Estou gostando de DOTA: Dragon’s Blood

É uma série de anime original Netflix do gênero fantasia, baseada em um jogo da Valve. É provavelmente a melhor série original de anime da Netflix que assisti até hoje.

Eu quase desisti nos primeiros minutos, quando Terrorblade foi apresentado, pois me deu a impressão que seria mais uma série tola com o demônio como antagonista principal. Mas dei uma chance e apesar dos primeiros dez minutos continuarem deixando a desejar, no final do primeiro episódio eu fui fisgado. O nível foi melhorando e a complexidade do enredo foi aumentando com a apresentação de novos personagens e não consegui parar de assistir do quinto ao oitavo e último episódio. Não levou muito tempo porque são oito episódios de 25 minutos, o que dá menos de 3h30. Mais curto que o Snyder Cut e um uso muito melhor do meu tempo. Pretendo assistir ao “segundo livro” assim que sair e já imagino nova reviravolta com o favor que o shopkeeper certamente vai pedir.

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No final, acabei gostando de Love and Monsters (Amor e Monstros, 2021)

Não foi fácil. É difícil simpatizar com o personagem principal, um palerma determinado a ganhar um Prêmio Darwin, e o roteiro não se esforça para fazer sentido. Mas a coisa começa a melhorar por volta dos 32 minutos com a adição de alguns personagens e o filme acaba bem.

Disponível na Netflix.

 

3 comentários
  • Marcel - 71 Comentários

    Assisti despretensiosamente por esses dias. Claro que é um filme leve, cômico, e essa é a intensão. As situações são clichês, mas nem sempre os desfechos são. Embora o fim deixe uma ponta para um segundo filme, o filme não tem exatamente o desfecho esperado…

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Eu não tinha grandes expectativas pelo filme (não achava que seria grande coisa), mas acabei gostando, talvez por não esperar muito acabe ficando mais fácil. E a história é até divertida (se você não tiver expectativas altas).

  • Intruder_A6 - 194 Comentários

    Um que eu assisti sem levar muita fé e acabei gostando bastante foi Sombra e Ossos (também da Netflix), eu assisti vários episódios por dia (só faço isto se eu realmente gostar bastante), eu simplesmente queria assistir o próximo e tinha dificuldade de parar, bem viciante.

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Shadow In The Cloud (Uma Sombra na Nuvem – 2021) prova que a opinião de Rotten Tomatoes não vale mais nada

Como um filme que faz as cenas de ação da série Velozes e Furiosos parecerem copiadas de um documentário consegue uma pontuação de 78% dos críticos, mesmo com um elenco, estória e efeitos especiais muito inferiores e sem ter nem uma pontinha de comédia para tentar justificar o absurdo?  O segredo de Shadow In The Cloud parece ter sido incluir uma dose massiva de política de gênero. É um filme feito para deleitar as feministas da quarta onda.

Na época altamente polarizada em que vivemos, quando eu li uma crítica negativa do filme apontando justamente o esforço sobrenatural do roteiro em passar a mensagem que “todos os homens são porcos” num filme de guerra-ação-horror (ainda se fosse num romance ou drama), eu achei que pudesse haver algum exagero na crítica. Não havia. E se fosse só esse o problema ainda dava para ignorar, mas depois disso só piora. Não há nada que se aproveite no filme. Nenhuma cena. Nenhum diálogo. Nada.

1 comentário
  • Trabalharo Anonimo - 30 Comentários

    Assisti esse filme também. Desliguei o senso comum e deixei apenas a diversão. Nem assim algo relevante, a não ser a atuação da Chloë Grace Moretz. Ela tem melhorado bastante. Agora se quer ver um filme dela que vale cada segundo, procure Brain on Fire. Ela dá um show de interpretação baseado em uma história real.

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Gostei de WandaVision, mas só porque trapaceei

Eu conheço o personagem dos quadrinhos por isso sabia que aquilo tudo só podia ser uma ilusão* fabricada por Wanda. Isso me fez ter a “paciência” de pular quase tudo dos quatro primeiros episódios até mesmo por que eu não estava certo de saber a razão de Wanda estar fazendo tudo aquilo. Mas a coisa só melhorou mesmo a partir do sétimo episódio.

Se eu não conhecesse o personagem, possivelmente teria desistido aos 11 minutos do primeiro episódio, que foi quando perdi a paciência com as situações ridículas e comecei a saltar as cenas.

Não é grande coisa, com muito absurdo típico de estória em quadrinhos, mas conseguiu me entreter.

 

(*) “Ilusão” não é a palavra apropriada. O personagem da Feiticeira Escarlate é conhecido pelo seu poder de moldar a realidade, que era o que ela estava fazendo.

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Gostei de Boss Level, mas só porque não levei a sério

Eu até comecei a listar os problemas que encontrei no roteiro, mas depois vi que era tolice. Boss Level precisa ser tratado como comédia e assistido sem prestar atenção ao enredo, pois de todos os filmes no estilo “dia da marmota” (Feitiço do Tempo) que já assisti, este é o que menos faz sentido e não creio que o roteirista tenha se preocupado com isso. Gostei dos personagens e dos diálogos.

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Desapontado com Chaos Walking (Mundo em Caos – 2021)

A premissa é interessante. Em um futuro distante em que a humanidade colonizou outros planetas, em um deles é possível ver os pensamentos das pessoas, mas com um detalhe: não o das mulheres.  Coincidentemente eu fiz um texto alguns dias atrás sobre o Monólogo Interior que se encaixa bem na premissa.

Isso poderia render uma boa estória, mas o roteiro de Chaos Walking é uma bagunça, não gostei dos personagens, não tive motivo para gostar dos atores e não há nenhum diálogo que se aproveite. A premissa é a única coisa que se salva. É até difícil acreditar que seja do mesmo diretor de Sr. e Sra Smith, A Identidade Bourne, Jumper e No Limite do Amanhã.

spoilers adiante

  • Por que Viola decidiu se esconder depois do acidente com o módulo de entrada, quando ela sequer conhecia os colonos e tinha todos os motivos para acreditar que estes ficariam felizes ao vê-la?
  • Nunca foi explicado por que Viola parecia mais rápida e capaz que os homens. Deixou a impressão que se trata apenas de feminismo quarta onda;
  • Por que após o acidente com a arma, em vez de fazerem a busca por Viola em círculos a partir do ponto onde ela estava presa, já montaram nos cavalos para ir atrás dela na floresta? Fiquei esperando dizerem que nesse mundo as mulheres tinham capacidade de se teleportar, mas isso não aconteceu;
  • Por que Ben e Cillian não imaginaram que Daws iria buscar reforços? Os preparativos para mandar Todd embora com Viola levaram tempo demais;
  • Matar todas as mulheres não faz sentido algum. Aprisioná-las ou até bani-las poderia fazer. Mas matá-las? E depois viverem por décadas “conformados” com a falta delas? Para um homem insano isso faria sentido. Talvez até dois. Mas dezenas de homens compartilhando a mesma insanidade, sem que isso seja explorado no roteiro?
  • Os homens de Prentisstown dominaram Farbranch com facilidade demais para o meu gosto. Por que não fizeram isso antes? O prefeito deixou claro que queria tomar o planeta inteiro. De onde eles foram exilados? Haven?
  • É estranho que não tenham feito nenhum assentamento sequer próximo da nave que os trouxe;
  • Por que o prefeito estava sozinho com Ben? A ordem dele de “cercar a nave” queria dizer: “qualquer lugar menos aqui”? Justamente no lugar onde estava a isca para pegar Todd não ficou mais ninguém?
  • O modo com que Todd deixou o prefeito confuso não foi nada convincente. Aquilo era obviamente uma ilusão.

O filme às vezes parece o primeiro episódio de uma série, mas nem isso explica todos os problemas do roteiro.

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Vocês não conseguem mais editar comentários. O que fazer caso precisem.

Eu fiquei sabendo hoje, por Marcelo Neuri Haag, que o plugin que permitia a vocês editar seus próprios comentários não está mais funcionando. Eu não sei o que aconteceu e não conheço outro plugin que permita isso. No momento o que posso oferecer é que se precisarem editar um comentário, copiem o conteúdo, editem e postem como um novo comentário. Quando eu vir os comentários parecidos postados pela mesma pessoa em sequencia vou assumir que o último é o que ela quer manter e apagarei o anterior.

Estejam cientes que quem tiver se inscrito no post receberá todas as versões do comentário.

Vocês também podem fazer um comentário explicando o que querem corrigir e eu farei a correção.

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Tem coisas que sai mais barato comprar na Europa que na Aliexpress

E são coisas fabricadas na China!

Lá na Irlanda existe uma rede de lojas de produtos a EUR 1.50 (uns R$10) chamada Dealz que vende um óculos de leitura de qualidade surpreendente para o preço. É do tipo “half-frame” com armação metálica e pernas de plástico. E “Made In China”.

Eu havia comprado desse óculos com vários graus diferentes quando estive em Dublin. O único problema dele é que eu preciso de um grau diferente para cada olho porque minha cirurgia PRK usou a técnica da monovisão, então eu experimentei fazer um óculos usando lentes de dois. Foi mais fácil do que eu esperava pois a armação half-frame permite retirar e recolocar as lentes com facilidade requerendo apenas um pedaço de nylon como ferramenta.

E após comprar um óculos sob-medida para mim que custou R$300 e ver que o resultado não era muito diferente do meu frankenstein decidi procurar no Aliexpress por um óculos similar para comprar e poder ter uns “franks” de reserva. Não encontrei. Tudo nessa faixa de preço é vagabundo demais. Às vezes o óculos parece ser half-frame nas fotos mas quando chega você descobre que a lente é parte da armação.

Então pedi a minha irmã para checar se a Dealz ainda vendia isso. Afinal, já tinham se passado dois anos desde a minha compra. No site da Dealz ainda existe mas a loja não vende pelo site. Vai saber se o site está atualizado.

Vendiam sim. Desse e de outros modelos. O problema foi só achar a loja com estoque pois a Dealz não vende todos os itens em todas as lojas.

Pedi que comprasse nove unidades para mim, de três graus diferentes.

Com a postagem internacional, que custa EUR 9 para um pacote de até 500g, cada unidade acabou custando EUR 2.50, ou R$17 pela cotação de hoje. Eu não encontro por esse preço na Aliexpress. É claro que se minha irmã fosse cobrar pelo trabalho que teve (eu admito que é um saco comprar a mercadoria, comprar embalagem, embalar, endereçar e colocar no correio) isso teria saído muito mais caro.

E hoje eu recebi o aviso que passou pela RFB sem ser taxado. Eu estava receoso que a quantidade e o fato de vir da Europa fossem me criar um problema. A surpresa foi a cobrança, pelos correios, do Despacho Postal de R$15. Fazia tempo que não me cobravam isso e me espantou cobrarem justamente de algo que veio da Europa pois eu pensei que eles tivessem criado a taxa para compensar serem mal pagos pela China, que é tratada como “país em desenvolvimento” pela OMC.

Ahhh… e o correio irlandês parece mais bagunçado que o brasileiro, por incrível que pareça. Primeiro, o rastreamento deles aceita você colocar códigos com caracteres faltando, pois não faz nem a mais básica checagem. Eu posso colocar até meu nome que os ridículos sempre respondem “We don’t have your parcel yet”. Segundo, porque a postagem ocorreu 50 dias atrás, a encomenda está no Brasil há pelo menos dez e o pacote ainda não aparece como postado no site irlandês. Eu cheguei até a abrir uma reclamação com eles por isso.

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O FlightRadar24 é fascinante

Eu não posso dizer que acompanhar em tempo real o tráfego aéreo pelo mundo seja “útil” para mim, mas consegue me entreter de uma forma que não consigo explicar.

OBS: Às vezes o site demora bastante para mostrar todas as aeronaves. Se em algum momento você ver a América do Norte sem estar completamente entulhada, o mapa não está completamente atualizado ainda.

Você pode clicar em um avião qualquer e saber sua designação, modelo, origem, destino, horário de partida e previsão de chegada, o gráfico da sua rota e até suas mudanças de altitude. Aviões em azul estão sendo rastreados por satélite e os em amarelo por estações terrestres. Você também pode fazer links diretamente para uma aeronave.

Aprendi que existe uma quantidade espantosa de vôos para o Havaí (em certas horas do dia está entulhado de aviões por lá) e que o pacífico, apesar de perigoso, é rota para muitos vôos.

Ontem eu estava parado com meu sobrinho num lugar a 10km do aeroporto por onde estavam passando muitos aviões e quando o menino me chamou a atenção para isso me bateu curiosidade. No FlightRadar24 descobri que eu estava em um “corredor” (não sei o nome técnico) de aterrissagem. Ainda bem que não existe nenhum onde moro, porque o barulho incomoda :)

2 comentários
  • Claudio - 86 Comentários

    Eu curto bastante o flightradar24, tenho o app no celular porque as vezes se estou de bobeira e vejo um avião fora das rotas mais “batidas” aqui da região, gosto de dar uma espiada para ver “de onde” e “para onde”. Também ajuda que tenho um SDR e volta e meio deixo escaneando as frequências do VHF torre-ar (mas isso já não faço a mais de ano, porque a pandemia reduziu muito o tráfego aéreo, que já era meio limitado na minha região)

    Outro site/app legal que eu gosto de olhar e’ o https://www.windy.com/ especialmente os mapas de ventos, precipitação e pressão atmosférica. O clima aqui no sul segue ciclos de 7-14 dias, e olhando por alí vc consegue ter uma ideia do “tamanho da encrenca” quando uma mudança de tempo se aproxima.

  • Ricardo - 143 Comentários

    Bem vindo ao mundo da aviação! ;)
    Assim como o AvHerald, vou dar umas dicas, meio técnicas e às vezes pode parecer grego para os mais leigos, mas no fim dá pra tirar bastante informação mesmo assim.

    Você pode clicar em um avião qualquer e saber sua designação […]

    O mesmo para os aeroportos. Clicar no balão azul vai te dar uma lista de voos chegando e partindo, além dos códigos IATA e ICAO. Por exemplo, o Internacional de Recife é REC e SBRF, respectivamente.

    Ontem eu estava parado com meu sobrinho num lugar a 10km do aeroporto por onde estavam passando muitos aviões […] No FlightRadar24 descobri que eu estava em um “corredor”

    Pode chamar simplesmente “rota de aproximação”. A propósito, as informações de rotas no Brasil são públicas. Você encontra tudo o que precisa sobre navegação aérea no site AISWEB (No exemplo, o aeroporto de Recife, faça buscas pelo Código ICAO – SBRF no exemplo). Na parte da esquerda, você tem várias informações sobre o aeroporto (prepare o “grego”, rs). Na direita, você tem uma lista de cartas daquele aeroporto. IAC = Instrument Approach Chart, uma dessas deve mostrar uma rota próxima de onde você e seu sobrinho estavam. SID = Standard Instrument Departure. VAC = Visual Approach Chart, essa é mais usadas por aviões pequenos e de instrução. Raramente um voo de companhia vai seguir essas rotas.
    Também no AISWEB, tem um documento chamado Rotaer. Esse é o manual de rotas aéreas e tem uma lista completa de aeroportos, auxílios de navegação, waypoints, que definem as aerovias etc.

    porque o barulho incomoda

    Eu moro na aproximação para Viracopos (e Congonhas!) e pra mim o barulho dos aviões é música :)

    PS.: O link para a lista de tags (“Você pode usar estas tags HTML”) não abre. Tive que “colar” do html de outro post. Espero que funcione…

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Não deixe um servidor (caro) desligado da tomada por muito tempo

Para mim isso é até contra-intuitivo pois eu acho que o lugar mais seguro para um equipamento caro que não está em uso é o depósito, desconectado da rede elétrica. O que vou descrever aqui foi um problema bizarro que encarei e ainda não estou certo de ter compreendido completamente. Mas minhas observações podem ser úteis para alguém que se deparar com os mesmos sintomas e se sinta tão perdido quanto eu estava.

O servidor é um monstrinho HPE Proliant ML350 Gen9. Daqueles que suportam dois processadores e 24 módulos de memória:

Eu não estou habituado a lidar com servidores desse porte até mesmo porque geralmente quando empresas começam a precisar de servidores assim, já precisam ter um técnico ou uma equipe deles trabalhando em tempo integral. Mas eu tenho um cliente que já foi uma empresa de grande porte e por isso ainda usa muito equipamento desse tipo, que é um exagero para o seu porte atual. Uma das tarefas que atribuí a mim mesmo quando peguei o serviço foi reduzir a complexidade do hardware, virtualizando tudo o que fosse possível. Então eu virtualizei este, que já estava mesmo com dois defeitos, e guardei a máquina para um dia que tivesse tempo de dar uma olhada nos problemas (o computador sempre travava ao ser reiniciado remotamente e meses depois a RAM que era de 24GB caiu para 16GB). Eu desliguei o servidor no dia 16 de julho e guardei no depósito.

Quando fui testar de novo pouco mais de três meses depois, no dia 22 de outubro, a surpresa: só entrou no Windows uma vez. No reboot seguinte já congelava durante o POST apresentando uma mensagem de erro que apesar de clara não justificava o problema:

312-HPE Smart Storage Battery 1 Failure – Communication with the battery failed. Its output may not be enabled.

Action: Verify battery is properly installed. Refer to user guide. Contact HPE support if condition persists.

Eu fiz uma pesquisa por esse erro e nada do que li explicava por que o servidor estava congelando durante o POST. Todas as pessoas relatando o erro o encontraram por acaso, investigando outros problemas.

O servidor também dava uma mensagem de erro de perda de configuração da controladora RAID:

Embedded Storage: Dynamic Smart Array B140i – Configuration Required

Mas esse erro já existia antes.

A bateria a que essa mensagem se refere não é a habitual CR2032, mas uma bateria similar às de notebook, escondida debaixo dos ventiladores (destaque em vermelho na foto).

Não havia uma relação direta entre meu problema e a bateria (e não explicava por que o servidor havia inicializado uma vez), mas como era minha única pista resolvi testar deixando o servidor ligado na tomada para ver se a bateria carregava. Eu já tinha visto baterias supostamente mortas “acordarem” após muita insistência. No dia seguinte o problema foi ligeiramente diferente: o servidor iniciou uma única vez, depois reiniciou sozinho enquanto eu não estava olhando e não iniciou mais. Na semana seguinte eu testei de novo: agora não iniciava nem uma única vez.  O danado continuava congelando durante o POST. Eu não tinha mais nada para fazer,  porque:

  1. Não fazia idéia de como desmontar para chegar até a bateria;
  2. A mensagem de erro sugere que o servidor se comunica com a bateria. Então simplesmente colocar outra com a mesma tensão nominal não ia resolver o problema. Tinha que ser uma bateria HPE e a empresa não tinha dinheiro para isso naquele momento. Eu não sei o modelo exato da bateria mas tem gente cobrando de R$1000 a R$2600 por uma (pense no tamanho da encrenca…);
  3. A empresa não precisava do servidor.

Deixei desligado, mas ainda propositalmente conectado a uma tomada em uma mesa da sala de TI e fui cuidar do resto dos problemas da empresa.

Pouco menos de dois meses depois, no dia 16 de dezembro, eu fui chamado porque faltara energia durante a madrugada na empresa e era preciso iniciar os servidores. Quando entrei na sala lá estava esse servidor ligado, parado na tela de logon do Windows. Impossível deixar de ver porque o monitor estava voltado para a porta.

Eu fiquei olhando para aquilo por um tempo tentando entender como era possível. Eu certamente não havia deixado esse servidor ligado e a sala era trancada a chave. Então fui olhar nos logs do Windows quando tinha acontecido. Fora às 4h51 do mesmo dia, provavelmente quando a energia voltou. O servidor simplesmente iniciou normalmente. Reiniciei mais de uma vez para testar e venho testando desde então. Problema aparentemente resolvido.

Minha conclusão até agora é que o congelamento no POST era causado mesmo pela bateria descarregada e que deixar quase dois meses na tomada conseguiu dar a carga que em uma semana não tinha conseguido. Mas se eu realmente tivesse precisado do servidor essa bateria teria me colocado numa encrenca danada.

 

 

4 comentários
  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Mesmo servidor que temos, somente o nosso é Gen8. Mas em geral são muito bons! MAS… usa somente componentes, digamos “proprietários”. Anos atrás fiz um projeto com uma empresa para trocar os HDs SAS por SSD mas não foi pra frente: o SSD “genérico” (mesmo sendo de marcas consagradas) não foi aceito pelo hardware, mesmo com todas as atualizações de BIOS, firmwares, etc. Em contato com o suporte da HP descobrimos que tem que ser SSDs “proprietários” da HP, cujo custo proibitivo valeria a pena investir num novo servidor… a solução foi colocar mais HDs SAS e fazer RAID 10… e anos atrás tive que colocar um no-break online porque o senoidal normal (mesmo sendo da boa marca NHS) não conseguia chavear a tempo… mesmo uma simples queda de energia o servidor desligava (ou reiniciava, não me lembro agora)… suporte da HP de novo falou que tinha que ser um online… mas isso ainda quero tirar a prova de novo… ele tem duas fontes para redundância…

    • Jefferson - 6.619 Comentários

      suporte da HP de novo falou que tinha que ser um online…

      Podia ser pior. Ainda bem que eles não fabricam no-break, senão provavelmente só poderia funcionar direito através de uma interface de comunicação proprietária.

      Parece absurdo, mas eu também acho absurdo você ter que usar um SSD HPE!

  • Trabalharo Anonimo - 30 Comentários

    Eu tive um problema destes de bateria em servidor HP. No meu caso, a bateria era da controladora Raid,- comandava 24 HD. Esta bateria é utilizada para manter um buffer de dados, para evitar perda. Quando a bateria morre, a controladora não sobe, ai o servidor trava pois não consegue ler os HDs. No seu caso, acredito que a bateria não tenha morrido, só esgotado e a química levou um tempo para se recompor através da carga.

    • Jefferson - 6.619 Comentários

      No meu caso não era possível dar boot nem pelo drive óptico SATA, nem pelas portas USB. A máquina congelava no POST. Isso certamente é um erro de projeto.

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