 Jefferson,  04 de dezembro de 2018, Faculdade Tomei a decisão enquanto estava em Dublin. É difícil não ficar encantado com a vida em um país do “primeiro mundo” e a não ser que você goste do “jeitinho” brasileiro (eu detesto) não desejar ficar lá permanentemente. Mas mesmo com minha irmã morando lá minhas chances de conseguir um emprego seriam pequenas, pois em primeiro lugar me falta a “coragem” da minha irmã de “meter a cara” e em segundo lugar sem um diploma de nível superior as vagas mais prováveis para um brasileiro em Dublin são de lavador de pratos ou garçom, dependendo do nível do seu inglês. Eu ficaria arrasado se em uma das minhas futuras viagens para levar mamãe aparecesse uma oportunidade de emprego na minha área e eu a perdesse por não ter o danado do diploma.
Então decidi fazer Análise e Desenvolvimento de Sistemas na modalidade Tecnólogo, que dura apenas dois anos e meio. Lá fora eles sabem que o grau de tecnólogo é um curso superior “meia boca” (na melhor hipótese deve equivaler a um Associate Degree), mas minha idéia é primeiro assegurar um diploma tão rápido quanto possível e em seguida fazer uma segunda graduação e/ou uma pós. Estou ciente de que dois (ou três) diplomas de tecnólogo não vão necessariamente substituir um bacharelado, mas é o que no momento se encaixa na minha disposição. E um diploma tem outros usos, mesmo esquecendo a Europa.
Estou contando isso para vocês agora porque finalmente saiu minha última nota. Sim, eu acabo de terminar o primeiro período da faculdade. Voltei ao Brasil no dia 29/08, na semana seguinte estava fazendo o “vestibular” e no dia 10/09 comecei a freqüentar as aulas. Não contei antes por dois motivos:
- Vocês já devem ter notado que usualmente eu nunca falo do que vou fazer ou estou fazendo. Eu normalmente escrevo sobre o que já fiz e isso é mais ou menos proposital;
- Nas primeiras semanas de aula eu não estava certo de que conseguiria sobreviver ao primeiro período.
Logo na primeira aula tive um choque. Era Matemática Computacional e o professor estava explicando Análise Combinatória. Um assunto que qualquer um cursando a faculdade não deveria estar precisando ver de novo (afinal, é matéria do segundo grau) mas que eu nunca estudara oficialmente porque não fazia parte do currículo de Eletrotécnica. Eu achei fácil, mas além de fazer uma pergunta estúpida ao professor que se eu tivesse pensando por mais dez segundos não teria feito, esbarrei em problemas do exercício que eu não conseguia responder de jeito nenhum.
Não era apenas o problema de ter passado 28 anos sem usar o que aprendi no segundo grau: eu tinha que lidar com meu próprio nervosismo. O mesmo que mais de trinta anos antes me fez passar mal em dois exames para a ETFPE. Eu estava me sentindo inadequando e incapacitado para a tarefa. Havia momentos em que eu sentava para tentar resolver exercícios e meu cérebro demorava a “focar”. Eu lia o parágrafo mas não conseguia absorver nada. Percebi então que além de absorver o conteúdo das matérias eu tinha que controlar meus nervos ou do contrário tudo estaria perdido. Não adiantaria nada saber responder a prova (se eu chegasse a esse ponto) se fosse para dar “um branco” na hora ou, pior, eu ir bater na enfermaria. E estou muito velho para esses constrangimentos. “Relaxar” era imperativo.
Não pareceu que ia ser fácil. Quando entrei na faculdade o período letivo já tinha começado há pelo menos duas semanas e eu perdera várias aulas. Para terminar de “lascar” com meus nervos, na segunda semana, durante uma aula de matemática eu recebi um email da faculdade dizendo que o período de provas já tinha começado! Nem consegui assistir a aula direito. Depois, mais calmo, eu me dei conta de que não era coisa para pânico pois se tratava da disciplina que era ministrada por EAD e essa prova era apenas uma avaliação preliminar, que eu tinha quase dois meses para fazer. Se eu fosse cardíaco a faculdade teria me matado do coração com essa!
Mas para resumir, senão esse post vai ficar muito longo: o diabo não era tão feio assim. Depois de entender as regras de avaliação da faculdade e traçar um plano de ação eu consegui a segurança necessária para controlar meu nervosismo. Eu tive que botar na cabeça que:
- Tomar nota baixa (não estou acostumado) não seria o fim do mundo. Eu teria outras chances;
- Ser reprovado em uma matéria (nunca aconteceu) não seria o fim do mundo. Eu poderia pagar a cadeira de novo;
- Se no final eu me declarasse incapaz para a tarefa isso também não seria o fim do mundo.
E tudo acabou dando certo. Essas foram as minhas notas:

Eu não pretendo informar aqui que faculdade estou cursando, em primeiro lugar para preservar minha privacidade (os leitores com os quais eu já troco mensagens privadas podem perguntar por email, se quiserem) e em segundo lugar porque formei uma opinião bastante crítica sobre ela e parte dos problemas me beneficiam. Nesse caso eu acho que seria anti-ético, como cuspir no prato que estou comendo. Além disso minhas críticas poderiam atingir alguns inocentes pois eu posso facilmente julgar o que está errado, mas determinar por que está errado requer muito mais informação e eu sinto que algumas “falhas” tem múltiplas explicações. Por isso é melhor não falar nada sobre a instituição, mas vocês devem esperar por futuros posts sobre assuntos tratados na faculdade. Existem posts anteriores relacionados que eu publiquei sem mencionar a razão mas que agora vão ganhar uma tag.
23/06/2019 – Terminei o segundo período (e o terceiro)
A faculdade que estou cursando é uma bagunça. Nós começamos o primeiro período no meio de 2018 matriculados nas disciplinas do segundo, o que já era questionável; mas quando começou o período seguinte em vez de sermos matriculados nas disciplinas do primeiro período fomos automaticamente matriculados no terceiro. Isso desencadeou uma onda de protestos e insatisfação geral, porque claramente algumas disciplinas do terceiro período não podiam ser cursadas sem o básico ensinado no primeiro. A justificativa era de que a faculdade não tinha aberto turmas ainda para o primeiro período (faltavam alunos novos). Por conta disso vários de meus colegas trocaram de faculdade e outros ficaram em casa à espera da abertura das turmas mas eu preferi ficar assistindo às aulas do terceiro período enquanto esperava. Como eu já tenho uma base extensa o conteúdo das aulas não parecia nada especialmente difícil e quando as disciplinas do primeiro começaram a aparecer eu percebi que elas se encaixavam nos meus horários vagos e decidi simplesmente acrescentá-las. Eu acabei conseguindo cursar ao mesmo tempo o terceiro e o primeiro períodos inteiros, com exceção de uma disciplina do primeiro e uma do terceiro, cada uma de 44h.
Tive medo de “estar dando um passo maior que minhas pernas”, mas no final correu tudo bem:

As duas disciplinas com apenas uma nota são as online, que só tem uma prova mesmo. E essa nota que está destoando das outras eu vou tentar consertar na semana que vem. Vou fazer a “AV3”, que pelas regras da faculdade substitui a menor nota que eu tiver (se for maior, claro).
O único real inconveniente é que fui separado dos meus colegas do primeiro período por mais da metade do semestre e agora me distanciei ainda mais deles por ter avançado um período.
18/11/2019 – Terminei o quarto período
Depois de entrar para a faculdade eu já consegui fazer o que me pareceu impossível umas três vezes. A mais recente veio com este boletim:

As disciplinas que só tem uma nota são as disciplinas que paguei por EAD. Não sei se consigo e nem realmente se devo manter esse ritmo. “Passar” nessa faculdade (a média é 6) é muito fácil. Tão fácil que para mim é quase uma questão de honra tirar nota 10. Mas isso é muito estressante, principalmente nesse ritmo de oito disciplinas por semestre.
O semestre que vem é o último e também vai ter oito disciplinas. Se tudo correr como planejado eu vou terminar a faculdade seis meses antes do previsto na estrutura curricular.
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 Jefferson,  03 de dezembro de 2018, manutenção Eu comprei um teclado novo para um notebook Dell Inspiron 14z e ao testar percebi que apenas uma tecla, que continha os caracteres ?, / e °, não estava funcionando. Eu reclamei ao vendedor e para a minha surpresa ele disse que eu precisava instalar uma “atualização” para essa tecla funcionar. Eu só não pensei de cara que fosse conversa mole porque eu achara mesmo curioso que apenas essa tecla não estivesse funcionando, mas ainda assim fazia pouco sentido.
Seguindo o link indicado pelo vendedor eu encontrei o arquivo para download e constatei que se tratava apenas de um arquivo .reg com o seguinte conteúdo:
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Windows Registry Editor Version 5.00 [HKEY_LOCAL_MACHINE\SYSTEM\CurrentControlSet\Control\Keyboard Layout] "Scancode Map"=hex:00,00,00,00,00,00,00,00,02,00,00,00,73,00,1d,e0,00,00,00,00 |
Pelo pouco que eu entendo, essa linha determina que a tecla com scancode 0xe01d seja interpretada como tendo o scancode 0x0073.
O que me pareceu perfeitamente seguro. Apliquei o arquivo .reg, reiniciei o Windows e o problema realmente foi resolvido.
O que eu esqueci de testar foi como isso afetaria o teclado original. Mas esse teste vai ter que ficar para outro dia.
É realmente importante você ter esse problema em mente porque numa reinstalação do Windows em um notebook com um teclado não-original desses instalado, a tecla vai deixar de funcionar e você vai achar que se trata de defeito.
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 Jefferson,  02 de dezembro de 2018, Filmes A primeira metade do filme não conseguiu prender minha atenção. Parei umas cinco vezes para fazer outras coisas. Só melhora mesmo a partir da “extração” de Lane e chega até a ficar interessante quando as reviravoltas começam a se suceder, embora a primeira, com Benji, eu já tivesse previsto. Eu achei a sucessão de reviravoltas interessante porque prende minha atenção para não perder o fio da meada, mas depois que termina eu não posso deixar de pensar no quão absurda é uma situação dessas.
Eu não consigo deixar de pensar que a troca de Alec Baldwin por Angela Basset tenha algo a ver com a onda feminista. Mas nesse caso eu não faço objeções porque acho Basset bem convincente.
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 Jefferson,  02 de dezembro de 2018, Filmes Não que seja particularmente “bom”. É que esse capítulo tem elementos que me fazem lembrar dele com maior freqüência.
Os pontos altos:
- O vilão Solomon Lane e a interpretação de Sean Harris. Um inimigo tão formidável que lembra Moriarty;
- A agente Ilsa e a respectiva interpretação de Rebecca Ferguson. Obviamente não era só a interpretação que prendia minha atenção;
- Os roteiristas finalmente admitem a natureza sobrenatural da “sorte” da IMF. Começa na fala do presidente da comissão do senado, quando diz que os métodos da IMF “são indistinguíveis de puro acaso e os resultados são parecidos demais com sorte” e arremata perto do fim quando o diretor da CIA diz que “Ethan Hunt é a manifestação viva do destino”. Não consigo pensar em maneira melhor dos criadores da série admitirem que não se deve levar muito a sério o que acontece em cada filme

- A propósito, esse parece ser o primeiro filme da série em que Ethan demonstra insegurança, o que para mim conta como positivo. Isso parece ter sido propositalmente colocado em evidência na cena em que Benji diz que a tarefa submersa “não parece impossível” e fala como se fosse brincadeira (o que no universo da série geralmente é) enquanto Ethan não parece nada entusiasmado com a idéia.
Na primeira metade do filme só se salvam mesmo essa cena da audiência no senado e o momento em que Ethan recebe a “missão” alterada pelo Sindicato. O resto é ocupado por bobagens desconexas. Todo o lance do mergulho é de um absurdo que me faz dar um “facepalm” quando penso na seqüência e a perseguição de motos me pareceu absolutamente sem propósito até eu me lembrar de um comentário do amigo José Carneiro sobre o merchandising da BMW. Foi aí que eu notei que o propósito da cena era exibir as motos.
Só a partir do encontro no cemitério, passadas 1h27min, o filme melhora.
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 Jefferson,  22 de novembro de 2018, Faculdade Eu estava precisando do certificado de conclusão do ensino médio e não estava achando a minha cópia. A última vez que eu o vira tinha sido no mínimo há 20 anos. Eu tenho certeza de que ele está em alguma pasta em um lugar seguro aqui em casa, juntamente com todos os outros certificados que obtive depois. O problema é descobrir onde.
Então eu decidi procurar uma cópia onde concluí o ensino médio, a Escola Técnica Federal de Pernambuco, hoje IFPE. A primeira impressão foi ruim, porque fui ao site da instituição e não encontrei lá qualquer informação sobre como proceder. Não achei sequer um telefone de contato ou endereço de e-mail apropriado para obter informações. Então eu fui pessoalmente. E preocupado porque as únicas coisas que eu lembrava eram meu curso e quando concluí: o segundo semestre de 1989. Vinte e nove anos atrás. E só sabia o ano porque usei como referência o ano em que fui servir ao exército: 1990. Não lembrava sequer o meu número matrícula. Acostumado com repartições públicas que usam todo tipo de desculpa para não te atender eu fiquei apreensivo.
Na entrada me indicaram como ir até a recepção e de lá me mandaram para a sala 14. Não esperei nem cinco minutos para ser atendido e me deram um formulário de requerimento para preencher. O problema: o único documento aceito era uma cópia do RG (carteira de motorista não serve) por isso tive que voltar no dia seguinte. O segundo problema: me avisaram que o prazo para atender o meu requerimento era de 20 dias úteis. O que caía um pouco depois do prazo limite que eu tinha.
No dia seguinte voltei com o requerimento preenchido e o documento pedido. Fui atendido assim que cheguei e rapidamente. A moça me disse que eu poderia pedir o certificado e o histórico no mesmo requerimento, mas o prazo para emitir o certificado era o maior. Perguntei se podia pegar separadamente e ela me disse que não. Quando eu apontei que o prazo de 20 dias úteis era muito arriscado para mim ela disse que não me preocupasse, porque eles davam aquele prazo mas usualmente os documentos eram entregues bem antes disso e pediu que eu telefonasse uma semana depois para o telefone que ela ia indicar perguntando se os documentos estavam prontos. Meu número de matrícula não foi exigido apesar de ser perguntado no formulário de requerimento.
Isso foi na semana passada. Hoje eu liguei e estava pronto. Perguntei se eles fechavam para o almoço e disseram que não. Mas não pude ir nesse horário e liguei de novo já pensando que eles iam dizer que fechavam às 17h (não ia dar para mim), mas a resposta foi 19h. Não fecha para o almoço e ainda fica aberto até as 19h? Cheguei lá por volta das 17h15 e novamente fui atendido em cinco minutos e já estou com a cópia de meus documentos que foram arquivados 29 anos atrás.
E não me cobraram um centavo por isso.
Como o atendimento poderia ser melhor? Se a informação sobre o procedimento estivesse presente no site ou existisse um contato para obter informações eu não teria desperdiçado a primeira viagem até lá.
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 Jefferson,  22 de novembro de 2018, Frankfurt-Dublin Não, eu não tive nenhum problema com a Polícia (nenhuma delas) em nenhum momento da viagem, mas como eles emitem o passaporte, eles são parcialmente (eu tive um segundo problema) culpados pelo medo que eu tive de não poder embarcar que começou 24h antes da viagem. Tive uma noite péssima. Lembrem-se de que era minha primeira viagem ao exterior.
Olhem esse pedaço do número do meu passaporte e me digam: Começa com F-zero-zero ou com F-oh-oh?

Se você tiver bastante experiência com a numeração de passaportes provavelmente sabe dizer qual o correto. Se não tiver, a chance é zero.
Ao fazer o check-in online da Condor, 24h antes da viagem, é obrigatório inserir o número do passaporte. Ao abrir o meu eu obviamente fiquei em dúvida e mandei uma mensagem para minha irmã perguntando o que ela achava. Ela me disse que era o mesmo que ela tinha colocado na carta-convite: F-zero-zero. Então eu preenchi assim e concluí o check-in, mas ainda fiquei com uma pulga atrás da orelha, porque o número que aparecia em outro lugar no passaporte, em letras bem menores que eu precisava dos óculos para ler, era diferente.
Aí eu decidi usar o app que lê código de barras no meu celular para ler o código no passaporte e descobri o tamanho do meu erro. O número começa com F-oh-zero.
Dá para acreditar? Como é que usam em um documento importante duas fontes que não diferenciam oh de zero?
Fiquei na maior apreensão, achando que poderia ser impedido de embarcar por isso. Mas no final deu tudo certo e se alguém na companhia aérea ou na Polícia Federal percebeu a discrepância não deu importância.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, Frankfurt-Dublin Nos 25 dias em que estive em Dublin raros, talvez dois ou três, foram os dias em que saí na rua e não pude ouvir alguém falando em português do Brasil. O mais comum são pessoas sozinhas falando com algum familiar ou amigo ao celular, mas também era fácil identificar grupos de brasileiros conversando em lojas. No dia que peguei o ônibus com minha mãe para Howth eu pude identificar, só no primeiro andar do ônibus, quatro grupos diferentes de conversas em português. E olha que não se tratava de um ônibus de viagem: era uma linha regular de ônibus que pegamos na rua no Centro de Dublin.
Um outro dia estávamos voltando para casa conversando e uma reação de um jovem que passou silenciosamente por nós e entrou na propriedade vizinha a algo que foi dito fez minha irmã comentar “acho que ele é brasileiro”. Ele ouviu e respondeu “sou mesmo!”.
Essa inclusive foi uma recomendação que minha irmã fez no primeiro dia de passeio na cidade: “Cuidado com o que vocês dizem. Não falem nada achando que ninguém vai entender porque existe muito brasileiro aqui”.
E se você realmente quiser encontrar com brasileiros em Dublin, basta ir ao bar Dicey’s Garden nos dias e horários onde a taça de cerveja sai por “apenas” 2 euros (10 reais). Em todos os outros bares o preço “normal” é de 6 euros (30 reais), por isso não é de admirar que o Dicey’s atraia tanta gente do Brasil.
E olha que oficialmente os brasileiros (13 mil) perdem feio para os poloneses (122 mil) em número segundo o censo irlandês. Eu suponho que a maioria dos poloneses fale inglês porque raramente consegui distinguir alguma língua “estranha” nos meus passeios. Quase sempre foi inglês ou português brasileiro, com uma pitadinha de francês e português de Portugal. É fácil imaginar que o censo esteja errado mas difícil entender como já que a Irlanda é uma ilha.
Já os motoristas de táxi, a julgar pelos nomes, são em sua maioria de origem árabe.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, Frankfurt-Dublin Essa foi uma das primeiras coisas que minha irmã nos explicou durante nossa visita. Sobre os indivíduos, geralmente jovens e bem vestidos, calçando tênis da Nike, que podem abordar você na rua pedindo dinheiro. Ela fez questão de explicar que eles sempre são educados ao fazer isso, o que eu aprendi depois ser provavelmente porque pedir agressivamente é crime na Irlanda, e que usam sapatos Nike por causa de uma doação da empresa.

Ela explicou também que o governo oferece abrigo (todos morreriam no inverno sem esse tipo de ajuda), comida e assistência médica para todos e que eles pedem dinheiro para suportar algum vício (álcool ou drogas). Eu não encontrei informações que confirmem isso, mas o fato da maioria que vi ser jovem e alguns terem uma aparência de que realmente abusaram de alguma substância me dizem que ela não está exagerando.
Drogados ou não, é muito pouco se comparado com qualquer situação brasileira. Uma notícia de 2017 afirma que a qualquer tempo existem até 80 pedintes nas ruas de Dublin. Falam isso como se fosse muito. É a perspectiva deles.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, manutenção Não encontrei solução para isso. Tive que desistir.
Esse foi o primeiro e único caso desse tipo que encontrei até agora. Aconteceu há meses por isso não lembro mais dos detalhes, mas se não me engano a instalação de versões anteriores do Windows falha logo no início acusando erro relacionado com ACPI. No setup do BIOS do notebook existe uma configuração de SO que só tem a opção Windows 10.
O notebook não está comigo, por isso não tenho como testar mais nada. Só adianto que eu testei com o Windows 8 de 64 bits.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2018, WTF Eu não consigo deixar de achar que seja outra coisa que não estupidez ou “vitimismo” uma artista, adulta (38 anos!), comparecer a um evento apresentado por Sílvio Santos (quem ainda não conhece o humor do homem?) e depois de ouvir um gracejo de Sílvio declarar no Twitter que se sentiu “constrangida”.
E isso foi antes de eu saber que a mesma Claudia, casada, chamou no ar um candidato também casado do The Voice para sentar no colo dela.
Se depender do feminismo moderno, logo um homem não poderá acompanhar com os olhos uma garota que passa por ele vestindo um jeans apertado que será acusado de estupro.
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Para ilustrar o quanto uma nota baixa é algo complicado para mim: antes de sequer pensar em entrar na faculdade eu já tinha dois temas recorrentes em meus pesadelos:
1)Um grande prejuízo com o carro
2)Estar às vésperas de uma ou mais avaliações na escola e, por razões nunca definidas, não ter estudado nada
Com relação a ser reprovado em alguma cadeira, vou dar uma dica que me serviu muito quando eu cursei universidade (me formei em 2007 em Comunicação Social). Um certo dia eu estava preocupado porque eu precisaria pagar três cadeiras no último período e a minha preocupação maior era se eu teria tempo para estudar as três cadeiras e ainda fazer o meu trabalho de conclusão do curo (o último para se formar). Foi aí que um professor me disse mais ou menos isso:
“Fica tranquilo que no último período, se tu for um bom aluno, os professores não vão te prejudicar. Então se tu reprovar alguma cadeira, não tem problema”.
Em resumo, no último período eu paguei as três cadeiras na parte da manhã (eu estudava a noite) e realmente os professores se mostraram bem amigáveis, chegando ao ponto de uma das provas, a professora me deixou fazer com consulta. E em outra cadeira, o professor substituiu a prova por um trabalho que fiz em dupla com outro colega que estava no último período.
Então eu acredito que na maioria das Faculdades ou Universidades (não sei bem a diferença até hoje), se você chegar no último período devendo alguma cadeira, se tu for um bom aluno e não causar problema pro professores, eles não vão dificultar pro teu labo.
Acho que essa coisa dos pesadelos deve ser bem normal … Estou formado faz quase 20 anos, e vez ou outra (umas 2-3x ao ano) ainda tenho um sonho no qual eu esqueci que estava cursando uma cadeira do último semestre, não apareci nas aulas, e chegou a hora das avaliações. Relaxa e aproveita a experiência em si, que é tão válida quanto o objetivo final :-)
Cacetada, achei que isso só era comigo… também tenho sonhos que estou indo super mal numa prova da cadeira de Matemática III (Integral Dupla)… e olha que me formei em 2002… deve ser mais comum do que pensava isso… kkk
A diferença do meu caso para o de vocês é que o que eu chamo de pesadelos vocês chamam de sonhos
Acabo de descobrir que é mesmo “normal” ou pelo menos “comum”.
Uma cena aos 28m20s do episódio S02E06 de The Magicians mostra justamente um pesadelo assim, o que me fez fazer uma rápida pesquisa e encontrei várias páginas como esta.
No meu primeiro período da faculdade, tinha uma matéria de programação em que o sistema de avaliação consistia em escrever programas e enviar para um sistema automatizado que fazia a compilação e aplicava várias (em geral, 10) entradas para o programa e avaliava a saída, comparando com as respostas certas cadastradas pelo monitor da aula. Os alunos não tinham acesso aos testes, apenas sabiam se a resposta do programa estava certa ou errada para cada teste.
Lá pelo quarto ou quinto laboratório, eu já estava arrancando os cabelos porque meu programa não passava de 9 de 10 respostas certas. Os labs anteriores sempre obtive nota máxima. Era madrugada já quando um veterano chegou na sala de computadores e puxou papo, e eu expliquei a situação. Foi quando ele disse algo mais ou menos assim:
– Cara, relaxa. Nem nessa matéria, nem nas outras você vai conseguir tirar 10 em tudo. Faz o que você consegue, procura entender e corrigir o que você não conseguir de primeira, mas não se mata por causa de 1 ponto no final, se sua nota já for suficiente.
Essas palavras foram libertadoras. Saiu um peso das minhas costas e no final, deu tudo certo com a faculdade. E devo muito disso à esse veterano e ao que ele me disse.
Que coincidência, eu também agora com 33 anos tomei vergonha para entrar na faculdade neste mesmo curso, aqui na minha faculdade chamam de Tads – Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de sistemas.
Porém diferente de você notas baixas sempre foi meu ponto forte, sempre odiei estudar pois no ensino básico 90% é lixo então nunca consegui me concentrar em algo que eu julgava inútil. tanto que fiz quatro vezes a sexta série, e só concluí o segundo-grau este ano fazendo supletivo, mas agora na faculdade aprendendo o que gosto e que julgo útil está sendo bem diferente.
As matérias no primeiro-semestre aqui são bem diferentes: Redes I, Design Web, Economia, Leitura e Produção de Texto e Sociologia (a última quase me fez desistir da faculdade, se tivesse mais um semestre com isso creio que eu pulava fora).
Eu pensava assim mesmo quando era mais novo (mas estudava mesmo assim). Só mais velho fui chegar a conclusão que biologia, português, história, e outras matérias serão sempre importantes para ter uma vida completa e poder ser um profissional e pessoa completa (mesmo fazendo engenharia).
Estudar história (entendendo, e não apenas decorando) é bom para não ser facilmente manipulado pelos fake news (de todos os partidos e orientações) e ser uma pessoa crítica, não ser mais um cordeirinho ou animal irracional manipulável. Estudar biologia serve para não cair nas estórias de que vacina provoca altismo entre outras imbecilidades. Português (mesmo para um engenheiro) é muito importante para a comunicação fluir com qualidade, fazer relatórios que sejam bem compreendidos, uma ferramenta realmente indispensável em qualquer profissão (infelizmente é o meu ponto fraco, mas como eu leio muito o meu nível acaba sendo aceitável em português).
Jefferson, seu curso mescla aulas presenciais e a distancia? Desculpe a curiosidade.
Não vejo problema no seu questionamento.
O contrato esclarece que até 20% do curso presencial pode ser ministrado via EAD, nos termos de uma portaria do MEC.
Neste período eu fiz Negócios Eletrônicos. No próximo dizem que será Português.
Português e Organização e Arquitetura de Computadores. Eu pude até escolher.
Esse limite aumentou para 40%, mas ainda não sei se a faculdade que frequento pode/vai adotar esse aumento.
Atualizei o post com informações deste semestre
Atualizei o post com informações do penúltimo semestre.