 Jefferson,  10 de setembro de 2022, Eu estava em Lisboa esperando o carro que ia nos levar para o aeroporto quando uma moça se aproximou de mim e começou o seguinte diálogo em inglês:
Ela: Com licença, sabe onde eu posso atravessar a rua?
Eu: (olhando de um lado para o outro da avenida procurando uma faixa) Humm… eu acho que em qualquer lugar…
Ela: É sério? Nenhuma punição?
Eu: Portugal não é tão rigoroso.
E ela atravessou a avenida no ponto onde estávamos.
Quando chegou o motorista de aplicativo, um português, perguntei a ele se havia multa por atravessar fora da faixa em Portugal e ele disse que o mais provável, se você fosse flagrado, seria que o guarda ia chamar sua atenção. Eu sei que em muitos lugares nos EUA (se não for no país todo) é arriscado pois você pode levar uma multa por “jaywalking” e até ser preso na hora se teimar. O filme Máquina Mortífera 3 tem uma cena engraçada a respeito. Em Dublin também é ilegal atravessar fora da faixa se existir uma numa distância de 15 metros. E não esperar pelo sinal verde para pedestres pode render uma multa de 800 euros e prisão se for reincidente.
800 euros são R$4640 na cotação que usamos (R$5.78) na hora de comprar os nossos. Mas para deixar a punição ainda mais clara, saiba que o salário mínimo irlandês é de 1600 euros, ou seja: metade do seu salário em uma única multa por atravessar a rua onde/quando não devia.
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 Jefferson,  08 de setembro de 2022, As mensagens no Outlook 2010 podem ser como estas:
“Nenhum dos métodos de autenticação aceitos por este cliente é aceito pelo seu servidor.”
“Seu servidor não oferece suporte ao tipo de criptografia de conexão especificado”
Eu não lembrei de anotar as mensagens dadas pelo Windows Live Mail, mas são bem diferentes.
Todos os problemas são resolvidos desligando o módulo de e-mail do Avast.
Clientes dizem que o problema começou na terça e um deles confirmou que nesse dia instalou uma atualização do antivírus.
É sempre bom ter em mente que sempre que um programa de e-mail acusar um erro bizarro, desconfie do antivírus. Infelizmente isso aconteceu quando eu estava inacessível em Lisboa e um de meus clientes passou um dia inteiro trocando mensagens com o suporte do provedor e em nenhum momento este lembrou de fazer essa recomendação. A incompetência do suporte dessas empresas nunca deixa de me surpreender.
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 Jefferson,  09 de agosto de 2022, Saúde “Vamos ter que operar”.
Esta frase dita pela minha neurocirurgiã (Dra. Márcia) em 18/03/2021 enquanto examinava as imagens da última ressonância magnética da minha coluna cervical me deixaram em choque. Eu passei mal no consultório após ouvir isso. Eu sabia que meu caso era cirúrgico, mas a mesma médica havia me dito cinco anos antes que a gente poderia empurrar com a barriga indefinidamente desde que não se agravasse. Eu tenho três hérnias na coluna cervical (pescoço) e uma delas pressiona um nervo que me faz sentir desde simples dormência e formigamento até uma dor insuportável no braço esquerdo, que só pode ser contida com remédios controlados como a Pregabalina. As crises duram semanas mas depois eu volto a viver normalmente. Curiosamente, dor não é motivo para alarme nesse caso, pois o sintoma que requer cirurgia imediata é perda de força no braço ou mão. Entretanto o “conserto” além de poder me deixar tetraplégico vai me deixar três meses sem poder trabalhar e requer a instalação de próteses que vão limitar o movimento do meu pescoço. Eu nunca mais terei uma vida normal depois da operação.
Mas aí Dra. Márcia viu um possível comprometimento da minha medula surgir nos exames e a coisa ficou séria. Ela pediu um novo exame, chamado de “Potenciais Evocados Somato-Sensitivos” (não parece haver consenso sobre a forma correta de escrever o nome desse exame) que não pareceu confirmar as suspeitas dela ou, pelo menos, não apontava urgência para a cirurgia. Mas só não marcou mesmo a operação por causa da pandemia.
Me conformei e avisei a família e amigos que minha cirurgia era iminente, mas por motivos completamente distintos decidi fazer um esforço maior para sair do sedentarismo, começando com as caminhadas de pelo menos 12km por dia, que me fizeram perder 13kg. Em janeiro deste ano, dez meses após o choque, uma coisa aconteceu (contarei outro dia) e minha atitude em relação à vida mudou. Toda a minha personalidade começou a mudar, aparentemente para melhor. No mês seguinte eu entrei em uma nova fase e comecei a fazer musculação, mas semanas depois um novo problema surgiu: comecei a sentir os mesmos problemas que antes se limitavam ao braço esquerdo agora no braço direito. Você sabe que é a coluna quando a dor no braço depende da posição do seu pescoço.
Pensei: Desta vez a cirurgia sai mesmo com a pandemia. Marquei uma consulta de urgência com a cirurgiã no dia 12/03/22, quase um ano após ter recebido a notícia chocante que me fez sair do sedentarismo. Mas o que aconteceu nessa consulta foi uma das maiores surpresas de minha vida. No momento em que abriu a porta do consultório para mim Dra. Marcia, que sempre foi bastante séria, abriu um sorriso que não saiu do rosto dela enquanto eu detalhava as “complicações” que eu eu estava sentindo e continuou sorrindo enquanto me explicava que a mudança nos meus sintomas eram comuns e não eram nada de mais e que eu estava visivelmente diferente na aparência e no comportamento e não era mais candidato para cirurgia.
Isso vindo de quem vai ganhar dinheiro operando você e já havia convencido você a operar é digno do mais alto crédito.
A última vez que ela me vira fora sete meses antes, em agosto. Eu realmente devo ter mudado muito, principalmente nos três meses anteriores.
Eu fiquei espantado e obviamente ainda mais sorridente. Ela nem pediu que eu fizesse novos exames e me garantiu que só o que ela estava vendo em mim fazia a diferença. Sorrindo o tempo todo ela se despediu de mim depois de apenas recomendar que eu tomasse cuidado na academia para não fazer nada que machuque a cervical e continuasse a observar o sintoma que era realmente sério: a perda de força.
E a dor no braço direito sumiu sozinha semanas depois.
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 Jefferson,  06 de agosto de 2022, Dublin Este post poderá conter mais erros de ortografia que o habitual porque estou redigindo em um computador com defeito no teclado e configurações inadequadas de idioma.
Nossa viagem deveria ter ocorrido em agosto de 2020, mas foi cancelada por causa da pandemia. Desta vez minha irmã programou uma viagem mais longa, com 37 dias, cinco dos quais passaremos em Lisboa no retorno a Recife.
Assim como da outra vez, eu preferia não ir. Você precisa dar uma pausa na sua vida para viver uma vida completamente diferente por 37 dias enquanto a sua vida espera por você em casa. Para algumas pessoas isso pode ser desejável e até perfeito, mas não é o meu caso.
Só em passagens de avião foram gastos 12 mil reais não reembolsáveis e isso porque foi tudo comprado com muita antecedência. Os 37 dias da viagem viraram uma barreira no nosso calendário que era preciso contornar porque nada podia cair nesse período e algumas coisas nem mesmo nas semanas que o antecediam. É um problema bem maior que 37 dias.
- Minha mãe tem duas cirurgias para fazer cuja burocracia leva semanas e era inviável tentar fazer qualquer uma das duas antes da viagem. Muita coisa podia dar errado;
- Eu também tenho uma cirurgia simples para fazer mas o prazo entre descobrir que precisava fazer e a viagem ficou apertado;
- Temos uma reforma grande para fazer em casa que deve levar dois meses e também precisou ser adiada. A reforma não pode ser feita ao mesmo tempo que uma das cirurgias de mamãe porque eu posso ser preso por amarrar ela na cama para ela não ir supervisionar a reforma ainda convalescendo, então vai ser uma coisa ou outra, o que só atrapalha mais;
- Semanas antes da viagem eu tive que gradativamente mudar meus hábitos porque não podia correr o risco de ficar doente;
- Eu precisei informar meus clientes sobre minha viagem com vários meses de antecedência. Seria um desastre se algum deles planejasse algo grande justamente para agosto contando com minha presença. E naturalmente qualquer empresário com juízo vai aproveitar esse período para encontrar meios de se tornar menos dependente de mim. Minha irmã está pouco se lixando para esses transtornos na minha vida profissional porque o que ela quer mesmo e que eu jogue tudo para o alto e vá viver na Europa;
- Embora eu tenha vindo preparado para continuar o meu trabalho remoto, deixei meus clientes sem ninguém para ajuda-los se precisarem de ajuda presencial. Um deles já reservou a primeira semana após minha volta para um serviço de três dias cuja necessidade surgiu na semana anterior a minha viagem, mas eu precisei recusar porque havia muita coisa a fazer nos preparativos;
- Aparentemente vou passar 37 dias sem ir para a academia porque custa caro aqui. Espero que isso não signifique um retrocesso grande quando eu voltar ao Brasil;
- A viagem é um dos motivos para eu só poder falar aqui sobre o meu litigio com a Estácio em Outubro;
- E por ultimo mas não menos importante, estou no meio de um processo para deixar de ser nerd e arrumar uma namorada e desaparecer por 37 dias definitivamente não vai ajudar. Eu certamente não vou arrumar uma aqui na Irlanda. Para começar, as garotas que conheço no Brasil são muito mais atraentes que as Irlandesas.
Mas minha mãe não podia vir (e ficar aqui) sozinha e eu era a pessoa mais apropriada para traze-la. Desta vez foi bem menos estressante porque eu “liguei o fo**-se”. Eu me preparei muito menos porque além de muitas das minhas preocupações com a viagem anterior terem se mostrado desnecessárias e eu achar a probabilidade de ter o visto negado muito menor, desta vez a escala foi em Lisboa e não em Frankfurt. Meu inglês só foi necessário ao falar com o oficial de imigração em Dublin, já no final da viagem. E aparentemente os vários carimbos de quatro anos atrás nos nossos passaportes (Dublin, Lisboa, Paris, Frankfurt) fizeram diferença porque o oficial de imigração só fez três perguntas:
- O que eu vinha fazer em Dublin;
- Quanto tempo eu pretendia ficar;
- Onde morava a minha irmã.
E não pediu para ver nada além do passaporte. Nem a carta convite, nem o nome da minha irmã, nem a passagem de volta, dinheiro, nada. Ter ligado o fo**-se valeu muito a pena.
Mas quem quiser acompanhar meu dia-a-dia em Dublin vai precisar checar minha conta (pública) no Instagram (jefferson.jeff.ryan). Vocês sabem que não gosto de redes sociais mas o Instagram me pareceu a mídia mais adequada para isso. Mas nada me impede de um dia reunir tudo em um ou mais posts aqui.
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 Jefferson,  06 de julho de 2022, Eu tenho uma estória história inacreditável para contar a vocês, mas vai ter que esperar. Eu vou adiantar apenas o seguinte: eu cumpri todas as minhas obrigações acadêmicas e financeiras com a Estácio em junho de 2020 e a faculdade levou inacreditáveis um ano e sete meses para reconhecer isso, o que exigiu uma decisão judicial via mandado de segurança para que fizessem minha colação de grau. E ainda foi necessária outra sentença quatro meses depois para eles pararem de enrolar e entregar o meu diploma.
Alguns podem pensar: “Já vi essa estória antes. O cara só conseguiu se formar mediante decisão judicial provavelmente porque não cumpriu todas as obrigações acadêmicas e depois ficou com mi-mi-mi para não cumprir e levou para a justiça. Ganhar não significa que o cara tem razão, só que tem advogado melhor.” Mas eu asseguro a meus leitores que quando eu começar a contar essa estória história a palavra “inacreditável” não vai sair da cabeça de vocês enquanto estiverem lendo. Mesmo quando a justiça foi envolvida, coisas inacreditáveis continuaram acontecendo. Vocês só vão acreditar mesmo porque eu eu tenho provas para mostrar. Sem elas, nem eu acreditaria nos meus relatos.
Só que eu só vou poder começar a contar isso em setembro ou outubro.
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 Jefferson,  23 de junho de 2022, Estávamos há anos sem chuveiro elétrico aqui em casa, mas a água anda fria “de torar” aqui em Recife e tomar banho vinha sendo um castigo diário. Comprei a ducha eletrônica Hydra ND Blindada por três razões:
- Controle gradual de temperatura – Eu não gosto de banho frio, mas também não gosto de banho quente. Com duchas com poucas opções de temperatura corro o risco de saltar de “frio demais para o meu gosto” para “quente demais para o meu gosto”;
- Resistência blindada – Nunca havia testado um chuveiro desse tipo e tive experiências ruins com a durabilidade dos últimos não blindados;
- O preço não estava muito alto. – Por R$190 na Ferreira Costa também não estava “barato”, mas eu tinha pressa.
Mas o consumo de energia parece excepcionalmente alto! Os disjuntores que eu tinha instalado antes e funcionavam normalmente com o chuveiro anterior (ducha 8T Hydra 6600W não blindada) eram:
- 10A para o circuito do banheiro (tomadas e chuveiro);
- 16A para o circuito da cozinha (de onde é derivado o do banheiro)
- 25A para a casa inteira
Note que isso parece bem sub-dimensionado, mas como a ducha 8T era ajustada para uma temperatura a meu gosto, bem longe da máxima, era o suficiente. Com a instalação da ducha ND blindada, eu tive que mudar emergencialmente para:
- 25A para o circuito do banheiro (tomadas e chuveiro);
- 25A para o circuito da cozinha (de onde é derivado o do banheiro);
- 32A para a casa inteira
E olha que o chuveiro foi ajustado para uma temperatura no limiar entre frio e quente. O medidor de corrente no relé de sub-tensão principal da casa acusa um aumento na corrente de 25A (5500W em 220V) quando o chuveiro está ligado, então é bem possível que o disjuntor não tenha desarmado ainda porque não tomamos banhos demorados e certamente porque ninguém decidiu ligar o microondas ou a Air Fryer na hora errada. E esse é o banheiro com a melhor instalação elétrica. Tentar instalar um chuveiro com um consumo desses nos outros banheiros seria um problema maior.
Estou cotando um chuveiro não blindado agora para instalar em outro banheiro e ver se o problema é esse.
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 Jefferson,  23 de junho de 2022, hardware, manutenção, WTF Esse problema me ocupou por vários dias. Eu ia lá na empresa, passava uma hora ou mais fazendo experiências e voltava frustrado para casa sem saber o que estava ocorrendo.
A impressora imprimia normalmente do bloco de notas, do Word, a página de teste… mas quando o usuário tentava emitir um extrato em https://websec.tricard.com.br o trabalho de impressão ficava parado na fila indicando 5.xx de 8.xx MB transferidos e daí a impressora não imprimia mais nada, sendo necessário cancelar o trabalho e desligar a impressora para apagá-lo.
A empresa tinha duas outras impressoras iguais em departamentos diferentes e nas duas eu conseguia imprimir o mesmo extrato, então não era culpa da web app. As máquinas usavam Windows 8.1 nas versões de 64 ou de 32 bits.
O usuário reportou que o problema começou depois que a impressora voltou do conserto. Poderia ser firmware diferente? Então eu trouxe uma dessas impressoras que funcionavam para o computador problemático. O problema persistiu, então não era a impressora também.
Criei um novo usuário no Windows, desinstalei o driver e tentei tanto o mais novo disponível no site da HP quanto o padrão (velho) que vem embutido em um disco virtual na própria impressora. Nada mudou.
Reinstalar o Windows nessa máquina ia gerar transtorno, porque ela tem quatro impressoras das quais três dependem do sistema comercial e o desenvolvedor parece se recusar a explicar como o sistema é instalado, por isso eu dependo do suporte dele para a máquina ficar pronta. Mas quando não parecia mais haver outro jeito eu peguei um outro HDD e fiz uma nova instalação do Windows 8.1 x64 nele, instalei o driver e… o problema persistiu!
Então também não era o Windows, mas o hardware. Mas onde? Era um computador Lenovo V530S-071CB.
O problema desapareceu quando eu desconectei a impressora do hub USB 3.0 xing-ling B-MAX modelo BM8631 onde ela estava conectada e liguei direto em uma das portas dianteiras da máquina. Notar que eu não desconfiei do hub porque neste também estava conectado um adaptador bluetooth fazendo streaming permanente de áudio para o sistema de música ambiente da empresa. E por que eu desconfiaria do hub, se a impressora só não imprimia daquele site?
Malditos Gremlins…
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 Jefferson,  17 de abril de 2022, Minha última migração fora do Samsung A5 para o A11.
Como vocês já sabem, eu estava ficando cada vez mais frustrado com as limitações de fábrica do A11, a lentidão depois do upgrade para o Android 11 e os defeitos que ele começou a apresentar em seguida. Acabei comprando o POCO X3 GT de 8GB/256GB por R$1750 à vista e vou documentar aqui minhas impressões. Não vou esperar para ter uma análise razoável em rascunho, porque isso tende a fazer com que eu nunca publique e vai ficar uma bagunça no início mas depois eu vou arrumando o post.
Eu comprei o modelo de 8GB/256GB não porque eu ache que eu precise de tudo isso, mas era o modelo disponível quando o meu amigo José Carneiro pôde fazer essa compra para mim lá em Brasília. Foi numa loja que ele conhecia, que deu três meses de garantia, e ele está viajando para lá regularmente. Por mim um modelo de 4GB/128GB já estaria bom demais.
A migração de um aparelho para o outro foi mais rápida do que eu esperava. O assistente de inicialização me guiou pelos passos necessários e, com os dois telefones próximos e conectados à mesma rede, em poucos minutos grande parte das configurações do A11 já estavam copiadas para o POCO. Coisas chatas de lembrar e reunir como senhas das redes Wi-Fi, credenciais de login em sites, números bloqueados no app Phone, todas as mensagens SMS e opções de acessibilidade. Acelera muito, mas ainda fica faltando muita coisa. Por exemplo:
- Sons precisam ser redefinidos manualmente. Eu até entendo que o aparelho da Xiaomi não possa copiar o som de notificação nativo da Samsung que eu havia escolhido, mas também não copiou o clip mp3 personalizado que eu havia definido como ringtone;
- Apps não são literalmente copiados: As versões mais recentes são instaladas via Play Store. Admito que isso pode evitar problemas, mas também cria outros que você vai ter que resolver caso a caso;
- O Chrome vem “limpo”, sem as abas que estavam abertas no outro telefone;
- Apps como Fuelio e Sportractive requerem que eu exporte o backup no telefone antigo e restaure no telefone novo;
- Apps que precisam de login como Strava, Zepp, Waze e Carteira Digital de Trânsito não migram o login e você precisa lembrar as credenciais na primeira vez que usá-las;
- Minha biblioteca de músicas, livros e filmes precisa ser copiada manualmente;
- O Waze só realmente termina de ser instalado na primeira vez que você o utiliza. Então você precisa lembrar de iniciar o Waze uma vez após a migração e antes de realmente precisar dele;
- O Whatsapp precisa ser copiado manualmente – Em teoria, o whatsapp é restaurado inteiramente via backup do Google Drive no telefone novo, mas a diferença entre o tamanho da pasta no telefone antigo, o tamanho do backup e o tamanho reportado pela rotina de backup do whatsapp (três valores diferentes) sempre me deixou muito desconfiado, por isso faço manualmente.
Limitações já encontradas
Não tem slot para cartão microSD – Eu tenho o hábito de transferir os arquivos de um telefone para outro usando o cartão e quebrei a cara. O telefone tem outras opções como a cópia via cabo USB-C (usando um adaptado OTG em uma das pontas) mas parece haver um bug no app que faz essa operação (não consegui enxergar o outro telefone usando o app de arquivos normal) pois eu transferi minhas músicas sem problemas aparentes mas a transferência da pasta do whatsapp dava erro logo no início. Isso foi resolvido copiando o whatsapp para o cartão microSD no A11, conectando o cartão no POCO usando um leitor com adaptador OTG e usando o app de arquivos normal.
Não tem conector P2 para fone de ouvido – Embora eu seja um fã de fones bluetooth, nos últimos seis meses eu venho usando exclusivamente fones com fio nas minhas caminhadas porque ao mesmo tempo 1) são menos esquisitos e 2)deixam claro que estou usando fones e posso não ouvir. O telefone não vem com nenhum fone, mas vem com um adaptador USB-C que funciona, mas tem uma aparência tão frágil que preocupa. Junte o problema anterior e esse aparelho acaba parecendo excessivamente dependente do conector USB-C.
Automatic Call Recorder agora não grava a outra parte nem no viva-voz – Isso é extremamente decepcionante. Felizmente o app nativo tem suporte a gravação manual.
Outras observações
Carregador de 67W – Carregou o telefone de 19 a 51% em 13 minutos.
Investigando uma doideira no GPS – Isso possivelmente é um erro da nova versão do Sportractive (4.5.3) automaticamente instalada no POCO (o A11 está com a 4.4.3), mas ontem eu fiquei alarmado ao ouvir o app reportar via TTS velocidades anormalmente baixas a cada km percorrido. Eu tinha certeza de que tinha que estar sustentando mais de 7km/h e o app insistia em reportar menos de 6.5 km/h. Para quem não caminha essa diferença de 10% parece insignificante, mas há uma considerável diferença de esforço físico entre as duas. Depois de terminar meu percurso de 22km fui conferir o histórico e pareceu normal, registrando médias por km de até 7.3km/h. Por alguma razão, só o TTS recebe a velocidade errada. O problema do GPS era causado por estupidez minha.
Outras pessoas podem ouvir o que dizem a você numa ligação – Mesmo sem o viva-voz ligado. O alto falante superior fica voltado para cima em vez de em direção à sua orelha como no A11 e se um terceiro estiver sentado ao seu lado pode acompanhar (ou ser incomodado por) toda a conversa.
Ficou mais rápido, mas não estou impressionado ainda – O A11 também parecia ágil antes do upgrade para o Android 11.
Essa troca da posição do sensor de digital me cansa – Quando eu me acostumo, muda. No A5 era no botão na frente, no A11 era no fundo e no POCO é no botão na direita.
Digitação da senha de destrave é estranhamente lenta – Como se o telefone demorasse a reconhecer cada toque. Eu não consigo digitar com agilidade e estou começando a desconfiar de que seja proposital; Este problema era causado pelo zoom de tela ativado por três toques na tela.
Não estou impressionado com a duração da bateria – Consumi 60% em pouco menos de 24h. Não parece diferente do que eu conseguia com o A11.
Outros
- Veio com Android 11 mas, só para confundir, a versão da MIUI (a interface de usuário da Xiaomi) é 12.5.8;
- Volume máximo dos headphones com fio bem mais alto que no A11;
- Google Maps não estava abrindo, mas bastou atualizar. Isso me deixou confuso por alguns minutos porque eu achava que o telefone após a migração estaria com as versões mais recentes de todas os apps, mas após checar descobri que aparentemente nenhum dos apps pré-instalados foi atualizado automaticamente e talvez isso se deva à minha preferência nesse sentido ter sido copiada do telefone antigo;
- A bússola está funcionando, mas no Google Maps a direção apontada é desalinhada vários graus em relação ao eixo das ruas. Não sei se é normal e eu é que nunca notei, mas o desalinhamento não deve ser problema porque geralmente o que me faz falta (na ausência do sensor bússola) é saber se o navegador está me mandando ir em frente quando na verdade eu preciso ir para trás;
- Zepp continua não armazenando dados de altitude durante a caminhada, apesar do Sportractive fazer isso. Mesmo problema que ocorre no A11;
- Alguns apps como o Waze e o Zepp parecem mais bonitos agora;
- Embora o app padrão de câmera não leia códigos de barra, vem com um app nativo que lê até Qr Code;
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 Jefferson,  03 de abril de 2022, Briga física. Vocês sabem que nunca fui tímido na hora de brigar por idéias.
Eu não sou um cara violento. Não gosto da idéia de resolver as coisas “na porrada”. E quando eu sei que há uma confusão à minha esquerda eu vou para à direita. Mas ontem, durante uma das mais longas caminhadas que já fiz me deparei com algo que não presenciava há muito, muito tempo: um cara batendo em uma garota. A última vez que eu vira algo assim foi na adolescência, em casa, mas minha mãe revida.
Eu tinha acabado de entrar em um beco que liga duas ruas do meu trajeto e pelo qual eu passo duas vezes seguidas em cada volta, quando notei duas coisas ao mesmo: um conhecido “faz-tudo” aqui do bairro que presta serviços lá em casa passou por mim com uma expressão enigmática, e mais à frente, numa saída lateral do beco, um cara parecia dar chutes em uma garota. Havia muito mato na frente, mas se ele não estava chutando-a, estava fazendo uma coreografia de dança.
Reduzi o passo e tirei os fones de ouvido. O cara estava gritando com a garota, que chorava. Ele era mais alto que ela, que provavelmente não alcançava os ombros dele. A agressão física pareceu ter parado e eu acabei seguindo meu caminho pensando “em briga de marido e mulher…”
Mas aí eu tive que enfrentar minha consciência, que é uma #@!&* vingativa.
Enquanto eu dava a costumeira volta antes de passar pelo beco pela segunda vez eu não conseguia parar de pensar na garota chorando, sendo agredida, em um beco escuro onde ninguém estava vendo.
Mas eu tinha visto e não fiz nada.
Sabe aquela situação em que você fica:
“po*ra…”
“po*ra…”
“po*ra…”
“PO*RA!” ?
Passei pela última vez no beco. O cara ainda gritava com a garota, que estava acuada, de costas para um muro, chorando. O cara estava “em cima” dela e isso só acentuava a diferença de tamanho e aquela sensação de que a qualquer momento vai sair uma bofetada. Eu parei na entrada da bifurcação que ia até onde eles estavam, a não mais que quatro metros do casal e gritei “Ei, cara! Deixa a garota em paz!”.
Para minha surpresa, nenhum dos dois esboçou reação. O cara continuou gritando, apontando para o rosto e dizendo, “olhe o que você fez!” (não consigo imaginar que pudesse ser algo relevante, já que ele parecia ser tatuado da cabeça aos pés) e a garota continuou encolhida, chorando e pedindo desculpas. Fiquei alguns segundos observando a cena e como a garota não fez qualquer gesto em minha direção eu pensei “em briga de marido e mulher… dane-se…” e recomecei meu trajeto.
Eu sou forte e meu físico, de calção e camiseta, intimida; mas não tenho técnica. Nunca precisei realmente resolver algo “no braço” e não sei como me sairia se eu realmente precisasse defender a moça. Apenas de uma coisa eu tinha certeza: se a briga começasse, um de nós dois ia ter que sair daquele beco carregado. Para minha surpresa, não senti medo em momento algum. Meu coração não acelerou. Era simplesmente algo que eu precisava fazer e sempre acreditei que somente covardes só entram numa briga quando tem certeza de que vão ganhar.
Só quando eu dei as costas o valentão esboçou reação e veio atrás de mim me xingando. E a garota veio atrás dele para “segurá-lo”. Eu me voltei para o casal, que parou há cerca de três metros, não olhei para ele, olhei para a menina e perguntei alto e claro: “Garota, você quer ajuda?”
Em meio à discussão deles, em que a garota continuava “segurando-o” para não brigar comigo, esta respondeu “não, moço, deixa para lá” e se voltou para ele para continuar a dissuadi-lo de me enfrentar. Novamente observei por alguns segundos, dei as costas de novo para o casal e saí do beco.
Não consegui dar cinco passos e a #@!&* da minha consciência me parou de novo. Me virei novamente e fiquei olhando para a saída do beco. Por causa do ângulo eu não podia mais vê-los, mas podia ouvir que continuavam discutindo e fiquei parado no meio da rua tentando decidir o que fazer.
No bairro eu sou no mínimo uma “curiosidade”. Minhas caminhadas de alta intensidade (até 7.5km/h) e várias horas de duração chamam a atenção de muita gente. Alguns até já me pararam durante o trajeto para conversar sobre isso. Eu imagino como deve ter sido curiosa a cena para o grupo de pessoas (acho que três casais de jovens) que estava há cerca de 80m rua acima. Na minha primeira passagem (quando a minha consciência ainda estava me atormentando pela primeira vez) eles estavam de pé conversando, mas desta vez quando desviei meu olhar do beco e olhei rua acima os seis pareciam estar calados olhando para mim. Pelo menos um deles deve ter notado quando saí do beco e depois parei e me virei, brilhando de suor no corpo inteiro (normal, naquele ponto do meu trajeto), ofegante e olhando fixamente para algo que eles não podiam ver.
Fiquei assim por um tempo até que as vozes no beco pareceram se afastar e à minha esquerda ouvi outra voz dizendo “eles estão indo embora”. Dois rapazes estavam vindo pela rua que ficava à frente do beco e aparentemente viram parte da confusão. Contei rapidamente o que havia acontecido e que eu havia visto ele batendo nela e fui embora.
Meu amigo José Carneiro, que caminha comigo nos primeiros 9km, me disse que eu deveria ter chamado a polícia e ido embora, porque esses caras não tem nada a perder e eu caminho todas as noites. Na ocasião isso nem me passou pela cabeça. Eu estava com o celular e a ronda da PM passou por mim pelo menos quatro vezes durante a noite. Eles poderiam ter chegado rápido. Da próxima vez (espero que não haja uma) farei isso, mas não sei se iria embora. Poderia acabar até pior: eu provavelmente iria para a delegacia testemunhar a agressão, o cara ia ser enquadrado na Maria da Penha e aí realmente ia ter motivo para guardar rancor.
Para a minha sorte, ninguém que que lê meu blog conhece minha mãe ou contaria para ela. Eu ia ter sérios problemas com minha rotina de exercícios se ela descobrisse isso. 
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 Jefferson,  13 de março de 2022, Saúde Alguns de vocês talvez se lembrem do meu post de dezembro de 2020, onde eu afirmei ter perdido oito quilos em apenas um mês. Na ocasião eu estava com 75kg, mas a alegria durou pouco porque eu não consegui sustentar aquilo. Meu organismo parecia estar reagindo e se negando a continuar abrindo mão de 2kg por semana. Juntou com o fato de que era dezembro, época de festas, e o trem descarrilou de vez. Em meados de 2021 eu já estava batendo nos 85kg.
Tentei de novo o regime de fome, da mesma forma. Não funcionou dessa vez. Meu organismo parecia mesmo estar reagindo a isso.
Em setembro decidi mudar a abordagem e voltei a caminhar, para ver se surtia algum efeito. Eu caminhava um mínimo de 6km e um máximo de 12km por noite, todas as noites, mas passados dois meses não estava surtindo efeito algum na balança. Até mesmo porque no final da caminhada eu chegava com uma fome que me fazia comer tudo o que eu poderia ter perdido em calorias.
O limite de 12km era devido ao tédio (eram quase duas horas caminhando pelo bairro) e a meus pés, porque eu descobrira mais de um ano antes que aos 13km eu tendia a ter algo que meu ortopedista atribuiu a fascite plantar. Mas como já fazia muito tempo que eu havia testado esse limite, comecei a testar de novo em dezembro e descobri que agora meu limite era 22km mas por causa de outras dores nos pés e não o fantasma da fascite.
Dei um jeito de esquecer o tédio prestando atenção à música nos headphones (e às garotas na rua) e minha rotina passou a ser de 12 a 22km diários a uma velocidade média de 6.5km/h com picos de 7.3km/h (a propósito, meu recorde é de 30km em 4h e 27min numa noite). Não posso correr, porque tenho condropatia patelar e meus pés chatos também não gostam da idéia.
Isso teve um efeito no meu organismo. Além de uma lenta (e saudável) redução no meu peso eu não passei a ter o dobro da fome ao terminar a caminhada. Pelo contrário, a fome parecia menor do que quando eu fazia entre 6 e 12km. Eu comecei assim no final de dezembro do ano passado, quando estava de novo com 83kg, e hoje estou orgulhoso de estar com 74.1kg sem ter precisado me engajar no regime de fome que eu tinha tentado antes.
Quando eu disse a meu clínico geral no mês passado o que eu estava fazendo ele teve um choque e me fez fazer uma bateria de exames porque provavelmente achou que na minha idade e tendo saído do sedentarismo recentemente nesse ritmo eu ia cair duro a qualquer momento. Ecocardiograma, teste ergométrico, ultrassom total do abdômen e um monte de exames de sangue. Tudo deu resultado surpreendentemente positivo. Nem a anemia e outras deficiências que apresentei em 2020 por causa do regime de fome eu tenho mais. O teste ergométrico foi o mais surpreendente. Quando eu pedi para parar o teste por exaustão após apenas 9 minutos e 39 segundos eu achei que tinha ido bem mal, mas aí saiu o resultado dizendo que tenho aptidão cardio-respiratória “excelente” e um valor de VO2 max de um homem 20 anos mais novo. Isso correspondia com o que eu sentia ao fazer minhas caminhadas de até 30km, porque eu nunca parava por cansaço mas por dores nos pés. Mas ainda assim me surpreendeu.
O clínico geral me liberou completamente para continuar com o que eu estava fazendo.
No mês passado eu voltei a fazer musculação após 20 anos. Eu estabeleci meu objetivo de perda de peso desta vez em 71kg (ou o desaparecimento do que resta da minha barriga), que é o limite do que é considerado saudável para a minha altura e “coincidentemente” é o valor proposto no resultado da avaliação física que fiz na academia, que leva em consideração minha massa muscular. Eu tive receio de que minha facilidade genética para adquirir “massa magra” pudesse influenciar o que eu via na balança, mas continuo perdendo peso lentamente apesar de já estar achando, no espelho da academia, que a musculação está fazendo efeito.
Resumindo:
- 11/2020: 83kg
- 12/2020: 75kg
- 12/2021: 83kg
- 03/2022: 74kg
Vamos ver até onde consigo ir. Torcendo para a sanfona não tornar a inflar de novo.
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Jefferson, muitos dos seus relatos parecem boas séries ou livros, deixando a gente preso aguardando os próximos capítulos. Minha impaciência me previne de assistir muitas delas, e geralmente assisto a temporada toda de cada série de uma vez, ao invés de um capítulo de várias séries por mês.
Fico muito feliz pelo relato de não precisar mais de cirurgia, e mais ainda pela nova abordagem na vida, coisa que tento constantemente fazer e tenho observado que realmente gera frutos positivos.
Wagner, como cronista/escritor, técnico em eletrônica ou programador eu realmente me vejo abaixo da linha da mediocridade (de acordo com a correta definição de ¨medíocre¨). Não é falsa modéstia. Mas esses elogios me incentivam a continuar escrevendo. E apesar de ser algo que invade minha privacidade, falo sobre minha saúde porque tenho certeza de que vai ser útil para alguém. Se ajudar pelo menos uma pessoa já não terá sido perda de tempo eu ter parado para criar o texto.
Nunca é tarde demais para mudar. Nem para acreditar que alguém pode mudar. Esse tema sempre me faz lembrar do filme 16 quadras que apesar de ser um filme de ação, tem a frase ¨people change¨ como um tema central.
Jefferson,
Também tenho problemas de coluna que são um “mistério” pois não sofri trauma que pudesse ser a causa do problema. Só que no meu caso é coluna lombar e torácica.
O que tenho tentado fazer é exatamente o mesmo que você, mudar hábitos e praticar atividade física. No meu caso, optei por fisioterapia com profissional especializado (clínica e fisioterapeuta) e também estou vendo resultados positivos.
Mas enfim, vamos tentando melhorar a saúde e fugir da cirurgia.
Abraço.
Acho importante ressaltar aqui que a doutora nunca me ofereceu o caminho da saída do sedentarismo como escapatória para a cirurgia. Eu decidi fazer isso porque, se eu não conseguia imaginar algo que tivesse feito (ou deixado de fazer) para justificar um problema tão sério, que ia mudar minha vida para pior definitivamente, imagine quando a conta pelo meu desleixo e irresponsabilidade com meu corpo e minha saúde começasse a chegar. Os resultados ruins dos meus exames de sangue eram uma constante há muitos anos: colesterol ruim alto, colesterol bom baixo, excesso de triglicerídeos, glicose na porta do diabetes… Eu pensei: “só faltava eu ficar também diabético para arruinar minha alegria de viver!”.
Eu decidi fazer o que fiz (e continuo fazendo) para a situação não ficar ainda pior. E fui surpreendido com o presente de manter a necessidade da cirurgia na cervical como apenas uma possibilidade. Já se passaram quase três anos desde o choque do “vamos ter que operar”.