Por dentro de conversores HDMI VGA

Não adianta identificar essas coisas por fora. Mesmo os que parecem iguais podem ser muito diferentes por dentro e a falta de identificação de modelo não ajuda. Por isso nem vou perder meu tempo mostrando como são por fora.

Um problema comum entre eles é que a conversão está longe de ser perfeita. Geralmente a imagem fica um pouco “lavada”, com excesso de brilho. E você não tem nenhum controle sobre isso.

Outro problema comum, independente do chip usado e construção, é que o consumo de energia é tipicamente o dobro do mínimo definido na especificação HDMI de 55mA por isso a porta HDMI de muitos aparelhos não vai ter energia suficiente para acioná-los. Dois exemplos comuns são o Raspberry Pi v1 e receptores de TV por satélite como os da OI e GVT. No caso dos receptores você é inclinado a acreditar que o problema seja de HDCP mas basta usar uma fonte externa para resolver, como explicarei outro dia.

Você pode escolher entre modelos com e sem áudio. Não havendo nenhuma outra distinção eu sugiro os com áudio porque a diferença de preço costuma ser insignificante mas é importante ressaltar que segundo os datasheets que vi a saída de áudio no chip costuma ser digital I2S ou SPDIF portanto áudio analógico requer um chip extra como o ES7144LV e vários outros componentes passivos. Daí ser incerto nessas coisas chinesas se ao comprar um conversor desses com áudio se a saída vai ser analógica ou digital. Por outro lado se você tiver habilidade com solda pode ser capaz (eu não testei) de obter áudio SPDIF mesmo dos conversores vendidos “sem áudio”.

Notar também que esses chips tem firmware. Dois conversores aparentemente iguais, com o mesmo chip, podem se comportar de maneiras diferentes.

Eu vou chamar este de “Overfly”.

Baseado no chip Chrontel CH7101A [Datasheet] (U4) e com um conversor de áudio digital-analógico que parece ser o Cirrus Logic CS4344  (marcado 344C) em U6. U8 e U9 parecem ser conversores DC-DC. A inscrição na placa diz “HDMI2VGA_C2_OVERFLY_V1.0.

Você vai notar que a maioria dos modelos que vou mostrar tem um layout bem parecido, mesmo quando o chip principal é outro.

Conversor_HDMI_VGA_audio_overfly_DSC02751_700_ryan.com.br

Conversor_HDMI_VGA_audio_overfly_DSC02748_700_ryan.com.br

Eu vou chamar este de “Y50112”. O chip principal é um EP94Z1E da Explore Microelectronics. Este modelo não tem áudio. Os grandes pads de solda no canto inferior esquerdo sugerem o footprint de um conector de áudio, mas faltam também diversos outros componentes à direita dele incluindo o conversor digital-analógico U2.

Conversor_HDMI VGA_DSC02719_700_ryan.com.br

Conversor_HDMI VGA_DSC02722_700_ryan.com.br

Este é baseado no chip Chrontel CH7101A [Datasheet]

Conversor_HDMI VGA_DSC00473_700_ryan.com.br

Note como essa placa apesar de significativamente diferente do modelo anterior, tem as mesmas inscrições de modelo:

REV:A

PCB-HDM-VGFAU-CB03

Conversor_HDMI VGA_DSC00190_700_ryan.com.br

Eu vou chamar este de HV1080EP. Este é o único nesta página a ter entrada para alimentação externa e deve ter sido o primeiro modelo que comprei, na Dealextreme. E também o que menos usei porque esse plug HDMI soldado diretamente no conversor torna muito complicado conectá-lo a uma grande variedade de aparelhos e mesmo quando você consegue conectar fica um trambolho que quando somado ao peso do cabo VGA arrisca danificar sua porta HDMI. Eu nunca mais comprei nada parecido.

Conversor_HDMI_VGA_audio_HV1080EP_DSC02754_700_ryan.com.br

Como se pode ver ou é o menos sofisticado por requerer tantos chips (baixa integração) ou justamente é o melhor de todos. Eu ainda não pude concluir qual é o caso.  O chip principal é um Lontium LT8511A. O próximo é um chip da ST Microelectronics marcado “7B262” ou “78262” sobre o qual não consigo achar nada, nem no site da ST. Nesta página aparece um conversor similar usando um chip marcado 78345 que também não aparece em lugar nenhum. O último chip deste lado é uma memória EEPROM ATMEL 24C04.

No fundo temos apenas o cristal e o conversor digital-analógico ES7144.

Conversor_HDMI_VGA_audio_HV1080EP_DSC02753_700_ryan.com.br

1 comentário
  • João Batista - 30 Comentários

    O próximo é um chip da ST Microelectronics marcado “7B262” ou “78262” sobre o qual não consigo achar nada, nem no site da ST. Nesta página aparece um conversor similar usando um chip marcado 78345 que também não aparece em lugar nenhum. )

    eu não sei se e isto mais deve ser chips encomendados com a ST só com algum número de serie específico se for casos você ou qualquer outra pessoa vai encontrar nenhuma informações sobre eles só fabricante que realmente sabe que chips são estes . entendeu ?

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Erro “The Device Is Busy” ao fazer um backup com Acronis Trueimage

Eu ainda não estou certo de que tenha encontrado a causa, mas como esse erro vem me incomodando há meses acho melhor publicar pelo menos o pouco que sei sobre ele.

O erro ocorre quando você clica em “Proceed” no final do assistente de backup e o Trueimage vai começar a cópia.

TrueImage_TheDeviceIsBusy_ryan.com.br

Clicar em “Details” não fornece nenhuma informação útil e clicar em “Ignore” não adianta.

Eu uso o Trueimage há dez anos, desde que um erro de interpretação do funcionamento do Symantec Ghost (e a falta de um backup) me fez perder vários meses de trabalho. Eu nunca vira esse erro, que começou a ocorrer há poucos meses. E uso exatamente a mesma versão do Trueimage, gravada em um LiveCD. Não poderia ter sido corrompida. E supostamente não poderia haver interferência do software na máquina.

Uma vez eu consegui resolver simplesmente invertendo as portas SATA. Outra vez pareceu ser o local no meu HDD externo onde eu salvava o backup que influenciava. Outras vezes tive que desistir porque não conseguia de jeito nenhum. E nada que eu encontrei buscando no Google fez diferença.

Uma coisa havia em comum com todos os casos: só acontece numa das empresas que atendo. Mas em computadores diferentes onde antes o Trueimage funcionara.

Aí o problema aconteceu de novo hoje e eu resolvi experimentar algo. O fato de que “coincidentemente” todas as máquinas envolvidas rodam Windows 8.1 de 64 bits 100% atualizado (é meu único cliente assim) me deixou com uma pulga atrás da orelha. No meu post sobre os 480GB de arquivos que o Windows 10 apagou o leitor Eduardo me lembrou de que o Windows tem outras opções de desligamento ao se apertar o Shift. Desliguei a máquina apertando o Shift e o Trueimage funcionou!

Meia hora depois o problema se repetiu em outra máquina. Deixei o Windows iniciar e desliguei apertando o Shift. O Trueimage novamente funcionou!

Eu tenho experiência suficiente com Gremlins para saber que apenas duas ocorrências não são prova. Mas no momento eu tenho boas razões para crer que a hibernação de drivers do Windows 8.1 interfere com o hardware de alguma forma.

 

11 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Motherboards envolvidas:

    Intel DH61BR x2
    Intel DH61H0

    Eu não havia notado isso. O ambiente aqui é tão heterogêneo que não me passou pela cabeça que as máquinas envolvidas tivessem praticamente a mesma motherboard. Porém eu ainda acho que isso não tem a ver só com a motherboard. Eu estou supondo que o problema deve ter começado a acontecer após uma atualização do Windows 8.1.

    Fiz uma simulação aqui que parece confirmar que a causa é o Windows 8.1. Toda vez que eu desligo apertando Shift o backup funciona.

  • Matuto - 129 Comentários

    Eu testaria desabilitar a hibernação do Windows 8 pra ver se o problema some. Eu utilizo o Acronis desde 2010 (eu acho). Já estou fazendo imagens com a versão 2016.

  • Acácio Amaral - 4 Comentários

    Já vi ocorrer em situações pontuais onde a hibernação marcava a MBR do HD como Unidade Ocupada e nem via linux eu conseguia acessar os dados para gravação, apenas para leitura. Tinha que fazer exatamente isso, reiniciar o PC (com o problema que fosse) e depois pedir para desligar nem que fosse pelo gerenciador de programas, a partir de então conseguia trabalhar normalmente na unidade.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Gente, estou mais interessado em backup ultimamente, devido a crescente onda de ransoms.

    Se possível, acho que seria muito útil um tutorial do Acronis, acrescido da experiência de quem já usa, do Jefferson no conteúdo, e dos demais nos comentários.

    O que vocês acham? :clapping:

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu não uso o Acronis Trueimage como proteção contra ransonware. Eu uso apenas em partições de sistema (não com dados) e pelos mesmos motivos que eu uso software de clonagem há mais de uma década:

      1)Transferir instalações completas para HDDs novos;
      2)Me certificar de que eu possa voltar rapidamente para um estado conhecido de uma instalação.

      O segundo é o motivo mais frequente. São incontáveis as besteiras que os usuários e, pior, os “analistas de suporte” dos sistemas comerciais podem fazer, além dos problemas causados por atualizações tanto do Windows quanto dos softwares usados. Fazendo clonagens periódicas eu me certifico de poder retornar máquinas de instalação complexa (depto financeiro, faturamento, contabilidade, etc.) a um estado sabidamente completamente funcional em menos de uma hora.

      Quando a **rda cai no ventilador, a pressão para limpar a sujeira cai inteiramente no técnico de suporte geral (eu). O usuário não sabe fazer nada, o desenvolvedor do sistema comercial faz de conta que ele não tem nada a ver com isso e o cliente inicialmente não quer saber de quem é a culpa: ele quer ver resolvido.

      Se eu posso voltar no tempo várias gerações restaurando instalações antigas e o problema persiste eu posso afirmar com certeza que o problema é externo ou, acontece mais do que deveria, o usuário não sabe do que está reclamando porque sempre foi desse jeito.

  • Snow_man - 311 Comentários

    Jeff, o motivo 2 é a minha necessidade, preciso instalar uma rotina semelhante.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu não tenho uma “rotina”. Eu aproveito que estou em visita com tempo livre e faço a clonagem das máquinas complicadas usando o Hirens boot CD. Mas com o Hirens não suporta UEFI e SecureBoot estou pensando em mudar para um LiveCD criado pelo Macrium Reflect Free.

      Entretanto eu também estou pensando em testar o Macrium Reflect para fazer essas imagens automaticamente. Eu tenho clientes com terabytes de espaço sobrando em disco e se der para fazer a imagem “online” periodicamente na hora do almoço, melhor ainda. Eu soube que as versões mais recentes do Trueimage (além de não ser gratuito) instalam porcarias (como filtros de sistema de arquivos) demais na máquina.

  • Acácio Amaral - 4 Comentários

    Jefferson, em alguns clientes de comportamento fora da curva costumo utilizar o Deep Freeze, ele consegue permitir o uso do sistema mas desfaz toda a bagunça que uso indevido pode oferecer ao sistema, decerto não ajuda nos programas de sequestro e criptografia, mas ao menos não sou chamado 10 vezes no dia por conta do pc ficar abrindo anúncios sozinhos. Uso em terminais de lojas e afins.

  • Fábio Machado - 1 Comentário

    Já experimentou o WinPE feito pelo Sergei? Eu utilizo para gerar as imagens com o acronis.

    http://sergeistrelec.ru/winpe_10_8/110-winpe-10-8-sergei-strelec-x86-x64-native-x86-20170621-english-version.html

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Erro 0x00000019 BAD_POOL_HEADER provocado pelo AVAST

Windows 7 32 bits

Máquina reiniciando sozinha pouco depois de chegar à tela de login, acusando erro BSOD BAD_POOL_HEADER.

A primeira coisa que fiz foi rodar o MEMTEST86+. Depois de duas passadas sem acusar erro na RAM, parti para olhar drivers. Entrei no Modo de Segurança e ao ver o gbplugin na lista de drivers sendo carregados ele se tornou meu primeiro suspeito. Reiniciei por um LiveCD e deletei o plugin. Não adiantou.

Entrei no Modo de Segurança e desativeis os drivers de vídeo, rede e som. Não resolveu. Como no Modo de Segurança o problema não se manifestava eu já incluí o Avast na lista de suspeitos, porque ele instala drivers que não são carregados no Modo de Segurança. Mas continuei seguindo meu script.

Usei o MSConfig para desabilitar todos os serviços de terceiros, menos o AVAST. Nada.

Aí me ocorreu parar de chutar e verificar o que o BlueScreenView (outro software danado de útil da Nirsoft) podia me dizer sobre o problema. Entrei pelo Modo de Segurança de novo, rodei o software e a primeira coisa que vi me desanimou: o erro era provocado por ntkrnlpa.exe. Genérico demais. Mas ao rolar para a direita confirmei minha suspeita ao ver referências a aswSP.sys. Um driver de kernel do Avast.

Tentei desinstalar o Avast pelo Modo de Segurança mas acusou um erro e não prosseguiu. Mais uma confirmação de culpa.

Baixei e rodei o desinstalador da Avast, que acusou o mesmo erro no início mas prosseguiu e congelou no final do processo. Após esperar meia hora meti o dedo no reset e o problema foi resolvido.

3 comentários
  • Thiago - 1 Comentário

    opa, peguei o mesmo erro causado pelo avast, Erro 0x00000019 BAD_POOL_HEADER.

    O avast também não desinstalava, removi todos os aquivos do avast do \arquivos de programas, apaguei os drivers do avast da pasta \system32\driver e deletei todas as chaves do registro ‘avast’ :D .

    Pronto, funcionando.

    • Snow_man - 311 Comentários

      Thiago, esse desinstalador oficial do avast é bem eficiente nisso.

      • Jefferson - 6.606 Comentários

        Tirando este episódio, não me lembro de ter tido qualquer problema com o desinstalador. Eu sou um adepto de fazer as coisas “na munheca” mas no caso de anti-virus eu sempre tento primeiro com os desinstaladores oficiais.

        Tendo dito isso, o relato de Thiago tem seu valor por mostrar outra forma de resolver o problema. Sendo que nesse caso específico eu suponho que apagar apenas aswSP.sys e instalar de novo poderia também ter resolvido.

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O evento que me fez comprar meu primeiro navegador GPS

Isso ocorreu em 2010. Eu tinha ido atender a um cliente novo em sua residência em um bairro distante que eu não conhecia e normalmente não atenderia, se não fosse a sobrinha de um cliente antigo.

O atendimento terminou por volta das 23h30.  Eu decidi não voltar por Boa Viagem porque apesar de ser um caminho “nobre” seria mais lento, com muitos sinais de trânsito e por isso mesmo muitas oportunidades de ser assaltado. O outro caminho, por rodovias, era deserto mas rápido. E eu conhecia o caminho por já ter passado por ele umas duas  ou três vezes. Mas nessas vezes sempre usara esse caminho no sentido oposto.

Meu objetivo era a Estrada de Curcurana, que você vê indo de um lado a outro do mapa abaixo. São cerca de 4km de extensão. Clique para abrir no Google Maps.

curcurana

O problema começou quando eu virei à esquerda no ponto A onde deveria ter virado à direita. Meu objetivo era chegar a D. De dia no mínimo eu teria identificado onde era o mar pelo horizonte, mas à noite não deu.

Depois de ter rodado bastante sem encontrar nada familiar e indo parar numa rua sem saída em B decidi que havia me perdido e voltar por Boa Viagem mesmo. Porém na volta eu passei direto pelo ponto A e a coisa desandou de vez. Foi o meu segundo e mais sério erro. Eu não sabia mais como voltar nem que já estava na Estrada de Curcurana, que eu conhecia vagamente apenas de dia. Com isso eu saberia que bastava seguir em frente. Eu tinha um mapa na mala do carro mas nem parecia seguro eu parar para tentar me orientar nem eu tinha certeza de que conseguiria, sem saber onde estava.

À minha direita não havia nada além de um grande vazio pontuado por árvores aqui e ali. No escuro parecia com o litoral mas para estar com o litoral à minha direita sem ter encontrado ainda o caminho por onde eu tinha vindo algo tinha que estar muito errado no meu senso de orientação.

A paisagem como se vê hoje, no Google Street View. Mesmo de dia é fácil confundir com o caminho para o litoral:

curcurana_paisagem_ryan.com.br

À minha esquerda residências, bares, pontos comerciais, ruas…

Mas não se via uma única pessoa em lugar nenhum.

Eu comecei a entrar em pânico. Que espécie de bairro residencial de periferia é esse onde às 23h30 não se vê ninguém nas ruas? No meu bairro você chega às duas da manhã e ainda tem gente conversando nas esquinas ou bebendo em bares.

E eu tinha que rodar devagar porque na estrada onde não tinha buracos tinha lombadas. Não era hora nem lugar para perder um pneu. E parecia não terminar nunca!

Finalmente eu vi as luzes traseiras de um carro à distância e acelerei. Pelo menos eu não estava sozinho. Quando cheguei perto o bastante o alívio: era uma viatura da polícia! Desacelerei e decidi acompanhá-lo até algum lugar que tivesse vida. Algumas dezenas de metros depois, aproximadamente no ponto C a viatura encostou e fez sinal para que eu ultrapassasse. Então eu parei do lado para pedir instruções. Nunca vou esquecer a cena.

O carro estava lotado e a única pessoa que não estava olhando para mim por trás de uma máscara era o motorista!

Sem querer demonstrar nenhuma surpresa, falei que estava perdido e perguntei como chegar ao primeiro ponto de referência que eu conhecia. Mascarados e motorista responderam com tranquilidade: era só seguir em frente. Agradeci e fui embora.

Que espécie de lugar é esse onde a polícia faz ronda mascarada?!

Aí eu comprei meu navegador GPS. Foi a primeira e última vez em que eu me meti numa situação dessas.

 

 

4 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Caramba, que tenso!
    Pra melhorar, um monte de mascarado que você certamente não quer passar a imagem errada 8-O O_o

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Exato. Depois eu fiquei pensando se eles mandaram que eu ultrapassasse porque estavam desconfiados de mim. E que quando eu encostei do lado provavelmente havia uma escopeta apontada para mim de dentro da viatura.

  • Ygor Almeida - 136 Comentários

    Ainda que você foi bem “atendido” pela Policia.

    Com pequenos problemas elétricos no carro, em um bairro nobre (Alphaville) – coisa de 10 km de onde eu moro. Durante uma madrugada – junto com um amigo após sair e comer um lanche no Mac – o carro não queria pegar. Bateria me deixou na mão. E nada da partida funcionar.

    Com um amigo empurrando rua abaixo na tentativa de que aquilo iria resolver o problema. Eis que vejo a viatura da PM. Fiz a mesma coisa encostei ao lado, dei o boa noite e pedi orientação de algum posto de gasolina ou mesmo socorro (bairro nobre tem apoio e etc coisa de primeiro mundo) por um acaso sempre tenho o cabo pra situações assim – usei com o policial a expressão.

    Preciso de ajuda pra fazer uma chupeta e o carro funcionar. Os senhores podem me auxiliar.

    Rapaz – as 3 da matina – fui revistado abordado e quase tomei um tiro ou apanhei. Estava cansado com sono, empurrando carro – olho vermelho ( afinal deveria estar dormindo né ) e imagina – além de perguntas como: o que você fumou, essa erva ai … vagabundo a essa hora empurrando carro, cade os documentos. bla bla bla. A tal da chupeta foi a gota pro cara.

    Que diabos vc pensa que somos, viados, que vamos te fazer uma chupeta sua bicha … o nome do diabo do cabo é – cabo de ligação direta em corrente continua.

    Jamais esquecerei … só escapei porque um estabelecimento ( balada ) abriu as portas e muita gente na tal rua deserta resolveu sair. Segurança do local viu a situação e os PMs se foram. E fui auxiliado pelos seguranças sem o menor problema.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Ygor, lamento que isso tenha acontecido com você. O policial com esse comportamento deveria ser severamente punido. Uma guarnição inteira? Expulsão. E isso sem contar com a responsabilidade civil e criminal.

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Por dentro do switch de 8 portas Intelbras SF 800 Q

Oficialmente a alimentação é 9VDC x0.6A, mas o conversor DC-DC é um  AP34063 que suporta de 3 a 40V e os capacitores na entrada (2 x 470uF) são de 25V o que garante que pelo menos 12V é seguro usar sem nenhuma modificação. Existe também uma ponte retificadora na entrada, que confere proteção contra inversão de polaridade e permite usar uma fonte AC.
Switch_Intelbras_SF800Q_DSC02739_700

Fazer um PoE passivo com este switch pode não ser viável. Os terminais não usados são ligados a algo que não é visível por baixo da placa. Provavelmente os resistores que se vê entre os jacks e os magnetics. As vias que são visíveis por baixo da placa poderia ser cortadas, mas parecem haver outras por cima também que não dá para alcançar.

Switch_Intelbras_SF800Q_DSC02742_700

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Ghost In The Shell – 2017 é um desperdício de Scarlett Johansson

Se você só assistir aos 20 minutos finais pode acabar com a falsa impressão de que o filme é bom.

Eu tinha grandes expectativas de que fosse bom. A estória original é intrigante e Scarlett Johansson parecia perfeita para o papel da major Ciborgue Motoko, mas o que conseguiram fazer com os 110 milhões de dólares que custou esse filme é imperdoável. Direção ruim, edição ruim, atuações ruins e um roteiro pior ainda.

  • O primeiríssimo sinal de que há algo muito errado é o diálogo da Doutora Ouelet com Motoko assim que ela acorda do transplante. É completamente descabido. Logo depois, quando ela fala com o CEO da HANKA, continua parecendo que você está assistindo a um daqueles filmes baratos do canal SyFy;
  • Não gostei do ator no papel de Aramaki. Foi tão inexpressivo que eu teria feito um Aramaki melhor, se me dublassem para falar japonês. Se queriam colocar um comediante no papel de um personagem que não tem senso de humor Jackie Chan provavelmente teria feito melhor;
  • Quase não há desenvolvimento de personagens;
  • A cena no clube noturno chega a ser patética. E que bomba foi aquela? Um rojão dentro de uma lata de leite Ninho?
  • Motoko é retratada mais de uma vez como irresponsável e inconsequente. Isso foi broxante;
  • Uma hora o lixeiro é tão perigoso que Motoko o interroga por meio de um holograma. Mas segundos depois, quando ele demonstra ser realmente perigoso Motoko entra na cela para ficar cara a cara com ele;
  • A cena dela com a prostituta ficou completamente fora de contexto;
  • A captura dela por Kuze (e o tempo que ela passou com ele) tendo entrado acompanhada por toda a sua equipe não faz sentido;
  • A captura dela pela Hanka também não faz sentido, principalmente tendo sido logo em seguida ao diálogo dela com Batou. Eu fiquei o tempo todo achando que Batou estivesse camuflado pronto para ajudá-la;
  • O passado da Major foi alterado para pior. Entre outras coisas, como uma militante anti tecnologia vai se tornar uma “militar hacker ciborgue” eficiente?
  • O uso do link mental não é consistente. Aramaki às vezes verbaliza o que deveria ser um pensamento. Em um filme bom eu poderia dar uma desculpa para isso mas não em um filme ruim;
  • A capacidade do corpo da Major não é consistente ao longo do filme. Uma hora parece frágil demais, outra hora parece condizente com a “arma” que ela foi construída para ser;

Mas parece não ter sido um fracasso total na bilheteria e as chances são muito grandes de que uma continuação seja melhor. Zack Snyder e até Luc Besson teriam feito muito mais com US$110 milhões (Lucy custou 40) que esse desastre.

Chances de que eu assista de novo? Só se for para acrescentar mais pontos negativos na lista acima.

 

2 comentários
  • Snow_man - 311 Comentários

    Pow, ainda vou ver, mas desde o princípio eu já estava com baixa expectativa nessa produção.
    E depois de um post seu, fiquei curioso em ver o piloto de shanara chronicles :D

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Só assisti esse filme ontem e de fato o roteiro e a direção são bem fracos. O que me manteve preso foi a parte visual que achei incrível, assim como o design de som, ou seja, só me prendeu porque assisti em uma tela grande com home theater.

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DNS dinâmico: Como fazer um atualizador DDNS Cloudflare com um ESP8266

esp8266_esp01_automalabsO hardware completo consiste de:

  • Um ESP8266 qualquer (R$15 ou menos no ML);
  • Um regulador de 3.3V (Menos de R$1);
  • Um cabo para ligar a alguma fonte de energia USB que você tenha de bobeira pela casa.

 

Exemplo:

ESP-01_power_run_a

Esse é o mínimo para que funcione. Um projeto comercial requer mais componentes.

Sim, tendo o resto do material necessário para programação o atualizador sai por menos de R$20 e você ainda pode rodar outras coisas nele.

Se você já tiver um ESP8266 na sua casa ou escritório ocupado com outra tarefa mas com espaço em flash sobrando (HTTPS requer muito do bicho) pode acrescentar o código nele. Afinal o processo leva segundos e ocorre apenas a cada x minutos. E não requer nenhuma GPIO.

Os detalhes da programação eu publiquei no automalabs por sem bem mais apropriado do que aqui.

 

1 comentário
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Ao contrário do que eu disse, aproveitar espaço em outro ESP8266 para essa tarefa pode não ser boa idéia. O maior problema do SSL no ESP8266 não é espaço em flash: é RAM. E problemas de falta de RAM são de enlouquecer em um projeto com microcontrolador.

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Como usar o cURL para conexões HTTPS no Windows

Em outro post eu sugeri usar a versão Windows do cURL para testar a API Cloudflare mas a coisa não era tão simples quanto parecia. Para HTTP o cURL não é difícil de usar (para quem não tem horror a uma linha de comando) mas quando se trata de HTTPS os problemas começam a aparecer. Para testes eu recomendo o Postman, até mesmo porque a resposta em JSON já vem formatada enquanto o cURL mostra uma bagunça. Mas se quiser usar mesmo o cURL o procedimento é o seguinte:

  • Baixe o cURL para Windows. Escolha uma versão com suporte a SSL e instale/extraia para um diretório à sua escolha;
  • Baixe o pacote de certificados cacert.pem;
  • Coloque esse arquivo no seu path ou no diretório onde está cURL.exe;
  • Renomeie cacert.pem para curl-ca-bundle.crt

Pronto, agora cURL deve funcionar com conexões HTTPS

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O que passa pela cabeça de um motorista “profissional” que não usa GPS?

Nem GPS, nem mapa. Um verdadeiro mistério!

Eu já perdi a conta das vezes em que ouvi uma funcionária ao telefone explicando ao motorista de um caminhão de entrega como chegar até o local. Ainda se fosse um local de difícil acesso ou o cara estivesse perdido num dos famosos “logradouros com numeração irregular”. Mas não… o indivíduo está na rodovia e não sabe sequer onde está a saída que vai levá-lo à avenida que vai levá-lo à empresa.  Como é que um “profissional” coloca a si mesmo numa posição que o faz se perder numa rodovia durante o dia?

Às vezes o cara veio de outro bairro e às vezes de outro estado. Eu acho simplesmente inacreditável que alguém pegue o seu veículo e inicie uma viagem de dezenas, centenas ou milhares de quilômetros pensando em perguntar no meio do caminho como é que se chega lá. Ainda se fosse porque a bateria do celular (waze) descarregou no final da jornada daria para entender embora um profissional devesse estar preparado para isso, mas ao que parece é um misto de arrogância e negligência.

Aí fica dependendo de uma mulher (que muitas vezes nem dirige e que tem modos de explicar itinerários que só outra mulher entende, quando não confunde a esquerda com a direita)  para conseguir terminar a viagem.

Inacreditável.

21 comentários
  • Marcel - 71 Comentários

    Jefferson, é lamentável o que vou dizer e até pode até parecer preconceituoso, mas neste tipo de caso, se tivessem estudo suficiente ou fossem antenados em tecnologia, não se contentariam em ser meros motoristas.

  • maximusgambiarra - 26 Comentários

    E eu que ontem estava explicando para a esposa que considero a sinalização de rua obsoleta? Que todo mundo tem celular e que seria mais econômico se a prefeitura pagasse alguém para editar no Google Maps do que confeccionar placas com indicação de caminhos.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu não iria tão longe. Uma prefeitura isolada em um pais desenvolvido poderia “brincar” com a idéia mas qualquer país que fizesse isso ficaria vulnerável ao humor dos EUA (que hoje tem um doido no poder) ou a qualquer Estado que pudesse promover um ataque à constelação GPS.

      Nesses casos eu prefiro pensar como o Almirante Adama.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Esqueci de mencionar que existe um bairro aqui em Recife, o Rosarinho, onde o GPS não funciona direito. E não é apenas o meu atual GPS. Não funcionava direito quando eu usava o iGO em um aparelho GPS standalone e não funciona direito agora com o Waze em um smartphone Samsung. E é um bairro de classe média alta. Nos bairros pobres temos o problema de que o navegador GPS costuma ser pouco confiável quando a distância entre “ruas” é pequena.

  • Thiago Melo - 1 Comentário

    Jefferson, boa tarde!

    Tenho uma transportadora como cliente e já pensei o mesmo. Em conversa com os profissionais, alegam que, quando estão dirigindo um caminhão, que em sua maioria são enormes o GPS entende que são “carros” causando um enorme transtorno em ruas estreitas e até mesmo com o tráfego restrito.

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Eu compreendo isso. O GPS (iGo) já me mandou passar de carro por lugares onde só tinha escadaria. Mas não sei como a alternativa funciona. Se o GPS não sabe indicar e sobretudo se o “profissional” não é capaz de decidir olhando o mapa que o GPS mostra, como é que fica mais “fácil” perguntando na rua ou por telefone?

      Motoristas “profissionais” tem uma habilidade especial para achar caminhos apropriados por localidades que nunca viram antes que pobres mortais como eu ainda precisam desenvolver?

  • VR5 - 397 Comentários

    “Resumo da Ópera”: GPS funciona em país do “Primeiro Mundo”, onde as ruas são bem organizadas, bem identificadas, o sentido delas não é mudado a toda hora, a bel-prazer das autoridades de trânsito, existe um planejamento, etc.
    Ano passado fui visitar minha irmã que mora em Los Angeles. Passeamos de carro por metade do estado e circulamos pela área urbana de Los Angeles, que tem o tráfego rodoviário mais intenso DO MUNDO… pois bem: GPS PERFEITO! Não errava UMA, em TODO O ESTADO. Ela usava o Google Maps no smartphone dela mesmo: o aparelho dava rotas, rotas alternativas, indicava logo a frente tráfego médio e/ou intenso através de mudança de cores na rodovia, com atualizações praticamente instantâneas… uma perfeição só! E mesmo no interiorzão da Califórnia perfeição!

    • Jefferson - 6.606 Comentários

      Uma correção: “GPS” funciona no mundo inteiro, assim como mapas.

      O que não funciona é uma orientação exclusivamente baseada nas instruções do “navegador GPS”.

      Esqueça as instruções do navegador e use-o para mostrar onde você está, onde está seu destino e o layout conhecido das ruas e a coisa “funciona”.

      Antes de ter um GPS eu andava com uma lista telefônica de endereços da Região Metropolitana de Recife na mala, porque cada rua era indexada com as coordenadas de sua localização no mapa que havia nas últimas páginas. O problema desse método era e ainda é saber onde você está.

      Eu comprei meu primeiro navegador GPS quando me vi perdido, à meia-noite, em um lugar estranho, deserto e perigoso. Nenhum mapa ou telefonema resolveria meu problema porque eu não fazia idéia de onde estava.

      • VR5 - 397 Comentários

        “O que não funciona é uma orientação exclusivamente baseada nas instruções do “navegador GPS”.”
        Sim, tem razão, não me expressei bem… mas quer ver uma coisa? Aqui na minha cidade se eu ligar o GPS e me posicionar na frente da minha casa no mapa dele eu estou no meio da quadra, entre duas ruas! E o nome da minha rua aparece duas ruas para cima! O endereço da minha empresa (número, CEP, etc.) se botarmos no Google Maps (por exemplo) aparece 3 quadras à Oeste da sua verdadeira posição… e por aí vai…

        • Jefferson - 6.606 Comentários

          Eu só tenho esse problema em um bairro do Recife. Eu não sei se é porque as coordenadas do mapa estão erradas e o navegador fica confuso, saltando entre ruas próximas, ou se o sinal GPS sofre interferência lá.

        • maximusgambiarra - 26 Comentários

          VR5, você sabe que pode editar o mapa do Google?
          Eu já fiz centenas de edições quando observo informações erradas. Algumas demoram um pouco para serem aprovadas, mas por essa característica contributiva eu acho que o Google Maps é, de longe, a melhor referência de localização urbana, melhor até que os mapas da prefeitura.
          Sendo você o dono da empresa que está com a localização errada, eu diria que você DEVE editar essa informação no Google Maps.

          • VR5 - 397 Comentários

            maximusgambiarra: esqueci de mencionar que fizemos sim essa correção. Já está atualizado. Foi na consulta inicial que notamos a “anomalia”… mas o correto não seria o GM já ter essas informações corretas inicialmente? Foi essa a questão. Para exemplificar que aqui no Brasil a coisa não funciona “tão bem”… CLARO que nos EUA, por exemplo, se eu estiver numa cidadezinha do fim do mundo no interior de Utah, ou talvez no interior do Alasca possa haver discrepâncias, mas aui é muito pior: não teve caso de turistas que foram até mortos no RJ porque o GPS confundiu o endereço e os enviou diretamente para uma favela barra-pesada? :(

            • Jefferson - 6.606 Comentários

              Eu insisto: “GPS” não confunde endereço nem envia ninguém pro lugar errado.

              E um “navegador GPS” dificilmente “confunde endereço”. Mais difícil ainda se for moderno e atualizado como o Waze e o Google Maps. Eu sou capaz de apostar que em quase 100% dos casos o navegador mandou para onde o usuário, que escolheu errado, disse que queria ir. Isso sem contar com a pequena mas certamente existente fração de casos em que o pessoal queria sim ir para aquele lugar barra pesada e quando se deu mal jogou a culpa “no GPS” para esconder da família e dos amigos o que foi fazer ali.

              Existem quatro ruas com o mesmo nome que a minha no meu município, mas as outras três são em bairros diferentes. Quando eu oriento alguém para vir aqui eu faço questão de enviar por email:

              1) o endereço completo,
              2) Snapshot da localização no mapa com um roteiro traçado desde o marco mais próximo;
              3) link para abrir no Google Maps.

              E eu recomendo imprimir!

              E ainda assim tem gente que vai parar no bairro errado! Que, por sinal, é perigoso.

              Mais de uma vez botaram a culpa “no GPS”. Não, a culpa não é sequer do “navegador GPS” e muito menos do “GPS”. Se você bota o nome da minha rua no navegador GPS e escolhe a rua do bairro errado não tem minha simpatia.

            • Jefferson - 6.606 Comentários

              Nick Fury:
              Vire o porta aviões cerca de 180 graus – em direção ao sul! Leve-nos para a água.

              “Piloto”:
              Estamos voando às cegas! Navegação recalibrando após a falha nos motores!

              Nick Fury:
              [Exasperado] O sol está nascendo?

              “Piloto”:
              Sim, senhor.

              Nick Fury:
              Então coloque-o à esquerda!

            • Jefferson - 6.606 Comentários

              Nota: Embora eu continue achando que a minha insistência em fazer a distinção entre “GPS” e “navegador GPS” seja necessária no contexto, eu admito que o fato de eu ter usado o popular termo “GPS” no post e em comentários enfraquece minha posição.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    É ainda pior do que eu imaginava. Um funcionário de um cliente que lida com cargas disse que os caminhoneiros chegam a pagar R$100 para alguém em um posto de gasolina ir com eles na boléia mostrando o caminho.

    Caminho este que aparece há anos, corretamente, no Google Maps e Waze.

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DNS dinâmico: Como usar a API da Cloudflare para DDNS

Este texto tem importância apenas para quem deseja fazer seu próprio script ou programa de atualização DDNS para Cloudflare.

Na primeira vez que tentei entender a documentação da API da Cloudflare há um ano eu falhei miseravelmente. Não entendi nada. Na segunda tentativa esta semana eu entendi em minutos. É engraçado como nosso cérebro funciona.

Aqui eu vou descrever apenas as partes necessárias para fazer atualizações DDNS. Vou usar como exemplo o cURL porque aí já aproveito os exemplos da documentação e apesar de ser uma ferramenta popular do Linux você também pode usar o cURL no Windows.  Mas eu recomendo usar o complemento POSTMAN do Chrome inserindo os headers indicados (toda linha precedida por “-H” é um header).

O serviço permite que você cadastre vários domínios, que são referenciados como “zonas”.
Para atualizar um host você primeiro precisa do ID do domínio/zona. Se não sabe o id (ele também aparece na sua conta Cloudflare), primeiro peça uma listagem de zonas:

A resposta é algo assim (este é o exemplo oficial. A resposta hoje é ligeiramente diferente):

Note que o nome de domínio é precedido por um “id”. É isso que você vai usar.

Para obter os registros DNS com o IP atual para um determinado domínio você usa os mesmos headers, mas muda o URL para algo assim:

https://api.cloudflare.com/client/v4/zones/id_do_dominio/dns_records

Exemplo de resposta (eu suprimi vários registros desnecessários para a explicação e editei informação confidencial):

 

Para se limitar a receber o dados de um host específico (é este o comando que finalmente traz o IP configurado para o host):

https://api.cloudflare.com/client/v4/zones/id_do_dominio/dns_records/id_do_host

Exemplo de resposta:

Para atualizar um host (preste atenção aos vários campos que você precisa modificar):

“name” precisa ter o nome completo e correto do host. Por alguma razão se o nome estiver errado e não bater com id_do_host a API acrescenta um novo host com esse nome, em vez de atualizar.

No Postman, escolha RAW, JSON e insira os dados de uma chave à outra.

Exemplo de resposta:

Tenha em mente que os IDs de domínio e host não mudam se você não apagar a definição do host. Então depois que você tem esses IDs só precisa usar dois comandos: o que verifica os dados do host (se quiser saber o IP que está lá) e o PUT que faz a atualização.

Pronto. Esse é o básico necessário da API para atualização DDNS. Queria ter achado algo assim no ano passado.

 

2 comentários
  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Fiz diversas expansões e esclarecimentos no texto.

  • Jefferson - 6.606 Comentários

    Se ao usar o Postman para isso você receber uma mensagem de erro dizendo que o Content-Type está errado mas você está vendo que colocou “application/json”, clique em Preview para ver o que o Postman efetivamente vai mandar. Se você ver duas definições de Content-Type, selecione POST e nas opções clique em RAW. Volte para GET e clique em Preview. A definição extra de Content-Type deverá ter sumido.

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