Eu tenho uma estória história inacreditável para contar a vocês, mas vai ter que esperar. Eu vou adiantar apenas o seguinte: eu cumpri todas as minhas obrigações acadêmicas e financeiras com a Estácio em junho de 2020 e a faculdade levou inacreditáveis um ano e sete meses para reconhecer isso, o que exigiu uma decisão judicial via mandado de segurança para que fizessem minha colação de grau. E ainda foi necessária outra sentença quatro meses depois para eles pararem de enrolar e entregar o meu diploma.
Alguns podem pensar: “Já vi essa estória antes. O cara só conseguiu se formar mediante decisão judicial provavelmente porque não cumpriu todas as obrigações acadêmicas e depois ficou com mi-mi-mi para não cumprir e levou para a justiça. Ganhar não significa que o cara tem razão, só que tem advogado melhor.” Mas eu asseguro a meus leitores que quando eu começar a contar essa estória história a palavra “inacreditável” não vai sair da cabeça de vocês enquanto estiverem lendo. Mesmo quando a justiça foi envolvida, coisas inacreditáveis continuaram acontecendo. Vocês só vão acreditar mesmo porque eu eu tenho provas para mostrar. Sem elas, nem eu acreditaria nos meus relatos.
Só que eu só vou poder começar a contar isso em setembro ou outubro.
Jefferson…Saudações!!!..Partindo do princípio que estamos tratando de um fato verídico, me parece mais adequado utilizar a palavra “história” ao invés de “estória”, como está escrito.
Estávamos há anos sem chuveiro elétrico aqui em casa, mas a água anda fria “de torar” aqui em Recife e tomar banho vinha sendo um castigo diário. Comprei a ducha eletrônica Hydra ND Blindada por três razões:
Controle gradual de temperatura – Eu não gosto de banho frio, mas também não gosto de banho quente. Com duchas com poucas opções de temperatura corro o risco de saltar de “frio demais para o meu gosto” para “quente demais para o meu gosto”;
Resistência blindada – Nunca havia testado um chuveiro desse tipo e tive experiências ruins com a durabilidade dos últimos não blindados;
O preço não estava muito alto. – Por R$190 na Ferreira Costa também não estava “barato”, mas eu tinha pressa.
Mas o consumo de energia parece excepcionalmente alto! Os disjuntores que eu tinha instalado antes e funcionavam normalmente com o chuveiro anterior (ducha 8T Hydra 6600W não blindada) eram:
10A para o circuito do banheiro (tomadas e chuveiro);
16A para o circuito da cozinha (de onde é derivado o do banheiro)
25A para a casa inteira
Note que isso parece bem sub-dimensionado, mas como a ducha 8T era ajustada para uma temperatura a meu gosto, bem longe da máxima, era o suficiente. Com a instalação da ducha ND blindada, eu tive que mudar emergencialmente para:
25A para o circuito do banheiro (tomadas e chuveiro);
25A para o circuito da cozinha (de onde é derivado o do banheiro);
32A para a casa inteira
E olha que o chuveiro foi ajustado para uma temperatura no limiar entre frio e quente. O medidor de corrente no relé de sub-tensão principal da casa acusa um aumento na corrente de 25A (5500W em 220V) quando o chuveiro está ligado, então é bem possível que o disjuntor não tenha desarmado ainda porque não tomamos banhos demorados e certamente porque ninguém decidiu ligar o microondas ou a Air Fryer na hora errada. E esse é o banheiro com a melhor instalação elétrica. Tentar instalar um chuveiro com um consumo desses nos outros banheiros seria um problema maior.
Estou cotando um chuveiro não blindado agora para instalar em outro banheiro e ver se o problema é esse.
Bom dia! Aproveitando a “deixa elétrica”: eu sei que AGORA com essas chuvas todas aí na sua região não é o momento mas como estão as coisas da geração de energia fotovoltaica por aí? Muitos clientes seus já usam? Na sua residência será rentável? Aqui usamos na minha empresa já a alguns anos e anos passado coloquei na minha residência. Acho ser uma tendência irreversível essa…
Meu amigo José Carneiro instalou há 30 dias e tenho um cliente comercial que instalou há mais tempo. Eu só não instalei ainda porque estou esperando uma reforma na casa que vai permitir termos um telhado estável e na orientação correta para a instalação.
As contas mostram que o investimento se paga em 4 anos e depois é só alegria. O que seria perfeito mesmo é uma instalação off-grid, mas o custo das baterias ainda não compensa.
Como essas duchas são eletrônicas (tem circuito de controle e acionamento), então deve ligar na potência máxima para fazer a “resistência”/água chegar na temperatura adequada mais rápido e depois fica só regulando.
Faz sentido, mas o meu problema não é uma corrente muito alta de “partida”. É uma corrente muito alta continuamente, com a temperatura da ducha já estabilizada.
Acho que você está desacostumado com chuveiro elétrico mesmo! O consumo desses bichos é absurdamente alto. Mesmo sendo uma ducha eletrônica, acredito que poucas ou atá ariscaria dizer quase nenhuma mede a temperatura da água e faz ajuste da potencia. A maioria esmagadora das eletrônicas é um simples dimmer pra controlar a potencia a gosto do cliente.
Eu assumiria que estou desacostumado, se o disjuntor que atendia o circuito do banheiro quando eu usava uma ducha Hydra 8T não-blindada devidamente ajustada para uma temperatura agradável não fosse de 10A e o disjuntor principal da casa não fosse de 16A.
Relendo o que escrevera (“acusa um salto de 25A (5500W em 220V) quando ligo o chuveiro, “) percebi que ficou ambíguo. Vou reescrever o trecho para ficar mais claro que estava falando de consumo contínuo.
Ei, talvez o “medidor de corrente” seja projetado para medir corretamente apenas senoidal. Se o “dimmer” no chuveiro for triac ou diac, será diferente de senoidal.
É perfeitamente possível que a medição esteja errada, mas eu troquei o disjuntor original do banheiro duas vezes, de 10 para 16A e em seguida para 25A, não por ter visto a medição alta, mas por estarem desarmando em menos de um minuto com o chuveiro ligado. Para o disparo térmico de um disjuntor termomagnético, até onde posso enxergar, não faz diferença a forma de onda da corrente. A corrente média no ajuste atual do chuveiro pode não ser os 25A medidos (não está desarmando), mas certamente é maior que 16A.
Pode ser “mania” minha, mas me incomoda bastante usar disjuntores maiores que o estritamente necessário.
Geralmente na caixa do chuveiro e até mesmo no corpo de alguns costuma vir anotado qual a capacidade do disjuntor necessário. E adianto pra um chuveiro de 6KW eu não espero nada menor do que 25A. Aqui uso um de 32A DIN da Siemens e olha que o chuveiro é 5,5KW na potencia máxima.
Alias, não sei que tipo de disjuntor você usa ai. Se forem disjuntor Nema, esses dificilmente desarma, alias eu não gosto dele, acho pouco seguro. Já os modelos DIN costuma ser mais “sensíveis”. Os Nema são muito lentos pra desarmar, precisa de uma corrente absurda. E o desarme dele por pelo térmico leva até 10 minutos. Nisso já deu pra por fogo na instalação a tempo. O DIN não aceita desaforo. Se é de 32A, passou um pouquinho disso, desarma fácil. Por curto então, geralmente não dá nem tempo de fazer o estouro.
Não sei como é a Cia Elétrica ai, mas aqui onde moro a Elektro já pede de cara disjuntor de 63A pra um padrão bifásico. Se não colocar isso, eles reprovam o padrão e não fazem a ligação (no caso de ligação nova ou reforma). Então a casa inteira fica pendurada em um disjuntor bifásico de 63A.
Não sei como é a Cia Elétrica ai, mas aqui onde moro a Elektro já pede de cara disjuntor de 63A pra um padrão bifásico. Se não colocar isso, eles reprovam o padrão e não fazem a ligação (no caso de ligação nova ou reforma). Então a casa inteira fica pendurada em um disjuntor bifásico de 63A.
Eu não descarto que seja “ignorância” minha, mas para mim é preciso haver uma alternativa. Colocar um disjuntor mais alto que o estritamente necessário é o que, na minha opinião, leva museu a virar cinzas por causa de sobrecarga em um condicionador de ar.
Eu até posso manter a contragosto um disjuntor principal de capacidade elevada para satisfazer o chuveiro, mas vou precisar refazer a fiação de modo que agora existam dois disjuntores “principais”: um exagerado, para os chuveiros, e um “são” de 16A para o resto da casa.
Você já deve saber disso, mas a função do disjuntor é proteger os condutores do circuito (contra sobrecargas e curto-circuitos). Então, desde que a corrente nominal do disjuntor esteja abaixo (ou igual, mas sejamos conservadores) da capacidade de condução de corrente dos condutores para o método de instalação adotado e a curva de disparo seja adequada ao tipo de carga, tá tudo certo.
O caso do museu que você citou (e tantos outros por aí que a gente vê acontecendo) provavelmente é um daqueles em que se adotou um disjuntor de capacidade maior que a dos condutores do circuito. Já vi “eletricistas” instalando disjuntores de capacidade maior que o devido em circuitos de condicionadores de ar, simplesmente porque estavam com a curva errada (disjuntores com curva de disparo B trocados por disjuntores “maiores”, mas de mesma curva, quando deveriam usar da mesma capacidade de antes, porém com curva de disparo C, tendo em vista os picos de partida dos compressores dos ACs), e ficavam desarmando na hora de ligar as máquinas.
Um erro primário, bobo, mas que pode ter consequências trágicas.
Você já deve saber disso, mas a função do disjuntor é proteger os condutores do circuito (contra sobrecargas e curto-circuitos).
Sim, e isso só é evidente para o público geral no nome em alemão: leitungsschutzschalter, que é literalmente chavedeproteçãodefios
Então, desde que a corrente nominal do disjuntor esteja abaixo (ou igual, mas sejamos conservadores) da capacidade de condução de corrente dos condutores para o método de instalação adotado e a curva de disparo seja adequada ao tipo de carga, tá tudo certo.
Para estar dentro da norma, sim. Numa instalação que eu faça para terceiros seguindo a norma, sim. Mas na minha casa, onde eu tenho o controle de tudo eu procuro ser mais conservador que isso. Por exemplo, pela norma, eu tenho que instalar cabos de 1.5mm2 para iluminação, que tem uma corrente máxima de 17.5A (3850W em 220V) . E preciso de um disjuntor exclusivo para iluminação. Ora, colocar até mesmo um disjuntor de 10A num circuito de iluminação moderno (LED) me parece absurdo. Infelizmente disjuntores de 4A são ainda mais caros que os de 10A. A própria bitola do cabo é exagerada, mas temos o problema da resistência mecânica e quanto mais fino o cabo, mais sujeito a quebrar dentro do eletroduto.
Mudando de exemplo, vamos para o circuito de tomadas, que pela norma precisa ser feito com um cabo de 2.5mm2, cuja capacidade máxima é de 24A (5280W em 220V). Se eu sei que em nenhuma situação razoável eu vou ter mais que 2200W (10A em 220V) naquele circuito, por que eu instalaria um disjuntor maior que 10A nele? As tomadas de uso geral só suportam 10A.
Eu administro o aluguel do apartamento de minha irmã, que não mora mais no Brasil. O disjuntor principal do apartamento, lá no quadro de medição, sempre foi de 16A e além de minha irmã ter morado lá durante anos diversos inquilinos passaram por lá sem que isso fosse um problema. Aí um dia, com um novo inquilino, o disjuntor principal desarmou de manhã cedo. Eles acionaram o zelador, que acionou um eletricista, que “resolveu” colocando um disjuntor de 63A no quadro de medição, porque supostamente os cabos saindo de lá suportam isso.
Mas o que danado aconteceu no apto? Ninguém instalou chuveiro elétrico lá e os inquilinos eram beeemmm “espartanos” no quesito mobília e eletro-eletrônicos.
Eu fui até lá, removi o disjuntor de 63A, instalei o de 16A de volta no lugar e durante essa operação constatei que a fiação no quadro estava muito mal emendada e dando mau contato daquele tipo que você ouve antes de ver. Consertei isso e mesmo com o disjuntor de 16A nunca mais desarmou. O que ia acontecer com aquele mau contato com um disjuntor maior? Ia faiscar até incendiar? Não sei e prefiro não descobrir.
Reiterando: Eu sei o que diz a norma e também sei qual o papel do disjuntor, mas eu me sinto mais confortável sendo conservador.
Ser mais conservador que a norma não chega a fazer mal, não
Quanto ao caso do apartamento, a folga dos cabos deve ter gerado um aquecimento suficiente para acionar o disparador térmico do disjuntor (de 16 A), felizmente antes que “cozinhassem” demais.
E a solução adotada foi correta: resolver o problema das folgas, que causavam o aquecimento. Poderia até ser o caso de o disjuntor de 63 A ser adequado para a capacidade dos condutores, mas o que o tal eletricista fez foi mascarar/empurrar o problema (se é que ele realmente investigou minimamente).
Estou recolocando a piscina da casa em operação depois de mais de cinco anos parada. Instalei um quadro de disjuntores próprio já pensando numa melhoria que vou fazer no circuito do quintal. O quadro conta com DR, rele de sub-tensão
e disjuntor especifico para a bomba. Como essa bomba em operação normal está acusando 5.5A no amperímetro do TOVPD1-40 (4.6A no meu alicate amperímetro vagabundo), coloquei um disjuntor C6 para ela.
Hoje, ao ligar a bomba fiquei surpreso. Piscina cheia e não saía água. A segunda coisa que me chamou a atenção foi o amperímetro acusando 9.4A. A terceira foi a pressão no filtro encostando na faixa “não faça isso”.
Eu havia esquecido de fazer uma manobra requerida no filtro e o caminho para a água estava fechado.
Se eu tivesse ligado e saído, o disjuntor apropriado para proteger a fiação (C10) ia segurar até a bomba pegar fogo. O que eu instalei eventualmente ia desarmar.
Entretanto, eu só coloquei esse disjuntor C6 porque tinha um sobrando no meu estoque de disjuntores. Esses custam facilmente o triplo (uns R$22 ou mais) do que um disjuntor de 10A (uns R$8) custa. Em alguns casos, pode ser melhor avaliar a instalação de um dispositivo eletrônico para monitorar a corrente. O próprio TOVPD1-40 faz isso, mas ocupa o espaço de duas unidades e sai bem mais caro (R$63 hoje), embora também seja bem mais útil.
Mas aí, para proteção do motor, entraria o uso de algum dispositivo como um relé térmico, ou um disjuntor motor (que, resumidamente, é um disjuntor termomagnético com ajuste da corrente de atuação do disparador térmico e – não sei se todos os modelos – sensibilidade à falta de fase). Ou mesmo um relé como o TOVPD1-40.
Os disjuntores domésticos já costumam ser do tipo termomagnético. Ou seja: já incorporam a função de relé térmico. Você acha que um disjuntor termomagnético comum, unipolar, não serve para proteger um motor monofásico? Quando a bomba da piscina deu defeito o primeiro sinal de que havia algo errado foi o cheiro de verniz aquecido. O segundo, o disjuntor que desarmava após alguns minutos.
Esse defeito a que me referi ocorreu no ano passado e foi necessário refazer o enrolamento da bomba. Ela funcionava, mas a corrente ficava acima de 7A, o cheiro de verniz tomava conta do ambiente e eventualmente desarmava o disjuntor
Sim, os disjuntores domésticos são termomagnéticos, e, sim, podem proteger um motor monofásico.
O ponto é que o disparador térmico desses disjuntores é fixo, de modo que eles cumprem bem a função de proteger a instalação (os condutores), quando corretamente dimensionados, mas não necessariamente vão proteger, individualmente, os equipamentos alimentados por aquele circuito.
Isso é um “problema” maior quando se trata de circuitos de uso geral, em que o disjuntor alimenta mais de um equipamento por vez. Para circuitos de uso específico, de fato é mais fácil dimensionar o disjuntor de modo a conseguir o efeito de proteger a carga.
O uso de relés térmicos específicos se dá porque neles é possível ajustar exatamente o valor de corrente acima do qual eles atuam, efetivamente protegendo a carga em questão (ajusta-se o relé para abrir caso a corrente exceda a normal do motor, já considerando o fator de serviço, etc.).
O mesmo efeito pode ser atingido, por exemplo, com o uso do disjuntor-motor, que também permite o ajuste da corrente de atuação do disparador térmico, ao invés de ter que “confiar” no valor fixo, como nos disjuntores comuns.
A título de complemento, aqui em casa temos três condicionadores de ar split Electrolux de 9000BTUs, mas apenas dois deles são usados diariamente. Fui checar os disjuntores que coloquei neles, cerca de 10 anos atrás, e um é B6 e o outro é B10. Provavelmente eu não tinha nenhum disjuntor da curva C adequado no momento da instalação. E um é de 10A porque eu não tinha outro de 6A sobrando (são caros).
Nenhum deles desarma à toa. O que sugere que eu poderia usar um C4 em cada um. Para conferir eu acabo de medir a corrente em um deles e ficou em torno de 2.8A com compressor ligado.
Quando você vai comprar um “kit de caixa de disjuntor para ar condicionado” o disjuntor já começa em C10, que é também o recomendado no manual de instalação do fabricante para esse aparelho. Acho natural que ninguém vá fabricar ou estocar kits com disjuntor C4 ou C6 porque isso encarece bastante o produto sem apresentar algo mais atraente para o consumidor médio. Quem sabe o que está procurando monta o seu próprio kit.
Complementando, se quiser eu posso medir o consumo do meu aqui. E não é eletronico, e apenas um simples modelo de 4 temperaturas. Mas se não me falha a memória é mesmo de 5,5KW (na potencia maxima, super quente) e ligado em 220V.
O consumo na máxima é fácil de deduzir pois está escrito no chuveiro. Mas eu não uso o chuveiro na máxima. Aqui em Recife mesmo quando está fazendo um “frio de lascar” (para os nossos padrões) isso ainda não é necessário.
Defeito na ducha? (“Fuga de corrente interna”? “Semi-curto” interno?) Consegue solicitar troca na loja/assistência por outra igual ou similar? Fale que ela está desarmando o disjuntor, e que a ducha antiga não desarmava.
Eu parei para fazer as contas da diferença de consumo dos dois chuveiros.
Assumindo que:
A diferença seja de apenas 10A (2200W em 220V)
Sejam seis banhos por dia
Cada banho dure apenas 5 minutos (duração ideal definida pela OMS)
O kWh custe R$1
Esse problema me ocupou por vários dias. Eu ia lá na empresa, passava uma hora ou mais fazendo experiências e voltava frustrado para casa sem saber o que estava ocorrendo.
A impressora imprimia normalmente do bloco de notas, do Word, a página de teste… mas quando o usuário tentava emitir um extrato em https://websec.tricard.com.br o trabalho de impressão ficava parado na fila indicando 5.xx de 8.xx MB transferidos e daí a impressora não imprimia mais nada, sendo necessário cancelar o trabalho e desligar a impressora para apagá-lo.
A empresa tinha duas outras impressoras iguais em departamentos diferentes e nas duas eu conseguia imprimir o mesmo extrato, então não era culpa da web app. As máquinas usavam Windows 8.1 nas versões de 64 ou de 32 bits.
O usuário reportou que o problema começou depois que a impressora voltou do conserto. Poderia ser firmware diferente? Então eu trouxe uma dessas impressoras que funcionavam para o computador problemático. O problema persistiu, então não era a impressora também.
Criei um novo usuário no Windows, desinstalei o driver e tentei tanto o mais novo disponível no site da HP quanto o padrão (velho) que vem embutido em um disco virtual na própria impressora. Nada mudou.
Reinstalar o Windows nessa máquina ia gerar transtorno, porque ela tem quatro impressoras das quais três dependem do sistema comercial e o desenvolvedor parece se recusar a explicar como o sistema é instalado, por isso eu dependo do suporte dele para a máquina ficar pronta. Mas quando não parecia mais haver outro jeito eu peguei um outro HDD e fiz uma nova instalação do Windows 8.1 x64 nele, instalei o driver e… o problema persistiu!
Então também não era o Windows, mas o hardware. Mas onde? Era um computador Lenovo V530S-071CB.
O problema desapareceu quando eu desconectei a impressora do hub USB 3.0 xing-ling B-MAX modelo BM8631 onde ela estava conectada e liguei direto em uma das portas dianteiras da máquina. Notar que eu não desconfiei do hub porque neste também estava conectado um adaptador bluetooth fazendo streaming permanente de áudio para o sistema de música ambiente da empresa. E por que eu desconfiaria do hub, se a impressora só não imprimia daquele site?
É o verdadeiro “nada com nada”. Coisas completamente não relacionadas que, juntas, conspiram para não funcionar. Por isso eu sempre digo aos meus clientes que informática tem uma parcela de esoterismo, como a astrologia e o horóscopo
E acho importante frisar que esse é o típico problema onde a solução padrão do mercado, “formatar”, além de não ter resolvido nada ia gerar um transtorno desnecessário e me deixar com cara de idiota diante do cliente.
Depois que funcionou eu fiquei pensando se o problema não era a web app da tricard, mas a complexidade e tamanho do documento a imprimir. Nos meus testes eu sempre imprimi documentos simples, de uma página, enquanto o extrato da Tricard tem duas páginas e é decorado com imagens. Da próxima vez que eu for lá eu vou testar isso.
Vale também imprimir para PDF (usando a PDF printer padrão do Windows de preferência) esse extrato para ver como a página de impressão é gerada … Já vi geradores que geram uma imagem de alta resolução para impressão, em vez de texto, e como é de se esperar o documento acaba ficando enorme, mesmo contendo apenas texto.
Esqueci de informar no post que eu salvei o extrato em PDF usando o mecanismo embutido no Chrome, mas ao tentar imprimir esse PDF na impressora dava o mesmo problema.
E chegaste a obsevar se o PDF gerado contém texto como texto mesmo, ou como imagens?
Sem abrir o documento numa ferramenta forma, uma forma de examinar é dar um zoom absurdo, tipo 1200%, e reparar se o texto é vetorial/suave, ou formado por bitmaps (raster).
Não é muito comum, mas já vi por exemplo app de banco que imprimia recibos e comprovantes como imagem, por algum motivo bizarro – mas faz anos isso.
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Como vocês já sabem, eu estava ficando cada vez mais frustrado com as limitações de fábrica do A11, a lentidão depois do upgrade para o Android 11 e os defeitos que ele começou a apresentar em seguida. Acabei comprando o POCO X3 GT de 8GB/256GB por R$1750 à vista e vou documentar aqui minhas impressões. Não vou esperar para ter uma análise razoável em rascunho, porque isso tende a fazer com que eu nunca publique e vai ficar uma bagunça no início mas depois eu vou arrumando o post.
Eu comprei o modelo de 8GB/256GB não porque eu ache que eu precise de tudo isso, mas era o modelo disponível quando o meu amigo José Carneiro pôde fazer essa compra para mim lá em Brasília. Foi numa loja que ele conhecia, que deu três meses de garantia, e ele está viajando para lá regularmente. Por mim um modelo de 4GB/128GB já estaria bom demais.
A migração de um aparelho para o outro foi mais rápida do que eu esperava. O assistente de inicialização me guiou pelos passos necessários e, com os dois telefones próximos e conectados à mesma rede, em poucos minutos grande parte das configurações do A11 já estavam copiadas para o POCO. Coisas chatas de lembrar e reunir como senhas das redes Wi-Fi, credenciais de login em sites, números bloqueados no app Phone, todas as mensagens SMS e opções de acessibilidade. Acelera muito, mas ainda fica faltando muita coisa. Por exemplo:
Sons precisam ser redefinidos manualmente. Eu até entendo que o aparelho da Xiaomi não possa copiar o som de notificação nativo da Samsung que eu havia escolhido, mas também não copiou o clip mp3 personalizado que eu havia definido como ringtone;
Apps não são literalmente copiados: As versões mais recentes são instaladas via Play Store. Admito que isso pode evitar problemas, mas também cria outros que você vai ter que resolver caso a caso;
O Chrome vem “limpo”, sem as abas que estavam abertas no outro telefone;
Apps como Fuelio e Sportractive requerem que eu exporte o backup no telefone antigo e restaure no telefone novo;
Apps que precisam de login como Strava, Zepp, Waze e Carteira Digital de Trânsito não migram o login e você precisa lembrar as credenciais na primeira vez que usá-las;
Minha biblioteca de músicas, livros e filmes precisa ser copiada manualmente;
O Waze só realmente termina de ser instalado na primeira vez que você o utiliza. Então você precisa lembrar de iniciar o Waze uma vez após a migração e antes de realmente precisar dele;
O Whatsapp precisa ser copiado manualmente – Em teoria, o whatsapp é restaurado inteiramente via backup do Google Drive no telefone novo, mas a diferença entre o tamanho da pasta no telefone antigo, o tamanho do backup e o tamanho reportado pela rotina de backup do whatsapp (três valores diferentes) sempre me deixou muito desconfiado, por isso faço manualmente.
Limitações já encontradas
Não tem slot para cartão microSD – Eu tenho o hábito de transferir os arquivos de um telefone para outro usando o cartão e quebrei a cara. O telefone tem outras opções como a cópia via cabo USB-C (usando um adaptado OTG em uma das pontas) mas parece haver um bug no app que faz essa operação (não consegui enxergar o outro telefone usando o app de arquivos normal) pois eu transferi minhas músicas sem problemas aparentes mas a transferência da pasta do whatsapp dava erro logo no início. Isso foi resolvido copiando o whatsapp para o cartão microSD no A11, conectando o cartão no POCO usando um leitor com adaptador OTG e usando o app de arquivos normal.
Não tem conector P2 para fone de ouvido – Embora eu seja um fã de fones bluetooth, nos últimos seis meses eu venho usando exclusivamente fones com fio nas minhas caminhadas porque ao mesmo tempo 1) são menos esquisitos e 2)deixam claro que estou usando fones e posso não ouvir. O telefone não vem com nenhum fone, mas vem com um adaptador USB-C que funciona, mas tem uma aparência tão frágil que preocupa. Junte o problema anterior e esse aparelho acaba parecendo excessivamente dependente do conector USB-C.
Automatic Call Recorder agora não grava a outra parte nem no viva-voz – Isso é extremamente decepcionante. Felizmente o app nativo tem suporte a gravação manual.
Outras observações
Carregador de 67W – Carregou o telefone de 19 a 51% em 13 minutos.
Investigando uma doideira no GPS – Isso possivelmente é um erro da nova versão do Sportractive (4.5.3) automaticamente instalada no POCO (o A11 está com a 4.4.3), mas ontem eu fiquei alarmado ao ouvir o app reportar via TTS velocidades anormalmente baixas a cada km percorrido. Eu tinha certeza de que tinha que estar sustentando mais de 7km/h e o app insistia em reportar menos de 6.5 km/h. Para quem não caminha essa diferença de 10% parece insignificante, mas há uma considerável diferença de esforço físico entre as duas. Depois de terminar meu percurso de 22km fui conferir o histórico e pareceu normal, registrando médias por km de até 7.3km/h. Por alguma razão, só o TTS recebe a velocidade errada. O problema do GPS era causado por estupidez minha.
Outras pessoas podem ouvir o que dizem a você numa ligação – Mesmo sem o viva-voz ligado. O alto falante superior fica voltado para cima em vez de em direção à sua orelha como no A11 e se um terceiro estiver sentado ao seu lado pode acompanhar (ou ser incomodado por) toda a conversa.
Ficou mais rápido, mas não estou impressionado ainda – O A11 também parecia ágil antes do upgrade para o Android 11.
Essa troca da posição do sensor de digital me cansa – Quando eu me acostumo, muda. No A5 era no botão na frente, no A11 era no fundo e no POCO é no botão na direita.
Digitação da senha de destrave é estranhamente lenta – Como se o telefone demorasse a reconhecer cada toque. Eu não consigo digitar com agilidade e estou começando a desconfiar de que seja proposital; Este problema era causado pelo zoom de tela ativado por três toques na tela.
Não estou impressionado com a duração da bateria – Consumi 60% em pouco menos de 24h. Não parece diferente do que eu conseguia com o A11.
Outros
Veio com Android 11 mas, só para confundir, a versão da MIUI (a interface de usuário da Xiaomi) é 12.5.8;
Volume máximo dos headphones com fio bem mais alto que no A11;
Google Maps não estava abrindo, mas bastou atualizar. Isso me deixou confuso por alguns minutos porque eu achava que o telefone após a migração estaria com as versões mais recentes de todas os apps, mas após checar descobri que aparentemente nenhum dos apps pré-instalados foi atualizado automaticamente e talvez isso se deva à minha preferência nesse sentido ter sido copiada do telefone antigo;
A bússola está funcionando, mas no Google Maps a direção apontada é desalinhada vários graus em relação ao eixo das ruas. Não sei se é normal e eu é que nunca notei, mas o desalinhamento não deve ser problema porque geralmente o que me faz falta (na ausência do sensor bússola) é saber se o navegador está me mandando ir em frente quando na verdade eu preciso ir para trás;
Zepp continua não armazenando dados de altitude durante a caminhada, apesar do Sportractive fazer isso. Mesmo problema que ocorre no A11;
Alguns apps como o Waze e o Zepp parecem mais bonitos agora;
Embora o app padrão de câmera não leia códigos de barra, vem com um app nativo que lê até Qr Code;
Eu não estava conseguindo posicionar os ícones do jeito que eu queria na Home Screen (por exemplo, todos os ícones de apps relacionados a minhas caminhadas um do lado do outro). A MIUI reposicionava os outros ícones automaticamente. E só vi mais gente reclamando disso sem solução. Então eu notei que conseguia posicionar na segunda tela e após experimentar, descobri que se eu mover o widget Google para outra tela e o widget que mostra a hora para o topo eu consigo posicionar os outros ícones do jeito que quero na principal.
Chamadas telefônicas que tem gravações associadas aparecem com um ícone de microfone na lista de chamadas recentes do app Phone. Basta tocar na ligação para ter acesso à gravação. Se parecer muito baixo é porque por default o áudio é reproduzido no falante destinado a ficar junto da sua orelha (o superior). Para ouvir mais alto toque no ícone de viva voz. Você pode compartilhar o áudio livremente.
A captura de tela nativa tem opção de rolar a tela automaticamente enquanto captura. Ao fazer a captura uma miniatura aparece na tela com a opção “rolar” (scroll) que se você tocar a captura é repetida rolando a tela.
Um dos maiores problemas que estou tendo com o telefone é me acostumar com o leitor de impressões digital no mesmo botão que bloqueia o aparelho, que também fica na mesma posição em que o seguro. Eu tenho que me lembrar de após bloquear para colocar no bolso, tirar imediatamente o dedo, ou antes do telefone chegar ao bolso já vai estar desbloqueado.
Também mudei recentemente para um Poco (F3). Na fase de pesquisa, vi uma avaliação dizendo que a posição do sensor de digital às vezes fazia a pessoa desbloquear o telefone sem querer. Porém, o avaliador disse que era possível configurar para só fazer o desbloqueio ao apertar o botão (com a digital cadastrada, lógico). Não sei o caminho pois estou me adaptando bem ao comportamento padrão.
A doideira da interpretação do GPS continua. Instalei a mesma versão do Sportastic que tenho no A11 e o seu TTS continua informando velocidades médias absurdas. Só que parece ter invertido: em vez de informar velocidades 1km/h mais baixas, agora informa até 3km/h mais altas que o real. O problema era causado por estupidez minha.
No histórico as velocidades continuam (aparentemente) corretas.
Salvo engano o Poco x3 GT já tem Android 12 Oficial com a MIUI 12.5.x ou 13.
Sem dúvida nenhuma é um ótimo aparelho embora eu teria escolhido o Poco x3 pro Nfc pelo custo beneficio
Ou talvez o poco F3 pro. Pelo chipset e custo beneficio.
Não conferi se está na lista das customs. Mas xiaomi.eu é bom lugar pra usar roms oficiais ou extra com alguns updates.
Os xiaomi as vezes tem uns bugs pra lá de estranhos em alguns modelos com GPS. Mas não sei como está na linha poco
Eu sai e me dei de presente mudar do Xiaomi Mi Max 3 pra um Galaxy S21 5G ( nada de ultra ou o chip snap que queria) mas no conjunto da obra. O Samsung tá me impressionando.
Boa diversão com o xiaomi vai curtir e tem um ótimo aparelho pra pelo menos uns 3 anos. Com custom rom vai até mais longe.
Eu e minha esposa já temos nossos Motorola Z Play (32 de armazenamento e 3 de RAM) há 4 anos a ainda estamos bem servidos… talvez no final do ano trocar finalmente…
O microfone embutido parece ser muito ruim. Áudios do whatsapp produzidos em ambiente barulhento como um ônibus ficam muito difíceis de discernir, mesmo com você falando com a boca junto ao microfone. Eu não lembro de ter tido esse problema com o A11.
Vi seu post para saber o que as recomendações, mas como vi esse também, preferi comentar nesse mesmo.
Boa escolha, vi que lançaram o POCO X4 PRÓ, muito top também, porém aconselho sempre verificar espaço e claro, qualquer vídeo que grave, manda pra nuvem ou então vai ser necessário comprar um com 1TB de armazenamento kkkk.
Na semana passada o POCO atualizou para o Android 12. E confirmando minha suspeita de que é para confundir, a MIUI foi atualizada para a versão 13. Com a atualização eu descobri a razão para a lentidão ao digitar a senha. Um novo (e melhor) recurso de zoom foi disponibilizado e o telefone gerou um aviso de que o uso do zoom ativado por três toques na tela criava problemas. Passei a usar do novo jeito e a lentidão sumiu.
O programa File Manager, que vem embutido, começou a exibir uma absurda quantidade de propaganda durante o uso. Não era só um banner que eu podia ignorar, mas algo que efetivamente retardava a operação do app. Desinstalei as atualizações do app e o problema sumiu.
Eu esperava isso de um fabricante xing-ling qualquer, mas não de uma gigante como a Xiaomi.
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Briga física. Vocês sabem que nunca fui tímido na hora de brigar por idéias.
Eu não sou um cara violento. Não gosto da idéia de resolver as coisas “na porrada”. E quando eu sei que há uma confusão à minha esquerda eu vou para à direita. Mas ontem, durante uma das mais longas caminhadas que já fiz me deparei com algo que não presenciava há muito, muito tempo: um cara batendo em uma garota. A última vez que eu vira algo assim foi na adolescência, em casa, mas minha mãe revida.
Eu tinha acabado de entrar em um beco que liga duas ruas do meu trajeto e pelo qual eu passo duas vezes seguidas em cada volta, quando notei duas coisas ao mesmo: um conhecido “faz-tudo” aqui do bairro que presta serviços lá em casa passou por mim com uma expressão enigmática, e mais à frente, numa saída lateral do beco, um cara parecia dar chutes em uma garota. Havia muito mato na frente, mas se ele não estava chutando-a, estava fazendo uma coreografia de dança.
Reduzi o passo e tirei os fones de ouvido. O cara estava gritando com a garota, que chorava. Ele era mais alto que ela, que provavelmente não alcançava os ombros dele. A agressão física pareceu ter parado e eu acabei seguindo meu caminho pensando “em briga de marido e mulher…”
Mas aí eu tive que enfrentar minha consciência, que é uma #@!&* vingativa.
Enquanto eu dava a costumeira volta antes de passar pelo beco pela segunda vez eu não conseguia parar de pensar na garota chorando, sendo agredida, em um beco escuro onde ninguém estava vendo.
Mas eu tinha visto e não fiz nada.
Sabe aquela situação em que você fica:
“po*ra…”
“po*ra…”
“po*ra…”
“PO*RA!” ?
Passei pela última vez no beco. O cara ainda gritava com a garota, que estava acuada, de costas para um muro, chorando. O cara estava “em cima” dela e isso só acentuava a diferença de tamanho e aquela sensação de que a qualquer momento vai sair uma bofetada. Eu parei na entrada da bifurcação que ia até onde eles estavam, a não mais que quatro metros do casal e gritei “Ei, cara! Deixa a garota em paz!”.
Para minha surpresa, nenhum dos dois esboçou reação. O cara continuou gritando, apontando para o rosto e dizendo, “olhe o que você fez!” (não consigo imaginar que pudesse ser algo relevante, já que ele parecia ser tatuado da cabeça aos pés) e a garota continuou encolhida, chorando e pedindo desculpas. Fiquei alguns segundos observando a cena e como a garota não fez qualquer gesto em minha direção eu pensei “em briga de marido e mulher… dane-se…” e recomecei meu trajeto.
Eu sou forte e meu físico, de calção e camiseta, intimida; mas não tenho técnica. Nunca precisei realmente resolver algo “no braço” e não sei como me sairia se eu realmente precisasse defender a moça. Apenas de uma coisa eu tinha certeza: se a briga começasse, um de nós dois ia ter que sair daquele beco carregado. Para minha surpresa, não senti medo em momento algum. Meu coração não acelerou. Era simplesmente algo que eu precisava fazer e sempre acreditei que somente covardes só entram numa briga quando tem certeza de que vão ganhar.
Só quando eu dei as costas o valentão esboçou reação e veio atrás de mim me xingando. E a garota veio atrás dele para “segurá-lo”. Eu me voltei para o casal, que parou há cerca de três metros, não olhei para ele, olhei para a menina e perguntei alto e claro: “Garota, você quer ajuda?”
Em meio à discussão deles, em que a garota continuava “segurando-o” para não brigar comigo, esta respondeu “não, moço, deixa para lá” e se voltou para ele para continuar a dissuadi-lo de me enfrentar. Novamente observei por alguns segundos, dei as costas de novo para o casal e saí do beco.
Não consegui dar cinco passos e a #@!&* da minha consciência me parou de novo. Me virei novamente e fiquei olhando para a saída do beco. Por causa do ângulo eu não podia mais vê-los, mas podia ouvir que continuavam discutindo e fiquei parado no meio da rua tentando decidir o que fazer.
No bairro eu sou no mínimo uma “curiosidade”. Minhas caminhadas de alta intensidade (até 7.5km/h) e várias horas de duração chamam a atenção de muita gente. Alguns até já me pararam durante o trajeto para conversar sobre isso. Eu imagino como deve ter sido curiosa a cena para o grupo de pessoas (acho que três casais de jovens) que estava há cerca de 80m rua acima. Na minha primeira passagem (quando a minha consciência ainda estava me atormentando pela primeira vez) eles estavam de pé conversando, mas desta vez quando desviei meu olhar do beco e olhei rua acima os seis pareciam estar calados olhando para mim. Pelo menos um deles deve ter notado quando saí do beco e depois parei e me virei, brilhando de suor no corpo inteiro (normal, naquele ponto do meu trajeto), ofegante e olhando fixamente para algo que eles não podiam ver.
Fiquei assim por um tempo até que as vozes no beco pareceram se afastar e à minha esquerda ouvi outra voz dizendo “eles estão indo embora”. Dois rapazes estavam vindo pela rua que ficava à frente do beco e aparentemente viram parte da confusão. Contei rapidamente o que havia acontecido e que eu havia visto ele batendo nela e fui embora.
Meu amigo José Carneiro, que caminha comigo nos primeiros 9km, me disse que eu deveria ter chamado a polícia e ido embora, porque esses caras não tem nada a perder e eu caminho todas as noites. Na ocasião isso nem me passou pela cabeça. Eu estava com o celular e a ronda da PM passou por mim pelo menos quatro vezes durante a noite. Eles poderiam ter chegado rápido. Da próxima vez (espero que não haja uma) farei isso, mas não sei se iria embora. Poderia acabar até pior: eu provavelmente iria para a delegacia testemunhar a agressão, o cara ia ser enquadrado na Maria da Penha e aí realmente ia ter motivo para guardar rancor.
Para a minha sorte, ninguém que que lê meu blog conhece minha mãe ou contaria para ela. Eu ia ter sérios problemas com minha rotina de exercícios se ela descobrisse isso.
Parabéns Jeff por se importar, nesse mundo louco e desprovido das básicas regras morais que regeram e conduziram a humanidade por séculos.
Que Deus te abençoe e proteja sempre.
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Alguns de vocês talvez se lembrem do meu post de dezembro de 2020, onde eu afirmei ter perdido oito quilos em apenas um mês. Na ocasião eu estava com 75kg, mas a alegria durou pouco porque eu não consegui sustentar aquilo. Meu organismo parecia estar reagindo e se negando a continuar abrindo mão de 2kg por semana. Juntou com o fato de que era dezembro, época de festas, e o trem descarrilou de vez. Em meados de 2021 eu já estava batendo nos 85kg.
Tentei de novo o regime de fome, da mesma forma. Não funcionou dessa vez. Meu organismo parecia mesmo estar reagindo a isso.
Em setembro decidi mudar a abordagem e voltei a caminhar, para ver se surtia algum efeito. Eu caminhava um mínimo de 6km e um máximo de 12km por noite, todas as noites, mas passados dois meses não estava surtindo efeito algum na balança. Até mesmo porque no final da caminhada eu chegava com uma fome que me fazia comer tudo o que eu poderia ter perdido em calorias.
O limite de 12km era devido ao tédio (eram quase duas horas caminhando pelo bairro) e a meus pés, porque eu descobrira mais de um ano antes que aos 13km eu tendia a ter algo que meu ortopedista atribuiu a fascite plantar. Mas como já fazia muito tempo que eu havia testado esse limite, comecei a testar de novo em dezembro e descobri que agora meu limite era 22km mas por causa de outras dores nos pés e não o fantasma da fascite.
Dei um jeito de esquecer o tédio prestando atenção à música nos headphones (e às garotas na rua) e minha rotina passou a ser de 12 a 22km diários a uma velocidade média de 6.5km/h com picos de 7.3km/h (a propósito, meu recorde é de 30km em 4h e 27min numa noite). Não posso correr, porque tenho condropatia patelar e meus pés chatos também não gostam da idéia.
Isso teve um efeito no meu organismo. Além de uma lenta (e saudável) redução no meu peso eu não passei a ter o dobro da fome ao terminar a caminhada. Pelo contrário, a fome parecia menor do que quando eu fazia entre 6 e 12km. Eu comecei assim no final de dezembro do ano passado, quando estava de novo com 83kg, e hoje estou orgulhoso de estar com 74.1kg sem ter precisado me engajar no regime de fome que eu tinha tentado antes.
Quando eu disse a meu clínico geral no mês passado o que eu estava fazendo ele teve um choque e me fez fazer uma bateria de exames porque provavelmente achou que na minha idade e tendo saído do sedentarismo recentemente nesse ritmo eu ia cair duro a qualquer momento. Ecocardiograma, teste ergométrico, ultrassom total do abdômen e um monte de exames de sangue. Tudo deu resultado surpreendentemente positivo. Nem a anemia e outras deficiências que apresentei em 2020 por causa do regime de fome eu tenho mais. O teste ergométrico foi o mais surpreendente. Quando eu pedi para parar o teste por exaustão após apenas 9 minutos e 39 segundos eu achei que tinha ido bem mal, mas aí saiu o resultado dizendo que tenho aptidão cardio-respiratória “excelente” e um valor de VO2 max de um homem 20 anos mais novo. Isso correspondia com o que eu sentia ao fazer minhas caminhadas de até 30km, porque eu nunca parava por cansaço mas por dores nos pés. Mas ainda assim me surpreendeu.
O clínico geral me liberou completamente para continuar com o que eu estava fazendo.
No mês passado eu voltei a fazer musculação após 20 anos. Eu estabeleci meu objetivo de perda de peso desta vez em 71kg (ou o desaparecimento do que resta da minha barriga), que é o limite do que é considerado saudável para a minha altura e “coincidentemente” é o valor proposto no resultado da avaliação física que fiz na academia, que leva em consideração minha massa muscular. Eu tive receio de que minha facilidade genética para adquirir “massa magra” pudesse influenciar o que eu via na balança, mas continuo perdendo peso lentamente apesar de já estar achando, no espelho da academia, que a musculação está fazendo efeito.
Resumindo:
11/2020: 83kg
12/2020: 75kg
12/2021: 83kg
03/2022: 74kg
Vamos ver até onde consigo ir. Torcendo para a sanfona não tornar a inflar de novo.
Parabéns pelo esforço, Jeff.
Sua iniciativa é um exemplo pra mim; estou trabalhando num horário mais complicado, só me resta caminhar à noite (o que não é muito seguro por aqui), e sem verba pra academia.
Mas vou buscar fazer algo.
Obrigado por compartilhar, sua ajuda vai além dos computadores.
Quando a gente é jovem não dá a devida importância, mas depois que você sai dos “-inta” e entra nos “-enta”, à medida que o tempo passa você vai mais e mais acreditando no que dizia o personagem Paulo Cintura:
“Saúde é o que interessa. O resto não tem pressa”.
Para minha sorte, eu acho meu bairro perfeitamente seguro, apesar de ser um bairro de classe média baixa (ou talvez por isso). A criminalidade é rara por aqui, talvez pelo fato de que o bairro inteiro vira frequentemente dormitório de alunos da PM por meses. Todas as casas desocupadas são alugadas por eles de tempos em tempos. E viaturas da PM rondam por aqui à noite com uma frequência que às vezes me espanta. Mas mesmo fora da época em que os alunos estão aqui o bairro é tranquilo. Saio para caminhar todas as noites com o celular e dinheiro no bolso e não tenho absolutamente qualquer medo de ser roubado. Aqui é muito mais provável ser atropelado por um dos motoqueiros irresponsáveis que fazem entrega.
Coincidência, pré pandemia eu pesava 70 kg e agora estou com 75kg, como eu jogava bola agora que fiquei velho eu tenho fascite plantar (estou rolando uma garrafa de gelo no pé agora) e lesão na condromalácia, mas também não tenho 3 ligamentos do tornozelo e bursite no quadril, caminhar para mim é tortura. Achei a natação, não sinto dor, mas é um saco ficar indo e voltando na piscina, ainda não perdi peso mas o corpo e a disposição já mudaram. Pré pandemia eu madava 3 km em 40 minutos, agora não consigo nem 1,5 km. Um hora eu chego lá
Essa questão de peso é complicada pros dois lados, eu já tenho muuita dificuldade para engordar, até o final de 2020 com 35a eu tinha o mesmo peso desde os 15a (~53Kg), com meus 1.69Mt não chegava a parecer um anoréxico mas sempre fui considerado magrelo.
Depois de passar por um quadro de depressão consegui ganhar quase 10Kg por conta de medicamentos (bônus, no meu caso!), e a uns meses parei de tomar e comecei a fazer musculação que faz bem tanto para perder quanto para ganhar massa, cheguei a bater nos 65Kg mas acabei recuando ~63Kg.
A disciplina é um fator que complica demais pois ter ânimo para fazer algo que não gosta é complicado, no automático agente acaba escorando em qualquer situação como desculpa, depois de natal e revellion acabei desanimando total e fiquei 2 meses sem ir pra academia, a +- 2 semanas voltei e já percebo alguma diferença estética, nos +- 4 meses que fiz de academia acabei perdendo tudo nos 2 que parei.
Temos que ter essa rotina em mente como uma obrigação como trabalhar e etc pra não desanimar, e mesmo depois de chegar no peso/físico desejado é importante não parar com a rotina de exercícios senão perde tudo que ganhou.
Boa sorte Jefferson que continue focado no seu objetivo.
Essa questão de peso é complicada pros dois lados, eu já tenho muuita dificuldade para engordar, até o final de 2020 com 35a eu tinha o mesmo peso desde os 15a (~53Kg), com meus 1.69Mt não chegava a parecer um anoréxico mas sempre fui considerado magrelo.
Tenho a mesma altura e até os 24 anos meu peso ficou estável em 63kg não importando o que ou quanto eu comesse. Depois disso, só subiu.
Temos que ter essa rotina em mente como uma obrigação como trabalhar e etc pra não desanimar, e mesmo depois de chegar no peso/físico desejado é importante não parar com a rotina de exercícios senão perde tudo que ganhou.
Sim, uma obrigação. Tenho três objetivos e para alcançar o objetivo final eu já concluí que vou ter que continuar me exercitando diariamente até o fim da minha (espero que saudável) vida. É claro que depois de alcançar o primeiro objetivo eu já vou poder dedicar menos horas diárias a isso e após alcançar o segundo, menos ainda. O terceiro só vai exigir uma rotina de “manutenção”.
Boa sorte Jefferson que continue focado no seu objetivo.
Passei praticamente todo o mês de março sem perder peso. Pelo contrário, a balança insistia em ir no sentido contrário. Eu atribuí isso aos efeitos da musculação, tanto no aumento de massa magra quanto no apetite.
Aí hoje, após ter batido meu recorde de caminhada (36km em 5h15min ontem à noite), a balança me recebeu com 71.7Kg
Ontem eu pesava 73.7Kg.
Estou dividido entre “caminhar realmente emagrece” e “mas que ***ra é essa?!”
O mais interessante é que já consigo vislumbrar uma leve sombra, quase uma miragem, de marcas de tanquinho na minha barriga. Quando a encolho, claro.
Nota1: Eu sempre faço minha pesagem ao acordar de manhã, apenas de cuecas e após urinar. Nota2: O que limita definitivamente meu recorde de caminhada é o danado do sapato. Estou usando atualmente um Asics Gel Pulse 13, que apesar de não ser realmente confortável é melhor que os anteriores. Eu até poderia ter feito mais que 36km ontem, se já não tivesse passado da meia noite e da hora de voltar para casa.
Meu peso tem oscilado em torno dos 72kg (mais para cima que para baixo) e minha fome parece ter aumentado na última semana. O “problema” é que minha massa muscular está evidentemente aumentando o que implica em ganho de peso.
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Eu estava satisfeito com meu Samsung A11 até ele ser atualizado para o Android 11. Depois disso o celular ficou um lixo. Pode ter sido coincidência, mas desde a época da atualização a touchscreen vem dando toques fantasmas que às vezes atrapalham demais. E ficou lento;
Eu posso fazer o downgrade para o Android 10 e até já baixei a ROM, mas não me atrevo a fazer isso antes de ter passado todos os meus aplicativos para um celular novo e não sentir falta de nada por pelo menos um mês.
Estou disposto a pagar até R$2mil mas também não quero desperdiçar dinheiro. A princípio não quero mais Samsung, basicamente porque não suportam mais gravação de chamadas.
Características que me importam:
Um mínimo de 3GB de RAM. Eu não acredito que algo seja realmente funcional com menos que isso hoje, mas como eu não uso para jogar não creio que precise de mais que 4GB também;
Se grava conversas telefônicas. Compatível com o Automatic Call Recorder ou similar (preferível) ou que pelo menos o app padrão tenha suporte. Eu posso gravar perfeitamente com o A11, mas tenho que me lembrar de colocar no viva voz;
Barômetro, para registrar altitude corretamente. Não é indispensável, já que mesmo barômetros não são perfeitos nisso;
Bússola (magnetômetro), para o Waze, Google Maps e skEye;
Acelerômetro e giroscópio, para o skEye;
Se a câmera é boa para fotos macro e à noite;
Leitor de impressões digitais;
Jack para fone de ouvido;
Bluetooth 5.0;
Velocidade do Wi-Fi maior que 100Mbps, para permitir teste de roteadores. Não é essencial, porque sempre posso usar outro aparelho para isso.
Embora você esteja com um pé atrás nos Samsungs, no Brasil e opção de marca é um pouco limitada. Eu chutaria em um Samsung S20FE.
Quanto à gravação, realmente nunca utilizei, então não posso dizer. Mas sei que dá para trocar o discador e sei que a própria Google já liberou lá atrás gravação nativa no app dela. Mas não sei o trabalho que daria. https://olhardigital.com.br/2020/10/22/dicas-e-tutoriais/como-gravar-chamadas-de-forma-nativa-no-android/
Jeferson, eu era usuário fiel de Motorola, em 2020 troquei pela Xaiomi e não me arrependo em 2020 adquiri um Redmi Note 8 pro 6Gb/128 Gb… por 1400,00 1 ano depois comprei o mesmo aparelho pra minha esposa.. no final do ano passado comprei um poco x3 pro pra minha filha com 8Gb/256Gb por 1750,00 e o aparelho é muito bom…. tinha o pé atras com a Xaiomi mas os aparelhos rodam tudo muito bem …e são bem resistentes… o meu com mais de dois anos de uso segura a bateria de boa… coisa que não acontecia com os motorola que depois de 1 ano e 2 meses apresentavam degradação da bateria… E eles ainda vem com infra-vermelho que são uma mão na roda quando o controle remote some…
Um amigo me recomendou o POCO, mas nas pesquisas que fiz não encontrei nenhuma loja conhecida vendendo. Mesmo quando no resultado da busca aparece “Amazon” e “Carrefour”, na verdade é um anúncio no respectivo marketplace “vendido e entregue” por uma loja completamente desconhecida. Aí eu fico com um pé atrás.
Jeferson, a maioria esmagadora de Xiaomi no Brasil vem por importação ilegal, e os preços praticados pela importadora oficial estão fora da realidade do mercado, até comparando com outras marcas. Dessa forma, não acredito que vai achar lojas oficiais vendendo esse produto.
Uma pesquisa rápida no MercadoLivre mostra vários vendedores ótimos com frete grátis e parcelamento sem juros, mas lembro de ter lido alguma coisa sobre teu receio com o MercadoLivre, então fica apenas a dica por aqui.
Em relação ao modelo, reitero a sugestão do Fabio Esteves pelo Poco, particularmente o modelo X3 NFC de 128Gb, pois o processador é pouca coisa inferior ao modelo Pro, mas a câmera é muito superior.
Não sei se você já conhece, mas o site GSM Arena permite fazer comparativos e até fazer uma busca detalhada com as funções que você está procurando, o que pode te ajudar caso opte por outra marca.
Espero ter ajudado.
Sim, nesse caso fica mais complicado, aqui no RJ nos “info shopping”, você consegue comprar o aparelho em loja fisica um pouco mais barato que no Mercado Livre, porém é a vista… Meu irmão comprou pelo Mercado Livre de uma loja de SP e parcelado…
Meu pai comprou um Xiaomi “médio” por assim dizer, não lembro o modelo mas é bem fininho. A quantidade de spyware que vem de fábrica é impressionante, até o gerenciador de arquivos nativo conecta com os servidores da Xiaomi e mostra publicidade, fora o tanto de coisa que precisa desativar pra não ficar passando dados 24 horas (isso supondo que desative mesmo, tenho minhas dúvidas). Claro que a Samsung tem bastante lixo com telemetria e tudo mais ativado, mas no Xiaomi a quantidade é bem maior. Tem gente que afirma que não tem nada disso e que “nunca viu” mas é porque nunca abriu o menu de configurações e deixa tudo no padrão mesmo. Não me considero um paranoico pela privacidade mas também não abraçaria os produtos da Xiaomi como primeira opção.
Tenho um Xiaomi e resolvi parte desses problemas simplesmente não utilizando os serviços e apps nativos da xiaomi. Os anuncios em geral resolvi de forma radical, root e adblock.
Algumas pessoas são viciadas na adrenalina dos sustos em um filme de terror. Eu sou em cenas que dão um nó na garganta ou pelo menos me deixam arrepiado (mas não de medo). Como esta semana eu estou particularmente emotivo (nem perguntem) decidi compilar uma lista dessas cenas. Este post vai crescer com o tempo e infelizmente quando eu apontar a cena no youtube não esperem que esteja dublada ou legendada. Já é suficientemente difícil encontrar sem essas restrições.
Eu vou tentar dar um contexto, mas eu não espero que alguém que não tenha assistido ao filme possa captar toda a emoção das cenas. Falta entender os personagens, suas relações e o que os levou até aquele momento. Eu também não espero que a maioria dos meus leitores, até onde sei todos portadores de um cromossomo Y, se interesse por isso.
O Segredo do Abismo
Bud e Lindsey estão em um mini-submarino avariado a cerca de 600m de profundidade e a água congelante está subindo rapidamente. Eles tem equipamento para que apenas um deles possa escapar e Lindsey insiste que Bud a deixe morrer afogada e a ressuscite na base submersa. O oposto não seria possível porque Lindsey não tem força para nadar carregando Bud. Notar a tensão crescente e a agonia do personagem de Ed Harris.
Bud carrega o corpo de Lindsey pelo fundo do mar, de volta para a base. Notar as expressões do resto da equipe quando começam a se dar conta de que não há mais volta para Lindsey.
Bud simplesmente não pode aceitar que deixou a esposa morrer para que ele pudesse viver. Dois minutos de insanidade que dão resultado, para surpresa e felicidade geral.
Mais tarde, Bud sai sozinho em uma missão para impedir que a ogiva nuclear detone. Ele tem sucesso, mas levou 30 minutos para descer o abismo e só tem 5 minutos restantes de ar. Diante do desespero de Lindsey ele informa que sabia que tinha uma passagem só de ida e que a ama. Esse diálogo acaba sendo instrumental mais adiante no filme.
Coração de Cavaleiro
Durante o torneio, Will descobre que seu oponente é o Príncipe Edward (que realmente existiu) disfarçado. Em vez de desistir do combate, como todos os outros cavaleiros fizeram ao se dar conta do mesmo, Will decide continuar para deleite do príncipe, que estava frustrado por não conseguir participar. Mais tarde, quando descobrem que Will não é um cavaleiro e o condenam (para começar) à execração em praça pública, o príncipe Edward reaparece, tece elogios a Will por ter tudo o que é necessário, ordena que o libertem, inventa que Will tem descendência nobre (desafiando qualquer um a contradizê-lo) e o ordena cavaleiro (Sir William) no local. A entrada de Edward poderia ser menos teatral e o comportamento dos extras melhor, mas tirando isso acho a cena excelente.
Vingadores: Ultimato
O sacrifício da Viúva Negra, após lutar ferozmente com o seu melhor amigo pelo “privilégio”.
O Capitão não desiste e, quando tudo parecia perdido, a maré vira. Eu tenho ressalvas quanto a essa cena pelo absurdo (para começar, Doutor Estranho não poderia ter explicado a situação a tantos grupos e coordenado esse contra-ataque em minutos), mas entendo que o diretor estava almejando o efeito “UAU” e ignorando o resto. Deu certo.
V de Vingança
A cena final, quando os frutos do planejamento de anos feito por V são colhidos.
Guardiões da Galáxia Vol 2
O funeral de Yondu. Ao ver a reação de Kraglin à chegada dos ravengers eu não me contive mais.
Gravidade
Kowalski se sacrifica para salvar Ryan.
Star Trek: Além da escuridão
A morte de Kirk, que fica ainda mais impressionante com a reação do normalmente insensível Spock.
O Inferno de Dante
O resgate de Harry e posteriormente de Rachel e sua família. Esta cena ainda me emociona apesar de ter sérios problemas de script e direção, ancorados no fato de que supostamente Harry estava preso naquela situação impossível há dois dias. Se a cena anterior mencionasse algo como “duas horas” ficaria muito melhor, mas a recuperação instantânea de Harry ainda seria difícil de engolir.
Always (Além da Eternidade – 1998)
A cena final, quando o espírito de Pete “resgata” Dorinda e, finalmente deixando de lado o ciúme, a liberta para seguir sua vida com Ted.
Mulan 1998
Com inteligência e perseverança Mulan consegue o que nenhum homem havia conseguido, ironicamente (ou não) ao som de “Be a man”.
A cena da batalha no gelo, quando finalmente somos apresentados ao tamanho do contingente de Shan-Yu e percebemos o quão desesperadora é a situação do pelotão de Mulan.
O imperador, que não se curvara nem diante da morte certa, se curva diante de Mulan.
Mais tarde, quando Mulan entrega a espada de Shan-Yu e o brasão do imperador ao pai, este, que por mais de uma razão não esperava vê-la de novo com vida, joga os presentes do chão, abraça Mulan e diz que a maior honra e presente que ele poderia ter é tê-la como filha.
Lilo & Stitch
O perigosíssimo “experimento 626” pede para dizer adeus à sua família.
Sinbad 2003
Sinbad, um ladrão egoísta e mentiroso que poderia ter fugido facilmente (e quase todo mundo esperava que ele fizesse isso) retorna a Siracusa para encarar sua execução e assim poupar a vida do amigo que ia morrer em seu lugar. O famigerado pirata ter encontrado o caminho da honra e estar em busca de redenção não estava nos planos da deusa Eris, que é obrigada a revelar-se e salvar sua vida.
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei
No final da cerimônia de coroação de Aragorn, este deixa claro o que ele pensa dos Hobbits se curvarem diante dele (ou de qualquer um).
UP!
O relacionamento de Carl e Ellie, do casamento à morte desta.
O Gigante de Ferro
Esse é um filme para se assistir com água nos olhos, mas a cena final é a melhor de todas. Quando um imbecil ordena um ataque nuclear ao gigante alienígena sem se dar conta de que não há escapatória para ninguém da explosão, o “inimigo” se sacrifica por todos. É preciso assistir ao filme para entender a carga emocional de sua última palavra: “superman”.
Simplesmente Amor
Quando descobrimos por que Mark “não suporta” a esposa do melhor amigo e nos damos conta do tamanho do seu conflito interno.
O Resgate do Soldado Ryan
Do momento em que a escriturária se dá conta de que três irmãos da mesma família morreram até o momento em que sai a decisão de resgatar o último
A cena em que Todd, após ser expulso do acampamento, começa a chorar e se surpreende com as lágrimas, porque foi condicionado desde criança a não sentir emoções.
Invasão Do Mundo – Batalha De Los Angeles
A cena em que o sargento decide voltar sozinho para o campo de batalha atribuindo a si mesmo uma missão suicida e todos os sobreviventes do pelotão, que no início da estória duvidavam de sua liderança, decidem acompanhá-lo.
The Mountain Between Us
A minutos de finalmente alcançarem a civilização, Ben cai em uma armadilha de urso. Alex, que mal consegue andar, tem que buscar ajuda sozinha para os dois. E quase não consegue.
O Vôo do Navegador (Flight of The Navigator – 1986)
O trecho desde a passagem pela delegacia até o reencontro de David com os pais. Esse filme tem muitos problemas de roteiro e direção para meu gosto atual (não vi nada de errado na época), mas ainda fico arrepiado só de pensar na emoção dos pais ao verem de novo o filho desaparecido há oito anos que já era considerado legalmente morto.
Boa lista. Adicionaria uma cena que eu acho incrível, apesar de que só vi o filme uma vez, quando foi lançado, 20 anos atrás: em Inteligência Artificial, quando o menino é resgatado pelas criaturas do lago depois de incontáveis eras submerso lá. O fato de ainda haver “vida” nele e de o sonho dele (de certa forma) se realizar.
Eu não lembro exatamente qual minha reação ao final de AI. E também só assisti uma única vez, porque apesar de ter achado a interpretação de Haley Joel Osment impressionante a situação toda era muito triste e deprimente. Os “pais” (principalmente a mãe) mereciam cadeia pelo que fizeram. Eu não duvido nada de ter ficado com um nó na garganta uma ou mais vezes nesse filme, mas não estou disposto a ver de novo para conferir.
“O Segredo do Abismo” marcou pra mim por ser da época em que ia ao cinema sem saber nada sobre o filme. Sem trailer, sem notícias, etc. Fui com minha irmã e fui surpreendido com um ótimo filme.
Pois é. Nessa época eu ficava rodeando o cinema (todos eles) olhando os posters, tentando julgar os filmes baseado neles. Quanto aos trailers, só os que a gente tinha sorte de ver antes de outro filme.
Eu acho que não vi The Abyss no cinema. O poster dava no máximo a idéia de um filme de horror.
Eu lembro de ter assistido a uma versão altamente editada na TV aberta e anos depois descobrir que o filme era muito melhor ao assistir à versão completa de 2h19min.
Bela lista.
O caso de Up! é engraçado. Um filme que a gente pensa ser divertido, mas já detona uma tristeza enorme na primeira parte. A dublagem do Chico Anysio, pelo que Nizo Neto conta, também tem história pra entrar na lista.
Jorge Luiz Brito de Faria (Professor Hulk) - 2 Comentários
Jefferson, devo confessar que sou chorão pra ver certos filmes, e sua lista é praticamente igual a minha. Senti falta de “Coração Valente” que também é pra acabar.
Outra coisa que também mexe comigo são os créditos finais dos filmes da Pixar, principalmente “Vida de Inseto”, “Procurando Nemo” e “Monstros S.A.” com aquelas trilhas incríveis. Por falar nisso, “Toy Story 3” se não fazer marmanjo chorar é porque não teve infância!!!
Senti falta de “Coração Valente” que também é pra acabar.
Eu assisti uma única vez, logo quando o VHS ficou disponível, mais de 20 anos atrás. Eu não duvido de que tenha me emocionado com o filme, mas tudo o que lembro é de que tem um final deprimente, por isso nunca assisti de novo.
Por falar nisso, “Toy Story 3” se não fazer marmanjo chorar é porque não teve infância!!!
Esse está na minha lista para checar desde que uma cena de The Big Theory fez referência a ele. Penny diz que Leonard é um chorão, Leonard Nega e ela responde “Toy Story 3”.
Uma das cenas fortes que me encheram os olhos foi no filme FullOut – saiu do catalogo da Netflix. Na cena em que a Ariana diz para Cat “para cada pessoa que você ajuda a andar, o mundo se torna um lugar melhor, não tem medalhas para isso”.
E as últimas cenas do episódio final da primeira temporada do seriado Fate, a saga das Winx onde a Bloom conta para os pais que ela não é filha deles.
Filme Assassin’s Creed – acena onde o Call “vê” a mãe e o pai como fantasmas e eles fazem o juramento dos assassinos.
Talvez porque eu tenha encarado já com as expectativas muito baixas. O filme está cheio de momentos que fazem você se perguntar “peraí… por que…” e eu realmente questionei a qualidade do script na cena da batalha final, mas eu acho que o filme tem a essência do original de 1984 e gostei dos protagonistas mirins. Muito melhor que aquela caricatura ridícula que fizeram em 2016. É mais fácil acreditar nas crianças como ghostbusters (e não faz o menor sentido) do que naquela palhaçada sexista.
Foi presente do amigo José Carneiro e está custando R$66 na Nagem. Os fones de ouvido de baixo custo geralmente apresentam para mim um ou mais dos seguintes problemas:
Volume muito baixo;
Som irritante;
Ficam incomodando ou caem com facilidade.
Com este não tive nada disso. Uso há cinco meses todos os dias no Samsung A11 em caminhadas de até quatro horas e meia e não tenho nenhuma reclamação a fazer sobre conforto, qualidade e o volume do som. Abafa tão bem o som ambiente que não ouço o barulho de veículos se aproximando, por isso caminho sempre na contramão (se você tem problemas com isso, basta baixar o volume). Também é fácil de inserir no ouvido por causa do fundo plano. Eu só percebi o quanto era fácil quando comecei a testar um fone Philips que por ter um fundo curvo requer mais dedos para orientar o danado na cavidade auricular.
Além disso tem um cabo plano que parece bem resistente. Eu sou relaxado com essas coisas e não tenho paciência para ficar enrolando cabos e guardando o fone cuidadosamente. Deixo jogado de qualquer jeito no banco do carro ou enfiado no bolso da mochila. Resistiu aos abusos de ficar sentando/esfregando coisas sobre ele e puxões. Além de parecer ser mais fácil de desembaraçar.
Eu ainda não testei se o microfone tem boa qualidade e sensibilidade nas chamadas, mas usei no gravador de voz durante uma caminhada para gravar notas e captou muito bem a minha voz.
[03/03/2024] Infelizmente tive que deixar de usar esses fones. Eles parecem não tolerar meu hábito de continuar caminhando se começar a chover. Entra água na caixinha que tem o botão e o microfone e oxida tudo. O primeiro sintoma é o volume do celular baixando sozinho quando o fone é conectado. Depois para de funcionar de vez. Já perdi dois assim.
Vale a pena salientar que eu não vejo qualquer problema em pagar uma centena de reais ou mais em um fone de ouvido, mas a diferença de preço tem que ser justificada. Se eu puder fazer um comparativo com um fone de ouvido de R$200 nas mesmas condições e for capaz de notar uma diferença significativa na qualidade do som, eu troco de fone. No momento, o T110 parece perfeito para mim porque tem uma qualidade e volume comparáveis aos do meus fones bluetooth, sem
ser tão anti-estético, o problema da bateria e interferências e posso até usar sob a chuva sem medo de dano. A única coisa de que sinto falta é o controle fácil de volume e saltar/voltar músicas.
Esse modelo é muito bom, mas tive um problema com ele: DUAS vezes ele falhou em um dos lados por mal contato, ficava falhando o som de forma intermitente. Coisas de ter cabo flexível, que acaba causando algum esforço na conexão com o uso.
Nas duas ocasiões foi rapidamente resolvido (em garantia) trocando por um novo na assistência autorizada (ponto para a JBL, trocaram sem questionamentos ou incomodação).
Agora já passou da darantia, porém não aconteceu mais. Mas também vê menos uso, tenho usado mais outros dois, um Redmi Air Dots (intra-auricular mas sem partes móveis) e um Motorola “over the ears” grandão, com duração de bateria enorme.
Ah, esqueci de comentar uma coisa: o que me incomoda ainda nesses fones, é que eles tem dois perfis BT diferentes, um “high fidelity” para escutar música, e um mais “meia boca” para audio calls (quando precisa do microfone).
Isso não é uma limitação de um fone específico, mas sim to protocolo, só que estamos em 2022, eu esperava que isso já estivesse resolvido. Aparentemente para ter audio 2-way de qualidade só usando headsets com um dongle proprietário, tipo Jabra.
Esse tipo de fone só tem um incomodo pra mim, não gosto desses “supositórios auditivos”. Prefiro os antigos tipo walkman, ou os de concha (que estavam na moda até pouco tempo atrás) ou no máximo aqueles pequeno que voc6e só encaixa na parte interna do ouvido, mas sem entrar no canal.
Nessas horas eu queria poder colar aqui aquele meme do Michael Jackson comendo pipoca no Thriller. Aguardando a história completa
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É esse aí?
kkkkkkkkkkkkkkkk Jeff zueiro.
Independente de toda dificuldade, Deus tem te abençoado.
Parabéns por sua vitória.
Mal posso esperar pra chegar setembro o outubro e vir as histórias de.. terror, se é assim que eu posso classificar apenas pelo que você já relatou.
Jefferson…Saudações!!!..Partindo do princípio que estamos tratando de um fato verídico, me parece mais adequado utilizar a palavra “história” ao invés de “estória”, como está escrito.
Bem observado!