Ler Atlantis Found me fez reavaliar minha opinião sobre Clive Cussler

Atlantis Found (Morte na Atlantida – 2001) conta a estória de uma organização maligna que quer destruir o mundo em um cataclismo para depois reconstruí-lo e dominá-lo. E a descoberta de Atlântida por essa mesma organização parece servir apenas como pano de fundo e distração para o leitor. Eu digo “parece” porque eu não tive paciência para ler cuidadosamente, saltando parágrafos e páginas inteiras. Apesar de ser uma estória que no geral é interessante, o mocinho, Dirk Pitt, acumula talentos difíceis de acreditar e os diálogos muitas vezes não parecem naturais. Talvez eu esteja ficando velho e chato ou talvez meu gosto para literatura tenha se aprimorado com os anos, porque eu tenho boas lembranças de todos os outros livros de Cussler que eu li, como:

  • Resgatem o Titanic! (apesar de admitir que a premissa é absurda)
  • A chantagem do Vixem 03
  • Missão Noturna

Mas depois de Atlantis Found, os livros de Cussler foram para o fim da minha fila.

11 comentários
  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Eu tenho esse livro (comprei num Sebo anos atrás – aliás: gosto muito de sebos para encontrar livros de antigos autores de ficção científica fora do catálogo… se encontra às vezes preciosidades obscuras!) e até que gostei, apesar de achar que realmente o livro poderia ser mais curto e pelo que se nota ele faz um “merchandising” absurdo de certos equipamantos que Dirk usa. Mas alguns dados são interessantes:
    – A teoria que os antigos nazistas realmente chegaram a sonhar com uma base no Polo Sul;
    – A possibilidade que alguns deles realmente escaparam para a América do Sul e terminaram seus dias aqui (Mengele é o exemplo mais famoso);
    – Esse Moller M400 Skycar realmente existe/existiu, mas que eu saiba nunca realmente saiu realmente da fase de protótipos (creio que rolou também um “jabá” pra esse veículo aparecer no livro)…
    – O veículo do Almirante Richard Byrd realmente está (ou estava – desconheço atualmente) abandonado no gelo polar;
    – E por fim um tema que sempre me fascinou, o da Atlântida… sabias que esse relato que um cometa se chocou com a Terra há cerca de 12.000 anos atrás tem respaldo em vários círculos (pseudo)científicos? Inclusive tem quem defenda que certos desenhos achados no templo mais antigo do mundo descoberto até agora (Göbekli Tepe, na Turquia), fariam referência a esse evento?

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      – O veículo do Almirante Richard Byrd realmente está (ou estava – desconheço atualmente) abandonado no gelo polar;

      Eu esqueci de pesquisar o veículo. Realmente é uma visão assombrosa, de fazer os inimigos congelarem de espanto e se ca**rem de medo.

      Fonte

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      – E por fim um tema que sempre me fascinou, o da Atlântida… sabias que esse relato que um cometa se chocou com a Terra há cerca de 12.000 anos atrás tem respaldo em vários círculos (pseudo)científicos? Inclusive tem quem defenda que certos desenhos achados no templo mais antigo do mundo descoberto até agora (Göbekli Tepe, na Turquia), fariam referência a esse evento?

      Eu acho o tema fascinante. Uma de minhas animações favoritas é Atlantis – The Lost Empire. E foi praticamente isso que fez ir até o fim do livro. Eu estava cansado do mumbo-jumbo e do mocinho como um uber-macho-alfa. O papel de Pitt no livro seria muito mais palatável se tivesse sido distribuído por uma equipe multidisciplinar. A propósito, como na animação da Disney.

  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Desculpe, mas algumas coisas me vieram à cabeça:
    – Essa questão do cometa inclusive tam algum respaldo científico: https://sciam.com.br/sera-que-a-extincao-dos-animais-da-era-do-gelo-foi-causada-por-algum-impacto-com-um-objeto-cosmico/
    – Sobre a Plataforma de Ross se destacar: infelizmente o ser humano está provocando algo sem nazistas modernos terem que agir: https://www.osul.com.br/geleira-do-juizo-final-que-pode-elevar-o-nivel-do-mar-esta-perto-do-colapso/

  • Havokdan - 13 Comentários

    Adorei o filme quando eu o assisti anos atrás na tv por assinatura, estava num daqueles momentos que mudava de canal a todo instante sem saber o que assistir, acabei vendo o filme e curti, tentei achar uma versão dublada de boa qualidade na web, mas nunca achei com qualidade satisfatória para manter no meu arquivo pessoal, está até hoje no meu Radarr

  • LA - 1 Comentário

    morreu ou ainda está vivo cara, quase um mês sem postagens

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Nos vôos transatlânticos nem a tripulação parece levar as regras de bagagem a sério

A regra é um tanto confusa, variando de onde você a lê. O próprio app da companhia aérea pode dar mais de uma versão diferente para o mesmo vôo:

  • Permitido uma bagagem de cabine de até 8kg (de dimensões máximas AxBxC e nada mais;
  • Permitido uma bagagem de cabine de até 8kg  (de dimensões máximas AxBxC) e um “item pessoal” de até 2kg que precisa caber debaixo do assento da frente;
  • Permitido uma bagagem de cabine de até 10kg (de dimensões máximas AxBxC) e um “item pessoal” de até 2kg que precisa caber debaixo do assento da frente;

Em alguns pontos é explicado que Brasil e Venezuela são as exceções que permitem 2kg a mais (total de 10kg) em cada mala.

O denominador comum é que você não pode levar mais que 12kg na cabine do avião. Um numa mala de dimensões máximas AxBxC que precisa ir no bagageiro no teto e o outro precisa caber debaixo do assento da frente.

Eu faço um esforço danado para respeitar as regras e não ter nenhuma surpresa. Minhas malas são de tecido e pesam vazias uns 2kg, mas acabo surpreso mesmo com o que outros passageiros passam impunemente pela identificação no gate e pela tripulação do avião. São malas sólidas que não devem pesar menos de 6kg vazias, com dimensões que claramente estão em desacordo com as regras (existe um gabarito no gate onde a mala supostamente precisa encaixar) e mochilas de camping/trekking abarrotadas que mal cabem no bagageiro e muito menos debaixo do assento. Às vezes o mesmo passageiro passa com ambas as violações.

Na viagem de volta eu precisei embarcar sozinho com duas malas e mais a minha mochila, porque minha mãe vinha atrás em outro veículo. Estava já preparado para explicar a situação à tripulação mas ninguém me parou na porta do avião por estar arrastando duas malas.

E mesmo assim, ainda não tive nenhum problema de falta de espaço no bagageiro para as malas nesses vôos. O Airbus A330 tem muito espaço nos bagageiros. Já em aviões menores a coisa muda e no nosso vôo de Lisboa para Dublin em um Embraer a comissária teve que sair tirando as mochilas dos folgados de dentro do bagageiro e mandando eles colocarem debaixo do assento e mesmo assim só achou espaço para uma de nossas malas. A outra teve que ir debaixo do assento.

Com cada bagagem despachada custando R$500 na ida e 70 euros na volta, dá uma vontade danada de em uma próxima viagem também dar uma banana para as regras no trecho transatlântico.

4 comentários
  • Daniel - 29 Comentários

    Na prática, tanto em voos nacionais como internacionais não é verificado o peso das bagagens de mão. O importante é estarem dentro das medidas. Apesar que algumas vezes nem isto eles olham outras vezes por conta de 0,5cm querem que você despache a mala.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      É “engraçado” que eu nunca fiz um vôo nacional e já fiz 10 internacionais. O_o
      Dentro do Brasil, o mais longe que já estive de casa foram 700km.

  • Daniel Plácido - 70 Comentários

    Mês passado fiz uma viagem na américa do sul mesmo, segui a risca as regras pra evitar dor de cabeça pra chegar no vôo de volta falarem que por conta do avião estar cheio todos dos grupos 3 pra cima deveriam “despachar gratuitamente” suas bagagens de mão, eu não despachei e estava pronto pra xaropar se alguém viesse me abordar no embarque mas ninguém falou nada e várias pessoas entraram com suas mochilas.
    Paguei uns 300 reais pra despachar uma mala grande em baixo e estava com minhas duas bagagens de mão dentro da exigência deles, que inclusive itens como laptop e power bank falam que obrigatoriamente você tem que levar na bagagem de mão, mas quando é conveniente pra eles você pode despachar..
    E tanto em meu voo de ida como de volta minha bagagem foi violada (“tranquei” o zipper somente com um clipe de papel afinal eu sabia que não tinha nada de interessante pra roubarem).

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Mês passado fiz uma viagem na américa do sul mesmo, segui a risca as regras pra evitar dor de cabeça pra chegar no vôo de volta falarem que por conta do avião estar cheio todos dos grupos 3 pra cima deveriam “despachar gratuitamente” suas bagagens de mão, eu não despachei e estava pronto pra xaropar se alguém viesse me abordar no embarque mas ninguém falou nada e várias pessoas entraram com suas mochilas.

    No Vôo de Dublin para Lisboa pediram seis voluntários para despachar as malas de cabine.

    Se não me engano, você sempre tem a opção de despachar as malas de cabine gratuitamente. É só pedir no balcão de check-in. O problema é que minha bagagem de cabine tem itens de maior valor e é sempre estressante ficar esperando as malas na esteira. No vôo Lisboa-Dublin a minha bagagem demorou tanto a aparecer que eu estava ficando preocupado, mas depois uma outra passageira se deu conta de que a mesma esteira estava despejando a bagagem de outro vôo também e aí ficamos mais aliviados. Essa coisa de não ser preciso se identificar para pegar uma bagagem na esteira me deixa com os cabelos (que não tenho) em pé!

    E tanto em meu voo de ida como de volta minha bagagem foi violada (“tranquei” o zipper somente com um clipe de papel afinal eu sabia que não tinha nada de interessante pra roubarem).

    A minha despachada (acho que) não foi. Ainda estava trancada com o cadeado e na ida recebeu um adesivo indicando que tinha passado pelo raio-x. O engraçado é que mamãe estava “contrabandeando” um monte de bebida. Mais do que o limite estipulado (eu desisti de ficar reclamando). E mesmo assim não violaram a bagagem.

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Dublin / Lisboa 2022 : Falhas no planejamento

  • Faltou ter na bagagem uma ferramenta qualquer para trocar o chip do celular. Para poupar a bateria eu removi o chip que não estava usando na Europa, mas acabei impossibilitado de ter acesso aos dados móveis assim que o avião pousou no Brasil, tendo que esperar até desembarcar e ficar ao alcance do Wi-Fi gratuito do aeroporto para me comunicar com o amigo que me esperava;
  • Minha irmã errou o booking da hospedagem em Lisboa e fomos despejados de surpresa um dia antes do vôo de retorno (o quarto estava reservado para outras pessoas). Eu não a culpo de forma alguma por isso, pois planejar todos os detalhes de uma viagem dessas é muito estressante mesmo e eu não estou livre de cometer o mesmo erro. Mas na próxima vez eu tenho que dividir a responsabilidade com ela e checar tudo. Foi extremamente embaraçoso e estressante e só não foi pior graças aos donos do lugar onde estávamos, que assumiram a tarefa de procurar um teto para nós e ficaram uma meia hora ao telefone procurando, tendo ouvido “sem vagas” várias vezes;
  • Eu deveria ter instalado o aplicativo de táxi (Freenow) no meu telefone, cadastrado na conta da minha irmã. Após o incidente na hospedagem minha irmã estava sob muito estresse e cometeu diversos erros seguidos ao tentar chamar o táxi. E eu estava receoso de pedir a ela o telefone para não deixá-la ainda mais estressada porque ela estava também tentando entrar em contato com o outro hotel para assegurar a reserva. Podendo fazer isso no meu telefone eu teria tirado um problema das mãos dela;
  • Preciso me preparar melhor para passar pela segurança aeroportuária, incluindo ser (ainda) mais chato com mamãe. Houve um momento de caos em Lisboa por causa de uma série de erros (de ambos) em cascata:

Mamãe colocou um vidro de perfume na mala de cabine onde deveria ter colocado apenas roupas (avisos não faltaram) e o oficial ao vê-lo no raio-x trouxe a mala de volta e me mandou retirar;

A mala estava trancada de cadeado (erro meu: só deveríamos fechar o cadeado após passar pela segurança);

Só mamãe tinha a chave (ela tinha cópia da minha, mas eu não tinha da dela);

Mamãe já havia passado pelo detector de metais mas eu não;

A chave estava na bolsa dela que estava do meu lado, mas ela não conseguia expressar direito onde. Mamãe já tem dificuldade para se expressar de forma objetiva (estava no bolso oculto na parte superior do compartimento maior da mochila) e chorando por causa da despedida de minha irmã a coisa não ficou mais fácil;

A fila só crescia atrás de mim enquanto eu jogava no chão tudo o que havia na mochila de minha mãe à procura da chave enquanto gritávamos um para o outro.

Caos, caos, caos!

  • Também em Lisboa, mas na viagem para Dublin, a segurança aeroportuária por uma implicância que não consegui entender me mandou voltar para a fila duas vezes, uma para colocar na bandeja de inspeção a “doleira” (porta cédulas) onde eu carregava apenas os passaportes e outra para colocar a carteira, onde eu transportava apenas dinheiro (mas estar portando uma carteira foi estupidez minha). Isso antes mesmo de passar pelo detector de metais. Do outro lado do detector o oficial já apontava para mim e mandava voltar.  Imagine o estresse de saber que vários de seus pertences de valor (incluindo seu telefone principal) estão em uma bandeja, depois várias bandejas com pertences de outras pessoas, depois uma bandeja com seus passaportes, depois mais bandejas com pertences de outras pessoas, depois uma bandeja com sua carteira… e você do outro lado do detector de metais sem poder ver nada nem poder se comunicar com o familiar que já passou para explicar a situação. Enquanto isso, mamãe quase criou um incidente com a oficial que revistava a bolsa dela na saída do raio-x porque não gostou do fato de que ela não colocou as coisas de volta (o que não é obrigação dela);
  • Por causa do incidente anterior eu parei de usar a doleira com os passaportes mas isso criou outro problema: Com a falta de padronização de onde colocar os passaportes (não gosto de colocar no bolso da calça) eu acabei esquecendo onde havia colocado o meu e na chegada ao Brasil passei dois minutos muito estressantes na saída do avião à procura dele. Enquanto na doleira presa na minha cintura era só uma questão de apalpar e checar o volume. Conclusão: voltar a usar a doleira e procurar lembrar de retirá-la no ato de colocar as malas nas bandejas;
  • Numa das passagens pela segurança aeroportuária eu tirei o cinto da calça na fila, esquecendo que havia amarrado nele as chaves das malas e o cordão deslizou pelo cinto. Eu só não as perdi porque as chaves estavam amarradas no cinto e também enfiadas no bolso e no final acabei passando com as chaves pelo detector de metais. Isso foi estúpido em mais de um nível. Passei a amarrar as chaves na bolsa e ir ao aeroporto sem cinto na calça.
  • Isso não aconteceu na ida, mas na volta senti muito frio nas pernas no Airbus A330, mesmo usando a mesma calça jeans. Curiosamente, não sentia frio da cintura para cima mesmo estando com apenas uma camisa fina. Foi muito desagradável e da próxima vez eu vou vestir duas calças, para me precaver;
  • Minha irmã disse que eu não precisava levar notebook porque ela tinha sobrando e o notebook que eu deixara lá em 2018 ainda estava lá.  Ao chegar descobri que o notebook que ela tinha comprado novinho era um chromebook e por isso não ia rodar minas aplicações. O notebook que eu deixara estava com um problema do qual eu não lembro e outro notebook velho da minha irmã com apenas 4GB de RAM atualizou do Windows 8 para o Windows 10 64 bits e estava insuportavelmente lento, além de estar com defeito em uma dezenas de teclas.  Acessórios e peças de computador custam lá até mais caro do que aqui. Eu deveria ter levado: um teclado USB, um SSD barato, um pendrive com boot Sergei Strelec e os ISOs do Windows 8.1.
  • Não levamos Dorflex o bastante;
  • Tenho que testar se um daqueles “travesseiros de pescoço” realmente é eficaz. Tentar dormir no avião é muito difícil e em um vôo de 7h30 qualquer ajuda é válida.

O que poderia ter dado errado e não deu

  • Eu não tenho um plano abrangente para o caso do zíper de uma das malas quebrar. Essa possibilidade me assustou mais de uma vez no retorno, por causa das malas estufadas. O melhor que pude providenciar foram sacolas plásticas grandes para ter onde colocar parte das roupas caso o zíper da mala quebrasse e para acelerar a saída da esteira da segurança caso um oficial decidisse revistar minha mala cuidadosamente arrumada, revirando tudo. Nos dando tempo assim de colocar tudo de volta com paciência ao chegar ao portão de embarque;
  • O banco poderia ter me impedido de acessar a conta de um IP no exterior e assim me impedido de pagar as contas. Eu preciso me precaver contra isso e deixar um computador preparado em casa, que eu possa acessar remotamente;
4 comentários
  • Daniel - 29 Comentários

    Algumas dicas, comentários:
    – Ferramenta para trocar o chip do celular. – Brinco de mulher, no caso o da sua mãe daria certo e dependendo do caso pode até pedir para a vizinha de assento.
    – “Booking da hospedagem em Lisboa” é sempre bom ter o app do booking instalado no celular. Numa viagem a apt que reservei no booking tinha sumido e preferi deixar a burocracia para trocar de hospedagem para depois, foi só abrir o app e escolher o hotel mais perto e barato do lugar que eu estava.
    – Táxi (Freenow). Bom saber! Na vez que estive em Portugal foi só uber e carro alugado. Em viagens, app do uber instalado e configurado no celular pode ser util.
    – Dica: Viajar com roupa que não precise de cinto, e sapato que não tenha metal.
    – “travesseiros de pescoço” são bons, mas não resolvem. O bom é levar bastante conteúdo no celular para passar o tempo.
    – Dica: faça uma conta numa fintech que libere um cartão debito em euros/dólares. Mas sempre leve um cartão do Brasil para emergências e para usar como “garantia” em aluguel de carros e em alguns hotéis.
    Mas toda viagem é muito boa ! Espero que tenha gostado.

  • Daniel - 29 Comentários

    Links úteis para viagens:

    Reserva de hotéis Booking: https://www.booking.com/index.html?aid=1746459
    Reserva de apartamentos/casas Airbnb: http://url.neoage.com.br/airbnb
    Chip / eSim de celular internacional: http://roam.my/28Z5Y39K
    Cartão de débito / Conta Internacional multimoedas WISE: https://transferwise.prf.hn/click/camref:1011l7spY

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Ferramenta para trocar o chip do celular. – Brinco de mulher, no caso o da sua mãe daria certo e dependendo do caso pode até pedir para a vizinha de assento.

    Bem pensado!

    é sempre bom ter o app do booking instalado no celular. Numa viagem a apt que reservei no booking tinha sumido e preferi deixar a burocracia para trocar de hospedagem para depois, foi só abrir o app e escolher o hotel mais perto e barato do lugar que eu estava.

    Minha irmã fez pela booking.com e tinha o app instalado. Mas na hora da correria a gente não estava achando nada disponível na região.

    Táxi (Freenow). Bom saber! Na vez que estive em Portugal foi só uber e carro alugado. Em viagens, app do uber instalado e configurado no celular pode ser util

    Achamos o custo do Freenow em Lisboa muito bom. Cerca de seis euros para nos levar da hospedagem para o aeroporto com todo o conforto era o mesmo que pagaríamos pelo mesmo trajeto usando o metrô, empurrando malas e tendo que trocar de linha no meio do caminho.
    Quando chegamos na madrugada da sexta para o sábado custou “apenas” 15 euros (o metrô custaria 6 euros no total, mas fecha à uma da madrugada). Minha irmã disse que só para botar a bunda em um Freenow em Dublin já custa 4.50 euros e qualquer corrida que você não possa fazer a pé não sai por menos de 25 euros. Além disso, ao contrário do que ocorre com os carros no Brasil, mesmo as opções mais baratas tem carros espaçosos, que puderam carregar nossa bagagem toda na mala. Nada de cilindros de gás ocupando todo o espaço.

    – “travesseiros de pescoço” são bons, mas não resolvem. O bom é levar bastante conteúdo no celular para passar o tempo.

    Quando o vôo é durante o dia, dá. E eu fiz isso. Mas quando o vôo sai às 23h não me parece boa idéia. Você vai chegar ao destino depois de 8 horas sem dormir, depois enfrentar a fila da imigração em pé (levou mais de uma hora em Lisboa) para depois conversar cansado com o oficial de imigração. Se você tiver que pegar outro vôo vai ter que continuar acordado esperando (eu jamais arriscaria perder o vôo por causa de um cochilo no aeroporto) e passar pela segurança aeroportuária ainda mais cansado e enfrentar mais algumas horas de vôo. Meu tempo total de trânsito Recife -> Dublin foi de umas 15h. Eu acho que o mínimo que você puder dormir no vôo transatlântico já ajuda. Todas essas falhas de planejamento que listei já aconteceram com todo mundo razoavelmente ou completamente desperto. Nem quero pensar nas m***as que eu poderia fazer cansado como, por exemplo, perder os passaportes. 8-O

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Outra falha de planejamento que por sorte não gerou transtorno:

    Eu deveria ter pedido ao meu dentista para fazer uma avaliação geral da minha arcada dentária semanas antes da viagem. Agora, duas semanas depois da minha volta, já tive que ir ao hospital onde fui diagnosticado com sinusite, provavelmente originada de uma inflamação na raiz de um dente. Já é ruim aqui em Recife, porque meu dentista está viajando, mas se tivesse acontecido durante a viagem ia ser *muito* pior.

    O que leva a outra falha no planejamento: eu deveria ter incluído Nimesulida no kit de remédios. É um anti-inflamatório que dá bons resultados em mim quando tenho dor de dente e é indicado costumeiramente pelo meu dentista. A caixa custa meros R$8 e as farmácias do meu bairro vendem alegremente sem receita médica. Não há razão para não levar.

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Comecei a somar os problemas que vão se acumulando após 37 dias longe de casa.

  • Meu carro pegou sem problemas (bateria decente aguenta muito mais tempo que isso) mas não quis engatar nenhuma marcha. O sintoma é que ao ligar o motor todas as marchas da primeira à quarta estavam bloqueadas e a ré dava sinal de que já estava engatada (dava aquele barulho de colisão de engrenagens).  A solução foi desligar o carro, engatar a primeira e dar a partida com a marcha engatada. Se não em engano, da outra vez que isso aconteceu eu resolvi empurrando o carro desligado com uma marcha engatada.
  • O amplificador PlugX WS-887 que uso na TV do quarto não funciona mais. Ele é ligado na tomada mas tem uma bateria, que descarregada completamente deixa o aparelho inoperante e não carrega mais. E eu tenho o hábito de desligar inteiramente a energia de toda seção da casa que estiver sem uso, facilitado pelo fato de que cada quarto tem seu próprio quadro de disjuntores;
  • Ontem foi meu primeiro dia de volta à musculação e como meu instrutor não havia adaptado ainda meu treino às circunstâncias eu recomecei de onde havia parado, fazendo o treino de pernas. Hoje eu mal consigo andar e sentar numa cadeira ou levantar requer apoio. Tudo acima do joelho dói demais.
3 comentários
  • Daniel Plácido - 70 Comentários

    Eu sempre falo que coisa parada estraga mais que usar muito, pode ver esses carros de colecionador que toda vez que vão dar um passeio é um ritual.
    Compro eletrônicos e informática usados e a maioria quando diz que é novinho que quase não usou quando traz não funciona, a pessoa sequer se da ao trabalho de testar antes de perder tempo levando pra vender acreditando que porque a 5 anos funcionava hoje vai estar igual.

  • Ricardo Menzer - 143 Comentários

    Post bem antigo, mas fiquei curioso sobre o carro: Descobriu o que houve pra dar esse problema? Se for manual, parece sintoma de embreagem colada, parecido com disco de freio quando molha e o carro fica um tempo parado. Seria o equivalente a tentar engatar qualquer marcha sem pisar na embreagem. Ligando o carro depois de engatar, pode ter descolado a embreagem devido ao “tranco” do motor de arranque.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      É um carro manual. Isso só acontece uma única vez após o carro ficar longos períodos parados. Não dá tempo de descobrir a exata razão, mas imagino que seja o que você diz.

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Nos supermercados de Dublin eu me sentia quase analfabeto

Eu tenho um extenso vocabulário em Inglês mas acabei descobrindo um ponto cego nele, principalmente nas seções de frutas e verduras. Parte do problema é que no clima de lá muita coisa facilmente encontrável na prateleira não é comum ou não existe no Brasil, mas não é só isso.

  • O que danado é “soft pitched dates”? Procurando que fruta se chamava “date” descobri que é a tâmara, mas “soft pitched” nesse contexto ainda é um mistério para mim;
  • Raspberry? É a framboesa, que eu nunca tinha visto como fruta, mas como ingrediente;
  • Blueberry? Mirtilo. Mesmo com a tradução continuo sem saber o que é;
  • Lemon e Lime. Pelos nomes você conclui que são limão e lima respectivamente. Na prateleira do supermercado de Dublin é o inverso. “lime” é o que conhecemos como limão (redondo e verde)  e “lemon” é uma fruta amarela, não exatamente redonda, que provavelmente é a “lima” no Brasil, mas não estou certo disso;
  • Grapefruit? Uma tal de toranja. Nunca havia provado uma. Por fora é indistinguível da laranja, mas por dentro é vermelha e amarga.

E por aí vai…

Ainda existe outro problema que parece ser cultural:

  • Não existe feijão cru ensacado – Somente enlatado, pré-cozido, pronto para comer.
  • Não existe leite em pó – Para achar isso você precisa ir a mercados operados por estrangeiros. Nas mais conhecidas redes de Dublin como LIDL e ALDI só encontramos uma grande variedade de leite líquido, que era inconveniente por duas razões: você precisa manter refrigerado e na geladeira de minha irmã não cabia e leite gelado na hora de fazer bebida quente só atrapalha;
  • Não existe adoçante líquido – Você só encontra sólido (em pó ou tablets).

Pedir informações a um funcionário era algo que eu preferia evitar. Definitivamente não queria conversar com ninguém que fosse loiro de rosto avermelhado, porque acho o sotaque irlandês quase incompreensível. Uma vez eu perguntei onde ficava o açúcar ou adoçante (o critério de organização do ALDI é incompreensível para mim) e a única palavra que consegui entender na resposta do irlandês foi “eggs” (ovos). Ainda bem que foi o bastante porque foi na prateleira de ovos que achei o açúcar. Minha recomendação é sempre procurar um funcionário que tenha cabelos pretos porque é até possível ser um brasileiro e, mesmo que não seja, o inglês dos estrangeiros é mais fácil de entender.

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Dublin x Lisboa: Sensações de segurança muito diferentes

Nos 30 dias que passei em Dublin desta vez eu só vi policiais em uma ocasião. E desarmados. Apesar disso (ou talvez por isso) em Dublin eu me sentia completamente seguro. Claro que há o fato de minha irmã morar há nove anos lá praticamente sozinha sem nenhum incidente.

Em Lisboa, o mercado na esquina de onde ficamos hospedados (da rede Pingo Doce) era protegido dentro por um policial fardado, armado de pistola. Mais tarde um português me explicou que era realmente um policial e os estabelecimentos particulares pagavam por isso. Na rua, passavam patrulhas de motocicleta não com um policial em cada moto como no Brasil, mas com dois, e o carona vinha de pé com um fuzil na mão pronto para usar. São chamados “policiais motards”.

Fonte

E nunca era apenas uma moto. Eu não me senti seguro em Lisboa. Caramba… na Avenida Almirante Reis, que é mal iluminada à noite, eu me senti menos seguro do que me sinto no Brasil, por ser um lugar que não conheço.

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O que pensa quem nasce em país onde a lei é levada a sério, quando quer atravessar a rua

Eu estava em Lisboa esperando o carro que ia nos levar para o aeroporto quando uma moça se aproximou de mim e começou o seguinte diálogo em inglês:

Ela: Com licença, sabe onde eu posso atravessar a rua?

Eu: (olhando de um lado para o outro da avenida procurando uma faixa) Humm… eu acho que em qualquer lugar…

Ela: É sério? Nenhuma punição?

Eu: Portugal não é tão rigoroso.

E ela atravessou a avenida no ponto onde estávamos.

Quando chegou o motorista de aplicativo, um português, perguntei a ele se havia multa por atravessar fora da faixa em Portugal e ele disse que o mais provável, se você fosse flagrado, seria que o guarda ia chamar sua atenção. Eu sei que em muitos lugares nos EUA (se não for no país todo) é arriscado pois você pode levar uma multa por “jaywalking” e até ser preso na hora se teimar. O filme Máquina Mortífera 3 tem uma cena engraçada a respeito. Em Dublin também é ilegal atravessar fora da faixa se existir uma numa distância de 15 metros. E não esperar pelo sinal verde para pedestres pode render uma multa de 800 euros e prisão se for reincidente.

800 euros são R$4640 na cotação que usamos (R$5.78) na hora de comprar os nossos. Mas para deixar a punição ainda mais clara, saiba que o salário mínimo irlandês é de 1600 euros, ou seja: metade do seu salário em uma única multa por atravessar a rua onde/quando não devia.

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Atualização do Avast está bloqueando Outlook e Windows Live Mail no Windows 7

As mensagens no Outlook 2010 podem ser como estas:

“Nenhum dos métodos de autenticação aceitos por este cliente é aceito pelo seu servidor.”

“Seu servidor não oferece suporte ao tipo de criptografia de conexão especificado”

Eu não lembrei de anotar as mensagens dadas pelo Windows Live Mail, mas são bem diferentes.

Todos os problemas são resolvidos desligando o módulo de e-mail do Avast.

Clientes dizem que o problema começou na terça e um deles confirmou que nesse dia instalou uma atualização do antivírus.

É sempre bom ter em mente que sempre que um programa de e-mail acusar um erro bizarro, desconfie do antivírus. Infelizmente isso aconteceu quando eu estava inacessível em Lisboa e um de meus clientes passou um dia inteiro trocando mensagens com o suporte do provedor e em nenhum momento este lembrou de fazer essa recomendação. A incompetência do suporte dessas empresas nunca deixa de me surpreender.

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Como uma mudança de atitude me tirou da mesa de cirurgia

“Vamos ter que operar”.

Esta frase dita pela minha neurocirurgiã (Dra. Márcia) em 18/03/2021 enquanto examinava as imagens da última ressonância magnética da minha coluna cervical me deixaram em choque. Eu passei mal no consultório após ouvir isso. Eu sabia que meu caso era cirúrgico, mas a mesma médica havia me dito cinco anos antes que a gente poderia empurrar com a barriga indefinidamente desde que não se agravasse. Eu tenho três hérnias na coluna cervical (pescoço) e uma delas pressiona um nervo que me faz sentir desde simples dormência e formigamento até uma dor insuportável no braço esquerdo, que só pode ser contida com remédios controlados como a Pregabalina. As crises duram semanas mas depois eu volto a viver normalmente. Curiosamente, dor não é motivo para alarme nesse caso, pois o sintoma que requer cirurgia imediata é perda de força no braço ou mão. Entretanto o “conserto” além de poder me deixar tetraplégico vai me deixar três meses sem poder trabalhar e requer a instalação de próteses que vão limitar o movimento do meu pescoço. Eu nunca mais terei uma vida normal depois da operação.

Mas aí Dra. Márcia viu um possível comprometimento da minha medula surgir nos exames e a coisa ficou séria. Ela pediu um novo exame, chamado de “Potenciais Evocados Somato-Sensitivos” (não parece haver consenso sobre a forma correta de escrever o nome desse exame) que não pareceu confirmar as suspeitas dela ou, pelo menos, não apontava urgência para a cirurgia. Mas só não marcou mesmo a operação por causa da pandemia.

Me conformei e avisei a família e amigos que minha cirurgia era iminente, mas por motivos completamente distintos decidi fazer um esforço maior para sair do sedentarismo, começando com as caminhadas de pelo menos 12km por dia, que me fizeram perder 13kg. Em janeiro deste ano, dez meses após o choque, uma coisa aconteceu (contarei outro dia) e minha atitude em relação à vida mudou. Toda a minha personalidade começou a mudar, aparentemente para melhor. No mês seguinte eu entrei em uma nova fase e comecei a fazer musculação, mas semanas depois um novo problema surgiu: comecei a sentir os mesmos problemas que antes se limitavam ao braço esquerdo agora no braço direito. Você sabe que é a coluna quando a dor no braço depende da posição do seu pescoço.

Pensei: Desta vez a cirurgia sai mesmo com a pandemia. Marquei uma consulta de urgência com a cirurgiã no dia 12/03/22, quase um ano após ter recebido a notícia chocante que me fez sair do sedentarismo. Mas o que aconteceu nessa consulta foi uma das maiores surpresas de minha vida. No momento em que abriu a porta do consultório para mim Dra. Marcia, que sempre foi bastante séria, abriu um sorriso que não saiu do rosto dela enquanto eu detalhava as “complicações” que eu eu estava sentindo e continuou sorrindo enquanto me explicava que a mudança nos meus sintomas eram comuns e não eram nada de mais e que eu estava visivelmente diferente na aparência e no comportamento e não era mais candidato para cirurgia.

Isso vindo de quem vai ganhar dinheiro operando você e já havia convencido você a operar é digno do mais alto crédito.

A última vez que ela me vira fora sete meses antes, em agosto. Eu realmente devo ter mudado muito, principalmente nos três meses anteriores.

Eu fiquei espantado e obviamente ainda mais sorridente. Ela nem pediu que eu fizesse novos exames e me garantiu que só o que ela estava vendo em mim fazia a diferença. Sorrindo o tempo todo ela se despediu de mim depois de apenas recomendar que eu tomasse cuidado na academia para não fazer nada que machuque a cervical e continuasse a observar o sintoma que era realmente sério: a perda de força.

E a dor no braço direito sumiu sozinha semanas depois.

 

4 comentários
  • Wagner de Castro - 1 Comentário

    Jefferson, muitos dos seus relatos parecem boas séries ou livros, deixando a gente preso aguardando os próximos capítulos. Minha impaciência me previne de assistir muitas delas, e geralmente assisto a temporada toda de cada série de uma vez, ao invés de um capítulo de várias séries por mês.
    Fico muito feliz pelo relato de não precisar mais de cirurgia, e mais ainda pela nova abordagem na vida, coisa que tento constantemente fazer e tenho observado que realmente gera frutos positivos.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Wagner, como cronista/escritor, técnico em eletrônica ou programador eu realmente me vejo abaixo da linha da mediocridade (de acordo com a correta definição de ¨medíocre¨). Não é falsa modéstia. Mas esses elogios me incentivam a continuar escrevendo. E apesar de ser algo que invade minha privacidade, falo sobre minha saúde porque tenho certeza de que vai ser útil para alguém. Se ajudar pelo menos uma pessoa já não terá sido perda de tempo eu ter parado para criar o texto.

      Fico muito feliz pelo relato de não precisar mais de cirurgia, e mais ainda pela nova abordagem na vida, coisa que tento constantemente fazer e tenho observado que realmente gera frutos positivos.

      Nunca é tarde demais para mudar. Nem para acreditar que alguém pode mudar. Esse tema sempre me faz lembrar do filme 16 quadras que apesar de ser um filme de ação, tem a frase ¨people change¨ como um tema central.

  • Marco Arthur Stort Ferreira - 28 Comentários

    Jefferson,
    Também tenho problemas de coluna que são um “mistério” pois não sofri trauma que pudesse ser a causa do problema. Só que no meu caso é coluna lombar e torácica.
    O que tenho tentado fazer é exatamente o mesmo que você, mudar hábitos e praticar atividade física. No meu caso, optei por fisioterapia com profissional especializado (clínica e fisioterapeuta) e também estou vendo resultados positivos.
    Mas enfim, vamos tentando melhorar a saúde e fugir da cirurgia.
    Abraço.

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Acho importante ressaltar aqui que a doutora nunca me ofereceu o caminho da saída do sedentarismo como escapatória para a cirurgia. Eu decidi fazer isso porque, se eu não conseguia imaginar algo que tivesse feito (ou deixado de fazer) para justificar um problema tão sério, que ia mudar minha vida para pior definitivamente, imagine quando a conta pelo meu desleixo e irresponsabilidade com meu corpo e minha saúde começasse a chegar. Os resultados ruins dos meus exames de sangue eram uma constante há muitos anos: colesterol ruim alto, colesterol bom baixo, excesso de triglicerídeos, glicose na porta do diabetes… Eu pensei: “só faltava eu ficar também diabético para arruinar minha alegria de viver!”.

    Eu decidi fazer o que fiz (e continuo fazendo) para a situação não ficar ainda pior. E fui surpreendido com o presente de manter a necessidade da cirurgia na cervical como apenas uma possibilidade. Já se passaram quase três anos desde o choque do “vamos ter que operar”.

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Após quatro anos, de volta a Dublin

Este post poderá conter mais erros de ortografia que o habitual porque estou redigindo em um computador com defeito no teclado e configurações inadequadas de idioma.

Nossa viagem deveria ter ocorrido em agosto de 2020, mas foi cancelada por causa da pandemia. Desta vez minha irmã programou uma viagem mais longa, com 37 dias, cinco dos quais passaremos em Lisboa no retorno a Recife.

Assim como da outra vez, eu preferia não ir. Você precisa dar uma pausa na sua vida para viver uma vida completamente diferente por 37 dias enquanto a sua vida espera por você em casa. Para algumas pessoas isso pode ser desejável e até perfeito, mas não é o meu caso.

Só em passagens de avião foram gastos 12 mil reais não reembolsáveis e isso porque foi tudo comprado com muita antecedência. Os 37 dias da viagem viraram uma barreira no nosso calendário que era preciso contornar porque nada podia cair nesse período e algumas coisas nem mesmo nas semanas que o antecediam. É um problema bem maior que 37 dias.

  • Minha mãe tem duas cirurgias para fazer cuja burocracia leva semanas e era inviável tentar fazer qualquer uma das duas antes da viagem. Muita coisa podia dar errado;
  • Eu também tenho uma cirurgia simples para fazer mas o prazo entre descobrir que precisava fazer e a viagem ficou apertado;
  • Temos uma reforma grande para fazer em casa que deve levar dois meses e também precisou ser adiada. A reforma não pode ser feita ao mesmo tempo que uma das cirurgias de mamãe porque eu posso ser preso por amarrar ela na cama para ela não ir supervisionar a reforma ainda convalescendo, então vai ser uma coisa ou outra, o que só atrapalha mais;
  • Semanas antes da viagem eu tive que gradativamente mudar meus hábitos porque não podia correr o risco de ficar doente;
  • Eu precisei informar meus clientes sobre minha viagem com vários meses de antecedência. Seria um desastre se algum deles planejasse algo grande justamente para agosto contando com minha presença. E naturalmente qualquer empresário com juízo vai aproveitar esse período para encontrar meios de se tornar menos dependente de mim. Minha irmã está pouco se lixando para esses transtornos na minha vida profissional porque o que ela quer mesmo e que eu jogue tudo para o alto e vá viver na Europa;
  • Embora eu tenha vindo preparado para continuar o meu trabalho remoto, deixei meus clientes sem ninguém para ajuda-los se precisarem de ajuda presencial. Um deles já reservou a primeira semana após minha volta para um serviço de três dias cuja necessidade surgiu na semana anterior a minha viagem, mas eu precisei recusar porque havia muita coisa a fazer nos preparativos;
  • Aparentemente vou passar 37 dias sem ir para a academia porque custa caro aqui. Espero que isso não signifique um retrocesso grande quando eu voltar ao Brasil;
  • A viagem é um dos motivos para eu só poder falar aqui sobre o meu litigio com a Estácio em Outubro;
  • E por ultimo mas não menos importante, estou no meio de um processo para deixar de ser nerd e arrumar uma namorada e desaparecer por 37 dias definitivamente não vai ajudar. Eu certamente não vou arrumar uma aqui na Irlanda. Para começar, as garotas que conheço no Brasil são muito mais atraentes que as Irlandesas.

Mas minha mãe não podia vir (e ficar aqui) sozinha e eu era a pessoa mais apropriada para traze-la. Desta vez foi bem menos estressante porque eu “liguei o fo**-se”. Eu me preparei muito menos porque além de muitas das minhas preocupações com a viagem anterior terem se mostrado desnecessárias e eu achar a probabilidade de ter o visto negado muito menor, desta vez a escala foi em Lisboa e não em Frankfurt. Meu inglês só foi necessário ao falar com o oficial de imigração em Dublin, já no final da viagem. E aparentemente os vários carimbos de quatro anos atrás nos nossos passaportes (Dublin, Lisboa, Paris, Frankfurt) fizeram diferença porque o oficial de imigração só fez três perguntas:

  • O que eu vinha fazer em Dublin;
  • Quanto tempo eu pretendia ficar;
  • Onde morava a minha irmã.

E não pediu para ver nada além do passaporte. Nem a carta convite, nem o nome da minha irmã, nem a passagem de volta, dinheiro, nada. Ter ligado o fo**-se valeu muito a pena.

Mas quem quiser acompanhar meu dia-a-dia em Dublin vai precisar checar minha conta (pública) no Instagram (jefferson.jeff.ryan). Vocês sabem que não gosto de redes sociais mas o Instagram me pareceu a mídia mais adequada para isso. Mas nada me impede de um dia reunir tudo em um ou mais posts aqui.

 

20 comentários
  • Snow_man - 313 Comentários

    Que relato! aguardando cenas do próximo capítulo….

    Surpresa pra mim você ter instagram, vou seguir agora.

    Desejo boa viagem, que ocorra tudo bem, e encha a mala de assunto aqui pro blog, inclusive
    das pendengas de trabalho na volta rs.

    Eu gostaria de me deslocar em definitivo para PTg mas no momento sem recursos e perspectiva de trabalho lá.

    Quando precisei me ausentar quando tinha cliente grande e com contrato, deixei um amigo em standby, mas era alguém que a empresa não iria considerar colocar no meu lugar.

    E sobre a academia, dependendo do clima, mantenha pelo menos uma caminhada/corrida ao ar livre, ainda é grátis =)

  • Snow_man - 313 Comentários

    ah, lembrei outra coisa:

    Certeza que você não comprou um Muama Rioko pra essa viagem :lol:

    Como vai ficar conectado por aí nesse período? Quais opções e alternativas?

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Manter-se em contato no trajeto não é difícil porque aparentemente todos os grandes aeroportos oferecem Wi-Fi gratuito. E não parecem faltar estabelecimentos comerciais no seu destino também. Por exemplo, ontem eu testei isso no supermercado onde eu estava e tudo o que era pedido era que eu fizesse o login com minha conta facebook ou google. Mas se você não quiser ficar limitado a procurar hotspots gratuitos, aqui em Dublin você tem opções pre-pagas de internet ilimitada no celular pagando de 10 (Lyca Mobile ,com chip gratuito ) a 20 euros (Vodafone e 3Ireland). 10 euros (58 reais) é menos do que eu pago ‘a TIM no Brasil.

      • Jefferson - 6.631 Comentários

        Não recomendo o plano da Lyca Mobile. Além de requerer configurar manualmente a APN, meus créditos sumiram sem explicação aparente e fiquem sem poder sequer fazer ligações em menos de uma semana. Não quis me estressar com um irlandês por causa de 10 euros, por isso deixei para lá. Na viagem anterior ficamos satisfeitíssimos com o serviço da 3Ireland.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      O bar onde eu estava anteontem (The Temple Bar) também tinha Wi-Fi gratuito. E sem nem ser preciso fazer login. E a permanência no bar também é gratuita.

  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Boa tarde. Cara, você falou que a tua irmã tá louca de vontade de você se mudar para a Irlanda… nunca pensou seriamente nisso? És um cara muito inteligente e trabalhador, e tenho certeza que você conseguiria uma posição muito boa (e lucrativa) no mercado de TI por aí… mas claro que isso é o MEU ponto de vista, não conheço todas as “nuances” de seus gostos para opinar bem disso…

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Isso é algo complicado. Por um lado, eu não tenho nenhuma afinidade com a cultura e a (falta de educação) brasileira e certamente a politica e a economia são um desastre aí. Por outro lado, mesmo o fato de morar com meus pais aí é comparativamente muito mais confortável do que a vida que eu poderia ter aqui. Aí eu vivo numa casa de dois andares com mais de 80m2 (não tenho certeza agora das dimensões) de terreno, com quatro banheiros, seis quartos, piscina, sete TVs… Aqui minha irmã vive no equivalente a um kitinete (aqui chamado de studio), com não mais que 25m2, que não oferece absolutamente nenhuma privacidade, a um custo de 800 euros mensais (uns R$4600 hoje). Minha irmã tem um apartamento maior a 150m da praia de Boa Viagem em Recife alugado a meros R$950 + condomínio.

      Em Recife apesar de morar com a família eu consigo passar o dia inteiro sem ver ninguém e desfrutando de privacidade e silêncio. Meu quarto é colado com meu depósito/escritório/oficina e tem até uma porta para o quintal por onde posso entrar e sair sem passar pelo resto da casa. Aqui em Dublin eu sequer poderia ter uma oficina. Eu teria que realmente abandonar minha vida anterior e começar uma nova. Com 51 anos isso não é impossível mas é muito difícil. Ter acesso a uma casa maior em Dublin a um custo mais razoável ou sair de Recife já com emprego certo aqui certamente tornaria a decisão mais fácil. Eu não tenho em mim a coragem que minha irmã tem de largar tudo e começar de novo, nem de viver uma vida espartana indefinidamente.

      Obrigado pelos elogios, mas eu não me sinto qualificado a disputar um emprego aqui. Não no que eu gostaria de fazer (software). A concorrência com os mais jovens deve ser brutal e eu certamente não quero, na minha idade, ganhar a vida lavando pratos ou fazendo delivery só para viver no primeiro mundo.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Um exemplo de como a falta de privacidade e a necessidade de conviver em um espaço apertado me incomodam: minha irmã chegou do trabalho e colocou um programa do youtube para assistir na TV que acho dolorosamente estúpido. Não falei nada e coloquei música nos fones de ouvido enquanto trabalhava ao computador. Minutos depois minha mãe veio até mim para me chamar a atenção e reclamar que o som dos meus fones de ouvido estava muito alto e a incomodando. Minha irmã ao fundo fazendo um comentário sobre como eu ia acabar surdo. A TV continuava ligada.

      :dashhead1:

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Nem o Banco do Brasil nem o Bradesco estranharam eu estar me conectando de fora do país. Fiz pagamentos em ambas as contas sem problemas. É claro que eu estar usando o celular cadastrado ajuda.

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Uma coisa curiosa: eu achei mais fácil entender o que o piloto português da TAP falava quando ele começava a falar a fazer anúncios em inglês do que quando os fazia em português. Uma amiga de minha irmã começou a rir quando eu disse isso e afirmou que é assim mesmo. Ela me disse que os portugueses entendem tudo o que nós falamos mas é comum não entendermos uma palavra do que eles falam.

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    xvideos e pornhub são bloqueados na Irlanda. Nem aparecem numa busca pelo Google, o que efetivamente faz parecer que nem existem. Se você for… ¨dependente¨ desses serviços é melhor já sair do Brasil com um plano B (e um C e D) :lol:

  • Luciano - 493 Comentários

    “Mas nada me impede de um dia reunir tudo em um ou mais posts aqui.”

    Aguardo este dia o post com tudo reunido aqui, pois não tenho conta no “Instragado” nem acesso e nem quero ter conta lá. B)

    Quero é mais distância de redes sociais, abandonar o FB foi a melhor coisa que já fiz. :yahoo:

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    A gente se depara com problemas curiosos e inesperados ao precisar comprar os suprimentos do dia-a-dia em Dublin. A primeira surpresa é que mesmo no verão alguns supermercados, como o Aldi, podem ser tão gelados quanto uma câmara frigorifica. Na rua você passeia impunemente de short e camiseta mas se entrar assim no Aldi não vai aguentar o frio ao passar pela seção de carnes. Em parte porque a maioria dos balcões frigoríficos deles não tem portas.

    A segunda surpresa é não encontrar itens que são onipresentes no Brasil. Por exemplo:

    Adoçante – Se seu paladar depende de uma determinada marca é melhor voce levar o seu do Brasil porque aqui você sequer encontra adoçantes líquidos e muito menos a marca de nossa preferencia.

    Leite em pó – A maioria dos mercados só oferece leite liquido (e em grande variedade), que precisa ser conservado na geladeira e que é um saco na hora de fazer bebida quente. Para achar leite em pó você precisa ir a mercados específicos.

    Sabonete – O sabonete que minha irmã compra é o Dove, que deixa uma camada escorregadia na pele. Eu não me sinto confortável com isso pois não me acho limpo enquanto estiver assim, por isso tive que procurar outro. No Aldi a única outra marca disponível parece mais o sabão que usamos para lavar roupa no Brasil. No Tesco a variedade é muito maior mas conseguir adivinhar que marca comprar que não provoque o mesmo problema é dureza. Os termos usados nas embalagens não ajudam quem não está acostumado.

    Terminologia – Eu tenho um grande vocabulário em inglês mas no supermercado, notadamente quando se trata de comida, eu me sinto quase um analfabeto. O que danado é Soft Pitted Dates? Qual a diferença entre Orange e Grapefruit? O que danado é Blueberry e qual a diferença para Raspberry? Você vai precisar do Google (o Aldi dá acesso gratuito à internet) e paciência, principalmente quando tem alguém ainda mais analfabeto te aporrinhando (no caso, minha mãe).

    A terceira surpresa é com o quanto a comida aqui parece insossa. Descobri que a comunidade europeia vem reduzindo os níveis de sal na comida gradativamente há anos. Quem vive aqui há muito tempo não nota mais.

    A quarta surpresa é a aparente falta do tipo de estabelecimento especializado que conhecemos no Brasil. Onde comprar os itens que normalmente encontramos em Armarinhos? Nem minha irmã sabe.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Feijão – Não adianta procurar por aquelas pilhas de sacos. O feijão em Dublin é habitualmente vendido em latas.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Remédios – Você pode acabar se surpreendendo como o que não pode ser comprado sem receita aqui. Um simples relaxante muscular requer uma prescrição de um médico irlandês. Então se você sequer desconfiar que pode precisar de um mero Dorflex, leve do Brasil. E não economize nisso. Mamãe trouxe uma caixa do Brasil com 36 comprimidos e faltando 10 dias para o fim da viagem só restam oito. Lembrando que os remédios precisam estar nas embalagens originais. Você não vai querer ser retirado da fila por suspeita de estar traficando drogas. E se tiver bagagem de porão deixe o “excesso” de remédios nela. A inspeção por raio-x é bem menos rigorosa para ela e nós nunca tivemos uma bagagem revistada após apanhá-la na esteira.

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Alguns sites brasileiros podem não ser acessíveis daqui por decisão de seus próprios administradores. Por exemplo, do site da Kabum eu só consigo acessar a página inicial e mais nada. E o site da Hapvida nem abre. Para mim isso não é um grande problema porque eu posso acessar o servidor de algum cliente no Brasil via anydesk (e isso só é minimamente conveniente em um notebook ou desktop – nada de celular) e fazer minha pesquisa sem incomodar ninguém, mas quem não tem essa facilidade precisa planejar para essas situações.

    • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

      “Alguns sites brasileiros podem não ser acessíveis daqui por decisão de seus próprios administradores.”… ué, que decisão estranha… O_o

      • Jefferson - 6.631 Comentários

        Não é tao estranha assim hoje em dia. Bloqueando países e continentes inteiros você reduz muito a carga nos seus servidores e a possibilidade de hacks. Nos meus blogs eu bloqueio (ou tento bloquear) a China. Se eu fosse o CIO de um site de e-commerce brasileiro (Kabum) ou operadora de saúde local (Hapvida) eu provavelmente faria o mesmo. Talvez eu desse a opção para usuários logados que já fizeram compras anteriormente passarem pelo bloqueio, mas eu no minimo poria uma página de boas vindas explicando as restrições, que não é o que ocorre no caso da Kabum e Hapvida.

      • Jefferson - 6.631 Comentários

        Eu esqueci de comentar isso aqui, mas em 2015 um leitor de meus blogs instalou um script no servidor dele para facilitar o acompanhamento dos meus blogs (e de terceiros) via RSS, Mas por um erro no script ele estava sozinho e silenciosamente gerando um tráfego de mais de 1GB *por dia*, desnecessariamente. Em 2015. Imagine uma única pessoa, acidentalmente, drenando de sua banda mais do que você conseguiria baixar por dia. Ficou assim por semanas e eu só descobri por acaso. O meu provedor (hostgator) poderia acabar suspendendo meu site por isso.

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Eu não pegaria um carro para dirigir aqui em Dublin nem de graça. O fato deles dirigirem do lado oposto da rua já me deixa suficientemente confuso como pedestre.

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