Fui obrigado pelo Android Studio a instalar um SSD

Nos meus computadores eu nunca senti nenhuma necessidade de usar SSD, principalmente diante do problema espaço em disco. Meu HDD de boot do desktop usualmente tem de 1TB a 2TB e na época que comprei meus HDDs de 2TB (2011) eles custaram R$229. Vai tentar comprar um SSD hoje com essa capacidade. O outro problema é que uso todas as portas SATA da máquina e relocar os 2TB para outro lugar não é tão simples.

Mas o fator realmente importante: nunca achei meu computador lento. Uso Core i3-3220 (terceira geração) com 16GB de RAM e placa-mãe Intel DH67CL.

Aí veio a necessidade de usar o Android Studio. Pense num negócio lento! Era simplesmente inviável desenvolver com ele do jeito que ficou ao ser instalado na minha máquina. Parecia até estar ignorando meus cliques ou travado. O único indício de que havia algo rolando que eu precisava esperar (note o evidente problema na interface com o usuário) era a atividade do meu disco C: ficar colada em 100%. Abrir o emulador era coisa para ir visitar o banheiro enquanto esperava.

Não é realmente uma surpresa, visto que esse mostrengo é baseado no IDE (Integrated Development Environment) Intellij IDEA, que é desenvolvido em Java (além do propósito dele ser programar em Java, o próprio programa é escrito nessa linguagem). E os meus leitores da época do G&G devem lembrar o que penso da p**ra do Java como usuário Windows e técnico de manutenção. Na época que estava na faculdade o Intellij era o “melhor” IDE para quem tinha a paciência de um monge e como eu não sou nem monge nem masoquista usava o Eclipse, que também não é lá essas coisas no quesito agilidade.

Mas fazer o quê? Coloquei um de meus HDDs em um adaptador SATA-USB 3.0 para liberar uma porta SATA e clonei minha instalação do Windows para um SSD Kingston A400 de 240GB. O Android Studio ficou tolerável. Não me atrevo a dizer que ficou rápido, pois rápido mesmo é o Delphi 7.  E vale salientar algo interessante: minha máquina não pareceu ficar mais rápida em nenhuma outra atividade. Ou seja: se acabar minha necessidade de usar o Android Studio o SSD cai fora.

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Surpreso positivamente por um SSD Multilaser Axis 400

Um cliente tem um notebook ASUS que estava apresentando os seguintes tempos de boot:

  1. 1min para a mensagem de boas vindas;
  2. 2min para exibir o desktop;
  3. 2min50s para abrir o explorer (Win+E logo ao exibir o desktop);
  4. 4min para destravar o Gerenciador de Tarefas (abria antes disso, mas as tarefas ficavam sem atualização) ;
  5. 4min45s para aparecer a janela do Google Drive (abria automaticamente a cada boot);
  6. 6min para a atividade de disco cair a 95%;
  7. 14min para atividade de disco cair a menos de 50%.

Indiquei que ele comprasse um SSD Imation na Lognet, por ser o mais barato de uma marca que para mim tem alguma credibilidade. Quando me chamaram para fazer a instalação, o que me entregaram foi um Multilaser Axis 400 de 120GB, que hoje, por R$164, é o mais barato SSD à venda na lognet. Eu fiquei olhando para a caixa avaliando se deveria ou não dizer ao cliente que não podia garantir o resultado ao instalar “aquela desgraça”. Acabei decidindo por instalar, porque só o que ele ia perder com o cancelamento da minha visita era quase o valor do SSD e a decisão de comprar “aquela desgraça” não fora minha.

Após fazer a clonagem do HDD original e instalar o SSD no notebook, fiquei de queixo caído: o tempo para alcançar o ponto 4 da lista acima caiu para 35 segundos.

“Aquela desgraça” pode até ter outros problemas, mas ser lerdo ao dar boot não é um deles.

6 comentários
  • Matuto - 129 Comentários

    Um cliente meu que tem uma pequeno restaurante usa um Notebook Compaq CQ-25, que veio com esse SSD da Multilaser. Após um tempo de uso e ainda na garantia, o SSD começou a travar e ao rodar o HD Tune mostrei para ele vários setores defeituosos. Como no restaurante não é somente o dono que utiliza o notebook, eu não sei se o problema foi causado por mau uso ou se o SSD é “safado” mesmo.

    Eu resolvi o problema simplesmente formatando o SSD e reinstalando o Windows 10, porém o notebook começou a apresentar um outro problema e o cliente optou por deixa-lo na reserva e comprou um notebook da Dell.

    Eu ainda prefiro pagar 100 reais nos SSD’s da KingDian, que tem loja no AliExpress do que esse da Multilaser.

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Eu ainda prefiro pagar 100 reais nos SSD’s da KingDian, que tem loja no AliExpress do que esse da Multilaser.

    Um amigo comprou desses SSD (se não me engano é essa marca mesmo) na aliexpress e está satisfeito até agora. Parece bem atraente se o que você quer é rejuvenescer uma máquina para passar à frente.

    • Matuto - 129 Comentários

      Particularmente eu recomendo esses SSD’s da KingDian. Eu tenho quatro deles aqui (três Sata-III e um mSata) e todos ainda funcionando bem.

      O primeiro que comprei para “testar” foi um de 60gb e só apresentou problema uma vez, que formatando foi resolvido e hoje fica num notebook de testes.

      Se eu não me engano, três ou quatro clientes também compraram e estão satisfeitos, por indicação minha.

      Evidentemente que se um cliente me perguntar qual o melhor SSD, eu recomendaria os da Kingston sem dúvida, mas o preço desses KingDian são muito atrativos e a qualidade não é ruim.

      *OBS: Eu notei que as vezes um SSD com setores defeituosos “pode” ter como solução uma simples formatação “normal” (não é a rápida) pelo Windows. Se a minha memória não está falhando, acredito que por 3 ou 4 vezes já resolvi dessa forma o problema.

      • Jefferson - 6.631 Comentários

        Uma formatação normal tem como característica justamente tornar indisponíveis os clusters onde encontrar setores ruins então, sim, é bem provável que uma formatação não-rápida “resolva” o problema, escondendo-o. Se não me engano chkdsk/f faz o mesmo efeito sem apagar os arquivos (exceto os afetados pelo defeito).

  • Luciano - 493 Comentários

    Você deve se lembrar, inclusive houve um post aqui no seu blog com minha duvida e a solução. Aqui uso um I5-2400 (segunda geração) e com um HDD para boot ele era insuportavelmente lento.

    Depois de colocar o SSD, a diferença foi brutal.

    O tempo aproximado pra chegar até o passo 4 da sua lista aqui é coisa de 35 a 40 segundos também.

    Me estranha no post posterior a este você dizer que no seu I3 não fez diferença.

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O pagamento do estacionamento do Shopping Center Recife é propositalmente burro?

Atualização: depois dos comentários dos leitores concluí que esse deve ter sido um caso isolado, mas parte de minhas críticas continua valendo.

Neste fim de semana estive com o amigo José Carneiro e sua família no Shopping Center Recife e na hora de sair, quando ele foi pagar o estacionamento com cartão de crédito num dos totens de auto atendimento, se distraiu e retirou o cartão de estacionamento quando deveria ter retirado o cartão de crédito. Por causa disso, a informação de que o estacionamento havia sido pago não foi gravada no cartão de estacionamento. Reinserir o cartão não adiantou.

Consertar isso levou 20 minutos, exigiu percorrer um longo caminho a pé e provocou uma longa fila num dos poucos guichês de atendimento humano ainda existentes, porque foram conferir a estória do meu amigo, possivelmente olhando em filmagens. E ainda assim não gravaram o cartão com a informação de que estava pago porque “não podiam”. Retiveram o cartão de estacionamento e disseram que ele se dirigisse com o carro a uma saída qualquer, ligasse o pisca alerta e acionasse o interfone para entrar em contato com a central, que liberaria a saída do veículo sem cartão. Foi o que fizemos e ainda foi necessário acionar o interfone umas quatro vezes, enquanto se formava uma fila atrás do nosso veículo, até que eles finalmente atenderam e abriram a cancela.

Tudo isso por causa de R$11,50.

Eu me pergunto:

  1. Por que a informação de pagamento não é gravada imediatamente, quando a transação do cartão de crédito/débito é aprovada? Por que quando o sistema pede para retirar o cartão de crédito, o cartão de estacionamento ainda está esperando pela gravação?
  2. Se por qualquer razão isso tem mesmo que ser feito assim, por que a informação de pagamento não foi gravada quando meu amigo reinseriu o cartão? O cartão do estacionamento é a primeira coisa que você insere, porque ele precisa ser lido para saber a hora que você entrou e calcular o quanto você deve. O cartão pode perfeitamente ser inequivocamente identificado nesse momento (não falta tecnologia para isso) e, se for removido por qualquer razão, não vejo por que o sistema não possa ficar parado esperando que o mesmo cartão seja inserido de novo para gravar, desistindo apenas caso um cartão diferente seja inserido;
  3. Se por qualquer razão (2) é impossível, por que é então possível remover o cartão do estacionamento antes da transação terminar? Qualquer um que use caixa automático sabe que automação para reter o cartão não é exatamente uma novidade;
  4. Se tudo isso aí é inevitável (eu duvido), por que não existe um canal de comunicação direto do totem com a central de segurança para resolver esses problemas? Por que é tão demorado conferir que o totem “X” acusou erro de gravação do cartão “Y” no horário “Z”?

Isso seria porque do jeito que é feito hoje a maioria das pessoas não se daria a esse trabalho todo por causa de R$11,50, preferindo pagar de novo? Talvez na primeira vez, por não saber o quanto eles complicam o processo, mas não na segunda?

E não é exatamente por que falte dinheiro para o SCR, que em 1998 se gabava de ser o maior shopping da América Latina, investir em soluções tecnológicas. O SCR tem 5800 vagas de estacionamento com uma tarifa mínima de R$9,50. No mínimo 55 mil reais por dia (ou 1.65 milhões por mês) de estacionamento cheio.

17 comentários
  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Desde o início da pandemia não vou mais (minha família incluso) a nenhum shopping center. A minha esposa foi meses atrás num “outlet” a céu aberto numa cidade vizinha. Aproveitando a deixa como estão as coisas nessa (espero!) “reta final da pandemia”? A vida está voltando ao normal?

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Foi a primeira vez que fui a um shopping desde o início da pandemia. Aliás, a casa (e o carro) desse meu amigo é a única que frequento desde março de 2020, porque a família dele é mais paranóica que eu com a questão sanitária.

      Ele só foi ao shopping porque precisava resolver problemas com a TIM e a OI. E todos nós sabemos como é difícil lidar com essas empresas por telefone.

      Sim, tirando o uso de máscaras e muito alcool, a vida parece estar voltando ao normal.

      • Claudio - 87 Comentários

        Há! Desde o início da pandemia eu só entrei em um shopping uma única vez, para resolver um problema com a VIVO. Empresas de telefonia podiam, sei lá, ter uma infra de atendimento melhor? :D

  • Jorge Mendonça - 60 Comentários

    Nas saídas que sempre utilizo os totens meio que engolem o cartão do estacionamento e este fica inacessível até concluir o pagamento, aí ele “cospe” de volta. Nunca peguei esse modelo aí.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Meu amigo não pagou numa saída. Pagou num grupo de totens que fica numa “praça” que se me recordo bem fica próxima ao restaurante Madero.

      Porém se o comportamento desses totens é exceção eu retiro parcialmente minha crítica ao shopping. Não é mais proposital. É apenas negligente e/ou burro.

  • Victor - 11 Comentários

    Os totens que conheço não parecem gravar nada nos cartões, apesar da mensagem dizer que sim, são meros qrcode ou código de barras simples que identificam o cartão xyz e deve haver um banco de dados que informa tem a informação do horário que esse cartão foi retirado na entrada. Sistemas mais complexos pegam a placa via qrcode e imprimem no “cartão” (no caso é um papel impresso) ou só salvam no banco pra exibição na hora do pagamento.

    Por isso tudo, por já esperar dor de cabeça em falha no processo que eu sempre pego a impressão do recibo, mesmo não gostando de acumular papel.

  • Valber Marcel Bueno - 76 Comentários

    Nos totens do Rio Mar, o cartão fica preso enquanto o processo não é concluído, então, não dá para tirar.
    Mas concordo com o Victor, aparentemente um sistema assim deveria trabalhar com um cartão RFID, e, simplesmente checar no banco de dados os códigos dos cartões que estão disponíveis, e confrontar no banco com o que estão pagos. Sempre me estranhou muito essa “gravação” do cartão, que me parece tão ilógico quanto inseguro.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Eu acredito que o SCR e o Rio Mar optaram por gravar a informação no cartão pelo mesmo motivo que o Consórcio Grande Recife grava o valor do credito no cartão VEM: segurança e confiabilidade do sistema como um todo.

      O fato de que a informação é gravada no cartão sugere que os equipamentos não sejam ligados em rede. Ao entrar, um cartão qualquer é dado a você gravado com a hora que ele foi entregue. Na saída, o equipamento verifica no próprio cartão se este foi pago.

      Um hacker fica limitado a atacar o cartão. Não há um sistema centralizado para atacar. Não existe “servidor” ou “banco de dados” de estacionamento. Mesmo que ele descubra um jeito de autenticar o pagamento, precisa de acesso físico ao cartão para gravar, em uma janela apertada de tempo, o que dificulta a venda do serviço.

      No quesito confiabilidade, não é possível fazer um ataque DoS em um sistema offline. A quebra de um switch ou de um cabo de rede não vai paralisar as entradas e saídas do shopping.

      Em sistemas pequenos, como o de um supermercado, você pode se dar ao luxo de usar cartõezinhos de papel com um código de barras sem maiores problemas. Se der xabu, corre um funcionário lá para a saída e destrava a cancela, o que já gera transtorno. E quando falo de “pequeno” estou incluindo até um supermercado GRANDE como o Extra da Benfica, que opera com código de barras. O SCR e o Rio Mar operam em um nível muito acima disso. Colocar as cancelas em rede pode ser um pesadelo.

      • Jefferson - 6.631 Comentários

        Desvantagem do sistema: requer que periodicamente alguém esvazie a coluna de cartões de cada saída usando-os para abastecer a coluna de cartões de cada entrada. Por outro lado, um sistema desconectado reduz a pressão sobre o departamento de TI, o que pode acabar sendo mais econômico.

      • Ricardo - 143 Comentários

        Com os celulares saindo com NFC, não é tão complicado uma vez que o hacker saiba autenticar e o mapa do cartão. Basta alguns segundos segurando o cartão próximo do aparelho e com o software certo fica fácil.
        Mesmo se precisar quebrar a chave por força bruta, basta o celular e o cartão estarem no mesmo bolso enquanto se faz um passeio pelo shopping.

        • Jefferson - 6.631 Comentários

          uma vez que o hacker saiba autenticar e o mapa do cartão.

          Eu suponho que essa parte seja bem difícil então. O_o :lol:

          Não sabia que esses cartões podiam ser gravados via NFC. Achei que era necessário algo menos “popular”.

          • Ricardo - 143 Comentários

            Mifare classic podem ser quebrados vida força bruta em alguns minutos.
            Em geral, os sistemas mais “seguros” derivam as chaves de acesso pelo número identificador do cartão. Os sistemas sem preocupação com a segurança, usam chave fixa para todos, que na prática é o mesmo que nada. Ai depende do hacker ter acesso/descobrir qual o algoritmo usado.
            O próximo passo é saber onde e como as informações são armazenadas, mas em geral não é difícil também.

            • Jefferson - 6.631 Comentários

              Nem me passou pela cabeça que o SCR estivesse usando algo tão “mainstream” como Mifare. Mas isso foi pura ignorância mesmo :dashhead1:

              Assumindo que seja possível e prático a um atacante gravar no cartão que o estacionamento foi pago sem ter sido, o SCR ainda pode coibir isso mantendo os equipamentos em rede só para fazer essa conferência. Se a rede cair tudo continua funcionando normalmente.

              Modo inocente até provado culpado
              Ao inserir o cartão na saída, confere offline se foi pago e abre a cancela de acordo.
              Simultaneamente, se houver conectividade com a rede confere o pagamento e se não houver registro de que o cartão foi pago tira uma foto do veículo exibindo placa e ocupantes.

              Modo culpado até provado inocente
              O mesmo processo anterior mas se houver conectividade não abre a cancela se a conferência online der resposta negativa.

      • Jefferson - 6.631 Comentários

        Segundo a Wikipedia, o RioMar tem 6200 vagas de estacionamento. 400 a mais que o SCR.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Esqueci de uma coisa: O SCR e o Rio Mar provavelmente tem as entradas e saídas ligadas a uma rede, mas apenas para a segurança (filmagens e coleta de placas), sem conexão com o sistema de pagamentos. Cada grupo de entradas/saídas pode ter seu próprio DVR/NVR e a ligação com a rede principal pode ser interrompida sem paralisar o estacionamento. É claro que a segurança vai correr atrás de resolver um problema no CFTV o quanto antes, mas sem a pressão de uma centena de pessoas* sem conseguir entrar e sair do local isso fica mais fácil. A pressão é apenas do “cliente interno” (a administração).

      *Não estou exagerando. Passe 10 minutos acompanhando o movimento no estacionamento do SCR e imagine as entradas e saídas paralisadas por esse período.

  • Ricardo - 143 Comentários

    No texto não diz se ele recebeu um recibo do pagamento. Acredito que não, já que pelo relato levou muito tempo para “verificar a estória”.
    Mas se tivesse o recibo, talvez fosse melhor ter ido diretamente para a saída.

    Comigo já aconteceu de eu colocar o cartão e a cancela o “engolir” sem abrir a saída.
    Chamei no interfone e disseram que iriam mandar o segurança para liberar. Tive que esperar uns 10 minutos até aparecer alguém. Quando ele chegou, expliquei novamente o que tinha acontecido e ele me pediu o recibo de pagamento (eu não tinha, estava usando o período de tolerância). Mesmo assim ele liberou a passagem.

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Ele tinha o recibo. Porque eu mostrei a ele. Na hora ele ficou tão desconcertado que não viu a máquina cuspir o recibo e me disse que se eu não tivesse apontado ele teria saído sem. Em defesa dele, a posição da saída do papel naquela máquina é… estranha. Eu vi porque estava mais longe da máquina que ele.

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Levei uma surra vergonhosa de um switch Intelbras SF800

 

Um cliente precisou transformar um ponto de rede distante em dois e era mais barato instalar um switch do que passar um novo cabo.  Deixei um switch meu emprestado, procurei o switch mais barato disponível na Lognet que não fosse de uma marca vagabunda demais e passei o link para o cliente comprar. Era um Intelbras e na minha visita seguinte o switch estava lá. Aproveitei para instalar e para minha surpresa não havia conectividade. Todos os três cabos acendiam os respectivos LEDs mas não havia tráfego. Troquei as portas e nada mudou no comportamento. Coloquei o meu switch de volta, avisei ao cliente que o switch recém comprado estava com defeito e que era para eles trocarem. Como já havia se passado mais de uma semana desde a compra a Lognet disse ao cliente que precisava levar na autorizada local da Intelbras e como se tratava de um switch barato o cliente preferiu comprar outro igual.

Semanas depois, eu passei lá  e troquei o switch. Funcionou na primeira tentativa, mais uma vez confirmando que o primeiro switch estava com defeito (HA!).

Passados seis meses, o cliente não tinha levado o switch ainda para a garantia. Decidi trazer para casa e dar uma olhada. Na minha primeira tentativa o switch funcionou (ué…), mas então eu decidi transferi-lo para outro lugar da casa onde eu poderia testar 24/7 e assim que instalei lá não funcionou.

Foi só aí que me dei conta do que estava escrito em cima: SF800 VLAN ULTRA.

Peraí… VLAN é um recurso que realmente pode isolar portas, mas esse é um switch “burro” (não-gerenciável)… como pode ter uma VLAN?

Dei uma olhada no manual online e estava lá: esse switch implementa uma VLAN “fixa” que isola as portas de 2 a 7, só permitindo a comunicação com a porta 1.

Macacos… me… mordam…

Se ignorância matasse este blog estaria órfão agora. Reordenei os cabos para que o cabo “WAN” fosse ligado à porta 1 e o problema sumiu.

Ainda bem que não passei pela vergonha de ouvir do cliente que a Intelbras disse que o suposto “técnico” da empresa não sabia usar o switch…

 

20/10/2021: O SF800 existe desde pelo menos julho de 2010 (encontrei-o numa tabela de preços da época por R$35) e já teve esta aparência:

A foto é do sub-modelo “Q” mas o SF800 “base” da época é idêntico, sem a palavra “QoS”. O fato do modelo base (sem VLAN fixa) existir há mais de 11 anos ajuda a explicar minha falta de atenção.

11 comentários
  • Claudio - 87 Comentários

    Se eu entendi corretamente, com esse “switch” todas as portas (de 2 a 7) tem conectividade com a WLAN, mas nenhuma conectividade entre sí?

    Consigo imaginhar bem poucos cenarios onde ter essa configuração por padrão seja desejável … Distribuições de APs meramente para acesso `a internet talvez. Nas demais situações vc vai querer que as máquinas em uma rede conversem entre si.

    Isso poderia ser algo opcional, ativado via configuração, mas desativado por padrão …

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Sim, você entendeu corretamente.

      O publico alvo parece ser os provedores de acesso que ainda não migraram para fibra óptica.
      Em uma empresa “normal”, eu usaria como uma solução simples para garantir acesso Wi-Fi à internet para os visitantes usando roteadores sem “client isolation” e sem precisar intercalar roteadores desnecessariamente na extremidade da rede da qual todos dependem. Switches são muito mais confiáveis. Só que para essa aplicação ele tem cinco portas a mais que o geralmente necessário :S

      A página do produto na Lognet assume que você saiba o que é uma VLAN fixa e quais as consequências. Eu no lugar deles colocaria um aviso em destaque explicando qual o efeito prático. Venderia mais para as pessoas certas e menos para as erradas.

  • cleber martins dorneles - 1 Comentário

    Fiquei em dúvida! Tem um amigo meu usando há mais de seis meses e não deu problema. :(

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Usando o SF800 VLAN?

      Note que o “SF800” tem pelo menos quatro variantes e é fácil achar que todos são o mesmo switch quando você está fazendo uma pesquisa casual:

      SF800Q+
      SF800Q+ ULTRA
      SF800 VLAN
      SF800 VLAN ULTRA

      Somente as duas últimas sofrem desse “problema”. E se você por coincidência ligar o cabo certo na porta 1, como eu fiz na minha primeira tentativa em casa, pode nem perceber.

      Dependendo de onde você vai procurar, ainda vai achar as denominações “SF800 P” e “SF800 V”

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Correção: pelo menos cinco variantes:

      SF800
      SF800Q+
      SF800Q+ ULTRA
      SF800 VLAN
      SF800 VLAN ULTRA

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Eu adicionei uma foto do produto. Notem que está claramente identificado como algo “diferente”, mas só para quem sabe o que é uma VLAN. O vergonhoso para mim é que eu sei o que é e manuseei o switch diversas vezes sem ler o que estava escrito nele. Só tive que consultar o manual para saber o que era uma “VLAN fixa”.

    Eu simplesmente assumi que não havia nada em um switch desse porte (oito portas, menos de R$100, do tamanho de um celular, não instalável em rack…) que pudesse me surpreender. Até esse evento, se alguém me ligasse com um problema de conectividade e perguntasse se tinha porta certa para ligar cada cabo no switch eu diria: “nahhh… qualquer porta serve…”

    Switches gerenciáveis tem muita coisa que pode me surpreender, mas o porte deles já faz você parar e consultar o modelo no primeiro sinal de problema.

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Adicionei uma foto de como era o SF800 antes

  • Jefferson - 6.631 Comentários

    Eu comecei a me perguntar se esse isolamento de portas não tornava o switch imune a loops. Coloquei um cabo de rede entre as portas 4 e 5 e a principio pareceu que era imune mesmo, mas coisas estranhas começaram a acontecer em pontos “upstream” na rede, ligados a outro switch: o ping de duas máquinas para a internet falhava ocasionalmente e entre as máquinas falhava completamente. Ao retirar o loop o problema sumiu. A VLAN não torna o switch imune a loops entre as portas 2 e 7.

  • Valber Marcel Bueno - 76 Comentários

    Eu passaria pelo mesmo dilema, jamais iria me ligar que um equipamento barato fizesse algo a mais que um simples switch. Mas essa informação me abriu os olhos para algumas utilidades disso por aqui!

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      É… Eu imagino que numa faculdade existam muitas situações onde a conectividade entre máquinas (basicamente as usadas por alunos) vá de “não é importante” a “completamente indesejável” :D

      • Clovis - 1 Comentário

        Amigo, instalei esse switch junto do modem da operadora, todos dentro de um quadro de dados, ocorre que ele não funciona! Quando coloco ele longe do modem o problema some. Penso que seja interferência do wifi do modem, se for tem alguma alternativa para mantê-lo no mesmo local?

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Roteador Wi-Fi Inova ROU-6004 paralisando switch conectado à porta WAN

Mais um exemplo de como equipamentos vagabundos podem “inovar”… na produção de dores de cabeça para o suporte.

O cliente estava sem acesso à rede em uma seção da empresa que era conectada a um certo switch. Tudo parece normal, os computadores acusam estar conectados ao switch, os respectivos LEDs no switch piscam indicando algum tipo de tráfego, mas não há conectividade entre as portas. Já era a segunda vez que isso acontecia na empresa e na vez anterior o problema pareceu ter sido resolvido ao trocar o switch.

Não era uma tempestade de pacotes (loop) porque o resto da rede operava normalmente e os LEDs do switch não piscavam de forma frenética.

Na minha experiência defeitos em switches são raros. E encontrar o mesmo defeito em dois switches na mesma empresa, na mesma seção da rede e com intervalo de menos de 30 dias é suspeitíssimo, mesmo considerando que eram usados e da mesma marca e modelo.

A causa era o roteador INOVA ROU-6004. Quando o cabo que ia até ele era conectado ao switch a conectividade desaparecia (meu PING de teste parava de funcionar). inicialmente eu achei que fosse algum problema exótico com o cabo, porque ao verificar o roteador este pareceu desligado. Esse roteador só é usado pelo contador da empresa e só quando este está em visita. Como ele não estava presente eu não achei estranho o roteador estar “desligado”. Foi só depois de testar o cabo com o testador mais rigoroso que tenho e não encontrar nada de errado com ele que constatei que o roteador estava quente embaixo, apesar de estar com todas as luzes apagadas. Estava travado. Após desligá-lo da tomada e ligar novamente as luzes acenderam e o problema sumiu.

O “fabricante” aparentemente não dá suporte para seus produtos. Só parece interessado em vender. É melhor evitar todos os produtos dessa marca.

Até esse evento eu achava que nada que você pudesse fazer em uma porta de switch pudesse afetar as outras portas do (e apenas do) mesmo switch. O que danado esse roteador estava fazendo ainda é um mistério para mim.

2 comentários
  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Certas coisas não se pode economizar…

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      O caso desse cliente é compreensível. O roteador é particular, do contador, que instalou lá na sala de reuniões para ter mais comodidade quando estivesse em visita à empresa. Contadores, como a maioria da população, só sabem distinguir roteadores pelos números nas propagandas: quatro antenas deve ser duas vezes melhor que duas, 1200Mbps deve ser quatro vezes melhor que 300Mbps e por aí vai…

      Para o público em geral, Multilaser é uma marca melhor que D-Link (ou Cisco) por ser um nome mais conhecido.

      O que não pode é alguém com conhecimento técnico comprar essas bombas. É preciso não saber o que se está fazendo para pagar R$688 em um roteador Multilaser.

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Imagine ter o título de “Fantasticamente Incrível Gênio de Trajetória” no seu trabalho

Ser “Engenheiro Aeroespacial Especialista em Astrodinâmica” é para os fracos. “Fantastically Awesome Trajectory Genius” é o cargo/título de Brian Sutter e Chelsea Welch, da Lockheed Martin, no documento da NASA que trata da concepção da trajetória da Missão Lucy, que decolou hoje.

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Adorei a primeira temporada da série What If…? (E se…? – 2021) da Marvel

A série de animação se baseia no atual universo cinematográfico da Marvel, mas explora o que aconteceria se certos eventos tivessem ocorrido de maneira diferente. A arte é muito detalhada (deixa muitas animações da DC envergonhadas) e o roteiro e direção são muito melhores que a média. Muitas vozes são as dos atores originais dos personagens. Ao contrário de muitas experiências maçantes que tive neste ano (Snyder’s Cut, Tomorrow War, Black Widow, etc) na maior parte dos episódios eu me flagrei sentado na ponta da cadeira ansioso para ver o que ia acontecer em seguida. E em nenhum deles me deu vontade de dar uma pausa e ir fazer outra coisa. Não é perfeita, mas os problemas são facilmente ignoráveis. Em segundos você nem lembra mais deles.

São nove episódios. Alguns absolutamente cômicos, como “E se… Thor fosse filho único?” e outros absolutamente trágicos como “E se… Zumbis!?”.

É fortemente recomendado assistir aos episódios em ordem, porque embora a maioria deles ocorra em realidades distintas, o desfecho nos últimos dois episódios junta tudo. Eu assisti fora de ordem e me arrependi. Está prevista uma segunda temporada.

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Superman e Lois tem potencial, mas acho que não vou passar do primeiro episódio

É interessante testemunhar a sensação de impotência do homem mais poderoso do mundo diante do inevitável, seja a morte ou a rebeldia da adolescência.

Eu fiquei comovido, mesmo.

Porém a direção e o roteiro pecam em outros pontos que me jogam para fora da suspensão de descrença.  Por exemplo:

  • Eu até poderia acreditar que Jordan, o rebelde dark, quisesse voltar para o celeiro mesmo após ficar comprovado que era um lugar perigoso. Mas seu irmão “perfeito” também, já com um pé de cabra na mão? E a reação dos dois após a descoberta da nave ser de raiva desde o início?
  • E vovó Kent ia ter um roteador Wi-Fi dentro do celeiro, num lugar inacessível até para um jovem?
  • E os funcionários da usina nuclear que diante de um derretimento iminente em vez de fugir estavam parados no pátio da usina só para Superman ter um público ao chegar?
  • E Superman, que já estava a caminho, ao receber o sinal de emergência do general “acelera” como se um desastre em uma usina nuclear já não exigisse velocidade máxima?
  • Superman consegue remover a kryptonita do próprio peito, mesmo após submetido a seu efeito por algum tempo e após a ponta ter sido propositalmente quebrada pelo agressor? Seria verossímil se alguém tivesse feito isso por ele, como acontece em Superman Returns;
  • Se não fossem todos esses problemas, aquele momento “óculos do Clark Kent” poderia até ser engraçado. Só que não.

A fila anda.

2 comentários
  • Marcelo Neuri Haag - 111 Comentários

    Eu assisti alguns e parei: o “padrão CW” de séries acho muito, digamos, “bobinhas”, “lacradoras”, “politicamente corretas”, “representativas”, “etc”. demais pro meu gosto, se é que me entendes… ;)

    • Jefferson - 6.631 Comentários

      Tomando como exemplo Batwoman eu concordo. Mas eu gostei do que vi até agora de Legacies. Acho que poderia assistir só para ficar admirando Danielle Rose Russell :D

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Gostei de Free Guy (2021), mas só por causa do humor

A estória é interessante mas o roteiro tem problemas demais. O maior deles sendo o fato da segurança da Soonami, que em um momento pode usar até o “God Mode” dizer que não pode fazer mais nada porque não há mais polícia no jogo, porque os NPCs estão em greve.

Mas é uma comédia. Literalmente não é para ser levada a sério.

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Gostei de Injustice (2021)

Nessa animação da DC o Coringa consegue fazer com que Superman mate Lois Lane e a partir daí as coisas só pioram. É provavelmente essa estória que é referenciada no sonho de Batman em Liga da Justiça 2017.

Eu só tenho ressalvas quanto ao modo como o “problema” foi resolvido, pois funciona como solução para qualquer problema imaginável.

1 comentário
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