 Jefferson,  28 de outubro de 2014, Eu quero lembrar que sou grande admirador do Linus Torvalds. Meu problema é com a grande densidade de “haters” que gravita em torno da criação dele. Não é que não exista arrogância e ódio fora da comunidade. É que a densidade nela é enorme. São apenas 2% dos usuários de computadores, mas você não consegue caminhar em meio a um grupo deles sem esbarrar em alguém que pregue o fim das alternativas em nome de uma tal “liberdade” cujo significado ele redefiniu.
Eu costumo dizer para quem quiser ouvir e desta vez vou deixar por escrito que se a “comunidade” Linux:
- Conseguir a destruição da Microsoft vai atrás da destruição da Apple;
- Conseguir a destruição da Apple vai atrás do Unix (afinal, não é livre);
- Conseguir a destruição do Unix vai brigar por filosofia de distribuição (Debian versus não Debian);
- Quando só restar um tipo de distribuição, as distros (ou seus usuários) vão brigar entre si
- E depois vem a briga pelos detalhes.
Mas não necessariamente nessa ordem. Para quem olha de fora, convivência pacífica simplesmente não é uma qualidade dessa gente.
A comunidade está em uma guerra interna há meses. Tudo por causa de um tal “systemd” que está sendo adotado por várias distros importantes como “system init” padrão. Usuários que não querem abrir mão da inicialização via scripts combatem a adoção do systemd porque ele se parece muito mais com o svchost do Windows, onde serviços podem ser parados e iniciados até fora de ordem e simultaneamente. Ao que parece, a troca do tradicional método por scripts pelo método com systemd favorece mais usuários de desktop e os que criam serviços “cloud” (odeio esse termo), mas os system admins detestaram a novidade. E como não conseguiram convencer os mantenedores das distros, parece que intimidar o principal desenvolvedor se tornou opção. Não faltou nem ameaça de morte.
Usando como argumento a própria propaganda da comunidade eu sou obrigado a perguntar (retoricamente, é claro) por quê isso?
Afinal não é mantra do open source que se você não gosta de algo do jeito que está, você pode mudar o código fonte e fazer seu próprio fork de uma distro inteira se quiser? Por quê de repente é tão dificil? Por quê brigas e ameaças?
Ouso dizer que é porque mentiras, arrogância, ódio, brigas e ameças são uma constante na “comunidade”. E não precisa levar em conta apenas minha opinião porque o autor do systemd, que está lá dentro, afirmou que “a comunidade é cheia de c*zões” e “um lugar doente para se estar”.
E essa não é a primeira briga interna, claro. Emacs versus vi, KDE versus Gnome… O que não falta é briga na história do Linux. Parecem torcidas de futebol e não as pessoas de grande inteligência e altamente iluminadas que dizem ser. Mas pelo menos enquanto eles estão ocupados se esfaqueando param de encher o saco dos outros 98% dos usuários de computadores.
E para mim nessa discussão não importa se o systemd é bom ou não. Isso deveria ser irrelevante. Quem gosta, usa. Quem não gosta, não usa. Você é ou não é “livre” ao escolher o Linux como SO?
Aviso: Eu aviso, principalmente aos pára-quedistas, que conforme minha política anti-troll já em vigor há muito tempo eu me reservo o direito de ignorar (sem publicação) comentários por qualquer motivo.
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 Jefferson,  24 de outubro de 2014, Você é proprietário de Arduino (duemilanove ou mega 1280), conversores USB-serial ou qualquer coisa que se conecte ao PC via porta USB? Tome cuidado pois a comunicação com seu aparelho pode ficar inoperante após uma rodada do Windows Update. O fabricante de chips USB FTDI, com o intuito de combater a falsificação de seus chips, teve a incrivelmente estúpida idéia de colocar código em seu driver que ao detectar que o chip é falsificado reprograma o chip para que não funcione mais. Isso foi originalmente reportado no HackADay e a FTDI admitiu prontamente.
O sintoma é que a inserção do hardware é detectada, mas o dispositivo não é reconhecido. Em nenhum computador.
O problema para a FTDI é que é incrivelmente difícil distinguir o chip falso do original. Até mesmo empresas sérias podem ter sido enganadas com a falsificação. O chip pode ter marcação laser idêntica à original e se comporta igualzinho ao original, sendo capaz de passar em praticamente qualquer controle de qualidade que não envolva analisar o chip por dentro com um microscópio eletrônico. Como você tem certeza que comprou original? Comprando na Farnell? Na Digikey? HA! Já perdi a conta das empresas com reputação no mercado que se envolveram em baitas “roubadas” (às vezes literalmente) por negligência ou má-fé de seus gerentes. Lembram do Carrefour vendendo celulares roubados? Recentemente uma grande cadeia de lojas de Pernambuco se envolveu com carga roubada também. Vender falso? Mais fácil ainda. O chip falso pode estar em qualquer lugar, em qualquer tipo de aparelho. E intencionalmente danificar propriedade alheia é algo muito difícil de defender. O correto para a FTDI seria, ao detectar o chip falso, exibir uma mensagem de falsificação e desabilitar o driver.
Em fevereiro deste ano a zeptobars fez uma análise com microscópio eletrônico que mostra claramente a diferença entre um FTDI legítimo e um falso. Por dentro, é claro. Na ocasião eles puderam distinguir o falso visualmente pelo fato da marcação não ser a laser (mesmo olhando lado a lado na foto não é fácil notar diferença) mas não duvido nada que existam cópias com gravação a laser. Afinal, o que é uma gravação a laser para quem consegue fazer uma falsificação tão sofisticada? Isso lembra as falsificações de pilhas recarregáveis da Sony que são visualmente tão perfeitas que você só descobre que o produto é falso por causa dos erros de inglês na embalagem. Corrija os erros de inglês e…
A comunidade de segurança está p*ta com a FTDI porque isso é um golpe sério na credibilidade das atualizações automáticas. Eu não me importo porque nunca gostei delas mesmo. É esperado que a MS retire a atualização do ar e não me surpreenderia se isso pudesse resultar em uma pesada multa para a FTDI por violação de contrato com a MS. No mínimo a FTDI pode ser proibida de oferecer novas atualizações pelo Windows Update.
Para quem é técnico, o aparelho não está definitivamente perdido. O que a FTDI faz é reprogramar o USB PID para zero. Isso pode ser desfeito usando um utilitário da própria FTDI que já existia antes desse evento, porque a reprogramação do VID/PID é uma das funcionalidades do chip. Mas incontáveis técnicos vão se deparar com o problema e achar que a interface simplesmente está morta por não estarem sabendo dessa presepada da FTDI. Imagine o consumidor normal.
Caramba… posso apostar que muito chip FTDI falso nem está marcado “FTDI” em cima. E como está morto você não tem como identificar imediatamente por software. O técnico preciso mesmo estar “ligado” nesse problema e testar toda interface serial defeituosa que passar pelas suas mãos com o utilitário da FTDI. Isso hoje, amanhã, daqui a seis meses…
Como a inserção do hardware é detectada ainda é possível identificar que trata-se de uma interface FTDI olhando o par VID/PID exibido. Se tiver algo assim:
VID_0403
É um chip FTDI. Que pode ser original ou falso, já que ambos podem ser maliciosamente reprogramados. É interessante notar que o VID também pode ser alterado. Isso faz parte do design do chip porque o fabricante do equipamento pode querer fornecer seu próprio driver e para isso tem que usar seu próprio par VID/PID. Supostamente a atualização da FTDI só verifica dispositivos comVID 0403 então supostamente fabricantes/montadores que estejam usando chip falso (sabendo ou não) e tenham alterado o VID devem estar imunes.
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 Jefferson,  24 de outubro de 2014, malware, Segurança O boletim de segurança da Microsoft não menciona o XP nem o server 2003. O XP pode não estar na lista por não ser mais suportado, mas é curioso não ver o Sever 2003. Isso pode querer dizer que XP e 2003 são imunes (2003 e XP são similares), mas até isso ficar claro é melhor tomar muito cuidado.
Todas as versões do Windows indicadas no boletim, mesmo completamente atualizadas, são vuneráveis. Seria realmente interessante descobrir que o XP é imune.
A vulnerabilidade é explorada através de documentos do Office carregando um objeto OLE malicioso. Vulnerabilidades no OLE não são nenhuma novidade e até possível argumentar que desde o início foi uma péssima idéia da MS criar o OLE porque é mais usado por criadores de malware que pelos usuários. E esse tipo de coisa põe até power users em risco porque afinal é um documento que você está abrindo. Imagine o que pode acontecer com usuários comuns.
E pouco ou nada adianta dizer que o usuário não abra documentos vindos de origem desconhecida quando se trata do departamento de vendas de uma empresa. Se você recebe um pedido de orçamento com um anexo que não é um executável você vai deixar de abrir o documento só porque não conhece o remetente? Nenhuma empresa se sustenta por muito tempo assim.
Por precaução, é melhor eu reativar meu firewall com HIPS. o HIPS avisa toda vez que um processo tenta abrir outro e teoricamente isso impede um usuário que presta atenção às mensagens de ser infectado. A mesma coisa com o UAC, mas o danado do UAC é tão chato que nas minhas máquinas rodando o Windows 7 ele é desativado. O HIPS eu pelo menos posso ensinar a não fazer a mesma pergunta para o mesmo programa novamente. Já se eu executar 100 vezes o mesmo programa no mesmo dia, 100 vezes o UAC vai me perguntar se eu tenho certeza.
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 Jefferson,  15 de outubro de 2014, browsers, Firefox, ViciadoEmAbas Eu sei que meu caso é complicado, mas mesmo assim…
Como o Gmail passou a implicar comigo por ainda estar usando o Firefox 11, decidi tentar outra versão. Apesar da mais recente ser a 33, comecei pelo Firefox 31, que eu já havia tentado usar em setembro sem sucesso. por ser a última versão disponível ESR. No momento eu estou com 2100 abas no Firefox e a sessão é carregada em cerca de 30 segundos. Veja o consumo de RAM logo depois do FF estar pronto para uso:

“Apenas” 911MB de RAM. A memória total que tenho disponível no meu XP de 32 bits é 3.21GB.
Apesar disso não estar aparecendo na imagem, a versão usada é a portable. Por razão desconhecida o “stub” loader da Portable Apps nesta minha instalação se encerra logo depois de Firefox.exe ser carregado.
Nesta versão eu uso onze complementos
Fechei a versão 11, copiei o arquivo .session com minha sessão de 2100 abas para o diretório correto do Firefox 31 ESR recém instalado (instalei apenas os complementos Session Manager, Flashgot e All tabs Helper) e dei partida. De cara eu senti a diferença no tempo para carregar a sessão. Levou muito mais tempo, que eu não pensei em cronometrar. Mas o que me assustou mesmo foi isso aqui:

O Firefox 31 ESR, nas mesmas condições que o Firefox 11, consome 500MB a mais. Vendo de outra maneira: consome 50% a mais de RAM! E para quê?
E olha que nestes testes eu só carreguei uma das 2100 abas abertas.
No segundo teste que fiz para cronometrar, o tempo de carregamento da sessão foi ainda pior. Depois de 10 minutos esperando, desisti e matei o Firefox 31.
Eu pensei: será que essa minha versão do FF 11 tem algum ajuste lá em about:config que fiz e esqueci? Alguma extensão está ajudando em vez de atrapalhar? Instalei então uma nova cópia do Firefox 11 portable, com os mesmos três complementos e a mesma configuração básica. O resultado foi este:

Perceba que o “stub” loader da Portable Apps está aí, mas mesmo somando o consumo de RAM dos dois, ainda consome menos que na minha instalação principal.
Como se pode ver claramente, para alguém com os meus requerimentos o Firefox 31 é um retrocesso.
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 Jefferson,  15 de outubro de 2014, Filmes Entre outras coisas porque faz você pensar. Ok, não muito, mas considerando os outros filmes desse gênero do lote 2014, até que faz pensar bastante.
É interessante testemunhar como o personagem de Tom Cruise, Major Cage, passa de covarde a herói. E o danado é que você acaba se identificando com o covarde. No lugar dele você não estaria se urinando de medo? O cara não teve treinamento, era um oficial da reserva porque pagou a faculdade com uma bolsa militar para oficiais e por isso teve teve que servir por um mínimo de 4 anos (é o que entendo de ROTC) e saiu da reserva muitos anos depois, após ter perdido sua agência de publicidade quando a guerra começou. Ele era major não por ter merecido isso em combate, mas porque você já sai do ROTC como um oficial e a posição dele como relações públicas das forças armadas durante a guerra não permite que ele tenha uma patente baixa.
Então, não me surpreende que ele comece como um covarde. Mas é bom ver como ele gradativamente deixa de sê-lo para no final assumir o papel de herói e líder.
Na primeira vez que assisti achei que a reação do general à chantagem tivesse sido absurda. Em vez de mandá-lo para uma corte marcial o general efetivamente estava mandando Cage para a morte. Porém depois de ter assistido repetidas vezes e começar a digerir os detalhes, percebi que o general não esperava que a invasão fosse o massacre que foi. E que provavelmente não seria mesmo, mas o que nós espectadores vemos como a “primeira” batalha provavelmente já era o resultado de um dos “resets” do inimigo. A invasão possivelmente foi uma surpresa como esperado, mas quando seu inimigo pode fazer tudo começar de novo…
No primeiro reset Cage parece abobalhado e em nenhum momento se prepara para o que vai acontecer, mas isso também é verossímil. No lugar dele eu pensaria que estava em um sonho ou saindo de um antes de pensar em uma viagem de volta no tempo. Tantas (ou tão poucas) são as explicações possíveis que no primeiro reset é compreensível que você fique quieto, com o cérebro a mil por hora, tentando lidar com os seus sentidos. Depois de compreender o que estava acontencendo Cage tenta de tudo, incluindo não ir para o front e esperar que tudo se resolva sozinho. O que também é compreensível. Imagine que você está em um jogo e tem que tediosamente passar por toda a primeira fase toda vez que morre no início da segunda. Multiplique essa sensação por cem. Imagine como é quando você é o único que aprendeu alguma coisa em cada uma das interações e precisa se apresentar e convencer seus aliados cada uma das vezes. Passar por tudo de novo, e de novo, e de novo… Rita sugere que enfrentou o mesmo dia “300” vezes.
Mas ao descobrir que o inimigo não está de forma alguma preso ao continente europeu Cage parece notar que a única saída é o enfrentamento.
E por falar em Rita, quando ela diz que viu Hendricks morrer 300 vezes e se lembra de cada detalhe, fica evidente que Cage está passando por exatamente a mesma situação. Não importa o que ele faça, o dia termina com Rita morrendo. Só os detalhes diferem.

E depois de “conhecê-la” centenas de vezes Cage não quer ver isso acontecer de novo. E olha que a sargento Rita Vrataski, chamada por muitos de “Full Metal Bitch”, não é exatamente uma pessoa amável ou simpática. É interessante notar também que a direção do filme não tentou empurrar no papel nem uma beldade, nem uma personagem de maquiagem impecável. Emily Blunt faz o papel de uma mulher comum, corajosa, que se alistou para lutar e não é nada difícil para o espectador acreditar nisso. Mas eu admito que aquele “facão” roubado de um cosplay de Final Fantasy que ela usa em combate não a ajuda a ser levada a sério a princípio.
E talvez a intenção do diretor tenha sido essa mesmo pois a comédia está em toda parte no filme.
Cage (vestindo o exoesqueleto): Ouça, eu nunca estive em um desses antes
Griff: Eu nunca estive com duas garotas ao mesmo tempo, mas pode apostar que quando o dia chegar, eu farei dar certo.
Caramba, é o primeiro filme de Cruise onde não se faz qualquer tentativa de esconder o quanto ele é baixinho. O próprio diretor diz em entrevista que foi tom Cruise que insistiu que o filme não fosse sério demais e acho que o resultado é bom. Se o filme tivesse o mesmo tom (e principalmente o final) do livro, eu provavelmente não teria gostado tanto. Ok, toda a idéia de “volta no tempo” é forçada pacas, principalmente no final; e a física do exoesqueleto é inacreditável (dar força sobrehumana, tudo bem, mas sobreviver a quedas vestindo uma armadura de centenas de quilos deveria ser ainda mais difícil), mas basta você não pensar muito nisso 
E é preciso realmente assistir ao filme várias vezes para pegar todos os detalhes. Por exemplo, só na terceira vez que vi a cena foi que percebi a cara de espanto que Griff fez quando Kurtz falou “Yeah, yeah… the Angel of Verdum”. Era a primeira vez que eu via Kurtz (“you dont talk much”) falar no filme inteiro e provavelmente era a primeira vez de Griff também
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 Jefferson,  13 de outubro de 2014, energia 
Estou montando um pequeno servidor em casa para testar diversas idéias. O critério de escolha do hardware é estar sobrando aqui e ter um consumo de energia aceitável (por volta de 50W em idle). Neste mesmo processo eu também testei um Intel E2180.
Todas as medições foram realizadas com um PMM2206 que é similar ao PMM2010, mas com precisão de décimo de watt. Muitos valores estão arredondados.
Configuração
- Foxconn A6VMX2-K;
- Processador AMD SDX145 (2.8GHz, 45W);
- RAM DDR2 2GB 667MHz (1 módulo);
- HDD 1.5TB SAMSUNG HD154UI;
- Fonte vagabunda Multilaser “400W” modelo PSU-GA039BU;
Medições
Todos os valores medidos sob Windows XP exceto indicação em contrário.
- Desligado (apenas plugado na tomada):2.8W
- Parado no setup do BIOS: 53W
- Em idle, no desktop do XP (0%): 43.6W
- Rodando um filme 1080p a partir do HDD, sem DXVA (80%): 54W
- Rodando teste LinX (100%):64W
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 Jefferson,  13 de outubro de 2014, Você vê propaganda sobre isso em toda parte. Em todo lugar tem um “especialista em SEO” se oferecendo para fazer seu site aparecer nos primeiros resultados do Google. É claro que nós sabemos que se isso fosse possível os resultados do Google seriam irrelevantes e não é possível “comprar” uma posição. Geralmente, essas empresas apenas ficam com seu dinheiro, enrolam e somem. Outras vezes são spammers que criam uma rede de links falsos para o seu site. Isso pode até funcionar por um tempo, mas a tendência é o Google detectar a fraude e a situação ficar ainda pior para o cliente.
Porém descobri recentemente que existe, sim, um modo desses pilantras entregarem o serviço prometido e sem chamar a atenção da Google. Não é que eles trabalhem para aumentar o valor do seu site: eles se empenham em diminuir o valor dos outros sites!
A coisa consiste em invadir os sites que aparecem antes nas buscas, através de SQL injection ou qualquer outro meio disponível, e fazer alterações que os tornem menos atraentes. A mais básica delas, que também é a mais eficiente e não chama a atenção do webmaster do site comprometido, é colocar uma restrição para spiders em robots.txt, efetivamente dizendo aos mecanismos de busca “ei! eu não quero mais você indexando esse site!”.
É claro que isso custa caro e na maioria das vezes o cliente não sabe como foi feito.
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 Jefferson,  12 de outubro de 2014, Meu browser principal é o Firefox e mantenho uma cópia do Google Chrome Portable 36.0.1985.143 para quando algo não funciona com o FF ou para quando eu preciso entender páginas em chinês ou russo. Mas só para uso leve mesmo: enquanto no FF eu tenho regularmente centenas de abas abertas, no Chrome meu uso dificilmente passa das duas dezenas. Porém há algum tempo eu comecei a notar que minha máquina inteira ficava extremamente lenta ao usar o Chrome. Eu ainda não sei dizer a razão, mas no mês passado eu fiquei surpreso ao flagrar isso durante uma crise de lerdeza:

Eu ainda não sei interpretar esse números. Não parece haver consenso sobre o impacto de “Private Bytes” na máquina comparado a “Working Set”. Mas é espantoso ver que para abrir 21 abas o Chrome solicitou ao sistema (mesmo que não esteja usando mais isso) mais de 2.3GB de RAM, enquanto o Firefox com centenas de abas abertas (mas não carregadas, é verdade) solicitou 806MB.
Mesmo considerando apenas o Working Set, por quê um browser precisa de 545MB para exibir 21 páginas? E não, não estava visitando sites carregados de imagens.
Eu insisto: não sei interpretar esses números. Mas o fato é que essa versão do Chrome transforma meu i3-3220 em uma carroça dependendo do conteúdo das abas.
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 Jefferson,  12 de outubro de 2014, 
Parece que foi-se o tempo em que “só para navegar na intenet” era sinônimo de requerimentos leves. As aplicações baseadas na web e mesmo os sites mais mixurucas insistem que você fique atualizando o seu navegador, o que acaba servindo de “indireta” para o seu hardware porque também foi-se o tempo em que os programadores se preocupavam com fazer novas versões de software mais eficientes que as anteriores.
A propósito, meu hardware ainda é este.
Então foi com pesar que recebi a mensagem na minha janela do gmail “Esta versão do Firefox não é mais compatível. Faça o upgrade para um navegador compatível.”
Qual é a versão mais recente do Firefox hoje? 3271? Perdi a conta algum tempo atrás.
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 Jefferson,  12 de outubro de 2014, energia Nota: Durante as medições eu criei o hábito de desligar o drive de CD/DVD porque o danado costuma ter uma influência significativa nas medições principalmente (mas não apenas) quando há um disco dentro, mesmo que você não o esteja usando. Então se o teste não mencionar CD/DVD, este está desligado.
Todas as medições foram realizadas com um PMM2206 que é similar ao PMM2010, mas com precisão de décimo de watt. Muitos valores estão arredondados.
Estou montando um pequeno servidor em casa para testar diversas idéias. O critério de escolha do hardware é estar sobrando aqui e ter um consumo de energia aceitável (por volta de 50W em idle).

Hardware
Medições
- Desligado (apenas plugado na tomada): 3.7W
- Em idle, no desktop do XP (0%): 51W
- Rodando um filme 1080p sem usar DXVA (50%): 71W
- Parado no setup do BIOS: 62WW
- Rodando teste LinX (100%): 86W
Temperatura dessa CPU em idle sem preocupações especiais (cooler comum e pasta térmica vagabunda): 34 graus.
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Eu tenho acompanhado essa discussão já faz algum tempo.
O problema principal aqui é que o systemd é muito diferente de outros sistemas de init disponíveis no linux.
O kernel do linux, depois de inicializado, faz alguns testes, monta o sistema de arquivos e então passa o controle do sistema para o processo init que se encarrega de inicializar todos os outros serviços do sistema.
O mais tradicional deles é o SysVinit que existe desde o inicio dos tempos, existem outros, como por exemplo o openrc e o upstart, esse ultimo desenvolvido pela canonical e usado no ubuntu.
O systemd é um init que começou a ser desenvolvido pela redhat, uma das mais tradicionais distribuições de linux e muito usada principalmente em ambientes corporativos, que como o Jefferson deve saber muito bem, é bastante avessa a mudanças.
A principal reclamação do pessoal é contra o systemd é que ele não segue a filosofia
Unix do “Programas que fazem apenas uma coisa e fazem bem”, o systemd incorporou muitas outras funções além de inicializar, parar e reiniciar processos.
Eles absorveram o dbus, o principal mecanismo de IPC usado no linux, possuem um gerenciador de login, gerenciador de logs do sistema, controle de interfaces de rede, agendador de tarefas entre outras coisas.
Tradicionalmente para cada um desses serviços você tinha mais de um programa para escolher para usar.
Devido a essa integração de diversos serviços básicos, o systemd começou a oferecer algumas funcionalidades que não estavam presentes anteriormente e diversos projetos começaram a utilizar essas funcionalidades, criando uma dependência com o systemd. Em geral estão implementando isso como opcionais que ficam desativados se o systemd não está presente, mas no futuro podem aparecer aplicativos que tenham uma dependência direta com algum módulo do systemd.
Para a grande maioria dos usuários essa mudança é transparente, se as distribuições fizerem a migração corretamente, os usuários vão ver que o computador continua iniciando normalmente e esta tudo certo.
A maioria do pessoal que está tentando boicotar o systemd é principalmente o pessoal mais ligado a administração em ambientes corporativos, muitos deles inclusive clientes da redhat, muitos desses caras possuem sistemas personalizados, ferramentas próprias, etc e vão ter muito trabalho para migrar para o systemd.
Há outras questões levantadas como o fato do sistema de logs do systemd armazenar os dados em forma binária e não em modo texto como é tradicional, o próprio Linus acha isso uma ideia ruim.
Todas essas novas funcionalidades do systemd também o deixam muito mais complexo e há o temor de que um bug em um módulo possa derrubar o sistema inteiro essa preocupação é agravada pelo fato que a qualidade do código do systemd em varias partes ser considerada abaixo do que se espera de um programa com esse nível de importância.
Eu não tenho uma opinião totalmente formada sobre o systemd e nem estou aqui defendendo ninguém, esses caras que ficam fazendo ameaças não colaboram em nada para a solução dos problemas e os desenvolvedores do systemd estão tentando resolver alguns problemas bem complexos, realmente espero que algo de bom surja disso tudo.
Obrigado pela contribuição!
E com razão. Durante o debate após a descoberta do shellshock de um lado vinham palermas com aparentemente zero experiência em administração de servidores dizendo “já existe patch. É só fazer um apt-get update…” e do outro sysadmins respondendo algo como “você é louco?”.
O que cria um problema no Linux usado por pessoas que não são sysadmins (desktops, sistemas embarcados…). Se o programa precisa inicializar junto com o sistema é preciso testar para diversas configurações de inicialização possíveis e ainda assim a auto instalação pode falhar e o usuário vai precisar fazer manualmente. Entre outras coisas o systemd oferece um modo padronizado de conseguir isso que é bem vindo para usuários de desktop.
Não estou defendendo o systemd. Mas eu já perdi bastante tempo no Linux tendo que instalar “na munheca” um programa ou corrigir uma instalação que falhou.
Por um lado eu também acho ruim. Eu sou fã dos arquivos INI para configurar aplicações e não usar o Registro. Mas por outro lado o Linux e seus múltiplos arquivos de configuração dão um nó danado na cabeça do usuário que simplesmente quer usar o sistema. De uma distro para outra e de uma versão para outra muda o lugar onde fica a configuração ou arquivo de configuração inteiro que você procura. Da última vez que tive problemas com isso se não estou enganado foi para definir os servidores DNS manualmente. Eu fazia a configuração seguindo à risca o tutorial mas esta era ignorada, depois descobria que era ignorada porque nessa versão podia estar em outro arquivo e depois desisti porque não funcionava.
E tem também o problema da organização hierárquica da informação. Para criar uma hierarquia em arquivos ASCII o jeito tradicional é usar XML que, francamente, acaba se tornando quase tão incompreensivel quanto binário rapidamente. E para ler esse XML em um programa os métodos costumam ser tão confusos que, pelo menos no Windows, eu prefiro criar um arquivo de configuração hierárquico binário a um em XML. E se o formato do binário do systemd for bem documentado (e tem código-fonte para você olhar se não houver documentação) não vejo gande problema nisso.
Perdão, mas as coisas não são assim: quem não quer usa, quem quiser usa. Por trás de sistemas operacionais livres como Linux, OpenBSD e FreeBSD existem padrões, cultura e costumes. Falar que cada um faz o que quiser por que o sistema é livre é demagogia pois o sistema é baixado de uma forma padrão que incentivará todos o usarem daquela forma.
Veja um exemplo: o Linux é livre, mas nem por isso algum doido incentivou aos usuários usarem o usuário root (UID 0) como padrão para facilitar a vida deles. O Linux é livre sim mas existe o padrão LSB que tenta padronizar as distribuições para que elas não fiquem ruins para a compatibilidade como eram no passado. Existe o posix também.
Nem sempre quando as pessoas reclamam de algo novo é por que elas são ranzinzas , ninguém de TI por exemplo reclama de lagar o seu notebook velho com windows 8 para usar um MacBook Retina. Isso é preconceito.
As vezes algumas novidades não são boas mesmo.
O systemd não agrada muito pois ele se mete a querer fazer tudo na desculpa de ser paralelo e oferecer um boot veloz , nisso eu vejo que ele perde para o upstart.
Sem se falar que um computador com systemd não é garantido iniciar , as vezes ele trava em um processo que não consegue subir e não passa dali.
Terá um tempo, se continuar assim, que o systemd vai até abrir o Libre Office para a gente.
Belo era o tempo dos inits tradicionais onde eu tava um C^ para finalizar um processo emperrado.