 Jefferson,  11 de setembro de 2022, Livros Atlantis Found (Morte na Atlantida – 2001) conta a estória de uma organização maligna que quer destruir o mundo em um cataclismo para depois reconstruí-lo e dominá-lo. E a descoberta de Atlântida por essa mesma organização parece servir apenas como pano de fundo e distração para o leitor. Eu digo “parece” porque eu não tive paciência para ler cuidadosamente, saltando parágrafos e páginas inteiras. Apesar de ser uma estória que no geral é interessante, o mocinho, Dirk Pitt, acumula talentos difíceis de acreditar e os diálogos muitas vezes não parecem naturais. Talvez eu esteja ficando velho e chato ou talvez meu gosto para literatura tenha se aprimorado com os anos, porque eu tenho boas lembranças de todos os outros livros de Cussler que eu li, como:
- Resgatem o Titanic! (apesar de admitir que a premissa é absurda)
- A chantagem do Vixem 03
- Missão Noturna
Mas depois de Atlantis Found, os livros de Cussler foram para o fim da minha fila.
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 Jefferson,  10 de setembro de 2022, A regra é um tanto confusa, variando de onde você a lê. O próprio app da companhia aérea pode dar mais de uma versão diferente para o mesmo vôo:
- Permitido uma bagagem de cabine de até 8kg (de dimensões máximas AxBxC e nada mais;
- Permitido uma bagagem de cabine de até 8kg (de dimensões máximas AxBxC) e um “item pessoal” de até 2kg que precisa caber debaixo do assento da frente;
- Permitido uma bagagem de cabine de até 10kg (de dimensões máximas AxBxC) e um “item pessoal” de até 2kg que precisa caber debaixo do assento da frente;
Em alguns pontos é explicado que Brasil e Venezuela são as exceções que permitem 2kg a mais (total de 10kg) em cada mala.
O denominador comum é que você não pode levar mais que 12kg na cabine do avião. Um numa mala de dimensões máximas AxBxC que precisa ir no bagageiro no teto e o outro precisa caber debaixo do assento da frente.
Eu faço um esforço danado para respeitar as regras e não ter nenhuma surpresa. Minhas malas são de tecido e pesam vazias uns 2kg, mas acabo surpreso mesmo com o que outros passageiros passam impunemente pela identificação no gate e pela tripulação do avião. São malas sólidas que não devem pesar menos de 6kg vazias, com dimensões que claramente estão em desacordo com as regras (existe um gabarito no gate onde a mala supostamente precisa encaixar) e mochilas de camping/trekking abarrotadas que mal cabem no bagageiro e muito menos debaixo do assento. Às vezes o mesmo passageiro passa com ambas as violações.
Na viagem de volta eu precisei embarcar sozinho com duas malas e mais a minha mochila, porque minha mãe vinha atrás em outro veículo. Estava já preparado para explicar a situação à tripulação mas ninguém me parou na porta do avião por estar arrastando duas malas.
E mesmo assim, ainda não tive nenhum problema de falta de espaço no bagageiro para as malas nesses vôos. O Airbus A330 tem muito espaço nos bagageiros. Já em aviões menores a coisa muda e no nosso vôo de Lisboa para Dublin em um Embraer a comissária teve que sair tirando as mochilas dos folgados de dentro do bagageiro e mandando eles colocarem debaixo do assento e mesmo assim só achou espaço para uma de nossas malas. A outra teve que ir debaixo do assento.
Com cada bagagem despachada custando R$500 na ida e 70 euros na volta, dá uma vontade danada de em uma próxima viagem também dar uma banana para as regras no trecho transatlântico.
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 Jefferson,  10 de setembro de 2022,
- Faltou ter na bagagem uma ferramenta qualquer para trocar o chip do celular. Para poupar a bateria eu removi o chip que não estava usando na Europa, mas acabei impossibilitado de ter acesso aos dados móveis assim que o avião pousou no Brasil, tendo que esperar até desembarcar e ficar ao alcance do Wi-Fi gratuito do aeroporto para me comunicar com o amigo que me esperava;
- Minha irmã errou o booking da hospedagem em Lisboa e fomos despejados de surpresa um dia antes do vôo de retorno (o quarto estava reservado para outras pessoas). Eu não a culpo de forma alguma por isso, pois planejar todos os detalhes de uma viagem dessas é muito estressante mesmo e eu não estou livre de cometer o mesmo erro. Mas na próxima vez eu tenho que dividir a responsabilidade com ela e checar tudo. Foi extremamente embaraçoso e estressante e só não foi pior graças aos donos do lugar onde estávamos, que assumiram a tarefa de procurar um teto para nós e ficaram uma meia hora ao telefone procurando, tendo ouvido “sem vagas” várias vezes;
- Eu deveria ter instalado o aplicativo de táxi (Freenow) no meu telefone, cadastrado na conta da minha irmã. Após o incidente na hospedagem minha irmã estava sob muito estresse e cometeu diversos erros seguidos ao tentar chamar o táxi. E eu estava receoso de pedir a ela o telefone para não deixá-la ainda mais estressada porque ela estava também tentando entrar em contato com o outro hotel para assegurar a reserva. Podendo fazer isso no meu telefone eu teria tirado um problema das mãos dela;
- Preciso me preparar melhor para passar pela segurança aeroportuária, incluindo ser (ainda) mais chato com mamãe. Houve um momento de caos em Lisboa por causa de uma série de erros (de ambos) em cascata:
Mamãe colocou um vidro de perfume na mala de cabine onde deveria ter colocado apenas roupas (avisos não faltaram) e o oficial ao vê-lo no raio-x trouxe a mala de volta e me mandou retirar;
A mala estava trancada de cadeado (erro meu: só deveríamos fechar o cadeado após passar pela segurança);
Só mamãe tinha a chave (ela tinha cópia da minha, mas eu não tinha da dela);
Mamãe já havia passado pelo detector de metais mas eu não;
A chave estava na bolsa dela que estava do meu lado, mas ela não conseguia expressar direito onde. Mamãe já tem dificuldade para se expressar de forma objetiva (estava no bolso oculto na parte superior do compartimento maior da mochila) e chorando por causa da despedida de minha irmã a coisa não ficou mais fácil;
A fila só crescia atrás de mim enquanto eu jogava no chão tudo o que havia na mochila de minha mãe à procura da chave enquanto gritávamos um para o outro.
Caos, caos, caos!
- Também em Lisboa, mas na viagem para Dublin, a segurança aeroportuária por uma implicância que não consegui entender me mandou voltar para a fila duas vezes, uma para colocar na bandeja de inspeção a “doleira” (porta cédulas) onde eu carregava apenas os passaportes e outra para colocar a carteira, onde eu transportava apenas dinheiro (mas estar portando uma carteira foi estupidez minha). Isso antes mesmo de passar pelo detector de metais. Do outro lado do detector o oficial já apontava para mim e mandava voltar. Imagine o estresse de saber que vários de seus pertences de valor (incluindo seu telefone principal) estão em uma bandeja, depois várias bandejas com pertences de outras pessoas, depois uma bandeja com seus passaportes, depois mais bandejas com pertences de outras pessoas, depois uma bandeja com sua carteira… e você do outro lado do detector de metais sem poder ver nada nem poder se comunicar com o familiar que já passou para explicar a situação. Enquanto isso, mamãe quase criou um incidente com a oficial que revistava a bolsa dela na saída do raio-x porque não gostou do fato de que ela não colocou as coisas de volta (o que não é obrigação dela);
- Por causa do incidente anterior eu parei de usar a doleira com os passaportes mas isso criou outro problema: Com a falta de padronização de onde colocar os passaportes (não gosto de colocar no bolso da calça) eu acabei esquecendo onde havia colocado o meu e na chegada ao Brasil passei dois minutos muito estressantes na saída do avião à procura dele. Enquanto na doleira presa na minha cintura era só uma questão de apalpar e checar o volume. Conclusão: voltar a usar a doleira e procurar lembrar de retirá-la no ato de colocar as malas nas bandejas;
- Numa das passagens pela segurança aeroportuária eu tirei o cinto da calça na fila, esquecendo que havia amarrado nele as chaves das malas e o cordão deslizou pelo cinto. Eu só não as perdi porque as chaves estavam amarradas no cinto e também enfiadas no bolso e no final acabei passando com as chaves pelo detector de metais. Isso foi estúpido em mais de um nível. Passei a amarrar as chaves na bolsa e ir ao aeroporto sem cinto na calça.
- Isso não aconteceu na ida, mas na volta senti muito frio nas pernas no Airbus A330, mesmo usando a mesma calça jeans. Curiosamente, não sentia frio da cintura para cima mesmo estando com apenas uma camisa fina. Foi muito desagradável e da próxima vez eu vou vestir duas calças, para me precaver;
- Minha irmã disse que eu não precisava levar notebook porque ela tinha sobrando e o notebook que eu deixara lá em 2018 ainda estava lá. Ao chegar descobri que o notebook que ela tinha comprado novinho era um chromebook e por isso não ia rodar minas aplicações. O notebook que eu deixara estava com um problema do qual eu não lembro e outro notebook velho da minha irmã com apenas 4GB de RAM atualizou do Windows 8 para o Windows 10 64 bits e estava insuportavelmente lento, além de estar com defeito em uma dezenas de teclas. Acessórios e peças de computador custam lá até mais caro do que aqui. Eu deveria ter levado: um teclado USB, um SSD barato, um pendrive com boot Sergei Strelec e os ISOs do Windows 8.1.
- Não levamos Dorflex o bastante;
- Tenho que testar se um daqueles “travesseiros de pescoço” realmente é eficaz. Tentar dormir no avião é muito difícil e em um vôo de 7h30 qualquer ajuda é válida.
O que poderia ter dado errado e não deu
- Eu não tenho um plano abrangente para o caso do zíper de uma das malas quebrar. Essa possibilidade me assustou mais de uma vez no retorno, por causa das malas estufadas. O melhor que pude providenciar foram sacolas plásticas grandes para ter onde colocar parte das roupas caso o zíper da mala quebrasse e para acelerar a saída da esteira da segurança caso um oficial decidisse revistar minha mala cuidadosamente arrumada, revirando tudo. Nos dando tempo assim de colocar tudo de volta com paciência ao chegar ao portão de embarque;
- O banco poderia ter me impedido de acessar a conta de um IP no exterior e assim me impedido de pagar as contas. Eu preciso me precaver contra isso e deixar um computador preparado em casa, que eu possa acessar remotamente;
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 Jefferson,  10 de setembro de 2022,
- Meu carro pegou sem problemas (bateria decente aguenta muito mais tempo que isso) mas não quis engatar nenhuma marcha. O sintoma é que ao ligar o motor todas as marchas da primeira à quarta estavam bloqueadas e a ré dava sinal de que já estava engatada (dava aquele barulho de colisão de engrenagens). A solução foi desligar o carro, engatar a primeira e dar a partida com a marcha engatada. Se não em engano, da outra vez que isso aconteceu eu resolvi empurrando o carro desligado com uma marcha engatada.
- O amplificador PlugX WS-887 que uso na TV do quarto não funciona mais. Ele é ligado na tomada mas tem uma bateria, que descarregada completamente deixa o aparelho inoperante e não carrega mais. E eu tenho o hábito de desligar inteiramente a energia de toda seção da casa que estiver sem uso, facilitado pelo fato de que cada quarto tem seu próprio quadro de disjuntores;
- Ontem foi meu primeiro dia de volta à musculação e como meu instrutor não havia adaptado ainda meu treino às circunstâncias eu recomecei de onde havia parado, fazendo o treino de pernas. Hoje eu mal consigo andar e sentar numa cadeira ou levantar requer apoio. Tudo acima do joelho dói demais.
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 Jefferson,  10 de setembro de 2022, Eu tenho um extenso vocabulário em Inglês mas acabei descobrindo um ponto cego nele, principalmente nas seções de frutas e verduras. Parte do problema é que no clima de lá muita coisa facilmente encontrável na prateleira não é comum ou não existe no Brasil, mas não é só isso.
- O que danado é “soft pitched dates”? Procurando que fruta se chamava “date” descobri que é a tâmara, mas “soft pitched” nesse contexto ainda é um mistério para mim;
- Raspberry? É a framboesa, que eu nunca tinha visto como fruta, mas como ingrediente;
- Blueberry? Mirtilo. Mesmo com a tradução continuo sem saber o que é;
- Lemon e Lime. Pelos nomes você conclui que são limão e lima respectivamente. Na prateleira do supermercado de Dublin é o inverso. “lime” é o que conhecemos como limão (redondo e verde) e “lemon” é uma fruta amarela, não exatamente redonda, que provavelmente é a “lima” no Brasil, mas não estou certo disso;
- Grapefruit? Uma tal de toranja. Nunca havia provado uma. Por fora é indistinguível da laranja, mas por dentro é vermelha e amarga.
E por aí vai…
Ainda existe outro problema que parece ser cultural:
- Não existe feijão cru ensacado – Somente enlatado, pré-cozido, pronto para comer.
- Não existe leite em pó – Para achar isso você precisa ir a mercados operados por estrangeiros. Nas mais conhecidas redes de Dublin como LIDL e ALDI só encontramos uma grande variedade de leite líquido, que era inconveniente por duas razões: você precisa manter refrigerado e na geladeira de minha irmã não cabia e leite gelado na hora de fazer bebida quente só atrapalha;
- Não existe adoçante líquido – Você só encontra sólido (em pó ou tablets).
Pedir informações a um funcionário era algo que eu preferia evitar. Definitivamente não queria conversar com ninguém que fosse loiro de rosto avermelhado, porque acho o sotaque irlandês quase incompreensível. Uma vez eu perguntei onde ficava o açúcar ou adoçante (o critério de organização do ALDI é incompreensível para mim) e a única palavra que consegui entender na resposta do irlandês foi “eggs” (ovos). Ainda bem que foi o bastante porque foi na prateleira de ovos que achei o açúcar. Minha recomendação é sempre procurar um funcionário que tenha cabelos pretos porque é até possível ser um brasileiro e, mesmo que não seja, o inglês dos estrangeiros é mais fácil de entender.
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 Jefferson,  10 de setembro de 2022, Nos 30 dias que passei em Dublin desta vez eu só vi policiais em uma ocasião. E desarmados. Apesar disso (ou talvez por isso) em Dublin eu me sentia completamente seguro. Claro que há o fato de minha irmã morar há nove anos lá praticamente sozinha sem nenhum incidente.
Em Lisboa, o mercado na esquina de onde ficamos hospedados (da rede Pingo Doce) era protegido dentro por um policial fardado, armado de pistola. Mais tarde um português me explicou que era realmente um policial e os estabelecimentos particulares pagavam por isso. Na rua, passavam patrulhas de motocicleta não com um policial em cada moto como no Brasil, mas com dois, e o carona vinha de pé com um fuzil na mão pronto para usar. São chamados “policiais motards”.
Fonte
E nunca era apenas uma moto. Eu não me senti seguro em Lisboa. Caramba… na Avenida Almirante Reis, que é mal iluminada à noite, eu me senti menos seguro do que me sinto no Brasil, por ser um lugar que não conheço.
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 Jefferson,  10 de setembro de 2022, Eu estava em Lisboa esperando o carro que ia nos levar para o aeroporto quando uma moça se aproximou de mim e começou o seguinte diálogo em inglês:
Ela: Com licença, sabe onde eu posso atravessar a rua?
Eu: (olhando de um lado para o outro da avenida procurando uma faixa) Humm… eu acho que em qualquer lugar…
Ela: É sério? Nenhuma punição?
Eu: Portugal não é tão rigoroso.
E ela atravessou a avenida no ponto onde estávamos.
Quando chegou o motorista de aplicativo, um português, perguntei a ele se havia multa por atravessar fora da faixa em Portugal e ele disse que o mais provável, se você fosse flagrado, seria que o guarda ia chamar sua atenção. Eu sei que em muitos lugares nos EUA (se não for no país todo) é arriscado pois você pode levar uma multa por “jaywalking” e até ser preso na hora se teimar. O filme Máquina Mortífera 3 tem uma cena engraçada a respeito. Em Dublin também é ilegal atravessar fora da faixa se existir uma numa distância de 15 metros. E não esperar pelo sinal verde para pedestres pode render uma multa de 800 euros e prisão se for reincidente.
800 euros são R$4640 na cotação que usamos (R$5.78) na hora de comprar os nossos. Mas para deixar a punição ainda mais clara, saiba que o salário mínimo irlandês é de 1600 euros, ou seja: metade do seu salário em uma única multa por atravessar a rua onde/quando não devia.
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 Jefferson,  08 de setembro de 2022, As mensagens no Outlook 2010 podem ser como estas:
“Nenhum dos métodos de autenticação aceitos por este cliente é aceito pelo seu servidor.”
“Seu servidor não oferece suporte ao tipo de criptografia de conexão especificado”
Eu não lembrei de anotar as mensagens dadas pelo Windows Live Mail, mas são bem diferentes.
Todos os problemas são resolvidos desligando o módulo de e-mail do Avast.
Clientes dizem que o problema começou na terça e um deles confirmou que nesse dia instalou uma atualização do antivírus.
É sempre bom ter em mente que sempre que um programa de e-mail acusar um erro bizarro, desconfie do antivírus. Infelizmente isso aconteceu quando eu estava inacessível em Lisboa e um de meus clientes passou um dia inteiro trocando mensagens com o suporte do provedor e em nenhum momento este lembrou de fazer essa recomendação. A incompetência do suporte dessas empresas nunca deixa de me surpreender.
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 Jefferson,  09 de agosto de 2022, Saúde “Vamos ter que operar”.
Esta frase dita pela minha neurocirurgiã (Dra. Márcia) em 18/03/2021 enquanto examinava as imagens da última ressonância magnética da minha coluna cervical me deixaram em choque. Eu passei mal no consultório após ouvir isso. Eu sabia que meu caso era cirúrgico, mas a mesma médica havia me dito cinco anos antes que a gente poderia empurrar com a barriga indefinidamente desde que não se agravasse. Eu tenho três hérnias na coluna cervical (pescoço) e uma delas pressiona um nervo que me faz sentir desde simples dormência e formigamento até uma dor insuportável no braço esquerdo, que só pode ser contida com remédios controlados como a Pregabalina. As crises duram semanas mas depois eu volto a viver normalmente. Curiosamente, dor não é motivo para alarme nesse caso, pois o sintoma que requer cirurgia imediata é perda de força no braço ou mão. Entretanto o “conserto” além de poder me deixar tetraplégico vai me deixar três meses sem poder trabalhar e requer a instalação de próteses que vão limitar o movimento do meu pescoço. Eu nunca mais terei uma vida normal depois da operação.
Mas aí Dra. Márcia viu um possível comprometimento da minha medula surgir nos exames e a coisa ficou séria. Ela pediu um novo exame, chamado de “Potenciais Evocados Somato-Sensitivos” (não parece haver consenso sobre a forma correta de escrever o nome desse exame) que não pareceu confirmar as suspeitas dela ou, pelo menos, não apontava urgência para a cirurgia. Mas só não marcou mesmo a operação por causa da pandemia.
Me conformei e avisei a família e amigos que minha cirurgia era iminente, mas por motivos completamente distintos decidi fazer um esforço maior para sair do sedentarismo, começando com as caminhadas de pelo menos 12km por dia, que me fizeram perder 13kg. Em janeiro deste ano, dez meses após o choque, uma coisa aconteceu (contarei outro dia) e minha atitude em relação à vida mudou. Toda a minha personalidade começou a mudar, aparentemente para melhor. No mês seguinte eu entrei em uma nova fase e comecei a fazer musculação, mas semanas depois um novo problema surgiu: comecei a sentir os mesmos problemas que antes se limitavam ao braço esquerdo agora no braço direito. Você sabe que é a coluna quando a dor no braço depende da posição do seu pescoço.
Pensei: Desta vez a cirurgia sai mesmo com a pandemia. Marquei uma consulta de urgência com a cirurgiã no dia 12/03/22, quase um ano após ter recebido a notícia chocante que me fez sair do sedentarismo. Mas o que aconteceu nessa consulta foi uma das maiores surpresas de minha vida. No momento em que abriu a porta do consultório para mim Dra. Marcia, que sempre foi bastante séria, abriu um sorriso que não saiu do rosto dela enquanto eu detalhava as “complicações” que eu eu estava sentindo e continuou sorrindo enquanto me explicava que a mudança nos meus sintomas eram comuns e não eram nada de mais e que eu estava visivelmente diferente na aparência e no comportamento e não era mais candidato para cirurgia.
Isso vindo de quem vai ganhar dinheiro operando você e já havia convencido você a operar é digno do mais alto crédito.
A última vez que ela me vira fora sete meses antes, em agosto. Eu realmente devo ter mudado muito, principalmente nos três meses anteriores.
Eu fiquei espantado e obviamente ainda mais sorridente. Ela nem pediu que eu fizesse novos exames e me garantiu que só o que ela estava vendo em mim fazia a diferença. Sorrindo o tempo todo ela se despediu de mim depois de apenas recomendar que eu tomasse cuidado na academia para não fazer nada que machuque a cervical e continuasse a observar o sintoma que era realmente sério: a perda de força.
E a dor no braço direito sumiu sozinha semanas depois.
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 Jefferson,  06 de agosto de 2022, Dublin Este post poderá conter mais erros de ortografia que o habitual porque estou redigindo em um computador com defeito no teclado e configurações inadequadas de idioma.
Nossa viagem deveria ter ocorrido em agosto de 2020, mas foi cancelada por causa da pandemia. Desta vez minha irmã programou uma viagem mais longa, com 37 dias, cinco dos quais passaremos em Lisboa no retorno a Recife.
Assim como da outra vez, eu preferia não ir. Você precisa dar uma pausa na sua vida para viver uma vida completamente diferente por 37 dias enquanto a sua vida espera por você em casa. Para algumas pessoas isso pode ser desejável e até perfeito, mas não é o meu caso.
Só em passagens de avião foram gastos 12 mil reais não reembolsáveis e isso porque foi tudo comprado com muita antecedência. Os 37 dias da viagem viraram uma barreira no nosso calendário que era preciso contornar porque nada podia cair nesse período e algumas coisas nem mesmo nas semanas que o antecediam. É um problema bem maior que 37 dias.
- Minha mãe tem duas cirurgias para fazer cuja burocracia leva semanas e era inviável tentar fazer qualquer uma das duas antes da viagem. Muita coisa podia dar errado;
- Eu também tenho uma cirurgia simples para fazer mas o prazo entre descobrir que precisava fazer e a viagem ficou apertado;
- Temos uma reforma grande para fazer em casa que deve levar dois meses e também precisou ser adiada. A reforma não pode ser feita ao mesmo tempo que uma das cirurgias de mamãe porque eu posso ser preso por amarrar ela na cama para ela não ir supervisionar a reforma ainda convalescendo, então vai ser uma coisa ou outra, o que só atrapalha mais;
- Semanas antes da viagem eu tive que gradativamente mudar meus hábitos porque não podia correr o risco de ficar doente;
- Eu precisei informar meus clientes sobre minha viagem com vários meses de antecedência. Seria um desastre se algum deles planejasse algo grande justamente para agosto contando com minha presença. E naturalmente qualquer empresário com juízo vai aproveitar esse período para encontrar meios de se tornar menos dependente de mim. Minha irmã está pouco se lixando para esses transtornos na minha vida profissional porque o que ela quer mesmo e que eu jogue tudo para o alto e vá viver na Europa;
- Embora eu tenha vindo preparado para continuar o meu trabalho remoto, deixei meus clientes sem ninguém para ajuda-los se precisarem de ajuda presencial. Um deles já reservou a primeira semana após minha volta para um serviço de três dias cuja necessidade surgiu na semana anterior a minha viagem, mas eu precisei recusar porque havia muita coisa a fazer nos preparativos;
- Aparentemente vou passar 37 dias sem ir para a academia porque custa caro aqui. Espero que isso não signifique um retrocesso grande quando eu voltar ao Brasil;
- A viagem é um dos motivos para eu só poder falar aqui sobre o meu litigio com a Estácio em Outubro;
- E por ultimo mas não menos importante, estou no meio de um processo para deixar de ser nerd e arrumar uma namorada e desaparecer por 37 dias definitivamente não vai ajudar. Eu certamente não vou arrumar uma aqui na Irlanda. Para começar, as garotas que conheço no Brasil são muito mais atraentes que as Irlandesas.
Mas minha mãe não podia vir (e ficar aqui) sozinha e eu era a pessoa mais apropriada para traze-la. Desta vez foi bem menos estressante porque eu “liguei o fo**-se”. Eu me preparei muito menos porque além de muitas das minhas preocupações com a viagem anterior terem se mostrado desnecessárias e eu achar a probabilidade de ter o visto negado muito menor, desta vez a escala foi em Lisboa e não em Frankfurt. Meu inglês só foi necessário ao falar com o oficial de imigração em Dublin, já no final da viagem. E aparentemente os vários carimbos de quatro anos atrás nos nossos passaportes (Dublin, Lisboa, Paris, Frankfurt) fizeram diferença porque o oficial de imigração só fez três perguntas:
- O que eu vinha fazer em Dublin;
- Quanto tempo eu pretendia ficar;
- Onde morava a minha irmã.
E não pediu para ver nada além do passaporte. Nem a carta convite, nem o nome da minha irmã, nem a passagem de volta, dinheiro, nada. Ter ligado o fo**-se valeu muito a pena.
Mas quem quiser acompanhar meu dia-a-dia em Dublin vai precisar checar minha conta (pública) no Instagram (jefferson.jeff.ryan). Vocês sabem que não gosto de redes sociais mas o Instagram me pareceu a mídia mais adequada para isso. Mas nada me impede de um dia reunir tudo em um ou mais posts aqui.
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Eu tenho esse livro (comprei num Sebo anos atrás – aliás: gosto muito de sebos para encontrar livros de antigos autores de ficção científica fora do catálogo… se encontra às vezes preciosidades obscuras!) e até que gostei, apesar de achar que realmente o livro poderia ser mais curto e pelo que se nota ele faz um “merchandising” absurdo de certos equipamantos que Dirk usa. Mas alguns dados são interessantes:
– A teoria que os antigos nazistas realmente chegaram a sonhar com uma base no Polo Sul;
– A possibilidade que alguns deles realmente escaparam para a América do Sul e terminaram seus dias aqui (Mengele é o exemplo mais famoso);
– Esse Moller M400 Skycar realmente existe/existiu, mas que eu saiba nunca realmente saiu realmente da fase de protótipos (creio que rolou também um “jabá” pra esse veículo aparecer no livro)…
– O veículo do Almirante Richard Byrd realmente está (ou estava – desconheço atualmente) abandonado no gelo polar;
– E por fim um tema que sempre me fascinou, o da Atlântida… sabias que esse relato que um cometa se chocou com a Terra há cerca de 12.000 anos atrás tem respaldo em vários círculos (pseudo)científicos? Inclusive tem quem defenda que certos desenhos achados no templo mais antigo do mundo descoberto até agora (Göbekli Tepe, na Turquia), fariam referência a esse evento?
Eu esqueci de pesquisar o veículo. Realmente é uma visão assombrosa, de fazer os inimigos congelarem de espanto e se ca**rem de medo.
Fonte
Eu acho o tema fascinante. Uma de minhas animações favoritas é Atlantis – The Lost Empire. E foi praticamente isso que fez ir até o fim do livro. Eu estava cansado do mumbo-jumbo e do mocinho como um uber-macho-alfa. O papel de Pitt no livro seria muito mais palatável se tivesse sido distribuído por uma equipe multidisciplinar. A propósito, como na animação da Disney.
Desculpe, mas algumas coisas me vieram à cabeça:
– Essa questão do cometa inclusive tam algum respaldo científico: https://sciam.com.br/sera-que-a-extincao-dos-animais-da-era-do-gelo-foi-causada-por-algum-impacto-com-um-objeto-cosmico/
– Sobre a Plataforma de Ross se destacar: infelizmente o ser humano está provocando algo sem nazistas modernos terem que agir: https://www.osul.com.br/geleira-do-juizo-final-que-pode-elevar-o-nivel-do-mar-esta-perto-do-colapso/
Adorei o filme quando eu o assisti anos atrás na tv por assinatura, estava num daqueles momentos que mudava de canal a todo instante sem saber o que assistir, acabei vendo o filme e curti, tentei achar uma versão dublada de boa qualidade na web, mas nunca achei com qualidade satisfatória para manter no meu arquivo pessoal, está até hoje no meu Radarr
Esse comentário era para o post da “Casa dos espíritos”, mas devido a um plugin que uso, saiu em outro, me desculpe.
Não tem problema. Depois eu movo para o lugar certo
morreu ou ainda está vivo cara, quase um mês sem postagens
A coisa está difícil aqui. Cliente novo… problemas novos…
Pois que Deus abençoe e você resolva os problemas e tenha um tempinho pra postar, faz falta.
E infelizmente é um dos meus trabalhos confidenciais, sobre os quais eu não posso falar aqui.