 Jefferson,  05 de setembro de 2014, Firefox, ViciadoEmAbas E não é que a dupla Firefox 11 + Session Manager não seja capaz de suportar mais abas. Talvez até seja, mas não no Windows XP de 32 bits. O sintoma é que com o Firefox aberto o resto do Windows começa a ter um comportamento bizarro. Programas não querem mais abrir ou começam a travar, elementos visuais não aparecem mais… Os sintomas se parecem muito com o de esgotamento de recursos do qual o Windows 9x sofria. Infelizmente o problema de recursos do Windows 9x era documentado e podia ser mantido sob controle, mas não existe qualquer informação sobre como acompanhar isso no XP.
Tentei atualizar para o Firefox 31, mas este não conseguiu funcionar sequer com uma sessão reduzida de 1400 abas. O programa até roda, mas fecha sem aviso várias vezes por dia.
O jeito foi dividir minha sessão de 2300 abas em duas e alternar entre elas.
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 Jefferson,  05 de setembro de 2014, WTF Se fosse um banco ou outra instituição do governo (quem nunca teve problemas com as frescuras da Caixa, BNB e Banco do Brasil não usa esses bancos) eu não me surpreenderia. Mas eu rotineiramente uso browsers antigos e nunca antes na história da minha navegação pela internet (e eu navego por sites do mundo inteiro, há muito tempo) eu esbarrei em um site que se recusou ativamente a me deixar ler o conteúdo por causa da versão do meu browser.

Não adianta dar ESC, clicar, tentar uma página que não seja a inicial. O site sempre me bloqueia com essa mensagem.
- Eu tentei com Firefox 11 (dois anos e meio) e fui barrado;
- Eu tentei com IE 8 (é a útima versão que funciona no XP) e fui barrado;
- Aí eu tentei com o Google Chrome 36.0.1985.143 e finalmente pude entrar.
Ainda se fosse para fazer login e fazer algo privilegiado, vá lá… mas olhar os produtos? Baixar manuais? Que p**ra é essa?
O danado é que eu só atualizo o Chrome porque este é quase irrelevante para mim. Eu uso apenas o Firefox no dia a dia e minhas tentativas de atualizar sempre fracassam por falta de suporte às extensões que eu uso ou incapacidade de lidar com a quantidade de abas que eu abro.
Se só fosse possível fornecer uma versão do conteúdo eu entenderia. Afinal privar todo mundo de conteúdo mais “rico” (ou cheio de firulas, dependendo do ponto de vista) porque alguns não se atualizam não é justo. Mas desde que a web é web você pode fornecer conteúdo diferenciado e não querer ter esse trabalho só se justifica se quem faz o site é o sobrinho do dono, de graça. Se há uma empresa sendo paga para isso aí…
Que danado de funcionalidade indispensável a Intelbras colocou no site que uma simples nota “Seu browser está desatualizado. Você está navegando com funcionalidade prejudicada” não resolve? SE eu não conseguir achar o que quero, tento com outro browser. Mas até o Gmail, que é um exemplo do poder e da complexidade do Ajax funciona sem reclamar de nada com o Firefox 11.
Será que essa estupidez de “atualizar, atualizar, atualizar!” vai invadir até a mentalidade dos webdesigners? Eu esperava que pelo menos nessa classe de profissionais, aumentar a compatibilidade para não perder nenhuma visita fosse o mais importante. Qual será a próxima proeza do webdesigner? Colocar imagens sem compressão (BMP, TIF…) e dizer que eu preciso “atualizar minha internet”? Criar animações em flash que rodam em câmera lenta se eu estiver usando um AMD X2 e dizer que preciso atualizar meu computador?
Não duvidem. Afinal, estupidez é mais abundante no universo que o hidrogênio.
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 Jefferson,  20 de agosto de 2014, tvseries Eu juro que tentei, mas não deu.
E olha que sou fã de quadrinhos e apesar de preferir o estilo DC Comics ao da Marvel, leio muita coisa da segunda. Mas eu acho que Agents of S.H.I.E.L.D. só confirma o estereótipo de que essas estórias são feitas para adolescentes.
A estranheza começou já no primeiro episódio, mas acabei fisgado pelo humor e pela Agente May. Quem consegue dizer que Ming-Na Wen tem 50 anos?! E ela não despertou um décimo do meu interesse com sua participação em Stargate Universe.
Esperei pacientemente que a coisa melhorasse mas eu mal consegui terminar o episódio 14 (T.A.H.I.T.I).
Pontos positivos:
- Agente Coulson;
- Agente May;
- O humor;
- Agente May;
- Os efeitos especiais;
- Agente May;
- Agente May.
Pontos negativos:
- Não consegui gostar de nenhum outro personagem ou atuação excetuando Coulson e May;
- Ciência absurda em uma série com ênfase em ciência e que tem a coragem de dizer repetidamente que poderes extra sensoriais não existem. Caramba… eles sequer tentam convencer a audiência de que os gadgets tem origem alienígena. A série tem mais tecno-baboseiras que Star Trek! Mas pelo menos Kirk, Scott e Spock tem a desculpa de viverem centenas de anos no futuro;
- Enredo fraco;
- A Agente May não aparece o bastante.
Meu problema com o episódio 14 foi que o show cruzou uma linha que eu acho difícil de aceitar. Para salvar Skye eles invadiram um centro de pesquisa aliado (se pelo menos fosse no quintal de um vilão) e mataram dois soldados que apenas estavam cumprindo sua função. No final a base é completamente destruída numa explosão e toda a pequisa feita lá se perde, mas eles comemoram porque a droga que eles conseguiram tirar de lá salva Skye. É egoísmo demais para não ser acompanhado de uma reflexão, mas os personagens não perdem um segundo tentando explicar por que trocaram a possibilidade de salvar uma vida por duas outras vidas (que não foram sacrificadas espontaneamente, é bom frisar) e mais uma pesquisa inteira. E não é porque Skye fosse um personagem super importante. Se fosse para salvar a vida de alguém como Thor eu até poderia entender, porque do ponto de vista do utilitarismo se uma centena morrer para salvá-lo o saldo ainda pode ser positivo. Mas quem é “Skye”?!
E não é só isso. No mesmo episódio o Agente Coulson, que deveria ser mais responsável, decide invadir uma sala selada com um grande aviso de risco biológico na porta, apesar dos avisos do agente Finn. E depois o show sequer se dá ao trabalho de mostrar os agentes passando por algum inacreditável processo de descontaminação antes de voltar. Ora… essa manobra para salvar Skye poderia custar toda a raça humana. Um agente nível 8 da S.H.I.E.L.D deveria saber que invadir uma base secreta, num lugar remoto, guardada por soldados treinados e ainda abrir uma sala selada onde está escrito “risco biológico” lhe garantiria o prêmio humanitário “12 Macacos” ou pelo menos um Darwin Award.
Mas tudo isso se passou na tela sem consequência alguma. Há um ponto em que eu tenho que me perguntar se vale a pena torcer pelos supostos mocinhos da estória.
Perdi a paciência e dei uma olhada na internet para ver se havia alguma surpresa que compensaria isso lá na frente. Pelo contrário: a trama dá uma virada desagradável adiante.
Já estou assistindo a outra série.
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 Jefferson,  13 de agosto de 2014, 
Eu gosto muito do Whatsapp (e do Viber e de qualquer outra app que me permita troca de mensagens instantâneas), mas algumas vezes eu acabo me recusando a compartilhar meu número e me privando da sua conveniência porque é muito comum as pessoas terem uma noção completamente diferente da minha de para que serve o serviço e como este deve ser usado.
Eu uso o Whatsapp exclusivamente para mensagens do tipo:
- “Estou saindo”;
- “Chego em 10min”;
- “Estou no estacionamento”;
- “Vou me atrasar”;
- “Onde está você?”;
- etc;
Em resumo, frases de até umas quatro palavras em diálogos que não passam de três mensagens de cada lado e sempre em situações onde agilidade é importante.
Mas tem gente que parece querer arrastar você do email para o Whatsapp.
Eu suponho que seja por um ou mais dos seguintes motivos:
- As pessoas estão trocando o PC/notebook pelo tablet/celular e nesses aparelhos acham mais conveniente usar Whataspp;
- São pessoas que sempre mantém suas caixas de email limpas apagando tudo que recebem depois de ler e por isso não entendem que outras pessoas podem gostar de manter o registro de toda conversação (eu não apago emails) para consultar, encaminhar, imprimir, etc. Já tentou fazer isso no Whatsapp? E depois de perder o aparelho?
- São pessoas acostumadas a ficar horas conversando banalidades pelo telefone e acreditam que todo mundo está disponível para isso.
Depois de ler essa lista você pode até pensar que eu tenho algo contra essas pessoas e/ou esses comportamentos. Não tenho. Eu vivo pela filosofia do “viva e deixe viver”. Mas isso também significa não ter que me submeter aos caprichos e à falta de educação de terceiros.
Sim, falta de educação. Como regra geral, ninguém pergunta se eu me incomodo de ficar meia hora lendo e teclando em uma telinha minúscula. Nem se indaga se eu não teria algo mais importante para fazer nessa meia hora. Se perguntassem eu não teria nenhuma razão para estar escrevendo este texto.
Ora… eu estou discutindo algo com um estranho por email e o individuo pergunta “você tem whatsapp?” Dá vontade de responder: “Cara, eu tenho um teclado de mais de 102 teclas, um mouse e duas telas de 22 polegadas na minha frente. Você acha que eu tenho algum motivo para me permitir ser arrastado para o Whataspp?”
Caramba… houve um indivíduo que estava no meio de uma cotação de preços comigo e me arrastou para o Whatsapp. Em vez de copiar e colar itens em segundos, eu tive que perder minutos fazendo digitação. E não, copiar e colar no telefone não é tão fácil quanto no computador, principalmente quando todas as suas listas estão no computador.
Perceba que quando você arrasta uma conversa para o Whatsapp (ou, a propósito, para o telefone) você está pensando na sua conveniência. Educado seria no mínimo perguntar: “Eu gostaria de continuar essa conversa por telefone/whataspp, o que você acha?”.
Formulada desse jeito a pergunta não me perturba, porque demonstra sensibilidade para o que me importa. E minha resposta fica mais simples: “Eu prefiro usar email para esse tipo de contato”. É menos constrangedor do que, para não mentir, responder algo como “Whatsapp, MSN, Skype, telefone e Facebook invadem a minha privacidade. Para que finalidade você precisa dessa informação?”. Note que é uma resposta honesta e merecida, mas até eu que sou um nerd de personalidade que às vezes beira o autismo reconheço que é uma resposta que não devo dar.
Quando eu peço o Whatsapp de alguém é sempre quando eu antecipo que seu uso vai ser conveniente para ambas as partes. E sempre acompanho meu pedido de uma explicação.
Mas infelizmente o Whatsapp não tem uma “mensagem de boas vindas” que eu possa configurar para lembrar as pessoas de que a visão delas do mundo e da sociedade não é universal.
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 Jefferson,  29 de julho de 2014, Livros Se você pretende ler a trilogia (eu realmente espero que não), pare de ler este post agora mesmo. Os spoilers são muitos. Se você só leu o primeiro livro e pretende ler os outros em busca de respostas para os mistérios da trama, desista. Nem o autor sabe as respostas.
Eu ia dizer que estava “desapontado”, mas isso é pouco para descrever o que senti quando li três livros à espera de uma explicação racional para o banho de sangue com requintes de crueldade que perdurou durante quase toda a saga. É muito mais que isso: eu me senti enganado por James Dashner.
- No final do primeiro livro eu fiquei pensando: “que po**a é essa?!” Mas como haviam mais dois livros dava tempo de explicar;
- No final do segundo eu pensei “OK. Ainda brutal demais, mas o livro é melhor e ainda dá para salvar tudo se eu gostar das explicações no terceiro”;
- No final do terceiro: “Que po**a é essa?!!!”
O que dá a entender após lermos a última página da série é que o autor chegou ao terceiro livro sem idéias de como explicar as maluquices que ele inventou nos dois primeiros e por isso mudou de rumo completamente e arrematou com um final que não tem conexão com a estória. 99% do que se passa nos três livros ficou sem explicação.
Convenientemente, Dashner fez com que Thomas não quisesse ter sua memória restaurada e que os personagens que recuperaram as memórias (em especial, Teresa) “desaparecessem” durante quase todo o terceiro livro. Assim ele conseguiu justificar mais três centenas de páginas de “não sei”, “não lembro” e “isso me parece familiar”.
Foram 376+368+336= 1080 páginas do meu tempo que perdi.
Da metade do terceiro livro em diante eu já estava cansado da rotina de violência sem sentido (e sem lógica narrativa) e pulava parágrafos inteiros sem ler quando Dashner começava a narrar mais uma desventura de Thomas. Aliás, a trilogia começou a me lembrar de “Desventuras em série”: aquela série de livros onde os personagens principais “só se f**em”. Esse é mais um problema da narrativa de Dashner: praticamente o tempo todo os personagens principais apenas mal e mal sobrevivem. Até quando eles parecem ter uma vitória, isso faz parte dos planos da WICKED. Não dá para aguentar 1080 páginas de derrotas!
A não ser que você seja sádico, é claro.
Mas o principal motivo para eu me sentir enganado é que foram dadas dicas na narrativa de que pelo menos boa parte das mortes tenha sido uma ilusão. O leitor é levado a acreditar que as mortes, por mais sem sentido e cruéis, talvez não tenham realmente ocorrido. São vários os pontos que me levaram a acreditar nisso:
- Gally, que se não tivesse morrido no ataque ao Glade deveria ter morrido pela forma brutal como seu corpo foi levado embora, apareceu vivo, andando e falando, logo no final do primeiro livro;
- WICKED tem uma tecnologia quase sobrenatural e ficou claro que a organização era capaz de incríveis ilusões;
- Todos os gladers tinham implantes em seus cérebros;
- Teresa insiste na mensagem de que “WICKED is good”;
- E finalmente, as palavras de Janson (The Rat Man) no início do segundo livro – o destaque é meu:
“As you make your way through the Trials, you have seen and will continue to see evidence of this technology and the resources behind it. If I can tell you anything today, it is that you should never, ever believe your eyes. Or your mind, for that matter. This is why we did the demonstration with the hanging bodies and the bricked-up windows. All I will say is that sometimes what you see is not real, and sometimes what you do not see is real. We can manipulate your brains and nerve receptacles when necessary. I know this all sounds confusing and a little scary, perhaps.”
Mas no final todo mundo que morreu, morreu MESMO! Não foi mostrada nenhuma evidência, além da “ressurreição” de Gally, de que a WICKED estivesse manipulando o que todo mundo estava vendo.
Outra coisa estúpida é a idéia de que o governo tenha liberado o vírus “Flare” como “controle populacional” após o desastre (como se após um desastre dessa magnitude ficasse “sobrando” gente) sem ter uma cura para ele já pronta! É como se não existissem outras armas químicas e biológicas mais eficazes, que matassem apenas os infectados de forma realmente “controlada”. É preciso ser muito, muito, muito imbecil para expor propositalmente sua população a um agente infeccioso com contágio pelo ar para o qual não há cura nem vacina. Teria sido muito melhor ter mantido a idéia original de que o vírus “escapou” de um centro de pesquisa no tumulto provocado pela catástrofe solar.
Eu até poderia pensar que isso é o que eu mereço por ficar lendo literatura infanto-juvenil (ou de “jovens adultos”) depois de velho mas, caramba! The Maze Runner conseguiu me causar pior impressão que Percy Jackson! E tentar comparar com Artemis Fowl, Harry Potter e The Hunger Games (que poderia ter terminado melhor) já é covardia. Como contador de estórias James Dashner perde feio para Eoin Colfer, J.K. Rowling e Suzanne Collins.
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 Jefferson,  22 de julho de 2014, tools O log de eventos do Windows é muito útil, mas sofre de um sério problema: você só lembra (quando lembra) que ele existe quando percebe que há algo errado no computador. Até lá, erros menores vão se acumulando e quando você finalmente olha o log já é tarde ou sua análise fica sobrecarregada por erros que se referem a condições que já nem existem mais (software que você desinstalou, hardware que não está plugado, etc). Seria interessante você tomar conhecimento dos eventos, principalmente dos que são erros, à medida que acontecessem, não?
Ué… você não sabia que a maioria dos erros registrados no log de eventos nunca gerou uma mensagem para o usuário?
Contorne essa limitação do Windows com o MyEventViewer.
MyEventViewer não tem opção para executar automaticamente com o Windows, mas eu coloquei um atalho para ele no grupo Inicializar e estou usando assim. Também programei para exibir os eventos como balões e o exemplo abaixo é de um erro que foi registrado agora mesmo:

Se esse erro não fosse visto imediatamente eu jamais saberia do que se tratava. O tal “HardDisk4” é um HDD que geralmente eu deixo offline e para o qual neste momento eu estou movendo arquivos. E quatro mensagens foram registradas enquanto durou a movimentação de 70GB. Daqui a uma hora o HDD vai ser retirado e essas mensagens deixarão de fazer sentido. Tendo visto agora, eu posso agendar uma verificação do HDD e da porta SATA onde ele foi conectado.
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 Jefferson,  22 de julho de 2014, Redes, tools Há muito tempo eu venho usando o NetMeter em todas as situações onde preciso ficar de olho no uso da banda de rede, mas sempre tive um problema com ele: assim como a maioria dos similares o programa não diferencia entre o tráfego na rede local do tráfego para a internet. Então se, por exemplo, eu deixar meu programa de monitoramento do DVR aberto para observar as câmeras da casa, não consigo perceber imediatamente se algum processo em meu computador está usando indevidamente minha banda de internet. A visualização das câmeras ocupa 280KB/s contínuos, o que é mais de três vezes a capacidade máxima de download (80KB/s) que a Telemar me dá. E esse é só um exemplo. Diversos são os usos que faço da minha rede local que podem mascarar um processo roubando minha banda extena.
NA semana passada eu encontrei um programa simples que resolve parcialmente o problema: Traffic Watcher
Para fazer a distinção entre os tráfegos o programa usa recursos do Winpcap, que precisa ser instalado também.

Minimizado ele deixa um ícone na barra de tarefas para exibir os tráfegos:

Você pode definir também quais são os limites de banda separadamente.

E talvez o mais interessante de todos é que Traffic Watcher pode diferenciar entre vários tipos de tráfego:

Na figura acima o tráfego gerado pelo meu uTorrent é exibido na seção UDP (e às vezes na seção Other).
Lá atrás eu disse que o programa resolve parcialmente meu problema, apesar de tudo isso. Bem… é que eu gostaria que ele tivesse um conjunto separado de ícones na systray que piscasse apenas quando houvesse tráfego para a internet. Exatamente como funciona com o ícone de rede do XP, só que limitado a tráfego externo. O problema é que nesses programas que usam barras é muito fácil um tráfego pequeno, mesmo contínuo, passar despercebido.
E caso você não tenha percebido ainda, vigiar isso é uma das minhas linhas de defesa contra malware.
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 Jefferson,  19 de julho de 2014, malware Eu acredito que já comentei antes, aqui mesmo ou no Buzz, sobre como malware vem bloqueando a execução de antivirus através da corrupção dos descritores de segurança (NTFS) do diretório. Ontem eu esbarrei em um método mais sutil mas igualmente eficaz: aplicar uma diretiva de segurança no Registro que impeça o software de rodar.
É claro que isso só é possivel se o malware estiver rodando com privilégios de administrador, o que é a situação da grande maioria dos usuários no Windows XP e depende de um descuido do usuário no Vista em diante. Coisa muito fácil ocorrer.
Eu já havia eliminado manualmente a infecção da máquina quando esbarrei nesse problema. Se você não remover o malware antes, fazer o que está explicado aqui pode ser perda de tempo.
Sintomas
O ícone do Avast não aparecia na barra de tarefas mas o diretório estava lá, com aparentemente todos os arquivos e acessível para inspeção. Uma checagem com o Autoruns mostrou que o Avast estava configurado para ser executado, mas não rodava.
O HDD do cliente era FAT32, logo o problema dos descritores de segurança NTFS não se aplicava.
Desinstalei o Avast. Toda a desinstalação correu bem exceto por uma estranha mensagem dizendo que regsrv32.exe, no diretório do Avast, não podia ser executado devido a uma diretiva de restrição de software. Fui olhar o diretório e este estava vazio. Até esse ponto eu ainda não havia entendido o que estava ocorrendo.
Por precaução, rodei também o desinstalador completo do Avast. Nenhum erro foi exibido.
Mas depois de reinstalar o Avast o problema persistiu. O programa não rodou após a instalação, mesmo após reiniciar o PC. Nenhuma mensagem de erro era exibida.
Decidi executar manualmente e foi somente então que eu descobri o que estava ocorrendo. Assim que eu tentei rodar AvastUI.exe, foi exibida a mesma mensagem que eu havia visto antes a respeito de regsrv32.exe, mas indicando que desta vez AvastUI.exe é que estava bloqueado por uma diretiva de restrição de software. O diretório inteiro devia estar bloqueado.

“O Windows não pode abrir este programa devido a uma diretiva de restrição de software”
A mensagem também dizia que eu olhasse no log de eventos para mais informações. Eu olhei e não vi nada que parecesse útil.
Executei secpol.msc (é um programa nativo do Windows XP professional) e procurei por uma diretiva bloqueando o Avast. Não achei nada. Pior que isso, secpol.msc dizia “Nenhuma diretiva de restrição de software definida”.

Ou eu estava procurando no lugar errado ou era mais um caso onde o malware consegue fazer algo e esconder isso da GUI do Windows.
A solução
Então eu fui olhar manualmente no Registro. Depois de procurar onde eu supunha que ia achar as diretivas e não achar nada, decidi fazer uma busca por todas as referências a AvastUI.exe. Encontrei algo suspeito em
HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths
Veja o conteúdo completo do backup que fiz antes de fazer modificações:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
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Windows Registry Editor Version 5.00 [HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths] [HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths\{00000001-2352-4E27-0000-A78FA6846795}] "ItemData"="C:\\Arquivos de programas\\Norton Internet Security\\Engine\\21.4.0.13\\NIS.exe" "Description"="" [HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths\{00000001-2352-4E27-0001-A78FA6846795}] "ItemData"="C:\\Arquivos de programas\\Norton Internet Security\\Engine\\21.4.0.13\\symerr.exe" "Description"="" [HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths\{00000080-2352-4E27-0000-A78FA6846795}] "ItemData"="C:\\Arquivos de programas\\AVAST Software\\Avast\\avastui.exe" "Description"="" [HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths\{00000080-2352-4E27-0001-A78FA6846795}] "ItemData"="C:\\Arquivos de programas\\AVAST Software\\Avast\\AvastSvc.exe" "Description"="" [HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths\{00000080-2352-4E27-0002-A78FA6846795}] "ItemData"="C:\\Arquivos de programas\\AVAST Software\\Avast\\AvastEmUpdate.exe" "Description"="" [HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths\{00000080-2352-4E27-0004-A78FA6846795}] "ItemData"="C:\\Arquivos de programas\\AVAST Software\\Avast\\*.exe" "Description"="" [HKEY_LOCAL_MACHINE\SOFTWARE\Policies\Microsoft\Windows\Safer\CodeIdentifiers\0\Paths\{dda3f824-d8cb-441b-834d-be2efd2c1a33}] "Description"="" "SaferFlags"=dword:00000000 "ItemData"=hex(2):25,00,48,00,4b,00,45,00,59,00,5f,00,43,00,55,00,52,00,52,00,\ 45,00,4e,00,54,00,5f,00,55,00,53,00,45,00,52,00,5c,00,53,00,6f,00,66,00,74,\ 00,77,00,61,00,72,00,65,00,5c,00,4d,00,69,00,63,00,72,00,6f,00,73,00,6f,00,\ 66,00,74,00,5c,00,57,00,69,00,6e,00,64,00,6f,00,77,00,73,00,5c,00,43,00,75,\ 00,72,00,72,00,65,00,6e,00,74,00,56,00,65,00,72,00,73,00,69,00,6f,00,6e,00,\ 5c,00,45,00,78,00,70,00,6c,00,6f,00,72,00,65,00,72,00,5c,00,53,00,68,00,65,\ 00,6c,00,6c,00,20,00,46,00,6f,00,6c,00,64,00,65,00,72,00,73,00,5c,00,43,00,\ 61,00,63,00,68,00,65,00,25,00,4f,00,4c,00,4b,00,2a,00,00,00 "LastModified"=hex(b):cc,8a,7d,24,24,84,cb,01 |
Apesar de não haver nenhuma indicação nessa chave de que se tratava de um bloqueio, achei suspeito que existisse referência aos dois antivirus que estavam instalados na máquina (eu já havia desinstalado o Norton por também não estar funcionando). Fiz o backup, apaguei todas as chaves exceto a última (a que não faz referência a nenhum diretório) e reiniciei o PC. Problema resolvido.
Note que uma das chaves faz referência a todos os executáveis do diretório Avast através de coringa (*.exe). Então eu tive sorte de encontrar procurando por AvastUI.exe.
A razão para isso não aparecer em secpol.msc? Eu fiz um pequeno teste aqui e constatei que, para decidir o que bloquear, o Windows somente olha as chaves sob a chave indicada aqui. Mas na hora de listar, ele começa por outra chave onde ele espera encontrar “links” para essas. Como o malware somente cria as mostradas aqui, as diretivas ficam “invisíveis” para a ferramenta nativa.
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Texto de Jefferson Ryan - cópias fora de ryan.com.br não são autorizadas. |
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 Jefferson,  06 de julho de 2014, Como anunciado pela Microsoft o WLM realmente parou de funcionar para mim por volta de março do ano passado. Mas seu substituto oficial, o Skype, é tremendamente inferior quando o assunto é conversar pelo teclado, entre outros problemas (o Skype não permite arrastar e soltar imagens, por exemplo). Então quando eu descobri que um amigo meu ainda usava, meses depois do bloqueio, decidi descobrir como ele fez (o safado fez “charme” e não quis dizer… ).
É tão incrivelmente fácil que espanta. Basta instalar o Windows Live Messenger normalmente e depois rodar o Messenger Reviver, que o WLM parará de dar a mensagem de que você tem que baixar a versão nova (o Skype) e rodará normalmente.
Estou usando desde março de 2014, sem problemas.
É claro que isso só é possível porque os servidores da Microsoft ainda estão funcionando e o bloqueio do WLM é artificial. Uma mera imposição de “upgrade”.
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 Jefferson,  05 de julho de 2014, A necessidade surgiu em visita a um novo cliente. Ele tem uma casa grande e gostaria de poder escutar sua seleção musical armazenada no PC quando estivesse na piscina com os amigos. Isso é até fácil: basta colocar alto falantes do lado de fora. Mas e se você puder acrescentar um ponto de sofisticação e ter o recurso de ver no smartphone/tablet o que está tocando e escolher o que vai tocar, como se seu dispositivo móvel fosse um sofisticado controle remoto?
O hardware do cliente:
Note que tudo o que está listado acima suporta DLNA. E os Airport suportam inclusive Airplay.
Existem diversas maneiras de se fazer isso, mas um dos requerimentos que eu mesmo estabeleci já eliminava várias delas: a coleção de músicas não pode ir para o dispositivo móvel. Além de serem 260GB de MP3, colocar em UM (ou copiar em mais um) dispositivo complicaria mais do que ajudaria. Existe a possibilidade de eu colocar toda a coleção do cliente em um dispositivo NAS em algum lugar da rede (o Airport Extreme suporta isso), mas por hora eu estabeleci que o desktop Windows 7, onde a coleção já está, será o servidor. Numa rápida olhada no manual, descobri que o receiver Onkyo tinha suporte a DLNA, então será que eu poderia usar o PC como “server”, o tablet como “controller” e o Onkyo como “renderer” (os três papéis do DLNA)?
Numa rápida experiência que fiz aqui em casa descobri que por hora eu posso até mesmo ignorar a capacidade DLNA do Onkyo. Instalei a app BubbleUPNP no meu Grand Duos e após configurar um notebook com Windows 7 como server usando o recurso embutido no próprio Windows Media Player (WMP) 12, descobri que o WMP aparecia listado como opções de server e renderer na app.
Eu tanto podia:
- Tocar as músicas armazenadas no meu telefone pelos alto-falantes do notebook;
- Tocar as músicas do notebook pelos alto-falantes do celular;
- Tocar as músicas do notebook, no notebook;
No caso do cliente eu certamente poderia enviar o som para outro dispositivo DLNA ( o Onkyo), mas por que fazer isso via rede, se o media server já está ligado por cabo HDMI ao Onkyo mesmo? Essa capacidade poderá ser interessante, porém, se e quando for decidido colocar a coleção em um NAS.
BubbleUPNP foi apenas a primeira app que testei, apenas para ter uma idéia do que eu podia fazer com DLNA, já que nunca tinha encontrado aplicação para isso antes. E gostei do que vi. Até as capas dos CDs embutidas nos arquivos (recurso do MP3 ID3 v2) aparecem na tela de seleção de músicas. Mas a versão gratuita tem limitações chatas, como o limite de apenas 16 músicas na aba Playlist. Eu testei também o Toaster Cast DLNA UPNP Player, mas somente para poder acessar o notebook como media server já exigia que eu comprasse a versão Pro.
Que outras apps para Android e para IOS vocês sugerem?
Nota: Para o WMP aparecer como server na rede, basta que o usuário esteja logado. Mas para que apareça como renderer o WMP precisa estar rodando. Preciso de um comportamento melhor.
Media servers que testei, no meu Windows XP:
- Songbird v2.2.0 – Funcionou como server, mas não encontrei opção de usá-lo como renderer.
- XBMC Portable v9.11 – Tem as opções de server e renderer, mas só consegui fazer funcionar como renderer. Ao escolhê-lo como server, nenhuma das músicas da biblioteca aparece;
- XBMC v12.3 (não encontrei no site oficial, por isso baixei do oldapps. A versão mais recente do XBMC, 13.0, não instala mais no XP) – Mesmo problema da versão 9.11.

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Desculpe a curiosidade de um cara que, apesar de acompanhar seu blog já a algum tempo, não tem nada a ver com isso, mas você precisa dessa quantidade pornográfica de abas e, se precisa, por que?
Eu prefiro chamar de “obscena”. Mas acho que “pornográfica” também se aplica
Eu já expliquei algumas vezes, aqui mesmo ou no Buzz. O problema é que “bookmarks” não se ajustam ao meu modo de fazer pesquisa. Quando estou lendo um texto e esbarro em links interessantes, abro tudo em abas e vou ler depois. Daí cada aba aberta pode desencadear uma ou mais abas. Até aí nada diferente do que muita gente faz. Porém o mecanismo de sessões do Firefoxx mantém todas as abas agrupadas naturalmente por assunto (eu sempre sei, ao chegar a uma aba, que o que me levou a abri-la foi algo que li em uma aba à sua esquerda) e memoriza a posição da página em que você estava lendo. No mecanismo normal de bookmarks se eu salvasse a página e reabrisse poderia não saber onde eu parei de ler nem por que razão achei o texto interessante. Mas no mecanismo de sessões a página é reaberta exatamente sobre o parágrafo certo.
E tudo isso sem que eu precise fazer nada a mais. Nada para salvar. Nenhuma nota explicativa é requerida. Nada de pensar em uma descrição para a página ou motivo para o bookmark. Tudo se auto-explica pela relação entre as abas e a posição em que as páginas estão abertas.
Isso preserva um rastro do meu raciocínio que eu hoje acho indispensável.
Acho que o problema aqui nem é a quantidade de abas no Firefox e sim que em 2014 você ainda utilize Windows XP…
Eu e mais “alguns” milhões de pessoas (cerca de 300 milhões de computadores ainda rodam XP). O market share do XP ainda estava em 23% em agosto.
E o que eu usaria? Linux? Mac OS?
Porque eu já perdi a conta das vezes em que expliquei aqui e no Sete Problemas porque eu não me adapto ao 7. E o 8 é ainda pior.
E sou inteligente o suficiente para a suposta vulnerabilidade do XP ser irrelevante. O *único* problema que me incomoda é a falta de suporte a mais que 4GB de RAM. Nada mais.
Então, é uma questão de pesar prós e contras. Enquanto eu não encontrar meios de tornar a experiência com o 7 tolerável no dia a dia, vou usar XP.