 Jefferson,  01 de abril de 2021, Já há algum tempo eu venho desconfiado da disponibilidade de processadores Core i5 e i3 de terceira geração na Lognet classificados como “OEM”. Afinal já estamos na décima geração e a Lognet tem histórico de vender produtos usados sem deixar isso claro. Mas só hoje parei para fazer uma checagem. A página da Intel deixa claro que se trata de um produto descontinuado (não é mais fabricado). Mas se isso existe realmente como produto novo, lojas grandes como a Kabum devem vender, certo? Procurando eu até achei um “kit upgrade” lá, mas olhando com atenção você descobre que na verdade é “vendido e entregue por Amorim Shop”.
OBS.: Para quem não está a par de como se checa a geração do processador, é o primeiro dígito do modelo. Por exemplo, um Core i3-3220 é da terceira geração. Se o primeiro dígito for “1” provavelmente vai estar acompanhado de um “0” porque é da décima geração.
Na Balão da Informática só existem processadores de nona e décima geração. E a Pichau sequer lista processadores socket 1155.
Para esses processadores a Lognet também oferece placas-mãe (socket 1155). Mas apenas das marcas TCN, Valianty e Kronnus. Francamente, assumindo que essas sejam novas (não tenho razão pra crer que não sejam), eu ainda iria preferir comprar uma ASUS usada.
E só para aumentar minha desconfiança com “vendido e entregue por”, no site das Americanas se você fizer uma busca por “computador Core i3” você encontra ofertas de R$1100 a mais de R$2000 de computadores de marcas de que nunca ouvi falar que tem uma coisa em comum: nenhuma menção à geração do processador nem em letra miúda na descrição. Já as ofertas Dell deixam claro “10a geração” já no título.
O que vocês acham? Alguma chance desses processadores “OEM” da Lognet serem novos? E esses computadores cujos fabricantes não revelam a geração?
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 Jefferson,  24 de março de 2021, Eu estou trocando a placa mãe (agora é uma Intel DH67CL) do meu desktop principal. Nos últimos (10?) anos eu venho seguindo um longo roteiro toda vez que reinstalo o Windows, para deixá-lo exatamente do jeito que quero/preciso e sem surpresas. Isso funcionou até ontem. Pela primeira vez em anos eu estou experimentando problemas após uma reinstalação e um deles foi esse do kmplayer. Eu sempre instalo a mesma versão, kmplayer 3.0.0.1439, seguida do ffdshow_rev4513_20130525_clsid e mais recentemente do LAVFilters 0.71. No máximo ao mudar de placa mãe eu tinha que fazer alguns ajustes na configuração do kmplayer, mas nunca um crash. Testei com o outro player que uso, o PotPlayer_v1.5.35491, a abri todos os filmes sem problemas.
Eu já havia feito um teste de várias horas da memória RAM com a placa mãe já montada.
Eu ainda não tinha terminado o teste das portas SATA, mas já tinha uma razoável certeza de que a porta conectada ao HDD principal não estava corrompendo arquivos (sim, isso acontece).
Desinstalei o kmplayer e instalei a versão mais recente, 4.2.2.48. Além da experiência desagradável (propaganda), o APPCRASH persistiu. Pior que isso: passou a dar também uma mensagem de crash no Internet Explorer, porque o kmplayer novo tem o IE embutido.
Eu pensei: “Se eu instalei tudo nas mesmas versões, usando as mesmas mídias, o que eu tenho de diferente aqui além do hardware?”
Os drivers.
Eu usei a mesma versão de sempre do Driverpack Solution, mas como a placa-mãe é outra, outros drivers foram instalados. O suspeito mais provável era o driver de vídeo então eu o desinstalei e testei de novo o kmplayer.
Nenhum crash.
Mas eu não podia ficar com o driver básico do Windows. Fui no site da Intel para baixar o driver certo da minha placa, para ser lembrado de que a Intel apagou todos os drivers de motherboards antigas.
Então eu experimentei usar o Snappy Driver R1909 para instalar uma nova versão do driver de vídeo. Problema aparentemente resolvido.
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 Jefferson,  23 de março de 2021, Hoje eu recebi uma consulta de um cliente que tem um contrato DDR (Discagem Direta a Ramal) com a Embratel. São 20 ramais ligados a uma central Siemens. Ele queria saber minha opinião sobre a proposta que recebeu de um serviço VOIP. A “vantagem” inicial era a disponibilização de um atendimento eletrônico, como menu para escolher o departamento (URA), e gravação de chamadas. Eles cobravam R$10 por ramal e R$190 de “minutagem”.
Isso foi o que respondi:
XXXXX, eu sou muito desconfiado com esses serviços de voip.
- Quando eu faço uma pesquisa sobre voip, tudo o que encontro são empresas de voip dizendo o quanto o serviço delas é bom e o quanto você tem que tomar cuidado com o serviço dos concorrentes. Eu não encontro consumidores de verdade dizendo que é um bom negócio;
- Vocês vão ficar dependendo completamente de internet. Quando cair, vocês não vão ter nem internet, nem telefone fixo. E a não ser que mantenham a central siemens, nem ramais também;
- Para ter a conveniência de um telefone, vocês vão ter que adquirir um aparelho voip para cada novo ramal. Para não ter que comprar isso vocês vão poder fazer e receber ligações pelo computador, mas eu suponho que vão ter que comprar headsets, porque caixa de som + microfone provavelmente vai dar microfonia;
- A central Siemens de vocês tem 20 ramais e pelo que me recordo está quase tudo ocupado. Com um custo de R$10 por ramal vocês vão precisar pagar R$200 mensais só para manter os ramais, com mais R$190 da minutagem, são R$390 por mês;
- Vocês podem escolher manter a central e colocar apenas alguns ramais por voip para reduzir esse custo, mas isso pode ser bastante inconveniente;
- É bom ter em mente que ligações entre ramais voip também somam na minutagem (edit: não estou certo disso). Então para vocês não pagarem só para ligar entre vocês, vão ter que manter a central siemens mesmo;
- A qualidade de uma ligação voip pode variar muito. As chamadas de voz do Whatsapp são uma espécie de voip (gratuito, claro) e eu não gostaria de deixar minha empresa dependendo da qualidade do whatsapp. O Centro de Diagnóstico do Santa Joana é outro exemplo. Tenho raiva toda vez que tenho que ligar para lá de tão ruim que é a ligação, e tenho razoável certeza de que é porque a central deles é voip.
Eu não me comprometeria com um serviço desses, com um custo desses, sem ter ouvido a opinião positiva de outros usuários. Eu pediria uma lista de clientes da empresa e ligaria para o RH de algumas delas para perguntar o que elas acharam da mudança. Tinha que ser empresas que eu pudesse comprovar que não são de fachada ou amigas do prestador de serviço.
Ao lerem o item 2, eles questionaram o provedor e receberam a resposta de que eles teriam que ter uma “linha convencional de backup”, para o caso de ficarem sem internet. O custo dessa linha de backup (pelo menos R$50, na minha avaliação) não foi incluído no blá-blá-blá de venda. Coincidentemente esse meu cliente estava sem internet, com previsão da operadora (Vivo) de só restaurar algumas horas mais tarde. Eu respondi isso para eles:
Eu chequei agora com a recepcionista. O problema na vivo também afetou a “linha de backup” de vocês (edit: eles tem uma linha da Vivo que não é ligada à central, para quando Embratel ou a central dão problema). Vocês estão sem internet e sem o backup. Então, para abandonar a Embratel e contratar esse pessoal, cuja operação depende da Vivo estar funcionando, vocês teriam que contratar uma linha de outra empresa que não a Vivo. E olha que isso não resolve o problema das pessoas ligarem para o número xxxxxxxxxx e não conseguirem falar com vocês. Eles tem que explicar como, na falta de internet, as ligações de fora vão ser roteadas para essa “linha de backup”.
E minutos depois:
Pensando bem, existe um jeito. Da central deles é possível detectar que vocês estão “sem internet” e rotear todas as ligações recebidas para um telefone fixo e se esse telefone for ligado à central de vocês a telefonista vai poder transferir normalmente. Porém, somente uma pessoa vai poder usar a linha externa de cada vez nessa situação. Enquanto alguém estiver usando vai dar ocupado para quem liga de fora. E vocês vão precisar adquirir uma placa de linha tronco analógica para a central, porque ela provavelmente não veio com isso.
E vocês vão continuar dependendo de manter a central Siemens. É importante ter em mente isso, porque no blá-blá-blá inicial de venda é bem capaz deles terem dito que vocês podiam economizar se livrando da central.
Me responderam dizendo que realmente a conversa do vendedor não estava fazendo sentido. E que pediram referências de outros clientes (o que sugeri lá em cima) e receberam o número de uma ótica no shopping!
Uma loja de óculos? No apertado de um shopping, com tantos telefones e departamentos que usam discagem direta a ramal? E esse é o melhor exemplo que podem dar?
E para completar, me contaram que estão pagando “cento e poucos reais” à Embratel pelo DDR com uma quantidade suficiente de minutos.
Mas o que vocês acham? Eu estou desatualizado? Algum serviço de voip que vocês indicam?
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 Jefferson,  23 de março de 2021, Esse é um momento “dãaaaa…”. Não espere aprender realmente algo novo sobre o Google Drive neste post.
Eu configurei a sincronização mais de um ano atrás para um cliente que usa dois computadores em cidades diferentes. Hoje ele trouxe o da outra cidade (vamos chamar de máquina “B”) para que eu “limpasse” porque ele pretende vender. É claro que dependendo do modo que eu fizesse isso eu ia apagar os dados na máquina A também. Como frequentemente o cliente não sabe o que está pedindo eu fiz um backup total de B e parti para reparticionar e reinstalar o Windows.
Enquanto eu já estava instalando o cliente deu pela falta de arquivos na máquina A. Por sorte ele imediatamente se deu conta de que tinha sido culpa dele, que decidira apagar uma série de arquivos na máquina B antes da minha chegada. Na hora eu pensei: “f**eu”. Mas o cliente conseguiu pensar com mais clareza que eu: olhou na lixeira e os arquivos estavam lá.
Ou seja: O sincronizador teve o bom senso de ao detectar arquivos apagados na máquina B, apagar na máquina A jogando na lixeira. Em retrospecto, esse é o comportamento óbvio. Mas nem me passava pela cabeça que ele fizesse isso.
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 Jefferson,  21 de março de 2021, webmasterwork, wordpress Eu fazia isso desde 2012, mas dessa vez deu xabu. Ao tentar mover nove comentários de um post para outro, esses desapareciam. Tentei com dois plugins diferentes, o Move Comments e o Tako Movable Comments. Os comentários eram visíveis para os plugins mas só eram visíveis no blog quando eu movia de volta para o post original.
Depois de mover para lá e para cá uma meia dúzia de vezes tentando entender o que estava errado. Eu me dei conta de que todos os comentários que eu estava movendo faziam parte de uma única thread. E o primeiro comentário dessa thread era uma resposta a um comentário que eu não estava movendo. Em outras palavras o primeiro comentário, que era um “filho”, ia se tornar um “pai” ao mover. E se os plugins não estivessem tomando o cuidado de ajustar o “Parent ID” do primeiro comentário, minha thread movida ia continuar sendo descendente do comentário que eu não movi.
Para verificar se era isso mesmo usei o plugin Edit Parent Comment ID para ajustar o Parent ID do primeiro comentário para zero e em seguida usei Move Comments para mover de novo. Problema resolvido. É uma pena que os plugins de movimentação não sejam espertos o bastante para lidar com isso, mas ainda bem que é de fácil solução quando você sabe onde está o problema.
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 Jefferson,  21 de março de 2021, manutenção Pedido de ajuda de Luciano Sturaro feito em outro post:
“Meu PC está lento pra carregar o windows, e bota lento. E isso porque está com SSD, desconfio que tem alguma coisa prendendo a inicialização do Widnows. Tem como verificar, analisar isso? Windows 7 64bits.”
No final, como poderão ver nos comentários, ele conseguiu resolver sozinho. E a causa é interessante.
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 Jefferson,  18 de março de 2021, Sim, CPU sem video onboard.
Eu já sabia desse problema, mas esquecera completamente, por raramente montar computadores novos. Em chipsets modernos da Intel o video onboard é parte do processador e a placa mãe praticamente só tem o conector. Estava cotando peças para o upgrade de um cliente e coloquei na lista um processador Core-i3 9100f, que parecia “barato” por R$618. Para minha sorte, por enorme coincidência eu estava fazendo uma pesquisa sobre um suposto problema de vídeo na ASUS Prime H310M-E R2.0/BR e caí em uma página de fórum onde explicavam que se você comprar esse processador (o “f” no final do modelo indica isso) tem que adquirir uma placa de video offboard, o que na minha aplicação ia ser uma tremenda mancada. A página da Kabum avisa sobre isso, mas a da Lognet, não.
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 Jefferson,  18 de março de 2021, Não que esse problema seja algo novo. Eu é que tenho montado muito pouco computadores novos nos últimos anos. E já esbarrei nesse problema em um notebook Positivo. A placa-mãe é uma Asrock H410M-HDV. Também não encontrei a opção CSM. Isso criou um problema, porque a aplicação do cliente não funciona bem no Windows de 64 bits. Ainda bem que não fui eu quem comprou a placa.
Como referência, outra placa comprada pelo cliente, a ASUS Prime H310M-E R2.0/BR, ainda suporta boot legacy.
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 Jefferson,  16 de março de 2021, Eu jamais recomendaria um notebook Positivo, porque o público alvo dessa empresa é o que acha que “marca” não faz nenhuma diferença. Em um mundo perfeito, não faria.
Mesmo que você compre um notebook baseado em um “bom” processador como o Core I3, já corre o risco de cair numa roubada. O processador desse modelo é um mero Celeron N3350@1.10GHz. Junte-se um processador fraco por natureza e decisões questionáveis de projeto e temos o Positivo Master N2140.
Eu só usei o notebook por algumas horas e foi essa a minha impressão:
Memória RAM insuficiente
Vem com 4GB, o que poderia ser suficiente com uma escolha conveniente de software, mas não é esse o caso. O notebook vem com Windows 10 instalado e outras tranqueiras da Positivo e já chegou consumindo 2.6GB de RAM. Para referência, uma instalação recente e limpa da versão mais recente do Windows 10 x64, 20H2, consome “apenas” 1.6GB. Com apenas 4GB instalados o Windows costuma ficar intolerável quando passamos dos 3.4GB usados (85% da RAM), então o usuário desse notebook só tem (3.4-2.6=) 0.8GB de memória disponível antes do notebook ficar insuportável por falta de RAM.
Também como referência, o Windows 8.1 Professional x64 recém instalado consome apenas 0.7GB de RAM. As alternativas para quem está preso a esse notebook são, no mínimo, apagar a instalação feita pela Positivo e fazer uma instalação limpa do Windows 10 para tentar pelo menos recuperar a diferença das porcarias pré-instaladas pelo fabricante. E se você não pretende ou não pode colocar mais RAM, usar uma versão de 32 bits do SO, que consome menos RAM por natureza. Eu colocaria o Windows 8.1.
Mas isso não resolve o maior dos problemas.
CPU fraca demais
A CPU fica a 100% à toa. Quase todo o tempo de uso vai estar nessa situação. Minha primeira tarefa foi sincronizar uma conta Google Drive de 5GB e 9650 documentos. Isso levou pelo menos 3h com a CPU a 100%. Não pude fazer mais nada com o notebook nesse período. Numa máquina “decente” a atividade do sincronizador do Google Drive deveria ser algo imperceptível para o usuário. Se esse notebook não viesse com um SSD provavelmente seria impraticável usá-lo logo ao tirar da caixa.
Porta USB deficiente
Não parece ter energia suficiente na porta USB para lidar com um HDD externo. Com o meu, se eu deixar de usar por um tempo ele entra em modo de economia de energia e ao precisar dele de novo a porta não aguenta o surto de energia da decolagem do disco e faz com que o HDD desconecte e conecte novamente. Não impede o uso mas é problemático se você tiver arquivos abertos no HDD.
Além disso, eu deixei entrar no modo de suspensão uma vez e ao voltar o HDD não aparecia mais. Tive que desconectar e conectar de novo.
E para completar o touchpad não funciona bem. Fica “agarrando” arquivos à toa.
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 Jefferson,  10 de março de 2021, 
Hoje a secretária de um cliente me ligou perguntando se eu conhecia um produto aparentemente milagroso (não foram essas palavras dela mas foi assim que entendi) chamado Muama Ryoko. Quando eu disse que não conhecia ela me passou este link (eu removi a informação de afiliado original). De cara me cheirou a pilantragem porque embora evidentemente (para não-leigos) o produto seja dependente da rede celular e obviamente seja preciso pagar um extra por isso, em nenhum lugar da página isso é mencionado.
Na foto do aparelho temos o símbolo característico do indicador de intensidade de sinal celular (no quadrado vermelho) e as expressões “LTE Hotspot” e “4G Connected”. Mesmo que eu não soubesse que esse tipo de aparelho só pode funcionar usando a rede celular, essas três pistas já seriam mais que suficientes.
A página ainda diz que o Ryoko “funciona nos lugares mais remotos” e “em qualquer lugar”. Isso é uma mentira descarada, pois o aparelho não pode funcionar onde não existe cobertura 3G/4G celular. Se na sua localidade até a internet via celular é deficiente ou inexistente, o Ryoko não vai ajudar em absolutamente nada.
Não existe, hoje, tecnologia para se acessar a internet de “qualquer lugar” que não envolva comunicação via satélite. E na prática você precisa ter uma antena apontada para o satélite, enxergando o céu e com um custo mensal alto. Um aparelho como o Ryoko evidentemente usa a rede celular porque não poderia te dar acesso via satélite displicentemente colocado sobre uma mesa, como mostra o material promocional. E mesmo colocado no quintal, enxergando o céu, é pequeno demais para te dar mais que 1Mbps (a propaganda promete 150Mbps e às vezes até mais) de velocidade de comunicação com um satélite. Nem o (realmente) revolucionário serviço Starlink da SpaceX, que custa 100 dólares mensais, conseguiria te dar acesso nas condições sugeridas pelo Ryoko.
Se o Ryoko fosse tão revolucionário quanto a propaganda diz, Apple ou Samsung já teriam comprado a Muama e incorporado a tecnologia nos seus celulares mais caros, você não acha? Já pensou quanto valeria para a Apple poder dizer que o iPhone “funciona em qualquer lugar”? O fato de um iPhone de R$10mil (o iPhone 12) não ser capaz de fazer o mesmo que uma aparelhinho de R$500 seria notícia nos principais noticiários do mundo. Caramba… se não pudesse comprar a empresa a Apple incluiria um Ryoko “de graça” com cada iPhone 12 só para estar à frente. E comprando em grande quantidade ela pagaria bem menos que você.
Depois de publicar este texto eu finalmente encontrei um vídeo da Muama de onde pude tirar uma foto mostrando que de fato o aparelho usa um chip celular:

Todos os elogios são ou parecem ser vendidos
A maioria das análises do Ryoko que você encontra ao pesquisar no Google são matérias pagas, como esta do The Jerusalem Post, que se você não perceber que é paga por ter visto o “promo content” em letra miúda vai ficar óbvio (ou assim espero) quando você ler a lista de “contras” do dispositivo apontados por quem fez a análise:
- “A disponibilidade do produto é muito limitada por causa da grande procura e limitado número de unidades produzidas”
- “Por enquanto, vem apenas nas cores preta e branca”
- “Devido à pandemia as vendas são online apenas”
É sério? Foram só esses “defeitos” que foram encontrados na análise?
E isso foi encabeçado pelo seguinte texto:
“Todo produto no mercado hoje tem prós e contras. E porque nós sempre queremos guiá-lo até a verdade (HAHAHA*), vamos revelar os seguintes prós e contras do produto”
*A risada não está no texto original mas certamente foi o que estava na mente de quem escreveu. Mentalize o Sacha Baron Cohen escrevendo isso.
O que me deixa mais preocupado é saber que muita, mas muita gente mesmo não se dá conta de que algo assim só pode ser uma análise “vendida”. E isso sem nem olhar a linguagem de fanboy usada no resto do review. Qualquer empresa que use esse tipo de marketing não merece confiança.
O custo mensal é alto
Fiz uma pesquisa e encontrei este outro site, um pouco mais honesto, que deixa claro que o produto tem uma franquia de 500MB. Para um dos propósitos anunciados, viagens internacionais, 500MB pode até ser uma franquia que se apresente; mas quanto custa recarregar? Em nenhum lugar é dito. E certamente não é franquia decente para nenhum dos outros propósitos. Outro dia eu compartilhei a internet do meu celular com meu sobrinho de 7 anos e dei uma olhada no uso de dados. Em cerca de duas horas ele já tinha usado 500MB.
O que percebi até esse ponto já seria suficiente para eu desqualificar o produto e não pensar mais nisso, mas para dar uma resposta mais completa ao meu cliente continuei na minha busca por descobrir quanto realmente custa usar o aparelho. Encontrei ao ler os reviews no Trustpilot, que além de citar os seguintes contras reais:
- Demorou muito a chegar, provavelmente porque vem da China;
- Não chegou;
- Chegou com defeito;
- Funcionou só por um dia;
- Não funciona com o meu chip (e a empresa só garante com o chip deles);
- Não mostra quantos dados foram usados. Você fica sem internet de repente;
- etc, etc…
Revela que o custo para recarregar na Europa fica em 15 euros (quase R$105) para um pacote de 3GB. E que não acumula para o mês seguinte. O autor do post também menciona que por esse valor ele consegue dados ilimitados no seu país (França) e roaming de 25GB quando no resto da Europa. Em outro lugar eu consegui a informação de que para recarregar você tem que instalar uma app da flexiroam no celular e no site deles eu pude constatar que para as Américas (não há preço para o Brasil), o custo é de 55 dólares (mais de R$300) por 24 dias (nem um mês eles dão). Com um custo desses, para usar exclusivamente no Brasil evidentemente você vai ter que jogar o chip original fora e usar o seu.
Ter o chip original do aparelho pode até ser conveniente se comparado com o “popular” e caríssimo EasySim4U* (se você seguiu o link para os planos do EasySIM4U e não achou “caríssimo”, talvez não tenha notado o “a partir de”), mas como eu demonstrei quando fiz minha primeira viagem internacional, existem opções melhores até para esse caso de uso.
A tal “segurança” é questionável e a “velocidade superior” também.
É verdade que todo provedor e todo administrador de rede no caminho da sua comunicação com a internet está em posição de monitorar o que você faz. Esse é o caso da OI, Vivo, Claro, TIM, seu provedor de bairro, o administrador de rede na empresa onde você trabalha e os caras de onde você usar o wi-fi gratuito, como o bar, aeroporto, hotel, etc. Não quer dizer que eles vão fazer isso, mas o risco realmente existe e fica maior quando você não está se conectando diretamente aos grandes provedores (TIM, VIVO, Claro, OI, etc). Mas nesse aspecto o Ryoko não é em nada diferente de você acessar a internet usando o seu próprio celular. Existem versões da propaganda do Ryoko que dizem que os “engenheiros” que desenvolveram o Ryoko descobriram um “segredo sujo” das operadoras e que o Ryoko tem uma tecnologia que o permite burlar os entraves artificiais e a espionagem das operadoras para acessar a internet com maior velocidade e segurança. Isso é outra mentira descarada. Você acha que se fosse verdade as operadoras não bloqueariam o acesso do Ryoko? Você acredita que é possível conectar a uma torre celular legalmente em qualquer lugar do mundo sem o conhecimento e permissão da respectiva operadora?
Como regra geral, toda propaganda que disser que o “inventor” descobriu um “segredo sujo” você pode considerar como mentirosa que não vai estar perdendo nada. Todas as que eu vi até agora, são. Isso é uma técnica de marketing desonesto que visa convencer você de que você é especial, porque agora compartilha um segredo (falso) com eles. E que infelizmente funciona com muita gente.
Finalmente, o aparelho serve para alguma coisa?
O Ryoko é basicamente um “vivo box” menor, com bateria e uma tela LCD. Qualquer aparelho celular Android (e imagino que todo iPhone) pode fazer exatamente o mesmo, simplesmente colocando um chip com plano de dados e ativando o modo “roteador”. Pelo preço “promocional” do Ryoko de R$516 se eu realmente precisar de um dispositivo para usar apenas como roteador wi-fi eu prefiro comprar um celular vagabundo (o Galaxy A01 está por R$599), botar um chip da TIM que te dá pelo menos 8GB por R$55 mensais e ativar o modo roteador quando quiser compartilhar. Eu suponho que com a tela desligada e nenhum outro app instalado qualquer celular moderno possa bater a autonomia de bateria do Ryoko (supostamente 15h) mesmo com o roteador wi-fi e dados móveis ligados. E você ainda tem o acompanhamento do consumo dos dados móveis, a possibilidade de usar mais de um chip e um celular completo android que pode usar a qualquer momento para outra coisa.
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Não que eu conheça muita coisa de hardware, mas pra mim foi uma novidade aprender que o 1o dígito indica a geração do processador, muito grato!
Meus dois micros mais recentes aqui realmente tem processadores atuais (i7-9850H e i5-8250u)
Quando o amigo José Carneiro me apontou isso, anos atrás, foi um momento “dâaaaa…” para mim.
Isso pode ser lido no site da Intel. Mas existe um “edge case” que a documentação não cobre: A 1a geração, cujo modelo tem três dígitos apenas.
Nota para os pedantes como eu: Estou propositalmente considerando apenas o que vem depois de “i3”, “i5” e “i7” como “modelo”, sem entrar no mérito disso estar “certo” ou não. Talvez “submodelo” esteja um pouco mais certo (ou menos errado).
página da venda não informa a geração, eu já recomendo o cliente não comprar.
Vou aproveitar para explicar o que entendo por “OEM”:
“OEM” é uma expressão que atribuímos aos itens que não vem na caixa “de prateleira”, porque supostamente foram vendidos a integradores de sistemas (o termo mais apropriado para a maioria dos “fabricantes” de computadores) e não são destinados ao consumidor final. Supostamente é exatamente o mesmo produto, sem embalagem bonita e manual ou CD, mas novo. Se você já montou computadores com alguma frequência deve ter notado que o simples desembalar das peças individualmente acarreta uma perda de produtividade e no final do dia deixa uma montanha de lixo para jogar fora. Entretanto é justamente essa característica do OEM que permite a qualquer um tentar passar um item usado como se fosse novo.
Essas placas-mãe desconhecidas que você encontrou na Lognet e no “kit” do marketplace da Kabum são novas, mas também fazem parte desse ecossistema de peças usadas. Por algum motivo (ou vários), a oferta de processadores usados é maior que a de placas-mãe usadas, então importadores/muambeiros/sejá-lá-quem-for descarregam essas placas de origem chinesa em nosso mercado, placas sem marca, meio duvidosas, e que você acha (ou achava) com facilidade no AliExpress; porque os grandes fabricantes não fazem mais placas 1155, ou ainda fazem mas só para alguns mercados como o asiático, que também trabalha muito com peças usadas. Essa filosofia de “placa nova para suprir outras peças usadas” se estende até a peças de servidor, com os “kits Xeon do AliExpress” que são discutidos em certos cantos da YouTubosfera, por exemplo.
Nos mais de 20 anos desde que aprendi a montar e consertar computadores, eu não consigo me lembrar de uma única vez que encontrei um processador com defeito. Não quer dizer que não tenha acontecido, principalmente nos primeiros anos, mas que o número é tão pequeno a ponto de ser insignificante. E com o passar dos anos eu certamente passei a dar mais atenção a essa “curiosidade” então tenho certeza de não ter encontrado nenhum com defeito pelo menos na última década. Mas foi na primeira década que trabalhei em assistência técnica.
Eu me lembro de uma época em que era fácil condenar erroneamente o processador: a época em que era possível remarcar a CPU. O processador parecia com defeito mas na verdade sua inscrição original tinha sido raspada e trocada pela de um modelo com clock maior. Mas mesmo nessa época eu nunca condenei uma CPU, porque eu estava informado e a falsificação era fácil de notar na assistência. Mas se tornou um embaraço quando eu contei o que estava acontecendo para o dono da loja. Na ocasião eu não sabia disso mas mais tarde ficou claro que ele tinha comprado as CPUs sabendo que eram remarcadas. Isso funcionava porque muitas CPUs Intel de um mesmo lote eram resistentes ao overclock. Só as que não eram é que acabavam dando dor de cabeça na assistência.
Já placas-mãe… eu já devo ter condenado centenas. Desde as famigeradas “PC Shits” (PC Chips) que já eram defeituosas de nascença.
Já li sobre essa história dos processadores remarcados. Era comum no Pentium 1, mas do Pentium II em diante o multiplicador passou a ser travado de fábrica, dificultando o overclock e portanto a remarcação.
Eu também sempre acabo conseguindo mais processadores que placas-mãe para eles. O último causo foi há 1 ano, quando a placa-mãe da minha máquina de uso foi queimada por um raio, mas o Core i7-6700 saiu ileso. Acabei vendendo o processador e fazendo um upgrade, porque não consegui encontrar outra placa 1151 “v1” digna para ele; na época, o mercado estava inundado de placas de mineração, que no fundo são placas de entrada.
A título de curiosidade, desde que trabalho no ramo com assistência técnica em informática, eu só me lembro de ter visto dois Processadores supostamente queimados. Um era socket 775 e o outro foi agora a pouco, um Core i5 de um notebook Samsung que testei em 3 placas-mãe diferentes e nada. Não lembro a geração, mas acho que era da segunda.
Mas realmente pra ver um Processador queimado ou sem funcionar é bem raro.