 Jefferson,  29 de janeiro de 2019, manutenção Estou escrevendo isto respondendo a um pedido de Luciano Sturaro neste post.
Antes, algumas considerações:
- Eu não me importo com anúncios e é sempre bom lembrar que que eles são fonte de renda para muitos criadores de conteúdo, incluindo aqueles que você visita regularmente. O que eu ganho com anúncios mensalmente com meus blogs é uma mixaria (hoje está dando cerca de 100 dólares por ano) que mal dá para pagar a hospedagem (pago 11 dólares mensais à Hostgator), mas eu configuro, esqueço, e ao final de um tempo eu tenho um dinheiro extra com o qual posso me presentear com alguma coisa (meu último saque foi de 400 dólares, no ano passado). Um dinheiro que eu não teria se desligasse os anúncios;
- Tendo dito isso, eu bloqueio anúncios no meu PC porque infelizmente o modelo atual de propaganda “ativa” é perigoso. Bom era o tempo em que os anúncios eram simplesmente arquivos JPG ou GIF com links para o domínio do anunciante. Agora o “normal” é cada anúncio trazer seu próprio código javascript e muitos anunciantes se aproveitam isso de forma maldosa e/ou criminosa;
- Isso pode ser especialmente útil em empresas, tanto para evitar que código malicioso seja executado quanto para evitar que os usuários façam buscas no Google e cliquem em anúncios por engano, indo parar em sites que não são realmente os que eles procuram, não importando que navegadores usem. Uma vez eu estava em uma empresa quando surgiu uma questão sobre o quanto custava a mensalidade do plano de saúde Unimed. Um funcionário consultou no Google o telefone da Unimed, entrou em contato e em vez de uma cotação Unimed recebeu uma cotação da concorrente Hapvida. Surpreso com o rumo da conversa eu falei: “você não pode estar falando com a Unimed!” e ele insistiu que estava. Fui até o computador dele e constatei que ele clicara no que aparecia no topo da lista de resultados: um anúncio de um corretor de planos de saúde. E que o site da Unimed estava logo abaixo. Notar que era um funcionário do departamento financeiro da empresa;
- O arquivo HOSTS é uma forma “primitiva” de DNS que o sistema operacional oferece ao usuário e que usualmente (aparentemente a MS vem bagunçando isso) tem precedência sobre a configuração de DNS na sua interface de rede. Porém por ser uma forma de DNS se o anúncio fizer referência direta a um endereço IP esse anúncio não será bloqueado.
O bloqueio de anúncios por arquivo HOSTS não bloqueia “o anúncio”. Ele impede que sua máquina acesse os domínios que normalmente servem anúncios, bloqueando o download de qualquer coisa vinda dele. Existem alguns programas que se oferecem para “gerenciar” o arquivo hosts por você mas eu os acho desnecessários e podem até ser definitivamente perigosos. Você não vai querer rodando na sua máquina um programa feito pelo insano A.P.K.. Ignore o fato de que o post é de 2004. Ainda hoje dizem que se você repetir o nome dele três vezes ele aparece onde você estiver para assombrar você.
Basta substituir o arquivo que você tem (usualmente) em c:\windows\system32\etc\ pelo que você encontra aqui. Funciona sem qualquer dificuldade até o Windows 8.1 sem atualizações. O ZIP vem com um arquivo .bat que se você rodar como administrador vai colocar o arquivo no lugar, mas eu prefiro fazer isso manualmente.
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 Jefferson,  25 de janeiro de 2019, manutenção, WTF Você pode estar pensando: “mas isso é um caso clássico de filtragem de spam!”. Eu também pensei que era quando o usuário ligou reclamando, mas depois me dei conta de que não era tão “simples”.
O “detalhe” que me fez “jogar a toalha” e deixar o usuário convivendo com o problema por 40 dias: Três usuários compartilham o mesmo endereço de email e o problema acontecia apenas com um deles. Os outros dois usuários conseguiam mandar email para todo mundo. Todos usam o Windows Live Mail 2012.
A primeira coisa que fiz foi testar se eu podia receber o email na minha conta gmail. Chegou imediatamente. Conferi se realmente os outros usuários conseguiam mandar emails para esses destinatários (cerca de quatro empresas de pequeno porte) e eles conseguiam, mas de fato não havia resposta para os emails de teste que eu enviava do usuário problemático. Nenhuma mensagem de erro retornava desses destinatários.
Eu tinha certeza de que se tratava de filtragem de spam, mas não conseguia ver o que os servidores dos destinatários estavam vendo de diferente nos emails desse usuário. Comparei cuidadosamente a configuração de servidor de email entre as cópias do Windows Live Mail e não encontrei nada errado. Analisei o cabeçalho da mensagem enviada desse usuário tentando encontrar algo, mas a única coisa suspeita foi que no cabeçalho do email aparece o nome da máquina que enviou, então eu mudei o nome da máquina, mas isso não surtiu efeito. Eu até deletei a assinatura e enviei email como “somente texto”. Nada de chegar a esses destinatários.
A razão foi descoberta por acaso pelo próprio usuário 40 dias depois: Ao cadastrar a conta do usuário no WLM eu digitara errado o endereço de email e em vez de “.com.br” estava gravado “.om.br”.
Estou envergonhado até agora.
Faz sentido que um servidor de email considere como spam uma mensagem que tem um endereço evidentemente inválido, mas ainda não consigo entender como a maioria não se importava com isso. Nem mesmo o campeão da filtragem de spam: o gmail. Isso me colocou em um caminho que não estava completamente errado, mas o suficiente para que eu não olhasse justamente na aba da configuração do WLM onde estava o problema.
Outra coisa curiosa: nesses 40 dias o usuário não reclamou nenhuma vez de que destinatários que recebiam seus emails não conseguiam responder, o que seria a consequência óbvia do meu erro de digitação.
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 Jefferson,  19 de janeiro de 2019, manutenção Segundo o Teorema do Macaco Infinito (que eu sempre traduzi como “infinitos macacos”) se déssemos a um macaco uma máquina de escrever para apertar aleatoriamente as teclas e uma quantidade infinita de tempo, uma hora ele iria acabar digitando as obras completas de Shakespeare. É muito comum ouvir/ler esse teorema mencionando uma quantidade infinita de macacos, acho que porque tem mais gente além de mim que traduz errado.
Me lembrei disso ontem ao testar a máquina de um cliente. A queixa era de que nem ligava, mas aqui a máquina ligou na primeira tentativa e mostrou a tela de entrada do Windows 10, onde você tem que clicar para aparecer a tela onde você digita a senha. Coloquei um mouse na máquina e cliquei várias vezes. Nada. O ponteiro mal aparecia na tela. Então eu notei pelo LED de atividade do HDD que a máquina ainda estava iniciando. Continuei movendo o mouse e clicando teimosamente até desistir e ir fazer outra coisa. Quando voltei a máquina estava parada no desktop do Windows, como se eu tivesse digitado a senha.
Mas eu sequer sabia qual era a senha da máquina.
Entrei em contato com o cliente, que me disse que a máquina não tinha senha. Achei estranho, porque máquinas sem senha não costumam exibir a tela onde eu estava clicando e vão direto para o desktop. E esse cliente usa senha em todas as máquinas. Outra coisa estranha é que a máquina estava absurdamente lenta.
Reiniciei a máquina e desta vez ao clicar na tela inicial mostrou a tela de login me pedindo a senha, como esperado. Testei entrar com uma senha qualquer ou com senha em branco, sem sucesso. Falei para o cliente, que me deu a senha. A máquina estava lenta, mas não absurdamente lenta como antes.
Eu não sei o que aconteceu. Acho mais provável que o Windows 10 estivesse no final de alguma instalação/atualização que de alguma forma garantiu o login automático, mas eu não pude deixar de comparar meu clique-clique-clique aleatório e obstinado com o teorema.
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 Jefferson,  19 de janeiro de 2019, manutenção Eu flagrei isso esta semana na minha máquina. Normalmente o processo do Bradesco é tão bem comportado que eu sequer noto sua presença nem na minha nem em qualquer máquina. Mas de repente apareceu consumindo consistentemente 25% de minha CPU desde a inicialização do Windows e não adiantava matar o processo (porque ele se auto reinicia) ou reiniciar a máquina. Tive que desinstalar e estou aguardando a próxima vez que precisar acessar o banco para ver o que acontece.
Achei que era um caso isolado até flagrar a mesma coisa hoje na máquina de um cliente. Será que até o Bradesco nós vamos ter que rodar em máquina virtual agora?
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 Jefferson,  18 de janeiro de 2019, manutenção O cliente reclamou que estava ocasionalmente imprimindo em branco, mas não falou que eram PDFs. Depois que testei a impressora duas vezes e imprimiu normalmente foi que pedi a ele que me mostrasse o problema e constatei que era quando ele imprimia um PDF. Notei também que esse PDF em vez de abrir no Acrobat Reader estava abrindo no Avast Secure Browser. Desconfiado, refiz a associação de PDFs com o Acrobat Reader e o problema foi resolvido. Aproveitei para desinstalar essa porcaria da Avast.
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 Jefferson,  18 de janeiro de 2019, manutenção Esse problema levou dias para ser resolvido por ser intermitente e ocorrer com frequências diferentes para cada usuário. Às vezes levando horas entre ocorrências.
O cliente tem cerca de quatro computadores rodando o sistema comercial da empresa e o servidor é um notebook rodando o Windows 10 (não me pergunte a razão). O sistema comercial requer uma conexão pela porta 3050 (Firebird) e os usuários também tem acesso a um compartilhamento de arquivos.
Aleatoriamente o sistema comercial travava por perder a conexão com o servidor, com a mensagem:
Unable to complete network request to host “SERVIDOR”
Error writing data to the connection.
E em alguns casos era exibido também esse trecho em português:
Foi forçado o cancelamento de uma conexão existente pelo host remoto.
Essa parte do “pelo host remoto” (que seria o servidor) contribuiu para me distrair e procurar o problema no lugar errado.
Além disso cada uma das máquinas exibia uma mensagem dizendo que o mapeamento de rede feito para o servidor havia sido desconectado:
Erro ao reconectar Z: a \\Servidor\d
Microsoft Windows Network: O nome do dispositivo local já está em uso.
A conexão não foi restaurada.
Esse segundo sintoma já garantia que o problema não era no sistema comercial.
A primeira coisa que olhei foi justamente o firewall do Avast Premier, mas confirmei que estava desligado em todas as máquinas. O cliente havia desistido meses antes de usar o firewall do Avast por causa de sucessivos eventos onde o firewall reconfigurava a conexão como “pública” bloqueando assim o compartilhamento de impressoras. Notar que eu jamais recomendei qualquer versão paga de antivírus justamente por achar que os “extras” que elas incluem tem o potencial de criar mais problemas para o usuário comum que soluções. Quando eu comecei a atender esse cliente ele já usava o Avast Premier.
Tendo conferido isso e como o cliente acreditava ter um problema “na rede” eu comecei trocando o switch, um Intelbras gigabit de 24 portas, e o cabo que ia até o servidor, apesar de não acreditar que fosse isso porque na minha experiência problemas em cabeamento são raros e em switches são raríssimos. Algumas horas depois o cliente admitiu que o problema não estava ali.
Então eu voltei minha atenção para o servidor, que era onde eu acreditava estar o problema. O fato de rodar a praga do Windows 10 era minha principal suspeita até mesmo porque já havia ocorrido duas vezes desse servidor se reconfigurar para DHCP perdendo assim o necessário IP fixo após as malditas atualizações automáticas, paralisando a empresa. Entretanto eu fiz uma pesquisa sobre esse tipo de problema e as possíveis causas que encontrei deveriam deixar um rastro no log de eventos do Windows, mas não encontrei nada exceto uma sugestão de que o HDD do servidor pudesse ter um defeito.
Comecei desinstalando programas do servidor desnecessários para o correto funcionamento da rede, incluindo o Avast Premier. E como isso também não resolveu e acreditando que antes de levar um longo tempo testando o HDD e desinstalando atualizações “no chute” que eventualmente precisariam ser instaladas de novo eu decidi provar primeiro ao cliente que o problema era no servidor colocando outro no lugar. Preparei um notebook meu com o Windows 7, copiei todos os arquivos e fiz a substituição.
Pelo título do post, é claro que vocês sabem que isso não resolveu nada.
Estava claro que o problema estava em algum software rodando em todas as máquinas. Poderia ser um vírus, mas achei muito mais provável que fosse uma atualização automática do Windows ou de algum software instalado pelo cliente.
Comecei desinstalando o Avast e o problema foi finalmente resolvido.
Uma coisa curiosa que vale a pena citar é que em uma ocasião onde estávamos eu o o cliente conferindo que o firewall do Avast realmente estava desligado nós flagramos a configuração do firewall deslizar para PÚBLICA e em seguida de volta para PRIVADA. Bem embaixo de onde estava escrito OFF e dos nossos narizes. Se a mensagem “pelo host remoto” e minha birra com o Windows 10 não tivessem nublado meu julgamento eu provavelmente teria testado desinstalar o Avast muito antes.
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 Jefferson,  03 de dezembro de 2018, manutenção Eu comprei um teclado novo para um notebook Dell Inspiron 14z e ao testar percebi que apenas uma tecla, que continha os caracteres ?, / e °, não estava funcionando. Eu reclamei ao vendedor e para a minha surpresa ele disse que eu precisava instalar uma “atualização” para essa tecla funcionar. Eu só não pensei de cara que fosse conversa mole porque eu achara mesmo curioso que apenas essa tecla não estivesse funcionando, mas ainda assim fazia pouco sentido.
Seguindo o link indicado pelo vendedor eu encontrei o arquivo para download e constatei que se tratava apenas de um arquivo .reg com o seguinte conteúdo:
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Windows Registry Editor Version 5.00 [HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Control\Keyboard Layout] "Scancode Map"=hex:00,00,00,00,00,00,00,00,02,00,00,00,73,00,1d,e0,00,00,00,00 |
Pelo pouco que eu entendo, essa linha determina que a tecla com scancode 0xe01d seja interpretada como tendo o scancode 0x0073.
O que me pareceu perfeitamente seguro. Apliquei o arquivo .reg, reiniciei o Windows e o problema realmente foi resolvido.
O que eu esqueci de testar foi como isso afetaria o teclado original. Mas esse teste vai ter que ficar para outro dia.
É realmente importante você ter esse problema em mente porque numa reinstalação do Windows em um notebook com um teclado não-original desses instalado, a tecla vai deixar de funcionar e você vai achar que se trata de defeito.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, manutenção Não encontrei solução para isso. Tive que desistir.
Esse foi o primeiro e único caso desse tipo que encontrei até agora. Aconteceu há meses por isso não lembro mais dos detalhes, mas se não me engano a instalação de versões anteriores do Windows falha logo no início acusando erro relacionado com ACPI. No setup do BIOS do notebook existe uma configuração de SO que só tem a opção Windows 10.
O notebook não está comigo, por isso não tenho como testar mais nada. Só adianto que eu testei com o Windows 8 de 64 bits.
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 Jefferson,  01 de novembro de 2018, manutenção Se me recordo bem, o meu drive de CD externo também não funcionava.
Eu esbarrei nesse problema em um Dell Inspiron 14Z 5585 após reinstalar o Windows 7 64 bits e atualizar os drivers com o Driverpack 13. Eu estava usando um HDD externo e logo após reiniciar o HDD não era mais reconhecido. Achei que era um problema no case e coloquei outro. Mesmo problema. Testei na outra porta USB e nada. Coloquei um pendrive e continuou sem detectar. O que realmente me colocou na trilha errada foi que nesse notebook eu tinha dual boot com uma instalação do Windows 7 32 bits e ao dar boot por ela o problema persistiu, logo eu concluí que as portas USB haviam pifado.
Mas era muito azar isso acontecer na minha mão (o notebook não era meu) e coincidência de ter ocorrido logo após a instalação de drivers. Então eu decidi checar se o BIOS enxergava os dispositivos e tentei dar boot pelo pendrive. Aí funcionou.
Raios… A outra instalação do Windows também estava “contaminada” pelo mesmo driver errado.
Como eu não tinha tempo para caçar o problema e isso não era realmente necessário porque era uma instalação recente, apaguei o Windows e instalei nova cópia, desta vez tomando o cuidado de desmarcar a opção “storage” na lista de drivers oferecidos pelo Driverpack.
Isso resolveu o problema.
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 Jefferson,  01 de novembro de 2018, manutenção Eu estou com dois notebooks Dell aqui cujos teclados estão com teclas “disparando” sozinhas aleatoriamente. Como se não bastasse o incômodo natural que isso causa em qualquer situação, no caso desses notebooks os problemas gerados são tais que se você não estiver ciente ainda do defeito no teclado você vai perder muito tempo caçando o defeito errado.
Eu não estou lembrado de todo os sintomas agora, mas vou começar com esses dois:
- Inspiron 15R 5537-A10 – Ao ligar, fica parado na tela inicial exibindo o logo da Dell indefinidamente. Só sai disso se uma tecla for pressionada. Em alguns testes flagrei a tecla “f” disparando sozinha.
- Inspiron 14Z 5585 – Às vezes você tenta clicar em um elemento da tela, como um checkbox, e não consegue. Não há nenhuma indicação visual de que algo “extra” esteja acontecendo. Outros sintomas me levam a crer que uma das teclas direcionais está disparando sozinha.
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Uso esse aplicativo (conheço outros aplicativos que fazem isso também, mas esse é o que eu acho melhor): https://hostsfileseditor.weebly.com
Uso todas as listas do aplicativo, como o arquivo host fica em média com uns 12 mb, desligo o cliente dns dele.