 Jefferson,  24 de março de 2017, PorDentro Cobaia cedida gentilmente (ele nunca havia usado e já me deixou desmontar) pelo amigo José Carneiro.
Este aparelho é do tipo que injeta o sinal do controle remoto no cabo coaxial da antena.
 Digitalização da frente da caixa
 Digitalização do fundo da caixa. Este é o único “manual” que acompanha o aparelho.
Abaixo uma cópia ampliada do diagrama. Entendê-lo é essencial para entender o papel de cada peça.

Esta é a fonte e receptor/injetor. Note que não há quase nada dentro. Esta é a parte que fica perto da TV.


O circuito é constituído por uma fonte linear, um receptor IR seguido por um oscilador retangular baseado em CD4011 cujo sinal é amplificado pelo transistor e injetado no cabo coaxial através de um circuito RC.

Por causa da presença do oscilador. que tem uma freqüência de saída fixa, aparelhos que usem freqüências de controle remoto “incomuns” não podem ser usados com esse extensor.
Detalhe do oscilador:

Detalhe do amplificador e injetor de sinal.

EXTRATOR/EMISSOR
Isto fica junto ao aparelho que vai ser controlado. Geralmente um receptor de satélite.


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 Jefferson,  24 de março de 2017, PorDentro 
Esta análise não está completa
Eu comprei esse videogame quebrado pelo equivalente a R$5 em um saldão porque se eu não conseguisse consertar ainda teria utilidade para os gamepads e outros componentes. Acabei descobrindo que ele praticamente foi construído para ser inutilizado com facilidade, com dupla função de armadilha, como você verá adiante. Eu também não esperava que ele fosse mais que “um brinquedo” para os padrões de hoje. E realmente não é.

A placa superior é onde reside toda a inteligência do aparelho. A “CPU” está em uma bolha de epoxi por baixo. Pelo cabo à esquerda vem a alimentação de 5V e sai vídeo composto e o áudio, praticamente prontos para conectar a uma TV (bastam dois resistores). A placa de baixo é só um adaptador para conectar os gamepads.

Quase toda a placa da esquerda é um conversor de RF que você poderia usar isoladamente caso o resto do videogame não servisse mais (não testei em que canal transmite nem a qualidade ainda).


Restam uns poucos componentes dedicados à alimentação e foi aí que ocorreu o “defeito” do video game. Numa rápida inspeção visual já deu para ver o transistor Q1 (à esquerda) estourado. Por sorte ainda dava para ver o código: S8050, un NPN de uso geral. Checando as ligações constatei que ele era parte de um regulador transistor series e parecia ser a única peça danificada. Todo o videogame é alimentado pelos 5V que saem desse regulador.

Ao prosseguir com a verificação de rotina na continuidade me deparei com algo inusitado: a polaridade da alimentação é invertida, com negativo no pino central.
O aparelho não estava com a fonte original e o fabricante estava realmente falando sério quando escreveu no fundo do aparelho: “Exclusive AC adaptor”.

No shit Sherlock! É exclusivo mesmo! Se você usar qualquer outra fonte de alimentação queima o videogame. E se você usar a fonte do videogame em outro aparelho, provavelmente vai queimar esse aparelho. Esse problema era relativamente comum há uns 20 anos mas a coisa já havia se padronizado e há pelo menos 15 anos eu não via um aparelho ou fonte com uma polaridade diferente do que foi definido como “normal” pela indústria.
Não é surpresa que o transistor de entrada estivesse estourado. Eu provavelmente teria queimado esse aparelho também se ele já não estivesse queimado quando o peguei.
Com a substituição do transistor por um 2N3904 (o 2N3904 suporta apenas 200mA, contra 500mA do S8050, mas explico a decisão adiante) o problema foi resolvido. Eu não notei isso a princípio e achei que havia ainda algo errado porque para meu azar eu consegui pegar, no meio de dezenas de cabos RCA em meu estoque, justamente um que parecia fisicamente perfeito mas estava quebrado. Como o videogame não dá nenhum sinal sonoro ou visual de que está funcionando foi preciso constatar com o osciloscópio que havia um sinal típico de vídeo composto sendo gerado para eu “me tocar” e testar o cabo. Arghhhh!
Claro, eu desfiz a armadilha, modificando a placa para usar fontes de alimentação com polaridade “normal” (positivo no pino central). E coloquei um LED para pelo menos ter uma indicação de que o aparelho está ligado. Há espaço interno o bastante para instalar um pequeno alto-falante e um amplificador baseado em LM386, o que daria um “feedback” mais claro de que o aparelho está funcionando e uma independência limitada, mas não sei ainda se esse brinquedo vale o trabalho.
Apesar do video game dizer que a fonte é de 9V, pelo design do regulador qualquer fonte de 7.5V (testado) desde que forneça pelo menos 250mA, deve servir. Fontes de mais de 9V também, entretanto vai ficando mais fácil você queimar o transistor. O S8050 tem uma dissipação máxima de 0.3W. Usando uma fonte de 9V para produzir 5V, a corrente precisa ser de no máximo 70mA ((9-5)*0,07=0,28W) antes de exceder a capacidade máxima do transistor.
E de fato, ao medir a corrente com o aparelho em uso eu medi 60mA (240mW no transistor com uma fonte de 9V). O que está perigosamente perto do limite do transistor. Colocar uma fonte de 12V queimaria o transistor em segundos, mas eu posso tranqüilamente usar o 2N3904.
O gamepad
Apesar do videogame parecer um nintendo pirata, o gamepad parece mais com o que se espera de um de Genesis/Megadrive, com seu conector de 9 pinos. Mas tem mais botões que os do Megadrive, por isso não estou certo de que o chinês tenha garantido alguma compatibilidade aqui.


O cabo original é muito curto e frágil, mas como o conector é um DB9 padrão de porta serial do PC fica fácil construir um novo. O único problema fica por conta da proximidade entre os conectores no aparelho, que não permite o uso de dois gamepads se você usar um plug DB9 “normal” com as abas de parafusar.

O gamepad por dentro:


O pinout é o seguinte:
BC 2
MR 4
AZ 3
AM 8
LR 6
O controle direcional também é muito frágil. Dos três gamepads que consegui, dois estavam com o direcional quebrado.
O cartucho
O videogame tem um slot que parece ser o slot padrão Nintendo japonês (Famicom) com 60 pinos e vem com um cartucho que também parece com um cartucho de Famicom. A etiqueta no cartucho sugere que ele venha com o obsceno número de 9999999 (sim, quase dez milhões) de jogos.

Eu que não acredito nem em “CD ROM de 50x” apenas fiquei curioso para saber quantos jogos ele teria de verdade. Não passam de 20. E todos são bem fraquinhos para os padrões de hoje. Afinal trata-se de uma versão pirata de um videogame lá da primeira geração (não estou contando com “pong”, claro).
O circuito dentro do cartucho é minúsculo:


Dá até vontade de usar a placa sem o cartucho, mas…

… o console não fecha. O risco de alguém forçar e quebrar a tampa é grande se você deixar assim.

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 Jefferson,  24 de março de 2017, PorDentro Este é um localizador compatível com DVBS2, ou seja, pode localizar o sinal de satélites da GVT/VIVO e OI, que não podem ser vistos por um localizador compatível apenas com DVBS.
Caso alguém precise de detalhes que não são visíveis nas fotos, peça, que eu eu tenho fotos mais detalhadas.

O aparelho tem duas placas, a do display e a receptora.
Placa receptora por cima

A esquerda vemos a porta USB, usada para atualização do aparelho, e abaixo a saída de vídeo e porta serial em um mesmo conector P2. Infelizmente não consegui decifrar como a porta serial funciona pois esse aparelho vem com um cabo serial específico que não chegou às minhas mãos. O chip embaixo é um CD4053 e não sei o propósito de J8.

À direita temos a “pegada” de um jack ethernet. No centro a memória RAM e à esquerda o cérebro do aparelho.

Seção de alimentação. O aparelho tem bateria e é alimentado por 12V. Os chips do centro e direita são conversores DC-DC chaveados Techcode TD1583 [datasheet] e o da esquerda é um AO4407A [datasheet] (30V p-channel MOSFET).

O chip da esquerda parece ser um AO4407A. O do centro, marcado como U12, parece estar raspado porque não consigo ler nada nele.

O chip no centro é um MPS1213. Não tenho certeza do que seja ainda.

Placa receptora por baixo

O conector branco é onde a bateria é ligada. Todos os chips de 8 pinos são AO4407A. O do centro é um CI de proteção de bateria S-8254AA [datasheet]. E o mais comprido parece estar raspado.

No centro, a memória flash. À direita o chip está marcado “4558D”, que é um famoso duplo amplificador operacional, mas não sei o que um op-amp estaria fazendo aí.

Por baixo da placa do display, que não retirei do lugar. Note que o dissipador ao fechar a caixa deve repousar sobre a CPU e a RAM do aparelho.

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 Jefferson,  24 de março de 2017, Arduino, automação Não deixe de ler o post anterior sobre este meu projeto.
Eu não sei quanto a todos os bebedouros, mas o meu tem um colar removível de plástico que tornou a adaptação espantosamente simples. Eu usei o colar como molde para recortar um pedaço de isopor de 15mm de espessura ou mais.

Ao recortar, com um estilete ou faca afiada, você deve fazer maior que a marcação, porque o isopor vai ficar encaixado no colar por pressão.

Ensaque o disco de isopor em plástico. Eu usei uma daquelas bolsas de cozinha que você compra em rolos.

Encaixe o o disco ensacado no colar.


Abaixo, a razão para você plastificar o isopor. Depois de meses de manuseio sem estar completamente plastificado (eu havia revestido apenas embaixo, onde ficava em contato com a água), é assim que vai ficar:

No entanto, se quiser que fique “bonito” você também pode usar fita adesiva larga ou mesmo adesivo Contact (que muita gente chama de “papel contato” por razões que não consigo imaginar) para plastificar o isopor.
Você precisa perfurar o isopor em diagonal para pode passar o tubo de entrada da água. Para isso uma caneta esferográfica serve. As fotos não mostram, mas se tiver usado um saco para proteger o isopor antes de perfurar você deve reforçar o plástico nos pontos de entrada e saída da caneta com fita adesiva. Isso vai evitar que o revestimento se esgarce e vai manter os furos corretamente posicionados com o furo no isopor.

Se prestar atenção você verá o reforço de fita adesiva que coloquei no fundo.

Detalhe do tubo saindo da bomba…

… e depois saindo do outro lado do isopor. Você deve manter esse tubo tão alto quanto for prático para você. Se ele ficar muito baixo e o bebedouro tiver qualquer propensão à formação de gelos nas paredes, a saída de água poderá ficar bloqueada pelo gelo.

Também por causa da formação de gelo eu decidi colocar o sensor de nível no centro do disco. No meu primeiro protótipo eu coloquei o sensor na periferia do disco mas o gelo, flutuando ou não, encostava nele e criava problemas.

O sensor usado foi um destes:

E usei um módulo de relê semelhante a este para fazer o acionamento do motor:

No meu protótipo atual eu uso um Arduino para ler o sensor e acionar o relê, mas isso não é indispensável. Outro dia eu falarei mais sobre a parte elétrica.
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 Jefferson,  21 de março de 2017, manutenção Ontem, manhã de uma segunda, um cliente empresarial me chamou reportando que quatro dos seus computadores, em três departamentos diferentes, estavam dando erro de tela azul e reiniciando o tempo todo. De cara eu achei a lista “curiosa” porque eram justamente todos os computadores que eu havia preparado com instalação completa, do zero, em uma mesma semana do mês passado. Todos eles com Windows 7 SP1 + Convenience Rollup. Meu melhor palpite era de que o próprio Windows tivesse reativado as atualizações automáticas (eu deixo desligado) e um novo driver instalado estivesse causando isso.
Mas chegando lá logo constatei que nenhuma máquina tinha a opção de atualizações automáticas ativa e nada havia sido atualizado pelo Windows recentemente. O erro era o STOP 0x0000000A (IRQL_NOT_LESS_OR_EQUAL), mas não havia indicação clara do que o provocava. Abri a Recuperação do Sistema, escolhi o penúltimo ponto de recuperação e olhei que programas seriam afetados se eu fizesse a restauração do sistema para aquele ponto. O que havia em comum entre todos esses computadores é que aparecia na lista o Avast 17.2.2288.
Experimentei desativar o Avast e o problema desapareceu.
Verifiquei se havia alguma atualização disponível para o programa e o próprio Avast reportou que era a versão mais recente disponível.
Eu fiquei com uma pulga atrás da orelha. Mais curioso que ser o antivírus provocando o problema (o que não é novidade) é o fato do problema ter ocorrido semanas depois de eu ter instalado o programa. Ou o Avast está atualizando drivers automaticamente, coisa que não fazia em versões anteriores, ou alguma outra coisa recém instalada está em conflito com o Avast. E essa coisa pode ser um malware.
Como eu precisava atender outra urgência em outra empresa deixei assim e hoje vou voltar lá para investigar melhor o problema.
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 Jefferson,  19 de março de 2017, Filmes, StarWars Novamente eu vou no sentido oposto da maioria. E é bom lembrar que eu considero que perdi meu tempo e dinheiro com The Force Awakens
A idéia geral é interessante e podia ter dado um filme realmente bom, mas o que vi tem tantos problemas de roteiro, elenco e direção que não deu mesmo.
O que gostei de ver:
- O robô K-2SO;
- O “jedi” e seu companheiro;
- O filme consegue dar uma explicação convincente para a estrela da morte ter uma vulnerabilidade ridícula que foi motivo de piada por décadas. Pena que terão que fazer outro filme inteiro só para explicar (mal) os problemas deste;
Pelos pontos acima já consegue ser melhor do que The Force Awakens.
O que me incomodou:
- Felicity Jones não me convenceu como mulher durona;
- Ignorando a atriz, o personagem dela precisava de muito mais desenvolvimento para me convencer;
- Ora, de um modo geral não há desenvolvimento de personagens no filme;
- Um exemplo de quando tentaram desenvolver um personagem e deu errado é que gostaria de que o roteirista tivesse encontrado um jeito melhor de demonstrar que o capitão Cassian era durão e comprometido com a causa do que ver ele matar um informante (aliado!) indefeso a queima roupa;
- Não há explicação para Jyn estar sendo transferida da prisão;
- Não é dada explicação para Jyn ter agredido quem estava tentando resgatá-la. A idéia é estúpida por mais de uma razão. Ela não esperou para ver o que a esperava do lado de fora do blindado, não pegou uma arma antes de correr…
- Iniciando no exemplo acima, logo no início do filme Jyn é apresentada como um animal raivoso para logo em seguida tentarem nos convencer de que ela é racional e ao longo do filme de que é praticamente uma líder militar, com discurso e tudo!
- Um robô numa missão de resgate não precisa ser tão violento com o resgatado, mesmo quando este não coopera. Como regra geral nesses casos usa-se força excessiva quando você não sabe que força é o suficiente. Um robô como K-2SO sabe. Seria convincente um homem ter feito aquilo mas no caso de uma diferença tão grande quanto entre um robô como K-2SO e uma garota desarmada? Quando K-2SO jogou Jyn no chão eu pensei “caramba, não bastava continuar segurando ela no ar pela gola da camisa?”;
- A razão dada por Saw para ter abandonado Jyn não me convenceu. O que ele fez com ela (abandoná-la dizendo “espere por mim que eu volto”, sem ter intenção de voltar) não se faz nem com um cachorro;
- Eu não estava entendendo por que aquele comandante do império que esculachava o diretor Krennic era exibido tão proeminentemente na tela e parecia tão “esquisito”. Desde a primeira cena me pareceu que o diretor do filme queria mostrar alguma coisa e fui até o final com uma pulga atrás da orelha sem saber o que era, até pesquisar e descobrir que o diretor queria exibir a capacidade da equipe de efeitos especiais de recriar um (outro) veterano de Star Wars morto. Aquela era a versão digital de Peter Cushing, o último ator a representar o Grand Moff Tarkin. Eu imagino que os fãs viram a cena e bateram palmas mas eu não sou fã e fiquei me perguntando porque um personagem secundário (talvez nem isso) estava tendo tanta atenção;
- A rapidez com que Jyn perdoou a aliança rebelde pela morte de seu pai foi
brochante decepcionante. Eu entendo que havia uma questão mais importante a ser resolvida, mas ver ela agir logo na cena seguinte como se nada tivesse acontecido…
- A coincidência da equipe de inspeção contar com uma pessoa que vestia justamente o número de Jyn foi um momento facepalm muito grande. Isso era tão evidente que quando a equipe entrou eu pensei: essa figura de preto tem o tamanho e se move como uma mulher…
- Como é que ninguém além de um jedi cego enxerga aqueles tanques de quatro patas (walkers) chegando?
- A sala do arquivo é protegida por uma porta de cofre impenetrável, mas no andar de cima tem uma porta comum que também dá acesso;
- Parte dos rebeldes, incluindo o piloto, morreu para (veja se você consegue acompanhar) estabelecer uma comunicação com a frota que dizia que a frota precisava destruir o escudo do planeta para que eles estabelecessem a comunicação com a frota;
- Quando as naves da aliança aparecem ao alcance de uma pedrada qual é a primeira coisa que o comandante do destróier imperial faz? Eu escreveria “atirem! ATIREM!”, mas o que o roteirista do script de um milhão de dólares escreveu? “Entre em contato com o almirante Gorin imediatamente!”. E em várias cenas seguintes nós vemos os dois destróieres sem fazer um disparo sequer;
- Se eu tivesse gostado do filme eu poderia ignorar e até dar risada da lendária má pontaria dos stormtroopers mas… eu não gostei;
- Se eu tivesse gostado do filme poderia muito bem ignorar os problemas de física como um nave pequena como a Hammerhead Corvette ter empuxo suficiente para fazer um destróier imperial destruir outro numa distância tão pequena. Acho que por um estar “embaixo” do outro (não existe isso no espaço) a audiência deve imaginar que um destróier”caiu” no outro, E depois os dois “caem” convenientemente no campo de força. Mas eu não gostei do filme então não dá para deixar isso passar;
- O destróier de Darth Vader está parado do lado da nave-mãe da aliança rebelde, mas mesmo assim a princesa foge debaixo do nariz (literalmente?) de Vader. E devagarinho. O roteirista sequer tentou enrolar a audiência com um salto no hiperespaço;
- Eu não estou certo de que a presença da princesa naquela batalha seja justificável. Quanto mais eu penso nisso mais acho ridículo;
- O filme parece uma paródia tamanho o excesso de complicações e armadilhas absurdas e desnecessárias no roteiro, como:
- A necessidade de remover a fita do arquivo manualmente quando sua posição podia ser determinada automaticamente. E num mundo onde robôs andam e falam como humanos;
- A armadilha no topo da sala do arquivo. Quando eu vi essa eu juro que me perguntei se o roteirista não estava fazendo uma paródia da paródia de Star Trek Galaxy Quest;
- A necessidade de alinhar a antena manualmente.
E olha que eu não estou sendo minucioso. Isso foi o que me incomodou enquanto eu assistia ao filme. Se eu der uma segunda passada realmente querendo ser chato devo poder captar muitos outros problemas.
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 Jefferson,  11 de março de 2017, Esta semana eu vendi um objeto no Mercado Livre e combinei a entrega em um lugar próximo, dando meu número pessoal ao comprador para que ele ligasse ao chegar. Como ele não informou nenhum número e uso Android, eu peguei o número de celular informado pelo Mercado Livre, criei um novo contato na minha conta Google e adicionei o número. Antes que eu pudesse dar o OK para salvar o contato, a Google exibiu nome da empresa onde ele trabalha, endereço e até se prontificou para mostrar no mapa.
Eu imagino que isso ocorreu porque apesar de ser um celular o número está cadastrado no Google Maps como o número de um estabelecimento comercial, mas ainda assim… Imagine que esse comprador não quisesse que eu soubesse nada disso?
Aí eu contei isso para o amigo José Carneiro que respondeu algo do tipo “Você não viu nada. Imagine conversar algo perto do celular e depois ao abrir o navegador no telefone encontrar um anúncio daquilo que você estava conversando”.
Acho que ele queria me aterrorizar… 
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 Jefferson,  10 de março de 2017, Filmes Sim, é inacreditável que J.K. Rowling, que admiro por ter escrito o intrincado mundo de Harry Potter e sua espantosamente bem amarrada saga de três mil páginas (quatro mil na edição britânica), possa ter escrito algo tão “sem pé nem cabeça” quanto o roteiro de Animais Fantásticos e Onde Habitam.
Por onde começar?
Logo nos primeiros minutos eu fiquei incomodado com o filme por parecer excessivamente tolo mas dei uma pausa, fui tomar um café, respirei fundo e continuei. Parou de parecer excessivamente tolo alguns minutos depois para parecer apenas tolo.
Temos uma presidente da nação mágica dos Estados Unidos que se comporta como Trump de forma a ser indigna do cargo. Depois de, com testemunhas, se recusar a ouvir o alerta de uma ex-auror (ainda se fosse ex-contadora, ex-escriturária, ex-faxineira, mas uma ex-auror!), quando a me**da atinge o ventilador, ela sentencia essa mesma ex-auror à prisão por não ter dado o alerta? Diante de todo o congresso bruxo? Uma mulher está na presidência mas o mundo bruxo ainda está na idade média? Naquele momento ela pareceu mais a Rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas com sua famosa frase “cortem suas cabeças!” do que a líder de uma nação democrática.
Uma ex-auror e o irmão de um herói de guerra são sentenciados à morte minutos depois por um tribunal de um só homem?
Newt Scamander, que não é apresentado nem nos livros nem no filme como um bruxo especialmente capaz ou brilhante, resiste sem grande dificuldade a um dos bruxos mais poderosos da história (o mais poderoso da época) [1], que não tem dificuldade alguma para duelar com dezenas de aurores no final? E quanto a Tina? Ainda que Graves quisesse continuar fingindo ser “do bem” ele tinha uma desculpa perfeita para matá-la: ele já a havia oficialmente condenado à morte e ela era uma fugitiva da sentença. Mas misteriosamente Tina sobreviveu ao duelo. E Graves pareceu não poder vencê-la.
E eu prefiro nem perder tempo com os detalhes menores. O filme todo parece uma grande desculpa para o departamento de efeitos especiais de um estúdio qualquer se exibir. E ainda assim os efeitos não são grande coisa.
E para completar, não consegui simpatizar com o personagem principal e sua mistura de tímido, anti-social e retardado. Talvez o resultado de uma boa atuação de Eddie Redmayne, porque seu personagem afirma mesmo ser “difícil de aturar”:
Kowalski:
Bem, estou certo de que as pessoas gostam de você também, hã?
Scamander:
Não realmente, não. Eu irrito as pessoas.
E a atriz que fez Tina também não me convenceu. Só se salva mesmo a Queenie (Alison Sudol). Realmente dá para entender por que os homens ficam sem fôlego perto dela.
Mas eu certamente estou em minoria, pois o filme é sucesso de público e crítica e já anunciaram que no mínimo vai virar trilogia, mas pode chegar a cinco filmes! Arghhhh!
[1] Correção: o mais poderoso é provavelmente Dumbledore, que está vivo nessa época. Ele e Grindenwald foram amigos.
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 Jefferson,  06 de março de 2017, Minhas tentativas de fazer automaticamente falharam por isso estou tendo que fazer manualmente, cada post e comentário. É um trabalho lento e maçante. E são mais de 1300 posts, por isso vai demorar meses ou anos. Mas estou colocando os mais interessantes no inicio da fila.
Para não bagunçar eu estou publicando os posts com as datas originais de 2010 e 2011, por isso não vão aparecer aqui. Para vê-los consulte a categoria BUZZ.
As datas dos comentários estão erradas ainda.
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 Jefferson,  05 de março de 2017, Filmes Em 20 de fevereiro o IMDB, que pertence à AMAZON faz tempo logo falta de dinheiro não deve ser o motivo, encerrou a atividade do fórum e aparentemente deletou mais de uma década de discussões sobre filmes. Para mim é o começo do fim do site, porque hoje eu preferia consultar a Wikipedia e só visitava a página do filme no IMDB pelas discussões, que são proibidas na enciclopédia. Então eu não tenho mais qualquer razão para visitar o IMDB.
Uma decisão vergonhosa. Deveria haver uma “lei” (não necessariamente de um governo) que impedisse administradores de fóruns de simplesmente deletar anos de discussão. Quer fechar o fórum por qualquer razão? pelo menos faça o upload do banco de dados com as mensagens para um servidor público. Assim pelo menos não se perde uma década de informação e qualquer empreendedor pode começar de onde você parou.
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