De vez em quando eu me deparo com alguém que tenta tumultuar a discussão em algum de meus blogs oferecendo como evidência de que ele está certo (e eu estou errado) um ou mais links para verdadeiras “paredes de texto” que quando examinadas cuidadosamente não suportam as afirmações feitas. Por um tempo eu achei que isso fosse pura ignorância ou preguiça, ou seja: o cara tem uma opinião diferente, faz uma pesquisa no Google, acha um link e apresenta como evidência sem nem olhar o que está escrito (talvez nem seja capaz de entender). Mas já faz algum tempo que eu parto do princípio de que seja malícia, feito propositalmente para confundir e retardar, já que eu só posso responder depois de analisar a evidência apresentada. O indivíduo acredita, com razão, que a maioria das pessoas vai se deparar com a parede de texto e se calar pelo menos por algum tempo.
E isso não acontece apenas nas discussões técnicas.
Por isso já há anos eu tenho uma política que só agora estou colocando por escrito aqui: se você não oferecer citações mostrando página e parágrafo que suportem suas declarações, eu sequer começo a ler o texto apontado como evidência e apago todas as suas declarações por suspeita de malícia. Ninguém dissemina desinformação nos meus blogs enquanto eu estiver olhando.
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Finalmente a telemetria da Microsoft parece servir para algo benigno.
Isso parecia ser especulação de várias empresas de segurança, mas a Microsoft confirmou que em pelo menos algumas máquinas a infecção foi iniciada pelo atualizador de um popular software de contabilidade ucraniano. Depois disso o ransonware usou várias técnicas avançadas, incluindo a vulnerabilidade Eternalblue, para se espalhar lateralmente.
A mais preocupante dessas é uma técnica que permite obter na memória as credenciais de qualquer usuário logado na máquina. Eu ainda estou tentando digerir as implicações disso.
Outra característica digna de nota é que o ransonware é um MBR infector. O primeiro que vejo em mais de uma década. O malware infecta o MBR, dá boot na máquina e finge ser o chkdsk enquanto criptografa seus arquivos na sua cara.
Ainda não ficou claro para mim se a máquina estar com Secureboot ativo seria proteção contra isso.
É claro que para fazer tudo isso dessa forma o malware precisa de permissões de administrador, que inicialmente ele obtém porque o atualizador do software de contabilidade possivelmente obtém essas permissões e mais tarde porque Eternalblue (que a essa altura não deveria ser problema) também confere essas permissões automaticamente.
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Lembram de quando eu falei em 2015 sobre ransonware tendo como alvo servidores Linux? Pois a empresa sul-coreana Nayana anunciou aos clientes que está processando o pagamento de um milhão de dólares (mais de 3 milhões de reais) em bitcoins para os bandidos que criptografaram os 153 servidores Linux da empresa com dados de 3400 clientes. Conforme a própria empresa cita em seu comunicado em coreano, foi o ransonware Erebus. Inicialmente os bandidos pediram 1.6 milhão mas o valor foi “negociado” depois.
Fanboys já querem justificar que isso aconteceu porque essa empresa não atualizou o Linux desde 2008. Como se isso mudasse alguma coisa. Vejam a minha posição sobre essa desculpa nos comentários do meu post de 2015.
Olá Jefferson, eu não tinha lido seu post de 2015, também detesto essa estupefação recorrente com a “nuvem”. É impressionante como pessoas supostamente esclarecidas são permeáveis a marketadas, sem pararem um minuto para raciocinar. E também só considero confiáveis backups sobre os quais se tenha total controle físico, e isso significa assumir a definição de estratégia, execução, e principalmente a guarda offline deles.
Abs
Não sei se você sabe mais eu uso e administro sistema Linux a anos e nunca tive algum problema com o sistema operacional , e eu também não gosto muito da ideia deste sistema de nuvens , os meus backups são todos full e offline via velho de confiança conhecido como fita DAT ou a versão Tape Library LTO 400/800 , para ate 30 fitas
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Na semana passada eu comecei a ter um problema com várias contas de e-mail de um cliente para o qual eu também administro o domínio. O sintoma é o Windows Live Mail não conseguir baixar o último e-mail acusando um erro após 60s. Se o usuário clicar em “aguardar” fica permanentemente assim, mas se clicar em “parar” no próximo ciclo de coleta de emails o WLM baixa todos os que tiverem chegado nesse intervalo, menos esse último.
O código de erro, cujo número não lembro agora mas vou descobrir e registrar aqui, apontava para um possível problema no antivirus. Desinstalei o mesmo em uma das máquinas mas nada mudou.
Um mesmo usuário baixando de três contas diferentes podia ter o problema em apenas uma delas. E todos os usuários que baixavam da mesma conta tinham o mesmo problema (com uma curiosa exceção) logo não parecia ser problema no WLM.
Verificando via webmail eu constatei que o email que o WLM tentava baixar não aparecia na caixa postal.
Deletar a conta no servidor de e-mail e criar de novo resolvia o problema imediatamente, mas voltava no dia seguinte.
Como esse cliente estava há uma semana usando um acesso à internet de um provedor local porque a OI estava fora do ar e o erro sugeria ser ser algo causado por “interferência” no processo, eu suspeitei do provedor, mas não tinha como testar isso. Expliquei que eles iam precisar conviver com o problema por algum tempo e ficou assim por mais dois dias até a Telemar resolver o problema da linha. Eu estava ao telefone conversando com um dos usuários sobre o problema quando o acesso foi chaveado para a OI e o problema então “sumiu”.
Os usuários somente acreditaram realmente no que eu estava dizendo quando, dias depois, a OI cortou de novo a linha deles (está uma bagunça no bairro) e o problema imediatamente voltou quando o Load Balance chaveou para o acesso de backup.
Eu ainda não sei o que o provedor faz para provocar isso, até mesmo porque ele não respondeu a mensagem que mandei para ele perguntando se ele fazia alguma idéia do que causava o problema, mas se um dia eu descobrir registrarei aqui.
Esqueci de acrescentar que uma das contas apresenta um sintoma ainda pior. Todas as vezes que o WLM coleta os emails, baixa tudo o que já havia sido baixado antes.
Lembro que esse problema do email não receber o final dava no windows xp, mas não lembro se tinha solução;
Sobre baixar tudo de novo, isso acontecia; e ainda acontece hoje em dia: precisei formatar um note com Office 2013, e salvei o .pst para colocar de volta depois. Antes disso, me certifiquei de receber todos os emails, e durante o tempo da formatação, deveriam chegar alguns poucos novos emails.
No provedor ficam os últimos emails de 15 dias.
Ao terminar a reinstalação, configurar a conta (pop3) e direcionar para o referido pst, ao clicar em Enviar/Receber, vieram TODOS os emails do provedor, ou seja, dos últimos 15 dias
gerando duplicidade na caixa de entrada
O interessante é que, no mesmo escritório, fazendo em outra máquina o mesmo procedimento [e já aguardando a duplicidade], não aconteceu.
Ao terminar a reinstalação, configurar a conta (pop3) e direcionar para o referido pst, ao clicar em Enviar/Receber, vieram TODOS os emails do provedor, ou seja, dos últimos 15 dias
Isso é o esperado. No protocolo POP3 é tarefa do cliente de email manter um registro de que mensagens baixou e não baixá-las de novo. Se você reinstalou o cliente ele não sabe mais qual a última mensagem que baixou então baixa tudo de novo.
O que não é normal é o mesmo cliente de email baixar a mesma mensagem duas ou mais vezes.
Hoje finalmente o problema da Oi foi resolvido (por enquanto) e surgiu um novo sintoma: Imediatamente quando o acesso passou a ser pela OI um dos usuários baixou 430 mensagens “novas” com datas desde o dia 13/06. Esse usuário me disse que as mensagens são realmente novas.
Outro usuário apontou ter recebido uma dezena de mensagens de uma uma vez sendo que entre elas estava uma datada do dia anterior que ele ele estava esperando.
Como essas pessoas vinham recebendo emails diariamente isso sugere que ao coletar mensagens usando o provedor de acesso alternativo mensagens estavam sendo “puladas” no servidor.
Não sei dizer exatamente o que há de especial em Kung-Fusão (Kung Fu Hustle – 2004), mas já assisti umas cinco vezes e em todas elas eu me flagro rindo feito bobo. Eu gosto da estética, da direção, do humor, dos efeitos especiais (que são uma mistura única de impressionante com ridículo), etc.
O vídeo abaixo não é realmente um trailer e muito menos “oficial”, mas pelo menos dá uma boa idéia de como é o filme e é dublado, o que no caso de um filme chinês não me incomoda nem um pouco
Assisti Kung Fusão tem muitos anos e nunca mais revi, só lembro que dei muita risada. Shaolin Soccer vai no mesmo estilo. Kung Fury é bem diferente mas é MUITO bom. É um curta que o pessoal usou o kickstarter pra arrecadar fundos. Acho que você vai gostar.
Não sei se é na mesma “linha”, mas em 1973, satirizando os filmes de Bruce Lee/Chuck Norris (e similares), fizeram um tal de “Fei Lung Gongo Gwoh”, que no Brasil ficou como “Operação Dragão Gordo”…
Meu preferido nessa linha é o Kung Pow. Mas não sei se ele vai parecer tão bom assistido depois de Kunk Fu Hustle.
Tambem não conhecia Kung Fury. Vai pra lista!
Hoje minha mãe, que tem 72 anos, conseguiu desinstalar de novo uma das apps que mais usa: O Whatsapp. Isso é facilitado pelo fato de que no launcher padrão do telefone Samsung dela desinstalar uma app é tão fácil quanto arrastar o ícone da mesma para um certo local da tela.
Para evitar que isso ocorra novamente decidi procurar por uma app que mais ou menos me tornasse “administrador” do telefone. Smart AppLock tem o que eu queria e mais algumas coisas.
Com Smart AppLock você pode:
Bloquear acesso a determinadas apps. Mesmo que você entregue o telefone desbloqueado a alguém, para acessar essas apps específicas é preciso saber outra senha ou padrão;
Bloquear a instalação e desinstalação de apps;
Bloquear acesso à configuração do aparelho;
Bloquear a possibilidade de mudar o estado do WiFi e Bluetooth.
Para ativar a proteção você precisa tocar em Start Protection. Não adianta tentar saltar esse passo porque aí o serviço não será instalado. Algumas apps são pré-selecionadas, mas você tem controle sobre o que é bloqueado ou liberado.
Nota: a app exibe textos em português se o seu aparelho estiver configurado para essa língua. O meu não está.
A app tem um recurso chamado Secret Door que se ativado em vez de pedir o padrão/senha imediatamente exibe uma janela de erro falsa dizendo que a app que você tentou executar falhou (à esquerda). Para chegar à tela de bloqueio (à direita) você tem que tocar duas vezes e depois segurar o “OK”. Se a pessoa apenas tocar em OK volta para onde estava, como se fosse um erro real.
Você deve pensar bem antes de ativar a app e certificar-se de que não vai esquecer o padrão ou senha que escolheu, porque o telefone pode acabar num estado que te obrigue a fazer uma restauração completa para retomar o controle. Por default a app tem um mecanismo extra de segurança que permite mandar por email instruções de desbloqueio. Você configura em Setting -> Password & Locking Style -> Retrieve Password (à esquerda). E solicita ao tocar no ícone com “?” na tela de bloqueio (à direita).
Exemplo do email recebido:
Mas a app precisa ser capaz de enviar um email, o que pode falhar por variadas razões como por exemplo se você tiver bloqueado o WiFi ou tiver um firewall bloqueando o acesso da app à internet. Muita coisa pode dar errado por isso certifique-se de não esquecer o padrão/senha.
Eu gostaria que a app tivesse mais níveis de autenticação. Se eu der a minha mãe a habilidade de proteger o acesso ao Whatsapp, por exemplo, estarei dando o que é preciso para desinstalar a app também. Senhas/padrões distintos deixariam a app ainda mais útil. Mas do jeito que é eu também fico razoavelmente seguro de que ela não pode instalar malware.
Meu telefone primário há quase dois anos era o Galaxy E5 Duos e antes dele o S3 Neo Duos, mas três coisas me incomodavam freqüentemente no E5:
O GPS inútil;
Não tem bússola, então mesmo usando um GPS externo eu ainda tinha certos problemas de localização;
Estou desconfiado de que o E5 esteja ficando demais fora da área de cobertura.
E por isso decidi testar outro aparelho.
Algumas características relevantes do A5 2016
Resolução da tela: 1080×1920 pixels (~424 ppi) – Maior resolução e densidade que a do E5 Duos;
Leitor de impressões digitais;
Android v6.0.1 – É meu primeiro Android com uma versão superior à 5.x. E a granularidade de permissões que essa versão oferece bem vale o upgrade para quem se importa com privacidade.
Flash: 16 GB – igual ao E5 Duos e Neo Duos;
RAM: 2 GB – 0.5GB a mais que no E5 Duos e Neo Duos;
A bateria é de 2900mAh – O E5 tem uma bateria de 2400mAh. É evidente que isso não quer dizer que vou ter uma autonomia maior mas pelo menos há uma chance de não ser menor
Comprei usado, mas em excelente estado, por R$600. Era de uma cliente que trocou pelo A5 2017 com 32GB.
Pontos positivos:
GPS decente. Mesmo na minha sala a vários metros da porta e de onde eu mal posso ver o céu o GPS consegue captar satélites. E tenho 3D fix quando estou no terraço onde só tenho uma visão indireta do céu. No carro, funciona até jogado atrás do banco do passageiro;
Leitor de impressões digitais funciona relativamente rápido;
2GB de RAM;
Octa Core;
Alto-falante junto ao jack USB. Não fica abafado quando o telefone está sobre a mesa, cama, banco do carro, etc.
Funciona bem com o Automatic Call Recorder;
Viva voz razoável. O do E5 era tão ruim que desisti de usar. Impossível ouvir alguém no carro, por exemplo;
Consumo de bateria de menos de 1% a cada 3 minutos, com Waze ligado (tela acesa, GPS e dadoas móveis). Igual ou melhor que o E5. Consome menos de um terço disso com a tela desligada: cerca de 1% a cada 10minutos.
Consome aproximadamente 5% a cada meia hora em conversação. Ainda não sei se isso é bom ou ruim.
O carregador diz que é “Fast Adaptive Charger”. Não é brincadeira. Carrega o A5 mais rápido que meu carregador de referência. Com carregador original vai de 10 a 100% em 2h10min. Com meu carregador leva 2h50min. Não quer dizer necessariamente que o carregador tenha algo de realmente especial, mas que haja alguma frescura no A5 que exige identificar algo de diferente no carregador para entrar no modo de carga rápida.
Pontos negativos
Pesado – 162g contra 120g do E5. 42g parecem bobagem mas ao segurar o E5 eu não tenho a sensação de estar segurando algo pesado mas essa é a sensação imediata ao segurar o A5. E isso sem a capinha translúcida que pesa mais 15g. Ler com o telefone por um longo período pode cansar mais rápido;
Usa Nano SIM;
Para colocar um cartão microSD você precisa retirar um dos SIM (o A5 2017 corrigiu isso);
A bateria não é removível;
Mais um telefone que tem botões invisíveis. Eu realmente não gosto dessa idéia da Samsung, mas pelo menos estão na mesma posição e tem a mesma função que no E5;
Não veio com o recurso Chamada Certa que havia no E5;
Mesmo com um octa core de 2GB o Google Chrome consegue ser leento. Depois desse telefone eu concluí que o problema é mesmo no Chrome.
Hoje o telefone me deu o primeiro susto. Como eu estava sem bolso coloquei o telefone entre o calção e meu corpo por alguns minutos e depois o touchscreen não queria funcionar de jeito nenhum. Depois de uma rigorosa limpeza ele funcionou o bastante para que eu pudesse desligar e aparentemente agora está OK.
Existe uma significativa diferença de preços entre modelos de 2 e 3 GB de RAM. O GB a mais compensa? Melhora tanto assim a performance?
P. S. – Meu antigo Lumia deu pau e vou trocar para um Android. O que você (e os colegas) acha de um Motorola que dizem ter um Android mais “puro”, e “teoricamente” mais “leve”?
Eu *acho* que de 1.5GB de RAM para cima você já está bem servido. Meu telefone anterior tinha 1.5GB e nunca tive um problema que eu pudesse associar à RAM.
Eu nunca testei um Motorola com especificação “decente”. O último foi um Razr D1 que é muito ruim, por isso não posso opinar. Eu continuo insistindo com Samsung por ter confiança que o Automatic Call Recorder, que é indispensável para mim, vá sempre funcionar. De outra forma eu teria arriscado um LG ou Motorola.
Jeff, quase 3 anos que estou com um LG G2 Mini, e uso o Automatic Call Recorder nele perfeitamente;
Andei vendo esse A5 quando foi lançado ano passado, parece ser interessante mesmo.
Por ter quebrado a lente da câmera, provavelmente serei forçado a trocar de aparelho, e
penso em permanecer com LG, gostei bastante da interface dele, mas ainda vou começar a
pesquisar um bom aparelho abaixo de 1.000,00. Aceito sugestões.
É a primeira vez que você usa um aparelho que tem suporte a quick charger? Pelo que vi no google esse aparelho tem suporte a Quick Charge 2 (Snapdragon 615), muito bom. É incrivelmente rápido. o 3 então. É muito legal.
QC2: Snapdragon 200, 400, 410, 615, 800, 801, 805, 808 and 810
QC3: Snapdragon 820, 620, 618, 617, and 430
Comprei um Zenfone 3 Zoom há um mês e é perfeito pro meu uso, muito satisfeito com o aparelho. Tela 5,5 amoled fullhd, 64gb ROM, 4gb RAM, 5.000mAh de bateria e boa câmera. Já está com o Android 7.1.1 e tem gravador de chamadas nativo.
Me bateu vontade de fazer meu próprio servidor para o ClipSync, por isso me armei com o Wireshark e um pouco de paciência e cheguei ao protocolo a seguir, que já usei com sucesso em meu programa. Por sorte o autor não tentou usar nenhum tipo de obfuscação, nem tentou dar “segurança” à comunicação. Qualquer das duas iria inviabilizar minha tarefa.
O servidor usa três portas:
TCP 22983 – Comunicação bidirecional
UDP 22984 – Localização. Direção: Windows -> Android
UDP 22985 – Localização. Direção: Android -> Windows
Quase todas as transmissões precisam ter prefixos e sufixos adicionados que são ligeiramente diferentes entre protocolos. Não sei dizer o motivo da diferença:
A app envia repetidamente um Broadcast UDP local (para x.x.x.255), porta 22985, com o texto: CLIPSYNC SERVER! WHERE ARE YOU!?
O servidor responde uma vez para cada broadcast que recebe com um broadcast UDP para 255.255.255.255, porta 22984 com: $$898|@'(nome_da_maquina$$898|@’)
nome_da_maquina é o nome Windows da máquina e é o que vai aparecer na lista da app, mas pode ser qualquer texto. A app identifica o servidor pelo IP de quem enviou a resposta.
Eu não sei se há um motivo específico para a app fazer um broadcast restrito (x.x.x.255) e o servidor responder com um broadcast irrestrito (255.255.255.255). É bem possível que seja apenas um diferença entre os frameworks usados pelo programador no Android e no Windows.
Conexão com o servidor
Quando você seleciona o servidor na app, esta envia para a porta TCP 22983 do servidor:
1
2
3
4
0000 00 31 24 24 38 39 38 7c 40 2a 5b 43 61 6e 20 79 .1$$898|@*[Can y
0010 6f 75 20 61 64 64 20 6d 65 20 74 6f 20 79 6f 75 ou add me to you
0020 72 20 63 6c 69 65 6e 74 73 3f 24 24 38 39 38 7c r clients?$$898|
0030 40 2a 5d @*]
Os primeiros dois bytes (00, 31) são o tamanho do resto da mensagem. O resto é puro texto:
1
$$898|@*[Can you add me to your clients?$$898|@*]
E a resposta do servidor é:
1
2
3
0000 24 24 38 39 38 7c 40 2a 5b 49 20 63 61 6e 20 61 $$898|@*[I can a
0010 64 64 20 79 6f 75 20 74 6f 20 6d 79 20 63 6c 69 dd you to my cli
0020 65 6e 74 73 2e 24 24 38 39 38 7c 40 2a 5d ents.$$898|@*]
Em puro texto:
1
$$898|@*[I can add you to my clients.$$898|@*]
Depois de receber essa resposta a app avisa que está conectada ao servidor selecionado.
Envio do texto da área de transferência do Android para o servidor
É importante observar que isso só ocorre se a app detectar que o conteúdo da área de transferência no Android mudou. Se você copiar o mesmo texto repetidas vezes, ClipSync não vai transmitir nada.
Digamos que ClipSync transmita “00142348”. O texto é transmitido na porta TCP 22983 e os dois primeiros bytes (00, 1A) tem o tamanho da mensagem:
Leitores de código de barras são caros e os que são capazes de ler boletos parecem ser mais caros ainda. Eu prefiro o modelo de mão porque aqueles leitores onde você passa o boleto como se fosse um cartão costumam ser absurdamente problemáticos. Eu sei que eles lêem caos especiais de código de barras, mas absolutamente nada que justifique um aumento de preço:
Contas de consumo (água, telefone, gás): O código de barras não tem os dígitos verificadores da linha digitável
Boletos: O código é bem diferente do que se vê na linha digitável, mas certamente é trivial derivar um do outro.
E o Bradesco faz distinção entre uso de leitor e digitação por causa disso.
Mas um dia desses eu me perguntei: será que não dá para fazer com o smartphone?
E dá. Existem diversas apps que se prestam a fazer especificamente isso e eu já estava preparando um post sobre os variados graus de sucesso que tive com elas quando esbarrei em uma dica em um fórum que e fez desistir das apps específicas: use o ClipSync para isso.
O “segredo” é que a app “Barcode Scanner” da ZXing que várias, senão todas, as apps específicas já exigem que você tenha instalado, tem uma configuração default para colocar na área de transferência todo código lido. ClipSync detecta isso e transfere o código lido para o servidor. Você só precisa clicar no campo onde você precisa inserir o código e teclar CTRL-V. Eu ainda vou analisar como é o comportamento com boletos e contas, mas no geral a coisa funciona bem. Se o código lido precisar de alguma transformação antes de ser inserido (é possível com boletos) eu já estou me preparando para fazer meu próprio programa servidor para cuidar disso.
A seguir o rascunho do que achei sobre os programas específicos que encontrei e se prestam a esta tarefa. Notar que como cada um deles tem um problema eu parei de me importar com eles e estou investindo agora na solução baseada no ClipSync.
Início do rascunho
Existem várias app que se propõem a fazer isso, com variadas abordagens do problema e também variados níveis de qualidade.
Várias dessas apps usam o mecanismo da ZXing, por isso você precisa ter instalado o Barcode Scanner.
Todas as abordagens requerem que você tenha um programa rodando no PC, que vai receber o código via rede ou bluetooth e simular um leitor USB.
Para simplificar eu vou chamar “o programa que roda no PC” de “ponte”.
É a mais simples de todas, em mais de um sentido. A app ainda requer melhorias e a ponte é um simples servidor windows socket escutando na porta 6000 em conjunto com um simulador de teclado. Funciona, mas requer que você configure manualmente o IP e a app tem uns bugs incômodos como o IP selecionado não aparecer e a aparente impossibilidade de apagar endereços errados ou não mais usados.
O “protocolo” de comunicação nem pode ser chamado assim. A cada scan a app simplesmente manda três linhas para a ponte. A primeira com o código, a segunda informando se foi configurada para adicionar um ENTER ou um TAB depois do código (não entendo porque a ponte precisa disso já que é trivial detectar) e a terceira se é para dar um BEEP na recepção.
O usuário não vê nada disso, claro. Ele só vê o código “aparecer” no PC após ser lido no telefone/tablet.
Atualizada pela última vez em junho de 2014. Até o site do desenvolvedor está fora do ar. Isso sugere que precisamos nos acostumar com ela como ela é.
Desenvolvedor brasileiro, se propõe até a ler boletos e NFe, mas requer uma conexão com a internet porque o código é enviado para o site dele de onde é enviado para o PC. E para demonstrar como essa é uma idéia ruim, o site dele estava fora do ar no momento do meu teste, impossibilitando o uso da app. Nem pude baixar o executável para PC.
App e ponte são open source. É um ponto positivo. Mas o modo como a app se comunica com a ponte parece tão confuso que mesmo olhando o código eu não pude entender. O desenvolvedor decidiu fazer comunicação via websocket, o que requer que ele execute um servidor web no PC. E esse parece ser só o começo da gambiarra.
Requer a instalação de um pacote enorme de 30MB (resultado comum das gambiarras “cross-plataforma”), que além de evidentemente instalar o tal servidor web diz que vai instalar o Bonjour no seu PC, algo que fica rodando mesmo que você não use o programa. Isso é feito supostamente para facilitar a vida do usuário e a do desenvolvedor mas francamente usar o Bonjour para isso é a próprioa definição de overkill. A ponte supostamente usa o bonjour para se se anunciar na rede via broadcasts e a app automaticamente descobrir onde ela está, sem ser necessário você configurar o IP. Mas enviar e receber mensagens UDP, que são a base para esse mecanismo de localização é relativamente simples.
App não rodou nem no Android 5.1.1 nem no 6.0. Conseguiu rodar no 4.4.2 mas logo após ver um código de barras o programa trava. A ponte nunca parece receber nada.
Outra característica interessante do Barcode Scanner para essa aplicação é o Histórico de leituras. Você pode escolher na lista qualquer um dos últimos códigos lidos que o código é copiado também para a área de transferência e se for diferente do que estava lá dispara o ClipSync. Agiliza muito os testes.
Eu havia testado o Cigam Boletos em janeiro de 2014 e esquecido completamente dele. E para completar, fazendo uma busca por “Cigam Boletos” não acha a app!
Embora seja bem útil Pushbullet é bastante intrusivo (requer permissões demais, requer que você faça login no serviço, requer seu email, etc) e requer uma conexão com a internet para funcionar. Se tudo o que você quer é copiar e colar informações entre seu dispositivo Android e o Windows, ClipSync pode ser uma opção melhor.
Não depende de nenhum servidor externo. Na verdade seu autor parece nem gostar da idéia. Além de você não depender de internet para fazer algo local, teoricamente seus dados não estão passando pelo computador de outra pessoa;
A app é capaz de localizar em que computadores o programa servidor está rodando facilmente. Normalmente você não vai precisar se preocupar com configuração alguma;
Gratuito, sem propaganda;
Visualmente bem acabado.
Limitações
Você começa a deseja que ele fosse capaz de transferir imagens (como screenshots) também, mas ele não faz isso e não sei se o Android permite;
O programa servidor não tem opção de escolher a qual interface de rede se conectar então você pode esbarrar nesse problema. O autor sugere para contornar isso que você desinstale o programa, desative a interface errada temporariamente, reinstale o programa, que vai então se conectar com a interface certa (porque agora é a única) e reative a outra interface;
Olá Jefferson, eu não tinha lido seu post de 2015, também detesto essa estupefação recorrente com a “nuvem”. É impressionante como pessoas supostamente esclarecidas são permeáveis a marketadas, sem pararem um minuto para raciocinar. E também só considero confiáveis backups sobre os quais se tenha total controle físico, e isso significa assumir a definição de estratégia, execução, e principalmente a guarda offline deles.
Abs
Não sei se você sabe mais eu uso e administro sistema Linux a anos e nunca tive algum problema com o sistema operacional , e eu também não gosto muito da ideia deste sistema de nuvens , os meus backups são todos full e offline via velho de confiança conhecido como fita DAT ou a versão Tape Library LTO 400/800 , para ate 30 fitas