 Jefferson,  26 de novembro de 2021, Redes, vpn Este texto vai servir de suporte a outros textos que estou preparando sobre o OpenVPN.
O Easy-RSA pode ser baixado e instalado como um programa independente ou como parte de uma instalação completa do OpenVPN para Windows. Se instalou junto com o OpenVPN, mova a pasta C:\Arquivos de Programas\OpenVPN\easy-rsa para c:\easy-rsa. Isso é necessário porque Easy-RSA tem um bug que o faz falhar se o caminho tiver espaços. Se esta pasta não existir, você provavelmente não escolheu todas as opções na instalação customizada do OpenVPN. Esta pasta é instalada ao habilitar a opção “Easy RSA 3 Certificate…”.
A máquina onde são criados os certificados pode ser completamente distinta da que vai usá-los. Eu poderia criar aqui e passar para qualquer um que pedisse, que funcionaria do mesmo jeito.
O arquivo vars
Ainda usando o explorer, renomeie o aquivo “vars.example” como “vars” (remova a extensão)

Esse arquivo possui a configuração que vai ser usada por Easy-RSA para gerar os certificados. Você não precisa mexer em nada se não quiser mudar o default. Vale a pena dar uma olhada nele com um editor compatível com quebras de linhas unix (como o Notepad++) para ver as opções disponíveis. Duas configurações candidatas a personalização são os prazos de validade, mas você não precisa realmente alterar nada para que funcione para o propósito deste texto.
# In how many days should the root CA key expire?# In how many days should the root CA key expire?
#set_var EASYRSA_CA_EXPIRE 3650
# In how many days should certificates expire?
#set_var EASYRSA_CERT_EXPIRE 825
Você precisa remover o # do início de cada linha que você editar.
Criando os certificados
Abra um prompt de comando como administrador e execute EasyRSA-Start.bat. Nos meus testes clicar com o botão direito no .bat e pedir pra executar como administrador não bastou (o programa pisca e fecha). Foi preciso abrir um prompt primeiro.

No shell que se abre você vai executar os seguintes comandos em sequência:
./easyrsa init-pki
./easyrsa build-ca
./easyrsa build-server-full nome_do_certificado_servidor
./easyrsa build-client-full nome_do_certificado_cliente
./easyrsa gen-dh
Mas você vai ter que responder algumas perguntas durante o processo, por isso vou mostrar passo a passo tudo o que acontece e onde você precisa responder. Vamos supor que o certificado servidor tenha o nome “servidor-vpn” e que o cliente tenha o nome “cliente-vpn”. Os comandos ficam assim:
./easyrsa init-pki

./easyrsa build-ca
Se ocorrer o erro “extra arguments given” após digitar a senha duas vezes, você provavelmente não seguiu minha recomendação de mover a pasta para c:\easy-rsa.
A digitação de senhas em todos os passos é feita às cegas. Parece que o programa está travado, mas não está.

./easyrsa build-server-full servidor-vpn

./easyrsa build-client-full cliente-vpn

./easyrsa gen-dh

Feche o prompt de comando.
Copie os certificados criados (em c:\easy-rsa\pki\issued\*.crt)

e suas chaves (em c:\easy-rsa\pki\private\*.key) exceto a chave do certificado CA, que nunca deve ser divulgada.

Você precisa copiar também ca.crt e dh.pem. Ambos de C:\easy-rsa\pki\.

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 Jefferson,  26 de novembro de 2021, Redes, vpn Este texto servirá de suporte a outros textos que estou elaborando e meu foco é a implementação de VPNs (realmente) particulares e gratuitas. Não vou tratar aqui de serviços profissionais pagos.
Considere que este texto está em rascunho. Muita coisa pode mudar por estar errado, incompleto, ou eu decidir redigir de outra forma; mas eu tentarei avisar sobre as mudanças nos comentários.
Meu primeiro contato com VPNs foi com um cliente que comecei a atender em 2019. A empresa tinha a matriz com todos os servidores em uma cidade e a filial em outra. Em cada ponta uma conexão com a internet e um computador rodando PFsense que agia como gateway VPN. Havendo internet nas duas pontas as máquinas PFsense estabeleciam um “túnel” ligando as redes das duas localidades, para todos os efeitos práticos como se existisse um cabo realmente longo ligando as duas. Isso permitia coisas interessantes, sem que nenhuma aplicação tenha sido feita com isso em mente:
- Os “busca preço” (aqueles terminais com leitor de código de barras disponibilizados para clientes) na loja obtinham o preço atualizado de cada produto consultando no servidor na outra cidade;
- Cada funcionário do administrativo trabalhava o dia inteiro no servidor remoto, cada um usando uma conexão RDP;
- De qualquer uma das pontas eu podia administrar roteadores e outros dispositivos de rede da outra simplesmente digitando o endereço IP correspondente no navegador.
Nesse ponto você pode estar pensando: “não preciso de VPN para fazer nada disso”. Não, não precisa mesmo. Você pode criar acessos individuais para cada um desses usos e encaminhar portas no roteador para eles. Mas além de você precisar saber precisamente que portas precisa encaminhar em cada aplicação (que porta o busca preço usa?), rapidamente fica muito inconveniente administrar isso. Por exemplo, cada interface web de roteador e impressora de rede por default usa a porta 80, mas você não pode ter duas aplicações usando a mesma porta de entrada no roteador. Para poder ter acesso simultâneo a cada um dos dispositivos precisa arbitrar novas portas e encaminhar de acordo*. Por exemplo, dispositivos que você acessaria assim de qualquer lado de uma VPN:
- http://10.129.40.100
- http://10.129.40.130
- http://10.129.40.147
- http://10.129.40.168
- …
Sem VPN vai continuar acessando assim localmente mas vai ter que acessar da ponta remota com algo assim (um encaminhamento diferente no roteador para cada):
- http://matriz-olinda.dyndns.org
- http://matriz-olinda.dyndns.org:3070
- http://matriz-olinda.dyndns.org:3071
- http://matriz-olinda.dyndns.org:3072
- …
E o problema se repete na outra direção.
(*) Se seu roteador suportar uma porta externa diferente da interna no encaminhamento. Se não suportar você vai ter que mudar as portas default nos dispositivos e aí a complicação sobe a outro nível.
Ainda temos o problema da segurança. Qualquer indivíduo fazendo um portscan no endereço IP referente a matriz-olinda.dyndns.org vai eventualmente encontrar as portas abertas por mais que você tente obfuscar usando números de porta incomuns (só existem 65536 possibilidades). Além do fato de que o provedor de acesso em cada ponta pode bisbilhotar todo o tráfego que não seja naturalmente criptografado.
Quando você usa uma VPN apenas uma porta precisa ser encaminhada no roteador. Dentro do túnel suas aplicações podem usar as portas que queiram sem você estar nem ciente de quais são. E mesmo que você não criptografe o túnel, bisbilhotar no seu tráfego ou fazer um portscan para saber que portas estão abertas requer outro nível de conhecimento e acesso à sua rede.
E quando eu finalmente entendi como a configuração OpenVPN nos PFSense funcionava, a flexibilidade alcançou outro nível. Instalei clientes OpenVPN no meu desktop em casa e no notebook e com dois cliques eu podia estabelecer uma conexão de onde eu estivesse e trabalhar como se estivesse dentro da empresa. Administrar a coisa toda ficou muito mais fácil. Eu pude até desenvolver um software de consulta de preços acessando o servidor Winthor do cliente como se ele estivesse na minha casa.
Então só tem vantagens?
Não. A principal desvantagem é a complexidade para instalar e configurar a VPN (pelo menos usando opções gratuitas). Começa apenas “bem pouco amigável” e vai crescendo em complicação dependendo do seu objetivo. Uma vez que você consiga, basta salvar as configurações das duas pontas que refazer se torna muito fácil. Mas chegar a esse ponto pode ser uma luta. Eu pretendo criar uma série de textos explicando como fazer isso para diversos cenários, detalhando as armadilhas em que caí no caminho.
Por que não usar software de controle remoto como Anydesk e Teamviewer?
VPN e controle remoto resolvem problemas distintos e na maioria das vezes você vai usar ambos. Implementar uma VPN não vai necessariamente fazer você deixar de precisar do controle remoto.
Vantagens da VPN:
- Para monitorar de casa quem está conectado ao roteador Wi-Fi da empresa, por exemplo, com o Anydesk você precisa fazer uma conexão Anydesk a uma das máquinas da empresa que ninguém esteja usando, abrir um navegador e acessar a Web UI do roteador. Com uma VPN estabelecida você pode ter o endereço do roteador na empresa como um favorito no seu navegador em casa e clicar nele. E isso fica muito mais ágil mesmo em conexões lentas porque o que está trafegando pela internet até sua casa são as páginas do roteador e não a imagem do computador remoto;
- Também com o anydesk você pode acessar um computador remoto para trabalhar nele, mas outra pessoa não pode fazer isso ao mesmo tempo. Usando uma VPN você pode em muitas situações levar o seu computador da empresa para casa, estabelecer a conexão com o servidor no escritório e trabalhar como se não tivesse saído de lá. Isso nem sempre é verdade pois aplicações que fazem uso desleixado dos recursos de rede podem ficar extremamente lentas se o tráfego tiver que ocorrer via internet;
- Dá medo pensar no desastre global que seria se um dia um zeroday for descoberto no anydesk/teamviewer que permita login sem precisar da senha. Até descobrirem e disponibilizarem um patch (e todo mundo aplicar) o estrago vai ser grande;
- Você não depende de que mais um serviço de terceiros esteja funcionando. Eu já precisei ter que esperar os servidores anydesk voltarem a funcionar para poder fazer um acesso remoto;
- Os softwares de controle remoto somente são gratuitos de verdade para uso doméstico. E o custo só é realmente barato num aplicação “um para muitos” (uma pessoa apenas acessando muitos computadores).
Vantagens do controle remoto:
- Como o próprio nome diz, VPN não é para controle remoto. Você não pode ver o que outro usuário está fazendo ou mostrar a ele como se faz algo usando (apenas) uma VPN;
- A facilidade com que você instala e usa o anydesk/teamviewer é extraordinária;
- Você pode transferir arquivos entre máquinas com extrema facilidade.
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 Jefferson,  16 de novembro de 2021, Os leitores de longa data talvez se lembrem do que eu pensava do Twitter em 2009. De lá para cá não acho que muito tenha mudado, mas eu sinto muita falta da agilidade e do consequente engajamento que eu tinha com os leitores no Buzz. Por um lado, tem o problema de requerer que meus leitores tenham conta lá para me acompanhar, enquanto aqui os comentários podem ser completamente anônimos. Algo que considero importante, quando usado com responsabilidade. Por outro lado, o Twitter tem 400 milhões de usuários…
Isso pode nem vingar. Estou tratando como um experimento para ver se adquiro novamente o hábito de colocar por escrito mais do que se passa na minha cabeça diariamente, como acontecia no Buzz. E assim como acontecia naquela época definitivamente não tem o objetivo de substituir o blog. Só poder escrever até 280 caracteres de cada vez e sem opções de formatação é um grande limitador. Ainda bem que pelo menos dá para colocar imagens.
Confiram em @JeffersonRyan
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 Jefferson,  15 de novembro de 2021, Redes O papelão com o Intelbras SF800 VLAN Ultra me lembrou que já havia passado da hora de me familiarizar com VLANs. Procurando opções de switch gerenciável (normalmente o tipo de switch que suporta VLANs) no ML me deparei com um anúncio por um preço surpreendentemente baixo para as características do produto, pois enquanto a maioria dos switchs gerenciáveis de 24 portas custa mais de R$1000, este estava custando apenas R$436 com NFe (você encontra mais barato sem nota) e ainda tinha quatro portas gigabit (total de 28 portas). A existência de portas gigabit era um diferencial grande, que me permitiria aproveitar o switch em mais aplicações.
Quando pesquisei sobre o modelo na internet descobri a razão do preço baixo: o modelo saiu de linha há anos e provavelmente era um produto usado sendo vendido como novo. Não é novidade mas parece ter acontecido muito mais ultimamente.
Como o ML oferece uma garantia de devolução de sete dias para eletrônicos decidi arriscar. Estava preparado para examinar o switch com uma lupa, procurando pelos sinais de uso como poeira e oxidação nas portas. Não estava preparado para o que recebi.
O switch não podia ser mais novo. Caixa original em papelão branco plastificado, com a marca linksys, brilhando de nova. Switch com aquele cheiro de plástico novo. Todos os acessórios…
Deu até vontade de comprar outro (o vendedor ainda tem sete hoje) mas estou me segurando para não fazer despesas à toa.
Sobre a possível idade do switch
Esta página sugere que o modelo foi vendido pela última vez pelo fabricante em abril de 2018. “Apenas” três anos. Porém esta página sugere que foi fabricado antes de 2010, porque a versão do firmware instalada pelo usuário na época, 1.2.1b, é igual à minha. Aí o switch já tem pelo menos 11 anos. Isso é corroborado pelo documento da Cisco (que comprou a Linksys) 75335-SRW224G4-248G4_V1.1_Firmware_V1.2.3.0.pdf, disponível nesta página, que informa que a versão mais recente do firmware foi lançada em 25/11/2008. Então ou switch passou pelo menos 13 anos guardado em um depósito ou foi propositalmente fornecido com uma versão mais antiga do firmware e nesse caso pode ter apenas três anos mesmo. O que faz sentido, já que o documento informa que a versão mais recente do firmware tem um monte de bugs. Não parece ser prudente atualizar para ela.
O que aprendi sobre o switch até agora
- Consumo de energia: 13.8W (9.9kwh mensais) com tráfego leve. Medido com um PMM2206. Para se ter uma idéia, eu tenho um switch vagabundo de oito portas aqui que consome 1.9W (1.4kwh mensais) nas mesmas condições. Pode ser tolice deixar um switch desses ligado na sua casa “só porque está disponível” pois em um ano a diferença na conta de luz paga por um switch comum de oito portas;
- Possui ventilador interno, ligado permanentemente, que é audível à distância em ambiente silencioso. Como estou testando em casa, no escritório/oficina, o ruído é evidente;
- Versão do firmware 1.2.1b;
- Compatível com rack padrão. Apesar da foto, vem com os suportes laterais já instalados;
- Alimentação 110-220V automática;
- As portas gigabit funcionam como um switch gigabit de 4 portas. Na prática o switch tem 28 portas;
- Tem duas portas miniGBIC (fibra óptica) compartilhadas com as portas G3 e G4. Mas é altamente improvável que eu use isso;
- Portas gigabit sinalizam conexão 1000Mbps com cor de LED diferente;
- Quaisquer portas podem ser agrupadas para criar uma porta que tem a soma das capacidades individuais. Por exemplo, você pode agrupar 4 portas de 100Mbps para ter uma conexão de 400Mbps com outro switch. E aparentemente isso serve para oferecer redundância também (se uma porta ou cabo do grupo falhar, as outras mantém o link, embora mais lento);
- Se tem uma bateria interna, possivelmente está morta a esta altura. Se eu configuro a data e hora nele, isso se perde ao desligar a energia;
- IP default 192.168.1.254. Você pode configurar para DHCP depois;
- Credenciais default: admin/
- Configuração via interface web compatível apenas com Internet Explorer e provavelmente foi projetado para uso com o IE8. Para a configuração funcionar no IE11 basta adicionar o IP do aparelho na lista de compatibilidade;
- Leva cerca de 1 minuto para dar boot. Apesar dos LEDs correspondentes a cada porta acenderem segundos depois de ligado, só há conectividade quando o boot termina;
- Gerenciamento por linha de comando via console serial com conector DB9. Mas só me parece realmente necessário usar essa porta se você esquecer a senha ou IP do aparelho e precisar resetá-lo. Todas as funções do dia a dia estão disponívels via Web-GUI; Uma das versões do firmware tem um bug que, até onde pude entender, impede você de usar algumas funções da web GUI se o único usuário for o admin. É bom criar logo um novo usuário;
- Ao criar um novo usuário, o usuário admin é apagado automaticamente, por isso certifique-se de que sabe a senha que está configurando;
- A proteção contra loops (STP) funciona, se habilitada;
- Alterar certas configurações, como STP, faz com que a conectividade de todo o switch seja paralisada por vários segundos;
- A CISCO parece ter apagado tudo o que havia de suporte para o aparelho em seu site. Você depende de quem tem o aparelho e escreveu sobre ele para tirar suas dúvidas.
Minhas notas sobre o recurso VLAN
Tenha em mente que ainda estou aprendendo a usar isso e o que vou escrever aqui pode nem fazer sentido.
Conceitos
- Access Port – Só pode fazer parte de uma VLAN e esta tem que ser untagged;
- Trunk port – Pode fazer parte de mais de uma VLAN e precisa usar tags para a identificação;
- General port – Pode fazer parte de mais de uma VLAN. Ainda não estou certo de qual a diferença para o modo Trunk.
- VLAN de gerenciamento – A VLAN que dá acesso à configuração do switch. Por default é a VLAN 1 e todas as portas fazem parte dela.
No momento em que você atribui uma porta no modos Access ela é apagada da VLAN de gerenciamento, por isso cuidado ao mexer na porta que você está usando para acessar o switch.
Isso também pode tornar inviável a administração remota do switch. Normalmente, o acesso à internet vai estar numa VLAN separada, então nenhuma máquina que tenha acesso à internet vai ser capaz de acessar o gerencimento do switch.
Ao colocar uma VLAN no modo Trunk e atribuir a uma segunda VLAN ela não deveria ser apagada da VLAN de gerenciamento, até mesmo porque ao adicionar VLANs à porta só deveria estra disponível a opção “tagged”, mas aconteceu com a primeira porta que configurei de a primeira VLAN adicionada ser “untagged”, o que removeu a porta da VLAN1. Talvez a primeira porta trunk criada precise não fazer parte da VLAN1.
Como é uma característica do uso de VLANs que usando-as você pode restringir o acesso à configuração do próprio switch e o usuário anterior pode ter restringido o acesso à VLAN de gerenciamento a apenas uma porta que você não sabe qual é, tentar adivinhar o IP em que o switch está configurado pode ser absoluta perda de tempo se não estiver configurado para DHCP.
Se você apagar uma VLAN, todas as portas associadas a ela passam a fazer parte da VLAN1 se não forem membros de outra.
Apenas portas no modo Trunk e General podem fazer parte de mais de uma VLAN. E apenas em uma ela pode ser Untagged.
Para mudar o modo da porta entre Acces, Trunk e General: VLAN Management -> Port Setting
Para incluir uma porta em uma VLAN existem dois caminhos:
- Vlan Management -> Ports to Vlan -> Escolha a VLAN e mude a configuração de “Exclude” para “Untagged”
- Vlan Management -> VLAN to Ports -> Escolha a porta e clique em Join VLAN
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 Jefferson,  15 de novembro de 2021, programacao, SSD Nos meus computadores eu nunca senti nenhuma necessidade de usar SSD, principalmente diante do problema espaço em disco. Meu HDD de boot do desktop usualmente tem de 1TB a 2TB e na época que comprei meus HDDs de 2TB (2011) eles custaram R$229. Vai tentar comprar um SSD hoje com essa capacidade. O outro problema é que uso todas as portas SATA da máquina e relocar os 2TB para outro lugar não é tão simples.
Mas o fator realmente importante: nunca achei meu computador lento. Uso Core i3-3220 (terceira geração) com 16GB de RAM e placa-mãe Intel DH67CL.
Aí veio a necessidade de usar o Android Studio. Pense num negócio lento! Era simplesmente inviável desenvolver com ele do jeito que ficou ao ser instalado na minha máquina. Parecia até estar ignorando meus cliques ou travado. O único indício de que havia algo rolando que eu precisava esperar (note o evidente problema na interface com o usuário) era a atividade do meu disco C: ficar colada em 100%. Abrir o emulador era coisa para ir visitar o banheiro enquanto esperava.
Não é realmente uma surpresa, visto que esse mostrengo é baseado no IDE (Integrated Development Environment) Intellij IDEA, que é desenvolvido em Java (além do propósito dele ser programar em Java, o próprio programa é escrito nessa linguagem). E os meus leitores da época do G&G devem lembrar o que penso da p**ra do Java como usuário Windows e técnico de manutenção. Na época que estava na faculdade o Intellij era o “melhor” IDE para quem tinha a paciência de um monge e como eu não sou nem monge nem masoquista usava o Eclipse, que também não é lá essas coisas no quesito agilidade.
Mas fazer o quê? Coloquei um de meus HDDs em um adaptador SATA-USB 3.0 para liberar uma porta SATA e clonei minha instalação do Windows para um SSD Kingston A400 de 240GB. O Android Studio ficou tolerável. Não me atrevo a dizer que ficou rápido, pois rápido mesmo é o Delphi 7. E vale salientar algo interessante: minha máquina não pareceu ficar mais rápida em nenhuma outra atividade. Ou seja: se acabar minha necessidade de usar o Android Studio o SSD cai fora.
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 Jefferson,  15 de novembro de 2021, manutenção, SSD Um cliente tem um notebook ASUS que estava apresentando os seguintes tempos de boot:
- 1min para a mensagem de boas vindas;
- 2min para exibir o desktop;
- 2min50s para abrir o explorer (Win+E logo ao exibir o desktop);
- 4min para destravar o Gerenciador de Tarefas (abria antes disso, mas as tarefas ficavam sem atualização) ;
- 4min45s para aparecer a janela do Google Drive (abria automaticamente a cada boot);
- 6min para a atividade de disco cair a 95%;
- 14min para atividade de disco cair a menos de 50%.
Indiquei que ele comprasse um SSD Imation na Lognet, por ser o mais barato de uma marca que para mim tem alguma credibilidade. Quando me chamaram para fazer a instalação, o que me entregaram foi um Multilaser Axis 400 de 120GB, que hoje, por R$164, é o mais barato SSD à venda na lognet. Eu fiquei olhando para a caixa avaliando se deveria ou não dizer ao cliente que não podia garantir o resultado ao instalar “aquela desgraça”. Acabei decidindo por instalar, porque só o que ele ia perder com o cancelamento da minha visita era quase o valor do SSD e a decisão de comprar “aquela desgraça” não fora minha.
Após fazer a clonagem do HDD original e instalar o SSD no notebook, fiquei de queixo caído: o tempo para alcançar o ponto 4 da lista acima caiu para 35 segundos.
“Aquela desgraça” pode até ter outros problemas, mas ser lerdo ao dar boot não é um deles.
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 Jefferson,  31 de outubro de 2021, Atualização: depois dos comentários dos leitores concluí que esse deve ter sido um caso isolado, mas parte de minhas críticas continua valendo.
Neste fim de semana estive com o amigo José Carneiro e sua família no Shopping Center Recife e na hora de sair, quando ele foi pagar o estacionamento com cartão de crédito num dos totens de auto atendimento, se distraiu e retirou o cartão de estacionamento quando deveria ter retirado o cartão de crédito. Por causa disso, a informação de que o estacionamento havia sido pago não foi gravada no cartão de estacionamento. Reinserir o cartão não adiantou.
Consertar isso levou 20 minutos, exigiu percorrer um longo caminho a pé e provocou uma longa fila num dos poucos guichês de atendimento humano ainda existentes, porque foram conferir a estória do meu amigo, possivelmente olhando em filmagens. E ainda assim não gravaram o cartão com a informação de que estava pago porque “não podiam”. Retiveram o cartão de estacionamento e disseram que ele se dirigisse com o carro a uma saída qualquer, ligasse o pisca alerta e acionasse o interfone para entrar em contato com a central, que liberaria a saída do veículo sem cartão. Foi o que fizemos e ainda foi necessário acionar o interfone umas quatro vezes, enquanto se formava uma fila atrás do nosso veículo, até que eles finalmente atenderam e abriram a cancela.
Tudo isso por causa de R$11,50.
Eu me pergunto:
- Por que a informação de pagamento não é gravada imediatamente, quando a transação do cartão de crédito/débito é aprovada? Por que quando o sistema pede para retirar o cartão de crédito, o cartão de estacionamento ainda está esperando pela gravação?
- Se por qualquer razão isso tem mesmo que ser feito assim, por que a informação de pagamento não foi gravada quando meu amigo reinseriu o cartão? O cartão do estacionamento é a primeira coisa que você insere, porque ele precisa ser lido para saber a hora que você entrou e calcular o quanto você deve. O cartão pode perfeitamente ser inequivocamente identificado nesse momento (não falta tecnologia para isso) e, se for removido por qualquer razão, não vejo por que o sistema não possa ficar parado esperando que o mesmo cartão seja inserido de novo para gravar, desistindo apenas caso um cartão diferente seja inserido;
- Se por qualquer razão (2) é impossível, por que é então possível remover o cartão do estacionamento antes da transação terminar? Qualquer um que use caixa automático sabe que automação para reter o cartão não é exatamente uma novidade;
- Se tudo isso aí é inevitável (eu duvido), por que não existe um canal de comunicação direto do totem com a central de segurança para resolver esses problemas? Por que é tão demorado conferir que o totem “X” acusou erro de gravação do cartão “Y” no horário “Z”?
Isso seria porque do jeito que é feito hoje a maioria das pessoas não se daria a esse trabalho todo por causa de R$11,50, preferindo pagar de novo? Talvez na primeira vez, por não saber o quanto eles complicam o processo, mas não na segunda?
E não é exatamente por que falte dinheiro para o SCR, que em 1998 se gabava de ser o maior shopping da América Latina, investir em soluções tecnológicas. O SCR tem 5800 vagas de estacionamento com uma tarifa mínima de R$9,50. No mínimo 55 mil reais por dia (ou 1.65 milhões por mês) de estacionamento cheio.
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 Jefferson,  18 de outubro de 2021, minhasburradas

Um cliente precisou transformar um ponto de rede distante em dois e era mais barato instalar um switch do que passar um novo cabo. Deixei um switch meu emprestado, procurei o switch mais barato disponível na Lognet que não fosse de uma marca vagabunda demais e passei o link para o cliente comprar. Era um Intelbras e na minha visita seguinte o switch estava lá. Aproveitei para instalar e para minha surpresa não havia conectividade. Todos os três cabos acendiam os respectivos LEDs mas não havia tráfego. Troquei as portas e nada mudou no comportamento. Coloquei o meu switch de volta, avisei ao cliente que o switch recém comprado estava com defeito e que era para eles trocarem. Como já havia se passado mais de uma semana desde a compra a Lognet disse ao cliente que precisava levar na autorizada local da Intelbras e como se tratava de um switch barato o cliente preferiu comprar outro igual.
Semanas depois, eu passei lá e troquei o switch. Funcionou na primeira tentativa, mais uma vez confirmando que o primeiro switch estava com defeito (HA!).
Passados seis meses, o cliente não tinha levado o switch ainda para a garantia. Decidi trazer para casa e dar uma olhada. Na minha primeira tentativa o switch funcionou (ué…), mas então eu decidi transferi-lo para outro lugar da casa onde eu poderia testar 24/7 e assim que instalei lá não funcionou.
Foi só aí que me dei conta do que estava escrito em cima: SF800 VLAN ULTRA.
Peraí… VLAN é um recurso que realmente pode isolar portas, mas esse é um switch “burro” (não-gerenciável)… como pode ter uma VLAN?
Dei uma olhada no manual online e estava lá: esse switch implementa uma VLAN “fixa” que isola as portas de 2 a 7, só permitindo a comunicação com a porta 1.
Macacos… me… mordam…
Se ignorância matasse este blog estaria órfão agora. Reordenei os cabos para que o cabo “WAN” fosse ligado à porta 1 e o problema sumiu.
Ainda bem que não passei pela vergonha de ouvir do cliente que a Intelbras disse que o suposto “técnico” da empresa não sabia usar o switch…
20/10/2021: O SF800 existe desde pelo menos julho de 2010 (encontrei-o numa tabela de preços da época por R$35) e já teve esta aparência:

A foto é do sub-modelo “Q” mas o SF800 “base” da época é idêntico, sem a palavra “QoS”. O fato do modelo base (sem VLAN fixa) existir há mais de 11 anos ajuda a explicar minha falta de atenção.
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 Jefferson,  18 de outubro de 2021, Redes, WTF Mais um exemplo de como equipamentos vagabundos podem “inovar”… na produção de dores de cabeça para o suporte.
O cliente estava sem acesso à rede em uma seção da empresa que era conectada a um certo switch. Tudo parece normal, os computadores acusam estar conectados ao switch, os respectivos LEDs no switch piscam indicando algum tipo de tráfego, mas não há conectividade entre as portas. Já era a segunda vez que isso acontecia na empresa e na vez anterior o problema pareceu ter sido resolvido ao trocar o switch.
Não era uma tempestade de pacotes (loop) porque o resto da rede operava normalmente e os LEDs do switch não piscavam de forma frenética.
Na minha experiência defeitos em switches são raros. E encontrar o mesmo defeito em dois switches na mesma empresa, na mesma seção da rede e com intervalo de menos de 30 dias é suspeitíssimo, mesmo considerando que eram usados e da mesma marca e modelo.
A causa era o roteador INOVA ROU-6004. Quando o cabo que ia até ele era conectado ao switch a conectividade desaparecia (meu PING de teste parava de funcionar). inicialmente eu achei que fosse algum problema exótico com o cabo, porque ao verificar o roteador este pareceu desligado. Esse roteador só é usado pelo contador da empresa e só quando este está em visita. Como ele não estava presente eu não achei estranho o roteador estar “desligado”. Foi só depois de testar o cabo com o testador mais rigoroso que tenho e não encontrar nada de errado com ele que constatei que o roteador estava quente embaixo, apesar de estar com todas as luzes apagadas. Estava travado. Após desligá-lo da tomada e ligar novamente as luzes acenderam e o problema sumiu.
O “fabricante” aparentemente não dá suporte para seus produtos. Só parece interessado em vender. É melhor evitar todos os produtos dessa marca.
Até esse evento eu achava que nada que você pudesse fazer em uma porta de switch pudesse afetar as outras portas do (e apenas do) mesmo switch. O que danado esse roteador estava fazendo ainda é um mistério para mim.
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 Jefferson,  16 de outubro de 2021, Ser “Engenheiro Aeroespacial Especialista em Astrodinâmica” é para os fracos. “Fantastically Awesome Trajectory Genius” é o cargo/título de Brian Sutter e Chelsea Welch, da Lockheed Martin, no documento da NASA que trata da concepção da trajetória da Missão Lucy, que decolou hoje.
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Jeff, por favor pode dar um exemplo de que aplicação tem criar esses certificados?
Só quando os textos sobre VPN começarem a sair.