 Jefferson,  22 de novembro de 2018, Faculdade Eu estava precisando do certificado de conclusão do ensino médio e não estava achando a minha cópia. A última vez que eu o vira tinha sido no mínimo há 20 anos. Eu tenho certeza de que ele está em alguma pasta em um lugar seguro aqui em casa, juntamente com todos os outros certificados que obtive depois. O problema é descobrir onde.
Então eu decidi procurar uma cópia onde concluí o ensino médio, a Escola Técnica Federal de Pernambuco, hoje IFPE. A primeira impressão foi ruim, porque fui ao site da instituição e não encontrei lá qualquer informação sobre como proceder. Não achei sequer um telefone de contato ou endereço de e-mail apropriado para obter informações. Então eu fui pessoalmente. E preocupado porque as únicas coisas que eu lembrava eram meu curso e quando concluí: o segundo semestre de 1989. Vinte e nove anos atrás. E só sabia o ano porque usei como referência o ano em que fui servir ao exército: 1990. Não lembrava sequer o meu número matrícula. Acostumado com repartições públicas que usam todo tipo de desculpa para não te atender eu fiquei apreensivo.
Na entrada me indicaram como ir até a recepção e de lá me mandaram para a sala 14. Não esperei nem cinco minutos para ser atendido e me deram um formulário de requerimento para preencher. O problema: o único documento aceito era uma cópia do RG (carteira de motorista não serve) por isso tive que voltar no dia seguinte. O segundo problema: me avisaram que o prazo para atender o meu requerimento era de 20 dias úteis. O que caía um pouco depois do prazo limite que eu tinha.
No dia seguinte voltei com o requerimento preenchido e o documento pedido. Fui atendido assim que cheguei e rapidamente. A moça me disse que eu poderia pedir o certificado e o histórico no mesmo requerimento, mas o prazo para emitir o certificado era o maior. Perguntei se podia pegar separadamente e ela me disse que não. Quando eu apontei que o prazo de 20 dias úteis era muito arriscado para mim ela disse que não me preocupasse, porque eles davam aquele prazo mas usualmente os documentos eram entregues bem antes disso e pediu que eu telefonasse uma semana depois para o telefone que ela ia indicar perguntando se os documentos estavam prontos. Meu número de matrícula não foi exigido apesar de ser perguntado no formulário de requerimento.
Isso foi na semana passada. Hoje eu liguei e estava pronto. Perguntei se eles fechavam para o almoço e disseram que não. Mas não pude ir nesse horário e liguei de novo já pensando que eles iam dizer que fechavam às 17h (não ia dar para mim), mas a resposta foi 19h. Não fecha para o almoço e ainda fica aberto até as 19h? Cheguei lá por volta das 17h15 e novamente fui atendido em cinco minutos e já estou com a cópia de meus documentos que foram arquivados 29 anos atrás.
E não me cobraram um centavo por isso.
Como o atendimento poderia ser melhor? Se a informação sobre o procedimento estivesse presente no site ou existisse um contato para obter informações eu não teria desperdiçado a primeira viagem até lá.
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 Jefferson,  22 de novembro de 2018, Frankfurt-Dublin Não, eu não tive nenhum problema com a Polícia (nenhuma delas) em nenhum momento da viagem, mas como eles emitem o passaporte, eles são parcialmente (eu tive um segundo problema) culpados pelo medo que eu tive de não poder embarcar que começou 24h antes da viagem. Tive uma noite péssima. Lembrem-se de que era minha primeira viagem ao exterior.
Olhem esse pedaço do número do meu passaporte e me digam: Começa com F-zero-zero ou com F-oh-oh?

Se você tiver bastante experiência com a numeração de passaportes provavelmente sabe dizer qual o correto. Se não tiver, a chance é zero.
Ao fazer o check-in online da Condor, 24h antes da viagem, é obrigatório inserir o número do passaporte. Ao abrir o meu eu obviamente fiquei em dúvida e mandei uma mensagem para minha irmã perguntando o que ela achava. Ela me disse que era o mesmo que ela tinha colocado na carta-convite: F-zero-zero. Então eu preenchi assim e concluí o check-in, mas ainda fiquei com uma pulga atrás da orelha, porque o número que aparecia em outro lugar no passaporte, em letras bem menores que eu precisava dos óculos para ler, era diferente.
Aí eu decidi usar o app que lê código de barras no meu celular para ler o código no passaporte e descobri o tamanho do meu erro. O número começa com F-oh-zero.
Dá para acreditar? Como é que usam em um documento importante duas fontes que não diferenciam oh de zero?
Fiquei na maior apreensão, achando que poderia ser impedido de embarcar por isso. Mas no final deu tudo certo e se alguém na companhia aérea ou na Polícia Federal percebeu a discrepância não deu importância.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, Frankfurt-Dublin Nos 25 dias em que estive em Dublin raros, talvez dois ou três, foram os dias em que saí na rua e não pude ouvir alguém falando em português do Brasil. O mais comum são pessoas sozinhas falando com algum familiar ou amigo ao celular, mas também era fácil identificar grupos de brasileiros conversando em lojas. No dia que peguei o ônibus com minha mãe para Howth eu pude identificar, só no primeiro andar do ônibus, quatro grupos diferentes de conversas em português. E olha que não se tratava de um ônibus de viagem: era uma linha regular de ônibus que pegamos na rua no Centro de Dublin.
Um outro dia estávamos voltando para casa conversando e uma reação de um jovem que passou silenciosamente por nós e entrou na propriedade vizinha a algo que foi dito fez minha irmã comentar “acho que ele é brasileiro”. Ele ouviu e respondeu “sou mesmo!”.
Essa inclusive foi uma recomendação que minha irmã fez no primeiro dia de passeio na cidade: “Cuidado com o que vocês dizem. Não falem nada achando que ninguém vai entender porque existe muito brasileiro aqui”.
E se você realmente quiser encontrar com brasileiros em Dublin, basta ir ao bar Dicey’s Garden nos dias e horários onde a taça de cerveja sai por “apenas” 2 euros (10 reais). Em todos os outros bares o preço “normal” é de 6 euros (30 reais), por isso não é de admirar que o Dicey’s atraia tanta gente do Brasil.
E olha que oficialmente os brasileiros (13 mil) perdem feio para os poloneses (122 mil) em número segundo o censo irlandês. Eu suponho que a maioria dos poloneses fale inglês porque raramente consegui distinguir alguma língua “estranha” nos meus passeios. Quase sempre foi inglês ou português brasileiro, com uma pitadinha de francês e português de Portugal. É fácil imaginar que o censo esteja errado mas difícil entender como já que a Irlanda é uma ilha.
Já os motoristas de táxi, a julgar pelos nomes, são em sua maioria de origem árabe.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, Frankfurt-Dublin Essa foi uma das primeiras coisas que minha irmã nos explicou durante nossa visita. Sobre os indivíduos, geralmente jovens e bem vestidos, calçando tênis da Nike, que podem abordar você na rua pedindo dinheiro. Ela fez questão de explicar que eles sempre são educados ao fazer isso, o que eu aprendi depois ser provavelmente porque pedir agressivamente é crime na Irlanda, e que usam sapatos Nike por causa de uma doação da empresa.

Ela explicou também que o governo oferece abrigo (todos morreriam no inverno sem esse tipo de ajuda), comida e assistência médica para todos e que eles pedem dinheiro para suportar algum vício (álcool ou drogas). Eu não encontrei informações que confirmem isso, mas o fato da maioria que vi ser jovem e alguns terem uma aparência de que realmente abusaram de alguma substância me dizem que ela não está exagerando.
Drogados ou não, é muito pouco se comparado com qualquer situação brasileira. Uma notícia de 2017 afirma que a qualquer tempo existem até 80 pedintes nas ruas de Dublin. Falam isso como se fosse muito. É a perspectiva deles.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, manutenção Não encontrei solução para isso. Tive que desistir.
Esse foi o primeiro e único caso desse tipo que encontrei até agora. Aconteceu há meses por isso não lembro mais dos detalhes, mas se não me engano a instalação de versões anteriores do Windows falha logo no início acusando erro relacionado com ACPI. No setup do BIOS do notebook existe uma configuração de SO que só tem a opção Windows 10.
O notebook não está comigo, por isso não tenho como testar mais nada. Só adianto que eu testei com o Windows 8 de 64 bits.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, WTF Eu não consigo deixar de achar que seja outra coisa que não estupidez ou “vitimismo” uma artista, adulta (38 anos!), comparecer a um evento apresentado por Sílvio Santos (quem ainda não conhece o humor do homem?) e depois de ouvir um gracejo de Sílvio declarar no Twitter que se sentiu “constrangida”.
E isso foi antes de eu saber que a mesma Claudia, casada, chamou no ar um candidato também casado do The Voice para sentar no colo dela.
Se depender do feminismo moderno, logo um homem não poderá acompanhar com os olhos uma garota que passa por ele vestindo um jeans apertado que será acusado de estupro.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, Frankfurt-Dublin Nem que seja por ser obrigado a isso, claro.
Eu não fico o tempo todo pensando no meu breve passeio pela Europa mas na semana passada eu dei uma volta pelo centro de Recife e o contraste ficou evidente não apenas visualmente, mas pelos meus pobres ouvidos. A poluição sonora aqui é um absurdo. Como se não bastassem (bastasse?) as lojas estabelecidas que colocam um “animador” armado de microfone e amplificador na porta tentando atrair clientes, parece haver uma competição entre os vendedores ambulantes de quem consegue abafar o som do amplificador do outro. E o bizarro é que anunciam um produto ilegal: CDs piratas.
Em Dublin? É raro você sequer ouvir o som de uma buzina. Eu já estava há vários dias na cidade quando me dei conta de que estava “faltando” o som das buzinadas no trânsito. Pelo contrário, no centro de Dublin é muito mais comum ouvir o som de uma gaivota. Imagine estar em horário comercial na capital do seu estado/país, cercado de veículos, a 2km do porto e sem ter sequer o rio à vista e ouvir com maior frequência o som de gaivotas que o de buzinas. É sério: feche os olhos e imagine a sensação.

 As fotos acima são da região portuária em Howth, onde fotografar as gaivotas é muito mais fácil. No centro de Dublin você as ouve, mas elas não param para posar para fotos. E vale observar que embora o som das gaivotas seja agradável, elas são conhecidas por roubar comida da sua boca.
É claro que aí também entra o fato de que o rio que corta Dublin, River Liffey, é limpo o bastante para ocorrer nele desde 1920 uma competição anual de natação.
Humanos “fazendo barulho” propositalmente? Somente os artistas de rua. E para isso é necessário ter licença e seguir várias regras. Quando você se depara com um artista de rua em Dublin é geralmente uma experiência agradável.


Até andar de ônibus é mais agradável para a audição do que aqui em Recife. Mesmo os ônibus “novos” daqui produzem uma cacofonia irritante de sons internos que não lembro de ter ouvido em nenhum ônibus em Dublin.
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 Jefferson,  04 de novembro de 2018, Faculdade O Cittamobi é um serviço particular gratuito disponível em mais de 70 cidades brasileiras que permite que você faça o rastreamento das suas linhas de ônibus preferidas em tempo real usando uma app no smartphone ou no navegador em um desktop. Os ônibus são equipados com GPS e transmissores (provavelmente GPRS) e transmitem periodicamente suas posições para a central, de onde as apps obtém a informação. Isso é especialmente valioso no caso da linha que uso com frequência, que tem um intervalo de 50 minutos entre os ônibus. Perder um é um grande golpe no seu planejamento do dia.
É um grande avanço com relação à idéia estúpida anterior implementada aqui em Recife, que requeria que você mandasse um SMS, pago, dizendo em que parada estava e que ônibus queria e esperasse um SMS de retorno dizendo quanto tempo faltava para o ônibus chegar. Muitas vezes a resposta chegava depois do ônibus ter passado, se chegasse.
Eu tenho usado muito ultimamente e realmente funciona, mas poderia ser muito melhor se não fossem algumas decisões contra-intuitivas de design. Notar que eu só conheço a versão 6.11.2 para Android.
Cada linha de ônibus é dividida em duas e você tem que descobrir sozinho o motivo
Quando você faz uma busca por qualquer linha, pelo número, duas linhas aparecem. Eu levei um tempão (dias) para entender que a app diferencia assim o roteiro “indo” do roteiro “voltando”. A app não diz quem é quem e mesmo quando você salva nos favoritos a app não permite que você dê um nome ou inclua um comentário. Você precisa escolher um dos itens, checar no mapa que se abre depois se é o sentido certo e se não for voltar e escolher o outro.

A linha acima (313) mostra sete ônibus em movimento, mas a que uso com maior frequência costumeiramente só mostra um em cada sentido (porque são poucos ônibus mesmo), some-se a isso o fato de que na tela pequena do celular é difícil notar as setas indicando o sentido e eu fiquei um tempão achando que as telas mostravam os ônibus separadamente (lembre-se: apenas dois ônibus). Demorei a me dar conta de que a linha era dividida em sentidos.
Na versão desktop, como eu descobri semanas depois, a app diferencia IDA e VOLTA claramente.

O que falta para essa informação aparecer na app Android é um mistério.
E para completar a confusão, quando o ônibus chega no ponto de retorno ele desaparece de um mapa e aparece no outro. Isso parece até um comportamento óbvio, mas tem um problema: se você estiver em uma parada a, digamos, 5 minutos do ponto de retorno, a app só “vê” seu ônibus quando ele está a 5 minutos de você. Quanto mais perto do ponto de retorno, com maior frequência você tem que checar a app para não perder o ônibus. E para piorar a situação mesmo com o rastreador do referido ônibus funcionando e a app sabendo onde ele realmente está, só porque ele ainda não cruzou o ponto de retorno ela “faz de conta que não sabe” e apresenta a você o horário estimado de chegada do ônibus baseado no horário publicado pela empresa. Então na mesma parada você olha a app e vê seu ônibus com uma chegada “estimada” dentro de 20 minutos e acha que é porque o rastreador do ônibus não está funcionando, mas no minuto seguinte ele aparece na real posição a 5 minutos de você porque ele cruzou o ponto de retorno. A única solução que encontrei para isso foi, quando a app me dá um horário apenas estimado, olhar onde o ônibus está no outro sentido. Eu perdi vários ônibus até descobrir isso.
No terminal o rastreador é desligado e o ônibus some
Possivelmente para poupar a bateria o rastreador só funciona com o ônibus ligado. Quanto mais perto do terminal você esperar o ônibus mais problemático isso fica. E nesse caso nem adianta checar o mapa do caminho contrário porque o ônibus que chega ao terminal geralmente não é o mesmo que sai (o motorista tem que descansar, ir ao banheiro, etc.). Quando o motorista da vez finalmente liga o ônibus para sair, o tempo que o rastreador leva para dar boot, fazer o “fix” GPS, enviar a posição para a central e essa posição chegar ao seu smartphone já compromete bastante suas chances de “ver” o ônibus no rastreamento antes dele passar pela sua parada. O que nos leva ao problema seguinte.
Falta uma opção de alarme de proximidade do ônibus
Os dois problemas anteriores seriam fortemente minimizados se você pudesse ajustar a app para tocar um alarme quando o ônibus aparecesse a, digamos, cinco minutos da sua posição. Mesmo que os problemas anteriores não existissem o alarme ainda seria útil, porque é muito mais confortável esperar o ônibus se você puder fazê-lo sentado, na sombra e sem precisar ficar atento o tempo todo. Com um alarme você pode escolher onde e como esperar. Mais incômodo do que ficar de pé esperando um ônibus por 50 minutos é não poder se entreter com um livro ou com o smartphone durante essa espera.
Nem todas as paradas tem a informação correta das linhas
Para você ver quanto tempo falta para seu ônibus chegar numa certa parada a Cittamobi precisa ter o cadastro daquela linha parando naquela parada e nem sempre essa informação está completa. Você não tem como reportar uma omissão para a Cittamobi nem como dizer “apenas para mim considere que essa linha pára nesse ponto”. Você tem que procurar outra parada que tenha a informação de que seu ônibus pára nela.
Você não pode selecionar paradas no mapa Itinerário
Isso é bastante confuso. Você pede para ver o itinerário de uma linha, vê as paradas, mas não pode selecionar uma delas para ver quanto tempo vai demorar para chegar ali e muito menos favoritar uma parada. Você só pode selecionar uma parada procurando no mapa “Vai para onde” e depois consultar de uma em uma parada na região desejada procurando em qual delas o ônibus que você deseja aparece listado. A solução para isso é primeiro consultar o itinerário do ônibus, memorizar no mapa qual a parada desejada e depois ir ao outro mapa para selecioná-la ou favoritá-la.
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 Jefferson,  04 de novembro de 2018, Filmes Os novos personagens são fracos, incluindo o o vilão. E o filme é monótono (somente a 1/3 do final o enredo começou a ficar interessante) e previsível. Em menos de 20 minutos, na cena em que os heróis encontram seus novos benfeitores, já era óbvio quem seria o vilão da vez, quase uma hora antes dele se revelar.
O vilão do primeiro filme é muito melhor caracterizado.
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 Jefferson,  01 de novembro de 2018, WTF O CHORO DA OI
O mês de outubro foi particularmente bizarro. Nunca pensei que teria a OI (justamente ela) como aliada em uma briga.
Eu estava pagando até R$150 mensais para a OI por uma internet ridícula de 1Mbps e ligações locais ilimitadas para fixo. Eu não precisava mais do Velox e sabendo que a TIM tinha um plano fixo de R$40 mensais com ligações locais ilimitadas e identificador de chamadas incluso, liguei para o 103 31 da OI dizendo que estava pronto para fazer a portabilidade e perguntei se eles tinham uma oferta melhor. O mínimo que reduziram foi para uns R$60. Não aceitei e no dia seguinte, 25/10, fui com minha mãe (a linha está no nome dela, mas quem paga sou eu) para uma loja TIM fazer a portabilidade, que foi programada para a manhã do dia 30.
No mesmo dia à noite, como eu já esperava, a OI ligou para “chorar”. Disseram que estavam ligando da “central de qualidade” (como se a OI tivesse isso) e que o pessoal do 103 31 realmente não tinha acesso a todas as opções de negociação, mas que eles podiam resolver. Como a ligação estava muito ruim eu pedi que ligassem depois.
É importante salientar que eu só estava considerando a hipótese de me manter com a OI porque no caso de telefonia fixa a OI leva uma vantagem natural. O telefone dela continua funcionando mesmo durante um blackout. Enquanto para as torres celulares daqui pararem de funcionar basta faltar energia na respectiva rua. Eu me sinto mais confortável tendo um fixo “com fio” em casa, principalmente por causa da presença de dois idosos.
Ligaram na manhã do dia seguinte. Ofereceram R$30 mensais, com identificador de chamadas, por tempo indeterminado, sem aumento da OI ou da ANATEL. Eu aceitei, mas não sem me aborrecer, porque somente perto do final o atendente me disse que havia uma fidelização de 12 meses com multa proporcional de R$240 e essa ligação durou cansativos 55 minutos.
No final do processo o atendente me orientou a ligar para o 1056 e cancelar a portabilidade com a TIM. Informou que ele ligaria para mim duas horas depois para pegar o protocolo do cancelamento.
Esse foi o início de uma encrenca simplesmente surreal com a TIM.
A INCOMPETÊNCIA PROPOSITAL DA TIM

| Dia |
Canal |
Protocolo |
Resultado (resumo) |
Comentários |
| 26
|
1056 |
2018119404748 |
Ligar depois |
Pediu que ligasse 1 hora mais tarde, porque “o sistema estava muito lento”. |
| 1056 |
2018119428043 |
Ligar para 103 41 |
Disse que eu tinha que ligar para 103 41 |
| 103 41 |
20181194309610 |
Ligar para 103 41 outra vez |
Disse que tinha que ligar para 103 41 e escolher a opção 4. Eu já havia escolhido a opção 4 nesse atendimento, mas depois se abre novo menu, onde escolhi a opção “para fazer algum cancelamento – 9” |
| 103 41 |
20181194335027 |
Ir para a loja |
Dessa vez usei a opção “Falar com algum de nossos consultores – 0” ao chegar ao menu que se abre após a opção 4. Quem atendeu disse que a portabilidade só podia ser cancelada na loja. Não acho que isso seja aceitável pois ligando do número que estava sendo portado e tendo em mãos o contrato de adesão que contém várias informações não públicas sobre o processo eu tenho todo o necessário para me identificar com a TIM. |
| 28
|
Loja TIM |
|
Ligar para *144 |
Fui à mesma loja onde pedi a portabilidade, mas fui atendido por outra pessoa. A funcionária disse que isso não podia ser resolvido lá e eu tinha que resolver pelo *144, que é o número para quem liga de um celular. Eu deixei claro que era portabilidade de FIXO e a funcionária insistiu que o canal era esse. Após me dizer isso a funcionária me perguntou quando eu tinha feito o pedido e ao ouvir a resposta disse que meu prazo para cancelar havia acabado e que provavelmente eu não conseguiria. Eu citei a resolução 460, parágrafo 52 da Anatel que me dava dois dias úteis e ela retrucou que para a TIM o sábado é dia útil. Isso me pegou de surpresa, mas a atitude da funcionária não me dá nenhuma razão para crer que ter ido no sábado teria feito alguma diferença. Notar que a loja fica a 15km de minha residência e completamente fora de meu itinerário. Todas as lojas próprias da TIM são similarmente distantes. |
| *144 |
20181201076032 |
Ligar para 103 41 |
Disseram, como eu já esperava apesar da orientação da loja, que assuntos relacionados ao TIM FIXO tem que ser tratados pelo 103 41 |
| 103 41 |
20181201095300 |
Ir para a loja |
A atendente me disse que eu ainda tinha tempo para resolver o problema, mas disse que isso não era resolvido por telefone, que era absurdo que tivessem se recusado a me atender na loja, que isso provavelmente era má vontade, e pediu que eu fosse a outra loja. Eu salientei que eu fora à mesma loja onde pedi a portabilidade e que nesse ponto já me sentia fazendo papel de idiota e não via sentido em ir a outra, mas ela insistiu que eu fosse. Nesse ponto eu desisti. |
Nesse meio tempo a OI tentou falar comigo nos dias 26 e 27 mas eu ignorei as ligações porque não tinha nada para responder a eles. Eu até tentei atender uma vez mas, como é usual, ao atender a ligação caiu (até para resolver esses problemas a OI usa um maldito sistema automatizado). Mais tarde eu percebi que poderia ter poupado aborrecimentos se tivesse falado com eles.
Na noite do dia 28 preenchi uma reclamação na Anatel e no dia seguinte fui ao Procon com minha mãe. Lá me deram 12 dias para que eu recebesse uma resposta. Eu não estava preocupado com isso porque não importava ficar 12 dias sem telefone fixo, mas isso seria um problemão se isso fosse importante para mim. O atendente do Procon confirmou minha suspeita de que legalmente a TIM não podia exigir que o cancelamento fosse realizado presencialmente e por isso minha manifestação por telefone já me colocava dentro do prazo de dois dias úteis.
No mesmo dia à noite, cerca de 15h antes do prazo final para a portabilidade, a OI entrou em contato novamente. Expliquei que a TIM estava se recusando a colaborar e que eu já havia prestado queixa no Procon e na Anatel sobre o problema. Para minha surpresa ela disse que podia resolver, bastando para isso que eu dissesse a ela o protocolo de atendimento na TIM. Eu tinha sete, mas só tinha naquele momento um dos últimos, de quando eu ligara para o *144, pois estava em um SMS no meu celular. Repassei o número para ela e no dia seguinte a portabilidade não ocorreu. Ainda estou com a linha da OI.
Por um lado, se eu tivesse atendido a OI na sexta poderia ter me poupado de muitos aborrecimentos. Por outro lado não teria conhecido o quanto a TIM pode ser maligna também. E até que me custou pouco descobrir isso.
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Trabalhei num IF anteriormente (em outro estado) e o padrão de atendimento e trabalho não é o clássico do funcionalismo público. Existe um esforço ativo e constante para se distanciar dessa imagem e de ter uma imagem positiva para a população (muita gente não conhece as IFs e acham que são só mais uma escola pública). Nas aulas os alunos são prontamente punidos ou até expulsos por falhas que passam batido nas escolas públicas, atualmente dominados por delinquentes em formação. E os prazos seguem a política do prazo folgado, melhor prometer em 20 dias e entregar em 7 (avaliação positiva) do que prometer em 5 dias e demorar oito.
Mesmo durante o período de 1986 a 1989, enquanto estive lá, a instituição não parecia com uma “escola pública”.
A propósito, eu sei a diferença porque frequentei duas estaduais. A primeira (5a série) tinha um ensino até razoável, com uma biblioteca de encher os olhos. Mas a segunda (1o Científico) era uma verdadeira “zona”.
Antes que alguém faça uma observação: sim eu sei que a carteira de motorista, mesmo vencida, deveria ser aceita como documento de identificação. Mas eu não estava disposto a criar um problema estando em busca de um documento com 29 anos de idade e de fato a carteira de identidade tem dois itens a mais: a anotação sobre minha certidão de nascimento e minha digital.
Eu presumo que isso tenha alguma importância, porque de outra forma é uma regra estúpida.
A ETFBA, daqui de Salvador também era uma instituição muito séria e com ensino de qualidade na década de 80, hoje imagino que já não seja a mesma coisa!
Neste ano (2018), eu tive que pedir ao IFF-RJ (antiga ETFC – Escola Técnica Federal de Campos), declaração de conclusão dos dois cursos técnicos que fiz lá: Eletroténica (conclusão em 1991) e Segurança do Trabalho (conclusão em 1994). Pedi a um sobrinho que fizesse a requisição na secretaria, pois não moro na cidade de Campos dos Goytacazes. Atualmente moro no Rio de Janeiro (capital). A secretaria informou ao meu sobrinho que seriam 90 dias para a entrega destas declarações. Na ficha de solicitação, informei apenas nome e CPF. E na retirada, apenas o próprio ex-aluno ou pessoa com autorização expressa para tal com firma reconhecida em cartório. O prazo para a retirada, foi durante a realização da copa do Mundo da Rússia. Daí viajei para a cidade e acabou coincidindo no dia útil para a retirada, num dia de jogo do Brasil. Aí eu pensei:
– Duvido que vai ter alguém para me atender neste dia.
Mas ainda assim com este pensamento, fui até a secretaria. E qual não foi a grande surpresa que a secretaria estava aberta e com funcionários. Me identifiquei e peguei as duas declarações sem pagar um mísero centavo à secretaria.
Fiquei estupefato! Quase não acreditei que havia conseguido retirar as declarações num dia de jogo do BRASIL.
Após ler o texto e os comentários, fiquei com algumas dúvidas sobre a necessidade de manter uma cópia do certificado de conclusão.
Quem é formado (faculdade) precisa ter o certificado de conclusão do segundo grau ?
Se eu entrar para outra faculdade, um novo curso, vou precisar do certificado ?
O meu diploma universitario já não seria um certificado ? Ou tem mais algum documento que eu preciso ter ?
O meu caso é “especial”. Eu não tenho diploma de curso superior.
E o caso genérico também é. O certificado das ETFs/IFs sempre vai ser importante a não ser que você tenha feito um curso superior na mesma área que o curso técnico.
Quanto ao seu caso, é um tanto complicado responder.
Esse “curso técnico” a que te referes, Jefferson, seria o equivalente aos cursos técnicos ministrador pelo SENAI? Eu tenho (além do superior) um curso técnico, que equivale ao meu 2° Grau (atualmente conhecido como “Ensino Médio).
Não sei se entendi sua pergunta.
Se você está perguntando se faz diferença ter um curso técnico do SENAI ou de uma ETF quando tem um curso superior na mesma área, eu não creio que faça alguma.
Agora, se você quer saber se há diferença entre um curso técnico do SENAI e o de uma ETF, eu acho que é grande. O vestibular difícil e extremamente concorrido das ETFs/IFs já dá uma boa idéia disso. Uma vez (muito tempo atrás, é verdade) eu fiz o teste para um curso técnico do SENAI e concluí duas coisas:
1)Se você não tirar 10 já está eliminado
2)Como o número dos que tiram 10 deve ser muito grande, a seleção é praticamente pela ordem de inscrição
Eu era considerado inteligentíssimo por muita gente quando adolescente e ainda assim só consegui vaga na minha quarta opção de curso na ETFPE. Ou seja, de 120 a 159 adolescentes (considerando turmas de 40 alunos) tiraram nota mais alta que eu e escolheram as mesmas opções que eu.
Foi a segunda opção. Obrigado! Eu fiz o exame de seleção em 1985 e pelo menos naquela época o SENAI era considerado referência na minha região (comparado com um 2° Grau “normal”). Tanto é que as pessoas que depois iam melhores nos cursos superiores na área eram as que tinham curso técnico (que pensando bem, deveria ser lógico mesmo!). Meu curso técnico eram em turno integral (manhã e tarde), tanto é que nos anos finais (apesar de morar relativamente perto da cidade do SENAI) eu dividi um alojamento lá com outros estudantes. Ele me ajudou muito no meu curso superior depois apesar de não ter NADA a ver com o que estudei (mas a base científica era muito boa!). Creio que hoje em dia eles decaíram um pouco (como aliás toda a educação em geral): naquela época tínhamos um SENAI que ainda tinha cosas herdadas (POSITIVAMENTE, ressalto!) do Regime Militar…