O cidadão que se depara com uma irregularidade (p. ex., jet ski transitando a menos de 200 m da praia) pode filmar a ocorrência com o seu celular, tomando o nome e endereço de duas testemunhas. Isto feito, encaminhará o material para a Capitania dos Portos, com pedido de providências. A Autoridade Marítima, nos termos do art. 33 da Lei 9.537/97, instaurará inquérito que será julgado pelo Tribunal Marítimo, tramitando o processo na forma da Lei 2.180/54
Ahhh… se isso valesse no trânsito… rapidinho o brasileiro saberia citar o CTB melhor do que sabe citar a bíblia!
Essa é uma das coisas que eu espero que a tecnologia eventualmente resolva: quando TODO cruzamento e Km de rodovia tiverem câmeras e sensores para flagrar excesso de velocidade, passagem no vermelho, ultrapassagem em local proibido, etc. talvez as pessoas aprendam a respeitar as regras …
Tem um trecho da BR116 por aqui conhecido como “trecho da morte”, são meros 5Km, seguido morre alguém. Como? É um trecho não duplicado e com bastante trânsito; morrem por colisão frontal causada por ultrapassagem em faixa dupla.
Mas a indústria da multa, blah blah blah …
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Um de meus xingamentos preferidos é “corno” porque aqui no NE é algo que vem com uma carga de piada. Em segundo lugar vem “FDP”, mas esse não tem graça nenhuma. Ambos tem uma coisa em comum que há tempos vem me incomodando: você está xingando a pessoa denegrindo as mulheres da vida dessa pessoa.
Por que não existe o xingamento “filho de um imbecil”?
Isso não é machista?
Vocês devem estar carecas de saber a essa altura que não sou um esquerdopata e também não concordo com a maioria das queixas do feminismo moderno.
Mas não é justo, né? Todos nós temos uma mãe. Por que xingar um cara pelo comportamento dele chamando a mãedele de p*ta?
Acho melhor ter uma coleção de “xingamentos cômicos” para cada situação.
Vamos lá…
Pros bravos sem sentido e estressados “você estoura mais do que fogos de artifício”/”você estoura mais que pipoca”/”você estoura mais que escapamento de moto”.
Pros ofendidos “carregador de pedras”/”colecionador de lixo” (as pedras/lixo são as mágoas)
Acho que dá no mesmo, né? A não ser que a gente diga : “filho de UM… ”
PS: notei que estás meio estressado nessas últimas postagens… dias ruins?
Rapaz… enquanto eu estava escrevendo o texto sobre ligar a seta e pensando nos outros textos que acabara de escrever eu parei e pensei: “caramba… o povo vai acabar se perguntando se alguém roubou minha barbie ou botou o dedo no meu algodão doce” , mas decidi não reescrever o texto com uma abordagem mais diplomática, porque além de ser exatamente o meu estado de espírito quando alguém não liga a seta e joga o carro para cima de mim eu acho que esse problema requer mesmo que essas pessoas sejam ridicularizadas. Lembra do problema generalizado que tínhamos no trânsito, com as pessoas imediatamente apertando a buzina quando o sinal ficava verde? Bastou um quadro cômico no Fantástico sobre esse comportamento que da noite para o dia o brasileiro parou de fazer isso. Quando aquilo que o indivíduo está fazendo for alvo de um meme sobre você ser ou incompetente ou psicopata, o indivíduo vai achar um jeito de se consertar. Acho até mais fácil o homem médio aceitar ser chamado de psicopata do que aceitar ser chamado de incompetente na direção de um veículo. Mexe mais com o orgulho.
Mas voltando à sua pergunta, pelo contrário, há anos eu não me sinto tão tranquilo. Essa série de textos recentes, um atrás do outro, onde adoto um tom nada diplomático foi mais uma coincidência do que qualquer outra coisa.
Rapaz, você pode chamar de imbecil, “inteligente”, etc ou então faça como os sergipanos e chame de filho do “cabrunco”. Ou seja, a mãe do meliante não irá pagar pela barbeiragem do mesmo.
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Nota: O tom deste post é propositalmente agressivo. Eu ponderei enquanto escrevia se deveria usar um tom mais diplomático, porém dirigir é uma das poucas coisas que ainda consegue abalar minha tranquilidade, justamente por me colocar em contato com o que há de pior nas pessoas. Então achei melhor o tom do post refletir o que sinto.
Como motorista e como pedestre, um dos comportamentos alheios que mais contribui para arruinar o meu humor é a aparente recusa que os motoristas no Brasil tem de sinalizar suas intenções com a seta. Como pedestre, eu sinto como se o motorista estivesse de propósito jogando o carro para cima de mim e eu já perdi a conta das vezes que isso ocorreu. Como motorista, eu sinto como se o cretino achasse que está sozinho na rua ou que esta é só dele.
As pessoas tem que botar uma coisa na cabeça:
A sinalização não é para quem você está vendo. É para quem está vendo você! Vai manobrar em uma estrada de barro no meio do mato? Sinalize. É muito mais fácil fazer isso automaticamente do que ficar ponderando se precisa ou não.
Complementando o ponto anterior: a regra não tem “mas”, “porém”, “contudo” ou “todavia”. Vai fazer uma manobra, tem que ligar a seta.
A sinalização é para indicar intenção e não ação. Se fosse para indicar ação a chave de seta seria acionada pelo movimento do volante, como a luz de freio é acionada pelo pedal de freio. Aliás, ainda bem que as luzes de freio e de ré são acionadas automaticamente, porque se dependesse da boa vontade dos motoristas…
Só vejo duas possíveis razões para não se usar a seta ou fazer a sinalização de braço:
Você é um motorista ruim, incapaz de associar sua intenção de fazer a manobra com a necessidade de fazer a sinalização;
Você é um grosso que só se importa com você mesmo e que se danem os que estão ao seu redor.
Sinalizar equivale a um “com licença”. Demonstra consideração pelos outros, que você sabe que não está sozinho na rua. É no mínimo uma gentileza que não custa nada. Não sinalizar equivale a sair empurrando todo mundo. Deixa no mínimo as pessoas pensando: “mas que po**a é essa?!” quando você passa por elas. Se é essa a impressão que você quer dar, problema seu e das autoridades quando você for finalmente apanhado, mas não fique posando de educado e bom motorista. Pelo menos assuma que é ou incompetente para dirigir ou um psicopata!
E que tal os carros (e principalmente motos) que ESQUECEM A SETA LIGADA depois de uma conversão? Carros é mais raro por causa do retorno automático quando a direção fica reta, mas motos são campeãs…
Motorista brasileiro parece que gosta de ser FDP, pode parecer complexo de vira-latas mas percebi isso ano passado quando visitei o Peru.
Aqui o cidadão não da seta pra sinalizar, tranca a via da direita esquerda e se você der luz alta ou buzinar pro cidadão abrir caminho ou qualquer outra coisa ai que o cara não sai mesmo, lá no Peru é buzina toda hora e o pessoal entende que você não está atacando a honra dele por ter buzinado, a pessoa chega da uma buzinada o da frente imediatamente sai do caminho e deixa o outro passar, aqui a maioria parece que leva é pelo lado pessoal.
Eu dirijo a 20 anos e venho percebendo um agravamento nesse tipo de comportamento, o ser humano esta ficando cada vez mais egoísta.
O cliente, dono de um supermercado, está tendo problemas com o desenvolvedor do sistema comercial desde que este foi implantado. Eu vou citar dois do problemas mais bizarros para vocês terem uma idéia da situação:
1 – Eles fizeram uma modificação no sistema que deixou todas as consultas lentas em todos os caixas, porque o sistema agora para cada item passado no leitor fazia uma consulta online para um servidor externo que estava atrasando tudo. E o cliente me liga dizendo que eles pediram para “dar uma olhada na rede”.
A internet do cliente é de 100Mbps e os switches são gigabit. Nenhuma outra operação estava sendo afetada.
O desenvolvedor está muito, muito mais capacitado a descobrir porque a aplicação dele está lenta do que o pessoal de infraestrutura! Eu não sei para que IP ele está fazendo solicitações, qual o payload enviado e quais as respostas esperadas! Se eu soubesse faria a minha própria aplicação para testar isso. Eu disse ao cliente que para analisar esse problema eu precisava que eles me enviassem uma aplicação de teste que fazia a consulta que estava demorando, para que eu pudesse testar o tempo de resposta na minha máquina em casa, no cliente, com outros provedores de acesso, etc. Eu posso até achar o problema fazendo engenharia reversa na aplicação, usando o wireshark para analisar pacotes na rede, por exemplo. E eu disse isso ao cliente, lembrando que ele ia ter que me pagar por hora para procurar pêlo em ovo. Eu aproveitei para frisar que era por isso que eu preferia receber por hora e não por contrato: se eu recebesse por contrato o cliente poderia achar que era má vontade minha.
Obviamente, o desenvolvedor não me enviou nenhuma aplicação de teste e acabou resolvendo o problema sem minha intervenção.
2 – O sistema de um caixa de uma hora para outra ficou mais lento que os outros caixas. Máquina rodando Windows 8.1 de 32 bits em um Core i3 com 4GB de RAM. O suporte do desenvolvedor fez o acesso remoto e disse que era para colocar o Windows 10 de 64 bits na máquina.
Todos os outros 16 caixas também rodam Windows 8.1 de 32 bits. Somente esse caixa estava lento.
Apontei o absurdo para o cliente e ele concordou, mas o impasse persistiu. É importante notar que esse cliente só usa Windows original e a “solução” do desenvolvedor tem um custo de uns R$720 por máquina [1]. Fora o transtorno que o Windows 10 gera numa operação de frente de loja com suas atualizações automáticas.
Desculpem, não achei versão legendada, mas se você usar a opção “auto translate” das legenddas do youtube e configurar para o português a tradução é razoável.
E não era a primeira vez que o desenvolvedor insistia que o problema era o SO e que o cliente tinha que fazer o upgrade porque o Windows 8.1 “ia ficar sem suporte”. Mas na hora de vender o sistema, nada disso é problema.
Resolvi o problema reinstalando o Windows 8.1 de 32bits na máquina. Se eles tivessem dito “olha, a gente não consegue consertar, formatem a máquina” eu faria menos objeções.
Aí o cliente me pede para ir a uma reunião com o pessoal do sistema para discutir esses “problemas de infraestrutura”.
Que problemas de infraestrutura?
Eu precisei declinar, dizendo ao cliente:
“Olha, se o desenvolvedor falar na minha cara na reunião uma bobagem dessas que eles costumam dizer para vocês isso vai me tirar do sério, eu vou reagir mal e vou acabar perdendo a razão. Eu tenho já uma idéia tão negativa dos caras que eles podem até fazer uma demanda razoável na reunião e eu não enxergar isso na hora. Peça a eles que informem as demandas deles por escrito, oficialmente, que eu responderei por escrito também, com cópia para vocês. Assim terei tempo para elaborar uma resposta cordial e adequada e vai ficar tudo documentado”
Até hoje estou esperando que me mandem algo por escrito.
Acho que vale a pena contar que esse desenvolvedor se recusa a escrever um passo a passo de como o sistema é instalado, que eu pedi para poder já entregar ao cliente a máquina nova ou consertada pronta para uso. É de se esperar que um prestador de serviços adore a idéia de ter que atender a menos chamadas de suporte dentro de um contrato, né? Mas esses desenvolvedores de sistemas comerciais operam dentro de uma lógica diferente.
[1] Sim, eu sei que você pode “comprar” licenças do Windows 10 bem mais barato até no Magazine Luiza. São todas ilegais. Francamente, você acha que uma empresa chamada Robertur Viagens e Turismo inspira confiança ao ofertar licenças legais do Windows? Os fiscais da ABES não vão segurar o riso ao ver esse nome na nota fiscal.
O sistema usa uma interface web, podendo em teoria ser acessado por qualquer navegador. O cliente tinha apenas um terminal (um desktop rodando Windows 8.1) rodando na lanchonete e quando instalamos um segundo para aliviar a carga o usuário reclamou que a segunda aplicação periodicamente travava e eles tinham que fazer login novamente para resolver.
Eu desconfiei imediatamente do tempo de sessão e pedi que eles passassem a usar apenas o segundo terminal e deixar o primeiro como reserva para ver se o problema se manifestava nele. E foi o que aconteceu.
Expliquei o problema para o cliente, que repassou para o desenvolvedor. E este respondeu que o problema era no Chrome.
Como eu não tenho paciência para lidar com esse povo, instalei uma extensão no Chrome que após 5 minutos dá refresh automaticamente na página do sistema. E o problema desapareceu. Mas isso é uma gambiarra.
Que eu saiba, só existem duas maneiras de resolver isso sem fazer gambiarra. E ambas são responsabilidade do desenvolvedor e fora do alcance do pessoal de infraestrutura (eu):
Configurar o servidor www usado pela aplicação com um tempo de sessão mais alto ou até infinito. No apache isso é feito em httpd.conf e no asp.net em web.config.
Se você não pode ou não quer mudar no servidor www, no código html acrescente uma diretiva META HTTP REFRESH para evitar o timeout.
A idéia de que o navegador possa/queira fazer o logoff automático de uma aplicação é bizarra para mim.
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Esta semana eu estava na academia e mais uma vez o sistema deles estava se comportando mal. Uma demora absurda para ler a impressão digital do aluno, lento para imprimir, travando, etc. Aí o professor que estava comigo fez o comentário usual que o leigo faz sobre isso: “tem muitos alunos e o sistema fica sobrecarregado”. E não duvido nada de que essa tenha sido a desculpa dada pelo desenvolvedor também.
Não me interpretem mal: o tamanho do banco de dados influencia, sim, na velocidade de uma consulta. Mas quantos alunos cadastrados uma unidade de academia que não opera em rede com outras unidades (o aluno de uma unidade só pode frequentar aquela unidade) tem? Alguns milhares, se muito? Eu posso garantir a você que um supermercado de periferia tem muito mais itens cadastrados do que uma academia no mesmo bairro pode sonhar em ter em número de alunos; e você não vê uma consulta de preço no caixa levar vários segundos para cada item. Seria um desastre e nenhum desenvolvedor conseguiria convencer o cliente de que é “normal”.
Na pior das hipóteses, se essa academia estivesse operando há décadas e tivesse no banco de dados desde o primeiro aluno que entrou quando o sistema ainda era em DOS/clipper e por alguma razão você estivesse obrigado a instalar o banco de dados em um servidor limitado como um raspberry pi (sim, é sarcasmo) bastaria mover todo registro de aluno que não tivesse registrado nenhum pagamento de mensalidade há pelo menos, digamos, um ano, para um banco de dados de inativos. Se esse aluno voltasse a primeira consulta para ele levaria mais tempo. O tempo de fazer a consulta nos dois bancos de dados e mover o registro de volta para o banco de ativos. Isso se simplesmente marcar esses registros como inativos no banco já não resolver o problema.
Então, não há desculpa.
E esse povo ainda vai querer vender a idéia de que mover o sistema “para a nuvem” é a solução para o problema.
Tenho um cliente que caiu nessa de mover o sistema para a nuvem contrário a minha opinião. Ele já passou por todas as operadoras de internet do bairro e o problema de lentidão permanece mesmo com uma conexão de 500mbps.
O desenvolvedor está sempre falando que o problema é da rede. Me explica que problema pode ter uma rede com três computadores e uma impressora ligados a um switch gigabit de 5 portas sendo uma delas ligada diretamente ao modem, todos com cabo cat 5e?
Esse problema de lentidão não tinha quando o sistema estava em um Core i5 de terceira geração, 8Gb de memória e com Windows 2008 R2.
Ai ai.
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No espaço de uma semana, dois clientes meus me pediram ajuda com máquinas rodando o Windows 10 inutilizadas e em ambas o problema era no boot EFI. Considerando que a última vez que vi esse problema deve ter sido há mais de um ano, parece muita coincidência.
Em um dos casos acusava o erro 0xc00000f. Esse foi resolvido simplesmente dando os comandos
bootrec /fixmbr
bootrec / rebuildbcd
No prompt de comando proporcionado pela mídia de instalação.
O segundo caso foi mais difícil, porque rebuildbcd achava zero instalações do Windows. Eu não lembro se o erro era o mesmo, mas o usuário tinha algum conhecimento de manutenção e pode ter mexido em alguma coisa que piorou o problema. Foi resolvido dando boot pelo Sergei Strelec e usando a opção Rebuild EFI do EasyUEFI no menu BCD Editors.
Em ambos os casos o comando bootrec /fixboot que é também recomendado nesses casos acusava “Acesso Negado” mas não foi necessário consertar isso.
No primeiro caso eu estranhei a partição de boot ter apenas 50MB quando eu estava acostumado com o Windows criar partições de 100MB, mas isso não atrapalhou em nada. Depois eu descobri que isso ocorre porque o Windows 10 decidiu particionar esse disco como MBR. Apenas em GPT a partição de boot tem 100MB.
Semana passada passei por uma epidemia desse problema aqui que cheguei a desconfiar que tinha algum virus nos meus dedos, pelo menos 4 maquinas deram BSOD após atualização do Windows Update, com os erros 0xc00000f, 0xc0000225 e 0xc0000185.
Nos que não resoveram com o só com bootrec corrigi com os comandos abaixo para reconstruir o boot UEFI manualmente:
>diskpart
>list part
>sel part “x” (a partição de boot geralmente com 5, 99, 100 ou 500mb)
>assign letter=s
>exit
>format s: /q
>bootrec /c:\Windows /F UEFI /s s:\ (assumindo que Windows está em C:)
>bootref /scanos
>bootref /fixboot
>bootref /fixmbr
>bootref /rebuildbcd
Em alguns casos também o comando: bootsect ALL /nt60
Passei por isto também com um servidor. Por sorte o SSD primário (com windows) está em raid 1 (espelhamento pelo windows mesmo). Bastou dar boot pelo secundário (no windows 2019 é chamado PLEX) que o próprio windows ressincronizou tudo apagando a atualização e refazendo o boot.
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Quando eu era adolescente, o finado Jota Ferreira apresentava um programa policial na TV aqui em Recife que sempre encerrava com uma frase parecida com esta:
“Se você agir com dignidade, poderá não consertar o mundo, mas tenha certeza de uma coisa: aqui na terra haverá um canalha a menos”.
Que pode ser considerada uma forma mais elaborada da mais conhecida:
“Muito ajuda quem pouco atrapalha”.
Eu levo a minha vida pensando em não afetar negativamente as pessoas à minha volta. Se eu não puder trazer uma solução para os problemas que encontro eu pelo menos me concentro em não ser parte do problema. Infelizmente é inacreditável o número de pessoas que atravessam nossas vidas fazendo questão de serem (ser?) parte do problema (quando não são o problema inteiro). E algumas se orgulham disso.
E é uma das razões para eu não gostar de dirigir. O excesso de oportunidade de ter contato com o que há de pior nas pessoas me causa uma sobrecarga emocional.
Uma frase comum para justificar essa atitude é (e ouvir de alguém que frequenta a igreja aos domingos é de arregalar os olhos):
“Ninguém faz por mim, porque eu vou fazer pelos outros?!”
Que é inacreditavelmente egocêntrica e fundamentalmente ilógica. Se você está “certo” pensando dessa maneira, todos os outros “que não fazem por você” estão certos também e você não está fazendo nenhum esforço para ser melhor que eles. Muito pelo contrário, você está se esforçando para se nivelar “por baixo”. E olha que as pessoas que dizem isso via de regra se consideram superiores enquanto claramente se esforçam para serem (ser?) iguais a quem criticam.
A primeira vez que eu me recordo de ter contato com esse tipo de atitude foi no exército, quando ouvi um soldado dizer alto para quem quisesse ouvir no alojamento: “Roubaram a minha toalha. Eu vou roubar a de alguém!”
Tentar resolver o problema perpetuando o problema. Dar o troco a um ladrão sendo um ladrão.
É importante notar que esse comportamento não conhece barreiras econômicas nem sociais. O dono do Chevette (ou o ciclista) pode ser tão FDP quanto o dono da Hilux. O (que se diz) católico pode ser tão FDP quanto o (que se diz) evangélico.
E é o que eu mais percebo quando ouço gente falar sobre política hoje em dia. É simplesmente insano. Um comportamento de torcida organizada de futebol. O povo perdeu completamente a noção de certo e errado e o que importa é que o seu time ganhe!
Dignidade? Que dignidade?
Mahatma Gandhi uma vez disse:
“Seja a mudança que você quer ver no mundo.”
E uma quantidade desconfortável de pessoas com quem já cruzei é simplesmente impermeável à mensagem embutida nessa frase. Elas podem conhecer a frase, citá-la, e não entenderem o que significa, como aquele que uma vez eu me recusei a ajudar porque ele estava sendo folgado e ele teve a audácia de citar Gandhi contra mim.
Mas eu sigo concordando com Jota Ferreira. Quebre o circulo vicioso. Faça pelos outros sem esperar que tenham feito por você.
Eu ainda estou inclinado a achar que isso seja mais incompetência do que malícia, mas tem gente reclamando disso pelo menos desde abril. Lá no final da discussão de seis páginas alguém oferece um link direto para o aplicativo, que está na loja, mas não está indexado. A página do aplicativo indica que está na categoria “produtividade”, mas se você clicar na categoria produtividade no menu do lado esquerdo da página principal, Alexa também não aparece.
Essa é uma das razões para eu detestar baixar aplicativos de “lojas”. Me dê o executável, para instalação offline. É terrivelmente frustrante você estar fazendo uma instalação nova e esbarrar nesses problemas ridículos.
Vale ressaltar que uma das pessoas engajadas na discussão afirma repetidas vezes que isso acontece porque Alexa no PC só está disponível para “computadores selecionados”, porém eu estou fazendo a busca exatamente no mesmo computador em que fiz a instalação meses atrás.
Alguns de vocês possivelmente vão dizer: “dãaa… só agora descobriu?” Mas imagino que alguns, como eu, também não faziam idéia do absurdo.
Você sabia que a forma de calcular um ICMS devido de 17% é calcular 17% do valor do produto, somar esses 17% ao valor do produto e depois calcular 17% sobre o resultado? Ou seja, sobre o valor “real” do produto cuja alíquota é de 17% o governo espera na verdade receber uns 21% de ICMS?
17% não é o imposto sobre o valor “do produto”, mas sobre o valor já tributado do produto.
Digamos que você tem uma confecção e acha justo receber por uma calça jeans R$100 (custo + lucro). Se a alíquota de ICMS for de 17% e você cobrar R$117 pela calça e pagar R$17 ao governo, este virá atrás de você por sonegação. Você precisa cobrar R$121, dos quais 17% são R$20,57 que você paga ao governo e R$100,43 ficam para você. O consumidor na verdade pagou 21% a mais pela calça.
Em qualquer outra situação o proponente dessa matemática seria chamado de pilantra sem vergonha e levado a juízo se teimasse. Mas como é o governo…
Isso provavelmente vai ficar evidente se e quando os sites de vendas internacionais começarem a aderir às novas regras da RFB e passarem a exibir o valor do ICMS que vai ser somado ao valor do produto. Porque nos sites internacionais nós temos acesso ao “valor do produto”. Para a conta bater, ou o valor calculado do imposto exibido na página vai ser de aproximadamente 21% ou o valor do produto exibido para os brasileiros, sem o imposto, vai precisar ser mais alto que o valor exibido para não-brasileiros.
Será que o novo imposto criado pela reforma tributária é calculado da mesma forma maliciosa?
Sim, será calculado da mesma foram, pois como você mesmo descobriu (ahahah) o ICMS é cobrado “por dentro” e isso se aplica a tudo, TUDO que você compra e recolheu o ICMS.
É uma sacanagem sem tamanho recolher imposto sobre o imposto. Mas pergunta se algum “polititico” tem a coragem de peitar e mudar isso?
Descobri isso anos atrás quando olhava conta de energia, e olha que incidiam outros impostos como pis/confins, mas o supremo decidiu que icms não deve incluir estes no cálculo recentemente, além do consumidor, pagar taxas de distribuição e transmissão (mesmo que não pratiquem tais atos).
Eu estou numa fase de conformismo. Todo dia vejo gente brigando por causa de político. Se comporta como torcedor de futebol. Insultam, agridem, debocham.
O que se pode esperar de um povo desse? Não tem como haver redução de ICMS.
A única coisa que me traz algum alento é que não vou ter filho. Não pretendo deixar um penitente nesta terra cheia de lama, de gente que idolatra tipos como Bolsonaro e Lula.
Não há seriedade e nem ética.
Eu estou numa fase de conformismo. Todo dia vejo gente brigando por causa de político. Se comporta como torcedor de futebol. Insultam, agridem, debocham.
O bolsonarismo e o lulo-petismo são dois canceres que estão destruindo nossa sociedade, mas é particularmente irônico ver o bolsonarismo falar tanto em “defesa da família” e se engajar tanto em conflitos que destroem famílias. Pelo menos o que eu e (provavelmente) você entendemos por “famílias”.
Sim, eu sei que “defesa da família” no contexto bolsonarista é só um código (dog whistle) para “somos homofóbicos, tratamos mulheres como bolsas reprodutivas e temos orgulho disso, porque é a vontade de Deus”.
O lulo-petismo é igualzinho, mas com sinal trocado. O comportamento absurdo e abusivo só tem outro formato.
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Tem um trecho da BR116 por aqui conhecido como “trecho da morte”, são meros 5Km, seguido morre alguém. Como? É um trecho não duplicado e com bastante trânsito; morrem por colisão frontal causada por ultrapassagem em faixa dupla.
Mas a indústria da multa, blah blah blah …