso. O GPS (iGo) já me mandou passar de carro por lugares onde só tinha escadaria. Mas não sei como a alternativa funciona. Se o GPS não sabe indicar e sobretudo se o “profissional” não é capaz de decidir olhando o mapa que o GPS mostra, como é que fica mais “fácil” perguntando na rua ou por telefone?
Motoristas “profissionais” tem uma habilidade especial para achar caminhos apropriados por localidades que nunca viram antes que pobres mortais como eu ainda precisam desenvolver?
“Resumo da Ópera”: GPS funciona em país do “Primeiro Mundo”, onde as ruas são bem organizadas, bem identificadas, o sentido delas não é mudado a toda hora, a bel-prazer das autoridades de trânsito, existe um planejamento, etc.
Ano passado fui visitar minha irmã que mora em Los Angeles. Passeamos de carro por metade do estado e circulamos pela área urbana de Los Angeles, que tem o tráfego rodoviário mais intenso DO MUNDO… pois bem: GPS PERFEITO! Não errava UMA, em TODO O ESTADO. Ela usava o Google Maps no smartphone dela mesmo: o aparelho dava rotas, rotas alternativas, indicava logo a frente tráfego médio e/ou intenso através de mudança de cores na rodovia, com atualizações praticamente instantâneas… uma perfeição só! E mesmo no interiorzão da Califórnia perfeição!
Uma correção: “GPS” funciona no mundo inteiro, assim como mapas.
O que não funciona é uma orientação exclusivamente baseada nas instruções do “navegador GPS”.
Esqueça as instruções do navegador e use-o para mostrar onde você está, onde está seu destino e o layout conhecido das ruas e a coisa “funciona”.
Antes de ter um GPS eu andava com uma lista telefônica de endereços da Região Metropolitana de Recife na mala, porque cada rua era indexada com as coordenadas de sua localização no mapa que havia nas últimas páginas. O problema desse método era e ainda é saber onde você está.
Eu comprei meu primeiro navegador GPS quando me vi perdido, à meia-noite, em um lugar estranho, deserto e perigoso. Nenhum mapa ou telefonema resolveria meu problema porque eu não fazia idéia de onde estava.
“O que não funciona é uma orientação exclusivamente baseada nas instruções do “navegador GPS”.”
Sim, tem razão, não me expressei bem… mas quer ver uma coisa? Aqui na minha cidade se eu ligar o GPS e me posicionar na frente da minha casa no mapa dele eu estou no meio da quadra, entre duas ruas! E o nome da minha rua aparece duas ruas para cima! O endereço da minha empresa (número, CEP, etc.) se botarmos no Google Maps (por exemplo) aparece 3 quadras à Oeste da sua verdadeira posição… e por aí vai…
Eu só tenho esse problema em um bairro do Recife. Eu não sei se é porque as coordenadas do mapa estão erradas e o navegador fica confuso, saltando entre ruas próximas, ou se o sinal GPS sofre interferência lá.
VR5, você sabe que pode editar o mapa do Google?
Eu já fiz centenas de edições quando observo informações erradas. Algumas demoram um pouco para serem aprovadas, mas por essa característica contributiva eu acho que o Google Maps é, de longe, a melhor referência de localização urbana, melhor até que os mapas da prefeitura.
Sendo você o dono da empresa que está com a localização errada, eu diria que você DEVE editar essa informação no Google Maps.
maximusgambiarra: esqueci de mencionar que fizemos sim essa correção. Já está atualizado. Foi na consulta inicial que notamos a “anomalia”… mas o correto não seria o GM já ter essas informações corretas inicialmente? Foi essa a questão. Para exemplificar que aqui no Brasil a coisa não funciona “tão bem”… CLARO que nos EUA, por exemplo, se eu estiver numa cidadezinha do fim do mundo no interior de Utah, ou talvez no interior do Alasca possa haver discrepâncias, mas aui é muito pior: não teve caso de turistas que foram até mortos no RJ porque o GPS confundiu o endereço e os enviou diretamente para uma favela barra-pesada?
Eu insisto: “GPS” não confunde endereço nem envia ninguém pro lugar errado.
E um “navegador GPS” dificilmente “confunde endereço”. Mais difícil ainda se for moderno e atualizado como o Waze e o Google Maps. Eu sou capaz de apostar que em quase 100% dos casos o navegador mandou para onde o usuário, que escolheu errado, disse que queria ir. Isso sem contar com a pequena mas certamente existente fração de casos em que o pessoal queria sim ir para aquele lugar barra pesada e quando se deu mal jogou a culpa “no GPS” para esconder da família e dos amigos o que foi fazer ali.
Existem quatro ruas com o mesmo nome que a minha no meu município, mas as outras três são em bairros diferentes. Quando eu oriento alguém para vir aqui eu faço questão de enviar por email:
1) o endereço completo,
2) Snapshot da localização no mapa com um roteiro traçado desde o marco mais próximo;
3) link para abrir no Google Maps.
E eu recomendo imprimir!
E ainda assim tem gente que vai parar no bairro errado! Que, por sinal, é perigoso.
Mais de uma vez botaram a culpa “no GPS”. Não, a culpa não é sequer do “navegador GPS” e muito menos do “GPS”. Se você bota o nome da minha rua no navegador GPS e escolhe a rua do bairro errado não tem minha simpatia.
Nick Fury:
Vire o porta aviões cerca de 180 graus – em direção ao sul! Leve-nos para a água.
“Piloto”:
Estamos voando às cegas! Navegação recalibrando após a falha nos motores!
Nick Fury:
[Exasperado] O sol está nascendo?
“Piloto”:
Sim, senhor.
Nick Fury:
Então coloque-o à esquerda!
Nota: Embora eu continue achando que a minha insistência em fazer a distinção entre “GPS” e “navegador GPS” seja necessária no contexto, eu admito que o fato de eu ter usado o popular termo “GPS” no post e em comentários enfraquece minha posição.
É ainda pior do que eu imaginava. Um funcionário de um cliente que lida com cargas disse que os caminhoneiros chegam a pagar R$100 para alguém em um posto de gasolina ir com eles na boléia mostrando o caminho.
Caminho este que aparece há anos, corretamente, no Google Maps e Waze.